domingo, junho 12, 2016

A DEMONIZAÇÃO E PERSEGUIÇÃO DA IGREJA CATÓLICA CONTRA OS JUDEUS


A DEMONIZAÇÃO E PERSEGUIÇÃO DA IGREJA CATÓLICA CONTRA OS JUDEUS
Posted: 11 Jun 2016 08:24 PM PDT

Lucas Banzoli
Depois dos cátaros, o povo que mais sofreu com a demonização católica foram os judeus. A cada tragédia natural que ocorria, incluindo a própria Peste Negra, o clero católico tratava de achar o bode expiatório e culpar os judeus pelo incidente natural. A mesma coisa se repetia vez após vez. Tal como Hitler foi implacável na Alemanha em sua máquina propagandista nazista antissemita, a Igreja Católica foi totalmente implacável em fazer dos judeus seu bode expiatório para todos os problemas do mundo, usando seu alto e baixo clero para demonizá-los diante da opinião popular, que, não à toa, passou a detestar os judeus.
Isso é reconhecido por todos os historiadores sérios. Bethencourt afirma que “o judaísmo aparece como a principal heresia a combater (seguida do protestantismo e do islamismo)”[1]. Isso significa que, mesmo tendo outras “heresias” para se preocupar, eram os judeus a atenção primordial da Igreja Católica, como se os judeus fossem um mal inato e superior a todos os outros. Foi assim que a Igreja Católica criou o conceito de “limpeza de sangue”, segundo o qual os judeus tinham sangue infectado, o mesmo conceito preconceituoso e monstruoso que foi restaurado por Adolf Hitler na Alemanha nazista.
Em outras palavras, enquanto o problema de protestantes, cátaros, valdenses e muçulmanos era apenas o fato de serem “hereges”, os judeus além de hereges ainda tinham “sangue impuro”, o que aumentava ainda mais o interesse da Inquisição neles, e os tornava seus alvos preferidos. Bethencourt observa como o “crime” de judaísmo era predominante nos sermões dos autos da fé (cerimônia onde os hereges eram executados a mando da Igreja Católica), mesmo quando outras “heresias” também estavam presentes:
Quando se lê a série impressionante de sermões de autos da fé impressos desde o início do século XVII em Portugal, é evidente a presença esmagadora e constante do Judaísmo. A grande maioria dos sermões organiza-se quase exclusivamente em torno desse assunto, repetindo os exemplos e as citações recolhidas no Antigo Testamento, mesmo quando existem outras heresias importantes nas listas de condenados.[2]
Anita Novinsky também destaca que “o elemento central atingido pelo regime totalitário português foi o judeu, que, mascarado de cristão-novo durante quase três séculos, tornou-se alvo de um programa destrutivo e de um ódio sem precedentes na história. Os judeus foram o único povo para o qual foi criado um tribunal específico, com a finalidade de vigiar e punir qualquer prática e memória do Judaísmo”[3]. Ela comenta ainda que “a propaganda construída pelo clero católico criou mentiras que justificaram usar os judeus como bodes expiatórios; porém, os inquisidores não tinham a intenção de matá-los todos, nem de acabar com as heresias e os hereges — pois deles provinha principalmente sua maior fonte de renda, e o sustento da maior burocracia do país”[4].
Quando a Peste Negra assolou a Europa entre 1347 e 1350, devastando um terço da população da época, o clero católico colocou nos judeus, é claro, a culpa pela catástrofe. Os judeus foram acusados de envenenar a água dos poços para contaminar os cristãos, e, mesmo sem absolutamente nenhuma prova de que isso fosse verdade, o clero romano conseguiu diabolizar os judeus de tal forma que milhares deles foram pilhados e mortos[5]. A demonização dos judeus pela Igreja Católica era tamanha que o próprio termo “judeu” passou a ser considerado uma ofensa, de modo que alguém que fosse chamado de judeu poderia prestar queixa-crime contra o insultador[6].
A Igreja Católica ainda fabricava casos para a condenação dos judeus diante da opinião pública. Um dos mais marcantes ocorreu em 1491, quando os inquisidores falsificaram um “crime ritual” envolvendo um certo Santo Niño de la Guardia, “evento que causou tal comoção que, no dia 31 de março de 1492, os reis católicos decretaram a expulsão de todos os judeus dos reinos de Espanha ‘para que jamais retornassem’”[7]. Baigent e Leigh afirmam que esta foi a “fabricação mais crassa que qualquer outra perpretada em nosso século por Hitler ou Stalin”[8]. Um pretexto armado para que os judeus fossem culpados, execrados e expulsos de suas próprias casas.
Não se pode deixar de mencionar também o que ocorreu em 1475, quando, novamente, os pregadores católicos culparam os judeus pela morte de uma criança, para que todos fossem igualmente abominados e odiados:
Exemplar foi o caso de S. Simão. Em 1475, em Trento, o pregador Bernardino da Feltre, dito “o flagelo dos judeus” por já tê-los expulso de muitas cidades do norte da Itália, ladrou (expressão dele) contra os usuários locais anunciando que um acontecimento extraordinário sobreviria antes da Páscoa. Quando o menino Simone, de pouco mais de dois anos, desapareceu, sendo depois encontrado afogado, os judeus da cidade foram detidos, seus bens confiscados antes do estabelecimento da culpa, os homens torturados até “confessarem” depois de 17 dias de suplício, e executados. Apenas a judia Brunetta não cedeu às torturas, jurando até o fim inocência.[9]
Esse profundo ódio ao povo de Deus do Antigo Testamento levou os poetas católicos da época a escrever poesias inteiramente preconceituosas e fortemente discriminatórias contra os judeus, talvez até mais do que viria a ser na Alemanha nazista. Gautier de Coincy, por exemplo, escreveu:
Mais bestiais que as próprias bestas
São todos os judeus, não há dúvida.
Deve-se odiá-los e eu os odeio
E Deus os odeia, como eu faço.
E todo mundo deve odiá- los.[10]
Outro poeta católico da época, Konrad de Wurzburg, escrevia:
Que a desgraça caia sobre os judeus
Covardes, surdos e malvados,
Que não se preocupem de livrar-se
Dos padecimentos do inferno.[11]
Já no século XV, o poeta católico Ronsard escrevia as seguintes estrofes:
Não amo nada os judeus,
Eles puseram na cruz
Esse Cristo, esse Messias
Que nossos pecados apaga (...)
Filho de Vaspasiano, grande Tito,
Faças destruindo sua cidade,
Destruir sua raça
Sem lhes dar tempo,
Nem momento nem espaço
De procurar em outra parte
Outros diversos lugares.[12]
Outro poeta fez circular pela cidade um panfleto onde descrevia os judeus indo para a fogueira, cuja reação da plateia era:
Agradecemos a Deus por ver em nossos dias o castigo dessa raça de cães infiéis e heréticos. Elevemos nossas vozes em coro, para agradecer-lhe esse favor; e façamos pilhas de gravetos para que não falte madeira na hora do holocausto.[13]
É difícil conseguir hoje em dia imaginar de que forma poetas normais da Idade Média e Moderna poderiam tão facilmente se deixar levar pelo antissemitismo católico, uma vez que, se estes versos fossem poetados hoje, seriam todos execrados, presos ou incluídos no restrito rol de neonazistas que, infelizmente, continuam existindo. Mas, lastimavelmente, esses poetas não estavam dizendo nada anormal para os padrões da época. Diferente era quem respeitasse os judeus. Numa época em que a Igreja Católica ditava as regras, os costumes e a cultura, incluindo quem devesse ser amado e quem devesse ser odiado, é natural que até as mentes mais brilhantes fossem contaminadas pelo antissemitismo clerical. É como se todo mundo da época fosse um pequeno nazista. Precisou que a influência da Igreja Católica se extinguisse para que os judeus fossem enfim respeitados como seres humanos.
Bernardino nada faz para justificar as atrocidades da Igreja Católica na perseguição e discriminação aos judeus, apenas menciona que os judeus foram perseguidos por todo mundo em todas as épocas, deixando implícito que a Inquisição tinha razão em fazer o mesmo. Nem isso tampouco chega a ser verdade: os judeus eram tolerados no período de dominação persa e romana, tendo apenas que pagar um imposto a César. Eles só eram combatidos quando se rebelavam. Enquanto os imperadores romanos como Nero, Domiciano e Dioclesiano perseguiam severamente os cristãos, os judeus eram poupados. E até nas terras árabes os judeus eram mais bem tratados do que pela Igreja Católica na Europa Ocidental. Como Malucelli afirma, “os regimes islâmicos da época tinham por hábito dar aos judeus condições melhores do que as dos cristãos”[14].
Portanto, nem a desculpa de que os judeus eram sempre perseguidos serve. Nenhuma perseguição jamais foi tão intensa quanto a empregada pela Igreja Católica. Nem entre os árabes, nem entre os bizantinos, ser judeu significava ter “sangue impuro”. Entre os católicos sim. Como Nazario escreve, “a doutrina transformou a acusação política numa assertiva hereditária, como se o não-reconhecimento da divindade de Cristo e a culpa de sua crucificação fossem maldições magicamente transmitidas pelo sangue”[15]. Os judeus eram frequentemente acusados de “deicídio”, isto é, do crime de “matar Deus”, ainda que os que tivessem efetivamente crucificado a Cristo já tivessem morrido há mais de um milênio.
E mesmo que todos perseguissem os judeus na mesma intensidade, isso em nada justificaria as atrocidades e o preconceito da Igreja Católica contra eles, ainda mais para uma instituição religiosa que pretensamente se julga ser a “Igreja de Cristo”, assistida infalivelmente pelo Espírito Santo e por papas infalíveis. O fato de a Igreja Católica ser o baluarte do preconceito aos judeus na época só confirma que era uma instituição tão humana e pecadora como todas as outras.
Como Novinsky escreve, “muitos marranos perderam suas vidas não porque eles secretamente continuaram a sua vida religiosa judaica, ou expressavam uma fé sincrética, mas porque eles eram judeus, exatamente como milhares de judeus perderam suas vidas no século XX, não por razões religiosas, mas simplesmente porque eram judeus”[16]. O preconceito aos judeus por parte da Igreja era tanto que eles eram obrigados a se vestir de maneira diferente da “moda cristã”. Essa medida racista e preconceituosa se vê presente, por exemplo, no Concílio ecumênico de Florença (1431-1445)[17], entre outras medidas discriminatórias:
Além disso, renovamos os cânones sagrados, que ordenam os bispos diocesanos e os poderes seculares a proibir em todos os sentidos judeus e outros infiéis de ter cristãos, homens ou mulheres, em suas famílias prestando serviços, ou como enfermeiros de seus filhos, e os cristãos de entrar com eles em festas, casamentos, banquetes ou banhos, ou em muita conversa, ou em tomá-los como médicos ou agentes de casamentos ou mediadores nomeados oficialmente de outros contratos. A eles não devem ser dadas outras repartições públicas, ou admitidos a quaisquer graus acadêmicos. Eles estão proibidos de comprar livros eclesiásticos, cálices, cruzes e outros ornamentos de igrejas, sob pena da perda do objeto, ou a aceitá-los em penhor, sob pena de perda do dinheiro que emprestou. Eles estão obrigados, sob severas penas, de usar algum vestuário em que possam ser claramente distinguidos dos cristãos. A fim de evitar relações sexuais mútuas, eles devem habitar em áreas distantes, nas cidades e vilas que estão para além das residências dos cristãos e o mais distante possível de igrejas. Nos domingos e outras festas solenes que não se atrevam a abrir suas lojas ou trabalhar em público.[18]
Diante do que vemos neste Concílio considerado “infalível” pela Igreja Católica, quem era que incentivava o preconceito e a discriminação contra os judeus? A resposta é óbvia: a própria Igreja Católica. O problema vinha de cima. O baixo clero, assim como os poetas da época, apenas refletia a moral da Igreja Católica, a qual seguiam à risca. Era a Igreja Católica que criava o ambiente de intolerância e propiciava os crimes cometidos em nome da fé.
Luiz Nazario resume as imposições vestuais ordenadas aos judeus pela Igreja Romana:
Não podiam mais se vestir à moda cristã e, para que se diferenciassem, foram obrigados a usar distintivos: na França, Itália e Espanha, um círculo amarelo ou rodela; na Alemanha, um chapéu cônico na mesma cor amarela ou vermelha; na Polônia, um chapéu pontudo de cor verde; na Inglaterra, duas tiras de pano costuradas sobre o peito, imitando as Tábuas da Lei.[19]
Só o fato da Igreja Católica não considerar os judeus do mesmo valor que os cristãos enquanto ser humano é que justifica as medidas discriminatórias de distinguir os judeus dos cristãos e isolá-los em guetos. Isso não é em nada diferente da política nazista. Daí já se pode perceber uma pequena parcela do preconceito despejado contra os judeus simplesmente por serem judeus. Acusados pela Igreja Católica de terem sangue impuro e infectado, feitos de bode expiatório para qualquer tragédia que acontecesse, alvos de crimes forjados para puni-los com a tortura e a morte, atacados severamente pelos sacerdotes católicos nas missas e nos autos da fé, queimados na fogueira a mando da Igreja, frequentemente hostilizados pelos pensadores católicos da época, além de lhes ser impostas medidas racistas e discriminatórias.
Concílio após concílio, a Igreja Católica impunha restrições aos direitos civis dos judeus que se igualavam em tudo às medidas tomadas pelo Partido Nazista quando esteve no poder. A tabela a seguir sumariza algumas dessas medidas:
Sínodo
Catolicismo
Nazismo


Sínodo de Elvira, em 306
Proibição de casamentos e relações sexuais entre cristãos e judeus e proibição aos judeus de comerem junto com cristãos.
Em 15 de setembro de 1935:

O nazismo fez o mesmo, criando a lei de proteção ao sangue e honra dos alemães.


Sínodo de Clermont, em 535

Exclusão dos judeus de todas as funções públicas
7 de abril de 1933:

O Nazismo fez o mesmo, criando a Lei para a restauração do serviço público profissional.


Sínodo de Orleans, em 538

Proibição aos judeus de terem empregados cristãos.
15 de setembro de 1935:

O Nazismo fez o mesmo, com sua Lei para a Proteção do Sangue Alemão e Honra Alemã.



Sínodo de Orleans, em 538


Proibição aos judeus de aparecerem nas ruas durante a Semana Santa.
03 de dezembro de 1938:

O Nazismo fez o mesmo, com um decreto que autorizava as autoridades locais proibirem os judeus de aparecem nas ruas durante certos feriados.
XII Concilio de Toledo, 681
Destruição do Talmud e outros livros judaicos.
Os nacionais-socialistas fizeram o mesmo em toda a Alemanha.

Sínodo de Trulanic 692

Proibição aos cristãos de se tratarem com médicos judeus.
25 de julho de 1938:

Cria-se um decreto nazista estabelecendo o mesmo.


Sínodo de Narbonne 1050


Proibição a cristãos de conviverem com famílias judias.
28 de dezembro de 1938:

O nazismo faz o mesmo, criando a Diretiva de Goering, proibindo a concentração de judeus em casas residenciais arianas.
Sínodo de Szabolcs,  1092
Proibição de trabalhar aos domingos
Idem.


Terceiro Concilio de Latrão, em 1179


O Canon 26 proíbe judeus de deporem contra cristãos em tribunais.
9 de setembro de 1942:

O nazismo faz o mesmo, com a Proposta de Chancelaria do Reich, impedindo os judeus de executarem ações civis na Justiça.



Terceiro Concílio de Latrão, em 1179



Judeus são proibidos de receber herança de cristãos.
31 de Julho de 1938:

Novamente, o nazismo toma a mesma medida, criando um decreto que permite ao Ministério da Justiça substituir as vontades que ofendem o "bom senso das pessoas".

Quarto Concílio de Latrão, em 1215
Estabelece o uso obrigatório de um símbolo a ser usado pelos judeus em sua vestimenta como marca de identificação.
01 de setembro de 1941:

O nazismo faz o mesmo.
Concilio de Oxford, em 1222
Proibição de construir novas sinagogas.
Idem.


Sínodo de Viena, em 1267
Proibição a cristãos de assistirem as cerimônias judias.

Proibição aos judeus de discutir doutrinas da religião cristã com cristãos do povo.
24 de outubro de 1941:

O nazismo faz o mesmo, proibindo aos arianos de manterem quaisquer relações amistosas com os judeus.


Sínodo de Breslau, em 1267

Se estabelece o confinamento de judeus em guetos obrigatórios.
21 de setembro de 1939:

Inicia-se a Ordem de Heydrich, definindo o aprisionamento de judeus em guetos.

Sínodo do Ofen, em 1279
Proibição aos cristãos de venderem ou alugarem bens imobiliários a judeus.

Idem.

Sínodo de Lavour, em 1368
Proibição de vender ou transferir aos judeus objetos pertencentes à Igreja.
Proibição de vender ou transferir aos judeus objetos pertencentes ao estado nazista.


Concílio de Basileia, em 1434
Proibição aos judeus de agirem como intermediários em transações comerciais, imobiliárias ou contratos de casamentos.


Idem.


Concílio de Basileia, em 1434

Proibição de dar títulos acadêmicos a judeus.
25 de Abril de 1933:

O mesmo faz o nazismo, retirando os judeus de todas as escolas e universidades.
A Igreja Católica não perdia em nada para os nazistas do século XX, exceto pelo fato de que os nazistas possuíam métodos e tecnologia moderna para matar judeus em maior escala. O discurso por trás dos assassinatos, todavia, era o mesmo. A mesma técnica de demonização, o mesmo bode expiatório de todos os males, o mesmo pretexto do sangue impuro, o mesmo ódio para uma raça considerada sub-humana ou não-humana.



[1] BETHENCOURT, Francisco. História das Inquisições: Portugal, Espanha e Itália – Séculos XV-XIX. São Paulo: Companhia das Letras, 2000, p. 279.
[2] ibid, p. 342.
[3] Apud NAZARIO, Luiz. Autos-de-fé como espetáculos de massa. São Paulo: Associação Editorial Humanitas: Fapesp, 2005, p. 10.
[4] ibid, p. 14.
[5] NAZARIO, Luiz. Autos-de-fé como espetáculos de massa. São Paulo: Associação Editorial Humanitas: Fapesp, 2005, p. 47.
[6][6] MOTT, Luiz. Filhos de Abraão e de Sodoma: Cristãos-novos homossexuais nos tempos da Inquisição. In: Ensaios sobre a intolerância: inquisição, marranismo e anti-semitismo (ed. GORENSTEIN, Lina; CARNEIRO, Maria Luiza Tucci), 2ª ed. São Paulo: Associação Editorial Humanitas, 200, p. 63.
[7] NAZARIO, Luiz. Autos-de-fé como espetáculos de massa. São Paulo: Associação Editorial Humanitas: Fapesp, 2005, p. 60.
[8] BAIGENT, Michael; LEIGH, Richard. A Inquisição. Rio de Janeiro: Imago Ed., 2001, p. 96.
[9] NAZARIO, Luiz. Autos-de-fé como espetáculos de massa. São Paulo: Associação Editorial Humanitas: Fapesp, 2005, p. 51.
[10] Apud NAZARIO, Luiz. Autos-de-fé como espetáculos de massa. São Paulo: Associação Editorial Humanitas: Fapesp, 2005, p. 39-40.
[11] ibid, p. 45.
[12] ibid, p. 51.
[13] Apud POLIAKOV, León. História do anti-semitismo, vol. II. De Maomé aos marranos, p. 203.
[14] MALUCELLI, Laura; FO, Jacopo; TOMAT Sergio. O livro negro do cristianismo: dois mil anos de crimes em nome de Deus. Rio de Janeiro: Ediouro, 2007.
[15] NAZARIO, Luiz. Autos-de-fé como espetáculos de massa. São Paulo: Associação Editorial Humanitas: Fapesp, 2005, p. 38.
[16] NOVINSKY, Anita. Um resgate histórico: os cristãos-novos no Brasil – Trajetória Científica. São Paulo, 1992. Livre-docência – FFLCH-USP, p. 50.
[17] Detalhe: este Concílio é considerado “infalível” pela Igreja Romana!
[18] Concílio de Florença, 1431-1445.
[19] NAZARIO, Luiz. Autos-de-fé como espetáculos de massa. São Paulo: Associação Editorial Humanitas: Fapesp, 2005, p. 40.
Extraído do livro “A Lenda Branca da Inquisição” de Lucas Banzoli .
Fonte: Lucas Banzoli
Divulgação: www.juliosevero.com
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quarta-feira, junho 08, 2016

O QUE É SER PASTOR?









Por Pr. Silas Figueira

Ser pastor em primeiro lugar é ser humano. Alguém que vive os mesmos dilemas que qualquer membro da comunidade cristã vivencia. É viver a vida com graça, e manifesta a graça do Senhor, mesmo quando as circunstâncias são adversas.

Ser pastor é ter a consciência de que foi escolhido por Deus, para fazer parte do grupo que exerce o mais excelente ministério (1Tm 3.1). É fazer parte do grupo que desiste dos seus sonhos profissionais e de sua carreira para sonhar os sonhos que o Senhor tem traçado para sua própria vida.

Ser pastor é doar-se aos demais. É ser uma pessoa aberta e sempre acessível aos seus irmãos e também ao seu próximo. Isto implica muitas vezes ter que abdicar de horas de sono. É necessário em muitos casos, vencer o seu cansaço para poder ajudar alguém ou até mesmo ter uma palavra amiga para uma pessoa aflita ou alguém que está em sofrimento.

Ser pastor é ser mensageiro de Deus. Anunciador das boas novas. É ser uma voz que clama com ousadia. Muitas vezes, a mensagem será dura, outras promoverá conforto e consolo. Muitos compreenderão os seus pecados e render-se-ão aos pés do Salvador. Ser pastor é ser voz e nada, além disto.

Ser pastor é ser guia. O pastor segue o caminho antes dos demais. Orienta os seus irmãos e mostra-lhes qual o caminho que deve ser seguido. Isto significa que, enquanto todos estão em segurança, muitas vezes o pastor está a percorrer o pântano tenebroso para poder conduzir o rebanho ao qual serve em segurança (Sl 23.4). Ele não abandona os seus, está presente na hora da angústia a guiá-los em segurança.

Ser pastor é chorar em silêncio. É sofrer sozinho. É ser alguém que tira forças de onde muitas vezes parece que já não existe nenhuma para poder fortalecer os que em sofrimento lhe procuram. É ser consolado pelo consolo e conforto que vê que promoveu na vida dos seus irmãos. É alegrar-se na vitória daqueles que ele tanto ama.

Ser pastor é fundamental e acima de tudo, é ser um cristão salvo pela graça do Senhor Jesus. É alguém que compreendeu que sua vida não faz sentido sem a comunhão e intimidade com o Senhor e o seu povo.1

Podemos dizer com isso que o pastor não é um voluntário, mas uma pessoa chamada por Deus. Sua motivação não está em vantagens humanas, mas em cumprir o propósito divino. O ministério não é um palco de sucesso, mas uma arena da morte. O ministério não é um camarim onde colocamos máscaras e assumimos um papel diferente daquele que, na realidade, somos, mas é um campo de trabalho cuja essência é a integridade. Abraçar o ideal do ministério é abrir mão de outros ideais.2 O ministério é árduo, espinhoso, difícil. Só mesmo os chamados resistem. Dois vocábulos são usados por Paulo em 1 Coríntios 4.1, Uperetes (ministro) e oikonomos (despenseiro, mordomo) significando remador e administrador respectivamente. Todos os dois no sentido de serviço laborioso, organizado e sistemático.

Assim, pois, importa que os homens nos considerem como ministros de Cristo e despenseiros dos mistérios de Deus” (1Co 4.1).

A palavra “ministro” na língua portuguesa representa o primeiro escalão do governo. No entanto, se olharmos a palavra “ministro” no campo religioso, estaremos falando de alguém que exerce a função de líder religioso na igreja local. Todavia, a palavra usada pelo apóstolo Paulo para definir o ministro nos dá uma ideia totalmente contrária. A palavra grega usada é Uperetes, que significa um remador de galés. Essa palavra era utilizada para a classe mais simples de escravos. A palavra Uperetes só aparece aqui em todo o Novo Testamento. Nos grandes navios romanos existiam as galés, que eram porões onde trabalhavam os escravos sentenciados à morte e eles prestavam um último serviço antes de morrer. Eles tinham seus pés amarrados com grassas correntes e trabalhavam à exaustão sob o flagelo dos chicotes até à morte. Paulo está dizendo para não colocarmos os holofotes sobre um homem, porque importa que os homens nos considerem uperete e não como capitães do navio. O ministro da igreja é um escravo já sentenciado à morte, que deve obedecer às ordens do Capitão do navio, o Senhor Jesus.3 

Paulo utiliza agora uma nova figura. Ele diz que o pastor é um despenseiro ou mordomo. A palavra grega utilizada por Paulo é oikonomos, de onde vem a palavra mordomo. O ministro é um despenseiro, aquele que toma conta da casa do seu senhor. Em relação ao dono da casa, o mordomo era um escravo, mas em relação aos outros serviçais, ele era o superintendente. O mordomo era a pessoa que cuidava da despensa, da dieta, da alimentação de toda a família. Ele era um escravo de confiança da casa. O que isso nos sugere?

a). Não é competência de o mordomo prover o alimento para a família; essa era uma responsabilidade do dono da casa. O ministro do evangelho não tem de prover o alimento, porque esse já foi provido. Esse alimento é a Palavra de Deus. Reter a Palavra ao povo é um pecado. 

b). Não era função do mordomo buscar outra provisão ou qualquer alimento que não fosse pelo senhor. A Palavra de Deus deve ser ensinada de formas variadas. Paulo diz para ensinarmos todo conselho de Deus (At 20.27). Nos dias atuais nenhum homem ou mulher recebe mensagens novas de Deus. Tudo o que Deus tem para nós já está nas Escrituras. A pregação de hoje não é revelável, mas expositiva.

c) A função do mordomo era servir as mesas com integridade. O ministro não é um filósofo que cria a sua própria filosofia. Não é assim o despenseiro. Ele não cria uma doutrina, uma teologia ou uma ideia a fim de aplicá-la e ensiná-la. Cabe a ele transmitir o que recebeu. E Paulo sempre usa essa expressão: “[Eu] vos entreguei o que também recebi” (1Co 11.23; 15.3).4

Os ministros deverão ter chamada específica e caracterizar-se por fidelidade, piedade, responsabilidade, integridade e ter familiaridade com a palavra de Deus. Hoje em dia, é muito fácil encontrarmos obreiros administradores, construtores e sistemáticos dentro de padrões humanos. Porém a obra carece de obreiros que distribuam o alimento, que é a Palavra, diretamente de Deus aos corações, e isto será feito a partir da utilização de dons que destacam o lado espiritual da obra de Deus, em contraste com as obras meramente humanas como construções, aquisições e conceitos baseados na lógica e ciência puramente humana.

O verdadeiro obreiro também será aquele que sabe conviver com responsabilidade de seu chamado e as críticas que advirão desta chamada. Somos vitrine, expostos a juízos: de Deus, da Igreja, de nós mesmos e da sociedade como um todo.

Façamos das palavras de Paulo a Timóteo nosso lema: “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade” (2 Tm 2.15).


O obreiro como ministro de Cristo, deverá acima de tudo ter a habilidade de abrir portas, caminhos (construir pontes), unir distâncias, pessoas e vidas. Em suma, não haverá portas fechadas aos servos de Deus, no que depender do seu testemunho.




Pastora, Maria Valda


Fonte: http://www.eismeaqui.com.br/estudos-biblicos/5372-o-que-e-ser-pastor

O ANJO DO SENHOR





O ANJO DO SENHOR




Quem é este “Anjo Misterioso”, chamado “Anjo do Senhor


Olha eu aí!


1)         Uma teofania, ou seja, um auto manifestação de Deus. Ele fala como Deus, identifica-se como Deus e reivindica para si o exercício das prerrogativas de Deus.

Referências:  Gn 16. 7 -14; 21. 17 -21; 22. 11- 18; 31. 11- 13; Êx 3. 2; Jz 2. 1- 4; 5. 23; 6. 11 – 14; 13. 3 – 22; II Sm 24. 16; Zc 1. 12; 3. 1; 12. 8).

Uma vez que o “Anjo do Senhor” deixa de aparecer depois da encarnação, refere-se frequentemente que o Anjo do Senhor, no A.T., é que uma aparição pré-encarnada da Segunda pessoa da Trindade (Bíblia Anotada).

2)         Êxodo 3.2 – O “Anjo do Senhor” era o próprio Senhor (v. 4 -6); (Bíblia Anotada e Bíblia Pentecostal).

3)         Juízes 2. 1 – 4 – O Próprio Senhor.

4)         Gênesis 16.7 – O “Anjo do Senhor” à medida que esta narrativa prossegue, torna-se claro que o “Anjo do Senhor” é o próprio Deus falando com Agar. (v. 13, 18. 1- 22).

5)         Gênesis 18. 2 – “Três varões”. Um dos três homens era, sem dúvida, uma manifestação de Deus em forma humana, e os outros dois eram anjos que apareceram como homens. É possível que Abraão não tenha reconhecido, logo de início, que os visitantes eram Deus e dois anjos. (Bíblia Pentecostal).

6)         Gênesis 18, 22 – Os dois anjos foram a Sodoma, e um ficou com Abraão; e a Bíblia afirma que “Abraão ficou ainda em pé diante da face do Senhor”.

7)         Gênesis 32. 24 – “E lutou com ele um varão” – o “varão” que lutou com Jacó era provavelmente o “Anjo do Senhor” (cf. 16. 7; 21. 17; 22.11; 31.11; Oséias 12. 4). O qual é frequentemente identificado com o próprio Deus. E Jacó lutou com o próprio Deus desesperadamente para obter a benção prometida, E Deus o deixou prevalecer. (v. 28).

Nota 1: Para se distinguir se é o “Anjo do Senhor” ou “um anjo”, basta ver o contexto. Se repetir o “Anjo do Senhor” ou o “Senhor”, é porque se trata do “Anjo do Senhor”, isto é, Deus pré-encarnado. Se aparecer no contexto somente a palavra “anjo”, não se trata mais do Anjo do Senhor, mas de “um Anjo”.

Nota 2:  - Em Atos 8. 26 – 39.

(Vers.26), “E o anjo do Senhor...”

(V. 29), diz, “disse o Espírito

(V. 39) – repete, “O Espírito do Senhor arrebatou a Filipe

Observação: Não repete a palavra “Anjo”.

Qual a conclusão? – Aqui é “um anjo” ou “o Anjo do Senhor” ou “o Senhor”?

Em João 1. 14, “O Verbo se fez carne e habitou entre nós...”

No Novo Testamento o Senhor não precisa aparecer pré-encarnado, porque Ele ficou encarnado junto aos homens; e quando subiu, continua habitando em nós através do Seu Espírito Vivo (Jo 14. 23; Mt 28. 20). Jesus não precisa mais aparecer pré-encarnado, Ele está em nós.

Nota 3:  - Por que o Senhor aparecia aos homens falando como um anjo?

Por que o Senhor aparecia em forma humana e como anjo?

A resposta é simples: -

No princípio da Criação, Deus falava face a face com o homem; o homem pecou, acabou a conversa cara a cara (Gn 3. 8 0 10).
Por um longo tempo Deus ficou sem o homem para conversar; Deus sempre quis um bom relacionamento com o homem.

§    Veio Enoque, Gênesis 5. 14;

§    Veio Noé, Gênesis 7. 8; 9;

§    Veio Abraão que se tornou amigo íntimo de Deus, três vezes a Bíblia registra isto (II Cr 20. 7; Is 41. 8; Tg 2. 23) e com ele falava horas à fio (Gênesis 18).

§    Veio Moisés (Êxodo 33.11).


Depois de Moisés não houve mais ninguém que Deus pudesse conversar e chamar de “Amigo”.

Mas Deus se encarnou e habitou entre nós...

E fez o que tanto gostaria de fazer desde o princípio; ter comunhão com o homem.  Falar cara a cara, e dentre os discípulos, Ele tinha um amigo – João (João 1. 14).

Ele fala conosco quanto e quando quiser. (Jo 14. 17, 23).


Observação Esse estudo Jesus me deu, quando precisava dar uma aula sobre o “Anjo do Senhor”. O Senhor me ensinou até fazer a distinção, passei a noite toda acordada, lendo a Bíblia para Jesus, me explicar... E Ele explicou, nunca mais esqueci! Glória a Ele.

Levei uma surra do diretor Pedagógico da Escola Dominical, e foi lido diante de 300 professores, no estudo dos professores, I Coríntios 8.2, " E, se alguém cuida saber alguma coisa, ainda não sabe como convém saber" e o couro cantou, não na casa de Noka, mas no couro da Maria Valda, mas apanhei  igualburro veio!!!

No outro dia, o couro ainda estava doendo, levei outra surra na igreja, agora do Pastor, com a igreja cheia... e todos sabia que era comigo, e o diretor Pedagógico com a Bíblia aberta em pé ao lado do Púlpito, talvez esperando,  que o Pastor, mandasse ele continuar batendo; ainda bem, que ele não chamou!!! louvei a Deus! - No discurso, para ensinar o que era "Certo", foi dito: Nem os grandes mestres se atreve dizer que o Anjo do Senhor, é o SENHOR  PRÉ- ENCARNADO!!


Um ano depois, sairam algumas Bíblias explicando que este Anjo Misterioso, era o Senhor Pré-Encarnado;  tal qual o Senhor havia me dito, naquela noite; é claro, que um grupo de irmãos, me apoiaram, e disseram, a irmã teve uma revelação de Deus, senti que era verdade o que a irmã ensinou, e me consolaram... 

Mas eu sabia que estava certíssima, porque foi Deus que me ensinou tudo aquilo, depois de uma noite inteira procurando a resposta, e falando com o Senhor, e lendo a Bíblia para Ele....


Hoje, quando estes me ver, ficam tudo com a cara mexendo, como dizia meu pai, kkkkkkkkkkk e eu falo como o Pr. Waldyr Neves, fico só olhando para o pé deles.... Se eu não fosse firme no Senhor, eu teria me desviado naquele dia... Mas Jesus é muito bom...

Duas noites antes do sábado, o Senhor me deu uma revelação em sonho, que não entendi de imediato, só depois do ocorrido.

O Senhor me mostrou, que eu estava como que descansando numa cama, e chegava um ser, que parecia um anjo... a roupa era até o pé, cor de cinza, (para não dizer encardida), eu sabia que era um homem; ele pegava as minhas duas mãos e segurava com muita força, normalmente, porque ele tinha força; e segurando minhas duas mãos levava até a minha boca, e segurava com força, eu não conseguia me soltar e nem abrir a boca. 

E eu pensava comigo mesma, mas anjo faz isto, quer me matar?? – Então ouvi uma voz dizendo para mim, ele não é meu anjo, é um anjo do Diabo; então comecei a clamar o sangue de Jesus, e foi assim que acordei, apavorada, e eu acordei, sem entender nada... somente três dias depois eu entendi.

Jesus é bom!

Por isso, todas as vezes, que leio, algum versículo falando do Anjo do Senhor, me recordo disso! - isto tem mais ou menos 18 anos que aconteceu, não estou me desabafando, mas me alegrando no Senhor, porque amo Sua Palavra mais que tudo, e foi Ele que  revelou este mistério escondido! - Não existia uma Bíblia só, nem livros que explicasse isto, lembro-me que fui a algumas livrarias para comprar livros que falasse do assunto, mas não existia!

Vivo para a falar e explicar e viver acima de tudo, a Palavra do Senhor; se estou viva e ainda de pé, graças a Palavra do Senhor..

Confio nela!
Vivo Ela!
Como todos os dias porção dela!
Não vivo doente, e sei que é por causa dela, que é o meu alimento e remédio! Glória a Jesus...

Herdei este amor a Palavra do meu pai, que já estar com o Senhor.
Ele não deixou nada para mim, materialmente... Mas isto, eu herdei dele!

Hoje vivo e me sustento pela Palavra de Deus.

                           
                                                Maria Valda
                                       Serva do Senhor Jesus Cristo



AMO O SENHOR E AMO A SUA PALAVRA

segunda-feira, junho 06, 2016

CADÊ VOCÊ



Cadê você


Nunca mais a gente se encontrou
Você nunca mais apareceu
Estou sentindo saudade
Seu lugar está vazio
Dentro da casa de Deus
Nunca mais a gente se viu
Pra falarmos desse amor maior
Quero te encontrar de novo
E assim junto caminharmos
Com este povo do senhor
Mas cadê você
Que não apareceu mais?
Estou sentindo a sua ausência
Estamos longe e só Deus sabe
A falta que você me faz
Quanto tempo a gente aqui viveu
Experiência que em mim marcou
Porém você foi embora
Tudo o que aprendeu na escola
Num momento desprezou
Foi na igreja que você sentiu
O que agora já não sente mais
Ouça bem o meu conselho
Jesus cristo está voltando
Vem de novo sentir paz
Mas cadê você
Que não apareceu mais?
Estou sentindo a sua ausência
Estamos longe e só Deus sabe
A falta que você me faz