quarta-feira, março 06, 2013

PECADO




Pecado, um assunto que abordamos muito mais quando diz respeito aos outros. Talvez, a ilusão de que estamos livres de cometer os erros dos outros nos torne cegos quanto ao que todos nós somos: pecadores.

Particularmente, gosto de como Paulo trata deste assunto na metade inicial da carta enviada aos Romanos, esclarecendo questões importantes sobre o assunto. Nesta parte da carta, Paulo usa dois termos: pecados [Romanos 1 a 5:11] e pecado [Romanos 5:12 a 8:38]. Mas, porque esta diferença? Paulo inicia mostrando que a humanidade comete pecados, no plural e em seguida expõe o que realmente somos diante de Deus, pecado, no singular.

Conforme o que Paulo expõe, quando lemos pecados, entendemos que ele se refere as nossas atitudes e comportamentos que ferem a vontade de Deus, já quando lemos pecado trata-se da nossa natureza corrompida e em processo de degeneração que nos estimula ao que é mal.

É como se fossemos os ramos de uma árvore cuja raiz é o pecado e os pecados fossem os frutos que produzimos por estar nesta árvore. Enquanto estamos nesta árvore produzimos apenas o que é próprio da nossa natureza, da nossa carne, conforme Paulo, apenas o que é mal [Gálatas 5:19,21] e se pecados são os únicos frutos da minha natureza, pecado é o que eu sou!

Por isso, pecado é algo que está além do que é moral, até porque, sejamos sinceros quanto a nossa capacidade de estabelecer graus de gravidade para certos pecados conforme nos é conveniente, não são raras as vezes em que não consideramos pecado matar ser for em defesa própria, mentir se for para manter o emprego ou roubar desde que sejam impostos que não achamos justos. Selecionamos o que é pecado para satisfazer a nossa natureza e nosso ego, faz parte do nosso ser, faz parte do que nos torna completamente distantes e diferentes de Deus.

Tanto a nossa maldade nos separa de Deus [Isaías 59:2] quanto o que somos nos garante nada menos que a morte [Romanos 5:12] e no fim não há ninguém, nenhum humano, que possa se excluir desta condição [1 João 1:8]. O cenário não é nada favorável porque, para Deus, não há diferença alguma entre um mentiroso e um assassino e nenhum dos dois é mais, ou menos, pecador do que um fanático religioso que vive de acusar aos outros de pecados que ele mesmo comete em segredo [Romanos 2:1].

Mas, graças a Deus, que nos deu uma chance, um meio nos tirar desta condição e nos livrar de toda condenação [Romanos 8:1], Jesus Cristo, que com sua morte [Romanos 5:8] nos fez nascer de novo em Deus [1 João 5:18], nos tirou da árvore do pecado e nos enxertou [Romanos 11:17-24] em si próprio que é a videira [João 15:5] cuja raiz é santa [Romanos 11:16] e produz em nós um fruto diferente da nossa natureza, o fruto do Espírito [Gálatas 5:22-23] que é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio.
Fonte: www.fesimples.com.b

segunda-feira, março 04, 2013

7 RAZÕES PARA NÃO CHAMAR MÚSICOS DE “LEVITAS”






Sei que esse assunto já foi batido e rebatido várias vezes, por isso é possível que esse texto não apresente nenhuma novidade para alguns irmãos. Entretanto, gostaria de compilar aqui algumas das melhores razões para não usarmos a expressão levita para designar as pessoas que tocam e cantam no “período de louvor”. E mesmo que você não use o termo, proponho que leia pelo prazer de ver a história da salvação se desenrolando na figura do sacerdote.

Com isso, desejo não apenas levar irmãos a repensarem esse costume, mas também mostrar que a teologia por trás do sacerdócio levítico é muito mais bela, ampla e grandiosa do que parece.  Quero deixar claro (antes que alguém objete) que uma igreja pode usar essa expressão e ainda realizar cultos de adoração verdadeira, e que ninguém será condenado pelo uso do termo.  Entretanto, não há nenhuma boa razão para cometer esse erro deliberadamente. E, creio qualquer desvio do ensino bíblico, mesmo os que parecem mais simples, podem ser portas para distorções perigosas. Por isso, sugiro que líderes e pastores levem em consideração o que está exposto aqui.

1) Nem Todos os Levitas Eram Músicos

A Bíblia relata, é verdade, que existiam levitas envolvidos com a música no antigo Israel. Vemos corais e bandas formados por membros da tribo de Levi e voltados exclusivamente para esse ministério. Entretanto, também lemos sobre levitas que cuidavam de outras atividades cultuais, como o sacrifício, e aqueles que se envolviam em tarefas administrativas e operacionais.

Sei que alguns defensores da expressão “levita” sabem disso. (Por exemplo, o polêmico concurso “Promessas” admite isso em seu site oficial). Ainda assim, preferiu-se ignorar todas as outras funções associadas ao ministério levítico e concentrar-se apenas nessa.  Por quê?

Alguns entendem que é por estrelismo dos músicos, mas prefiro pensar que há um motivo mais profundo – a valorização medieval de funções “sagradas” em detrimento de funções “seculares”. Varrer o chão, organizar culto, carregar coisas – qualquer um faz. Adorar, somente os crentes. Há um fundo de verdade aí, mas também há uma ignorância quanto ao chamado geral de Deus para humanidade. Tanto o administrador quanto o zelador podem glorificar a Deus em suas respectivas funções. Isso não é um culto público, mas é um culto.

Assim, alguém responsável por assuntos cotidianos como arrumar cortinas do templo poderia “ser tão adorador” quanto Asafe, o compositor. E um músico no culto público pode estar profanando o nome de Deus – se seu alvo não for à glória do Criador.

2) O Chamado Levítico Originalmente Envolvia Toda a Humanidade

Um dos assuntos mais interessantes da Bíblia é a teologia do local de adoração. Quando Adão e Eva foram criados, eles receberam um chamado de glorificar a Deus por meio do casamento e da procriação, do domínio sobre a natureza e do descanso no sétimo dia. E eles foram colocados em um Jardim, onde poderiam adorar o Criador e exercer a função de guardar e cuidar do Éden.

Algo que passa despercebido pela maioria dos cristãos é que Moisés e outros autores bíblicos repetiram certas expressões e símbolos sobre o Jardim do Éden quando falavam sobre o tabernáculo e o templo.  Ou seja, o Éden era um “templo” que deveria ser guardado pelos primeiros levitas – Adão e Eva. O termo “lavrar e guardar” (Gn 2.15) é a mesmo usado para as funções dos levitas em Números 3.7-8, 8.26 e 18.5-6. O chamado de adoração e cuidado com o “templo” é um chamado geral, dado a nossos primeiros pais, assim como o casamento, a família, o trabalho e o descanso.

“Se o Éden é visto como um santuário ideal, então talvez Adão deva ser descrito como um Levita arquetípico” (Gordon J. Wenham)

3) O Levita Tinha um Papel de Mediador, Assumido por Cristo

Como ungidos do Senhor, os levitas tinham um papel de mediar a Aliança entre Yahweh e o povo de Israel. Eles não eram simplesmente pessoas que “ministravam a adoração” para a congregação. Muitos veem o povo realizando sacrifícios e entendem que aquilo era o paralelo de nossos momentos de louvor hoje. Há certa relação, mas os sacerdotes faziam muito mais.

Como mediadores, eles exerciam o papel de representar Deus para o povo e representar o povo para Deus. É por isso que esse era um cargo de extrema importância e perigo. Se o levita chegasse contaminado na presença de Deus, ele estava dizendo que a nação estava em pecado.  Se ele chegasse maculado na presença de Israel, era uma blasfêmia – “Deus” estava corrompido. Eles não estavam simplesmente realizando cultos, eles tornavam o culto possível.

Hoje, esse papel é cumprido perfeitamente por nosso sacerdote e cordeiro Jesus. Como perfeito Deus e perfeito homem, ele pode posicionar-se como representante de Yahweh diante do povo e representante da igreja diante de Deus.  Como afirma o Apóstolo, “há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem” (1 Tm 2.5). Assim, o ministro de louvor hoje é meramente alguém dependente do verdadeiro mediador, aquele que torna o culto possível, o Senhor Jesus.

4) Jesus Não é Representante do Sacerdócio Levítico

Entretanto, apesar de sacerdote, Jesus não pode ser considerado um levita. Um motivo para isso é biológico – ele não é descendente de Levi, mas de Judá. Como ele poderia assumir a função sacerdotal? O segundo motivo é teológico. O autor de Hebreus ensina que Jesus é sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque (Hb  5.10).

O Salmo 110 (não sem motivo o texto do Antigo Testamento mais citado no Novo) nos fala de um rei-sacerdote que se assenta no trono de Davi. De fato, o próprio Davi cumpriu certas funções sacerdotais sem ser realmente um levita. Como isso seria possível? Isso acontece porque esse sacerdote é da mesma ordem de um misterioso personagem de Gênesis 14, um rei de Salém (note as sílabas finais de uma tal Jerusalém) chamado Melquisedeque.

Esse personagem, por estar envolto em tanto mistério, é considerado uma figura de Cristo. Ele era “sem pai, sem mãe, sem genealogia, não tendo princípio de dias nem fim de vida, mas sendo feito semelhante ao Filho de Deus” (Hb 7.3) e tanto rei de justiça, quanto de paz (7.2). Assim, valorizar demais o sacerdócio levítico pode nos levar a renegar uma ordem superior, a de Melquisedeque, por quem vem a perfeição  (Hb 7.11).

5) A Nova Aliança, da Qual Fazemos Parte, Tornou o Sacerdócio Levítico Caduco

O autor de Hebreus vai mais além e diz que o sacerdócio da ordem de Arão foi revogado. Diante da superioridade de um sacerdote que é eterno (Hb 7.24), mediador de uma Aliança superior (Hb 8.6), ele conclui que o sistema anterior era fraco e não podia aperfeiçoar (7.18,19).

Usando o relato sobre Abraão e Melquisedeque, o autor de Hebreus mostra que, quando o Patriarca entregou seus dízimos ao Rei de Salém, estava ali comprovado que o sacerdócio levítico era inferior ao sacerdócio de Jesus.  Como assim? Ele explica que a tribo de Levi era  responsável pelo recolhimento do dízimo no antigo Israel. Mas o que vemos em Gênesis? Um antepassado dos levitas entregando as ofertas e sendo abençoado por outro sacerdote! Levi, ainda nos lombos de Abraão (7.10), colocou-se debaixo da autoridade de Melquisedeque.  Como sabemos somente o maior abençoa o menor (7.7).

Assim, depois dessa interpretação pouco usual (mas inspirada), o autor de Hebreus conclui – a Nova Aliança envelheceu a primeira, que está velha e prestes a acabar (8.13). Assim, fazer referência a essa instituição em cultos neo testamentários é exaltar as sombras que passaram que não aperfeiçoam (10.1) e são fundadas no que é terrestre e passageiro (8.2).

6) Em Cristo, Todos Somos Sacerdotes

Unidos a Cristo, somos tratados como portadores de sua perfeita vida de obediência e, assim, podemos ser considerados sacerdotes. Um dos chamados de Israel era ser um reino de sacerdotes (Êx 19.6) – justamente a posição que Adão falhou em cumprir. O apóstolo Pedro aplica essa expressão à igreja e afirma que somos sacerdócio real (1 Pe 2.9).

Da mesma forma que a humanidade foi chamada, no primeiro Adão, para guardar o Éden, a nova humanidade, no último Adão, é chamada a ministrar na Nova Criação.  Todos os crentes são chamados a adorar e oferecer sacrifícios (Rm 12.1), não apenas uma classe especial de pessoas. É isso que chamamos de sacerdócio universal dos crentes.

7) Cria uma Divisão Entre Crentes “Levitas” e “Não-Levitas”

A última razão é mais prática que teológica. Em muitas igrejas, essa separação entre “ministros de louvor” e a congregação gera uma perigosa classificação de espiritualidade.  É claro que pessoas que se colocam à frente da congregação (e, de certa forma, ensinam e lideram o rebanho) devem tomar um cuidado especial em relação a suas atitudes e serão responsabilizados mais rigorosamente.

Entretanto, isso não coloca necessariamente os cantores e músicos em algum tipo de posição diferente, como alguém mais consagrado, um foco maior de ataques do inimigo, imune a críticas, etc. Tanto pastores, quanto músicos e “leigos” são aceitos por Deus por meio da fé em Cristo, porque ele viveu e morreu de forma perfeita por nós. Diante de Deus, todos têm 100% de aprovação.

Ao mesmo tempo em que músicos e cantores devem estar atentos para que não caiam, eles precisam se lembrar de que a cruz nivela tudo – somos todos merecedores da ira eterna, somos todos considerados perfeitos por Deus. Em Cristo, não em Levi, todos somos templo, sacrifício e sacerdotes. Se Deus nos uniu assim, quem somos nós para separar?

Em Cristo, não em Levi, todos somos templo, sacrifício e sacerdotes. Se Deus nos uniu assim, quem somos para separar?




Fonte: Josaías Jr. no iPródigo
Email: da Secretária do CRIM - SANDRA ALICE.

quarta-feira, fevereiro 27, 2013

A CHAVE PARA A VITÓRIA PRÓ-FAMÍLIA —


27 de fevereiro de 2013



A CHAVE PARA A VITÓRIA PRÓ-FAMÍLIA — SE REALMENTE A QUISERMOS

Exclusivo: Scott Lively explica o que é necessário para inverter a maré do homossexualismo



Scott Lively

Em 25 de janeiro deste ano, a Duma do Estado russo, a qual é seu órgão legislativo máximo, votou a proibição da propaganda homossexual para crianças, seguindo a aprovação de leis similares em várias cidades russas, includindo São Petersburgo e Novosibirsk (capital da Sibéria).  Avance, Rússia!


                                                                           Scott Lively

Pessoalmente fico muito feliz em ver esses acontecimentos, tendo eu pedido especificamente por leis desse tipo durante minha viagem de palestras na ex-União Soviética em 2006 e 2007. Durante a viagem, que começou na cidade de Blagoveschensk, a leste da Rússia, e terminou em São Petersburgo, realizei palestras em vários lugares, incluindo muitas universidades, igrejas e salas de conferência, e encontrei vários líderes do governo em muitos níveis de influência. A viagem completa cobriu aproximadamente 50 cidades em sete países: Rússia, Polônia, Letônia, Lituânia, Estônia, Ucrânia e Bielorrússia (também passei pelo Cazaquistão, mas lá não realizei palestras).


Próximo ao fim da viagem publiquei de São Petersburgo uma “Carta ao Povo Russo” (veja abaixo), que resume minha mensagem central que compartilhei em cerca de outras 300 palestras, pregações e entrevistas na mídia durante o ano anterior.

Minha mensagem pró-família foi calorosamente acolhida pelo povo de cada um desses países, e em níveis variados a agenda homossexual foi atrasada em muitos deles. Até onde sei, os únicos dois países do Leste Europeu que aprovaram leis específicas para restringir a propagação do homossexualismo foram Rússia e Lituânia, que, coincidentemente, são os únicos dois países para os quais escrevi uma carta aberta. Minha carta lituana pode ser vista online em www.defendthefamily.com.

Meu propósito ao escrever este editorial é contrastar os acontecimentos positivos na ex-União Soviética com recentes acontecimentos anti-família no Ocidente e promover um avanço maior. A vitória ainda é teoricamente possível para o movimento pró-família no Ocidente, se estivermos dispostos a pagar o preço.

Em 1º de fevereiro deste ano, estava na pequena Eynsham, Inglaterra, reunindo-me com um pequeno grupo de líderes pró-família, representado a herança do nosso movimento na Inglaterra, Escócia e Gales. O propósito original da minha visita àquele país era debater a “paternidade” de duplas homossexuais na Universidade de Oxford. O evento acabou para mim devido a algumas graves falhas nos detalhes do convite dirigido a mim (falhas que eu suspeito terem sido deliberadas), mas não antes de ter comprado uma passagem aérea não modificável. Deus salvou toda essa bagunça juntando esse incrível grupo em um prazo curtíssimo, e unindo muitos de nós em uma tarefa com potencial de grandes frutos. Falarei sobre isso mais para frente.

Durante nosso encontro, a principal notícia da semana em todas as manchetes era a votação pendente sobre o “casamento gay” na Câmara dos Comuns Britânica. O mesmo cenário também se desenrolava na França. E nos EUA, a última instituição não religiosa a publicamente rejeitar o homossexualismo, os Escoteiros da América, estava prestes a votar para permitir homossexuais nos Escoteiros e na liderança da organização. No fim da semana, tanto a Inglaterra quanto a França se entregaram aos gays por com margens consideráveis, e a organização dos escoteiros adiou a decisão (um resultado esperançoso, mas longe de uma verdadeira vitória pró-família).

No meu entender, os eventos da semana foram meramente uma confirmação da natureza espiritual da “guerra cultural” global, e mais uma prova das profecias bíblicas do fim dos tempos. Estou pessoalmente convencido (embora pudesse estar errado) de que chegamos à era de apostasia sobre a qual alertou a Escritura, e os eventos estão se precipitando para a grande conclusão detalhada na profecia. No entanto, essa perspectiva do fim dos tempos, cada vez mais popular nos Estados Unidos, não é amplamente compartilhada por cristãos no Reino Unido. Minha análise foi educadamente contestada por muitos dos presentes ao encontro, cuja premissa teológica e prática é a de que ainda é possível ganhar essa guerra cultural e derrotar a agenda “gay”, devolvendo a sociedade a alguma forma de consenso cultural centrado na família.

“Existe uma maneira de ganhar essa guerra”, admiti, mas é tão extraordinariamente difícil que não acredito que nosso povo esteja disposto a fazê-lo. Precisamos rejeitar completamente as pressuposições humanistas do debate sobre o homossexualismo na forma como existem agora e nos refundarmos nas pressuposições da Bíblia. Resumindo, não é possível criar, ou mesmo preservar, políticas públicas que implicitamente ou explicitamente reprovam o homossexualismo ao mesmo tempo em que cedemos à premissa antibíblica de que a discriminação contra homossexuais é moralmente e legalmente errada. Devemos ser capazes de (e estar dispostos a) construir todos os nossos argumentos sobre a premissa de que o homossexualismo em si é errado, e, portanto, o “casamento”, a “paternidade”, etc., também são errados.

A coisa mais importante que aprendi durante minha longa carreira lutando pelos valores bíblicos é que a visão de mundo dita às políticas.

No final de fevereiro de 2011, fui a uma pequena missão à Moldávia. O propósito da viagem era organizar um seminário para os líderes e principais ativistas do recém-criado movimento pró-vida do país. No entanto, providencialmente, no dia antes da minha chegada, o governo lançou uma campanha semisecreta para aprovar uma lei que proibia a discriminação com base na “orientação sexual” (a pedido da União Europeia). Em vez de organizar um seminário, meus anfitriões e eu organizamos uma campanha nacional de emergência para derrotar o projeto de lei, o que fizemos em questão de dias. O argumento que esbocei para essa campanha atinge em cheio o fator mais importante da guerra cultural: “Uma lei antidiscriminação baseada na orientação sexual é a semente que contém toda a árvore da agenda homossexual, com todos os seus frutos venenosos”. Essa é a explicação mais simples e direta de como o outro lado ganhou e nós perdemos todas as batalhas da guerra cultural na última metade de século. Se você permitir que a semente seja plantada e não focar seus esforços em desenraizá-la, com o tempo você irá perder todos os conflitos subsequentes. É uma necessidade lógica.

Em 2012, levei esse tema a Springfield, Missouri, onde o conselho da cidade havia anunciado planos de adotar leis antidiscriminação similares. Chamamos essa proposta de “Projeto Fascista Gay”, para destacar o seu objetivo último de refrear toda oposição pró-família ao homossexualismo e punir os dissidentes. Mais uma vez, ao educar as pessoas sobre a natureza fascista das leis antidiscriminação e utilizar o simples argumento de uma sentença destacada acima, reunimos um grande número de opositores e matamos o projeto (pelo menos por ora).

A chave para a vitória pró-vida é evitar que quaisquer outros “Projetos Fascistas Gays” sejam adotados, e desenraizar as sementes que já foram plantadas, tudo em direção ao objetivo abertamente declarado de desestimular toda relação sexual fora do casamento, para a saúde da nossa sociedade. Qualquer coisa menos que isso é fútil, exceto para desacelerar o processo de controle homossexual. Isso pode ser feito se tivermos vontade e disposição para pagar o preço. Coloco-me a disposição para auxiliar qualquer grupo defensor da família que esteja disposto a tentar.


Carta ao Povo Russo

Outubro de 2007

Meu nome é Dr. Scott Lively, presidente da Defend the Family International, uma organização de direitos humanos localizada em Los Angeles, Califórnia. Possuo um Juris Doctor em Direito pela Escola de Direito de Trinity, um Doutorado em Teologia pela Escola de Teologia Bíblica (School of Bible Theology) (ambas escolas da Califórnia), e um certificado de direitos humanos do Instituto Internacional de Direitos Humanos localizado em Strasbourg, França. Sou autor da Declaração de Riga pela Liberdade Religiosa, Valores Familiares e Direitos Humanos, e de vários livros, incluindo“The Pink Swastika: Homosexuality in the Nazi Party” (“A Suástica Rosa: Homossexualismo no Partido Nazista”), atualmente sendo traduzido para o russo para publicação em 2008.

Recentemente concluí uma viagem de palestras pelo seu belo país, e aprendi a amar sua cultura e seu povo. Tive o privilégio de visitar várias cidades russas, de Vladivistok a Blagoveschensk na ponta leste, a várias cidades na Sibéria, além de São Petersburgo, no oeste. Fiquei impressionado com a forma como os russos e americanos se parecem de várias formas: ambos são inteligentes, engenhosos, competitivos e empreendedores. Essas semelhanças são boas e ruins. Boas porque nossas nações têm uma fundação para a amizade, mas ruins porque elas tornam a Rússia vulnerável às mesmas forças destrutivas que causaram danos aos EUA.

O propósito da minha visita foi trazer um aviso sobre o movimento político homossexual, que causou muitos danos no meu país, e que agora criou raízes na Rússia. É um câncer que está crescendo rapidamente, e que irá destruir as bases da família na nossa sociedade se não tomarmos medidas efetivas e imediatas para impedi-lo.

O homossexualismo é um distúrbio de personalidade que envolve vários vícios sexuais, muitas vezes perigosos, e impulsos agressivos e antissociais. Essa combinação de fatores faz com que homossexuais tenham uma intensa lealdade uns com os outros e o objetivo em comum de transformar qualquer sociedade na qual vivem em comunidades “gays e lésbicas”. Eles não possuem aceitação em uma sociedade que restringe o sexo ao casamento heterossexual, então eles lutam para eliminar a moralidade sexual e remover todas as limitações à conduta sexual. É importante notar que sua estratégia inicial não é promover o homossexualismo, mas espalhar a imoralidade sexual entre os heterossexuais, principalmente os jovens. Somente mais tarde, quando a cultura já se tornou sexualmente corrupta, eles avançam abertamente para tomar o poder como líderes naturais de tal sociedade.

O processo de transformação sempre começa com as instituições que moldam o pensamento e o comportamento dos jovens. Primeiro vem à promoção da promiscuidade sexual por meio da mídia de massa, depois a introdução de “gays” notórios, como Elton John e George Michael, depois o desenvolvimento de células políticas “gays” nas universidades. Depois vem a defesa de “direitos dos gays” por políticos e líderes comunitários.

Não é por acaso que Hollywood promove a imoralidade sexual. A mídia de entretenimento americana é fortemente influenciada, e em muitos casos controlada, por ativistas homossexuais profissionais que utilizam a televisão, filmes e músicas como uma ferramenta de engenharia social. A juventude russa está sendo moldada dessa forma, assim como foram os jovens americanos desde o fim da década de 50. No entanto, o movimento homossexual global, agora rico e poderoso, aperfeiçoou suas táticas e pode transformar uma sociedade rapidamente.

Algumas universidades russas, principalmente nas grandes cidades, agora têm clubes de “gays e lésbicas”. Lembre-se de que o foco deles é sempre nos jovens. Os homossexuais sabem que não podem mudar os valores dos mais velhos, mas que os jovens, principalmente os sexualmente ativos e que vivem amigados, são facilmente persuadidos a aceitar o homossexualismo como simplesmente outro estilo de vida. Aliás, muitos jovens se tornaram defensores ativos do homossexualismo, pois o movimento gay retrata os homossexuais como vítimas indefesas de sociedades que “só querem ser deixadas em paz e amar quem eles quiserem”. As universidades servem de centros de recrutamento, tanto para homossexuais quanto para seus aliados e protetores heterossexuais.

O movimento homossexual tenta ganhar simpatia pública alegando que homossexuais “nascem assim” e não podem mudar. Isso não é verdade. Existe uma grande associação de médicos e terapeutas nos Estados Unidos que ajudam homossexuais a se recuperarem (acesse www.narth.com) e muitos milhares de ex-homossexuais que agora vivem vidas normais. Mas, infelizmente, há uma rede ainda maior de ativistas homossexuais e outros aliados (apoiados por todo o poder da União Europeia, algumas agências e instituições americanas e inúmeras ONGs internacionais), que insistem que o homossexualismo é imutável e deve ser protegido pelo governo. O objetivo é aprovar leis que proíbam a discriminação contra homossexuais, o que serve como fundamento legal para o restante da sua agenda: “paradas gays” protegidas e financiadas com dinheiro público em cada cidade, casamento homossexual ou o seu equivalente, promoção do homossexualismo para crianças, aceitação total do homossexualismo em todos os setores da sociedade, e punição para todos os que discordarem.

Infelizmente, muitos russos acreditam que isso nunca poderia acontecer em seu país. Isso foi o que nós acreditamos nos Estados Unidos. Mas essa mudança já começou na Rússia. Basta conversar com estudantes universitários nas grandes cidades, ou procurar na internet por atividades “gays” onde você mora. Houve uma parada do “orgulho gay” em agosto em Omsk, os jornais de Novosibirsk agora publicam anúncios de namoros gays, há pelo menos três sites “gays” para adolescentes em Krosnoyarsk, e São Petersburgo já possui uma população de homossexuais que se encontra para fazer sexo em parques públicos. Esses exemplos podem parecer uma ameaça pequena, considerando a forte oposição ao homossexualismo em grande parte da sociedade russa, mas imploro a vocês que não ignorem esses sinais de aviso. Eles são como a fumaça de um incêndio na floresta. Se você esperar até que possa ver as chamas da sua própria casa, será tarde demais.

O que pode ser feito para proteger a Rússia do movimento gay?

Primeiro, comece imediatamente uma campanha em todas as cidades para promover os valores do casamento e da família, e para desestimular a promiscuidade sexual e o concubinato. Crianças e jovens devem receber instruções apropriadas à idade sobre por que os valores de moralidade sexual e família são importantes para seu futuro, e estudantes mais velhos deveriam aprender como se preparar para serem bons maridos e esposas. Toda cidade deve oferecer seminários e orientações sobre o casamento para ajudar a fortalecer as famílias existentes. As cidades devem celebrar a vida familiar e oferecer muitos programas e atividades pró-família.

Segundo, comece a treinar médicos, psicólogos e terapeutas nas técnicas de ajudar os homossexuais a se recuperarem, e oferecer essa terapia como um serviço público. Promova a recuperação para homossexuais com publicidade e propaganda, e alcance os jovens que sofrem da atração pelo mesmo sexo. Alcance-os cedo e poupe esses jovens de uma vida inteira de dor e sofrimento. E algo de grande importância, se as autoridades russas promovessem publicamente a recuperação de homossexuais, os gays não teriam condições de enganar o público com sua propaganda de que “nasceram assim”.

Terceiro, criminalize a defesa pública do homossexualismo. Minha filosofia é deixar os homossexuais em paz se eles deixarem seu estilo de vida em privado, sem forçá-los à terapia se eles não quiserem. No entanto, o homossexualismo é destrutivo para indivíduos e para a sociedade e nunca deveria ser publicamente promovido. A maneira mais fácil de desestimular as “paradas gays” e outras manifestações de defesa do homossexualismo é tornar tais atividades ilegais com base no interesse da saúde e moralidade do público.

Quarto, desenvolver uma mídia amiga da família como alternativa aos produtos imorais que agora são importados dos EUA e do Japão. A sociedade russa é rica de pessoas talentosas. As empresas de mídia russas deveriam competir pelos corações e mentes dos jovens, e até mesmo dar exemplos de como produzir entretenimento de boa qualidade que eleva, e não degrada, o espírito humano.

Não é segredo que a Federação Russa compete com as nações do Ocidente, mas há uma área em que a Rússia poderia rapidamente tomar a liderança global: valores familiares. Enquanto os Estados Unidos e a Europa continuam a alienar seus cidadãos dedicados à família para seguirem o caminho destrutivo da “liberdade sexual”, a Rússia poderia se tornar uma sociedade pró-família modelo. Se isso acontecer, acredito que as pessoas do Ocidente começariam a emigrar para a Rússia, da mesma forma que os russos costumavam emigrar para os EUA e Europa. A Rússia poderia até ganhar de volta a simpatia dos seus antigos estados, como Polônia, Letônia e Lituânia, que agora estão sendo perturbados pelas demandas pró-homossexualismo da União Europeia.

Concluindo, todas as civilizações bem-sucedidas se sustentam nas bases da família natural: homens e mulheres unidos no casamento, dedicados a criar e sustentar crianças moralmente saudáveis que irão substituí-los na próxima geração. Essa fundação sempre será forte em nações que desestimulam a conduta sexual fora do casamento. Mas onde quer que a filosofia gay da liberdade sexual ilimitada for aceita, a estrutura familiar se desintegra. O povo russo tem uma importante escolha diante de si: promover o casamento e valores familiares, levando-os à saúde social, ou permitir a propagação da imoralidade sexual, que os levara à desordem social. Oro para que escolham a família.


Traduzido por Luis Gustavo Gentil do original do WND: KEY TO PRO-FAMILY VICTORY – IF WE REALLY WANT IT
Leitura recomendada:
Artigos de Scott Lively:
Artigos sobre Rússia e homossexualismo:

Fonte: http://juliosevero.blogspot.com.br/

terça-feira, fevereiro 26, 2013

“MAIS QUENTES”









Em seu site, o pastor Silas Malafaia anunciou que no próximo sábado (02/03), vai ao ar uma polêmica edição do seu programa de TV. De acordo com o pastor, esse seria o programa “mais quente” feito por ele em 30 anos no ar.

Entre os temas que serão abordados no programa, Malafaia afirmou que mostrará abertamente o seu imposto de renda, para desqualificar a reportagem da revista Forbes que o listou como um dos pastores mais ricos do país. Ele prometeu falar também sobre a retirada do abaixo-assinado em seu favor do site Avazz e sobre aborto.

- Vou colocar na tela o meu imposto de renda e dizer duas verdades que você precisa saber sobre isso, a fim de desqualificar a reportagem mentirosa da revista Forbes. Também vamos falar sobre a retirada do abaixo-assinado do site Avaaz e a cartilha do Ministério da Saúde que ensina a abortar. E por último, uma das coisas mais importantes. Um grupo de pastores quer arrumar problema para igreja evangélica no Brasil. – explicou o pastor.

- É importante você divulgar o máximo possível por todos os instrumentos que você tem para se comunicar. Tenha certeza, VAI SER QUENTÍSSIMO! – finalizou Malafaia.

O pastor divulgou o programa também através do Twitter, anunciando que, além de falar sobre seu imposto de renda, falaria também sobre “a intolerância dos gays que a imprensa não mostrou”.

- Atenção! Quentíssimo o programa do próximo sábado, meu imposto de renda na tela, e a intolerância dos gays que a imprensa não mostrou. Me ajude a divulgar o programa próximo sábado, a “chapa vai esquentar”, vários assuntos quentíssimos. Os críticos preconceituosos vão ranger. – publicou Malafaia.

As afirmações de Malafaia causaram um grande número de reações na rede social, que levaram a uma série de comentários do pastor sobre o assunto.

- Aí pessoal, já começaram a ranger antes da hora, não da para esperar até sábado? O preconceito contra evangélicos é gritante! Não vou me calar – respondeu Malafaia aos seus críticos.

- Atenção evangélicos! Querem nos tirar do processo democrático, não vamos cair nesta. Somos cidadãos e vão ter que nos aturar, goste ou não. – escreveu também o pastor.




Fonte: Dan Martins no Gospel+

 "Se o meu povo, que se chama pelo Meu nome, se humilhar,
orar e Me buscar, e se converter dos seus maus caminhos,
então Eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados
e sararei a sua terra." (II Crônicas 7.14).
"PORQUE desde a antiguidade não se ouviu,
nem com ouvidos se percebeu,
nem com os olhos se viu
um Deus além de Ti,
que trabalhe para
aquele que nele
espera."
(Isaías 64.4)

E_mail: enviando pela Pra. Sandra Alice.

segunda-feira, fevereiro 25, 2013

ELEIÇÕES NA CGADB:



ELEIÇÕES NA CGADB: UMA ASSEMBLEIA DE DEUS DA PROSPERIDADE E GEDOZISTA?





                               Pr. José Wellington e Pr. Samuel Câmara disputam a Presidência das Assembleias de Deus




As Assembleias de Deus acabam de completar seu primeiro centenário no Brasil. Contrariando todos os prognósticos de que depois de 50 anos as igrejas declinam, as Assembleias de Deus cresceram mais e chegam ao início do segundo centenário como uma potência inimaginável pelos seus precursores. Fez história, alastrou-se em nosso solo, cresceu em membresia e patrimônio, promoveu lideranças, e sofreu divisões, como toda igreja com tendência para ser grande.

Em abril próximo, se dará em Brasília, entre os dias 08 e 12, a 41a. AGO (Assembleia Geral Ordinária), onde os convencionais escolherão o próximo Presidente, a nova Mesa Diretora, e decidirão o futuro da maior denominação evangélica de nosso país. Como toda eleição que se preze democrática, temos duas vertentes: uma tradicional, conservadora, e outra com proposta de mudança. A situação, presidida pelo Pr. José Wellington Bezerra da Costa, está há cerca de 20 anos na direção, enquanto a oposição, liderada pelo Pr. Samuel Câmara, traz um discurso de renovação. A chapa do Pr. José Wellington recebeu o nome de "Amigos do Presidente", enquanto a chapa encabeçada pelo Pr. Samuel foi denominada de "CGADB Para Todos". Existe ainda uma terceira candidatura que não comentaremos por falta de dados e por conta do grau de importância, posto que é de conhecimento de todos que a disputa acirrada se dará mesmo em dois polos. 

Se a atual Mesa Diretora representa, no discurso dos oposicionistas, o continuísmo, que de fato o é, o quadro que se anuncia na possibilidade de uma reviravolta é sombrio. Samuel Câmara é aliado de Silas Malafaia, que deixou a Convenção Geral das Assembleias de Deus, temporariamente, para cuidar da Igreja Assembleia de Deus da Penha, que teve seu nome mudado para Assembleia de Deus Vitória em Cristo. Essa aliança anuncia uma aproximação com a famigerada teologia da prosperidade, hoje defendida abertamente pelo ex-convencional. Partidário da “teologia da semente”, que promete prosperidade para quem planta no solo fértil de sua denominação, o senhor Silas Malafaia trabalha nos bastidores para manter a campanha dos Câmaras à presidência da CGADB. Em outras palavras: a eleição da chapa opositora aponta para o retorno triunfal da família Malafaia ao poder da Assembleia de Deus, e pode retratar, dentro desse prisma, o fim de 100 anos de ortodoxia doutrinária. A associação com o pastor carioca faria a nova diretoria abrir as portas para a falaciosa teologia da prosperidade, pregada pelos neopentecostais, e mais: abriria as portas para personae non gratae como Morris Cerullo com suas heresias da Bíblia de Batalha Espiritual e Financeira e Mike Murdock com suas asneiras sobre negociar com Deus.

Outra aliança confirmada, que causaria danos à história e doutrina assembleianas, é a aproximação dos Câmaras com o G12 (Grupo dos Doze ou Movimento dos 12), rebatizado de GAL e CEC no estado do Amazonas, que prega, entre outras coisas, unção poderosa, mistificação do número 12, regressão espiritual, quebra de maldição e ruptura com o sistema em voga, principalmente com as EBD's (Escolas Bíblicas Dominicais). Jônatas Câmara, pastor da Assembleia de Deus em Manaus, e irmão do candidato da chapa “CGADB Para Todos”, tem, como é do conhecimento de todos, envolvimento com o G12 e foi o responsável direto pela entrada das heresias desse movimento na denominação centenária, através de sua igreja em Manaus. Essa associação abriria espaço para o avanço das falsas doutrinas e introdução do misticismo de Cesar Castellano, do apostolicismo de Rene Terra Nova e do sabatismo judaizante de Valnice Milhomens, entre outros heresiarcas.

Em suma, a candidatura do senhor Samuel Câmara, é uma ameaça à sã doutrina e representa uma perigosa e malfadada aliança com a teologia da prosperidade, através do retorno de Silas Malafaia, e um prejudicial sincretismo gedozista, através de Silas e Jônatas Câmara, irmãos do candidato que leva o mesmo sobrenome. Pode representar ainda o fim de um século de trabalho doutrinário sério. Sabe-se nos bastidores que é intenção da oposição anistiar todos os que se rebelaram contra a Convenção Geral e desafiaram a soberania das assembleias. Os hereges de plantão, com seus livros sobre maldição hereditária, maldição no nome, confissão positiva e barganha com Deus, que apoiam aberta e amplamente o candidato nortista, com o fim de serem recompensados, teriam acesso a Casa e mudariam conceitos seculares da doutrina trazida por Daniel Berg e Gunnar Vingren, os pioneiros do evangelho pentecostal no Brasil. 

Imaginem uma Assembleia de Deus onde Cerullo e Murdock tenham livre acesso à Convenção Geral e aos nossos púlpitos!  Imaginem livros de Emílio Conde, Orlando S. Boyer, Eurico Bergsten, Alcebíades Pereira Vasconcelos, rodando no mesmo prelo desses senhores e dividindo o mesmo espaço na CPAD (Casa Publicadora das Assembleias de Deus), com a logomarca da Casa, nas livrarias evangélicas, nas revistas das EBD's! Teria um efeito negativo muito maior, catastrófico mesmo: seria o fim da unidade doutrinária preservada há décadas. Seria pior que o caso da Bíblia Dake, que logo foi tirada de circulação por denúncia de homens sérios na igreja. 

Todo continuísmo é ruim? O que garante que os “revolucionários” não incorrerão nos mesmos erros administrativos que ora apontam e condenam? O que seria pior: continuísmo simples ou ameaça à unidade doutrinária e ainda os desmandos que se veem na forma desses senhores dirigirem os destinos de suas igrejas ou convenções? 

Deus nos guarde de tamanho mal contra a nossa gloriosa e centenária igreja.


SERÁ QUE ESTE ASSUNTOS PROCEDE?!?!?! - SÓ O TEMPO NOS DIRÁ!
Só tem um porém, ficar na Mão de um homem só a vida toda, é que também  não Dar! - Se não vira PAPADO!! - Creio que a CGADB tem homens realmente muito capazes...

Deus abençoe a todos.
Maranata. Ora Vem Senhor Jesus!

Fonte: http://pastorguedes.blogspot.com.br/2013/




ADMEP – ASSEMBLEIA DE DEUS – MINISTÉRIO ESTUDANDO A PALAVRA

EBD - ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL

DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO CRISTÃ



ELIAS NO MONTE DA TRANSFIGURAÇÃO

03 de Março de 2013


TEXTO ÁUREO

“E [Jesus] transfigurou-se diante deles; e o seu rosto resplandeceu como o sol, e as  suas vestes se tornaram brancas como a luz. E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele”
[Mateus 17. 2, 3]


VERDADE PRÁTICA

O aparecimento de Moisés e Elias no Monte da Transfiguração é  um testemunho de que a Lei e os Profetas cumprem-se em Cristo, o Messias prometido.


Leitura Bíblica em Classe:

Mateus 17. 1 - 8



INTRODUÇÃO - A transfiguração de Cristo, no Monte, é um dos textos que revela a glória do Senhor, antes mesmo da Sua morte e ressurreição. Na lição de hoje enfatizaremos esse importante episódios registrado nas páginas dos evangelhos. Inicialmente trataremos a respeito do evento propriamente dito, em seguida, a representação de Moisés e Elias em tal contexto, e ao final, refletiremos sobre a condição de cada crente após a transfiguração de Cristo.


I.  A TRANSFIGURAÇÃO DE JESUS


A transfiguração de Jesus foi um evento particular (com alguns discípulos) e histórico (em tempo determinado), pois “seis dias depois”, Jesus tomou consigo “Pedro, Tiago e a João”, e os conduziu a um monte alto (Mt. 17.1). Esses apóstolos eram os mais próximos de Jesus (Lc. 6.12). Eles foram chamados, naquela circunstância, com o propósito específico de serem testemunhas oculares (Mc. 14.33). O monte, ao que tudo indica, se tratava do Tabor, situado cerca de 16 quilômetros de Cafarnaum. Mateus diz que “foi transfigurado diante deles”, e que seu rosto “resplandeceu como o sol” (Mt. 17.2). Suas vestes também foram modificadas, se tornaram “brancas como a luz”. Jesus, enquanto participante da glória divina, fez raiar essa luz. Esse momento glorioso antecipou, no plano escatológico, a glória que n’Ele haverá de ser revelada (Jo. 12.16,23; 17.5,22-24; II Co. 3.18; Mt. 13.43). Há quatro aspectos revelados naquele episódio: 1) a glória de Jesus – a palavra traduzida por transfiguração em português é metamorfose, que significa uma mudança exterior, proveniente do interior. Do interior de Jesus irradiou uma luz, ressaltando, assim, Sua glória essencial (Hb. 1.3). Esse acontecimento serviria para fortalecer a fé dos discípulos, o próprio Pedro confessou que Jesus era o Cristo, após aquele momento (Jo. 11.40); 2) a glória do Reino de Jesus – a transfiguração demonstrou a glória do Reino que está por vir (Mt. 16.28), cujo cumprimento visível se dará por ocasião do Milênio (Ap. 19). Após o arrebatamento da igreja (I Ts. 4.13-17), haverá a Tribulação, que terá fim quando Cristo vier em glória, como Rei dos reis e Senhor dos senhores; 3) a glória da cruz de Jesus – sofrimento e glória não são incompatíveis, Pedro aprendeu essa lição, e a registrou em sua epístola (I Pe. 1.6-8,11; 4.12). A morte de Jesus não foi uma derrota, mas uma conquista, não no plano político, mas espiritual, libertando as pessoas do sistema mundano (Gl. 1.4), do desespero (I Pe. 1.18) e da iniquidade (Tt. 2.14); e 4) a glória de sua submissão – aquele foi um ato de entrega, no qual Jesus deu o exemplo aos discípulos de que estava disposto a desfazer-se da glória para acatar o sofrimento. Aquela realidade inquietou os discípulos, principalmente a Pedro, que se negou a aceitá-la (Mt. 16.22).


II.     MOISÉS E ELIAS NO MONTE DA TRANSFIGURAÇÃO


A presença de Moisés e Elias, durante a transfiguração de Cristo, tem um significado. Mateus diz que “apareceram Moisés e Elias, falando com ele (Mt. 17.3). A visão possibilitou que os discípulos reconhecessem aqueles dois personagens como Moisés e Elias. Moisés representava a autoridade da Lei, é um símbolo do judaísmo, associado à vinda do Messias. Elias representava os profetas, sendo um dos maiores entre eles, confirmando, assim, a atuação messiânica de Jesus na terra. Moisés e Elias revelaram a aprovação do Pai em relação à missão de Jesus. O aparecimento daquelas duas figuras aponta para a aprovação do Pai do ministério messiânico de Jesus (Mt. 17.5). Aquele foi um momento aprazível para os discípulos, que foram levados a perceberem a transitoriedade daquela circunstância. Isso serve de lição para muitos cristãos nos dias de hoje. Eles pensam que estão debaixo da transfiguração de Jesus, por isso, esquecem-se da cruz. Como os discípulos, acham que é muito bom está ali, sem atentar para a missão a ser desempenhada na terra (Mt. 17.4). Há igrejas que se acomodam demasiadamente, a glória do templo os impede de saírem para libertar os cativos. Como Pedro, gostariam de ficar diante do Cristo transfigurado, querem construir “três cabanas, uma para ti, outra para Moisés, e outra para Elias”.


III.    APÓS O CRISTO TRANSFIGURADO


Certamente aquele foi um dos maiores momentos testemunhados por aqueles discípulos, e que os marcariam permanentemente. Mas eles não conseguiram compreender o significado daquela revelação. Talvez pensassem que se tratava da glorificação plena de Cristo, que aconteceria depois da ressurreição. Esse continua sendo um problema para a igreja desses dias. A teologia da glória tem recebido ênfase demasiada em detrimento da teologia da cruz. Alguns crentes parecem que estão vivendo já no reino milenial de Cristo. Não querem mais adoecer e pensam que estão isentos do sofrimento, querem apenas a plena prosperidade. É preciso destacar que estamos na condição do “ainda não”, o “já” está na dimensão do espiritual. É bem verdade que curas existem, e que não é proibido desfrutar de benção materiais. Mas elas não podem retirar o foco da glória que em nós haverá de ser revelada. Enquanto esse dia não chegar, tenhamos a consciência de que não podemos ficar no “monte da transfiguração”. O mundo nos espera, as palavras de Moisés e Elias nos impressionam, mas estão subordinadas ás palavras de Cristo (Mt. 17.5; Gl. 1.8,9; Hb. 1.1,2). Ele mesmo levantou os discípulos, dizendo que não tivessem medo. Moisés e Elias desapareceram, diante deles estava apenas Cristo, não mais transfigurado (Mt. 17.8). O sofrimento da cruz o aguardava, e também a do discipulado, que caracteriza aqueles que seguem a Cristo (Mt. 16.24).


CONCLUSÃO - Após descerem do monte Jesus orientou aos discípulos para que nada dissessem até que Ele mesmo ressuscitasse (Mt. 17.9) e fez a exegese de um texto do Antigo Testamento, mostrando que o Elias que haveria de vir na verdade era João Batista, (Mt. 17.11). Não que João Batista fosse a reencarnação de Elias, mas um antítipo, isto é, o cumprimento de um tipo. Quando chegaram à multidão, aproximou-se de Jesus um homem, implorando para que libertasse seu filho oprimido (Mt. 17.15). Eis aqui a missão da igreja, não pode fugir da sua responsabilidade, pois ainda não chegou a hora da sua plena transfiguração (I Co. 15.54).



BIBLIOGRAFIA
GETZ. G. Elias: um modelo de coragem e fé. São Paulo: Mundo Cristão, 2003.
SWINDOLL, C. R. Elias: um homem de heroísmo e humildade. São Paulo: Mundo Cristão, 2001.

Fonte:
Prof. José Roberto A. Barbosa
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