quarta-feira, julho 22, 2015

A INVEJA ALHEIA PODE PREJUDICAR A MINHA VIDA DE ALGUMA FORMA?




Posted: 21 Jul 2015 06:06 AM PDT


Você Pergunta: gostaria de saber até que ponto a inveja alheia pode prejudicar alguém? Já ouvi de muitas pessoas que a inveja de uma pessoa pode até mesmo matar seus bichinhos de estimação, plantas ou até estragar as coisas, isso quando não acontece algo pior com a pessoa invejada, como ficar doente, sofrer um acidente, etc. Já até me aconselharam a orar pra Deus me proteger da inveja. Mas será que a inveja tem todo esse poder mesmo? Será que o famoso olho gordo ou olho ruim existe?



Cara leitora, essa questão da inveja alheia realmente é muito pregada em nossa sociedade. Lembro-me do nascimento de minha filha há alguns meses. Muitos parentes e amigos sempre aconselhavam que era bom não ficar saindo muito com o bebê, pois as pessoas iriam colocar “olho gordo”. Fui ao supermercado levando a minha filha e a caixa logo aconselhou que era bom colocar alguma roupa vermelha na menina, a fim de que toda inveja fosse repelida. Isso é somente um pequeno exemplo das diversas coisas que a sociedade pensa a respeito da famosa inveja alheia. Mas é sempre bom analisar a Bíblia (e não a opinião da sociedade) para termos um parâmetro saudável sobre as questões. Vamos fazer isso agora.




Inveja e olho gordo podem prejudicar minha vida?


(1) A Bíblia fala muito a respeito da inveja. Mas antes de meditarmos sobre o que a Bíblia diz, vamos relembrar o significado de inveja: “Desgosto pelo bem alheio. Desejo de possuir o que outro tem acompanhado de ódio pelo possuidor” (Dicionário Priberam). O invejoso é alguém que busca para si as realizações do outro, mas não como inspiração saudável, mas sim com desgosto e tristeza pelo fato do outro ter algo bom que ele queria ter.





(2) É Interessante notar que geralmente as pessoas falam da inveja que outras pessoas têm delas como um tipo de “poder” que o invejoso teria de trazer algum mal, de fazer algo ruim acontecer. Por exemplo, eu compro um carro novo. Pessoas invejosas poderiam me fazer até bater esse carro se eu não tomar providências, fazer alguma “oração forte”, benzer o carro ou coisa parecida. Existe uma fé em um poder subjetivo e sobrenatural dessa inveja. Esse é o pensamento da sociedade em geral.



(3) No entanto, quando pesquisamos a respeito da inveja na Bíblia não encontramos sequer uma passagem que afirme que a inveja alheia possa nos trazer algum mal subjetivo como, por exemplo, nos deixar doentes, atingir bichinhos de estimação, fazer algo de ruim acontecer conosco como resultado do poder da inveja de alguém. É claro que a inveja pode trazer males de forma objetiva. Por exemplo, alguém sente tanta inveja que assassina outra pessoa, ou tenta puxar o tapete dela no trabalho, ou fala mal dela para os outros, etc. Por exemplo, Jesus foi perseguido pelos sacerdotes movidos por inveja objetiva, que os levou a agir de má-fé contra Jesus: “Pois ele bem percebia que por inveja os principais sacerdotes lho haviam entregado” (Marcos 15:10). Assim, pessoas invejosas de má índole podem tramar ações que prejudiquem outras pessoas. Mas não podem provocar algum mal a outros só pelo fato de sentir inveja.


(4) Quando a Bíblia fala de inveja sempre a coloca como um pecado prejudicial na vida de quem a possui e não como um poder sobrenatural que alguém pode lançar sobre outros: “O ânimo sereno é a vida do corpo, mas a inveja é a podridão dos ossos” (Provérbios 14:30). O portador da inveja é sempre o mais prejudicado, pois é um sentimento comparado ao câncer.


(5) Dessa forma, o cristão não precisa se preocupar com esse tipo de crendice que o mundo ensina sobre a inveja (causar doenças nos outros, matar bichos de estimação, causar acidentes, etc.). O cristão deve, antes, preocupar-se em não ser um invejoso, em não cultivar em seu próprio coração esse sentimento prejudicial. Mas, claro, é sempre bom ter atenção com pessoas invejosas que podem nos prejudicar com ações contra a nossa vida (assim como os sacerdotes fizeram com Jesus). Desses invejosos precisamos saber manter certa distância.






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terça-feira, julho 14, 2015

JESUS E O DIABO SÃO A MESMA PESSOA EM NOVO FILME DE HOLLYWOOD

Jesus e o diabo são a mesma pessoa em novo filme de Hollywood

JESUS E O DIABO SÃO A MESMA PESSOA EM NOVO FILME DE HOLLYWOOD



Toda vez que Hollywood faz um filme sobre um tema bíblico, existe um grande potencial para polêmica. Nos últimos anos, alguns longas com temas cristãos foram sucesso de bilheteria, renovando o interesse dos estúdios por essa temática.
Alguns como “Noé” acabaram tendo um desempenho fraco justamente por fugirem da narrativa bíblica e criar uma história que pouco tem a ver com a original. Êxodo: Deuses e Reis, que estreia este mês no Brasil, deve seguir o mesmo caminho, a julgar pela audiência nos países onde já está em cartaz.
A conhecida revista Entretainment Weekly anuncia que o longa “Last days in the desert” [Últimos Dias no Deserto] já foi finalizado e se apresenta polêmico antes mesmo de estrear.
Ele é um dos destaques do próximo festival de cinema de Sundance, realizado no próximo janeiro em Utah, EUA. Inicialmente foi anunciado como um filme sobre o embate entre um homem santo e os demônios.
Agora, revelou-se que, na verdade, trata-se de uma ficção baseada nos 40 dias de jejum e oração que Jesus passou no deserto. O que mais chamou atenção é que o ator Ewan McGregor (Moulin Rouge – o amor em vermelho) interpretará tanto Jesus como o Diabo. Ou seja, implica que ambos são a mesma pessoa.
Segundo a revista, o roteiro mostra o personagem Yeshua (Jesus, em hebraico) sendo tentado enquanto anda sozinho no deserto. “Você pode ver o demônio como o Diabo ou como um outro lado de Yeshua, talvez uma manifestação física de suas dúvidas”, afirmou McGregor à Entertainment Weekly. “Ele o está testando, insinuando que seu pai não o ama e que não está interessado em sua luta interior”.
Durante esses dias no deserto, Yeshua encontra uma família que está vivendo seus próprios conflitos entre pai e filho. Tye Sheridan (Mud) interpreta um menino que deseja abandonar o ambiente desolador do deserto e viajar a Jerusalém para ter uma vida melhor. Seu Pai (Ciarán Hinds), insiste que ele deveria ficar perto de casa.
Interpretar Cristo e o Diabo deixou McGregor inicialmente intimidado, mas ele conta que procurou focar na “dualidade” de Jesus e se concentrar mais nos “aspectos humanos de seu caráter”. O ator conta que pensou: “Ele é um homem que está lutando para se comunicar com o pai”.
“Eu não estava interpretando Jesus, mas um homem que está tentando se comunicar com seu pai, que acontece de ser Deus”, insiste. “Tentei imaginar como é para um homem a ordem paterna de que ele morra pelo pecado dos outros… O filme na verdade é sobre a relação entre pais e seus filhos”. Espera ainda que a audiência estenda essa diferença e não veja como uma ofensa a suas convicções religiosas individuais.
Ao falar sobre como interpretou o diabo, McGregor conta que o enfoque é como o demônio estava tentando afastar Jesus de sua missão, “enfraquecendo essa convicção de Yeshua”.
O roteiro em princípio é uma ficção, não se propõe a ser literal, mas o uso de uma conhecida passagem da Bíblia e o nome do personagem principal poderão confundir quem vai ao cinema e não está familiarizado com a narrativa original. Ewan finaliza: “Não há nada que possivelmente perturbe as pessoas [no filme], basta lembrar que é uma história sobre Jesus que não existe nas Escrituras… Não há nada de ofensivo”.
Criado e dirigido por Rodrigo Garcia, (Destinos ligados), tem a fotografia do mexicano Emmanuel Lubezki, que ganhou o Oscar este ano por “Gravidade”. Ainda não há previsão de quando será lançado no Brasil.
Fonte: http://cinema.gospelprime.com.br/jesus-diabo-mesma-pessoa-hollywood/

"A VINDA DO MESSIAS É IMINENTE..."


“A vinda do Messias é iminente”, alerta influente rabino


“A vinda do Messias é iminente”, alerta influente rabino

Religiosos pedem que judeus voltem para Israel


O rabino Chaim Kanievsky é uma das maiores autoridades do judaísmo ultra ortodoxo. Suas mensagens mais recentes são claras e inequívocas: a vinda do Messias é iminente. Ele está pedindo que todos os judeus voltem para Israel o mais rapidamente possível. O entendimento é que essa é uma ação espiritual que marca a vinda do Messias judeu.
Ele tem feito eco aos escritos do rabino Yitzchak Ben Tzvi, que escreve extensivamente sobre o final dos tempos. São vários os rabinos que começaram a defender nos últimos anos que os sinais proféticos são claros.
Kanievsky decretou que é uma “Mitzvah Dioraita”, ou seja, um mandamento bíblico voltar para Israel agora. Vem informando a vários sites que desde a guerra do verão passado em Gaza a expectativa é que o momento dessa vinda do Messias seria: “No final do ano sabático”.
O atual ano sabático no calendário judeu se encerra no dia 29 de Elul, que para o restante do mundo será o sábado, 12 de setembro de 2015.
Existem relatos de respostas ao apelo do rabino Kanievsky em várias comunidades ao redor do mundo, principalmente nos Estados Unidos.
Judeus da França começaram a chegar em Israel em massa este ano, estimulados pelo convite do primeiro-ministro israelense Netanyahu. Nos últimos anos, 7.000 judeus franceses voltaram para Israel. O Ministério de Absorção de Imigrantes espera mais de 3.000 judeus franceses neste verão.
Alguns cristãos especializados no estudo de profecias vêm apontando para setembro deste ano como um mês que trará “sinais no céu”. No dia 13 ocorrerá um eclipse solar parcial, coincidindo com o início da “Festa das trombetas”.
Já no dia 23, durante a Festa dos Tabernáculos, ocorrerá o fenômeno da Superlua – a lua nunca esteve tão próxima da Terra. E mais, essa será a quarta Lua de Sangue.
O teólogo e pastor Mark Biltz vem dando palestras no mundo todo sobre o que ele que são os sinais claros deixados por Deus nos céus e na terra. A aparição da “primeira lua de sangue” na Páscoa de 2014, marcou o início de um cumprimento profético.
Descendente de judeus, ele passou anos estudando as profecias sobre o Sol e a Lua desde Gênesis, onde a Bíblia afirma que os luzeiros no céu serviriam “para sinais e para as estações do ano”.
“O termo em hebraico implica que não é apenas um sinal, mas um sinal da Sua vinda”, esclarece. Biltz diz ainda que a palavra traduzida como “estações” tem o sentido de “tempo determinado”, que seriam a comemoração das festas estabelecidas por Deus no Antigo Testamento e que seguem o calendário lunar adotado pelos judeus. Com informações de Breaking Israel News e Israel National News
Fonte> http://noticias.gospelprime.com.br/vinda-messias-iminente-rabino/

sexta-feira, julho 03, 2015

“UMA MENSAGEM À IGREJA LOCAL À LIDERANÇA”


ADMEP – 
ASSEMBLEIA DE DEUS MINISTÉRIO ESTUDANDO A PALAVRA

EBD - Escola Bíblica Dominical
DEC -  Departamento de Educação Cristã



Tema:

“UMA MENSAGEM À IGREJA LOCAL À LIDERANÇA”


TEXTO ÁUREO

Ninguém despreze a tua mocidade; mas sê o exemplo dos fiéis, na palavra, no trato, no amor, no espírito, na fé, na pureza.”

 (I Tm 4. 12)


VERDADE PRÁTICA


“As cartas pastorais reúnem orientações à liderança cristã e aos membros em geral para que vivam conforme a vontade de Deus.


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE:

I Timóteo 1.1, 2; Tito 1.1 – 4.



à              Objetivos Geral: -

Apresentar um panorama geral das epístolas paulinas de Timóteo e Tito.

à              Objetivos Específicos: -

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.



à              Introduzir as epistolas pastorais de Timóteo e Tito.

à              Conhecer – os propósitos das epístolas de Timóteo e Tito.

à              Conscientizar – a respeito da atualidade das epístolas pastorais.



Introdução: - Neste trimestre teremos a oportunidade ímpar de estudar as Epístolas de 1 e 2 Timóteo e Tito. Estas cartas, em geral, são consideradas um conjunto, já que foram dirigidas a dois jovens pastores que cuidavam do rebanho do Senhor juntamente com Paulo. O conteúdo destas está repleto de conselhos úteis sobre a estrutura da vida da Igreja. Estes conselhos fazem destas cartas verdadeiros manuais eclesiásticos para a liderança das Igrejas de hoje.

I.        AS EPÍSTOLAS PASTORAIS

1)   Cartas pastorais. – A Primeira Epístola a Timóteo, Tito e a Segunda Epístola a Timóteo são chamadas de Epístolas Pastorais. Elas foram escritas, provavelmente, nessa ordem. São consideradas as últimas epístolas de Paulo e possuem algumas características comuns. Primeiro, elas são dirigidas a indivíduos, ainda que fossem também indicadas para serem lidas nas igrejas pelas quais Timóteo e Tito eram responsáveis.  Segundo, Paulo estava especialmente preocupado com o sério problema dos falsos mestres, que desviavam os cristãos da fé. Terceiro, as epístolas foram escritas já no final da vida de Paulo, quando a necessidade de maior estrutura eclesiástica estava se tornando mais aparente. [A Bíblia de Estudo da Mulher]


2)          Propósitos de Cada Carta:


à              I TimóteoO objetivo primário da epístola era estimular em sua difícil tarefa de lidar com erros doutrinários e problemas práticos na igreja em Éfeso, bem como lhe dar instruções a respeito das responsabilidades pastorais e qualificações e deveres da liderança eclesiástica. 

à              II Timóteo – O objetivo imediato de Paulo na carta era exprimir um apelo carinhoso para que Timóteo viesse até ele (4.9,11,13,21). Entretanto, a principal preocupação de Paulo era o bem-estar da igreja, e ele instruiu Timóteo a aperfeiçoar sua organização e garantir o evangelho. Ao perceber que sua morte estava eminente e que talvez Timóteo não chegasse a tempo de uma última visita. Paulo aplicou em sua carta palavras solenes de aconselhamento. Sua preocupação era com o evangelho, e ele expressou a Timóteo sua inquietação com o fato de que seu jovem colaborador transmitisse fielmente o evangelho após a morte do antigo guerreiro. A carta incita Timóteo a ser fiel face às dificuldades, deserções e erros.

à               Tito - Paulo deu a Tito, um pregador do evangelho relativamente jovem, a difícil tarefa de dirigir a palavra em Creta. Mais tarde, ele escreveu esta carta para dar a Tito instruções mais detalhadas sobre a realizações de seus deveres pastorais. [Bíblia de Estudo Plenitude]



3)       Datas e Locais em que foram escritas. 1 Timóteo, talvez escrito da Macedônia, por volta de 67 d. C. (I Tm 1.3). 2 Timóteo, Escrito de Roma, cerca de 68 d. C. Aparentemente Paulo foi libertado da prisão depois do registro de Atos 28, cerca de 64 d. C., viajou cinco ou seis anos indo o Oeste, na direção da Macedônia e Ásia Menor (I Tm 1. 3; Tt 3. 12), como antecipado em Fp 1. 26;  2. 24; Fm 22, e foi preso novamente e enviado a Roma para a execução, depois de ter escrito 2 Timóteo. Tito, talvez da Macedônia, cerca de 67 d. C. (I Tm 1. 3). [Bíblia de Estudo DAKE]

4)  Conteúdo: - As três cartas pastorais (1ª Timóteo e 2ª Timóteo e Tito) formam um conjunto literário, devocional e doutrinário em que se observam o mesmo vocabulário, o mesmo estilo e os mesmos propósitos para que foram escritas, o que reforça a evidência interna de que seus escritos tiveram origem na mente do seu autor, que foi o apóstolo Paulo. Nas três cartas, percebe-se a preocupação de Paulo em orientar as igrejas quanto à firmeza na fé cristã, ante os perigos das falsas doutrinas, sua organização eclesiástica e administrativa, e sobre como uma comunidade que saía do judaísmo para uma nova visão perante a realidade do mundo, de seu tempo e do futuro da Igreja, em termos escatológicos. Esse conteúdo poderá ser mais bem entendido quando da análise de cada epístola em particular. As mensagens dessas cartas vão além de uma missiva a seus jovens obreiros. São epístolas cujo conteúdo doutrinário é tão profundo, que servem de fundamento bíblico para a edificação das igrejas cristãs, ao longo dos séculos. Sua mensagem, ainda que escrita por volta de 64 d. C., revela-se muito bem apropriada para as necessidade espirituais das igrejas atuais, em plena época da chamada Pós-Modernidade.

a)          Saudação. – Nas saudações aos destinatários (Timóteo e Tito), Paulo demonstra o seu cuidado para com os jovens obreiros (I Tm 1. 2; Tt 1. 1 -4; 2 Tm 1. 1 – 2).

b)  Qualificações ministeriais: - Paulo demonstra que para ser Ministro do evangelho, há requisitos a serem respeitados (I Tm 3. 1 – 13).  Há dezesseis (16) qualificações para os Bispos ou Pastores e treze (13) para os diáconos. Para os Bispos começa com a advertência de: “Seja irrepreensível”; para os diáconos, “Sejam honestos”. [Bíblia de Estudo DAKE].


c)           Alerta contra os falsos mestres e as falsas doutrinas. (I Tm 4. 1 -5; Tt 1. 10 – 16). Falsos mestres e falsas doutrinas já existiam nas igrejas e infelizmente ainda existem em muitos lugares.

d)      Cuidado com a “sã doutrina”.(I Tm 1. 10;  6. 1. 13; 4. 3; Tt 2. 1); a falta desse cuidado contribui para a disseminação das heresias e desvios de toda a espécie.

e)         Comportamento e conselhos a diversos grupos. – (I Tm 5. 1 – 15; Tt 2. 1 – 10). Paulo fala a respeito dos servos, senhores, pais, filhos, jovens e outros grupos.


II.        PROPÓSITO E MENSAGEM

As cartas pastorais de I Timóteo, 2 Timóteo e Tito tinham em comum os seguintes propósitos:


1)          Orientar os líderes quanto à vida pessoal. – [...] Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina; persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvará, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem” (I Tm 4. 12, 16).   A orientação para os Obreiros e igrejas em geral – O Apóstolo Paulo as escreveu para dar instruções ao ministério que seus dois amigos Timóteo e Tito tinham recebido da parte de Deus. Nelas, Paulo escreve a respeito da organização da igreja, dá instruções sobre várias heresias e oferece descrições das qualidade de alguém que aspira ao ministério da igreja e quais exigências cumprir para que sejam bons ministros do evangelho.


2)        Combater as heresias. – A responsabilidade imediata de Timóteo era esta: ‘Para advertires a alguns que não ensinem outra doutrina’. O Apóstolo não nos informa a quem ele se referia quando emitiu esta ordem; Timóteo provavelmente já sabia muito bem quem eram os envolvidos. Paulo usa termos vagos para descrever a natureza destas heresias: Fábulas ou... genealogias intermináveis, que mais produziam questões do que edificação de Deus, que consiste na fé.

Mesmo que seja impossível concluir com plena certeza quais eram esses ensinos nos que o apóstolo percebia que estavam minando a fé dos cristãos efésios, não é forçar a interpretação sugerir que se tratava de um começo de gnosticismo. A heresia conhecida por gnosticismo, que no século II se tornou ameaça séria à integridade do ensino cristão, tinha raízes judaicas e gentias. Houve três fases sucessivas da influência judaica na igreja primitiva. A segunda era a fase judaizante que Paulo combateu com tanta eficácia na Epístola aos Gálatas. É sobre a terceira fase, em que havia ‘revelações fingidas sobre nomes e genealogias de anjos’, que o apóstolo procura avisar Timóteo(RICHARDS, Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1. Ed. Rio de janeiro: CPAD, 2007, p. 452).


III.    UMA MENSAGEM PARA A IGREJA LOCAL E A LIDERANÇA DA ATUALIDADE

Estamos vivendo os tempos trabalhosos que Paulo falou em 1 Timóteo 4. 1, 2. Precisamos estar atentos, por isso, vamos estudar duas heresias da atualidade. Estas precisam ser confrontadas com a Palavra de Deus.

1)   O “Evangelho” da prosperidade. – “Confissão Positiva”, Você é um “deus” pode tudo; tudo o que disser tornar-se-á realidade, e terá o mundo e as riquezas que desejar, nem pobreza nem enfermidades. Com essa heresia Satanás leva as pessoas a crerem que o crente não pode ser pobre, não pode adoecer e pode possuir tudo o que quiser, pois ele é “um Deus”! Julgam-se com autoridade suprema para decretar, determinar, exigir e reivindicar as promessas e bênçãos de Deus. À luz da Palavra de Deus, tal ensinamento equivale a orgulho, presunção e soberba. Tal ensino é contrário as Escrituras Sagradas. Isso é doutrina de demônio. Paulo deixou Timóteo em Éfeso para advertir alguns que não ensinem outra doutrina” (I Tm 1. 3).


2) Apostasia dos últimos dias. – Nos últimos dias, muitos abandonariam a fé em Cristo. “O Espírito Santo revelou explicitamente que haverá, nos últimos tempos, uma rebeldia organizada contra a fé pessoal em Jesus Cristo. Aparecerão na igreja pastores de grande capacidade e poderosamente ungidos por Deus. Alguns realizarão grandes coisas por Deus, e pregarão a verdade do evangelho de modo eficaz, mas se afastarão da fé e paulatinamente se voltarão para espíritos enganadores e falsas doutrinas. Por causa da unção e zelo por Deus que tinham antes, desviarão muitas pessoas.

Muitos crentes se desviarão da fé porque deixarão de amar a verdade (2 Ts 2. 10) e de resistir às tendências pecaminosas dos últimos dias. Por isso, o evangelho liberal dos ministros e educadores modernistas encontrará pouca resistência em muitas igrejas”.  (Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD, p. 1870).



IV.       MENSAGEM PARA A LIDERANÇA


1)         Administração eclesiástica. – Em 1 Timóteo 3. 1 – 12 e em Tito 1. 6 – 9, vemos um verdadeiro conjunto de diretrizes para a ordenação de Obreiros ao ministério. Há dezesseis (16) qualificações para os Bispos ou Pastores e treze (13) para os diáconos.


2)    Ética ministerial. – Na segunda de Timóteo 2. 15, Paulo exorta o ministro a respeito de como se apresentar a Deus. Aqueles que são chamados por Deus para liderar parte de seu rebanho devem ser líderes de verdade. Nem todos sabem o que é ser líder. A verdadeira liderança estabelece-se pelo exemplo, pelo testemunho, muito mais do que pela eloquência, pela oratória ou pela retórica (Fp 3. 17; I Co 11. 1). O líder cristão não é o que manda. É que serve. Não é o maior. É o menor. Jesus deu precioso ensino sobre isso em Mateus 20. 24 – 28.        

“A liderança é essencial à vida e missão da igreja. Sem ela, a igreja tropeça e cai num curso incerto em sua peregrinação rumo a um lugar melhor. Sem liderança, a igreja não é capaz de cumprir seus propósitos de ministrar eficazmente aos de dentro e alcançar os de fora, nem pode render a Deus a glória de que Ele merece.

O pastor é a pessoa chamada para prover a liderança final da igreja, não importando o sistema administrativo dela. O sucesso da igreja depende em grande parte de sua capacidade de liderança.

Liderança é bíblica. A ideia de alguém liderando outros está fundamentada nas Escrituras. Assumir papel de líder na igreja de Deus e esperar que outros sigam seu exemplo não é egoísmo, autoritarismo, condescendência nem pecado. Temos certeza disso porque as Escrituras deitam as bases e os princípios da liderança cristã”. (MACARTHUR, John. Ministério Pastoral: Alcançando a excelência no ministério cristão. 7. Ed. Rio de janeiro; CPAD, 2012, pp. 294-5).

                                                  
Conclusão: - As cartas pastorais – escritas por Paulo e enviadas às igrejas de Éfeso e de Creta por mãos de Timóteo e de Tito, respectivamente – são verdadeiros manuais de Administração Eclesiástica. Elas contêm doutrina, ensino, exortações, quanto a assuntos práticos, mas, também, diretrizes gerais sobre liderança, designação de obreiros, suas qualificações, as responsabilidades espirituais e morais do ministério, o relacionamento com Deus, com os líderes e as relações interpessoais. São riquíssimas fontes de ensino precioso para edificação das igrejas locais, nos tempos presentes.

BIBLIOGRAFIA

ü   Bíblia de estudo Líder Pentecostal        
ü   Bíblia de Revelação Profética                        
ü   Bíblia de Estudo Plenitude           
ü   Bíblia de Estudo DAKE                          
ü   Bíblia de Estudo da Mulher
ü   As Ordenanças de Cristo nas Cartas Pastorais – Autor da Lição – Elinaldo Renovato de Lima.


Lição Elaborada pela Professora, Maria Valda   

Pastora- ADMEP
MARIA VALDA