domingo, dezembro 22, 2013

LANÇA O TEU PÃO SOBRE AS ÁGUAS

ADMEP – ASSEMBLEIA DE DEUS – MINISTÉRIO
ESTUDANDO A PALAVRA

EBD - Escola Bíblica Dominical
DEC -  Departamento de Educação Cristã



Tema:

LANÇA O TEU  PÃO  SOBRE AS  ÁGUAS

22 de Dezembro de 2013

TEXTO ÁUREO

Lança o teu pão sobre as águas,
Porque, depois de muitos dias, o acharás”.

Eclesiastes 11.1


VERDADE PRÁTICA


Lançar o pão sobre as águas é fazer o bem
E ter esperança quanto a um futuro desconhecido.




LEITURA BÍBLICA EM CLASSE:

Eclesiastes 11. 1 – 10


Objetivos

Saber – Como viver uma vida com propósito.
DecidirViver uma vida dinâmica com fé e esperança.
Viver -  A vida com responsabilidade diante de Deus e dos homens.



Introdução: - Vivemos num tempo em que se ficarmos aguardando condições ideais para fazermos alguma coisa, NUNCA faremos NADA.  - Então, Faça o Que é Bom no Tempo Oportuno.

Definição:

·             Lançar: jogar, estender, projetar, atirar, etc.  Na tradução literal: “Lança a tua semente sobre as águas...”

A referência aqui pode ser ao costume egípcio de espalhar sementes ou grãos sobre as águas que inundavam suas terras anualmente, quando o RIO NILO TRANSBORDAVAParecia que aqueles grãos ficavam soterrados e esquecidos, mas no devido tempo surgia a colheita. Podemos aplicar esse fato à nossa disposição de ser generosos e prestimosos (Ec 11. 1).

A importância do Rio Nilo no Antigo Egito

§  agricultura ganhava “chuvas” de junho a setembro (período das cheias), desencadeando um fenômeno curioso: o Nilo transbordava, mas fertilizava o solo depositando matéria orgânica (húmus) naquela área desértica. Essa era basicamente a principal importância do Rio Nilo para o Egito. Dt. 32. 2.

§  A pesca também era uma atividade presente. Os peixes eram abundantes do rio, servindo para o comércio e a alimentação do próprio povo.

§  O rio, de forma indireta, estimulou o povo egípcio a desenvolver sua inteligência, para medir, calcular e planejar no período das cheias (era necessário trazer camponeses logo após as cheias e retirá-los um tempo depois, assim como afastar o povo das margens antes que o rio transbordasse. Também construíam diques para proteger a cidade de catástrofes). Tudo isso ocasionou no desenvolvimento da matemática e da geometria. - Qual é a lição de Vida ?-   ( Faz lembrar os Jovens Talentos do Norte e Nordeste)

§  A locomoção e o transporte de cargas, numa época sem estradas ou automóveis, eram feitas pelo rio, em embarcações de diversos tamanhos.

O Nilo nasce a sul da linha do Equador e deságua no mar Mediterrâneo. É tão grande que sua bacia (de 3.349 000 km²), abrange, além do Egito, Uganda, Tanzânia, Ruanda, Quénia, República Democrática do Congo, Burundi, Sudão, Sudão do Sul e Etiópia. Seu comprimento é de 7.008 km a partir da fonte mais remota. O rio é formado pela confluência de três outros, o Nilo Branco, o Nilo Azul e o Rio Atbara. Também possui cataratas e barragens ao longo de seu curso. Obviamente, sendo tão grande, foi (e ainda é) bastante explorado.


·            Precisamos Semear com FÉ. O verso 1º faz referência a maneira de como era plantado o trigo naquela época, que consistia em SEMEAR OS GRÃOS SOBRE A ÁGUA NA ÉPOCA DA CHEIA DOS RIOS E QUE QUANDO AS ÁGUAS BAIXASSEM HAVERIA UMA GRANDE PLANTAÇÃO. Isso demonstra uma confiança de que mesmo sem saber qual semente vai germinar, a certeza é que a colheita será abundante. Isto é Viver com Atitude!!!


·             A LEI DA SEMEADURA pode ser aplicada a TODAS AS ÁREAS DA NOSSA VIDA, porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará. Porque o que semeia na carne, da carne ceifará corrupção; mas o que semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna.” (Gálatas 6:7b, 8).

A.   Tomando uma Atitude:  - de se Lançar com propósito, lançar com fé...

B.   Evitando a Passividade: - Significa fazer alguma coisa e não se limitar a contemplar a miséria alheia. Gl. 2. 10, At 2. 44, 45.

Eclesiastes 11.1-8 - Apresenta reflexões a respeito do excesso de cautela em nossa vida e naquilo que faz parte dela. Observe, por exemplo, que Salomão trabalha questões como as incertezas da natureza (v. 3), as incertezas a respeito dos desígnios de Deus (v.5), as incertezas do nosso trabalho (v.6). Todas essas incertezas não devem nos fazer apelar para um excesso de cautela que busque concretizar o que queremos, antes, devemos trabalhar e viver a nossa vida com sabedoria e fé, sem ansiedades prejudiciais e que NÃO RESOLVEM NADA. Evite a passividade!
·             AS CHEIAS DO RIO NILOOs egípcios jogavam as sementes quando a enchente estava baixando, no final da baixa, as sementes do trigo e da cevada, floresciam.


I.          VIVENDO COM PROPÓSITOVIVENDO COM DINAMISMOVIVENDO COM FÉ E ESPERANÇAVIVENDO COM RESPONSABILIDADE



A.      Repartindo o Bem Debaixo do Sol

(11. 1)  = Salomão usa pão símbolo dos grãos que o produziram. Lançar o pão sobre as águas pode se referir à prática de semear em áreas alagadas; improdutiva; ou talvez ao comércio de grãos através do mar. Seja qual for o caso, o Pregador indica que comercializar coisas boas em larga escala resultará em retribuição generosa na época da colheita.

A verdade desse versículo também se APLICA AO EVANGELHO. Muitas vezes, não vemos resultados imediato enquanto compartilhamos o pão da vida, mas, sem dúvida, haverá resultados no final.


(11. 2):  – Repartir com Sete e ainda com Oito. Esta é uma exortação para sermos generosos com o maior número de pessoas possível, aumentando essa estimativa a cada dia. – Vivendo com Atitude!



(11. 3):  - O versículo 3 prossegue o pensamento proposto no versículo anterior, em especial em relação à calamidade imprevisível que nos pode atingir. Para Salomão, as desgraças da vida são inevitáveis e fatais em suas manifestações. Semelhantes às nuvens que derramam aguaceiro sobre a terra, os problemas e tribulações sobrevêm aos filhos dos homens. E o destino da árvore (o rei), depois de caída, é permanecer tombada para sempre. Seu destino está selado. – Vivendo com Dinamismo!
(11. 4):  - “Quem observa o vento nunca semeará...”. – A pessoa cautelosa ao extremo a ponto de esperar o momento ideal para tomar uma atitude está condenada ao fracasso. – Quem vive à espera de condições ideias NUNCA realizará NADA, pois sempre haverá VENTO e NUVENS; quem espera o vento acalmar nunca conseguirá semear o campo; quem espera para colher depois da chuva verá sua plantação apodrecer. O indivíduo que deseja ter certeza absoluta antes de realizar seus projetos ficará esperando para sempre. (Pv 6. 6).

(11. 5):  Certos atos do Senhor são inexplicáveis. A incapacidade de o ser humano conhecer a obra de Deus independente de conhecê-lo é um dos temas desse livro (Ec 3.11; 8. 17; 9. 12). Não compreendemos o movimento do vento, nem como se formam os ossos no ventre da mulher grávida.  Da mesma forma, não sabemos como Deus trabalha, nem os motivos que o impulsionam.




(11. 6):  - “...qual prosperará...” – Neste versículo, o conselho do autor é não evitar comprometer-se com as coisas, é realizá-las, mas deixar que Deus determine o sucesso ou o fracasso do empreendimento. A Palavra de Deus nos garante que semear as boas novas sempre produzirá resultado. Entretanto, é verdade que alguns métodos são mais eficazes que outros; por isso, nosso serviço a Deus deve ser incansável, versátil, bem planejado e fidedigno. (Gl 6. 7; II Co 8 e 9).

Além disso, o cristão deve trabalhar desde a manhã até a tarde, pois fomos chamados para servir sem cessar. - Vivendo com Fé e a Esperança!!!

(11. 7):  - “...suave é a luz...” – A afirmação suave é a luz é uma forma de expressar a alegria de viver, apesar de todos problemas apresentados no livro de Eclesiastes.


(11. 8):  - “Lembrar dos dias das trevas” – Ao avaliar as oportunidade da vida, devemos também pensar mais seriamente na morte. Isso estabelece um contraste com a alegria de trabalhar enquanto ainda é dia. “Dias de trevas” – Pode se referir a velhice, época triste e inútil, cheia de dores e sofrimento inevitáveis.


(11. 9):  - Se Salomão foi o autor de Eclesiastes e escreveu-o no fim de sua vida, então a mensagem fica ainda mais clara. Ele fala aos jovens (Pv 1. 8; 2. 1; 3. 1), incentivando-os a aprender as lições que ele aprendera no decorrer de sua vida extraordinária. Este versículo não é um estímulo a viver em pecado satisfazendo os desejos sexuais (Nm 15. 39), como se supõe na interpretação do conselho anda pelos caminhos do teu coração. Pelo contrário, exorta o jovem a divertir-se, mas sem esquecer que Deus julgará o seu modo de proceder. (Ec 3. 17; 12. 14). – Fazendo as Escolhas Certas!!



(11. 10):  - Infelizmente, a juventude não perdura; passa, também, como vapor. Segundo Benjamin Franklin, ficamos velhos cedo demais e sábios tarde demais”.
Frequentemente, ouvimos pessoas dizerem: “Isso não importa”. Porém muitas de nossas escolhas serão irreversíveis; refletirão em toda a nossa vida. O que você faz quando é jovem fará diferença no presente e no futuro. Desfrute a vida agora, mas não fala algo que, física, moral ou espiritualmente, impeça-o de desfrutá-la quando for mais velho.Assumindo as Consequências!


CONCLUSÃOSalomão conclui que a vida envolve tanto riscos como oportunidades. Pelo fato de a vida não oferecer garantias, devemos estar preparados, a fim de aproveitarmos as oportunidade. Salomão demonstrou não aprovar atitudes mesquinhas ou desesperadas. O simples fato de a vida ser incerta não significa que não há o que fazer. Precisamos de um espírito confiante e corajoso para enfrentar os riscos e as oportunidades com entusiasmo e fé direcionados por Deus.


                   Faça o Que é Bom no Tempo Oportuno.

                           Professora, MARIA VALDA
                                                 ADMEP



A ADMEP DESEJA A VOCÊ ALUNO:

FELIZ NATAL!



domingo, dezembro 08, 2013

CUMPRINDO AS OBRIGAÇÕES DIANTE DE DEUS







Professor, José Fábio


Departamento de Escola Bíblica Dominical

08 de Dezembro de 2013


Lição 10


Cumprindo as Obrigações Diante de Deus


Leitura bíblica em classe: Eclesiastes 5.1-5
Texto Áureo: Eclesiastes 5.4



Introdução: Em todas as esferas da vida temos responsabilidades. É na família, no trabalho, na faculdade, nas amizades, enfim; em todos os lugares onde nos relacionamos está o nosso senso de responsabilidade. Acima de tudo, temos responsabilidades para com o nosso Deus. A partir do capítulo cinco de Eclesiastes, Salomão versa sobre o estilo de vida do adorador consciente dos seus direitos e obrigações diante de Deus. Esse assunto é que, à luz dos atributos divinos revelados nas Escrituras Sagradas – santidade, transcendência e imanência, buscaremos compreender. Nossas obrigações estão relacionadas tanto ao ambiente religioso quanto ao universo criado pelo Eterno.

 Objetivos

     Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

Conceituar as obrigações de natureza político-social e religiosa.
Explicar as obrigações ante a santidade de Deus (reverência e obediência).
Compreender as obrigações frente a transcendência e a imanência de Deus.

I – OBRIGAÇÕES E DEVOÇÃO

1- Obrigações de natureza político-social. Há um dualismo perigoso e antigo no meio evangélico, que frequentemente promove uma divisão de nossas responsabilidades no viver diário, dissociando a nossa vida social com suas responsabilidades, de nossa vida espiritual. Bem sabemos que o cristão tem uma dupla cidadania, e que ambas responsabilidades são diferentes, que somos “hebreus”, no sentido mais primitivo da palavra, por nossa peregrinação, aguardando a nossa verdadeira pátria (Hb 11.13-16). E ao mesmo tempo temos a certeza de nossa responsabilidade político-social (Rm 13.1-7). Ambas não estão vinculadas da nossa adoração a Deus, que busca verdadeiros adoradores:

·   O governo civil, assim como tudo mais na vida, está sujeito a Lei de Deus;
·  Deus estabeleceu o estado para ser o agente da justiça, para refrear a iniquidade, castigando o malfeitor e protegendo os bons elementos da sociedade (vv.3.4;1Pe 2.13-17);
·    Quando o estado exige algo contrário a Palavra de Deus, o cristão deve obedecer a Deus, mais do que aos homens (At 5.29; Dn 3.16; 6.6-10);
·       É dever de todos os crentes orarem em favor das autoridades legalmente constituídas (1Tm 2.12).

“Eu digo: observa o mandamento do rei, e isso em consideração para com o juramento de Deus.” (Ec 8.2).

2- Obrigações de natureza religiosa. Falaremos agora de nossa obrigação religiosa ou espiritual. A palavra hebraica “shachar” tem o sentido de “prostrar-se com deferência diante de um superior” (Gn 22.5; Êx 20.5). Nesse momento lembramos o texto de Ec 5.1, que Salomão fala da obrigação de culto a Deus no ambiente propício, e adequado para isso, e como estamos na Nova Aliança e fomos reconciliados com Deus, por meio de Cristo Jesus (Rm 5.19), levamos essa responsabilidade, para o nosso cotidiano, pois somos Templo do Espírito Santo (1Co 6.19). Veremos nos próximos tópicos as obrigações que envolvem a nossa vida espiritual.

II – OBRIGAÇÕES ANTE A SANTIDADE DE DEUS

1- Reverência. É respeito gerado pelo reconhecimento da importância, honra e dignidade da pessoa a qual é direcionada. Aquele que reconhece a Santidade de Deus, é naturalmente reverente. Vamos meditar um pouco:

·       “Guarda o teu pé, quando entrares na Casa de Deus;” (Ec 5.1), Salomão deixa claro que é tolice entrar diante de Deus sem respeito, tagarelando. Somente um tolo age de qualquer maneira em todos os ambientes. Devemos ser reverentes a Deus em todo o momento, mas no ambiente eclesiástico, na congregação, devemos respeitar a direção do culto.

·  Que nunca venhamos a desmerecer a adoração que ocorre nos locais separados para reunião dos adoradores, os templos, respeitando a liturgia, e ao mesmo tempo dando a liberdade ao Espírito Santo, que nos enche a medida que somos servos uns dos outros, quando juntos louvamos a Deus (Ef 5.18-21).

·    Muitos crentes interpretam errado o texto de Hebreus 10.19, que fala para entrarmos com ousadia no santuário, por causa do sangue de Cristo, achando que podemos dar ordens a Deus. Pelo contrário, essa ousadia está vinculada a fé simples e profundo temor, que reconhece que só pode entrar diante de Deus e ter comunhão por causa do sangue precioso de Jesus, no qual, como dito antes, fomos reconciliados.
         
2- Obediência. É fruto da reverência interior, do temor a Deus por sua Santidade. Obedecer a Palavra de Deus é melhor do que qualquer forma exterior de adoração, serviço a Deus ou abnegação pessoal. “...e inclina-te mais a ouvir do que oferecer sacrifícios de tolos, pois não sabem que fazem mal.” (Ec 5.1b). Como obedeceremos se não soubermos a vontade de Deus? Portanto o primordial é ouvir, para que obedeçamos.

·       Um exemplo marcante foi a atitude de Saul, que foi seguir o seu próprio conceito de certo, acima da revelação da Palavra de Deus (1Sm 15.22);

·    Atitude semelhante, será base da apostasia final predita para o período que antecede a volta de Jesus à terra (Mt 24.11,24; 2Ts 2.9-12; 2Tm 4.3,4).

III – OBRIGAÇÕES FRENTE A TRANSCENDÊNCIA DE DEUS
      A transcendência é o que ultrapassa o conhecimento comum, e vai além da experiência meramente humana.

1- Deus, o criador. A transcendência é um dos atributos naturais de Deus:

·  Ele é diferente e independente da sua criação (Êx 24.9-18; Is 6.1-3; 40.12-26; 55.8,9);

·       Seu ser e sua existência são infinitamente maiores e mais elevados do que a ordem por Ele criada (Is 66.1,2; At 17.24,25);

·      Ele subsiste de modo absolutamente perfeito e puro, muito além daquilo que Ele criou. Ele mesmo é incriado e existe à parte da criação (1Tm 6.16); 

Há um trecho interessante do livro de Jó que descreve a transcendência de Deus: “Onde estavas tu quando eu fundava a terra? Faze-mo saber, se tens inteligência.” (Jó 38.4). Diante dessa questão fica o adendo de Eclesiastes: “Deus está nos céus, e tu estas sobre a terra” (Ec 5.2b).

 Deus pode humanizar-se, como já o fez em Cristo (Jo 1.4), mas o homem não pode tornar-se divino.

2- Homem, a criatura. O homem foi criado por Deus como coroa da Criação. O pecado tirou o homem da posição de um pouco menor que os anjos, para um pouco melhor que os demôniose. Mas Deus em seu infinito amor, em Cristo nos trouxe de volta a comunhão. De tudo que poderíamos citar sobre as nossas obrigações diante da transcendência do nosso Criador, com base em Jó 38.3a: “Agora cinge os teus lombos como homem...”.

IV – OBRIGAÇÕES DIANTE DA IMANÊNCIA DE DEUS    

A imanência, é a qualidade do que está em si mesmo, não transita a outrem. Diz-se de um ser que se identifica a outro ser. É o oposto da transcendência.

1- Deus está próximo.  A imanência divina revela-nos um Deus que se relaciona com a sua criação. A transcendência de Deus não significa porém, que Ele não possa estar entre o seu povo como seu Deus (Lv 26.11,12; Ez 37.27; 43.7; 2Co 6.16).  Na oração conhecida como “Pai Nosso”, Jesus apresenta ao mesmo tempo e imanência e a transcendência de Deus (Mt 6.9-13):

·       Jesus começa, de maneira implícita, alterando a ordem, pois antes Deus fora citado primeiramente como Criador, agora é o Pai nosso, isso é claro, para todo aquele que crê. Isso é imanência (v.9a);

·       Em seguida, Ele diz: “que está nos céus, santificado seja o teu Nome.” (v.9b). Isso é transcendência;

·        “Que venha o teu Reino. Seja feita a tua vontade, tanto na terra como no céu.” (v.10). Aqui está um grande paradoxo, pois Jesus pede que aquilo que transcendente se torne imanente.

·     Ele começa com imanência e finaliza a oração com a transcendência, pois apresenta a intervenção de Deus no nosso viver diário, no pão de cada dia, no perdão e no livramento do mal, e finaliza declarando, que apesar da imanência Deus continua transcendente, “...porque teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre, Amém! (vv.11-13). 

    Jesus Cristo é a manifestação plena da imanência de Deus: “Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de EMANUEL (Deus conosco).” (Mt 1.23). Apesar da Imanência de Deus, Ele continua Transcendente. Apesar de tão próximo a nós, Ele continua além da nossa compreensão (Rm 11.33-36). ALELUIA!

2- O valor das orações e votos. Quais seriam as nossas obrigações diante da imanência de Deus? O capítulo cinco de Eclesiastes narra Salomão falando do culto e como o Senhor identifica-se com o homem que lhe oferece adoração, seja aprovando-o ou reprovando (Ec 5.4b). Duas coisas simples nos fazem corresponder a Imanência de Deus:

·       A oração. Pois é a certeza de que Deus está atento ao nosso caminhar, que tem zelo de nós. Nos faz cada vez mais nos tornar mais íntimos, com uma comunhão maior a cada dia (Mt 6.6-8);

·   Os Votos. No Novo Testamento, não encontramos um preceito específico concernente a essa prática, mas o seu princípio permanece válido. Pois os votos falam do nosso comprometimento com o Senhor. E assim como ocorre no casamento, esses votos devem ser renovados, mas sempre atentando para a vontade de Deus, para oferecermos sacrifício de tolo.

SUPLEMENTO: No livreto de Aiden Wilson Tozer, “Cinco votos para obter poder espiritual”, (Editora dos Clássicos), são citados votos que seriam interessantes atentarmos:

1 – Trate seriamente com o pecado;
2 – Não seja dono de Coisa alguma;
3 – Nunca se defenda;
4 – Nunca passe adiante algo que prejudique alguém;
5 – Nunca aceite qualquer glória.
         Que fiquem para nossa meditação!

Conclusão: Temos obrigações diante da nossa sociedade e acima de tudo diante da Santidade, Transcendência e Imanência de Deus. Diante desse Deus Maravilhoso, que nos ama, nos resta louvar e engrandecer o seu Nome. Segue trecho de um louvor antigo do período dos pais da igreja: “Acima de todo saber, de todo crêr, de toda razão. Além de toda compreensão, de todo esforço sério, de toda investigação...Eis que habita em nós, Eis que habita em nós...MISTÉRIO.”

                                                ALELUIA!
                

                                                   Que Deus nos abençoe!
                                                      
                                                   Professor, José Fábio