quarta-feira, março 27, 2013

CINCO RAZÕES PORQUE AMAMOS ISRAEL.



Cinco Razões Porque Amamos Israel


Por que amamos e apoiamos Israel? A Palavra de Deus nos fornece muito mais do que cinco razões para ficar do lado do povo judeu, mas vamos focar nossa atenção nas que consideramos as mais significativas.

Lemos acerca do centurião de Cafarnaum: “Tendo Jesus concluído todas as suas palavras dirigidas ao povo, entrou em Cafarnaum. E o servo de um centurião, a quem este muito estimava, estava doente, quase à morte. Tendo ouvido falar a respeito de Jesus, enviou-lhe alguns anciãos dos judeus, pedindo-lhe que viesse curar o seu servo. Estes, chegando-se a Jesus, com instância lhe suplicaram, dizendo: Ele é digno de que lhes faças isto, porque é amigo do nosso povo, e ele mesmo nos edificou a sinagoga. Então, Jesus foi com eles. E, já perto da casa, o centurião enviou-lhe amigos para lhe dizer: Senhor, não te incomodes, porque não sou digno de que entres em minha casa. Por isso, eu mesmo não me julguei digno de ir ter contigo; porém, manda com uma palavra, e o meu rapaz será curado. Porque também eu sou homem sujeito à autoridade, e tenho soldados às minhas ordens, e digo a este: vai, e ele vai; e a outro: vem, e ele vem; e ao meu servo: faze isto, e ele o faz. Ouvidas estas palavras, admirou-se Jesus dele e, voltando-se para o povo que o acompanhava, disse: Afirmo-vos que nem mesmo em Israel achei fé como esta. E, voltando para casa os que foram enviados, encontraram curado o servo” (Lc 7.1-10).

O testemunho impressionante e unânime acerca desse centurião romano e de seu comportamento foi considerado singular por Jesus. O status social e a profissão desse homem não o impediam de acolher Israel de forma especial em seu coração. Obviamente essa era apenas uma conseqüência de sua convicção interior de que o Deus de Israel era o Deus verdadeiro. Esse homem vivia e trabalhava em Israel e observava o povo, sua cultura e sua religião. O fato de ele ter mandado chamar Jesus em uma situação de angústia apenas comprova que o Espírito Santo também trabalhava nos corações de não-judeus, iluminando e conduzindo-os a Cristo. Mesmo os soldados durões e experimentados que crucificaram e vigiaram Jesus reconheceram nEle alguém extraordinário: “O centurião e os que com ele guardavam a Jesus, vendo o terremoto e tudo o que se passava, ficaram possuídos de grande temor e disseram: Verdadeiramente este era Filho de Deus” (Mt 27.54).

Em Atos dos Apóstolos, alguns anos depois de Pentecostes, encontramos o relato detalhado da conversão de Cornélio. Através da direção especial de Deus, o apóstolo Pedro foi enviado até esse centurião romano em Cesaréia. Ele também proclamava abertamente, junto com toda a sua casa, sua cordial simpatia pelo povo judeu. Dava muitas esmolas e orava a Deus “de contínuo” (At 10.2). Pedro, especialmente autorizado, abriu ali a porta para os gentios, e então podemos ler acerca da primeira conversão real de um gentio a Cristo na era da Igreja. Nesse evento, o amor por Israel é mencionado e salientado bem claramente. Hoje isso nos desafia a pensar mais profundamente sobre o assunto.

1. Jesus Descende de Israel

Em Apocalipse 5.5 somos mais uma vez confrontados com a identidade de Jesus: “...eis que o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi, venceu...”
Não é em vão que encontramos na Bíblia muitas genealogias cuidadosamente registradas, que retrocedem milhares de anos até Adão. Isso é único entre todas as nações do mundo. E essas genealogias permitem pesquisar a ascendência de Jesus. Logo no início do Novo Testamento, no Evangelho de Mateus, José, o marido de Maria, é listado como descendente de Davi. Sua linhagem passa pelo filho de Davi, o rei Salomão, e começa com Abraão. Em Lucas 3.23-38 a genealogia começa com José, filho de Eli, e não como em Mateus 1.16, onde ele é “filho de Jacó”. Ele se tornou “Filho de Eli” (genro) por meio de seu casamento com Maria. E essa linhagem passa por Natã, mais um filho de Davi, pelo próprio Davi até chegar a Adão, documentando a origem de Maria como “filha de Davi”. Esses são fatos inegáveis. Assim, as tentativas de negar a origem judaica de Jesus Cristo durante o domínio nazista eram ridículas. Mas, em nossos dias também se ouvem teses semelhantes da parte de líderes palestinos e islâmicos, que revisam a História e tentam converter Abraão ao islamismo mesmo 4.000 anos depois de sua morte e procuram fazer de Jesus um palestino. Paulo confirma: “com respeito a seu Filho, o qual, segundo a carne, veio da descendência de Davi” (Rm 1.3). E em Romanos 9.5 ele fala dos judeus: “deles são os patriarcas, e também deles descende o Cristo, segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito para todo o sempre. Amém!”.

A vida de Jesus transcorreu em lugares e lugarejos que, em sua maioria, podem ser facilmente identificados e localizados em Israel: Belém, o rio Jordão, Nazaré, Cafarnaum, Tabgha (lugar da multiplicação dos pães e peixes), Jerusalém e o monte das Oliveiras, o tanque de Betesda e o recém descoberto tanque de Siloé, o monte do Templo, o vale de Cedrom e, do outro lado, a cidadezinha de Betânia. Nos últimos anos foram descobertas algumas pedreiras antigas em Jerusalém, de onde o rei Herodes mandou quebrar as enormes pedras, típicas de suas construções e usadas na majestosa restauração do Templo judeu. E depois de décadas de busca, o arqueólogo judeu Ehud Netzer descobriu o sepulcro de Herodes no lado sul do Herodium, o monte artificial localizado ao sul de Jerusalém e Belém. Toda essa área fazia parte da antiga região pertencente às dez tribos de Israel.

Em Apocalipse 5.5 somos mais uma vez confrontados com a identidade de Jesus: “...eis que o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi, venceu...”

Saber que Jesus foi um judeu legítimo, que viveu e ministrou em Israel, não seria razão mais do que suficiente para amar esse povo?

2. Toda a Bíblia Vem de Israel

Toda a Bíblia vem de Israel.
Qual é, pois, a vantagem do judeu? Ou qual a vantagem da circuncisão? Muita, sob todos os aspectos. principalmente porque aos judeus foram confiados os oráculos de Deus” (Rm 3.1-2). Na Carta aos Romanos, tão rica em ensinamentos e tão fundamental à fé cristã, Paulo enfatiza a exclusividade de Israel como detentor e veículo da revelação do único Deus verdadeiro, mesmo na era da Igreja. O próprio Jesus testificou à samaritana no poço de Jacó: “Vós adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos, porque a salvação vem dos judeus” (Jo 4.22). O próprio Deus estabeleceu que assim fosse, e a nós só cabe aceitá-lo ou rejeitá-lo. O escritor da Carta aos Hebreus traça a linha que conecta os profetas do Antigo Testamento com a revelação divina definitiva em Jesus e por meio de Jesus: “Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho...” (Hb 1.12a). Mesmo que os teólogos modernos e os ateus tentem provar o contrário – o testemunho do apóstolo Pedro sublinha a veracidade das Sagradas Escrituras: “sabendo, primeiramente, isto: que nenhuma profecia da Escritura provém de particular elucidação; porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens santos falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo” (2 Pe 1.20-21). Não esqueçamos: todos esses homens santos eram de Israel, eram judeus (exceto Lucas).

É a Bíblia que contém informações tão particularmente importantes, sem as quais interpretaríamos todo o nosso mundo de forma incorreta e estaríamos perdidos em meio às religiões, filosofias e ao intelectualismo que nos rodeia. Ela fala claramente acerca da origem da terra e de todo o Universo: “porque, em seis dias, fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o Senhor abençoou o dia de sábado e o santificou” (Êx 20.21). “Graças te dou, visto que por modo assombrosamente maravilhoso me formaste; as tuas obras são admiráveis, e a minha alma o sabe muito bem” (Sl 139.14). “Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis” (Rm 1.20). Essas declarações nos provocam e nos desafiam a tomar posição. No decorrer dos milênios, declarações assim causaram perseguições cruéis e discriminação de judeus e cristãos. Mas continuará a ser verdade para sempre: “Porque todos os deuses dos povos são ídolos; o Senhor, porém, fez os céus” (1 Cr 16.26).

Por isso, está em curso uma grande guerra para apagar essa clara luz que vem da Bíblia via Israel, para riscar Israel do mapa e para intimidar e desanimar os cristãos. Mas, no final, o que está em jogo é a perdição eterna ou a salvação eterna: “como escaparemos nós, se negligenciarmos tão grande salvação? A qual, tendo sido anunciada inicialmente pelo Senhor, foi-nos depois confirmada pelos que a ouviram; dando Deus testemunho juntamente com eles, por sinais, prodígios e vários milagres e por distribuições do Espírito Santo, segundo a sua vontade” (Hb 2.3-4). Essa confirmação especial por meio de milagres, sinais e distribuições especiais do Espírito Santo aconteceu por intermédio dos apóstolos judeus em Israel e nos arredores. O próprio Jesus, depois de Sua ressurreição, salientou a veracidade e a precisão profética dos “oráculos de Deus”: “A seguir, Jesus lhes disse: São estas as palavras que eu vos falei, estando ainda convosco: importava se cumprisse tudo o que de mim está escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos. Então, lhes abriu o entendimento para compreenderem as Escrituras; e lhes disse: Assim está escrito que o Cristo havia de padecer e ressuscitar dos mortos no terceiro dia e que em seu nome se pregasse arrependimento para remissão de pecados a todas as nações, começando de Jerusalém” (Lc 24.44-47). Isso significa que um fio condutor se estende desde Adão e Eva, vai passando por toda a Bíblia, indicando a Cristo e conduzindo a Jesus: “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim” (Jo 5.39).

3. Os Judeus – Uma Prova da Existência de Deus


Apesar de tudo o que Israel fez, Deus não o rejeitará. “Assim diz o Senhor: Se puderdes invalidar a minha aliança com o dia e a minha aliança com a noite, de tal modo que não haja nem dia nem noite a seu tempo, poder-se-á também invalidar a minha aliança com Davi, meu servo...” (Jr 33.20-21).
Pois assim diz o Senhor dos Exércitos: Para obter ele a glória, enviou-me às nações que vos despojaram; porque aquele que tocar em vós toca na menina do seu olho” (Zc 2.8). A maioria das traduções bíblicas diz que aqui se trata da menina do olho de Deus. Isso significa que Israel tem uma posição especialmente escolhida diante de Deus. Até o mago e sacerdote pagão Balaão foi obrigado a reconhecer esse fato. Ele havia sido incumbido de amaldiçoar Israel pelo rei moabita Balaque. Balaão declarou: “Como posso amaldiçoar a quem Deus não amaldiçoou? Como posso denunciar a quem Deus não denunciou? Pois do cimo das penhas vejo Israel e dos outeiros o contemplo: eis que é povo que habita só e não será reputado entre as nações” (Nm 23.8-9). Alguns versículos adiante, Balaão revela ainda mais: “Eis que para abençoar recebi ordem; ele abençoou, não o posso revogar. Não viu iniqüidade em Jacó, nem contemplou desventura em Israel; o Senhor, seu Deus, está com ele, no meio dele se ouvem aclamações ao seu Rei. Deus os tirou do Egito; as forças dele são como as do boi selvagem. Pois contra Jacó não vale encantamento, nem adivinhação contra Israel; agora, se poderá dizer de Jacó e de Israel: Que coisas tem feito Deus!” (vv.20-23). Em outras passagens bíblicas lemos que a situação de Israel daquela época nem era tão boa assim. Mas o amor de Deus cobria tudo, Ele “não viu iniqüidade em Jacó, nem contemplou desventura em Israel”. No Novo Testamento encontramos algo semelhante em Efésios 5.27: “para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito”. Por meio do sacrifício perfeito de Jesus, segundo nossa posição nEle, podemos estar perfeitos diante de Deus, mesmo que nossa situação geralmente seja outra.

Infelizmente, muitos cristãos não ouvem falar nada de bom sobre Israel em suas igrejas. A fidelidade de Deus e Suas promessas para Israel são deixadas de lado. Mas então, como interpretar versículos como estes: “Assim diz o Senhor, que dá o sol para a luz do dia e as leis fixas à lua e às estrelas para a luz da noite, que agita o mar e faz bramir as suas ondas; Senhor dos Exércitos é o seu nome. Se falharem estas leis fixas diante de mim, diz o Senhor, deixará também a descendência de Israel de ser uma nação diante de mim para sempre. Assim diz o Senhor: Se puderem ser medidos os céus lá em cima e sondados os fundamentos da terra cá embaixo, também eu rejeitarei toda a descendência de Israel, por tudo quanto fizeram, diz o Senhor. Eis que vêm dias, diz o Senhor, em que esta cidade será reedificada para o Senhor, desde a Torre de Hananel até à porta da Esquina. Assim diz o Senhor: Se puderem ser medidos os céus lá em cima e sondados os fundamentos da terra cá embaixo, também eu rejeitarei toda a descendência de Israel, por tudo quanto fizeram, diz o Senhor” (Jr 31.35-37). A lógica é bem simples: apesar de tudo o que Israel fez, Deus não o rejeitará. E para que tenhamos absoluta certeza, Ele chega a colocar em jogo as grandezas e as ordens cósmicas! “Assim diz o Senhor: Se puderdes invalidar a minha aliança com o dia e a minha aliança com a noite, de tal modo que não haja nem dia nem noite a seu tempo, poder-se-á também invalidar a minha aliança com Davi, meu servo...” (Jr 33.20-21). Enquanto o homem não puder lançar o sol e os planetas para fora de suas órbitas, o plano especial de Deus com Israel manterá sua validade. Jesus é fiador dessa garantia: “Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que tudo isto aconteça” (Mt 24.34). Esta geração, esta linhagem dos judeus não se extinguirá sem que Deus cumpra todos as promessas que lhes fez.

Simplesmente é parte da estratégia divina e de Seu plano de salvação escolher um povo como instrumento especial: “Não vos teve o Senhor afeição, nem vos escolheu porque fôsseis mais numerosos do que qualquer povo, pois éreis o menor de todos os povos” (Dt 7.7). A Igreja do Novo Testamento é descrita de forma semelhante: “Deus escolheu as coisas humildes do mundo, e as desprezadas, e aquelas que não são, para reduzir a nada as que são; a fim de que ninguém se vanglorie na presença de Deus” (1 Co 1.28-29).

No decorrer dos séculos, percebemos a fidelidade e a bondade de Deus para com o povo de Israel. Muitas vezes Ele impediu que Israel fosse completamente exterminado: pelo Faraó egípcio, por Balaão, por Hamã no tempo da rainha Ester, pelos romanos, pela Inquisição católica, pela Alemanha nazista e pelo islã. E no final Ele também impedirá que Israel venha a ser aniquilado pelo Anticristo. Deus interferiu repetidamente e continuará interferindo em favor de Seu povo Israel. Toda a História desse povo, tanto em seus aspectos negativos como positivos, é uma prova inequívoca da existência de Deus!

4. Israel é o Ponteiro no Relógio Mundial de Deus

Não tenhamos ilusões: vivemos em um mundo perdido. Segundo o “calendário profético”, os tempos das nações se encaminham para seu final.
Ouvi a palavra do Senhor, ó nações, e anunciai nas terras longínquas do mar, e dizei: Aquele que espalhou a Israel o congregará e o guardará, como o pastor, ao seu rebanho” (Jr 31.10). Baseados na profecia bíblica sabemos que o reaparecimento de Israel no cenário político mundial dá a largada para os juízos apocalípticos sobre o mundo todo. Hoje quase ninguém mais defende o direito de Israel à sua antiga pátria, já que esse direito está intrinsecamente ligado com a Bíblia e com o Deus de Israel. O último bastião que resta são os cristãos bíblicos. E mesmo em seu meio é triste observar que muitos estão inseguros porque dão ouvidos a teorias conspiratórias e nutrem um ilusório anseio amilenista. Este último é um efeito colateral negativo da Reforma Protestante de 500 anos atrás, quando a Igreja foi colocada no lugar de Israel.

Em todo o conflito no Oriente Médio, o que está em jogo mesmo é o conflito entre o islã e a Sagrada Escritura. Uma vez que tanto judeus como cristãos estão ligados à Bíblia, nesse confronto estamos juntos no mesmo barco. No profeta Isaías vemos o mundo todo sendo avisado: “Eis que eu farei de Jerusalém um cálice de tontear para todos os povos em redor...” (Zc 12.2). Jerusalém dividirá as opiniões, e o mundo cada vez mais ímpio prefere simpatizar com os palestinos do que com os judeus. Nesse contexto, especialmente no mundo islâmico vivenciamos cada vez mais o que diz o Salmo 83.4: “Dizem: Vinde, risquemo-los de entre as nações; e não haja mais memória do nome de Israel”.

Como cristãos que querem se manter fiéis à Bíblia, somos vigilantes e reconhecemos o aspecto judaico do Armagedom apocalíptico: “Eis que, naqueles dias e naquele tempo, em que mudarei a sorte de Judá e de Jerusalém, congregarei todas as nações e as farei descer ao vale de Josafá; e ali entrarei em juízo contra elas por causa do meu povo e da minha herança, Israel, a quem elas espalharam entre os povos, repartindo a minha herança entre si” (Jl 3.1-2). A política global da ONU em relação a Israel e aos cristãos é descrita acertadamente no Salmo 2: “Por que se enfurecem os gentios e os povos imaginam coisas vãs? Os reis da terra se levantam e os príncipes conspiram contra o Senhor e contra o seu Ungido...” (vv.1-2). O mundo está se tornando cada vez mais anti-semita e anticristão. Nossas tão valorizadas democracias ocidentais começaram a criminalizar e classificar os crentes verdadeiros como perigosos. A isso soma-se uma tolerância doentia em nome da não-discriminação bem como uma imoralidade vergonhosa, que beira a perversão. A sociedade de consumo está disposta a pagar um alto preço pela garantia de uma vida confortável, mas está podre como uma fruta prestes a cair do pé. Sem o temor de Deus, as antigas e abençoadas democracias cristãs transmutam-se, pela aterradora decadência de seus valores e pela perda de suas virtudes, em uma Babilônia madura para o juízo, com o prenome de Sodoma. Ulrich W. Sahm aponta conexões interessantes em relação às revoltas no mundo árabe: “O pequeno Satã chamado Israel até hoje havia sido um baluarte que, com sua luta contra os islâmicos, protegia também a Europa. Agora existe a ameaça de um cenário imprevisível...” Quanto mais a Europa e, em parte os Estados Unidos, se distanciarem de Israel, mais as coisas irão ladeira abaixo – de uma crise a outra, de uma catástrofe natural a outra e de um ataque criminoso a coisas cada vez piores! Até...

Porque não quero, irmãos, que ignoreis este mistério (para que não sejais presumidos em vós mesmos): que veio endurecimento em parte a Israel, até que haja entrado a plenitude dos gentios” (Rm 11.25). A salvação de pessoas através da proclamação mundial do Evangelho está entrelaçada com a restauração espiritual de Israel.

Cairão ao fio da espada e serão levados cativos para todas as nações; e, até que os tempos dos gentios se completem, Jerusalém será pisada por eles” (Lc 21.24). Jerusalém serve de parâmetro no fim dos tempos. Uma vez que Israel, há 63 anos, já se encontra novamente no rol de nações, a pressão inimiga cresce mais e mais. Até no governo israelense ouvem-se vozes afirmando que o Estado de Israel jamais se sentiu tão ameaçado como atualmente. Todos os levantes e revoltas populares em diversos países árabes poderiam ser um tiro pela culatra, transformando-se em uma grande explosão contra Israel. Não tenhamos ilusões: vivemos em um mundo perdido. Segundo o “calendário profético”, os tempos das nações se encaminham para seu final.

Declaro-vos, pois, que, desde agora, já não me vereis, até que venhais a dizer: bendito o que vem em nome do Senhor!” (Mt 23.39). Em meio a todos os processos e desenvolvimentos em andamento e em meio a todos os focos de perigo, Israel será dirigido inexoravelmente a uma situação tão sem saída que somente lhe restará clamar pela intervenção divina.

5. O Futuro da Igreja Está Intimamente Ligado ao Futuro de Israel

É muito significativo que a volta de Cristo esteja relacionada a um local bem concreto: o monte das Oliveiras em Jerusalém. Por que justamente Jerusalém, já que, segundo a opinião de muitas denominações e igrejas cristãs, Deus não tem nenhum plano especial com Israel no futuro?
É muito significativo que a volta de Cristo esteja relacionada a um local bem concreto: o monte das Oliveiras em Jerusalém. Por que justamente Jerusalém, já que, segundo a opinião de muitas denominações e igrejas cristãs, Deus não tem nenhum plano especial com Israel no futuro?

Em Atos dos Apóstolos lemos os anjos dizendo aos discípulos: “Varões galileus, por que estais olhando para as alturas? Esse Jesus que dentre vós foi assunto ao céu virá do modo como o vistes subir. Então, voltaram para Jerusalém, do monte chamado Olival, que dista daquela cidade tanto como a jornada de um sábado” (At 1.11-12). E o profeta Zacarias explica:“Naquele dia, estarão os seus pés sobre o monte das Oliveiras, que está defronte de Jerusalém para o oriente; o monte das Oliveiras será fendido pelo meio... então, virá o Senhor, meu Deus, e todos os santos com ele” (Zc 14.4-5). Juntamente com todos os santos do Antigo Testamento seremos levados pelo Senhor dos Senhores ao monte das Oliveiras em Jerusalém, em Israel.

No final do último livro do Novo Testamento, a Jerusalém celestial desce do céu à terra:“Tinha grande e alta muralha, doze portas, e, junto às portas, doze anjos, e, sobre elas, nomes inscritos, que são os nomes das doze tribos dos filhos de Israel” (Ap 21.12). Portanto, também no Novo Testamento somos lembrados de que os nomes das doze tribos de Israel estarão gravados nos portões da cidade divina, juntamente com os nomes dos doze apóstolos de Israel: “A muralha da cidade tinha doze fundamentos, e estavam sobre estes os doze nomes dos doze apóstolos do Cordeiro” (Ap 21.14). Esse é o cumprimento da promessa feita por meio do profeta Isaías: “Porque, como os novos céus e a nova terra, que hei de fazer, estarão diante de mim, diz o Senhor, assim há de estar a vossa posteridade e o vosso nome” (Is 66.22). Isaías não fala da Igreja; ele está falando do futuro de Israel – o que qualquer leitor “comum” da Bíblia compreenderá, bastando ler o contexto.

Nos últimos dias, acontecerá que o monte da Casa do Senhor será estabelecido no cimo dos montes e se elevará sobre os outeiros, e para ele afluirão todos os povos. Irão muitas nações e dirão: Vinde, e subamos ao monte do Senhor e à casa do Deus de Jacó, para que nos ensine os seus caminhos, e andemos pelas suas veredas; porque de Sião sairá a lei, e a palavra do Senhor, de Jerusalém” (Is 2.2-4). Que visão grandiosa do reino de paz – que terá sua sede em Jerusalém, no monte Sião!

E para o nosso Deus os constituíste reino e sacerdotes; e reinarão sobre a terra” (Ap 5.10).Aqui são mencionados os salvos bem como seu futuro ministério, que partirá de Sião. Por isso, crentes realmente fiéis à Palavra também são sionistas cristãos, uma vez que sua visão profética é acurada e porque eles crêem no futuro reino de paz. Eles defendem Israel e seu direito à terra que Deus lhe prometeu, defendem seu direito à sua pátria, à Terra de Israel. E os palestinos e não-judeus que hoje vivem lá? Nessa questão a Palavra do Senhor é bem clara e indica o rumo que as coisas tomarão: “Assim diz o Senhor acerca de todos os meus maus vizinhos, que se apoderaram da minha herança, que deixei ao meu povo Israel: Eis que os arrancarei da sua terra e a casa de Judá arrancarei do meio deles. E será que, depois de os haver arrancado, tornarei a compadecer-me deles e os farei voltar, cada um à sua herança, cada um à sua terra. Se diligentemente aprenderem os caminhos do meu povo, jurando pelo meu nome: Tão certo como vive o Senhor, como ensinaram o meu povo a jurar por Baal, então, serão edificados no meio do meu povo. Mas, se não quiserem ouvir, arrancarei tal nação, arrancá-la-ei e a farei perecer, diz o Senhor” (Jr 12.14-17). Isso significa a opção deles entre integração pacífica ou juízo divino, desqualificando a si mesmos por se tornarem inimigos de Israel.

Orientação Pessoal

É uma pena, é muito trágico ver cada vez menos cristãos posicionando-se em favor de Israel. Assumir seu apoio a Israel significa nadar contra a correnteza. Significa nadar contra a tendência geral, que é imposta pela mídia. Como cristãos, devemos estar bem informados sobre o que acontece no mundo, sabendo dos processos e desenvolvimentos em curso para não sermos atropelados pelos acontecimentos. Os tempos finais se caracterizam tanto pelo engano como pela sonolência espiritual. “Ora, ao começarem estas coisas a suceder, exultai e erguei a vossa cabeça; porque a nossa redenção se aproxima” (Lc 21.28). O próprio Senhor exorta-nos a prestar atenção a “estas coisas” – como prestamos atenção às luzes de alerta no painel do carro.

O Rei, respondendo, lhes dirá: Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes... E eles lhe perguntarão: Senhor, quando foi que te vimos com fome, com sede, forasteiro, nu, enfermo ou preso e não te assistimos? Então, lhes responderá: Em verdade vos digo que, sempre que o deixastes de fazer a um destes mais pequeninos, a mim o deixastes de fazer” (Mt 25.40,44-45). Aqui o Senhor não passa a pregar repentinamente um Evangelho social mas refere-se à postura das pessoas em relação aos judeus. Etnicamente, sem dúvida os judeus são irmãos de Jesus. Então devemos nos perguntar: Será que eventualmente somos anti-semitas cristãos? Paulo exortou os cristãos de Roma da época: “não te glories contra os ramos; porém, se te gloriares, sabe que não és tu que sustentas a raiz, mas a raiz, a ti” (Rm 11.18). Os ramos naturais aqui mencionados são os judeus. A tradução bíblica espanhola La Biblia de las Americas diz quenão devemos ser arrogantes em relação aos judeus e Israel. Devemos ser humildes, compreensivos e amáveis.

As cinco razões que acabamos de expor deveriam nos incentivar a amar e defender Israel, pregando sobre seu futuro e orando pelo povo de Deus. E já que ainda podemos viver e trabalhar por Jesus nesta era da graça, oremos por Israel e por seus inimigos, desejando de todo o coração que muitos ainda aceitem a Cristo antes que seja tarde demais.

Repetindo

1. Jesus foi, é e continuará sendo judeu (o Leão da tribo de Judá).
2. Toda a nossa Bíblia é judaica.
3. Os judeus são uma impressionante prova da existência de Deus.
4. Israel é o ponteiro no relógio mundial de Deus.
5. Nosso futuro está intimamente ligado ao futuro de Israel.
Por isso, nós da Chamada da Meia-Noite e da Beth-Shalom apoiamos Israel em projetos concretos, mostrando nossa solidariedade por meio de viagens a Israel e buscando o contato com judeus para levar-lhes o Evangelho. A Palavra de Deus diz: “Orai pela paz de Jerusalém! Sejam prósperos os que te amam” (Sl 12.6). (Reinhold Federolf -http://www.chamada.com.br)
Reinhold Federolf é missionário alemão, artista gráfico e palestrante. Trabalha com a Obra Missionária Chamada da Meia-Noite há 30 anos no Brasil, fazendo parte de sua diretoria. Ele viaja por todo o Brasil, com um grande ônibus-trailer, o VERBUS, representando a missão, palestrando nas mais diversas igrejas e divulgando a literatura cristã. Reinhold desenvolveu em seu ministério a pregação audiovisual que tem sido uma bênção para muitos.
Fonte: http://www.chamada.com.br

domingo, março 24, 2013

SAUDAÇÕES SIMPLES



SAUDAÇÕES SIMPLES, TELEFONEMAS INESPERADOS, O LUGAR COMUM NA CAPELA, A VESTE BRANCA, A DISPENSA DO OURO...



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O Papa Francisco em 13 gestos que revelam a sua simplicidade e dão a marca do seu estilo:

1) Eleito Papa, não Sentou no Trono

Assim que foi eleito Papa pelos cardeais reunidos em Conclave, em vez de se sentar no trono papal para receber os cumprimentos, Francisco ficou de pé para receber as saudações dos cardeais que o elegeram.

2) Não Usou Ornamento com Ouro Para se Apresentar ao Mundo

Na sua primeira aparição pública, no balcão da Basílica de São Pedro, logo após o anúncio “Habemus Papam”, Francisco saudou os fiéis com uma veste simples, toda branca. Ele não usou sobre os ombros a mozeta, um precioso manto vermelho com detalhes em ouro.

3) Saudação Simples

O Papa Francisco saudou o povo com uma “boa noite”. Ao se despedir, desejou novamente a todos uma boa noite e um bom descanso.

4) Falou Como Bispo de Roma e Quer Presidir na Caridade

Em suas palavras iniciais, o Papa Francisco falou como “bispo de Roma” e disse que quer "presidir na caridade”. Ou seja, reforçou o espírito de colegialidade com os bispos do mundo e afirmou que não pretende presidir como um monarca absoluto, mas sim no amor e na fraternidade.

5) Pediu Para o Povo Rezar Por Ele

O Papa Francisco reclinou-se e recebeu a oração silenciosa do povo que acompanhava o anúncio do novo papa.

6) Já Papa, Seguiu de Ônibus

Ao final de sua primeira aparição pública no Balcão da Basílica de São Pedro, o Papa Francisco retornou à Casa Santa Marta de ônibus com os demais cardeais. Ele seguiu para o mesmo quarto simples onde estava hospedado, dispensando carro oficial, comitiva e seguranças.

7) Foi Pagar a Conta do Hotel

Na sua primeira manhã como Papa após ir rezar na Basílica de Santa Maria Maior, deu uma passada no hotel onde estava hospedado antes de iniciar o Conclave, para pagar ele mesmo a conta de sua estadia. Ali cumprimentou a todos. Ele estava em carro simples, mais uma vez tendo dispensado seguranças e comitiva.

8) Telefonou Para o Jornaleiro e o Dentista

O Papa telefonou para o jornaleiro que lhe entregava o jornal em Buenos Aires, agradeceu pelo serviço e pediu que ele suspendesse as entregas agora que ele estava se mudando. Ele também telefonou para o seu dentista, retornando uma mensagem de felicitação que este tinha lhe enviado.

9) Dispensou os Sapatos Vermelhos

Francisco continuou a usar os mesmos sapatos pretos que trouxera de casa. Ele dispensou os tradicionais sapatos vermelhos dos papas.

10) Cruz Simples e Anel de Prata

Francisco continuou a usar a cruz simples de metal que usava ainda antes de ser bispo. Dispensou a cruz de ouro. Para o anel pontifício, o “anel do pescador”, também dispensou o ouro. Pediu que fosse feito em prata.

11) Dar o Dinheiro da Viagem Para os Pobres

 
Pediu aos argentinos que, ao invés de se deslocarem a Roma para participar da missa de inauguração do pontificado, guardassem o dinheiro da viagem e o dessem aos pobres. 

12) Desceu do Papamóvel Para Beijar uma Pessoa com Deficiência

Ao passar de carro aberto entre as fileiras de peregrinos reunidos na Praça de São Pedro para a missa inaugural de seu pontificado, o Papa Francisco viu um jovem que carregava no colo uma pessoa com deficiência. Então o Papa desceu do veículo e foi beijá-la e abençoá-la.

13) Missa Comum na Capela da Casa Santa Marta

Quem estivesse na Capela da Casa Santa Marta no início da manhã da sexta-feira 22 de março poderia se surpreender com alguém muito especial sentado no banco ao seu lado: o Papa Francisco. Ele tinha celebrado a missa para os jardineiros e garis do Vaticano. Depois foi se sentar em um dos bancos do fundo da capela, para um momento de oração pessoal.

Fonte: http://www.aleteia.org/

DECÁLOGO DO PAPA FRANCISCO


                                                                                      Por Rafael Navarro-Valls


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As câmeras de televisão do mundo inteiro, a imprensa que lotava o braço de Carlos Magno na colunata da Praça de São Pedro e os milhões de habitantes do "continente digital" se surpreendeu quando o Papa Francisco apareceu na sacada vaticana. Nada de um novo Rambo ou uma estrela de rock; tampouco um rude caubói pragmático, nem um sofisticado italiano da cúria. Era um latino-americano, um pouco tímido e com uma cruz prateada no peito, que olhava com espanto a multidão que o aguardava.

Nessa figura de branco que mendigava orações, havia se produzido a maior transferência de poder espiritual que a humanidade conhece. De simples arcebispo emérito e cardeal eleitor havia passado a ser de repente Vigário de Cristo na terra, Bispo de Roma, Sumo Pontífice, cabeça do colégio episcopal, chefe de Estado da Cidade do Vaticano, concentrando em sua pessoa a mais alta potestade de jurisdição da Igreja. Um furacão de responsabilidades se precipitava sobre suas costas e, de repente, como a Moisés no Sinai, um novo decálogo lhe era sugerido. São os desafios que o Papa Bergoglio já está enfrentando.

Do meu modesto lugar de observador, eu os resumiria assim:

 1. Aumentar a Temperatura Espiritual dos 195.671.000 (Dados De 2010) Católicos do Mundo Inteiro.

A Igreja, se me permitem a comparação, é uma empresa de caráter espiritual, com um ativo formado pela fé e pela santidade dos seus membros, e um passivo conformado pelas suas fraquezas. Daí que o primeiro desafio do novo Papa seja conseguir elevar a temperatura espiritual desses milhões de católicos espalhados pelo mundo. Ou seja, aumentar os ativos espirituais da Igreja Católica. O Papa Francisco já começou a trabalhar nisso desde a sua eleição. Na sacada vaticana, marcou o caminho da oração. Na Capela Sistina, ele o confirmou, e na Missa de inauguração do ministério petrino, reiterou: "Rezem por mim".

 2. Abrir o Mercado das Ideias Aos Valores do Espírito.

Em outras palavras, tirar o cristianismo da periferia da história e situá-lo do centro da atividade humana. Despertá-lo dessa posição voltada para si mesmo, que se chama "doença do absentismo", alheio e indiferente às ambições, incertezas e perplexidades dos seus contemporâneos, enquanto a grande sociedade segue seu curso. Existe certa banalização do mal, que costuma derivar em uma sutil ditadura do relativismo.

 3. Ser Mais Mundo Cêntrico que Eurocêntrico.

Misturando o bom humor com a profecia, em sua primeira saudação, ele mesmo se definiu como o Papa "do fim do mundo". Claro está, não se referindo à profecia de Malaquias, mas dando a entender que sua origem não era a Europa, e sim as vastas planícies do Pampa argentino. O primeiro milênio foi o da cristianização da Europa; o segundo implantou o cristianismo na América. O terceiro – e aqui o Papa Francisco terá um protagonismo especial – aponta como uma flecha para a Ásia e a África. Não é por acaso que os dois últimos pontífices viajaram um total de 15 vezes à África, e João Paulo II esteve 13 vezes na Ásia. Em 1910, 6 de cada 10 católicos viviam na Europa; hoje, apenas 2 de cada 10. Certamente, este Papa levará em consideração o potencial das raízes cristãs na Europa, mas sem esquecer que o futuro do cristianismo está em outros continentes.

4. Iniciar uma Nova "Reforma".


Tal reforma destacará a capacidade de organização do novo Pontífice. Não me refiro tanto à manuseada reforma da cúria, e sim à preparação intelectual, humana e espiritual de 721.935 religiosos e 412.236 sacerdotes espalhados pelo mundo. Uma tarefa diretamente conectada à eficácia dos maiores responsáveis da Igreja na difusão da mensagem cristã. Como efeito colateral, esta reforma ajudará a acabar com a cauda – o centro do furacão foi a influência da revolução sexual dos anos 60-70 – de algumas pessoas conectadas a desvios sexuais.


5. Injetar na Humanidade a Ideia de que a Luta Contra os Bolsões de Pobreza não é Somente um Problema de Filantropia, Mas um Verdadeiro Impulso Divino.

Para esta cirurgia, o Papa está especialmente preparado. Não tanto pelos seus sinais externos (viagens em transporte público, origem humilde etc.), mas pela sua visão teológica do mundo. Ele entende a atenção da Igreja ao mais necessitado não como problema de "ONG filantrópica" – usando suas palavras –, mas como uma questão de verdadeira justiça social. Na Missa de inauguração, ele explicou a necessidade de proteger a criação como " guardar as pessoas, cuidar carinhosamente de todas elas e cada uma, especialmente das crianças, dos idosos, daqueles que são mais frágeis e que muitas vezes estão na periferia do nosso coração. É cuidar uns dos outros na família: os esposos guardam-se reciprocamente, depois, como pais, cuidam dos filhos, e, com o passar do tempo, os próprios filhos tornam-se guardiões dos pais".


6. Iniciar uma Nova Evangelização, na Qual o Núcleo da Ação Resida Mais nas Bases que na Cúpula.

Este é o papel dos leigos na Igreja. A atuação em praça pública, na vida política, econômica e social dos povos é a grande tarefa dos cristãos. O novo Papa não está sozinho. Ele é a cabeça de um corpo espiritual muito amplo. O importante agora não é tanto a artilharia pesada ou as grandes frotas oceânicas. Pelo contrário, trata-se de incentivar e impulsionar essa infantaria leve (se me permitem a comparação), composta por 1.200 milhões de católicos espalhados pelo mundo.


7. Aumentar a Unidade na Igreja.

Mantendo a riqueza das diversas perspectivas, logicamente. Na história da Igreja, a unidade foi um tema prioritário na agenda dos 265 pontífices que precederam o Papa Francisco. Não é um tema novo nem algo simplesmente conectado a possíveis conflitos na cúria. É algo mais profundo, unido à inevitável fraqueza humana. As dissensões começaram ainda com a figura de Cristo fresca entre seus discípulos. As chamadas de atenção de Pedro e Paulo eram frequentes. Os cismas, heresias e choques de personalidade deixaram sombras fortes no quadro. É preciso superar esses perigos por elevação, ou seja, alinhando as diversas sensibilidades rumo ao objetivo comum da nova evangelização.

8. Promover o Diálogo Inter-Religioso.

Ele provavelmente terá de conseguir, como primeiro objetivo, a viagem a Moscou, tantas vezes frustrada por resistências externas da Igreja Ortodoxa. Depois, continuar o caminho do diálogo com os anglicanos, evangélicos e luteranos. Sem esquecer-se dos judeus e do imenso mundo do islã. De fato, o Papa Francisco parece ter os hebreus bem perto do seu coração. Assim que foi eleito, expressou seu desejo de contribuir para o progresso das relações entre judeus e católicos, em uma carta dirigida ao chefe da comunidade hebraica de Roma. O ecumenismo não é simplesmente uma questão de coexistência pacífica, mas, em palavras do então cardeal Bergoglio: "Não só a cidade moderna é um desafio, mas sempre foi, é e será toda cidade, toda cultura, toda mentalidade e todo coração humano" (25 de agosto de 2011).


9. Nomear Bons Colaboradores.


Naturalmente, o primeiro conselheiro do Pontífice é Deus – o que nos dá bastante tranquilidade. Mas os bons colaboradores humanos são importantes também. Francisco não poderá se esquecer da ampla descentralização do governo eclesiástico, apesar da sua coordenação com o governo central. Todo o mundo da comunicação e transparência vaticanas exigirá também uma especial atenção do Papa. Hoje, dominar a técnica midiática é necessário para recuperar, por exemplo, a imagem deteriorada de uma Igreja manchada por escândalos – reais ou aparentes – que se retransmitem na velocidade da luz por canais que formam uma opinião pública. Neste momento, os 4 milhões de seguidores do Papa no Twitter, por exemplo, supõem um interesse midiático inusitado.


10. Promover a Causa da Paz e da Justiça no Mundo Inteiro.

É preciso começar com a primeira das liberdades, que é a religiosa. Não se trata somente de deter essa espécie de cristofobia que está produzindo em diversos lugares do mundo uma hostil perseguição anticristã. É preciso despertar nas religiões a potencialidade que possuem para ajudar a paz no mundo. Nas diversas tradições religiosas, há recursos importantes, nem sempre aproveitados, para resolver os conflitos mundiais.

Naturalmente, existem outros muitos desafios, por exemplo, a família, a proteção da vida e a coordenação entre as funções dos dicastérios da Igreja. Mas estabelecer prioridades é básico em um trabalho de governo. O Papa Francisco deverá abordá-las, sabendo que a primeira regra é lembrar que: buscar não incomodar ninguém leva invariavelmente a incomodar todo mundo.

  
(Rafael Navarro-Valls é catedrático, acadêmico e autor de "Entre o Vaticano e a Casa Branca")
Fonte: http://www.aleteia.org

terça-feira, março 19, 2013

POR QUE AS ESQUERDAS ODEIAM MARCOS FELICIANO?






SEREIA TRAIÇOEIRA: POR QUE AS ESQUERDAS ODEIAM MARCOS FELICIANO?


Júlio Severo


Em nota pública, o setor gayzista do Partido Socialista Brasileiro (PSB) disse:

“Prezados Companheiros Socialistas, A Executiva Nacional LGBT do PSB vem, por meio desta nota, repudiar a indicação do nome do Deputado Pastor Marco Feliciano (PSC) para a Presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara Federal. Considerando que o PSB é um partido de esquerda e socialista… entendemos que os Parlamentares Socialistas devem votar contra a indicação do nome desse parlamentar para a Presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara.”
Mas o PSB não está sozinho. O PT e todos os outros partidos socialistas do Brasil estão expressando o mesmo azedume ideológico.





Afinal, qual é a bronca dos socialistas do Brasil? É por que Marcos Feliciano tem ficha suja? De fato, há alguns problemas na ficha dele, mas nada que se compare à ficha de notórios militantes socialistas do Brasil.
Se o PSB e todos os outros partidos esquerdistas quisessem a cassação de todos os políticos com ficha suja, todos os políticos acusadores de Feliciano estariam em maus lençóis. Todos eles iriam para o espaço.

O problema não é Feliciano, que já cometeu a tolice de apoiar Dilma Rousseff e as próprias esquerdas que o querem enfocar agora. O problema não é sua ficha.

Aborto e Homossexualismo

O problema é sua postura cristã contra o pecado homossexual e contra o pecado de matar crianças em gestação (aborto).






Por isso, os ataques das esquerdas não se restringem a Feliciano. Qualquer parlamentar que sustentar posturas contra o aborto e o homossexualismo sofrerá de todas as esquerdas o mesmo ódio que Feliciano está sofrendo.

Em nota pública, o setor gayzista do PSB oficialmente questionou também “a indicação do Deputado Pastor Eurico/PSB-PE para a composição da Comissão de Direitos Humanos, na cota do PSB, considerando o fato de que suas falas e posicionamentos poderão se tornar um óbice [obstáculo] quando da apreciação de temas polêmicos, temas estes defendidos pela militância e pelos segmentos sociais do PSB, quer sejam as bandeiras do LGBT.”

Por Que a União Deles Com os Socialistas?

Não me perguntem como o Deputado Pastor Eurico, sendo ministro do Evangelho, consegue ser parte de um partido e de um movimento ideológico cuja principal pretensão é substituir Deus na vida das pessoas. O socialismo impõe sua ideologia como o Grande Deus Pai de todos. É a religião obrigatória do Estado que controla a tudo e a todos.

Não me perguntem por que Feliciano fez campanha por Dilma Rousseff na eleição presidencial de 2010. Ela achou útil o apoio bobo dele. A postura dele contrária ao aborto e ao homossexualismo não incomodava, enquanto ele não tivesse um cargo importante para defendê-las.

Contudo, a partir do momento em que Feliciano foi escolhido como presidente da Comissão de Direitos Humanos (CDH), tudo mudou. Ele virou empecilho. E enquanto a eleição presidencial de 2014 não chega, Feliciano continuará apenas empecilho. Quando a eleição chegar, ele novamente ouvirá o canto da sereia Dilma e o coro da esquerda maléfica o chamando para fazer campanha por eles.

Neste momento, ele não ouvirá nenhum doce canto de sereia. Tudo o que ele ouvirá são gritarias de ódio, pois as esquerdas odeiam o Deus que rivaliza com a religião ideológica deles, com o Deus-Estado deles.
E como toda falsa religião, o socialismo tem seus falsos profetas e pastores.

Esquerdismo “Crente”

Entre os vários movimentos protestantes esquerdistas que se juntaram na campanha de ódio da esquerda secular contra Marcos Feliciano está o grupo Evangélicos Pela Justiça (EPJ).






O EPJ reconhece um tanto contente, que a Comissão de Direitos Humanos sempre esteve sob o domínio do PT. Durante o reinado do PT nessa comissão, o EPJ nunca protestou contra o PLC 122 ou contra o infame kit gay.

A postura oficial do EPJ, em concordância com sua mentalidade relativista esquerdista, é encarar a luta contra o PLC 122 como uma luta contra os próprios “direitos civis dos homossexuais”. Em documento recente, em posse de Júlio Severo, o EPJ declara: “Temos observado uma postura dos deputados evangélicos contrária à defesa de direitos civis de homossexuais, transmitindo uma imagem que os evangélicos odeiam os homossexuais, apesar de repetidas declarações de que os amam e de que não são homofóbicos. Lembremos de que mesmo entre grupos evangélicos as interpretações bíblico-teológicas sobre homossexualidade são muito variadas. Além disso, numa sociedade pluralista como a nossa, devemos partir do pressuposto de que Direitos Humanos são princípios fundamentais e inerentes, independentemente de orientação sexual e gênero”.

O EPJ também dá uma cotovelada nos parlamentares da bancada evangélica que se opõem ao PLC 122: “Parlamentares evangélicos, assim como de qualquer outra religião, devem lembrar que a liberdade religiosa assegura que regras ou costumes de uma determinada religião não podem ser impostos a qualquer pessoa. Muito menos podem tais regras ou costumes serem codificados em lei”.

Traduzindo: se a oposição ao homossexualismo e ao aborto tem raízes na cultura judaico-cristã do Brasil, deve ser totalmente rejeitada. Por outro lado, se o favorecimento ao homossexualismo e ao aborto tem suas raízes no socialismo, deve ser totalmente aceito, pois a religião marxista é “laica”.

Movimento Evangélico Progressista

Conheci o EPJ antes de sua metamorfose, quando ainda era o Movimento Evangélico Progressista (MEP), fundado pelo bispo marxista assassinado Robinson Cavalcanti.







A ética do MEP era sempre trabalhar com o PT, e sua linha de raciocínio era: O PT está autorizado, pelo deus-socialista, a impor suas próprias leis e imoralidades na sociedade.

Mas o mesmo MEP hostilizava toda tentativa evangélica de competição com o PT na modificação das leis.

O maior evento “ético” do MEP foi realizado, com o patrocínio do PT, no Congresso Nacional. O palestrante principal do evento foi Caio Fabio, outrora o maior astro da Igreja Presbiteriana do Brasil.

O decrépito MEP adorava o MST, um movimento comunista radical. E o EPJ? Na comemoração dos 25 anos do MST, o esquerdista Ariovaldo Ramos recebeu permissão de Geter Borges para representar o EPJ e aproveitou para louvar os desbravadores evangélicos socialistas do Brasil: Geter Borges, Robinson Cavalcanti, Caio Fábio, Ed Rene Kivitz, Marina Silva, Valdir Steuernagel e tantos outros.

Mas Ariovaldo sabe também louvar esquerdistas seculares. Recentemente, ele louvou Hugo Chávez como referência mundial. Esse é o mesmo Ariovaldo que fez parceria recente entre evangélicos e o governo do PT, mas ficou de boca fechada contra o representante do PT e sua ficha tenebrosa.





  
Reforçando essa aliança evangélica, o EPJ se aliou ao Conselho Latino-Americano de Igrejas para reunir, até o dia 21 deste mês, todas as organizações evangélicas esquerdistas da América Latina para pedir a renúncia de Marcos Feliciano e a volta na CDH do que eles chamam de líderes “democráticos”: o PT e sua corja.

Marcos Feliciano e Suas Reações Confusas

A resposta de Feliciano a esses ataques tem sido confusa. Em entrevista nas páginas amarelas da revista Veja esta semana, ele destacou muito bem a postura cristã clássica, com relação aos homossexuais, de amar o pecador e detestar seu pecado. Mas ele se embaraçou todo nas outras perguntas inquisitórias do entrevistador, parecendo usar qualquer argumento artificial e pobre para escapar da armadilha dos questionamentos da revista.



                                                                     Marcos Feliciano



Com relação ao ódio da esquerda evangélica, Feliciano manteve ontem um encontro secreto com Ariovaldo Ramos e outros pastores esquerdistas em São Paulo.
O que saiu desse encontro? Feliciano “moderará” seu discurso contra a agenda gay e abortista? Honestamente, não sei.
Mas gostaria que Feliciano entendesse que, exatamente como o PT vê, suas posturas antiaborto e antissodomia o tornam um empecilho para o avanço no Brasil de um socialismo que ele mal sabe o que é.

O ódio que ele sofre na pele agora, vindo igualmente da esquerda secular e da esquerda evangélica, tem a mesma fonte: a sereia vermelha que o seduziu nas últimas eleições.

No passado, muitos pastores protestantes, especialmente Caio Fábio, abraçaram essa sereia porque tinham a mesma ideologia. Eles fortaleceram o canto dela em todas as igrejas evangélicas do Brasil. Muitos pastores pentecostais e neopentecostais caíram no canto dela e no conto do vigário vermelho. Caíram por puro oportunismo.

Não é preciso ser um pastor pentecostal e ter poderosos dons de revelação para compreender que há algo de muito errado e podre no canto, conto e encantos do socialismo e dos socialistas.
Se Feliciano não entender isso, a sereia vermelha continuará cantando-o — até engoli-lo.


Leitura recomendada:


NOTA: - O problema não são os assuntos em pautas, e nem mesmo os Gayzista, e seja lá que diabo seja o problema; o problema  são pastores que se misturam e come as fezes e mala do diabo. Homens que se dizem pastores, se misturando e comendo na mesa dos escarnecedores, e achando que estão certo, e acham que isto é defender a sociedade de mal maior ou defender a Igreja. 

Mas a Bíblia diz: “Sabemos que somos de Deus e que o mundo inteiro jaz no Maligno. [I Jo 5. 1].  É só ler Romanos 1. 24 – 32], três vezes aparece dizendo “Deus entregou tais homens...”. 

A ordem é pregar dentro do nosso arraial contra esta prática, mas para o mundo não... O Mundo Jaz no Maligno, e Deus os entregou as suas práticas infames e reprováveis. É só ler e interpretar a Bíblia corretamente. 

Além do mais, Jesus NUNCA perdeu o seu tempo precioso com estes assuntos, e já existia naquela época.... Jesus falava a sua Palavra como Ela é... Mas, também tinha um porém...  JESUS TINHA AUTORIDADE PARA FALAR, e ao terminar os seus discursos, as pessoas na sua maioria, se convertia, fosse ela prostituta, ladrão, bandido.... diferente de hoje, fala, e fala novamente, e nada.... pelo contrário, só provoca a ira destas pessoas que vivem nesta prática..  Duvido que eles não saibam que isto é contrário a natureza.... duvido que eles não saiba que a Bíblia é a verdade e ninguém pode ir contrária a ela... até os piores bandidos e matadores, quando estão presos, sentenciados a morte ou a prisão, de que eles se vale, nem que seja de "mentirinha" - da BÍBLIA; até com o intuito de dizer: "eu agora sou crente leio até a Bíblia"

É só olhar aí os presídios, os piores matadores de pais, de namoradas, de filhos, "viram logo crentes, de araque, claro", e arranjo logo uma Bíblia para prova isto, quem viu o julgamento do assassino Bruno?! É isso!

Então as pessoas não sabem que isto é contrária a Lei de Deus, CLARO! Tanto é que buscam uma auto afirmação da sociedade, da própria Bíblia.
Tudo é muito claro. E não precisa de pastor entrar na política e começar a privar estas pessoas de suas prática, porque NUNCA vai conseguir.... também faz parte do cumprimento da Palavra de Deus... e além do mais, o Palco do Anticristo será formado de pessoas que aprovam e são Homossexual, o próprio Anticristo será um Homossexual, [Daniel 11. 37; II Ts 2. 4ss.

Agora se uma pessoa dessa aceitar Jesus, nós temos a obrigação de ensiná-lo o que é certo. Pastora, Maria Valda.

sábado, março 16, 2013

EUROPA: A CRISE É DE ORDEM ESPIRITUAL, DIZ PREMIÊ DA HUNGRIA. E NO BRASIL?


Paulo R. Campos
XIV Congresso de Católicos e Vida Pública
Nesta Babel de notícias que revelam a existência de um plano internacional para se acelerar a destruição da instituição da família (com a aberrante promoção do homossexualismo, do controle de natalidade, do aborto, da eutanásia, do divórcio etc.), deparei-me hoje com uma reportagem auspiciosa para as famílias.

Por ocasião do XIV Congresso de Católicos e Vida Pública, realizado nos dias 16, 17 e 18 de novembro na Universidade San Pablo-CEU, de Madrid, o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, discorreu sobre o tema “Esperança e resposta cristã à crise”, tendo sido calorosamente aplaudido.
Entre outras coisas, ele afirmou que a crise econômica europeia se deve principalmente a uma crise de ordem espiritual, e que somente por meio da restauração dos valores cristãos é que a Europa poderá ser regenerada.
A seguir, um resumo da conferência de Orban que preparei para os nossos leitores, pois sua tese vale para Brasil — tanto quanto à solução apresentada para a crise, quanto ao que ele fala de políticos europeus, que se pode aplicar aos quadrilheiros que operam (assaltam) neste Pindorama. 
A CRISE ECONÔMICA NÃO VEIO POR ACASO
Viktor Orban

O primeiro-ministro húngaro Viktor Orban respondeu à pergunta de como foi possível o desmoronamento do sonho de união europeia.

Segundo ele, a crise europeia não veio por acaso, mas pela falta de responsabilidade de seus líderes políticos, quando questionaram as raízes cristãs da Europa, que são a força motriz do Velho Continente.
Como exemplo do atual colapso econômico europeu, citou a questão do crédito, que antes era concedido a pessoas responsáveis, mas que depois passou a ser concedido a representantes de países não comprometidos com o cristianismo.
O que levou nações inteiras a se escravizarem ao crédito — o que não teria acontecido numa Europa verdadeiramente cristã.
Ele lembrou que no Antigo Testamento a usura era proibida, e que a Igreja sempre rejeitou cobrança de juros abusivos, mas que atualmente os créditos foram desvinculados de responsabilidades morais. O que aprofundou a crise.
Santo Estêvão
Segundo Orban os líderes europeus fizeram carreira, ganharam muito dinheiro e desprezaram os valores cristãos, especialmente a defesa da família e da vida.
O primeiro-ministro húngaro declarou sua crença de que por trás de uma economia bem-sucedida há “algum tipo de força motriz espiritual” e que “a Europa governada de acordo com os valores cristãos se regeneraria”.
Deu o exemplo do seu país, explicando que aHungria — uma nação pobre devido ao legado do regime comunista, que a subjugou por décadas e na qual a pensão média era de apenas 250 euros — teve início uma reconstrução moral.
Ele lembrou que seu primeiro rei, Santo Estêvão, ofereceu suas armas e o reino à Virgem Maria.
Assim, a nova Constituição húngara é baseada na dignidade, na liberdade, na família, na fidelidade, com obrigação expressa de ajudar os pobres.
Ou seja, ela é baseada nos valores cristãos. O que irritou profundamente a esquerda europeia, que chegou a condenar a Hungria no Parlamento de Estrasburgo. Este deseja converter a Europa num continente ateu, no qual o conceito de família seja substituído pelo individualismo.
Armas da Hungria: a coroa de Sto. Estevão, o cetro, a espada e o globo
Com base em sua própria experiência, Viktor Orban propôs uma renovação da cultura e da política baseada nos valores cristãos. Para ele, não há outro caminho.

Ao afirmar isso, o primeiro ministro foi entusiasticamente aclamado pelo público com aplausos que duraram alguns longos minutos.
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Com essas excelentes ideias, o valoroso primeiro-ministro húngaro seria convidado a falar em Brasília?
Parlamento Húngaro, em Budapeste (Capital)
Fonte: http://ipco.org.br/