sexta-feira, maio 13, 2016

O ADVENTO DO MESSIAS






Texto Áureo

"No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.  (...) E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a Sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e verdade"

João 1.1,14


Texto Bíblico Básico

Isaías 61.1, 2; Lucas 4.16 - 21


O MESSIAS PROMETIDO









Introdução: - O termo Messias vem do hebraico Mashiah e significa "untar" ou "ungir". Em Israel dava-se muita importância à unção para as pessoas e para alguns objetos. Três ofícios de elevado conceito eram consagrados pela unção: o de profeta (I Re 19.16); o de sacerdote (Lv 4.3); e o de rei (I Sm 24.7-11). Havia também a unção para objetos tais como o tabernáculo e os apetrechos sagrados que o compunham. Jesus, como Ungido de Deus, exerceu os três ofícios.


I.              AS PROFECIAS MESSIÂNICAS

A esperança messiânica é algo alimentado há muito tempo pelos judeus, com base nos escritos proféticos de Isaías, Daniel, Jeremias, Miquéias Zacarias; assim como dos SalmosHá também outros textos encontrados na literatura intertestamentária (período entre Malaquias e Mateus), os quais reforçam esta expectativa.

1.1.    - A profecia de Isaías - O profeta fala de um menino que ia nascer, cujas qualificações pessoais não deixam dúvida de que se trata do Messias (Is 9.6, 7; Is 7.14; 40.1-3; compare com João 1.22, 23; Is 63.1; Rm 11.26, 27). Isaías não deixa ninguém iludido quanto ao perfil do Messias numa impressionante descrição (Is 53). Até as mentes mais indispostas para aceitá-lo não poderiam ignorar um retrato tão perfeito do Messias!

1.2.   A profecia de Jeremias - Ele profetiza que jamais faltará sucessor para o trono de Davi (Jr 23.5; 33.14 - 17; compare com Daniel 7.14; Ap 11.15).

1.3.   A profecia de Miquéias - Descreve a cidade do nascimento e a grandeza do seu senhorio (Mq 5. 2 - 4).

1.4.    - O Messias nos Salmos -  Embora também o Messias seja conhecido como Jeová, há distinção entre as duas Pessoas como aparece no Salmo 22.

1.5.    - O Anúncio a Maria - Quando o anjo Gabriel anunciou a Maria o nascimento de Jesus, informou a ela que o menino seria filho do Altíssimo; que se assentaria no trono de Davi e que seu reinado seria para sempre (Lc 1.31 - 33).

Não há menor sombra de dúvida que todas as profecias bíblicas acerca do Messias se cumpriram em Jesus!
Foram 4.000 anos de história, aproximadamente, escrita em 39 livros do Velho Testamento, anunciando o Seu Advento.


II.              A DIMENSÃO DO SACRIFÍCIO DE CRISTO

A morte de Jesus está descrita nos Quatro Evangelhos. Se Jesus não houvesse morrido e ressuscitado, certamente haveria uma religião fundada por ele, mas certamente, sem o efeito que tem. Jesus não passaria de um precursor de religião, como tantos outros que elaboraram um credo e se destacaram por sua liderança carismática.

ü   A morte e ressurreição de Jesus completam toda a mensagem divina narrada no Antigo Testamento.

ü   O povo da velha aliança praticava todos aqueles rituais de sacrifícios exigidos pela lei.

ü   A eficácia do ministério de Jesus está no fato de ele haver cumprido satisfatoriamente a exigência do Pai, consumando a obra de redenção do mundo na cruz do Calvário (Jo 19.30).

ü   Jesus tinha plena consciência de sua missão e Ele a transmitia. Além disso, há, nas Escrituras, muitas profecias sobre a sua morte, a começar em Gênesis 3.15. Destacamos algumas:


2.1.   A profecia do Salmo - O Salmo 22.1-21, escrito mil anos antes de Jesus ter nascido, retrata com exatidão a cena da crucificação de Jesus. Nessa Salmo encontram-se as palavras proferidas por Jesus no momento do seu suplício.

2.2.   A profecia de Isaías - Isaías é conhecido como o evangelista do Antigo Testamento. Suas esplêndidas profecias retratam Jesus no seu sofrimento, expressas numa linguagem poética e irresistivelmente tocante ao coração. Só mesmo uma pessoa muito apática para não se curvar ante à descrição do Servo Sofredor. O maior lamento do profeta, no entanto, é que esta profecia não seria devidamente acreditada: "Quem deu crédito à nossa pregação?" (Is 53. 1).

Na profecia Isaías descreve o Servo Sofredor de modo substituto e é a isso que a expiação se presta. O sacrifício dos animais era substitutivo, daí serem conhecidos como vicários (Is 53.5).


2.3.   A profecia de Zacarias - Uma das mais extraordinárias profecias sobre o sacrifício do Messias é a que diz respeito às marcas guardadas nas suas mãos e que um dia serão exibidas diante daqueles que o rejeitaram. Assim que Jesus retornar com a Igreja (Cl 3. 4), e adentrar à Velha Cidade de Jerusalém pelas portas, exibirá as suas mãos e os judeus lhe perguntarão: "Que feridas são essas nas suas mãos?  Dirá ele: são as feridas com que fui ferido em casa de meus amigos" (Zc 13.6).

2.4.   A Consciência que Jesus tinha do seu sacrifício - Jesus tinha plena consciência da sua missão na terra. No batismo, João o apresentou como o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo 1. 29). Jesus falava abertamente sobre sua morte vicária (Mt 17. 22, 23; 20.17 - 19; Mc 14. 8, 24, 27; Lc 9. 22). Entretanto, por mais que falasse sobre isso, os discípulos tinham dificuldade de entender (Mt 16. 22; Mc 9. 32).

2.5.   As implicações da expiação.  (a) a satisfação divina - A expiação satisfaz a exigência divina acerca do pecado. Os sacrifícios prestados no Antigo Testamento cumpriram, mais uma tarefa didática do que de satisfação.

Ø   Embora se repetissem, os sacrifícios - e eles não podiam cessar - o coração de Deus permanecia intrigado por uma falta de correspondência.

Ø   Somente um sacrifício perfeito para aplacar a sua ira contra a humanidade; esse sacrifício aconteceu (Hb 10. 9, 10).

Ø   O sacrifício de Jesus satisfez as exigências da Lei, bem como o a justiça divina. (b) Sacrifício remidor.  - Remir significa "comprar de volta". Todo homem pertence a Deus por Criação, mas todos estão sob a égide do príncipe deste mundo, obedecendo-lhes as instruções (Ef 2.2,3).

Ø   Assim como na cultura romana, um escravo foragido era resgatado mediante pagamento por seu antigo proprietário, também, fomos resgatados da nossa vã maneira de viver, mediante o pagamento efetuado por Cristo através do Seu sangue (I Pe 1. 18, 19), tornando-nos propriedade exclusiva de Deus (I Pe 12.9). (c) sacrifício substitutivo, ou sacrifício vicário.

Ø   Na cruz do Calvário Jesus tomou o nosso lugar, fazendo- se exatamente aquilo que nós fomos: malditos(Gl 3.13), afim de nos tornar semelhantes a Ele (II Co 3.18). (d) sacrifício voluntário. 

Ø   Jesus não morreu como mártir de uma causa nem mesmo foi apanhado de surpresa. Sua morte seguia um plano divino. Enquanto não chegava a sua hora, ele se esquivava de seus oponentes; quando, porém, chegou a hora, ele mesmo se entregou (Jo 7.30).


2.6.   Os resultados da expiação -  Nenhum homem se salvaria por suas obras de justiça, por maiores que elas fossem; e ainda que esse todos os seus bens, não possuiria valor para pagar pelo resgate de sua alma (Sl 49.8). Do mesmo modo como o sacrifício de Cristo é completo, suficiente e definitivo para o homem, aquele que rejeita este sacrifício pagará pelos seus pecados eternamente no inferno, sem poder jamais sair de lá. (a) O sacrifício de Cristo justifica. O sacrifício de Cristo isenta o homem de toda culpa do pecado, tornando-o inocente (Ef 1. 7; II Co 5. 17,21). (b) o sacrifício de Cristo purificaAlém de conferir perdão, o sangue de Jesus tem o poder de no s purificar (I Jo 1.7). (c) O sacrifício de Cristo nos inclui na Nova Aliança. Deus estabeleceu alianças com seu povo no passado; porém a melhor aliança é a atual (Hb 7.22; 8.6). O sacrifício de Jesus nos inclui nesta aliança remindo pessoas de todas as raças e classes sociais, fazendo de todos um novo povo, que goza comunhão com ele (I Co 11.25). (d). Garante o homem para a vida eterna. O que mais um ser humano poderia desejar? Que recompensa maior na vida poderia alguém desfrutar do que receber um prêmio gigantesco que lhe garantisse a possibilidade de jamais morrer, nunca sentir dor, ou tristeza ou qualquer preocupação (Ap 21.4), num lugar maravilhoso e se ter que pagar nada por essa condição? (Jo 3.14-16).



Conclusão: -  Glória, pois, a Deus que enviou à Terra Seu Filho Unigênito, prometido no Éden (Gn 3. 15), para morrer na cruz por nossas muitas transgressões (Jo 15. 13).



Elaborada pela Professora,
Maria Valda – Pastora da
            ADMEP



FONTE DE PESQUISA
Revista Semeando a Palavra "Cristologia" - Ministério IDE
http://ebdbelasartes.blogspot.com.br/2016/04/galera-de-cristo-04-jesus-o-ungido-de.htmlhttp://ebdbelasartes.blogspot.com.br/2016/05/licao-07-o-advento-do-messias.html



Alunos da E.B.D da ADMEP


Superintendente, Pb. Luiz Afonso

Pastora da ADMEP
Maria Valda

quarta-feira, maio 11, 2016

O QUE É TULIP?

O QUE É TULIP?








TULIP – Acróstico formado pelas iniciais, em inglês, das cinco doutrinas reformadas da salvação, conhecidas também como as Doutrinas da Graça de Deus.



DEPRAVAÇÃO TOTAL (Total Depravity)

A Bíblia diz que Deus criou o primeiro homem, Adão, à Sua imagem e semelhança. Deus fez um pacto com esse homem a fim de que, através da obediência aos Seus mandamentos, este pudesse obter vida. Contudo, o homem falhou desobedecendo a Deus deliberadamente, fazendo uso do seu livre-arbítrio, rebelando-se contra o seu Criador. Este pecado inicial de desobediência (conhecido como a “queda do homem”) resultou em morte espiritual e ruptura na ligação de sua alma com Deus, o que mais tarde trouxe também sua morte física. Sendo Adão o representante de toda a raça humana, todos nós caímos com ele e fomos afetados pela mesma corrupção do pecado. Tornamo-nos objetos da justa ira de Deus e a morte passou a todos os homens.

Toda a humanidade herdou a culpa do pecado de Adão e por isso todos nascemos totalmente depravados e espiritualmente mortos. A morte espiritual não quer dizer que o espírito humano esteja inativo, mas sim que o homem é culpado (tem um passado manchado) e corrupto (possui uma natureza má). A Depravação Total não quer dizer que os homens são intensivamente maus (que somos tão maus quanto poderíamos ser), mas sim que somos extensivamente maus (todo o nosso ser, intelecto, emoções e vontade estão corrompidos pelo pecado).

A Depravação Total também significa que o homem possui uma inabilidade total para restaurar o relacionamento com seu Criador. Por causa da depravação, o homem natural, por si mesmo, é totalmente incapaz de crer verdadeiramente em Deus. O pecador está morto, cego e surdo para as coisas espirituais. Desde a queda o homem perdeu o seu livre-arbítrio e passou a ser escravo de sua natureza corrompida e por isso ele é incapaz de escolher o bem em questões espirituais. Todas as falsas religiões são tentativas do homem de construir para si um “deus” que lhe seja propício. Porém, todas essas tentativas erram o alvo, pois o homem natural por si mesmo não quer buscar o verdadeiro Deus.

Devido ao estado de depravação do homem, se Deus não tomasse a iniciativa de salvá-lo, ele continuaria morto eternamente. O homem natural sem o conhecimento de Deus jamais chegará a este conhecimento se Deus não o ressuscitar espiritualmente através de Jesus Cristo.

Referências bíblicas: Gn 2:17; 6:5; 8:21; 1 Rs 8:46; Sl 51:5; 58:3; Ec 7:20; Is 64:6; Jr 4:22; 9:5-6; 13:23; 17:9; Jo 3:3,19,36; 5:42; 8:43-44; 14:4; Rm 3:10-11; 5:12; 7:18,23; 8:7; 1 Co 2:14; 2 Co 4:4; Ef 2:3; 4:18; 2 Tm 2:25-26; 3:2-4; Tt 1:15.

ELEIÇÃO INCONDICIONAL (Unconditional Election)

Devido ao pecado de Adão, seus descendentes entram no mundo como pecadores culpados e perdidos. Como criaturas caídas, elas não têm desejo de ter comunhão com o seu Criador. Deus é santo, justo e bom, ao passo que os homens são pecaminosos, perversos e corruptos. Deixados à sua própria escolha, os homens inevitavelmente seguem seu coração corrupto e criam ídolos para si. Consequentemente, os homens têm se desligado do Senhor dos Céus e têm perdido todos os direitos de Seu amor e favor. Teria sido perfeitamente justo para Deus ter deixado todos os homens em seus pecados e miséria e não ter demonstrado misericórdia a quem quer que seja. É neste contexto que a Bíblia apresenta a eleição.

A Eleição Incondicional significa que Deus, antes da fundação do mundo, escolheu certos indivíduos dentre todos os membros decaídos da raça humana e os predestinou para serem o objeto de Seu imerecido amor e para trazê-los ao conhecimento de Si mesmo. Esses, e somente esses, Deus propôs salvar da condenação eterna. Deus poderia ter escolhido salvar todos os homens (pois Ele tem o poder e a autoridade para fazer isso), ou Ele poderia ter escolhido não salvar ninguém (pois Ele não tem a obrigação de mostrar misericórdia a quem quer que seja), porém não fez uma coisa nem outra. Ao invés disso, Ele escolheu salvar alguns e excluir (preterir) outros. Sua eterna escolha de determinados pecadores para a salvação não foi baseada em qualquer ato ou resposta prevista da parte daqueles escolhidos, mas foi baseada tão somente no Seu beneplácito e na Sua soberana vontade. Desta forma, a eleição não foi condicionada nem determinada por qualquer coisa que os homens iriam fazer, mas resultou inteiramente do propósito determinado pelo próprio Deus.

Os que não foram escolhidos foram preteridos e deixados às suas próprias inclinações e escolhas más para serem punidos pelos seus pecados. Não cabe à criatura questionar a justiça do Criador por não escolher todos para a salvação. Deve-se ter em mente que, se Deus não tivesse graciosamente escolhido um povo para Si mesmo e soberanamente determinado prover-lhe e aplicar-lhe a salvação, ninguém seria salvo.

Referências bíblicas: Dt 4:37; 7:7-8; Pv 16:4; Mt 11:25; 20:15-16; 22:14; Mc 4:11-12; Jo 6:37,65; 12:39-40; 15:16; At 5:31; 13:48; 22:14-15; Rm 2:4; 8:29-30; 9:11-12, 22-23; 11:5,8-10; Ef 1:4-5; 2:9-10; 1 Ts 1:4; 5:9; 2 Ts 2:11-12; 3:2; 2 Tm 2:10,19; Tt 1:1; 1 Pe 2:8; 2 Pe 2:12; 1 Jo 4:19; Jd 1:3-4; Ap 13:8; 17:17; 20:11-21:8.

EXPIAÇÃO LIMITADA (Limited Atonement)

Embora Deus tenha resolvido salvar da condenação um certo número de homens, Sua santidade e justiça exigem que o pecado seja punido. Como os escolhidos de Deus são pecadores, uma expiação completa e perfeita era necessária. Jesus Cristo, o Filho de Deus feito homem, suportou o castigo merecido pelos pecadores e obteve a Salvação para os Seus eleitos.

A eleição em si não salvou ninguém; apenas destacou alguns pecadores para a salvação. Os que foram escolhidos por Deus Pai e dados ao Filho precisavam ser redimidos para serem salvos. Para assegurar sua redenção, Jesus Cristo veio ao mundo e tomou sobre Si a natureza humana para que pudesse identificar-se com os Seus eleitos e agir como seu representante ou substituto. Cristo, agindo em lugar do Seu povo, guardou perfeitamente a Lei de Deus e dessa forma produziu uma justiça perfeita a qual é imputada aos eleitos ou creditada a eles no momento em que são trazidos à fé nEle. Através do que Cristo fez, esse povo é constituído justo diante de Deus. Os eleitos são libertos da culpa e condenação, como resultado do que Cristo sofreu por eles. Através do Seu sacrifício substitutivo, Jesus sofreu a penalidade dos pecados dos eleitos e assim removeu a culpa deles para sempre. Por conseguinte, quando Seu povo é unido a Ele pela fé, é-lhe creditada perfeita justiça pela qual ficam livres da culpa e condenação do pecado. São salvos não pelo que fizeram ou irão fazer, mas tão somente pela fé na obra redentora de Cristo.

A obra redentora de Cristo foi definida em desígnio e realização. Foi planejada para render completa satisfação em favor de certos pecadores específicos e, de fato, assegurou a salvação para esses indivíduos e para ninguém mais. A salvação que Cristo adquiriu para o Seu povo inclui tudo que está envolvido no processo de trazê-los a um correto relacionamento com Deus, incluindo os dons da fé e do arrependimento. Deus não deixou aos pecadores a decisão se a obra de Cristo será ou não efetiva. Pelo contrário, todos aqueles por quem Cristo morreu serão infalivelmente salvos. A redenção, portanto, foi designada para cumprir o propósito divino da eleição.

Referências bíblicas: 1 Sm 3:14; Is 53:11-12; Mt 1:21; 20:28; 26:28; Jo 10:14-15; 11:50-53; 15:13; 17:6,9-10; At 20:28; Rm 5:15; Ef 5:25; Tt 3:5; Hb 9:28; Ap 5:9.

GRAÇA IRRESISTÍVEL (Irresistible Grace)

Cada membro da Trindade divina – Pai, Filho e Espírito Santo – participa e contribui para a salvação dos pecadores eleitos. Deus Pai, antes da fundação do mundo, selecionou aqueles que iriam ser salvos e deu-os ao Filho para serem o Seu povo. Na época oportuna o Filho veio ao mundo e assegurou a redenção desse povo. Mas esses dois grandes atos – a eleição e a redenção – não completam a obra da salvação, pois está incluída no plano divino para a recuperação do pecador perdido a obra renovadora do Espírito Santo, pela qual os benefícios da obediência e da morte de Cristo são aplicados ao eleito. A Graça Irresistível ou Eficaz significa que o Espírito Santo nunca falha em trazer à salvação aqueles pecadores que Ele pessoalmente chama a Cristo. Deus aplica inevitavelmente a salvação a todo pecador que tencionou salvar, e é Sua intenção salvar todos os eleitos.

O apelo do Evangelho estende uma chamada à salvação a todo que ouve a mensagem. Ele convida a todos os homens, sem distinção, a beber da água da vida e viver. Ele promete salvação a todo que se arrepender e crer. Mas essa chamada geral externa, estendida igualmente ao eleito e ao não eleito, não trará pecadores a Cristo. Por que? Porque os homens estão, por natureza, mortos em pecado e debaixo de seu poder. Eles são, por si mesmos, incapazes de abandonar os seus maus caminhos e se voltarem a Cristo, para receber misericórdia. Nem podem e nem querem fazer isso. Consequentemente, o não regenerado não vai responder à chamada do Evangelho para arrepender-se e crer. Nenhuma quantidade de ameaças ou promessas externas fará um pecador cego, surdo, morto e rebelde se curvar perante Cristo como Senhor, e olhar somente para Ele para a salvação. Tal ato de fé e submissão é contrário à natureza do homem.

Por isso, o Espírito Santo, para trazer o eleito de Deus à salvação, estende-lhe uma chamada especial, interna, em adição à chamada externa contida na mensagem do Evangelho. Através dessa chamada especial, o Espírito Santo realiza uma obra de graça no pecador que inevitavelmente o traz à fé em Cristo. A mudança interna operada no pecador eleito o capacita a entender e crer na verdade espiritual.

No campo espiritual, são lhe dados olhos para ver e ouvidos para ouvir. O Espírito Santo cria no pecador eleito um novo coração e uma nova natureza. Isto é realizado através da regeneração (novo nascimento), pela qual o pecador é feito filho de Deus e recebe a vida espiritual. Sua vontade é renovada através desse processo, de forma que o pecador vem espontaneamente a Cristo por sua própria e livre escolha.

Referências bíblicas: Jr 24:7; 31:3; Ez 11:19-20; 36:26-27; Mt 16:17; Jo 1:12-13; 5:21; 6:37,44-45; At 16:14; 18:27; Rm 8:30; 1 Co 4:7; 2 Co 5:17; Gl 1:15; Ef 1:19-20; Cl 2:13; 2 Tm 1:9; Hb 9:15; 1 Pe 2:9; 5:10.

PERSEVERANÇA DOS SANTOS (Perseverance of the Saints)

Os eleitos não são apenas redimidos por Cristo e regenerados pelo Espírito; eles são mantidos na fé pelo infinito poder de Deus. Todos os que são unidos espiritualmente a Cristo, através da regeneração, estão eternamente seguros nEle. Nada os pode separar do eterno e imutável amor de Deus. Foram predestinados para a glória eterna e estão, portanto, assegurados para o Céu. A perseverança dos santos não significa que todas as pessoas que professam a Fé Cristã estão garantidas para o Céu. Somente os santos – os que são separados pelo Espírito – é que perseverarão até o fim. São os crentes – aqueles que recebem a verdadeira e viva fé em Cristo – os que estão seguros e salvos nEle. Muitos que professam a fé cristã desistem no meio do caminho, mas eles não desistem da graça, pois nunca estiveram na graça. A perseverança dos santos está diretamente ligada à santificação, que é o processo pelo qual o Espírito Santo torna os eleitos cada vez mais semelhantes a Jesus Cristo em tudo o que fazem, pensam e desejam. A luta dos crentes contra o pecado dura toda a vida e, às vezes, eles podem cair em tentações e cometer graves pecados, mas esses pecados não os levam a perder a salvação ou a afastar-se de Cristo. A Bíblia diz que o povo de Deus recebe a vida eterna no momento em que crê. São guardados pelo poder de Deus mediante a fé e nada os pode separar do Seu amor. Foram selados com o Espírito Santo que lhes foi dado como garantia de sua salvação e, desta forma, estão assegurados para uma herança eterna.

Referências bíblicas: Is 54:10; Jr 32:40; Mt 18:14; Jo 6:39-40,51; 10:27-30; Rm 5:8-10; 8:28-39; 11:29; Gl 2:20; Ef 4:30; Fp 1:6; Cl 2:14; 2 Ts 3:3; 2 Tm 2:13,19; Hb 7:25; 10:14; 1 Pe 1:5; 1 Jo 5:18; Ap 17:14.

EBD 08.01.12 – Depravação Total
EBD 15, 22 e 29.01.12 – Eleição Incondicional
EBD 22.04.12 – Expiação Limitada

***


* Total Depravity – Depravação Total
* Unconditional Election – Eleição Incondicional
* Limited Atonement – Expiação Limitada
* Irresistible Grace – Graça Irresistível
* Perseverance of the Saints – Perseverança dos Santos



Márcio Melânia
Mestre em Gestão Pública
http://lattes.cnpq.br/5648348525008521 

"Quanto ao mais, irmãos, regozijai-vos, sede perfeitos, sede consolados,
sede de um mesmo parecer, vivei em paz; e o Deus de amor e de paz será convosco."
 (2 Coríntios 13 : 11)


domingo, maio 08, 2016

CRESCENDO EM EXCELÊNCIA



Igreja Congregacional de Parque Suécia

Culto das Mulheres

Pastora, Rosinha


CRESCENDO EM EXCELÊNCIA

“...agora, pois, ó Deus, esforça as minhas mãos”.
Neemias 6. 9



Introdução: - Crescendo, significa: desenvolvendo; alargando, ampliando; e excelência, significa: elevação, grandeza, distinção, nobreza.


Introdução: - O Livro de Neemias é um livro que relata a Reconstrução do Muro de Jerusalém depois do Cativeiro Babilônico.
Esta Reconstrução está debaixo da liderança de Neemias. Embora o templo fosse reconstruído por Esdras, os Muros da cidade ainda estavam em ruínas por causa da indolência do povo.


I.          Características de Neemias:

Pontos Fortes e Êxitos no Ministério de Neemias:

1.1.     Um homem de caráter, persistência e oração.

1.2.     Extraordinário planejador, organizador e motivador.

1.3.     Sob sua liderança, os muros ao redor de Jerusalém foram reconstruídos em 52 dias.

1.4.    Como líder político, conduziu a nação à reforma religiosa e ao despertamento espiritual.

1.5.     Agiu com calma diante da oposição.

1.6.   Foi capaz de ser honesto e objetivo com o seu povo, quando estavam em pecado.


II.          Ante o Crescimento Existem Oposições:

2.1.     Oposição por astúcia, (Ne 6. 1, 2)
Astúcia vencida pela sabedoria e pelo trabalho. (Ne. 6. 3,4).

    
2.2.  Oposição por acusação, (vv. 5 – 7).
          - Acusação vencida pela oração e pelo autocontrole. (Ne 6. 8, 9).


2.3.  Oposição por traição (Ne 6. 12 – 14).
          -   Traição vencida pela oração e bravura (Ne 6. 11 – 14).


2.4.  Efeito da Obra concluída sobre os Inimigos: (Ne 6. 17 – 19).

          -   Crescer em EXCELÊNCIA é saber vencer estes obstáculos.



III.          Lições de Vida:

3.1.     O primeiro passo em qualquer empreendimento é orar.

3.2.     Pessoas sob a direção de Deus podem realizar tarefas impossíveis.

3.3.   Há duas partes importantes no verdadeiro serviço a Deus: falar com Ele e andar com Ele.



Conclusão: - Talvez você, mulher, não tenha as habilidades específicas de Neemias ou até mesmo pense que está em uma posição onde nada pode fazer para Deus; mas existem duas formas através das quais Você pode ser útil ao Senhor.


Primeiro, seja uma pessoa que fala com Deus. Permita que Ele entre em sua vida e compartilhe-a com Ele – suas preocupações, seus sentimentos e seus sonhos.


Segundo, seja uma pessoa que anda com Deus. Coloque em prática aquilo que você aprende nas Escrituras. Deus pode ter uma missão “impossível” para realizar através da sua vida.






Pastora, Maria Valda
ADMEP