quinta-feira, julho 23, 2015

A BÍBLIA É MACHISTA?




A BÍBLIA É MACHISTA?


           Pr. João Pedro Gonçalves


Alguns têm argumentado que só falta agora termos a bíblia da pastora. Parece que a ideia por trás é que, quando tivermos mulheres no processo de tradução e revisão das versões bíblicas, teremos mais leituras "femininas" da Bíblia. Se essa hipótese estiver certa acerca das mulheres, acho ser no mínimo válida para as edições atuais. Quer dizer, ter mulheres trabalhando nas edições da Bíblia para termos leituras femininas e para se achar bases para ministérios femininos, então, não podemos esperar outra coisa senão que nossas Bíblias tenha um "cheiro" masculinizante.

Alguns querem também assexualizar o trabalho dos autores bíblicos, como se os mesmos estivessem acima de quaisquer suspeitas culturais, ideológicas, topográficas e temporais. Ora, como já demonstrei anteriormente, a teologia não é atemporal, nem asséptica. Se assim fosse, não seria teologia, não responderia às perguntas e dúvidas dos leitores da Bíblia. Por conseguinte, se assim fosse, a Bíblia também não teria respostas para nós hoje. Bíblia, para ser eterna, tem que ter uma mensagem relevante para os leitores originais, como para nós, leitores distantes do contexto original.

É certo que a Bíblia foi composta em um determinado contexto. É inevitável pensar e acreditar assim. Em vista disso, pode-se ver na literatura bíblica neotestamentária uma luta entre masculino e feminino tão grande que as nossas (quase) infindáveis discussões nem chegam perto. O texto que apresento agora é fruto da leitura de um outro que fiz chamado "Formação do cânone neotestamentário e a mulher na Igreja Antiga" em Coleção História da Igreja, de Martin N. Dreher.



Contexto Grego: Dominação Masculina

Os filósofos gregos tinham ideias bem definidas acerca da mulher e do seu papel na sociedade. Isso leva a crer que esses filósofos partilhavam da cosmovisão da mulher na sociedade grega contemporânea. Platão, por exemplo, escreveu que "Se a natureza não tivesse criado as mulheres e os escravos, teria dado ao tear a propriedade de fiar sozinho". Outro filósofo, de nome Xenofonte, não deixou por menos: "Os deuses criaram a mulher para as funções domésticas, o homem para todas as outras". Era conselho do próprio Xenofonte que a mulher "viva sob uma estreita vigilância, veja o menor número de coisas possível, ouça o menor número de coisas possível, faço o menor número de perguntas possível”.


Contexto Judaico

Se os gregos viviam num contexto ginofóbico, o contexto judaico não era diferente. A Mixná recomendava que as mulheres aparecessem e falassem o menos possível. Aliás, à mulher vedava-se até mesmo o conhecimento das coisas espirituais. É conhecida a passagem onde se diz: "Bem estão aqueles, cujos filhos são homens, mal, no entanto, aqueles, cujos filhos são filhas. Quando um menino vem ao mundo, vem paz ao mundo; quando vem uma menina, nada vem. Nossos mestres disseram: Quatro qualidades são evidentes nas mulheres: comilonas, mexeriqueiras, preguiçosas e invejosas".

Um outro texto ainda mais conhecido, onde o ensino da Torá para a mulher tinha o efeito de fazê-la perder-se ainda mais: "Louvado seja o Eterno, pois não me criou como gentio; louvado seja o Eterno, pois não me criou como mulher; louvado seja o Eterno, pois não me criou como ignorante... Que as palavras da Torá sejam queimadas, mas não sejam transmitidas às mulheres... Todos aquele que ensina a Tora para sua filha, ensina-a a ser devassa".


Contexto Bíblico (Canônico)

Os autores dos livros que foram considerados canônicos conhecedores e enfronhados na cultura grega e judaica, pressupunham que os missionários e pastores das igrejas só poderiam ser homens. Daí, atribuir-se a Febe o termo diaconisa (texto já comentado pelo "velho" Zaqueu). Assim, os principais autores do que ficou para a posteridade como NT ao escrever, faziam também exegese dentro do contexto em que viviam.


Um Exemplo

Sabemos que o texto neotestamentário tem várias "testemunhas", manuscritos guardados em bibliotecas famosas e museus antigos. Cópias desses documentos são consultados no processo de tradução e citados no estudo do texto bíblicos nas aulas de cânon de nossos seminários. Ao estudarmos esses textos antigos, concluímos que o texto, ao longo dos anos, sofreram inúmeras inserções (calcula-se em 200 mil inserções só para o texto do NT). Alguns desses acréscimos foram feitos por problemas involuntários (audição e/ou visão), ou de forma voluntária.

A luta entre feminino e masculino influenciou o texto de um desses documentos antigos, o Códice Beza (D).

a. O texto de Atos 17.4: "Alguns deles foram persuadidos e unidos a Paulo e Silas, bem como numerosa multidão de gregos piedosos e muitas distintas mulheres". No códice Beza, lemos: "muitas mulheres de distintos". As mulheres distintas em uma versão, virou esposas de homens distintos em outra.

b. O texto de Atos 17.12: "Com isso muitos deles creram, mulheres gregas de alta posição, e não poucos homens". No códice Beza, lemos: "... homens gregos de alta posição e mulheres".

c. Atos 1.14: "Todos estes perseveravam unânimes em oração, com as mulheres, estando entre elas Maria, mãe de Jesus, e com os irmãos dele". No códice Beza, lemos: "mulheres e crianças".

d. Atos 18.26 aparece a dupla "Priscila e Áquila", no códice Beza: "Áquila e Priscila".

O códice Beza é conhecido como texto de origem da Ásia Menor. Naquela região, toda mulher era uma forte candidata à heresia. O Apocalipse de João afirmava de uma mulher "Jezabel" a heresiarca da igreja. Naquela região da Ásia, Tiatira, foi o berço do montanismo, onde Prisca e Maximila foram pastoras e profetisas. Depois, foram consideradas heréticas e foram finalmente expulsas.


Dois Autores: Paulo E Lucas

O apóstolo Paulo tratava com relativa normalidade o fato de na igreja iniciante ter profetisas, apóstolas, ministras, dirigentes em cada congregação local, de acordo com 1 Co 11.2-16. Lucas, no entanto, parece caminhar em direção diferente, omitindo em seus textos esses fenômenos. No entanto, não é desconhecido para Lucas que mulheres exerciam funções elevadas nas congregações iniciantes.

Os Evangelhos dão conta que as mulheres foram as primeiras testemunhas da ressurreição. O Evangelho de Marcos recomenda que as mulheres deem o aviso aos homens, discípulos de Jesus. Mas o texto de 1 Co 15.3-5 não contempla as mulheres no relato da ressurreição de Cristo, ao contrário, quando elas relataram o acontecido aos homens, suas palavras "pareceram como um delírio", (Lc 24.11). Semelhantemente, Lucas escreve que Felipe foi o primeiro missionários em terras samaritanas, como que desconhecendo o fato de a mulher samaritana ter sido a primeira a ser enviada ao seu povo.


Apócrifos, Testemunhos "Quase" Suspeitos

É sabido que o cânon do NT não nasceu uno e que sua fixação não foi questão unânime na igreja até o século XX. Nos primeiros séculos, a questão foi muito mais debatida. Havia daqueles que aceitavam uns e rejeitavam outros. Em uma determinada região do império romano alguns livros eram tido como canônicos; em outras regiões, esse livro tinha a sua leitura proibida. O que ficou e foi passado como canônico não deixou de ser, em certo sentido, uma decisão de um grupo que se impôs sobre o outro. O cânon é, no fim, uma questão de fé. Fé na palavra de Deus e fé na decisão das escolhas dos nossos antepassados.

Na literatura "apócrifa" a questão da mulher é muito mais light que na literatura "canônica". Como exemplo dessa afirmação, está que Maria Madalena nos outros escritos tem a primazia como testemunha da ressurreição.

No Evangelho de Tomé, Pedro chega a se queixar do lugar proeminente que tem Maria Madalena: "Simão Pedro lhes disse: "Maria deve sair de nosso meio, pois as mulheres não são dignas da Vida. Disse jesus: "Eu mesmo vou conduzi-la para fazê-la masculina, de modo que ela também possa se tornar um espírito vivente, semelhante a vós homens. Pois toda mulher que se fizer a si mesma masculina entrará no Reino dos Céus".

As mulheres e líderes da igreja dos primeiros séculos baseavam suas atitudes a partir do relato dos Atos de Paulo e Tecla. Mais tarde, Tertuliano acabou por diminuir o valor dessa literatura.


O Testemunho da Patrística

Orígenes reconhecia a importância das mulheres num passado recente, mas afirmava também que elas não mais se pronunciavam em público nas reuniões da igreja. Crisóstomo também admitia que houvesse na história da igreja mulheres apóstolas, missionárias, pastoras, mas que isso só foi possível por causa de uma situação "angelical", ou seja, uma situação de assexualidade da mulher na igreja dos primeiros séculos.
Ambrósio afirmou que o pecado começou com as mulheres. Com elas, surgiram todos os ensinos falsos e heresias da igreja.


Conclusão?

Fica claro que Jesus mesmo não tratou as mulheres à moda dos seus discípulos e dos discípulos dos discípulos. A questão da mulher só se agravou ao longo da história. Inicialmente, as mulheres não eram discriminadas, pois que, em Cristo, essa questão de gênero, de escravos e ricos, de xenofobismo foram eliminadas. Mas a exegese do texto bíblico pelos homens líderes da igreja, a formação do cânon, as variações textuais dos documentos antigos foram responsáveis por uma interpretação oficial e oficializante.

De um papel de discípulas – elas seguiram a Jesus desde a Galileia, quer dizer, não se juntaram ao grupo de Jesus nos últimos dias – as mulheres começaram a receber uma interpretação de diminuição de importância até que foram condenadas a ficaram caladas na igreja, proibidas de cantar e só seriam aceitas como monjas, auxiliares dos homens.

Os autores bíblicos não escreveram o seu texto de forma hermética, com luvas. Eles escreveram dentro de um contexto, respondendo à questão de cada comunidade, no calor da discussão.

Foi esse o texto e a interpretação que recebemos. Nossa argumentação, mesmo quando diante de um texto bíblico, está eivada de tradição, tanto nossa quanto dos seus autores do passado.


Pastor João Pedro Gonçalves Araújo, bacharel em Teologia (FTBB, DF), Bacharel em Filosofia (UnB), Mestre em Ciências da Religião (UMESP), e Doutor em Sociologia (UnB). É professor de Filosofia e Sociologia na Faculdade Evangélica de Brasília e professor de Teologia na FTBB (Brasília). É pastor da Igreja Batista no Lago Sul, Brasília.


Fonte: http://pastorazenilda.blogspot.com.br/2009/02/biblia-e-machista.html

AMEAÇAS À CIDADANIA DA MULHER BATISTA


Segunda-feira, 4 de maio de 2009

AMEAÇAS À CIDADANIA DA MULHER BATISTA


                                                
  Pr. Edvar Gimenes de Oliveira


A mulher já passou por fases “curiosas” em sua história. Foi, por exemplo, impedida de conversar com homem em público; rejeitada no nascimento pela crença de que filha não abria as portas do paraíso para o pai; obrigada a andar “empacotada” para não ser objeto do desejo masculino; proibida de usar calças compridas; impedida de votar sob a justificativa de que as obrigações domésticas dificultariam o exercício político; recusada em plano de saúde e no mercado de trabalho por causa de possível gravidez e até condenada a ficar calada na igreja.


Isso tudo seria coisa do passado se a história da humanidade fosse linear, mas não é. A história e escrita dia-a-dia e seus atores estão em constante luta para fazerem prevalecer vontades individuais ou de grupos. Isso acontece fora e dentro das igrejas.


Dentro das igrejas batistas associadas à Convenção, a mulher lidera organizações em todas as áreas, participa de conselhos e comissões, ensina em classes de seminários ou de EBD e faz palestras sobre temas diversos, por exemplo. Inegável, portanto, é sua contribuição à saúde e desenvolvimento das igrejas nas quais é valorizada. Essa realidade, entretanto, está sob ameaça e isso não é ficção, senão vejamos: Até aproximadamente 30 anos atrás, a Convenção Batista do Sul dos Estados Unidos, responsável pelo início da obra batista no Brasil, contava com mulheres ensinando em suas instituições teológicas e não eram discriminadas em qualquer das disciplinas oferecidas. Elas podiam ensinar na EBD, independente de presença masculina entre os alunos, ser educadora ou regente congregacional. Com a mudança no comando da Convenção do Sul, no início da década de 80, os novos dirigentes articularam para que batistas com pensamento diferente dos deles não fossem eleitos para as “juntas administrativas” e assim conseguiram banir a diversidade e implementar a uniformidade em suas instituições. Alguns missionários que atuavam no Brasil tiveram que deixar o campo por não concordarem com esta política.


Isso foi feito sob o argumento de preservar a fidelidade às Escrituras, porém, uma outra maneira de interpretar a Bíblia foi imposta, mulheres passaram a ser impedidas de ensinar em alguns seminários e igrejas onde houvesse presença masculina e até proibidas de se matricularem em disciplinas - homilética, por exemplo – que, no exercício, as colocariam em suposta posição de autoridade sobre homens. No Brasil, aliados deste tipo de pensamento se colocam apenas como fiéis defensores da inerrância bíblica, defendendo uma interpretação popular (ou literal, como dizem) dos textos sagrados, desconsiderando a cultura* no qual foram produzidos e posicionam-se contrários à consagração de mulheres ao pastorado, sob alegação chantagista de que isso seria uma porta para a aceitação de homossexuais na igreja. Silenciam, entretanto, no que se refere à crença – e fato que vai se consumando - de que mulheres “devem aprender caladas na igreja”. Defender isso publicamente, sem primeiro assumir o comando das instituições que formam o pensamento denominacional (seminários e editoras), seria dar tiros nos pés.

Que ocorrências me fazem pensar no título deste texto?

a) cresce o número de pastores batistas envolvidos em conferências promovidas por organização que representa este pensamento no Brasil;

b) está se tornando comum, por parte de pastores batistas, o discurso da volta aos “pais reformadores”, como se o pensamento dos líderes do passado, especialmente os das reformas do século XVI e XVII, fosse homogêneo e celestial e a volta ao que eles criam fosse a vontade de Deus para a salvação do mundo;

c) há proposta sobre a mesa do Conselho da CBB de criar-se diretor único para os seminários nacionais batistas e também que os seminários da CBB firmem convênio com seminário norte-americano adepto desta linha de pensamento, “para o desenvolvimento do programa de pós-graduação lato e stricto sensu”;

e) sob o argumento da agilidade, busca de espiritualidade ou capacitação (buscas com as quais me afino), o cerco em torno da participação popular em nossas assembleias está se fechando e concentrando-se, cada vez mais, o poder decisório em fóruns com presença menor de batistas;

Não creio que tais ocorrências sejam fruto de orquestração como ocorreu na SBC. Mas nada custa alertar aqueles e aquelas que acreditam que todos somos igualmente filhos de Deus (Gl. 3.26-28), no sentido de estarem atentos, a fim de não permitirmos retrocesso na cidadania da mulher batista, através da aceitação de pensamentos doutrinários heréticos em relação à tradição histórica dos batistas. Se não estivermos atentos, daqui a 50 anos, além do silêncio na igreja, as mulheres voltarão a usar véu, não poderão mais falar com homens em espaços públicos, terão lugar separado, em segundo plano, em nossas “sinagogas” e, quem sabe, aproveitando a moda afegã, serão obrigadas a usar “burca” (pois já há usuárias do véu!), de tão culturalmente “bíblicos” que seremos.


Com mais de 100 anos, estarei no céu, mas nossas netas viverão puríssimas, sob fundamentos “bíblicos” e antecipadamente, no inferno. Quem viver verá!


Créditos à: 
http://pastorazenilda.blogspot.com.br/2009/05/ameacas-cidadania-da-mulher-batista.html

quarta-feira, julho 22, 2015

A INVEJA ALHEIA PODE PREJUDICAR A MINHA VIDA DE ALGUMA FORMA?




Posted: 21 Jul 2015 06:06 AM PDT


Você Pergunta: gostaria de saber até que ponto a inveja alheia pode prejudicar alguém? Já ouvi de muitas pessoas que a inveja de uma pessoa pode até mesmo matar seus bichinhos de estimação, plantas ou até estragar as coisas, isso quando não acontece algo pior com a pessoa invejada, como ficar doente, sofrer um acidente, etc. Já até me aconselharam a orar pra Deus me proteger da inveja. Mas será que a inveja tem todo esse poder mesmo? Será que o famoso olho gordo ou olho ruim existe?



Cara leitora, essa questão da inveja alheia realmente é muito pregada em nossa sociedade. Lembro-me do nascimento de minha filha há alguns meses. Muitos parentes e amigos sempre aconselhavam que era bom não ficar saindo muito com o bebê, pois as pessoas iriam colocar “olho gordo”. Fui ao supermercado levando a minha filha e a caixa logo aconselhou que era bom colocar alguma roupa vermelha na menina, a fim de que toda inveja fosse repelida. Isso é somente um pequeno exemplo das diversas coisas que a sociedade pensa a respeito da famosa inveja alheia. Mas é sempre bom analisar a Bíblia (e não a opinião da sociedade) para termos um parâmetro saudável sobre as questões. Vamos fazer isso agora.




Inveja e olho gordo podem prejudicar minha vida?


(1) A Bíblia fala muito a respeito da inveja. Mas antes de meditarmos sobre o que a Bíblia diz, vamos relembrar o significado de inveja: “Desgosto pelo bem alheio. Desejo de possuir o que outro tem acompanhado de ódio pelo possuidor” (Dicionário Priberam). O invejoso é alguém que busca para si as realizações do outro, mas não como inspiração saudável, mas sim com desgosto e tristeza pelo fato do outro ter algo bom que ele queria ter.





(2) É Interessante notar que geralmente as pessoas falam da inveja que outras pessoas têm delas como um tipo de “poder” que o invejoso teria de trazer algum mal, de fazer algo ruim acontecer. Por exemplo, eu compro um carro novo. Pessoas invejosas poderiam me fazer até bater esse carro se eu não tomar providências, fazer alguma “oração forte”, benzer o carro ou coisa parecida. Existe uma fé em um poder subjetivo e sobrenatural dessa inveja. Esse é o pensamento da sociedade em geral.



(3) No entanto, quando pesquisamos a respeito da inveja na Bíblia não encontramos sequer uma passagem que afirme que a inveja alheia possa nos trazer algum mal subjetivo como, por exemplo, nos deixar doentes, atingir bichinhos de estimação, fazer algo de ruim acontecer conosco como resultado do poder da inveja de alguém. É claro que a inveja pode trazer males de forma objetiva. Por exemplo, alguém sente tanta inveja que assassina outra pessoa, ou tenta puxar o tapete dela no trabalho, ou fala mal dela para os outros, etc. Por exemplo, Jesus foi perseguido pelos sacerdotes movidos por inveja objetiva, que os levou a agir de má-fé contra Jesus: “Pois ele bem percebia que por inveja os principais sacerdotes lho haviam entregado” (Marcos 15:10). Assim, pessoas invejosas de má índole podem tramar ações que prejudiquem outras pessoas. Mas não podem provocar algum mal a outros só pelo fato de sentir inveja.


(4) Quando a Bíblia fala de inveja sempre a coloca como um pecado prejudicial na vida de quem a possui e não como um poder sobrenatural que alguém pode lançar sobre outros: “O ânimo sereno é a vida do corpo, mas a inveja é a podridão dos ossos” (Provérbios 14:30). O portador da inveja é sempre o mais prejudicado, pois é um sentimento comparado ao câncer.


(5) Dessa forma, o cristão não precisa se preocupar com esse tipo de crendice que o mundo ensina sobre a inveja (causar doenças nos outros, matar bichos de estimação, causar acidentes, etc.). O cristão deve, antes, preocupar-se em não ser um invejoso, em não cultivar em seu próprio coração esse sentimento prejudicial. Mas, claro, é sempre bom ter atenção com pessoas invejosas que podem nos prejudicar com ações contra a nossa vida (assim como os sacerdotes fizeram com Jesus). Desses invejosos precisamos saber manter certa distância.






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terça-feira, julho 14, 2015

JESUS E O DIABO SÃO A MESMA PESSOA EM NOVO FILME DE HOLLYWOOD

Jesus e o diabo são a mesma pessoa em novo filme de Hollywood

JESUS E O DIABO SÃO A MESMA PESSOA EM NOVO FILME DE HOLLYWOOD



Toda vez que Hollywood faz um filme sobre um tema bíblico, existe um grande potencial para polêmica. Nos últimos anos, alguns longas com temas cristãos foram sucesso de bilheteria, renovando o interesse dos estúdios por essa temática.
Alguns como “Noé” acabaram tendo um desempenho fraco justamente por fugirem da narrativa bíblica e criar uma história que pouco tem a ver com a original. Êxodo: Deuses e Reis, que estreia este mês no Brasil, deve seguir o mesmo caminho, a julgar pela audiência nos países onde já está em cartaz.
A conhecida revista Entretainment Weekly anuncia que o longa “Last days in the desert” [Últimos Dias no Deserto] já foi finalizado e se apresenta polêmico antes mesmo de estrear.
Ele é um dos destaques do próximo festival de cinema de Sundance, realizado no próximo janeiro em Utah, EUA. Inicialmente foi anunciado como um filme sobre o embate entre um homem santo e os demônios.
Agora, revelou-se que, na verdade, trata-se de uma ficção baseada nos 40 dias de jejum e oração que Jesus passou no deserto. O que mais chamou atenção é que o ator Ewan McGregor (Moulin Rouge – o amor em vermelho) interpretará tanto Jesus como o Diabo. Ou seja, implica que ambos são a mesma pessoa.
Segundo a revista, o roteiro mostra o personagem Yeshua (Jesus, em hebraico) sendo tentado enquanto anda sozinho no deserto. “Você pode ver o demônio como o Diabo ou como um outro lado de Yeshua, talvez uma manifestação física de suas dúvidas”, afirmou McGregor à Entertainment Weekly. “Ele o está testando, insinuando que seu pai não o ama e que não está interessado em sua luta interior”.
Durante esses dias no deserto, Yeshua encontra uma família que está vivendo seus próprios conflitos entre pai e filho. Tye Sheridan (Mud) interpreta um menino que deseja abandonar o ambiente desolador do deserto e viajar a Jerusalém para ter uma vida melhor. Seu Pai (Ciarán Hinds), insiste que ele deveria ficar perto de casa.
Interpretar Cristo e o Diabo deixou McGregor inicialmente intimidado, mas ele conta que procurou focar na “dualidade” de Jesus e se concentrar mais nos “aspectos humanos de seu caráter”. O ator conta que pensou: “Ele é um homem que está lutando para se comunicar com o pai”.
“Eu não estava interpretando Jesus, mas um homem que está tentando se comunicar com seu pai, que acontece de ser Deus”, insiste. “Tentei imaginar como é para um homem a ordem paterna de que ele morra pelo pecado dos outros… O filme na verdade é sobre a relação entre pais e seus filhos”. Espera ainda que a audiência estenda essa diferença e não veja como uma ofensa a suas convicções religiosas individuais.
Ao falar sobre como interpretou o diabo, McGregor conta que o enfoque é como o demônio estava tentando afastar Jesus de sua missão, “enfraquecendo essa convicção de Yeshua”.
O roteiro em princípio é uma ficção, não se propõe a ser literal, mas o uso de uma conhecida passagem da Bíblia e o nome do personagem principal poderão confundir quem vai ao cinema e não está familiarizado com a narrativa original. Ewan finaliza: “Não há nada que possivelmente perturbe as pessoas [no filme], basta lembrar que é uma história sobre Jesus que não existe nas Escrituras… Não há nada de ofensivo”.
Criado e dirigido por Rodrigo Garcia, (Destinos ligados), tem a fotografia do mexicano Emmanuel Lubezki, que ganhou o Oscar este ano por “Gravidade”. Ainda não há previsão de quando será lançado no Brasil.
Fonte: http://cinema.gospelprime.com.br/jesus-diabo-mesma-pessoa-hollywood/

"A VINDA DO MESSIAS É IMINENTE..."


“A vinda do Messias é iminente”, alerta influente rabino


“A vinda do Messias é iminente”, alerta influente rabino

Religiosos pedem que judeus voltem para Israel


O rabino Chaim Kanievsky é uma das maiores autoridades do judaísmo ultra ortodoxo. Suas mensagens mais recentes são claras e inequívocas: a vinda do Messias é iminente. Ele está pedindo que todos os judeus voltem para Israel o mais rapidamente possível. O entendimento é que essa é uma ação espiritual que marca a vinda do Messias judeu.
Ele tem feito eco aos escritos do rabino Yitzchak Ben Tzvi, que escreve extensivamente sobre o final dos tempos. São vários os rabinos que começaram a defender nos últimos anos que os sinais proféticos são claros.
Kanievsky decretou que é uma “Mitzvah Dioraita”, ou seja, um mandamento bíblico voltar para Israel agora. Vem informando a vários sites que desde a guerra do verão passado em Gaza a expectativa é que o momento dessa vinda do Messias seria: “No final do ano sabático”.
O atual ano sabático no calendário judeu se encerra no dia 29 de Elul, que para o restante do mundo será o sábado, 12 de setembro de 2015.
Existem relatos de respostas ao apelo do rabino Kanievsky em várias comunidades ao redor do mundo, principalmente nos Estados Unidos.
Judeus da França começaram a chegar em Israel em massa este ano, estimulados pelo convite do primeiro-ministro israelense Netanyahu. Nos últimos anos, 7.000 judeus franceses voltaram para Israel. O Ministério de Absorção de Imigrantes espera mais de 3.000 judeus franceses neste verão.
Alguns cristãos especializados no estudo de profecias vêm apontando para setembro deste ano como um mês que trará “sinais no céu”. No dia 13 ocorrerá um eclipse solar parcial, coincidindo com o início da “Festa das trombetas”.
Já no dia 23, durante a Festa dos Tabernáculos, ocorrerá o fenômeno da Superlua – a lua nunca esteve tão próxima da Terra. E mais, essa será a quarta Lua de Sangue.
O teólogo e pastor Mark Biltz vem dando palestras no mundo todo sobre o que ele que são os sinais claros deixados por Deus nos céus e na terra. A aparição da “primeira lua de sangue” na Páscoa de 2014, marcou o início de um cumprimento profético.
Descendente de judeus, ele passou anos estudando as profecias sobre o Sol e a Lua desde Gênesis, onde a Bíblia afirma que os luzeiros no céu serviriam “para sinais e para as estações do ano”.
“O termo em hebraico implica que não é apenas um sinal, mas um sinal da Sua vinda”, esclarece. Biltz diz ainda que a palavra traduzida como “estações” tem o sentido de “tempo determinado”, que seriam a comemoração das festas estabelecidas por Deus no Antigo Testamento e que seguem o calendário lunar adotado pelos judeus. Com informações de Breaking Israel News e Israel National News
Fonte> http://noticias.gospelprime.com.br/vinda-messias-iminente-rabino/