sábado, abril 30, 2016

AUTONOMIA DO SUJEITO NA MODERNIDADE



TEOLOGIA PASTORAL E AUTONOMIA DO SUJEITO NA MODERNIDADE


É assente e ponto pacífico na teologia a relação do saber teológico com os paradigmas explicativos da realidade de seu tempo. A teologia sempre foi e será uma ciência inculturada. 


Neste aspecto, é necessário ao trabalho pastoral ensinar a comunidade a desaprender as formulações arcaicas, os conceitos teológicos e litúrgicos ultrapassados, que não mais falam ao homem moderno. A mera repetição de fórmulas teológicas não presta serviço algum ao povo de Deus, muito pelo contrário, essa cantilena só pode provocar fastio e constitui uma infidelidade e irresponsabilidade para com a mensagem cristã. É necessária uma interpretação mais criativa dos dados da fé transformando-os em fonte de conhecimento e renovação do ser humano.

O dogma é um caminho, uma orientação. Uma afirmação dogmática reflete o contexto que a gerou, pois se trata de uma resposta a uma situação epocal. Gerações que vivem em épocas diferentes devem dar novo vigor, frescor e interpretação ao dogma. Devemos reinterpretar os enunciados dogmáticos à luz de nossa leitura atual da Escritura. Não é possível anunciar o Evangelho sem considerar o homem moderno, o seu destinatário.

 Não é mais possível negar os reclamos científicos que exigem da fé uma resposta dialógica. Não podemos mais aceitar uma visão de homem que lhe negue sua completude.

Neste ínterim, a pastoral deve resgatar o sentido de pessoa que encontra no amor e liberdade de Deus o seu fundamento. Ser pessoa é ser livre. Heidegger afirmava que a liberdade não é uma propriedade (Eigenschaft) do homem, mas que o homem é essencialmente livre. Entendia o filósofo que para o homem adorar a Deus precisava estar livre de Deus, livre para se desviar de Deus, não determinado ou compelido por Deus para adorá-lo.

Se o homem adorar a Deus deve fazê-lo mediante uma ação livre, não compelida. Ser livre, em última instância, é ser capaz de se decidir a favor ou não de Deus. A concepção heideggeriana de modo algum entra em conflito com a teologia. Em Deus subsiste em toda plenitude a liberdade, o amor e a relação, elementos pessoais constitutivos. Deus criou o homem como ser livre, chamado para se decidir na abertura, para acolher o dom de Deus salvador-criador e para viver o amor concreto aos outros seres pessoais e assumir responsabilidade face ao mundo criado por Deus. Todavia, como a experiência tem demonstrado e a própria escatologia paulina, nem todos ainda se submetem ao senhorio de Cristo e respondem positivamente ao seu chamado (1Co 15,24-28). Não é isto indício de uma liberdade, mesmo que negativa?

Ao criar o homem como ser livre (para), o próprio Senhor arca com a responsabilidade de o homem desejar ser livre d’Ele. O ser, assim, é pessoa, criada pelo amor e liberdade de Deus, capaz de se decidir a favor ou mesmo contrário a Deus. Javé decide criar o homem e o faz como um ser livre. Embora não explícito, a última proposição conforma-se à concepção do escritor, segundo a qual Deus criou o homem e o guia para a salvação.

O mundo é o palco no qual Deus revela o seu amor ao homem e reafirma sua autonomia e liberdade ao permitir que ele faça suas próprias escolhas, mesmo que essas contrariem seus mandamentos (Gn 3). Somente uma perspectiva da liberdade de Deus e do homem pode conformar-se ao sentido de autonomia do sujeito, da natureza e do social propalados pela Modernidade.

A pastoral, por conseguinte, não se pode fechar ao novo contexto que tanto desafia quanto impele a Igreja ao cumprimento de sua missão no mundo.


Nota: Depois dessa, não sei o que dizer. Examine você, Pastor, Professor, ensinador, mestre, pela própria Palavra de Deus, até onde podemos fazer isto!

Eu sei, que a Bíblia estar fundamentada e escrita dentro de Culturas, se não, não entenderíamos, é a realidade.   Mas achar que: "O dogma é um caminho, uma orientação", aí é demais da conta.. 

O que dogma?  - Você sabe? Aí estar a resposta.
Se usarmos somente a Bíblia, as Palavras da Bíblia, não atraímos mais e  "A mera repetição de fórmulas teológicas não presta serviço algum ao povo de Deus, muito pelo contrário, essa cantilena só pode provocar fastio e constitui uma infidelidade e irresponsabilidade para com a mensagem cristã. É necessária uma interpretação mais criativa dos dados da fé transformando-os em fonte de conhecimento e renovação do ser humano" diz o texto.

Eu gostaria de ir para o Céu Hoje!!!!!! Não estou conseguindo acompanhar a Nova Tecnologia Eclesiástica.



 Pr. Esdras Bentho

Perfil

Esdras Costa Bentho Teólogo, Bacharel e Licenciado em Teologia com especialização em Hermenêutica; graduado em Pedagogia (Educação Infantil, Ensino Fundamental e Formação de Professores), e escritor. Atualmente concluindo o Mestrado em Teologia pela PUC, RJ, atua como professor na Faecad, RJ, trabalha como editor de Bíblias e revisor sênior para editoras cristãs.



É autor dos livros “A Família no Antigo Testamento – História e Sociologia” e “Hermenêutica Fácil e Descomplicada”, e co-autor de “Davi: As vitórias e derrotas de um homem de Deus”, todos títulos da CPAD.


Fonte: http://www.cpadnews.com.br/blog/esdrasbentho/cultura-crista/102/teologia-pastoral-e-autonomia-do-sujeito-na-modernidade.html

AUTONOMIA DO SUJEITO NA MODERNIDADE


TEOLOGIA PASTORAL E AUTONOMIA DO SUJEITO NA MODERNIDADE


É assente e ponto pacífico na teologia a relação do saber teológico com os paradigmas explicativos da realidade de seu tempo. A teologia sempre foi e será uma ciência inculturada. Neste aspecto, é necessário ao trabalho pastoral ensinar a comunidade a desaprender as formulações arcaicas, os conceitos teológicos e litúrgicos ultrapassados, que não mais falam ao homem moderno. A mera repetição de fórmulas teológicas não presta serviço algum ao povo de Deus, muito pelo contrário, essa cantilena só pode provocar fastio e constitui uma infidelidade e irresponsabilidade para com a mensagem cristã. É necessária uma interpretação mais criativa dos dados da fé transformando-os em fonte de conhecimento e renovação do ser humano.

O dogma é um caminho, uma orientação. Uma afirmação dogmática reflete o contexto que a gerou, pois se trata de uma resposta a uma situação epocal. Gerações que vivem em épocas diferentes devem dar novo vigor, frescor e interpretação ao dogma. Devemos reinterpretar os enunciados dogmáticos à luz de nossa leitura atual da Escritura. Não é possível anunciar o Evangelho sem considerar o homem moderno, o seu destinatário.

 Não é mais possível negar os reclamos científicos que exigem da fé uma resposta dialógica. Não podemos mais aceitar uma visão de homem que lhe negue sua completude.

Neste ínterim, a pastoral deve resgatar o sentido de pessoa que encontra no amor e liberdade de Deus o seu fundamento. Ser pessoa é ser livre. Heidegger afirmava que a liberdade não é uma propriedade (Eigenschaft) do homem, mas que o homem é essencialmente livre. Entendia o filósofo que para o homem adorar a Deus precisava estar livre de Deus, livre para se desviar de Deus, não determinado ou compelido por Deus para adorá-lo.

Se o homem adorar a Deus deve fazê-lo mediante uma ação livre, não compelida. Ser livre, em última instância, é ser capaz de se decidir a favor ou não de Deus. A concepção heideggeriana de modo algum entra em conflito com a teologia. Em Deus subsiste em toda plenitude a liberdade, o amor e a relação, elementos pessoais constitutivos. Deus criou o homem como ser livre, chamado para se decidir na abertura, para acolher o dom de Deus salvador-criador e para viver o amor concreto aos outros seres pessoais e assumir responsabilidade face ao mundo criado por Deus. Todavia, como a experiência tem demonstrado e a própria escatologia paulina, nem todos ainda se submetem ao senhorio de Cristo e respondem positivamente ao seu chamado (1Co 15,24-28). Não é isto indício de uma liberdade, mesmo que negativa?


Ao criar o homem como ser livre (para), o próprio Senhor arca com a responsabilidade de o homem desejar ser livre d’Ele. O ser, assim, é pessoa, criada pelo amor e liberdade de Deus, capaz de se decidir a favor ou mesmo contrário a Deus. Javé decide criar o homem e o faz como um ser livre. Embora não explícito, a última proposição conforma-se à concepção do escritor, segundo a qual Deus criou o homem e o guia para a salvação.

O mundo é o palco no qual Deus revela o seu amor ao homem e reafirma sua autonomia e liberdade ao permitir que ele faça suas próprias escolhas, mesmo que essas contrariem seus mandamentos (Gn 3). Somente uma perspectiva da liberdade de Deus e do homem pode conformar-se ao sentido de autonomia do sujeito, da natureza e do social propalados pela Modernidade.

A pastoral, por conseguinte, não se pode fechar ao novo contexto que tanto desafia quanto impele a Igreja ao cumprimento de sua missão no mundo.

Pr. Esdras Bentho

Perfil

Esdras Costa Bentho Teólogo, Bacharel e Licenciado em Teologia com especialização em Hermenêutica; graduado em Pedagogia (Educação Infantil, Ensino Fundamental e Formação de Professores), e escritor. Atualmente concluindo o Mestrado em Teologia pela PUC, RJ, atua como professor na Faecad, RJ, trabalha como editor de Bíblias e revisor sênior para editoras cristãs.

É autor dos livros “A Família no Antigo Testamento – História e Sociologia” e “Hermenêutica Fácil e Descomplicada”, e co-autor de “Davi: As vitórias e derrotas de um homem de Deus”, todos títulos da CPAD.

Fonte: 
http://www.cpadnews.com.br/blog/esdrasbentho/cultura-crista/102/teologia-pastoral-e-autonomia-do-sujeito-na-modernidade.html

MUITOS PASTORES "SOFREM EM SILÊNCIO" ....



MUITOS PASTORES "SOFREM EM SILÊNCIO" COM PROBLEMAS FINANCEIROS,
Segundo Pesquisa


Instituto norte-americano de pesquisas entrevistou mais de 4 mil pastores, dos quais cerca de 90% assumiram enfrentar algum tipo de problema financeiro e 30% confessaram a necessidade de um segundo emprego para cobrir suas despesas

Fonte: Guia-me / com informações Christian Post | 29/04/2016 - 10:40


 Muitos pastores `sofrem em silêncio´ com problemas financeiros, segundo pesquisa

Uma nova pesquisa mostra que a maioria dos pastores que servem em pequenas igrejas evangélicas enfrentam dificuldades financeiras e muitos estão relutantes em falar sobre essas lutas.

A Associação Nacional de Evangélicos dos Estados Unidos (NAE) divulgou uma pesquisa na última terça-feira, realizada pelo grupo norte-americano 'Grey Matter Research' em julho do ano passado. Foram entrevistados 4.249 pastores e os resultados apontaram que a maioria deles enfrentam problemas financeiros graves, enquanto lutam com despesas e dívidas e não ganham o suficiente para garantir a financeira estabilidade a longo prazo.

"A grande maioria dos pastores não têm o seu próprio programa de rádio ou TV, ou lidera uma igreja grande", disse, presidente da NAE, Leith Anderson, em um comunicado. "Em vez disso, eles servem fielmente em pequenas igrejas e enfrentam desafios financeiros decorrentes como estudos, os baixos salários e despesas médicas. Infelizmente, muitas vezes eles sentem que não têm a quem recorrer para obter ajuda".

Entre os pastores pesquisados, 80% disseram que servem em congregações que têm menos de 200 membros, enquanto 55% têm menos de 100 membros em sua igreja.

Mais da metade dos pastores disseram que servem em igrejas que têm menos de 125.000 dólares em seus orçamentos anuais e 50% por cento dos pastores disseram que recebem menos do que 50.000 dólares por ano (cerca de 4 mil dólares por mês).

Trinta por cento dos pastores responderam que eles são responsáveis ??por dívidas que exigem um orçamento em média de 36.000 dólares por ano, enquanto que 25% dos pastores têm contas médicas em média cerca de 7.253 dólares por ano.

Benefícios

Como 60% dos pastores disseram que não recebem aposentadoria ou benefícios de saúde de suas igrejas, 29% dos pastores disseram que não têm nenhuma quantia em sua poupança pessoal. Já 39% dos pastores disseram que têm menos de 10.000 dólares em economias.

Cerca de 92% dos pastores disseram que sua maior preocupação financeira era sua poupança de aposentadoria, enquanto 84% apontaram seu medo é pelo fato de não terem fundos de emergência na poupança. 60% dos pastores disseram que estavam preocupados com as contas médicas ou de seguros, enquanto 54% listaram economias da faculdade de seus filhos como uma preocupação.

Enquanto pastores enfrentam grandes dificuldades financeiras, o levantamento revela que a maioria decide não se procurar suas igrejas para obter ajuda. Cerca de um terço dos pastores disse que também não conhecem ninguém fora de sua própria casa em quem eles possam confiar para falar sobre sua situação financeira. Além disso, cerca de 37 por cento dos pastores disseram que não estão familiarizados com os recursos oferecidos pela sua denominação que, podem ajudá-los com as finanças pessoais.

Outro dado interessante é que 31% dos pastores disseram que precisaram assumir um segundo emprego só para ajudar a bancar as despesas.

Tendo em conta os problemas financeiros, 90% dos pastores disseram que sentem pelo menos algum nível de estresse financeiro no seu ambiente de trabalho, em sua família e sua igreja. Além disso, 76% dos pastores disseram que sabem de outros pastores que desistiram do ministério por causa das dificuldades financeiras.

Em resposta às dificuldades financeiras em curso de pastores, a NAE lançou uma iniciativa, que tem como objetivo abordar os desafios financeiros que os pastores enfrentam e buscar soluções palpáveis para isso.

"O NAE está empenhado em desenvolver soluções para as pressões financeiras que os pastores enfrentam", disse o diretor de projetos da Associação, Brian Kluth em um comunicado. "Estamos muito animados em poder ajudar os pastores a mudarem para uma situação de maior estabilidade financeira - liberando-os para liderar suas congregações bem".

Pastora, Maria Valda P. Nascimento
Pastora da ADMEP: Assembleia de Deus Ministério Estudando a Palavra
Fundada em 06 de Março de 2013, na Rua Indaiatuba, 191 casa 03, Irajá, RJ.
Hoje, provisoriamente, na Rua, Visconde de São Leopoldo, 52, Irajá - RJ.


Conta da Igreja: Agência; 0990
Operação: 023
C/Poupança: 6895-3
Conta Fácil - Casas Lotéricas.

Fonte: 
http://www.cpadnews.com.br/universo-cristao/33563/muitos-pastores-%60sofrem-em-silencio%C2%B4-com-problemas-financeiros-segundo-pesquisa.html?utm_source=twitterfeed&utm_medium=facebook

quinta-feira, abril 28, 2016

DIREITO DE NÃO CELEBRAR CASAMENTO GAY


29/06/2015 - 16:04


LEI DÁ A PASTORES O DIREITO DE NÃO CELEBRAR CASAMENTO GAY


Casamento homossexual feria questões de Liberdade Religiosa
Por Jarbas Aragão 


 


O governador Greg Abbott assinou em cerimônia pública a lei 2065, que marca uma vitória de um movimento que uniu diversos movimentos evangélicos do Texas. A “Lei de proteção ao Pastor” assegura aos ministros o direito de não celebrarem cerimônias de casamento homossexual nas igrejas pelas quais são responsáveis.


O imbróglio jurídico começou no ano passado, após o reconhecimento da legalidade do casamento gay em diversos estados norte-americanos. Seguindo a linha liberal da administração Obama, o governo federal fez pressão em vários níveis em favor da comunidade LGBT. Houve casos de empresas serem proibidas de se recusar a prestar serviço a casais homossexuais.


 


No conservador Estado do Texas, a prefeita da cidade de Houston, Annise Parker, foi a primeira prefeita abertamente gay eleita em uma grande cidade dos EUA. A prefeitura de Houston logo emitiu um decreto-lei permitindo que indivíduos transgêneros podiam fazer queixa-crime se sentirem-se discriminados de alguma maneira.


Alguns pastores mostraram-se contrariados depois que surgiram denúncias que eles estavam promovendo “discurso de ódio” nas igrejas. A prefeitura pediu então que eles submetessem cópias de seus sermões para que autoridades investigassem se havia homofobia. O recado era claro: os pastores ou padres que se manifestarem do púlpito contra o público LGBT terão de responder juridicamente por discriminação.




A pressão dos evangélicos do Estado inteiro forçou a prefeitura a voltar atrás. Iniciou-se então um embate legal no tocante aos limites da liberdade de expressão nos púlpitos. Os cerca de 400 pastores de Houston conseguiram a suspensão do decreto municipal que limitaria sua liberdade.


A partir de então um projeto de lei que recebeu o apoio de deputados dos dois partidos predominantes do sistema eleitoral começou a tramitar. Lobbies de organizações pró-LGBT como a ACLU, Iquality Texas e a Texas Freedom Network não tiveram sucesso.


O embate ganhou força quando diversas igrejas e organizações religiosas e pró-família como o Conselho de Pastores do Texas, a Conferência Católica do Texas, Convenção Batista do Texas, Eagle Forum, Liberty Institute, Focus on the Family, Coalizão de Pastores Afro-americanos – entre outros – uniram forças.



Com a aprovação da nova lei, nenhuma igreja ou organização religiosa do Texas poderá ser forçada a realizar um casamento e tampouco forçados a prestar serviços, acomodações, instalações ou ceder bens para qualquer atividade que viole suas crenças religiosas.


Uma vez que foi aprovado com dois terços dos votos, o projeto passou a ser lei imediatamente. Jonathan Saenz, presidente da Texas Values Action, ONG jurídica que defende a liberdade religiosa, comemorou: “Hoje comemoramos com pastores e membros do clero que são guiados por suas crenças religiosas sinceras e asseguramos que o Texas desfruta de liberdade religiosa sem interferência do governo”. 



Com informações de Texas Value

terça-feira, abril 26, 2016

“ALIANÇA MOSAICA”





 Departamento de Educação Cristã
Escola Bíblica Dominical



ALIANÇA MOSAICA”
Sua duração: 1.500 anos


Texto Áureo:

“Amarás, pois, ao Senhor; teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é:
Amarás o teu próximo como a ti mesmo.

Marcos 12, 30, 31



LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Êxodo 20. 1, 3, 4, 5, 7, 8, 12 – 17, 20


INTRODUÇÃO: - A duração desta Dispensação foi de cerca de 1.500 anos, desde o Êxodo do Egito até à crucificação de Cristo. (Jo 1. 17). “Porque a lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo”.

Esta Dispensação começa com a concessão da Lei no Sinai e terminou como período de tempo com a morte sacrifical de Cristo, que cumpriu todas as suas provisões e tipos.

Na Dispensação anterior, Abraão, Isaque e Jacó, como também as multidões de outros indivíduos, falharam nos testes da fé e obediência que eram da responsabilidade do homem (por exemplo, Gn 16. 1 – 4; 26. 6 – 10; 27. 1 – 25). O Egito também falhou em atender a advertência de Deus (Gn 12. 3) e foi julgado.

Não obstante Deus providenciou um libertador (Moisés), um sacrifício (o Cordeiro Pascal) e o poder milagroso para tirar os israelitas do Egito (as pragas do Egito; livramento no Mar Vermelho).



Os povos do Antigo Oriente produziram magnificas obras literárias; todavia, nenhuma delas pode ser comparada ao Antigo Testamento, que inspira e influencia, até hoje, diversas civilizações. O texto veterotestamentário serviu de base para a formação de três das maiores religiões do mundo, a saber: o judaísmo, o cristianismo e o islamismo.



I.              ANTIGO TESTAMENTO, BERÇO DA ANTIGA ALIANÇA

Deus, através do Espírito Santo, era o Criador e Condutor da História, ao mesmo tempo inspirador do registro e o maior interessado na fidelidade deste. Revela-se a Moisés por vias naturais (fontes orais e escritas) e sobrenaturais (sonhos, visões e comunicação direta) At 7. 38.

Enquanto Deus não ditava sua Palavra para ser escrita, fez de homens, livros vivos. A assim chamada tradição oral. Por Sete homens de Deus: (Adão, Lameque, Noé, Abraão. Jacó, Coate, Anrão) a serviço dEle, guardados e usados por Ele, não seria difícil preservar a História que Deus tornaria registrada infalivelmente no livro Sagrado de Gênesis. – Esta realidade faz-nos refletir sobre a extraordinária função do ensino oral: sem este não seria possível, hoje, ter acesso às palavras do Supremo Criador. (Veja os acréscimos na lição do Professor em letras azuis – Pagina 34 do professor).


O Antigo Testamento reúne os ditos orais das experiências de diversos personagens que tiveram contato com o Eterno e com a Sua Palavra. O texto veterotestamentário é, portanto, em primeiro lugar, a Escritura máter do povo de Israel, e, por conseguinte, da Igreja de Cristo.



II.            A QUINTA ALIANÇA ou ALIANÇA MOSAICA
(Êx. Caps.19 a 32).


2.1.      A Aliança Mosaica: -  No AT encontramos as seis primeiras Alianças que Deus estabeleceu com os homens; todas, invariavelmente, apontam para o pacto Superior e irrevogável, descortinado no NT.

u    É importante destacar que é no contexto ancestral dos cinco primeiros livros da Bíblia (O Pentateuco) que Deus revela o advento do Messias. A Aliança Mosaica, nesse sentido, constitui-se a mais completa revelação do AT, pois, a partir dela, o Senhor forma e educa o povo a partir do qual Ele abençoaria todas as famílias da terra. (Êx 19.4, 5; Gn 12. 1 -3). (Ler na lição do aluno o complemento, pág. 35 da ver. Do Professor e pág. 26 do Aluno).

u   A grande questão da nação recém-liberta do cativeiro egípcio. –  De acordo com Hindson e Yates, a Aliança Mosaica não foi dada para resgatar pessoas. A nação já havia sido eleita (Êx 4. 22,23), redimida (Êx 12. 21 - 30) e já andava pela fé (Êx 14. 31). O papel da aliança era ensinar como as pessoas redimidas deveriam viver neste mundo. (Ver a lição pág. 36 do Prof., e pág. 26 do aluno).

2.2.      A Lei Mosaica  - (hb. Torah = lei, instrução, doutrina) é composta por um código de leis, formado por cerca de 600 disposições, ordenanças e proibições. Ela pode ser considerada tanto um código religioso – uma vez que previa as obrigações do povo, dos evitas, dos sacerdotes e do sumo sacerdote em relação a Yahweh (todos deveriam prestar seus cultos obedecendo a um determinado padrão) – quanto uma normatização socioeducativa – pois previa as normais de conveniência coletiva. (Veja a lição, neste ponto).


·        A Aliança Mosaica, dada a Israel em três divisões, cada uma essencial às outras e juntas formando a Aliança Mosaica, isto é, os Mandamentos, expressando a justa vontade de Deus (Êxodo 20. 1 – 26); os Juízos regulando a vida social de Israel (Êx 21. 1 – 24.11); e as Ordenanças, governando a vida religiosa de Israel (Êx 24. 12 – 31. 18).

· Estes três elementos formam “A Lei”, como essa expressão foi generalizadamente usada no Novo Testamento (por exemplo, Mt 5. 17, 18). Os mandamentos e as ordenanças formavam um Sistema Religioso.

·     Os Mandamentos eram um “Ministério da Condenação” e “da morte” (II Co 3. 7 -9); as ordenanças davam na pessoa do Sumo Sacerdote, um representante do povo junto ao Senhor; e, nos sacrifícios, uma cobertura (Expiação, Lv 16 .6), para os seus pecados em antecipação à cruz (Hb 5. 1 – 3; 9. 6 – 9; comp. Rm 3. 25 – 26). 

·         O cristão NÃO está sob a condicional Aliança Mosaica das Obras, A Lei, mas sob a Nova Aliança Incondicional da Graça (Rm 3. 21 – 27; 6. 14, 15; Gl. 2. 16; 3. 10 – 14, 16 – 18, 24 – 26; 4. 21 – 31; Hb 10. 11 – 27).

·              A Lei não mudou a provisão da Aliança Abraâmica, mas foi uma coisa acrescentada apenas por um tempo limitado até que viesse a Semente (Gl 3. 17 – 19).


2.3.      Os Propósitos Divinos Nesta Aliança

2.3.1.   - Fazer de Israel Uma Propriedade Peculiar, Êxodo 19. 5.
2.3.2.   - Fazer de Israel Um Reino de Sacerdotes, Êxodo 19. 6.
2.3.3.   - Fazer de Israel Uma Nação Santa, Êxodo 19. 6.
2.3.4.   - A Cura Divina era outra Promessa de Deus incluída neste pacto, Êxodo 15. 26.

2.4.           O Lado Humano – Israel tinha por obrigação “diligentemente ouvir a voz do Senhor” (Êxodo 19. 5) através dos:

2.4.1.      Os Mandamentos. - No capítulo 20 o “Rei” estabeleceu a “Magna Carta” do “Reino de sacerdotes”, a qual consistiu dos 10 Mandamentos, ou seja, a Lei Moral, que expressa à vontade de Deus.

2.4.2.      Os Estatutos. - Em Êxodo 21. 1 a 23. 33 temos a interpretação e a aplicação dos 10 Mandamentos em forma de Estatutos, ou Ordenanças, que constituíram a Lei Civil, promulgada pelo próprio “Rei”.

2.4.3.      As Instituições Religiosas. - A voz do Senhor em seguida deu a Israel instruções concernentes ao Tabernáculo. Êxodo 25. 1 a 31. 18.  Tratava-se da Lei Cerimonial. - O Tabernáculo seria:
a)           A corte do Rei. - Deus como “Rei” tinha o direito de estabelecer todos os planos. Êxodo 25. 8;

b)           A figura das coisas que se acham nos céus. - (Hb 9. 23), e somente Deus conhecia essas coisas. (João 3. 12).

c)             As várias partes do Tabernáculo também simbolizavam as coisas invisíveis do próprio Rei, sendo, portanto, uma revelação de sua própria Pessoa. Todo o Livro de Levítico apresenta a maneira do funcionamento da corte nas relações entre Israel e seu Rei. Está repleto de figuras das coisas celestiais e de símbolos das realidades invisíveis em Cristo, o Redentor.


III.          O DECÁLOGO

De todo modo, pode-se afirmar que a essência da Antiga Aliança reside nos Dez Mandamentos (Êx 20. 1 – 17; Dt 9. 9, 15), teologicamente chamados de Decálogo [gr. dekálogos = dez palavras (dez leis) ], pois esta foi a única Escritura, propriamente dita, feita com o dedo de Deus.

3.1.  A divisão do decálogo. – Os quatro primeiros mandamentos dizem respeito ao relacionamento com o Altíssimo (Êxodo 20. 3 – 11), e os seis últimos tratam das relações que se estabelecem com os outros indivíduos (Êx 20. 12 – 17). –


Princípios de conduta abordados no Decálogo:

1.       Instituição do monoteísmo (Êx 20. 3);
2.     Proibição a qualquer tentativa de dar a Yahweh uma representação visível (Êx 20. 4 – 6);
3.  Proibição ao uso incorreto do nome de Deus para fins ilegítimos e egoístas (Êx 20. 7);
4.       Santificação do sétimo dia (Êx 20. 8 – 11);
5.        Crédito de honra a pai e mãe, (Êx 20.12);
6.        Proibição à violação da vida humana, que é sagrada (Êx 20. 13);
7.        Fidelidade no relacionamento conjugal (Êx 20. 14);
8.  Proibição à violação dos direitos dos outros e a todas as formas de exploração social (Êx 20. 15);
9.         Proibição ao falso testemunho, (Êx 20. 16);
10.    Proibição ao desejo concupiscente de possuir o que não é legitimamente nosso (Êx 20. 17).

3.1.1.  O ponto central do Decálogo. – Os dois principais mandamentos bíblicos – tanto na Antiga quanto na Nova Aliança – provém do Decálogo (Dt 6. 5; Mc 12. 28 – 31).


IV.         A NATUREZA DA ALIANÇA MOSAICA
A Lei Mosaica, que foi chamada a “Lei”, não era aliança de “obras”, no sentido de Romanos 11. 6. Jamais a salvação foi conseguida pelas obras da lei. Romanos 3; 20; Gl 3. 11; Hb 11. 6, 33. Na parte divina dessa aliança, o povo foi feito “SANTO” pela purificação do Seu Sangue e a implantação de Sua justiça.

A lei era o caminho da vida e não o caminho para a vida. Era a maneira de viver na qual essa “propriedade peculiar”, o “reino de sacerdotes”, e a “nação santa” deveria andar.

O Novo Testamento informa que havia “Misericórdia” e “” debaixo da Velha Aliança. Mt 9. 13; 23. 23; Os 6. 6; Hc 2. 4.

4.1.      Os Propósitos da Lei:  - (Rm 7. 9, 10; Mt 12. 1 – 8)

4.1.1.      Ela proibiu o Pecado. Gl 3. 19.
4.1.2.      Ela Expôs o Pecado. Rm 3 .20, 3. 20; 5. 13.
4.1.3.      Ela encerrou os homens para Cristo. Gl 3. 23 – 25.

4.2.  A Missão da Lei Terminada.  - Sendo que a Lei não passava dum assistente à Aliança com Abraão e um meio de defender a Israel então não haveria mais necessidade da Lei. (Gl 3. 19, 25; II Co 3. 7, 11, 13; Rm 6. 14; 7. 4, 6; 10. 4; etc.).

4.3.      O Destino da Lei com a Vinda de Cristo

·              Os Mandamentos, com a exceção do quarto, foram repetidos na Nova Aliança do Evangelho, da seguinte maneira: o primeiro: Mt 4. 10; o segundo: I Jo 5. 21; o terceiro: Mt 5. 34 – 37; o quarto não consta; Cl 2. 16, 17; Rm 14. 5; o quinto: Ef 6. 1; o sexto: Gl 5. 21; o sétimo: Gl 5. 19; o oitavo: Ef 4. 25; e o décimo: Ef 5. 3

·              As Instruções religiosas cumpriram-se em Cristo e Sua Igreja. Mt 5. 17, 18; Jo 1. 29; I Co 5. 7; Hb 9. 11 – 14, 23, 24.
·              A maior parte dos Estatutos, a Lei Civil, que regulavam a vida nacional e social do povo, foi dispensada quando a nação judaica foi dispersa, pois perderam a sua vida nacional.

4.3.1.  Elementos compreendidos na Torah

· Os Dez Mandamentos (o Decálogo) – regulamentam as relações interpessoais e o relacionamento com Deus.

·    As Ordenanças civis e religiosas – explicam detalhadamente o significa dos Dez Mandamentos para Israel;

·      As Leis Cerimonias – relativas ao serviço sacerdotal e ao ministério no Tabernáculo (e, posteriormente, no Templo).


TEMAS OBSERVADOS NA LEI MOSAICA

Religiosos - (Lv 1 -5; Nm 6. 22 -27
Morais e éticos - (Lv 18; 20. 7 – 21)
Trabalhistas - (Lv 16. 31; 25. 39 – 55; Nm 8. 24 – 26)
Agropecuários - (Lv 25. 1 – 7; Nm 33. 50 – 56)
Mercantis - (Lv 19. 35 – 37; 25. 36 – 37)
Culturais - (Lv 20. 22 – 24; Dt 18. 9)
De saúde e higiene - (Lv 15. 25 – 33; Dt 23. 11 – 13)
Políticos e militares - (Nm 15. 15, 16, 29; Dt 7)
Humanitários - (Lv 19. 9, 10, 14 – 18, 33, 34; 20. 1 – 3)




Conclusão: -  A Aliança Mosaica (Êxodo 19. 5), condena os homens, “Pois todos pecaram”. (Rm 3. 23; 5. 12).  Mas, O Cordeiro perfeito, imolado antes da fundação do mundo, seria o único capaz de salvar o homem eternamente. (João 1. 29).


                                         Aula Elaborada, pela professora,
                                               Pra. Maria Valda – ADMEP 


Material Pesquisado:
ü   Apostila: As Dispensações e as Alianças aos Homens – Prof.ª Maria Valda.
ü   Panorama do Velho Testamento – Ângelo Gagliardi Jr. – Ed. Vinde.
ü   Lição da editora Gospel                                                                                                     
ü   Comentarista, Pr. Samuel Malafaia