quarta-feira, junho 10, 2015

OS EUA SÃO A BABILÔNIA MODERNA, DISSE DAVID WILKERSON

26 de maio de 2015

Destino Manifesto na Bíblia? Os EUA São a Babilônia Moderna, Disse David Wilkerson


DESTINO MANIFESTO NA BÍBLIA? OS EUA SÃO A BABILÔNIA MODERNA, DISSE DAVID WILKERSON

Julio Severo comenta sobre as revelações proféticas de David Wilkerson sobre o “destino” dos EUA em seu livro “Set the Trumpet to Thy Mouth.”


Julio Severo

Uma maioria sólida dos americanos se sentiria agora bem com um presidente que é gay ou lésbico, de acordo com uma nova pesquisa de opinião pública do Wall Street Journal/NBC News.



Sessenta e um por cento dos entrevistados relataram se sentir “entusiasmados” ou “bem” com um presidente gay ou lésbico. Enquanto isso, os americanos se sentindo bem ou entusiasmados com um presidente evangélico receberam uma aprovação com menos entusiasmo: 52 por cento.
Esse estudo segue de perto uma pesquisa de março nos EUA, também conduzida pelo Wall Street Journal/NBC News, em que um número recorde de 59 por cento dos entrevistados americanos disse que estavam a favor do “casamento” de mesmo sexo.
O que está acontecendo com os EUA, a maior nação protestante do mundo, que estão prontos para dar calorosas boas-vindas a um presidente homossexual, mas não a um presidente evangélico? Os EUA estão correndo para seu castigo e juízo?
Trinta anos atrás, o Desafio Mundial, um ministério do Pr. David Wilkerson, me enviou o livro dele “Set the Trumpet to Thy Mouth” (Coloque a Trombeta na Sua Boca). A introdução foi escrita por Leonard Ravenhill. É uma mensagem ardente, com uma visão, sobre a destruição dos EUA. Quando o li pela primeira vez, fiquei chocado, principalmente porque a década de 1980 eram os anos de Ronald Reagan. Como Wilkerson conseguiu ter tal visão quando um Reagan conservador e pró-família estava enfrentando o Império do Mal? A profecia dele deveria ter sido dirigida à União Soviética, não aos EUA! Essa revelação foi de fato chocante. Entretanto, mais chocante é o que os EUA estão fazendo nas últimas décadas. Vim a compreender que até o conservadorismo americano está agora se tornando uma babilônia.
A União Soviética não existe mais. O que existe agora é um governo dos EUA obcecado com o “casamento” que tem como base a sodomia e se conduzindo imperialisticamente para impor o pecado homossexual no mundo inteiro. A profecia de Wilkerson foi, afinal, correta?
Algum tempo depois de Wilkerson, John Mulinde, um pregador de Uganda, recebeu uma revelação acerca do juízo de Deus sobre os EUA. Sua mensagem é um cumprimento da profecia de Wilkerson, que disse que Deus enviaria aos EUA profetas do terceiro mundo para avisar sobre o juízo que está para vir.
O nome de David Wilkerson ficou famoso com o livro e filme “A Cruz e o Punhal,” que mostram a vida e o ministério dele ajudando jovens drogados nos EUA, focando especialmente com experiências libertadoras com o Espírito Santo.
Uma das características da Babilônia em Apocalipse 18 é sua natureza intensamente comercial. Por sua sedução e poder comercial, Babilônia é invejada pelo mundo inteiro. É profundamente capitalista — mas sem Deus. No comunismo, vemos controle econômico intenso e destrutivo sem Deus. Na Babilônia, vemos o oposto: liberdade econômica intensa e destrutiva sem Deus.
Os melhores produtos e serviços (entretenimento, religioso, militar, médico, etc.) do mundo estão disponíveis na Babilônia.
No comunismo, há extrema limitação ou falta de produtos e serviços. Aliás, o comunismo oferece os piores produtos e serviços. Em contraste, na Babilônia, há a maior abundância dos melhores produtos e serviços que o mundo já viu. Então é evidente que a Babilônia não é marxista, comunista ou socialista. É um paraíso comercial na Terra. É a “Nova Jerusalém” dos sonhos carnais e ganância do coração humano. Não é de admirar que quando Babilônia for destruída, o mundo inteiro chorará.
Por suas ambições comerciais, produtos e serviços, Babilônia é descrita na Bíblia como tendo se prostituído com todas as nações da terra. E Deus disse sobre a Babilônia: “Seus mercadores eram os grandes do mundo. Todas as nações foram seduzidas por suas feitiçarias.” (Apocalipse 18:23-24) Se os EUA não se encaixam nesse perfil, quem se encaixa? Os poderosos empresários, comércio e moeda dos EUA não estão governando o mundo?
Além disso, há uma caraterística fatal nos EUA que Wilkerson viu como “Babilônia.”
Nestes últimos dias, os EUA adotaram um papel apaixonado de liderança na promoção da agenda gay — sem mencionar o aborto — no mundo inteiro, levando Billy Graham a dizer: “Os EUA são tão maus quanto Sodoma e Gomorra.” E muitas vezes ele menciona: “Se Deus não castigar os Estados Unidos, Ele terá de pedir perdão para Sodoma e Gomorra.” Isso é um destino manifesto?
Esse tipo de destino tem um fim horrível. O que aconteceu com Sodoma e Gomorra, que estavam envolvidas em homossexualidade desenfreada, é o que acontecerá com as cidades e nações envolvidas nos mesmos pecados:
O que aconteceu com Sodoma e Gomorra e as cidades vizinhas é, para nós, um exemplo do castigo do fogo eterno. O povo daquelas cidades sofreu o mesmo destino que o povo de Deus e os anjos sofreram, pois cometeram pecados sexuais e se engajaram em atividades homossexuais.” (Judas 7 GWV)

Como tal castigo alcançaria a nação mais poderosa do mundo que, ainda que inundada com o Evangelho, está obcecada com a ideia de estender o pecado de Sodoma e Gomorra ao mundo inteiro? Se Deus não poupou Sodoma e Gomorra e seus pecados homossexuais, como ele poupará a maior nação protestante do mundo que quer o mundo inteiro envolvido nos mesmos pecados?

De acordo com Scott Lively, autor do livro “The Pink Swastika” (A Suástica Rosa): “A antiga tradição rabínica sustenta que a homossexualidade, mais especificamente o casamento homossexual, foi o ‘insulto final’ a Deus que fez com que Ele trouxesse aquele Grande Dilúvio.”

O papel dos EUA no pecado homossexual tem sido muito mais do que simplesmente adotá-lo. Os EUA têm sido seu principal propagandista. Até mesmo em sua condição protestante, os EUA têm sido o principal propagandista da teologia gay, e seus frutos podres são evidentes no Brasil, onde o teólogo protestante gay mais proeminente foi inspirado pela teologia gay dos EUA.

Os EUA têm espalhado a ideologia homossexual por todos os meios (religiosos, legais, culturais, comerciais, etc.) e têm usado sua força imperial para promovê-la e impô-la e seu “casamento” fajuto no mundo inteiro com imoralidade bestial. Será que existe um destino manifesto na sodomia para os EUA?

Alguns cristãos argumentam que pelo fato de que os EUA, depois de Israel, têm a maior população judaica do mundo, isso é sinal claro de que os EUA têm a aprovação e proteção de Deus contra destruição. No entanto, quando a primeira Babilônia, que estava localizada no Iraque moderno, foi destruída, sua população judaica era a maior do mundo depois de Israel. Aliás, um dos líderes políticos da Babilônia era o judeu Daniel, historicamente proeminente por seu livro profético “Daniel” no Antigo Testamento. Uma grande população de judeus e um profeta judeu no governo babilônico não salvaram Babilônia da destruição.
Ainda que duvidemos que os EUA serão destruídos por serem Babilônia, o papel dos EUA hoje como o principal propagandista, promotor e fiscal da sodomia parece garantia suficiente de que os EUA estão buscando o mesmo castigo e destruição de Sodoma e Gomorra.
A militância mundial da sodomia pareceria uma razão suficiente para castigo e destruição. Por muito menos, Sodoma foi destruída. Se os EUA não forem destruídos por serem Babilônia, serão destruídos por serem, como disse Billy Graham, “tão maus quanto Sodoma e Gomorra.”
Contudo, se David Wilkerson está correto em sua visão, os EUA serão julgados e destruídos como Babilônia. Wilkerson disse em seu livro “Set the Trumpet to Thy Mouth”:
Creio que a Babilônia moderna é os Estados Unidos de hoje, inclusive sua sociedade corrupta e seu sistema eclesiástico prostituto. Nenhuma outra nação na terra se encaixa na descrição de Apocalipse 18, exceto os EUA, o maior fornicador do mundo que se prostituiu com os mercadores de todas as nações.
Os EUA serão destruídos por fogo! Destruição súbita está vindo e poucos escaparão. Inesperadamente, e numa hora, um holocausto de hidrogênio engolirá os Estados Unidos — e essa nação não mais existirá. É porque os EUA têm cometido pecados contra a maior luz. Outras nações foram tão pecadoras quanto os EUA, mas nenhum país foi tão inundado pelo Evangelho como os EUA foram. Deus vai julgar os EUA por sua violência, seus crimes, suas apostasias, sua matança de milhões de bebês, sua ostentação da homossexualidade e sadomasoquismo, sua corrupção, suas bebedeiras e abuso de drogas, sua aparência de Cristianismo correto sem poder, sua indiferença para com Cristo, seus índices de divórcio e adultério desenfreados, sua pornografia imoral, seus estupros de crianças, suas traições, seus roubos, seus filmes sujos e suas práticas ocultistas. Em apenas uma hora, tudo estará acabado.
Pense na “senhora da enseada” de Nova Iorque — a Estátua da Liberdade [símbolo nacional maior dos EUA]. Isaías avisou acerca da destruição súbita sobre uma senhora orgulhosa. “Certamente dizias: ‘Eis que por todo o sempre hei de continuar a ser a grande senhora!’ Todavia, não ponderaste tais palavras no teu coração, não refletiste sobre as consequências futuras desta tua atitude. Portanto, ouvi isto, agora, ó criatura provocadora e libidinosa! Tu que te sentas despreocupada e preguiçosa e cogitas em tua sensação de segurança: ‘Ah! Eu sou a maior das rainhas e além de mim não há mais ninguém! Jamais me verei viúva, nem sofrerei com a morte dos meus filhos!’ Pois bem, justamente sofrerás estas duas perdas em um só momento, durante um único dia: a perda dos filhos e a viuvez se abaterão sobre ti com todo o seu peso de dor, a despeito de tuas muitas feitiçarias e todos os teus poderosos prognósticos, sortilégios e encantamentos. Depositaste a tua confiança na tua malignidade e afirmaste: ‘Não há quem descubra o que faço às escondidas!’ O teu próprio saber e a tua ciência te seduziram e enganaram, e assim imaginaste no teu coração: ‘Eu sou a maior. Não há ninguém além de mim!’ A desgraça, pois, te buscará e te alcançará, e não saberás como esconjurá-la. Eis que cairá sobre ti um mal do qual não poderás livrar-se mediante qualquer pagamento de resgate; uma catástrofe que não te será possível antever desabará sobre a tua cabeça.” (Isaías 47:7-11 KJA)
O aviso é que Deus inutilizará suas armas de guerra, que seus armamentos não conseguirão salvá-los da ira de Deus (Jeremias 21:4). Deus lhes disse: “Eu, pessoalmente, pelejarei contra vós.” (Jeremias 21:5 KJA)
Esse é um aviso categórico para os EUA. Os enormes estoques de armas dos EUA são meros paus e pedras — inúteis contra o que Deus planejou contra os EUA. O que Deus disse da antiga Babilônia ele também dirá da Babilônia moderna: “Os valentes da Babilônia cessaram de pelejar, permaneceram nas fortalezas, desfaleceu-lhes os ânimos e as forças; tornaram-se semelhantes a mulheres; estão em chamas as suas moradas, todas as trancas de seus portões foram arrombadas!” (Jeremias 51:30) É por isso que não haverá ataques de retaliação dos EUA ou seus aliados; pelo fato de que tudo será feito de forma definitiva e súbita, os EUA “cessarão de lutar,” e os mísseis americanos permanecerão em suas fortalezas. Os ânimos dos EUA se desfalecerão na hora de sofrer o juízo. Os aliados dos EUA “se tornarão semelhantes a mulheres” e se renderão imediatamente.
O que os EUA não conseguiram fazer com todos os seus milhões, todos os seus dispositivos eletrônicos, todos os seus métodos midiáticos caros, o Espírito Santo realizará num curto tempo com um exército de Gideão de evangelistas pobres e simples de países do terceiro mundo; e o resto do mundo ouvirá o Evangelho. Um remanescente de vencedores será levantado em justiça. Apesar da plena luz do Evangelho brilhando, a maioria se voltará para Satanás e será entregue à lascívia. A Bíblia não diz que os EUA sofrerão juízo só depois que o mundo inteiro for evangelizado.
Deus não precisa dos EUA para evangelizar o mundo. Os EUA falharam nessa missão. Os EUA ainda gastam mais dinheiro anualmente em ração de cachorro do que em missões. Haverá uma grande colheita final, e já está acontecendo agora. O Evangelho será divulgado no mundo inteiro por um grande exército de testemunhas nacionais em todas as nações da terra. É a última colheita do Senhor. Agora mesmo, o Espírito de Deus está levantando testemunhas florescentes na China. A América do Sul e a África serão cobertas de testemunhas poderosas de suas próprias terras. O México e a América do Sul estão abertos ao Evangelho e jovens evangelistas estão sendo levantados. Eles não precisarão de juntas missionárias, ordenações, grandes quantias de dinheiro e equipamentos sofisticados. Eles sobreviverão com muito pouco dinheiro, exatamente como sobreviveram os primeiros discípulos; e num curto tempo eles cobrirão a terra inteira com o Evangelho. E eles apontarão para o juízo ardente que Deus vai mandar sobre a moderna Babilônia rica e despreocupada como sinal de que o fim está perto.


Com informação de Charisma News.
Leitura recomendada:

sábado, junho 06, 2015

JESUS E O DINHEIRO




Pastora, MARIA VALDA




Lição  10                                                                          7 de Junho de 2015


Assembleia de Deus – Ministério Estudando a Palavra

Departamento de Educação Cristã
Escola Bíblica Dominical


JESUS E O DINHEIRO



Texto Áureo:

E, vendo Jesus que ele ficara muito triste, disse: Quão dificilmente entrarão no reino de Deus os que têm riquezas! (Lucas 18.24)

Leitura Bíblica em Classe:

Lucas 18.18-24



Introdução:  - O Novo Testamento dedica 215 versículos para abordar o tema da fé, 218 para tratar de salvação, e 2.084 a respeito de dinheiro, comprovando que é um tema de grande importância na Bíblia. O dinheiro tem se tornado senhor de muitas pessoas. Há muita gente lutando para ter dinheiro e se desgastam tanto nesta busca que já não lhes resta tempo algum para gozar daquilo que conseguiram amealhar. O desejo de ter coisas e acumular riquezas domina a vida do homem moderno.

A leitura bíblica em classe apresenta a pergunta do príncipe que é a mais importante, e a resposta de Jesus que é a mais intrigante. Jesus diz que algo faltava a ele e era justamente o fato de ser possuidor, de ser muito rico e ser possuído e escravo dessa riqueza. Até hoje essa resposta do Senhor Jesus ecoa tanto no coração dos ricos como dos pobres. Veremos nessa lição sobre a relação do Senhor Jesus Cristo com o dinheiro e do pensamento cristão passado também pelos demais apóstolos.


Objetivos Geral

Como mordomos que somos, ensinar o uso correto do dinheiro e dos bens confiados por Deus a nós, à luz do ensino de Jesus.


Objetivos Específicos

1)       Pontuar o dinheiro, os bens e as posses na perspectiva secular e na cristã.

2)       Explicar o dinheiro, os bens e as posses na perspectiva do judaísmo do tempo de Jesus.

3)       Conhecer o que Jesus ensinou sobre o dinheiro, as posses e os bens.

4)       Conscientizar o aluno da importância de entesourar tesouros no céu


I.   O DINHEIRO, BENS E POSSES NA PERSPECTIVA SECULAR E CRISTÃ

 1.            Perspectiva Secular


Objetivamente na perspectiva secular o material é endeusado e o espiritual é ignorado (Mt 6.21). Ao falar do dinheiro na perspectiva secular é importante citarmos o seu significado para quem não tem uma perspectiva cristã:

Dinheiro significa liberdade – Uma vez que o dinheiro aumenta o campo de escolhas, não é surpresa que para muitos o próprio dinheiro venha a significar liberdade.

Dinheiro significa poder – A fantasia comum de imensa riqueza e, portanto, de poder ilimitado resulta do parâmetro de realização que diz que o dinheiro indica o grau em que atingimos poder e o respeito.

Dinheiro significa tempo – Gastamos o tempo e energia para ganhar dinheiro, e depois gastamos o dinheiro para obter os bens e serviços que são a expressão do tempo e da energia de outra pessoa. Uma velha frase diz: “Tempo é dinheiro!”.

Dinheiro significa independência – Independência é um dos desejos mais primitivos do ser humano, pois encontramos desde o Éden (Gn 3). Ter o “próprio dinheiro” ocultamente diz não depender de ninguém para ter e fazer o que quiser.

Dinheiro significa validação – Traz a falsa ilusão de que valemos o que temos.

Dinheiro significa controle – Utilizamos o dinheiro para exercer controle sobre aqueles que nos são caros.

Dinheiro significa álibi – Utilizamos como álibi em várias direções. Para justificar ausência e participação em nossos relacionamentos, para atenuar a culpa, etc.

Esses são alguns significados da perspectiva secular, cada um faz do dinheiro um “deus” para quem assim o vê. Vejamos agora a perspectiva cristã.

2. Perspectiva Cristã

Objetivamente na perspectiva cristã o material é suplantado e o espiritual é priorizado (Mt 6.33). Nos ensinos de Cristo, não há um dualismo entre matéria e espírito! Todavia, as coisas espirituais, por serem de natureza eterna, ganham primazia sobre as materiais, que são apenas temporais (Lc 10.41). Assim como servimos a Deus com o nosso espírito, nossa dimensão espiritual, devemos também servir com o nosso corpo (1 Co 6.19,20; 1 Ts 5.23). Com base no pensamento apostólico vejamos o que o apóstolo Paulo via com relação ao dinheiro.

   O fruto da piedade não é o enriquecimento a priori, sim o contentamento e gratidão para com Deus (1 Tm 6.6)

   As verdadeiras riquezas são eternas e não levaremos nada desse mundo (1 Tm 6.7);

   Devemos nos contentar com o que temos, satisfeitos e gratos a Deus pelas nossas necessidades serem atendidas (1Tm 6.8; Fp 4.12-13);

   Evitar a busca desenfreada pelas riquezas, o amor ao dinheiro, pois isso desvia da fé (1 Tm 6.10);

   Convém ao homem de Deus que fuja dessas coisas, seguindo as verdadeiras riquezas, que são aparentemente invisíveis (1 Tm 6.11; Mt 6.33):

Justiça: O que é correto diante de Deus;
Piedade: O genuíno temor a Deus que torna a santidade prática;
Fé: É a certeza em Deus, independente do que se vê e sente;
Amor: Destrói a barganha e nos livra do egoísmo;
Paciência: É a perseverança no Senhor em meio a dificuldades;
Mansidão: É o fruto da submissão.

   Se tivermos algo a empregar nossas energias, que seja na batalha da fé, tendo em vista e tomando posse da maior riqueza que é a Vida Eterna com o Nosso Senhor Jesus Cristo (1 Tm 6.12).


II.  O DINHEIRO, BENS E POSSES NA PERSPECTIVA NO     JUDAÍSMO DO TEMPO DE JESUS


1. Ricos e Pobres.

Sempre houve, na história da humanidade, esta divisão de classes. Naqueles dias, ainda mais. Predominava entre os judeus daqueles tempos a ideia de que as riquezas eram um sinal do favor especial de Deus, e que a pobreza era um sinal de falta de fé e do desagrado de Deus. Os fariseus, por exemplo, adotavam essa crença e escarneciam de Jesus por causa da sua pobreza (Lc 16.14). Essa ideia falsa é firmemente repelida por Cristo (Lc 6.20; 16.13; 18.24,25). A Bíblia identifica a busca insaciável e avarenta pelas riquezas como idolatria, a qual é demoníaca (1 Co 10.19,20; Cl 3.5).

2. Generosidade e Prosperidade.

No judaísmo dos tempos de Jesus a generosidade e prosperidade eram atos exteriores não interiores (Mt 6.1). Os judeus nos tempos de Jesus enfrentavam também necessidades materiais (Lc 6.20,21). Havia um padecimento econômico, pois o povo estava debaixo do jugo Romano. Os cobradores de impostos oprimiam o povo. Algo que poucos de nós observamos é a maneira de ser na Antiga Aliança e contraposição da Nova Aliança (Hb 7.12). Lucas ao escrever, compreende esse fato com os demais apóstolos. Não há contradição ou oposição mais radical entre as duas Alianças do que esta concernente as riquezas.

Percebemos que na Antiga Aliança, a riqueza era um paradigma da benção de Deus. Na narrativa bíblica, encontramos vários personagens dotados de grandes posses materiais. Vejamos alguns exemplos no Antigo Testamento:

    Abraão. No Oriente Antigo, somente aqueles que possuíssem bens eram respeitados. Dessa forma, Deus fez dele um homem rico (Gn 13.2)

  Salomão. Foi um dos homens mais ricos que já existiu (1Rs 3.7-13). No entanto, no fim da vida, depois de ter juntado e adquirido tantas coisas, chega à conclusão de que tudo é vaidade (Ec 12.8).

   Jó. Era próspero (Jó 1.1-22), no entanto aprendemos infinitamente mais com suas perdas do que com suas posses (Jó 19.25-27).

Esse pensamento permanece no judaísmo dos tempos de Jesus sendo que se tornara opressor e vazio do significado genuíno da Lei de Deus. O Evangelho do Reino, quebrou o paradigma de que a benção de Deus estava apenas sobre os ricos. Jesus declarou que onde estiver o nosso tesouro aí estará o nosso coração (Mt 6.21), e que Deus cuida de nossas necessidades, mesmo que muitas vezes não tenhamos em abundância. Se todos repartirmos de nada teremos falta e a benção de Deus estará conosco.


III.          DINHEIRO BENS E POSSES NOS ENSINOS DE JESUS

O ensino de Jesus sobre o uso das riquezas foi muito mais radical do que ensinava o judaísmo e tradição rabínica de seus dias, levando em conta Ele traz a Nova Aliança que suplanta a Antiga.

   Jesus ensinou que o dinheiro é a “coisa” que mais facilmente pode se tornar uma potestade que arroga para si veneração (Mt 6.24).

   Jesus ensinou de maneira implícita que o dinheiro é neutro, pois ele se torna uma personalidade assim como a morte, pois tem o poder de gerar questões no coração humano e subvertê-lo (Mt 6.24).

   Jesus ensinou A riqueza endeusada pode se tornar um obstáculo no caminho de quem serve a Deus (Lc 18.24).

   Jesus ensinou riqueza endeusada gera sensação de segurança e de independência de Deus (Lc 12.19).

   Jesus ensinou que a Palavra do Reino pode ser facilmente sufocada por um coração avarento e ansioso (Mt 13.22).

   Jesus ensinou que o dinheiro era um símbolo de poder e valor entre os homens e que a nossa questão principal deve ser em devolver a Deus o que lhe pertence (Mt 22.19-21).

   Jesus ensinou que a obra de Deus feita do jeito de Deus nunca faltará os recursos de Deus (Lc 9.3).

   Jesus ensinou que o sentido da vida e o nosso valor não consiste em quanto dinheiro, bens e posses nós temos (Lc 12.15).

   Jesus ensinou que não há riquezas neste mundo que sejam justas e que a nossa maneira de lidar com isso que nos torna e nos tornará administradores das riquezas eternas (Lc 16.11).

   Jesus desencorajou a aquisição de riquezas e estimulou a confiança em Deus (Lc 12.13; 18.22).

   Jesus ensinou que o segredo da oferta dos bens não está na oferta da abundância e sim a da pobreza (Lc 21.3,4).

Somente pelo poder do Espírito Santo conseguiremos compreender esses ensinos e pôr em prática!


 IV.            DINHEIRO BENS E POSSES NA MORDOMIA CRISTÃ

1.    Avaliando a Intenção do Coração

a)           Primeiramente devemos orar como o sábio Agur: “Duas coisas te pedi; não me negues, antes que eu morra: Afasta de mim a vaidade e a palavra mentirosa; não me dês nem a pobreza nem a riqueza; mantém-me do pão da minha porção de costume; Para que, porventura, estando farto não te negue, e venha a dizer: Quem é o Senhor? ou que, empobrecendo, não venha a furtar, e tome o nome de Deus em vão”.  (Pv 30.7-9). Esse ensino é profundo, duas coisas podem acontecer, a abundância pode tirar a dependência de Deus, e quase sempre isso acontece, e não muito diferente, a pobreza pode levar a outra corrupção que é o roubo, pois o pobre não justifica o seu roubo por causa da sua pobreza. Tendo o suficiente, estejamos assim em contentamento, dessa forma o dinheiro não corrompe.

b)   Devemos encarar a incerteza cotidiana com a fé do apóstolo Paulo: “Não digo isto como por necessidade, porque já aprendi a contentar-me com o que tenho. Sei estar abatido, e sei também ter abundância; em toda a maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade. Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece.” (Fp 4.11-13). Que vivamos dessa forma glorificando ao Senhor em quaisquer circunstâncias Assim nosso coração não será preso por Mamom!


2. Entesourando no Céu.

É a atitude de entesourar no céu que Deus abençoa, pois nada aqui é nosso (Mt 6.20).

1)          Honrando não só com palavras mas também financeiramente aqueles que de fato nos educam acerca daquilo que é espiritual, nossos pastores e mestres levando em conta os dízimos e ofertas (1 Tm 5.18; 1 Co 9.14; Gl 6.6; 1 Co 9.11).

2)    Investindo em educação, principalmente com relação a Palavra de Deus. Uma coisa interessante em se utilizar o dinheiro é no aperfeiçoamento pessoal ou de outrem. Exemplos: comprar livros sobre vida cristã, doar livros, etc. (Pv 4.7-9).

3)   Sendo justo em todos os negócios, não se deixando dominar pelo dinheiro que por natureza é corrupto e corrompe.

4)   Promover o bem-estar social. Quando aprendemos com Deus a beneficência, subvertemos a “Mamom”, pois doar é introduzir as pessoas na graça de Deus. A comunidade dos remidos são pessoas bondosas que compreendem que se o dinheiro não for usado também para promover o bem-estar social ele rapidamente corromperá.

5)    Buscando o que é virtuoso.  Devemos trabalhar e confiar no Senhor para o sustento diário. Não convém ao cristão jogos de azar. Enfim, que possamos buscar as virtudes divinas que são riquezas invisíveis e aparentemente sem valor, mas para Deus são imensuráveis.

É a atitude do nosso coração que Deus avalia na questão de doar ou ofertar (Lc 21.1-4).


Conclusão: -  As Riquezas na Antiga Aliança eram tratadas como sacramento, mas quando Jesus surge esse sacramento não encontra mais lugar tendo em vista que a verdadeira riqueza é revelada na Pessoa do Cristo. É Ele mesmo a abundância da Graça, a gratuidade da eleição, a presença do Reino. Será que diante de Cristo tem algo que ainda possa ser chamado de riqueza?




NA ADMEP

Preletor, Professor: José Fábio
Igreja Batista de Figueira –

Duque de Caxias – RJ.

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