10 de fevereiro de
2015
EVENTO
HISTÓRICO: PAPA FALARÁ NO CONGRESSO DOS EUA
Julio
Severo
Pela
primeira vez na história dos EUA, um papa falará no Congresso, convidado pelo
republicano John Boehner e pela democrata Nancy Pelosi.
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Quando falar
aos legisladores americanos em 24 de setembro, o Papa Francisco se dirigirá a
um Congresso que é 31 por cento católico, bem acima dos 22 por cento de toda a
população americana, de acordo com uma pesquisa divulgada no mês passado pela
entidade apartidária Centro de Pesquisas Pew. Boehner e Pelosi são ambos
católicos.
“Sentimo-nos
honrados que o Santo Padre tenha aceitado nosso convite e certamente esperamos
receber a mensagem dele em favor do povo americano,” disse Boehner, o
republicano mais poderoso na Câmara dos Deputados dos EUA.
“Vamos
ouvi-lo nos desafiar a viver nossos valores, a proteger os pobres e os
necessitados e a promover a paz,” disse Pelosi, a democrata mais poderosa na
Câmara dos Deputados dos EUA.
Francisco,
um jesuíta argentino e o primeiro papa no Hemisfério Ocidental, tem feito com
que o principal alicerce de seu papado seja exortar as nações ricas a “ajudar
os pobres.”
De acordo
com a Associated Press, ele planeja usar sua viagem aos EUA para incentivar os
líderes mundiais a adotar medidas ousadas para refrear o aquecimento global.
Ele também planeja lançar uma encíclica sobre mudança climática, que ele diz é
em grande parte provocada pelo homem.
“Ele tem um
histórico de desafiar as pessoas,” disse Mathew Schmalz, um professor de
estudos religiosos na Faculdade da Santa Cruz em Worcester, Massachusetts.
Ainda que
muitos republicanos não vão gostar do que Francisco dirá sobre aquecimento
global, é certo que muitos democratas não gostarão de algumas das opiniões de
Francisco também.
Ele condena
o aborto e o uso da contracepção artificial, e chama o casamento entre um homem
e uma mulher como “coluna fundamental” da sociedade. Contudo, diferente do Papa
João Paulo 2º, ele não tem dado destaque a essas questões. Seu foco tem sido
combater a pobreza.
Obama disse
que está ansioso para dar as boas-vindas ao papa nos EUA.
“Como muitas
pessoas no mundo inteiro, eu tenho sido tocado pela chamada dele de dar ajuda
aos que sofrem, e mostrar justiça, misericórdia e compaixão aos mais
vulneráveis,” disse Obama.
A
sinceridade de Obama é um problema. Seu governo e vida política estão cheios de
ativismo pró-aborto — uma ameaça séria aos mais vulneráveis dos vulneráveis.
Os EUA
precisam de líderes cristãos para desafiá-los diretamente a se arrepender e
abandonar seus maus caminhos. Francisco estará à altura dessa responsabilidade?
Não é impossível fazer isso.
No
Café-da-Manhã de Oração Nacional de 1994 com o presidente Bill Clinton, Madre
Teresa sem rodeios condenou o aborto legal nos EUA e tratou suas vítimas
inocentes como as mais indefesas e vulneráveis na sociedade americana.
Ela desafiou
Clinton e as autoridades americanas a protegerem essas vítimas.
Esse foi o
último café-da-manhã dela com Clinton.
É duvidoso
que o Papa Francisco imitará o corajoso discurso provida dela. Numa visita
papal de 2013 ao Brasil, quando a presidente socialista Dilma Rousseff estava
considerando legalizar o aborto — o que ela fez —, Francisco nunca mencionou os
termos aborto e matança de crianças para ela.
O Papa João
Paulo 2º, um verdadeiro apóstolo pró-vida, teria merecido a honra de falar no
Congresso dos EUA. Certamente, ele focaria em questões pró-vida, como fez Madre
Teresa.
Mas o que
esperar de Francisco? Os meios de comunicação dos EUA têm certeza, e estão
contentes, que ele focará no aquecimento global e “combate à pobreza.” Aliás, ele e Obama estão agora numa
aliança contra o aquecimento global.
O que
esperar dos católicos americanos que convidaram Francisco? As posturas
socialistas de Nancy Pelosi representam bem os democratas, inclusive Obama:
pró-aborto, pró-homossexualidade, pró-cultura da morte.
O que
esperar de John Boehner? De acordo como o jornal Daily Beast, Boehner disse:
“Não lutaremos contra o casamento gay.” Basicamente, ele teria dito que o
Partido Republicano não mais obstruirá o avanço do “casamento” gay.
Que oposição
“bonita”! Os democratas e outros socialistas avançam seus males socialistas, e
os republicanos “corteses” os deixam ir em frente.
A cortesia
católica mútua deles está agora trazendo Francisco, um papa que não é
proeminente (como eram João Paulo 2º e Madre Teresa) nas questões pró-vida, mas
muito proeminente e louvado, inclusive por revistas
homossexuais, por sua “tolerância” — até mesmo pelo islamismo. No ano passado ele disse que “é errado igualar o
islamismo com violência.”
Seja como
for, a cortesia de Boehner para com o “casamento” homossexual é preocupante.
De acordo
com Scott Lively, “A antiga tradição rabínica
sustenta que a homossexualidade, mais especificamente o casamento homossexual,
foi o ‘insulto final’ a Deus que fez com que Ele trouxesse aquele Grande
Dilúvio do qual só Noé e sua família sobreviveram.” Então, se os republicanos
não têm disposição de combater o “casamento” homossexual, para que serve seu
partido?
Até mesmo a
Rússia, criticada e condenada por democratas e republicanos, por ativistas homossexuais e
direitistas, por Pelosi e Boehner, por Obama e McCain, tem conseguido resistir ao
“casamento” homossexual e a outros males socialistas. Se o Partido Republicano
é incapaz de fazer isso, para que serve?
Alguns
católicos no Brasil estão se regozijando que os EUA são “mais católicos” hoje.
Pelo menos o Congresso é mais católico do que toda a população americana
Eles se
regozijam que pela primeira vez na história dos EUA, um papa falará no
Congresso dos EUA, convidado por dois católicos proeminentes: John Boehner e
Nancy Pelosi.
Se um número
mais elevado de católicos é motivo suficiente para um senso de vitória, eles
deveriam se regozijar com o Supremo Tribunal dos EUA, que começou 200 anos
atrás com protestantes, mas hoje todos os seus membros cristãos são católicos.
O Supremo Tribunal não é mais protestante, mas é mais pró-aborto e pró-sodomia
do que nunca.
Então,
existe razão para se regozijar pela democrata Pelosi e sua obsessão pró-aborto
e pró-homossexualidade?
Existe razão
para se regozijar pelo republicano Boehner e sua indisposição de combater o
“casamento” homossexual e outros males socialistas?
Existe razão
para se regozijar por um papa focado no aquecimento global e muito louvado
pelos esquerdistas do mundo inteiro?
O
catolicismo deles salvará os EUA?
Se um número
mais elevado de católicos fosse sinal de esperança, o Brasil, a maior nação
católica do mundo, seria o país mais conservador e antimarxista do mundo. Não.
A Teologia da Libertação marxista tem quase onipresença entre os católicos
brasileiros, como tem quase onipresença entre os católicos da América Latina.
De acordo
com uma reportagem recente da BBC em espanhol e português de Jaime Gonzalez, os
conservadores americanos veem Francisco como marxista e ambientalista radical.
Nenhuma surpresa: ele é da América Latina. O fato é que a reportagem da BBC
estava defendendo-o contra os conservadores dos EUA!
O
catolicismo socialista do papa não é diferente do catolicismo brasileiro.
Então, é bem natural que Pelosi, uma socialista católica, o convidasse.
Entretanto, se os conservadores americanos o veem como marxista, por que Boehner,
o mais poderoso republicano na Câmara dos Deputados, o quer falando no
Congresso? Isso só faz sentido se entendermos que o republicano católico não
quer lutar contra o “casamento” homossexual. Será que ele, junto com Pelosi e o
papa, está considerando lutar contra o aquecimento global também?
A propósito,
nunca me regozijei que Obama, Clinton e outros presidentes esquerdistas
americanos fossem protestantes.
O
protestantismo esquerdista deles é parte dos problemas que os EUA têm hoje
assim como o catolicismo esquerdista é parte dos problemas do Brasil.
Que os olhos
do Papa Francisco e do Congresso dos EUA algum dia sejam abertos para enxergar
esses problemas.
Com
informações da Associated Press e The Daily Beast.
Versão
em inglês deste artigo: Landmark Event: Pope Will Address U.S. Congress
Fonte: www.juliosevero.com
Leitura
recomendada:
Fonte: http://juliosevero.blogspot.com.br/2015/02/evento-historico-papa-falara-no.html
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