terça-feira, maio 28, 2013

CONVENÇÕES DO SUL DIVULGAM MANIFESTO PELA UNIDADE DAS ADS NO BRASIL



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( Foto: montagem de Seara News )


O texto pede para que os pastorem intercedam para que a igreja permaneça unida

As Convenções regionais das Assembleias de Deus do Sul do Brasil redigiram um manifesto em favor da unidade da igreja Assembleia de Deus que diante da expulsão do pastor Samuel Câmara pode ser dividida. No texto os pastores dos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, que integram a diretoria da UMADERSUL, União dos Ministros da Região Sul,  pedem para que os pastores permaneçam unidos como uma só família e alertam para as circunstâncias políticas e sociais que vão exigir uma postura mais firme da igreja.

“A unidade da Igreja deve ser defendida pelo fato de que ela é uma arma espiritual em favor do Reino de Deus, principalmente, no momento histórico que vive nossa nação de laciamento dos valores morais e de ataque sistemático à família e comprometimento da liberdade de expressão da igreja contra o pecado”, diz trecho do manifesto.

O texto pede para que os pastores de todas as ADs que fazem parte da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB) entrem em oração para que a Mesa Diretora não venha a convocar uma Assembleia Geral Ordinária para oficializar o desligamento de membros da comissão.

A manifestação das Convenções do Sul está ligada ao julgamento que aconteceu nesta quarta-feira (22) onde quatro pastores seriam julgados por quebra de decoro durante a AGE de Maceió. A Mesa Diretora se reuniu e definiu apenas a expulsão do pastor Samuel Câmara. Os pastores Sóstenes Apolos, Jônatas Câmara não foram julgados por motivos de saúde que os impediram de comparecer. Já o pastor Ivan Bastos, que hoje ocupa o cargo de 1º Tesoureiro, só poderá ser julgado em uma AGO.

Leia o Manifesto:

Manifesto Pela Unidade da Mesa Diretora da CGADB

1) Desejamos que a CGADB continue se mantendo no espírito com o qual os pioneiros da Assembleia de Deus no Brasil fundaram-na. Todavia, há o perigo eminente de não sabermos conviver com as diferentes formas de pensar a obra do Senhor, dadas pela liberdade do Espírito Santo e mantidas pela multiforme graça do Senhor, elementos que marcam o movimento pentecostal no Brasil.

2) Conclamamos que os membros da CGADB em todo o território nacional e no exterior para orarem em favor da Mesa Diretora para que os membros da mesma não se precipitem em tomar medida disciplinar ou propor à AGO da CGADB o desligamento de membros seus, principalmente, no período pós-eleição para os cargos de composição da Mesa e do Conselho Fiscal.

Há o perigo iminente de que sejam desligados compulsória e injustamente membros da CGADB, que são pastores com uma história relevante de trabalho na obra do Senhor, somente pelo fato de os mesmos terem interpretado a vontade de Deus com um pensamento diferente daqueles esposados pela Mesa Diretora.

Lembramos-vos que isto configuraria retaliação, que é uma atitude anti-cristã e extremamente prejudicial à unidade da Assembleia de Deus no Brasil.

3) Anelamos que cada membro da CGADB respeite a doutrina apostólica acerca da unidade da Igreja do Senhor Jesus e neste sentido, trabalhe, promova e cultive-a, “assim também em Cristo nós, que somos muitos, formamos um corpo, e cada membro está ligado a todos os outros” (Rm 12.5), pois “assim como o corpo é uma unidade, embora tenha muitos membros, e todos os membros, mesmo sendo muitos, formam um só corpo, assim também com respeito a Cristo. Pois em um só corpo todos nós fomos batizados em um único Espírito” (1Co 12.12-13).

4) Alertamos a todos os membros da CGADB e colegiadamente a todos as Convenções Estaduais e/ou Regionais que a unidade da Igreja deve ser defendida pelo fato de que ela é uma arma espiritual em favor do Reino de Deus, principalmente, no momento histórico que vive nossa nação de laciamento dos valores morais e de ataque sistemático à família e comprometimento da liberdade de expressão da igreja contra o pecado.

Nesse sentido, a unidade é um elemento de proclamação tácita do Evangelho, visto que o nosso Senhor orou pela nossa unidade: “para que todos sejam um, Pai, como tu estás em mim e eu em ti. Que eles também estejam em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste. Dei-lhes a glória que me deste, para que eles sejam um, assim como nós somos um, eu neles e tu em mim. Que eles sejam levados à plena unidade, para que o mundo saiba que tu me enviaste, e os amaste como igualmente me amaste”.

5) Rogamos, respeitosamente, a Mesa Diretora e o próprio presidente da CGADB, sua reverendíssima, pastor José Wellington Bezerra da Costa, como líder maior de nossa Assembleia de Deus no Brasil, que não se permita ser considerado incoerente com suas próprias palavras, pois o mesmo pediu a unidade de nossa denominação no país. Como a uma só família rogou aos ministros da Assembleia de Deus no Brasil, poucas horas depois de divulgados os números finais da votação que o reconduziu a Presidente da CGADB para o período de 2013/2017, quando questionado pelo site CPADNEWS: “Que mensagem o senhor deixa para os assembleianos de todo o país?” Respondeu enfaticamente: “Em primeiro lugar, dirijo-me aos obreiros da Assembleia de Deus: somos uma só família e recebemos uma só doutrina, um só Espírito Santo e cremos em um mesmo Deus, por isso mesmo devemos manter esta bênção que Deus tem derramado sobre o coração de todos os assembleianos…” (conforme acesso ao site cpadnews.com.br em 15 de maio de 2013, às 10h30min).

Assinam adiante os líderes da União dos Ministros das Assembleias de Deus da Região Sul (Umadersul) e os demais convencionais, membros da CGADB signatários deste manifesto, que participaram do 17º Encontro dos Lideres das Assembleias de Deus dos Estados do Sul (Elads), também o firmam em folhas apensas ao mesmo.

Presidente: Pr. Ival Teodoro da Silva (PR)
1º Vice-presidente: Pr. João Ceno Ohlweiler (SC)
2º Vice-presidente: Pr. Ubiratan Batista Job (RS)

Fonte: CIADESCP


sábado, maio 25, 2013

ANO DO CRESCIMENTO!





Tema: 2013

ANO DO CRESCIMENTO!



(Pr. Silas Malafaia)



Texto Bíblico: - E crescia Jesus em sabedoria, em estatura e em graça diante de Deus e dos homens. (Lucas 2.52).



A sua mente decide aprender alguma coisa quando é repetidamente informada. Este ano de 2013 é o Ano do Crescimento!


Crescimento acontece por meio de um desenvolvimento progressivo, paulatinamente. Não é instantâneo. Crescimento instantâneo é perigoso porque pode trazer um crescimento defeituoso, não firme.


Jesus crescia na dimensão do espiritual, do divino e do humano. Ele crescia ordenadamente e Ele cresceu em três aspectos:


1. Estatura: crescer no físico.


2. Graça: é quando você atrai as pessoas pelo que você é pelo seu caráter.


3. Conhecimento: adquirir o saber no mundo de Deus e no mundo dos homens.


Se você quer crescer será necessário:


- Aprender

- Obedecer às regras e princípios


- Esperar


- Ter paciência


- Ser determinado


- Ter predisposição para: mudanças – toda mudança gera certo desconforto; superar crises – por menor que seja a mudança há crises; enfrentar adversidades; enfrentar obstáculos; enfrentar inimigos do seu crescimento; suportar a dor – por que crescer dói.


A dor acontece por que vai ter esforço, dedicação, abnegação, renúncia - vai ter que deixar de fazer algo que você gosta para priorizar a disciplina de estudar a Bíblia por exemplo. Mas você vai crescer. 



Criança quando cresce sente dor nas juntas, mas cresce!


quinta-feira, maio 23, 2013

NOVE DICAS PARA SER UM ÓTIMO MENTOR


NOVE DICAS PARA SER UM ÓTIMO MENTOR


Não é fácil ser um mentor. Por mais experiente que você seja, é uma tarefa delicada e muitas vezes determinante para a vida do seu aprendiz. Ao mesmo tempo, é uma missão de extrema importância tanto para o seu pupilo quanto para você.


 “Ao investir nos outros, o mentor também está investindo em si mesmo”, afirma Ryan Kahn, apresentador do programa 'Hired', da MTV, e autor de 'Hired! The Guide for the Recent Grad' ('Contratado! O Guia Para os Recém-Graduados', em tradução livre).

Veja a seguir 9 dicas de especialistas para ser um ótimo mentor.
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Sempre se Coloque no Lugar do Outro


Sempre se coloque no lugar do outro - 2 (© ThinkStock)


“Nós devemos aprender com os outros [fazer o papel de pupilo] e também ensinar [como mentor] por meio das nossas carreiras”, afirma Pamela Ryckman, autora de 'Stiletto Network: Inside the Women’s Power Circles That Are Changing the Face of Business' ('Rede Stiletto: Por Dentro dos Círculos de Poder das Mulheres que Mudam a Face dos Negócios', em tradução livre).


Seja Comprometido



Sempre se coloque no lugar do outro - 2 (© ThinkStock)


Ser um mentor é comprometimento. “Se você está oferecendo ajuda para alguém, deve manter o compromisso a qualquer hora que o outro precisar”, explica Kahn.


A Relação Mentor/Aprendiz Pode Acontecer em Qualquer Lugar, a Qualquer Hora.


Sempre se coloque no lugar do outro - 2 (© ThinkStock)


Como mentor, você é alguém que sabe algo que o seu aprendiz não sabe. “As empresas perceberam que, quando pessoas de diferentes origens com habilidades diferentes se reúnem para discutir e debater, avanços ocorrem”, afirma Pamela. “A capacidade de atrair o conhecimento de diversas esferas é valorizada.”

Saiba Ouvir


Sempre se coloque no lugar do outro - 2 (© ThinkStock)



Dois dos seus trabalhos como mentor é fornecer conselhos e encorajar, mas, para isso, você precisa tirar um tempo para ouvir e entender a situação.
“Qualquer mentor que valha a pena passa mais tempo ouvindo do que falando”, afirma Kahn.

Tenha Seus Próprios Mentores e Contatos



Sempre se coloque no lugar do outro - 2 (© ThinkStock)



Hoje, as pessoas mais bem-sucedidas constroem relacionamentos e retiram informações de uma grande variedade de especialistas em todas as indústrias. Segundo Pamela, o mentor que sempre recorre aos mesmos ciclos está fechado para novas oportunidades.


Tenha a Mente Aberta e Seja Compassivo



 Sempre se coloque no lugar do outro - 2 (© ThinkStock)


“Se você já discutiu com alguém, sabe que o outro não entenderá o seu lado até que você entenda o dele”, afirma David Parnell, consultor legal e técnico de carreiras. Para dar bons conselhos é preciso, antes de tudo, entender as necessidades do aprendiz.

Tenha Paciência



Sempre se coloque no lugar do outro - 2 (© ThinkStock)


Assim como criar filhos, ser um mentor pode ser gratificante, mas leva tempo e requer paciência.

“É vital que um mentor seja paciente, porque os ânimos podem esquentar e uma solução simples nem sempre vai funcionar”, afirma Parnell.

Seja um Modelo



Sempre se coloque no lugar do outro - 2 (© ThinkStock)



Como mentor, suas ações estão sendo avaliada, por isso, você deve estabelecer um nível mais alto do que cobra do seu aprendiz. “Seu objetivo não é só dar direcionamento e conselhos, mas ir além deles”, afirma Kahn.

Preocupe-se Com a Relação



Sempre se coloque no lugar do outro - 2 (© ThinkStock)



“Aprendizes geralmente são ansiosos e podem ser um pouco vulneráveis. Eles prestam muita atenção em tudo o que você faz”, afirma Parnell.



Sempre se coloque no lugar do outro - 2 (© ThinkStock)


“Por isso, se você não consegue expressar um desejo verdadeiro desde o começo, é melhor procurar outro pupilo, porque você pode acabar fazendo mais mal que bem ao seu aprendiz.”



sábado, maio 18, 2013

O DIVÓRCIO


ADMEP – ASSEMBLEIA DE DEUS – MINISTÉRIO ESTUDANDO A PALAVRA

EBD - Escola Bíblica Dominical

Departamento de Educação Cristã



O DIVÓRCIO






19 de Maio de 2013


TEXTO ÁUREO

“Eu vos digo, porém, que qualquer que repudiar sua mulher, não sendo por causa de prostituição, e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério”.
(Mateus 19. 9).


VERDADE PRÁTICA

O Divórcio, embora admissível em caso de infidelidade, sempre traz sérias consequências à Família. Por isso Deus o odeia.


Leitura Bíblica em Classe:

Mateus 19. 3 – 12


OBJETIVOS

Dissertar sobre o divórcio no Antigo Testamento.
Defender como padrão o ensinamento de Jesus sobre o divórcio.
Explicar o porquê do ensino de Paulo acerca do divórcio.



INTRODUÇÃO: - Jesus afirmou que Moisés permitiu o divórcio nos tempos do Antigo Testamento apenas por causa da dureza de coração das pessoas (Mt 19. 8). Naquela época, as regras concernentes ao divórcio protegiam a mulher divorciada e permitiam-lhe voltar para sua família com dignidade ou procurar outro casamento legal, em vez de recorrer à escravidão ou à dignidade como meio de sustento.

Por ser algo traumático, o divórcio é sempre um assunto difícil de ser tratado. Existem pessoas que não o aceitam em nenhuma condição. Há pessoas que, sob determinadas circunstancias são favoráveis, e há até os que buscam base nas Sagradas Escrituras para admiti-lo em qualquer situação. Qual a posição da Bíblia? - É o que estudaremos nesta lição.

I.          O QUE É O DIVÓRCIO

O divórcio é o rompimento da aliança; é a dissolução total do casamento, celebrada diante de Deus, perante um ministro, ou autoridade eclesiástica ou diante da sociedade, representada pela autoridade civil, encarregada de oficiar o casamento. Na prática, é a expressão marcante da falta de amor, de entendimento, de união e de fidelidade conjugal. Todo divórcio deixa marcas profundas nos que são alcançados por essa medida de caráter radical.  Os que mais sofrem são os filhos, que não entendem porque seus pais não conseguem viver juntos, em amor, cuidando da missão de zelar pelo lar e pela família.


II.   O QUE A BÍBLIA DIZ SOBRE O DIVÓRCIO


1.    O Divórcio no Antigo Testamento. - No contexto histórico e cultural do Antigo Testamento, a sociedade era patriarcal por excelência. O homem tinha a hegemonia em tudo, desde o governo, a liderança, e a preeminência absoluta, no lar, no casamento, e nas decisões mais importantes da vida social.  Dessa forma, o divórcio era um direito e um privilégio do homem. A mulher repudiada pelo homem não era bem vista pela comunidade. Mas tinha o direito de obter um documento oficial, chamado de “Carta de Divórcio”, ou de repúdio, que lhe dava a faculdade de contrair novas núpcias. Jesus não aboliu esse privilégio, pois, em sua lei, não pode haver acepção pessoas (Rm 2. 11; Tg 2.1).

2.   “O Divórcio por Qualquer Motivo”. – No livro de Deuteronômio, lemos que: “Quando um homem tomar uma mulher e se casar com ela, então, será que, se não achar graça em seus olhos, por nela achar coisa feia, ele lhe fará escrito de repúdio, e lhe dará na sua mão, e a despedirá da sua casa” (Dt 24. 1). O texto bíblico não esclarece. E “por qualquer motivo”, se dava a “Carta de Divórcio”, que era um documento legal, fornecido à mulher repudiada, a qual ficava livre para casar de novo. Chamava-se de “Carta de Liberdade” – “documento de emancipação” – que lhe dava direito a novo casamento (Duty, p. 29, 30). Esta carta de divórcio deveria ser dada em presença de duas testemunhas, e as partes estariam livres para um novo matrimônio. No Velho Testamento a mulher não tinha o direito de pedir divórcio, somente o homem.

3.     O Divórcio no Período Inter Bíblico.

Entre os judeus, havia duas escolas importantes, que ditavam as normas de comportamento para a sociedade. Essas normas existiam no tempo de Jesus.

a)          A Escola de Shammai. – Este rabino tinha uma interpretação radical de Dt 24. 1. Em seu entendimento, a carta de divórcio só podia ser dada à mulher em caso de fornicação ou de infidelidade conjugal. De certa forma, era uma evolução do pensamento judaico, pois uma leitura cuidadosa de Dt 24. 1 dá a entender que a mulher só podia ser despedida se o homem achasse nela “coisa feia”, ou “coisa indecente”, sem que isso fosse a prática de infidelidade ou prostituição, visto que às mulheres infiéis só restava a pena de morte (Lv 20. 10; Dt 22. 20 – 22). Jesus corroborou esse pensamento, quando doutrinou sobre o assunto.

b)          A Escola de Hillel. – Este era um rabino de visão liberal, e favorecia a posição do homem em relação à mulher. Para ele, o homem poderia deixar sua mulher, divorciando- se dela, “por qualquer motivo”. Isto é, o homem poderia divorciar-se a seu bel-prazer.

Com isso, o divórcio, ao invés de proteger a mulher, dando-lhe direito a uma nova oportunidade de constituir um lar, fez dela uma vítima em potencial dos caprichos machistas da época.

Segundo o Dr. Alfred Edersherim, citado por Da Silva (p. 30), a mulher podia, “como exceção divorciar-se, no caso de ser o marido leproso ou trabalhar em serviço sujo, por exemplo, em curtume ou em caldeira, e também no caso de apostasia religiosa, caso abraçasse uma religião herética”. Esse último conceito não tem base veterotestamentária. Era uma evolução da lei judaica.

O divórcio não faz parte dos planos de Deus. Assim como a poligamia, no Antigo Testamento, que ele permitiu, ou melhor, tolerou.  Há casos em que é impossível manter um relacionamento conjugal. Se o esposo espanca a esposa; se ele vive traindo sua mulher; se ela vive na prática de adultério; se um ou outro entra pelo caminho do homossexualismo; tais práticas são tão abomináveis, que desfazem o vínculo conjugal, e, na permissibilidade de Cristo, ele admite o divórcio. Não como regra, mas como exceção.  Como um “remédio amargo” para um mal maior.  Se não fosse assim, um servo ou serva de Deus seriam atingidos duas vezes; uma pelo Diabo, que destrói relacionamentos; e outra, pela igreja local, que condenaria uma vítima a passar o resto da vida em companhia de um ímpio, ou viver sob o jugo do celibato, que não faz parte dos planos de Deus. (Gn 2. 18).

ð              A Síntese do Tópico: - A Lei de Moisés não incentivava o divórcio, mas dispunha de mecanismos diversos, com o objetivo de garantir a dignidade humana.

III.   O DIÓRCIO NO NOVO TESTAMENTO


1)        O Divórcio no Novo Testamento. – Jesus ratificou, o que a Lei de Moisés ordenou, mas seguindo o conceito da À Escola de Shammai. Segundo ensinou o Senhor, o divórcio é permitido somente no caso de “prostituição”; (gr. porneia), palavra esta que no original inclui o adultério ou qualquer outro tipo de imoralidade sexual (Mt 5. 32; 19. 9).  - O divórcio, portanto, deve ser permitido em caso de imoralidade sexual, quando o cônjuge ofendido se recusar a perdoar e a continuar no casamento.

2)           Ensinos De Paulo A Respeito Do Divórcio. - O Divórcio na Visão Paulina. – Paulo enfrentou questionamentos sobre o assunto e ele soube posicionar-se com elevado discernimento espiritual, sob a direção divina.

a)            Aos casais crentes – “aos casados. – (I Co 7. 10). Se não houver algum dos motivos permissivos (Mt 19. 9 e I Co 7. 15), não há qualquer justificativa para o casal crente se divorciar.


b)          Aos casais mistos – “aos outros”. - (I Co 7. 12, 13). No caso de o cônjuge descrente (ou desviado) quiser abandonar o crente fiel, pedindo divórcio, não pode ficar “sujeito à servidão”, ou seja, sob o jugo de um casamento insuportável. Há casos em que o descrente é prostituto, com risco de levar doenças para a esposa; ou é beberrão contumaz, ou que espanca a esposa, proibindo-a de se crente, etc. O crente não deve tomar a iniciativa do divórcio, mas deve deixar que o descrente o faça. (I Co 7. 15). Houve a dissolução do vínculo matrimonial, o cônjuge crente, está livre para se casar com quem quiser deste que “seja no Senhor” (cf. I Co 7.39).

ð     A Síntese do Tópico: - A O Senhor Jesus condena o divórcio, excetuando àquele que foi motivado por prostituição.

IV.   CAUSAS DO DIVÓRCIO As causas do divórcio são semelhantes às do adultério.  Há aspectos específicos a serem considerados, mas, quando um casal não consegue mais viver a aliança conjugal, certamente, é porque um dois deixa de cumprir as orientações da Palavra de Deus para o matrimônio.

1.          Infidelidade –
2.        Mentiras;
3.        Ciúmes;
4.       Amarguras;
5.        Falta de Tempo;
6.       Falta de diálogo;
7.        Linguagem destrutiva;
8.        Perda do espírito romântico;
9.       Desinteresse pelo cônjuge;
10.    Excesso de independência ou dependência excessiva;
11.       Hábito de discutir;
12.     Incapacidade de interferir num problema através do perdão;
13.     Temperamento descontrolado e agressivo.


CONCLUSÃO: - Na sociedade, a palavra divórcio remete a uma questão de cunho jurídico. O casamento é definido como contrato jurídico celebrado entre duas pessoas. O divórcio é a rescisão desse contrato firmado. Entretanto, não é da vontade de Deus que as pessoas, uma vez casadas, venham a divorciar-se. O divórcio causa sérios inconvenientes à igreja local, às famílias e à sociedade.  No projeto de Deus, não havia espaço para o divórcio. Precisamos tratar cada caso de modo pessoal sempre em conformidade com a Palavra de Deus.


                                                                                  Professora, MARIA VALDA.