quinta-feira, outubro 31, 2013

SOBRE PASTORES E LOBOS



SOBRE PASTORES E LOBOS - COMO DIFERENCIÁ-LOS?



 





Pastores e lobos têm algo em comum: ambos se interessam e gostam de ovelhas, e vivem perto delas. Assim, muitas vezes, pastores e lobos nos deixam confusos para saber quem é quem. Isso porque lobos desenvolveram uma astuta técnica de se disfarçar em ovelhas interessadas no cuidado de outras ovelhas. Parecem ovelhas, mas são lobos. 
No entanto, não é difícil distinguir entre pastores e lobos. 
Urge a cada um de nós exercitar o discernimento para descobrir quem é quem.






Pastores gostam de convívio, lobos gostam de reuniões. 
Pastores vivem à sombra da cruz, lobos vivem à sombra de holofotes. 
Pastores choram pelas suas ovelhas, lobos fazem suas ovelhas chorar.
Pastores têm autoridade espiritual, lobos são autoritários e dominadores.




Pastores têm esposas, lobos têm coadjuvantes.
Pastores têm fraquezas, lobos são poderosos.
Pastores olham nos olhos, lobos contam cabeças.
Pastores apaziguam as ovelhas, lobos intrigam as ovelhas.
Pastores têm senso de humor, lobos se levam a sério.
Pastores são ensináveis, lobos são donos da verdade.


Pastores têm amigos, lobos têm admiradores.
Pastores se extasiam com o mistério, lobos aplicam técnicas religiosas.
Pastores vivem o que pregam, lobos pregam o que não vivem.
Pastores vivem de salários, lobos enriquecem.
Pastores ensinam com a vida, lobos pretendem ensinar com discursos.
Pastores sabem orar no secreto, lobos só oram em público.
Pastores vivem para suas ovelhas, lobos se abastecem das ovelhas.





Pastores são pessoas humanas reais, lobos são personagens religiosos caricatos.Pastores vão para o púlpito, lobos vão para o palco.
Pastores são apascentadores, lobos são marqueteiros.
Pastores são servos humildes, lobos são chefes orgulhosos.
Pastores se interessam pelo crescimento das ovelhas, lobos se interessam pelo crescimento das ofertas.

Pastores apontam para Cristo, lobos apontam para si mesmos e para a instituição.
 Pastores são usados por Deus, lobos usam as ovelhas em nome de Deus.
Pastores falam da vida cotidiana, lobos discutem o sexo dos anjos.
Pastores se deixam conhecer, lobos se distanciam e ninguém chega perto.
Pastores sujam os pés nas estradas, lobos vivem em palácios e templos.
Pastores alimentam as ovelhas, lobos se alimentam das ovelhas.
Pastores buscam a discrição, lobos se autopromovem.




Pastores conhecem, vivem e pregam a graça, lobos vivem sem a lei e pregam a lei.
Pastores usam as Escrituras como texto, lobos usam as Escrituras como pretexto.
Pastores se comprometem com o projeto do Reino, lobos têm projetos pessoais.
Pastores vivem uma fé encarnada, lobos vivem uma fé espiritualizada.
Pastores ajudam as ovelhas a se tornarem adultas, lobos perpetuam a infantilização das ovelhas.





Pastores lidam com a complexidade da vida sem respostas prontas, lobos lidam com técnicas pragmáticas com jargão religioso.
Pastores confessam seus pecados, lobos expõem o pecado dos outros.
Pastores pregam o Evangelho, lobos fazem propaganda do Evangelho.
Pastores são simples e comuns, lobos são vaidosos e especiais.
Pastores tem dons e talentos, lobos tem cargos e títulos.
Pastores são transparentes, lobos têm agendas secretas.





Pastores dirigem igrejas-comunidades, lobos dirigem igrejas-empresas.
Pastores pastoreiam as ovelhas, lobos seduzem as ovelhas.
Pastores trabalham em equipe, lobos são prima-donas.
Pastores ajudam as ovelhas a seguir livremente a Cristo, lobos geram ovelhas dependentes e seguidoras deles...





                       
Por Osmar Ludovico da Silva, publicado pela revista
Enfoque Gospel, edição 54, 2006: www.revistaenfoque.com.br



segunda-feira, outubro 28, 2013

ELEIÇÃO PRESIDENCIAL 2014

ELEIÇÃO PRESIDENCIAL 2014 AOS OLHOS DA TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO


Júlio Severo


“Na campanha presidencial de 2014, veremos reprisar o que tanto afetou a de 2010: o fator religioso [onde o] debate em torno da questão do aborto assumiu muito mais importância…” palavras de Frei Betto em seu artigo “Eleição 2014 e Religião.”



 


Mas ele avisa: “O aborto e outros temas ligados aos direitos reprodutivos e à sexualidade são apenas o biombo que encobre algo muito mais ameaçador: o fundamentalismo religioso como força política.”


Na visão de Frei Betto, que é um dos principais líderes da Teologia da Libertação no Brasil, questões como aborto e sexualidade (na verdade, homossexualidade) escondem uma ameaça muito maior: grupos cristãos que ele identifica como “fundamentalistas.”

Ariovaldo Ramos e Marina Silva têm basicamente as mesmas queixas. Eles se queixaram da “onda de conservadorismo” que quase derrotou Dilma Rousseff na eleição presidencial de 2010. A onda conservadora foi a expressão de fortes sentimentos cristãos contra o aborto e o homossexualismo. Em vez de se colocarem frontalmente contra o histórico e posições patentemente abortistas e homossexualistas de Dilma e do PT, Ariovaldo divulgou seu manifesto público, declarando: “manifestamos as nossas rejeições diante da onda de conservadorismo que se abateu sobre o país nesse processo eleitoral”. E Marina, em sua “Carta Aberta aos Candidatos à Presidência da República Dilma e Serra”, criticou abertamente o que ela enxerga como “esse conservadorismo renitente que coloniza a política e sacrifica qualquer utopia em nome do pragmatismo sem limites”.

No início de 2012, Reinaldo Azevedo expôs comentário de um líder do PT dizendo que a oposição ao socialismo no Brasil está liquidada. Esse líder também disse que a única oposição hoje, sentida fortemente nas questões de aborto e homossexualidade, são as posturas dos Telê evangelistas neopentecostais. A CNBB, que é a maior instituição da Igreja Católica no Brasil e responsável pela fundação do PT, está nas mãos desse líder do PT, conforme informação que recebi, restando agora como maior força opositora os Telê evangelistas neopentecostais. Desenvolvi mais profundamente essa questão no meu e-book “Teologia da Libertação X Teologia da Prosperidade.”


A própria ONU reconhece que os pentecostais do Brasil são um grande impedimento para a implantação das políticas imorais da ONU.


A “ameaça” neopentecostal na questão do aborto e homossexualidade é indiscutível. O exemplo é Marco Feliciano, que sofreu oposição implacável das esquerdas seculares e evangélicas por ocupar a presidência da Comissão de Direitos Humanos (CDH) da Câmara dos Deputados. Esquerdistas como Betto acham que esses espaços pertencem somente aos adeptos do aborto, homossexualismo e Teologia da Libertação.


Claro que Betto nunca vai confessar que a Teologia da Libertação esconde um ameaça muito maior: o fundamentalismo esquerdista. Comportamento semelhante se vê em Ariovaldo Ramos e outros evangélicos progressistas, que não admitem que a Teologia da Missão Integral (que é a versão protestante da Teologia da Libertação) esconde uma ameaça maior.


Em seu artigo, Frei Betto comenta: “O fundamentalismo religioso nasceu nos EUA, no início do século XX, com o objetivo de evitar a erosão, pelo secularismo, das crenças fundamentais da tradição protestante, como a expiação substitutiva realizada pela morte de Jesus e o seu iminente regresso para julgar e governar o mundo, e a infalibilidade da Bíblia tomada em sua literalidade, como a criação direta do mundo e da humanidade por Deus, em oposição ao evolucionismo e ao darwinismo.”


O que não é ser radical e “fundamentalista”? É ter as posturas de Betto, que diz:

“Admito a descriminação do aborto em certos casos e sou plenamente a favor da mais ampla discussão em torno do aborto”.


“A Igreja precisa prestar atenção ao legado de três grandes judeus que fizeram história: Jesus, Marx e Freud”.

“Eu tenho certeza que um autêntico comunista é um cristão, embora não o saiba, e um autêntico cristão é um comunista, embora não o queira”.


“O governo brasileiro é amigo de Cuba, é um aliado. Acho que o Brasil tem que ajudar Cuba e tem a obrigação moral e política de apoiar a Revolução Cubana”.


Em seu artigo intitulado “Lutar pela Implantação do Socialismo Até o Último Dia das Nossas Vidas”, Frei Betto declara ousadamente:


“Não podemos de maneira alguma ficar à espera que um novo iluminado surja para fazer uma obra melhor do que a de Karl Marx. A obra do Marx é de suma importância para nossa atuação revolucionária, como a obra do Gramsci, como a obra do Che Guevara, como a obra de tantos outros companheiros que embora sejam menos conhecidos, mas têm obras importantes e companheiros que hoje, me permitam dizer, publicam ensaios de transcendental importância para a nossa luta.”


Se você não pensar assim, você é rotulado de “fundamentalista.”


Quando se fala em “fundamentalismo” hoje, a primeira imagem na mente é terroristas islâmicos matando inocentes. Essa imagem é padrão na sociedade atual. Mas quando surgiu o fundamentalismo original, nada havia em seus líderes e membros que os ligasse a matanças e terrorismo. O termo só veio a adquirir carga negativa com a difamação sistemática dos meios de comunicação pintando o fundamentalismo evangélico como radical. Mais tarde, um jornalista esquerdista teve a inspiração de atrelar o termo ao islamismo e a difamação se agravou. Agora, o termo “fundamentalismo” está tão difamado que só vale a pena usá-lo para os verdadeiros apoiadores de matanças: os ativistas pró-aborto.


O próprio Frei Betto, ainda que demonstrando nojo do conservadorismo evangélico do passado, reconhece que o fundamentalismo deles nada tinha a ver com jihads, homens-bombas, atentados terroristas e matanças de inocentes. Ele diz: “Em meados do século passado, os fundamentalistas cristãos se convenceram de que não bastava pregar no interior dos templos e converter corações e mentes. Era preciso impor à sociedade tudo isso que concorre para o ‘bem dela’, como a criminalização do aborto e da homossexualidade, do uso do álcool e do fumo, do entretenimento pornográfico…”


Em seguida, Betto ensina o público que se você é como esses pioneiros evangélicos conservadores “fundamentalistas” dos EUA, você não tem direito de “impor” seus valores à sociedade.


Em contraste, se você for adepto da Teologia da Libertação ou Teologia da Missão Integral, você tem a obrigação de lutar para impor os supremos valores socialistas à sociedade, pois para Frei Betto, Leonardo Boff, Ariovaldo Ramos e outros, esses são os valores reais do Reino de Deus. Com base nesses valores, Frei Betto acha justo estar com Fidel Castro para impor o marxismo na sociedade, e Ariovaldo Ramos acha justo estar com Hugo Chavez com o mesmo objetivo.

Se você apoia o aborto como direitos reprodutivos e a homossexualidade como direitos sexuais, então você é da turma, e o rótulo carinhoso que a mídia lhe dará é “lutador dos direitos humanos,” e todas as elites darão espaços abertos para você falar e impor o que você quiser.


Mas se você é contrário ao aborto e a outros derramamentos de sangue inocente e se você quer a proteção das crianças contra as investidas da agenda gay, então você não é da turma. A mídia tem só um rótulo para você: “fundamentalista.” Você não tem nenhum direito de defender nos espaços públicos seus valores.


Esse embate não é novo. Em 1925, os Estados Unidos testemunharam um ponto decisivo na marcha socialista. Nesta data, houve o “Scopes Monkey Trials,” ou Julgamentos sobre a Teoria do Macaco do Professor Scopes. De um lado, estava o advogado comunista sarcástico Clarence Darrow, representando John Scopes, professor humanista que queria impor a teoria da evolução para suas classes compostas em grande parte por crianças protestantes. Em defesa dos alunos e seus pais, estava o advogado William Jennings Bryan, que a mídia americana já simpática ao esquerdismo prontamente tratou de apresentar desdenhosamente como representante do “fundamentalismo.”


No final, os comunistas venceram, a teoria da evolução foi imposta e esse caso serviu como precedente para se impor a “teoria do macaco” nas crianças, até mesmo em crianças cristãs. “Fundamentalismo” se tornou sinônimo naquela época de oposição protestante à luta pela implantação de ideias progressistas (socialistas). E hoje não é diferente. Se Frei Betto quer “Lutar pela Implantação do Socialismo Até o Último Dia das Nossas Vidas” e impor essa ideologia na sociedade brasileira, ele sabe que primeiro precisa demonizar os cristãos e seus termos que estão em confronto com sua agenda. A estratégia esquerdista sempre segue esse padrão de demonização.

Sejamos inteligentes nesta hora. A esquerda emporcalhou tanto o termo “fundamentalismo,” especialmente ligando-o agora ao radicalismo islâmico, que se tornou irreconhecível e obsoleto para nós. Tornou-se, em essência, conforme a imagem e semelhança deles. O mesmo fundamentalismo islâmico que quer impor seus valores na sociedade está também presente nos esquerdistas. E, coincidência, ambos têm um “currículo” fartamente sanguinário.


Embora a maioria da mídia e do governo esteja nas mãos do fundamentalismo esquerdista, que muito respeita Frei Betto e seus comparsas, não podemos nos desanimar achando que nossos esforços não têm esperança. Recordando as palavras de Lutero, repetidas séculos depois por presidentes dos EUA: “Um com Deus é maioria.”


Leitura recomendada:

Fonte: 
Julio Severo juliosevero@gmail.com por  google.com 
11:04 (2 horas atrás)
para mim


sábado, outubro 26, 2013

LIDANDO DE FORMA CORRETA COM O DINHEIRO






Assembleia de Deus – Ministério Estudando a Palavra


DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO CRISTÃ


27 de outubro de 2013

Lição 4


LIDANDO DE FORMA CORRETA COM O DINHEIRO

Professor, José Fábio





Leitura bíblica em classe: Provérbios 6.1-5

Texto Áureo


“Compra a verdade e não a vendas; sim, a sabedoria, e a disciplina, e a prudência” (Pv 23.23)



Introdução: O amor ao dinheiro desperta o lado mais primitivo do ser humano. Por dinheiro as pessoas mentem, golpeiam, dissimulam, roubam, matam, etc. Lidar de forma correta com o dinheiro, implica mais do que mudar maus hábitos, aponta na direção de uma libertação espiritual dessa potência que é o “deus” que por natureza contradiz a natureza do Deus verdadeiro, pois aprisiona as pessoas nas leis que são antíteses da Graça que é o princípio natural do Reino de Deus. Enfim, o apego ao dinheiro é o elemento responsável por muitas tragédias humanas. A luz do ensino de Provérbios, devemos munir-nos da sabedoria divina em relação ao dinheiro para não cometermos as mesmas injustiças que os homens sem Deus cometem.


Objetivos     Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Definir fiador, empréstimo, usura e suborno.
Decidir usar corretamente o dinheiro.
Buscar o equilíbrio financeiro.

Palavra-Chave: – Dinheiro: Meio de pagamento, na forma de moedas e cédulas, emitindo e controlado pelo governo de cada País.


I.     O CUIDADO COM AS FIANÇAS E EMPRÉSTIMOS

1)         O Fiador - O Dicionário Aurélio define o fiador como “aquele que fia ou abona alguém, responsabilizando-se pelo cumprimento de obrigações do abonado; aquele que presta fiança”. Ser fiador é colocar em jogo o próprio nome, como garantia para o pagamento da responsabilidade de alguém. A bíblia não tem um registro que proíba alguém de ser fiador. Porém, isso não significa que a Bíblia incentive que isso deva ser feito. Os versos bíblicos que falam sobre ser fiador de alguém são extremamente taxativos dos riscos desse ato. A Bíblia não vê com bons olhos o fato de sermos fiadores. Vejamos alguns desses textos:

  •     Ser fiador é abrir a porta para o sofrimento de males: “Quem fica por fiador de outrem sofrerá males, mas o que foge de o ser estará seguro.” (Pv 11. 15);

   •    Ser fiador é atitude de tolo, de alguém sem sabedoria: “O homem falto de entendimento compromete-se, ficando por fiador do seu próximo.” (Pv 17:18);

  •   Ser fiador é colocar em risco seus bens mais básicos: “Tome-se a roupa àquele que fica fiador por outrem; e, por penhor, àquele que se obriga por estrangeiros.” (Pv 20:16);


Se alguém lhe pede o cartão de crédito emprestado não se constranja em dizer não, achando que está pecando pois é o seu nome que está em jogo.No final das contas a decisão é de cada um.  É importante nos conscientizarmos de não colocar também as pessoas nessa situação. É claro que tem suas exceções.

2)   Empréstimo - “É confiar a alguém certa soma de dinheiro, ou certa coisa, gratuita ou não, para que faça uso delas durante certo tempo, restituindo depois ao dono”. Há uma regra bíblica da misericórdia e amor ao próximo que deve nortear nossas relações interpessoais. Isso significa que tenho a obrigação de sair por aí emprestando dinheiro? Calma, não é bem assim. Mesmo a Bíblia existem condições para que o empréstimo seja feito e o fato de você muitas vezes não emprestar não significa necessariamente que você esteja pecando e inclusive muitas vezes ela lhe orienta a não fazê-lo.

à        Seguem Algumas Orientações:

1)      Não empreste um dinheiro que, caso você não receba, venha a lhe fazer falta, trazendo transtorno.

2)    Não decida nada no calor da emoção, consulte o seu cônjuge para evitar problemas no relacionamento.

3)      Só empreste aquela quantia que você, se quisesse, poderia doar. Só dessa forma você poderia “emprestar sem nada esperar” (Lc 6.31, 34). Tenha bom senso e faça tudo em paz.

4)       Ao emprestar tente doar uma parte e evite emprestar todo o valor se for uma quantia significante.

5)       Se alguém lhe deve dinheiro e você percebe que ele não tem condições de lhe pagar, ao invés de ficar sem falar com ele, avalie a possibilidade de o perdoar (1Co 6.6-8). O perdão é para aquilo que não se pode pagar! Coloque na conta de Deus. Não se esqueça que perdoar dívidas está implícito no ensino bíblico geral do perdão: “perdoa as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores”.

Se pegar empréstimo que tenha o comprometimento de pagar para não pecar envergonhando o Nome do Senhor que deve ser santificado através de nossas vidas.


II.       O CUIDADO COM O LUCRO FÁCIL

1)       Evitando a UsuraÉ a prática de emprestar dinheiro a juros. A lei de Deus não é a favor dessa prática, apesar de ter um senso justo acerca do estrangeiro, que não é da comunidade de Israel (Dt 23.19,20). A Legislação Brasileira prevê que o crime de usura, ou agiotagem, ocorre quando os juros cobrados por particulares forem maiores que os praticados pelo Mercado Financeiro e permitido por lei. Não haja como agiota e nem se envolva com agiotas, pois é uma prática ilícita.     

2)    Evitando o Suborno. Subornar é “dar dinheiro ou ouros valores a, para conseguir coisa oposta à justiça, ao dever e a moral”. A palavra hebraicas hohad, traduzida como “suborno”, mantém o sentido na língua original de dar presentes, dádiva, recompensa, incentivo. É corromper para ganhar vantagens (Ex 23.8; Dt 16.19). Infelizmente, a corrupção bate a nossa porta até mesmo através das autoridades que deveriam ter zelo pela justiça (Is 1.23; 5.23). Que a nossa consciência esteja ávida e vigilante, para não aceitarmos suborno e nem subornar ninguém. Não entrará na morada do Eterno quem tem essa prática, pois viola a Graça Divina (Sl 15.5).

III.       O USO CORRETO DO DINHEIRO

  1)  Para Promover Valores Espirituais“Compra a verdade a não a vendas; sim, a sabedoria, e a disciplina, e a prudência” (Pv 23.23). De que maneira promovemos valores espirituais com o nosso dinheiro?

  a)    Honrando não só com palavras mas também financeiramente aqueles que de fato nos educam acerca daquilo que é espiritual, nossos pastores e mestres (1 Tm 5.18; 1 Co 9.14; Gl 6.6; 1 Co 9.11);

  b)   Investindo em educação, principalmente com relação a Palavra de Deus. Uma coisa interessante em se utilizar o dinheiro é no aperfeiçoamento pessoal ou de outrem. Exemplos: comprar livros sobre vida cristã, doar livros, etc. Não nos esqueçamos: “A sabedoria é a coisa principal; adquire pois a sabedoria, emprega tudo o que possuis na aquisição de entendimento. Exalta-a, e ela te exaltará; e, abraçando-a tu, ela te honrará. Dará à tua cabeça um diadema de graça e uma coroa de glória te entregará” (Pv 4.7-9).

  c)     Sendo justo em todos os negócios, não se deixando dominar pelo dinheiro que por natureza é corrupto e corrompe.

  2)   Para Promover o Bem Estar Social. Quando aprendemos com Deus a beneficência, subvertemos a “Mamom”, pois doar é introduzir as pessoas na graça de Deus. A comunidade dos remidos são pessoas bondosas que compreendem que se o dinheiro não for usado também para promover o bem estar social ele rapidamente irá corromper.

Desde que o Filho de Deus se fez pobre (2Co 8.9), Ele se tornou a resposta de Deus ao apelo do pobre. Quando o pobre clama, Deus atende e também clama aos nossos ouvidos, pois frequentemente agimos como Caim: “...sou eu guardador do meu irmão?” (Gn 4.9).

Frequentemente, culpamos as autoridades, mas nos esquecemos de nossa responsabilidade social, de nossa responsabilidade como seres humanos, criados pelo Eterno Deus que é Amor. Que assumamos nossa responsabilidade, e que nosso dinheiro seja usado para o bem.

IV.      BUSCANDO O EQUILÍBRIO FINANCEIRO

Equilíbrio é algo muito difícil de se adquirir, que Deus nos ajude.

 1)  Buscando a Suficiência. Vejamos a situação do homem que quer obedecer a Deus diante do dinheiro, pois não controlamos certos acontecimentos:

  a)   Primeiramente Devemos orar como o Sábio Agur:  Duas coisas te pedi; não me negues, antes que eu morra:  Afasta de mim a vaidade e a palavra mentirosa; não me dês nem a pobreza nem a riqueza; mantém-me do pão da minha porção de costume; Para que, porventura, estando farto não te negue, e venha a dizer: Quem é o Senhor? ou que, empobrecendo, não venha a furtar, e tome o nome de Deus em vão.  (Pv 30.7-9). Esse ensino é profundo, duas coisas podem acontecer, a abundância pode tirar a dependência de Deus, e quase sempre isso acontece, e não muito diferente, a pobreza pode levar a outra corrupção que é o roubo, pois o pobre não justifica o seu roubo por causa da sua pobreza. Tendo o suficiente, estejamos assim em contentamento, dessa forma o dinheiro não corrompe.

  b)  Devemos encarar a incerteza cotidiana com a fé do apóstolo Paulo“Não digo isto como por necessidade, porque já aprendi a contentar-me com o que tenho. Sei estar abatido, e sei também ter abundância; em toda a maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade. Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece.” (Fp 4.11-13).

   •           “Aprendi...” (v.11). O contentamento é algo a ser aprendido;

   •           “Estou instruído...” (v.12). A instrução fala de treinamento;

  •    “Posso todas as coisas em Cristo...” (v.13). O poder de estar acima das circunstâncias e assim vencer, é a fé em Cristo.

Que vivamos dessa forma glorificando ao Senhor em qualquer circunstâncias!

2)  Buscando o que é Virtuoso“Mais digno de ser escolhido é o bom nome do que as muitas riquezas; e a graça é melhor do que a riqueza e o ouro” (Pv 22.1). Devemos trabalhar e confiar no Senhor para o sustento diário. Não convém ao cristão jogos de azar. Enfim, que possamos buscar as virtudes divinas que são riquezas invisíveis e aparentemente sem valor, mas para Deus são imensuráveis.

ConclusãoA genuína adoração a Deus exige o nosso despojamento. Que não sejamos gananciosos, nem imprudentes. Que Deus nos ajude a lidar corretamente com o dinheiro.    
   
     
                                                     Que Deus nos Abençoe!

                                                    Professor, José Fábio