domingo, março 06, 2011

SACUDINDO A TERRA



             Um dia, o cavalo de um camponês caiu num poço. Não chegou a se ferir, mas não podia sair dali por conta própria. Por isso o animal chorou fortemente durante horas, enquanto o camponês pensava no que fazer.

Finalmente, o camponês tomou uma decisão cruel: concluiu que o cavalo já estava muito velho e não servia mais para nada, e também o poço já estava mesmo seco, precisaria ser tapado de alguma forma.




Portanto, não valia a pena se esforçar para tirar o cavalo de dentro do poço. Ao contrário, chamou seus vizinhos para ajudá-lo a enterrar vivo o cavalo. Cada um deles pegou uma pá e começou a jogar terra dentro do poço. O cavalo não tardou a se dar conta do que estavam fazendo com ele, e chorou desesperadamente. Porém, para surpresa de todos os cavalos quietou-se depois de umas quantas pás de terra que levou.

O camponês finalmente olhou para o fundo do poço e se surpreendeu com o que viu. A cada pá de terra que caía sobre suas costas o cavalo a sacudia, dando um passo sobre esta mesma terra que caía ao chão. Assim, em pouco tempo, todos viram como o cavalo conseguiu chegar até a boca do poço, passar por cima da borda e sair dali trotando.

             A vida vai lhe jogar muita terra, todo o tipo de terra. Principalmente se você já estiver dentro de um poço. O segredo para sair do poço é sacudir a terra que se leva nas costas e dar um passo sobre ela.

Cada um de nossos problemas é um degrau que nos conduz para cima. Podemos sair dos mais profundos buracos se não nos dermos por vencidos. Use a terra que te jogam para seguir adiante!



Recorde as Cinco regras para ser feliz:

1 - Liberte o seu coração do ódio.
2 - Liberte a sua mente das preocupações.
3 - Simplifique a sua vida.
4 - Dê mais e espere menos.
5 - Ame mais e... Aceite a terra que lhe jogam, pois ela pode ser a solução, não o problema.

        (autor desconhecido)
Uma Grande Lição de Vida! 

CHECK-UP



Um Casal de Idosos visita o médico para o check-up anual. Ele chama um de cada vez ao consultório, começando pelo marido. Depois de examiná-lo, diz: - Sr. Smith, o senhor está em ótima forma. Como faz para mantê-la?
- Bem – responde o Sr. Smith -, eu não bebo não fumo e Deus me ajuda.
- Como assim? – pergunta o médico.
- Há algumas semanas, sempre que vou ao banheiro no meio da noite, Deus acende a luz.
- Que bom – balbucia o médico, confuso. – Por favor, peça à sua mulher que entre agora.
Ela chega à sala, e o médico diz:
- Seu marido está fisicamente muito bem, mas acho que anda delirando.
O médico então conta às visitas noturna ao banheiro.
- Ah, acho que não é nada grave – responde ela, parecendo aliviada. – E isso explica quem vem fazendo xixi na geladeira.

(Revista Seleções Reader’s Digest)



O Cachorrinho Esperto









      Um cachorrinho, perdido na selva, vê um tigre correndo em sua direção. Pensa rápido, vê uns ossos no chão e se põe a mordê-los.











    Então, quando o tigre está prestes a atacá-lo, o cachorrinho começa a falar bem alto: ”– Ah! Que delícia este tigre que acabo de comer!



O tigre para bruscamente, dá meia volta e sai apavorado, correndo com medo do cachorrinho. Que cachorro bravo! Por pouco não come a mim também.”

            Um macaco, que havia visto a cena, sai correndo atrás do tigre e conta como ele havia sido enganado pelo cachorrinho. ”– Maldito cachorro!  brada o tigre. “– Ele vai me pagar.”

      Quando o cachorrinho estava bem tranquilo, avista o tigre vindo em sua direção, com cara de poucos amigos e com o macaco em suas costas. Ah… macaco traidor! O que faço agora?”




         


   Em vez de sair correndo, o cachorrinho ficou de costas, como se não estivesse vendo nada. Quando o tigre está pronto para atacá-lo de novo, o cachorrinho diz bem alto: “- Macaco preguiçoso! Faz meia hora que eu mandei me trazer um outro tigre e ele ainda não voltou!”



           Na crise a criatividade aflora, e conforme Einstein falava: “Em momentos de crise, só a imaginação é mais importante que o conhecimento.”

Fonte: Histórias & Fábulas – Albigenor e Rose Militão

MENINOS OU FILHOS



Gálatas 4. 1 – 6




Esta passagem faz uma distinção importante entre meninos e filhos, uma distinção, porém, mal compreendida por muitos, quer na sua aplicação figurativa e espiritual, quer no sentido literal da palavra no que diz respeito à vida em família.

Todo o menino é, de certo, filho de alguém, mas nem todo o filho é menino. E quando já não é menino, não se deve considerar como tal, nem esperar ser tratado com a mesma disciplina como antigamente.




O menino e o servo estão ambos “debaixo dos primeiros rudimentos do mundo,” (Gl 4. 3), guiados por ordens e mandamentos, sem terem licença de resolver ou escolher livremente.

E não há dúvida que a obediência é a primeira lição que se deve aprender, tanto na família como na casa de Deus. Enquanto a criança não souber rejeitar o mal e escolher o bem (Is 7. 15) é muito importante que hajam pais tutores que façam esta escolha por ela, e lhe imponham a sua decisão.
Assim, igualmente, na meninice espiritual do Seu povo, Deus indicou-lhe a Sua vontade na forma de preceitos e leis, que em grande parte dispensaram o exercício espiritual que de outra maneira teria sido necessário para discernir aquilo que lhe era agradável.

Porém, agora, em resultado da presença do Espírito Santo infundir no coração do crente o espírito de um filho,  não devemos mais contar simplesmente com preceitos para governar cada passo da nossa vida.

O servo não sabe o que faz o seu senhor,” (João 15. 15), nem tão pouco o menino compreende os propósitos de seu pai; mas ambos sabem as ordens que têm recebido, e o seu dever é cumpri-las, sem precisarem saber o motivo ou o fim da ordem.

Infelizmente muitos crentes querem permanecer nesta condição, e procuram ver na Bíblia um mandamento para cada passo, como se fossem meninos e não filhos. Falam muito de guardar os mandamentos, e talvez tenham pelas paredes da sua casa a antiga lei com que Deus dirigia a meninice do Seu povo, mas pouco entendem da liberdade dos filhos de Deus.

 Cont... Leituras Cristãs - 1960





PRECISAMOS NOVAMENTE DE HOMENS DE DEUS


A igreja necessita neste momento de momento de homens, a espécie certa de homens, homens destemidos. Fala-se que precisamos de avivamento, que precisamos de um novo batismo do Espírito – e Deus sabe que precisamos ter a ambos. Mas Deus não avivará ratinhos. Ele não encherá do Espírito Santo a coelhos. 
Desfalecemos por homens que achem que podem consumir-se nos conflitos da alma, que não podem ser intimidados por ameaças de morte, porque já morreram para as seduções deste mundo. Tais homens estarão livres das compulsões que dominam homens mais fracos. Não serão forçados a fazer coisas pelas pressões das circunstâncias; sua única compulsão virá de dentro – ou de cima.
Esta espécie de liberdade é necessária, se temos de ter outra vez profetas em nossos púlpitos, em vez de mascotes. Estes homens livres servirão a Deus e à humanidade por motivos altos demais para serem compreendidos pelos aderentes religiosos medíocres que entram e saem do santuário. Não tomarão decisões movidas pelo medo, não seguirão nenhuma direção movida pelo desejo de agradar, não aceitarão serviço por considerações financeiras, não realizarão um só ato religioso por mero costume; tampouco se deixarão influenciar pelo amor da publicidade ou pelo desejo de boa reputação.
Muita coisa que a igreja – até a igreja evangélica, bíblica – está fazendo nestes dias, está fazendo porque teme deixar de fazê-lo. Associações ministeriais aprovam projetos por nenhuma razão mais elevada que a de que são intimidados a isso. O que quer que o seu ferrenho exame inspirado pelo temor os leve a crer que o mundo espera que façam, estarão fazendo na segunda-feira seguinte de manhã, com todo tipo de zelo trombeteado e de exibição de santidade. O que chama estes profetas é a pressão da opinião pública, não a voz de Jeová. 
A igreja verdadeira nunca sondou a opinião pública antes de lançar as suas cruzadas. Os seus líderes ouviram a Deus e iam para diante completamente independentes de apoio ou falta de apoio popular.  Conheciam a vontade do Senhor e a cumpriam, e o seu povo os seguia – às vezes para o triunfo; mais frequentemente para insultos e perseguição pública – e a sua recompensa suficiente era a satisfação de estarem certos num mundo errado. 
Outra característica do verdadeiro profeta é o amor. O homem livre, que aprendeu a ouvir a voz de Deus e ousou obedecê-la sente a carga moral que partiu o coração dos profetas do Velho Testamento, oprimiu a  alma de nosso Senhor Jesus Cristo e arrancou torrentes de lágrimas dos olhos dos apóstolos.
O homem livre nunca foi um tirano religioso, nem procurou jamais dominar a herança de Deus. É medo e a falta de segurança que levam os homens a esmagar os outros sob os seus pés. Estes têm algum interesse que proteger alguma posição que assegurar, de sorte que exigem a sujeição dos seus seguidores como garantia da sua própria segurança. Mas o homem livre - nunca. Este não tem nada que proteger, nenhuma ambição que buscar e nenhum inimigo que temer. Por essa razão, é completamente despreocupado quanto à sua posição entre os homens. Se estes o seguem, ótimo; se não, ele não perde nada que lhe seja caro; mas, aceito ou rejeitado, continuará amando os que estão aos seus cuidados com sincera devoção. E somente a morte pode silenciar a sua terna intercessão por eles. 
Sim, se o cristianismo evangélico, bíblico, há de permanecer vivo, terá de tornar a ter homens, a espécie certa de homens. Terá de repudiar os fracotes que não se atrevem a falar em voz alta, e terá de, com oração e muita humildade, buscar o retorno de homens do estofo dos profetas e mártires. Deus ouvirá os clamores do seu povo como ouviu os clamores de Israel no Egito. E dará libertação por meio dos seus libertadores. É o seu modo de agir entre os homens. 
E quando vierem os libertadores – reformadores, avivalistas, profetas – serão homens de Deus e homens de coragem. Terão a Deus do lado deles porque terão os cuidados de permanecer ao lado de Deus. Serão cooperadores com Cristo e instrumentos nas mãos do Espírito Santo. Tais homens serão realmente batizados com o Espírito, e por meio dos seus labores Ele batizará outros e enviará o tão protelado avivamento.

Tirado do Livro: “DE DEUS E O HOMEM” – A. W. TOZER

MULHER, QUAL É A TUA OCUPAÇÃO?




                                       Jonas 1. 9

INTRODUÇÃO: O Contexto Histórico e Geográfico é bastante rico; porém, nossa mensagem é Temática, e eu prefiro não levar tempo no contexto e sim no Tema.
                                 I.         MULHER, QUAL É A TUA OCUPAÇÃO?

1.           Mulher – Qual a primeira ocupação da Mulher Eva?

1.            Primeira Ocupação: - Povoar a terra, (Gn 1. 28) isto fala do:
ü   Prazer sexual com seu marido e a
ü   Procriação à espécie. 

2.            Segunda Ocupação: - Sujeitar a terra; isto é, administrar ao lado do seu marido todo o trabalho do Éden.
3.            Terceira Ocupação: - Exercer domínio sobre os animais.
4.            Quarta Ocupação: - Cuidar do jardim e se deliciar com seus frutos (Gn 1. 29;  2. 15);
5.            Não comer do fruto da árvore da ciência do bem e do mal. (Gn 2. 16 – 17).
Tudo isto envolvia a Administração do Éden na responsabilidade do HOMEM e da MULHER. Ocupação invejável; não sabemos por quanto tempo isto durou. Mas isto nos ensina que o Senhor Deus capacitou a mulher para toda a Boa Obra; e que Deus conta com o seu trabalho no Seu Reino.
                               II.         DEPOIS DA QUEDA - (Gênesis 3.)

A Mulher perde a sua Ocupação de Honra na Administração do Éden; e acima de tudo, ela perde o Seu poder de Fala; mas em meio a toda perda, há “UMA PROMESSA” feita a Ela (Gn 3. 15) “Da Semente da Mulher, nasceria UM que esmagaria a cabeça da Serpente”.
Por causa do pecado e com o surgimento das civilizações, ele foi perdendo o seu valor até ser quase relegada a reclusão. Até se cumprir esta PROMESSA, a mulher ficou na Obscuridade; sem valor, sem Nome, e sem poder de fala.
A mulher era definida pelas leis de Roma, não como pessoa, mas uma coisa, um objeto. Era tratada como escrava do homem e não como fiel companheira e melhor amiga; era comprada, vendida, trocada, desposada, casada e separada dos filhos, sem misericórdia, estuprada e violentada da forma mais perversa que um ser humano podia suportar.

A.           EM JESUS CRISTO SE CUMPRIU A PROMESSA FEITA A MULHER - (Mateus 1. 16)
No seu registro de Genealogia, Ele já começa desfazendo tudo aquilo que o pecado, através do diabo, trouxe a Mulher. Nesta relação de nomes, está o de várias Mulheres, que JAMAIS poderia estar aí! 
1.            Ele nasceu de uma Mulher, Maria. (Mt 1. 16);

2.            Tamar, que finge ser prostituta e engana seu sogro, ( Gn 38; Mt 1. 3)
3.           Raabe, a prostituta sagrada dos Cananeus (Js 2; Mt 1. 5);
4.            Rute, a moabita, do povo amaldiçoado por Deus (Rt. 1 – 2; Mt 1. 5);
5.            Bate-Seba, que derruba Davi do poder (II Sm 11; Mt 1. 6). Nenhuma destas mulheres poderia estar aí! – Mas Jesus veio para nos libertar de toda escravidão! - O que seria de nós, Mulheres, se não fosse JESUS!

B.           NO MINISTÉRIO DE JESUS:

Ele chama homens e Mulheres para dar Início e continuidade a sua Grande Obra de Evangelização Mundial. (“IDE”) Mc 16. 15).
§    O Senhor Jesus conta com o nosso trabalho no Seu Reino. Ele conta  Conosco!
§    Mulher, qual é a tua Ocupação no Reino de Deus? Ou Você estar “fugindo” como Jonas, da sua Missão? - Cadê Você Mulher?
§    Qual o teu Ministério no Reino?

ü   Oração?
ü   Pregação?
ü   Ensino?
ü   Profetizar?
ü   Visitar?
ü   Evangelização?
ü   Administração?


Quantas coisas para fazer no Reino, mas ainda estamos na obscuridade:... Seja da preguiça... Da timidez...  Do Medo... Da Inferioridade...  Da Covardia... Do Comodismo... Temos de sair do Obscuro, da reclusão...  Jesus já nos Libertou!!!!!!!! (Gl 3.28)
§ A SOGRA DE PEDRO: É a 1ª Mulher mencionada nos Evangelhos a ser liberta por Jesus e logo se levanta e passa a servi-lo (Lc 4. 38 – 39;
Sogra>>: talvez já fosse da 3ª idade; mas Jesus usa quem estar disponível, não importa a idade ou o sexo. –
Ele quer é que Você se sinta útil... Valorizada... no seu Reino!
Se olharmos o Evangelho de Lucas, Nós vamos ver o carinho de Jesus pelas Mulheres.
1.           Já vimos o que Ele fez a Sogra de Pedro, Lc  4. 38, 39;
2.           A Viúva de Nair, Lc 7. 11 – 15;
3.           Uma Mulher anônima e era pecadora, Ele lhe dar uma Nova Vida, Lc 7. 36 – 50.
4.           Maria Madalena, a que foi liberta de sete demônios, e passou a ser uma discípula de Jesus. Lc 8. 2 – 3;
5.           Joana, a mulher rica, mas humilde, que ajudava financeiramente o ministério de Jesus. Lc 8. 3
6.           Suzana e outras Mulheres discípulas de Jesus, que foram fiéis até o fim do seu Ministério.
7.           Certa Mulher que há 12 anos sofria de hemorragia, alienada da sociedade. (Lc 8. 43;
8.           Uma adolescente, filha de Jairo, ele ressuscitou, Lc 8. 49 – 55;
9.           Marta e Maria as irmãs amigas de Jesus, Lc 10. 38 – 42;
10.      Uma Mulher possessa de Espírito Maligna e liberta e Jesus a chama de “Filha de Abraão”, termo usado só para os homens. Lc 13; 11 – 14.

Jesus nos libertou para Servi-lo!  - Cadê Você?  - O Senhor te chama para se ocupar no Seu REINO! O Tempo é AGORA!!!




Pregação feita em Piabetá - RJ. 26 de Nov. 2010.






EU APRENDI

EU APRENDI

que a melhor sala de aula do mundo
está aos pés de uma pessoa mais velha;

EU APRENDI

que ser gentil é mais importante do que estar certo;

EU APRENDI

que eu sempre posso fazer uma prece por alguém
quando não tenho a força para
ajudá-lo de alguma outra forma;

EU APRENDI

que não importa quanta seriedade a vida exija de você,
cada um de nós precisa de um amigo
brincalhão para se divertir junto;

EU APRENDI

que algumas vezes tudo o que precisamos
é de uma mão para segurar
e um coração para nos entender;

EU APRENDI

que deveríamos ser gratos a Deus
por não nos dar tudo que lhe pedimos;

EU APRENDI

que dinheiro não compra "classe";

EU APRENDI

que são os pequenos acontecimentos
diários que tornam a vida espetacular;

EU APRENDI

que debaixo da "casca grossa" existe uma pessoa
que deseja ser apreciada,
compreendida e amada;

EU APRENDI

que Deus não fez tudo num só dia;
o que me faz pensar que eu possa?

EU APRENDI

que ignorar os fatos não os altera;

EU APRENDI

que o AMOR, e não o TEMPO,
é que cura todas as feridas;

EU APRENDI

que cada pessoa que a gente conhece
deve ser saudada com um sorriso.
Autor Desconhecido!

sexta-feira, março 04, 2011

RELIGIÃO NA ESCOLA


Hélio Schwartsman
Clipping Educacional – Folha.com. br

"O que são as histórias da Bíblia? Fábulas, contos de fadas?", pergunta a professora do 3º ano do ensino fundamental. "Não", respondem os alunos. "São reais!"
A cena, que teve lugar numa escola pública de Samambaia, cidade-satélite de Brasília, abre a reportagem de Ângela Pinho sobre o ensino religioso no Brasil, publicada no último domingo na Folha. É um retrato perfeito da encrenca em que essa disciplina, que vem crescendo e hoje abarca mais ou menos a metade das escolas do país, nos lança.
Se as historietas bíblicas são reais, como quer a professora, então nós temos vários problemas. Procedamos por ramos do saber, a começar da física. De acordo, com Josué 10: 12, Deus parou o Sol para que os israelitas pudessem massacrar os amorreus. Mesmo que eu não duvidasse da onipotência do Senhor, pelo que sabemos hoje de mecânica, nada na Terra sobreviveria a uma súbita interrupção de seu movimento de rotação. Em quem o aluno deve acreditar no professor de religião ou no de ciência?


A física não o comoveu? Que tal a geologia? Pela Bíblia, a Terra tem cerca de 6.000 anos --5.771, a confiar nas contas dos rabinos. Pela geologia, são 4,5 bilhões. É difícil, para não dizer impossível, conciliar a literalidade das Escrituras com a existência de fósseis com idades substancialmente maiores que os seis milênios. Do lado de qual professor o aluno deve perfilar-se?
Talvez o problema esteja nas ciências "duras". Passemos às humanidades. A Bíblia, como todo mundo sabe ou deveria saber, é a fonte da moral, e os ensinamentos que ela traz nessa área são incontestáveis. Será? Em várias passagens, o "bom livro" autoriza ou mesmo manda fazer coisas que hoje consideraríamos horríveis, como vender nossas filhas como escravas (Êxodo 21:7) e assassinar parentes que abracem outras religiões (Deuteronômio 13:7). Se julgamos que a ética se aprende através de exemplos livrescos, sugiro trocar as Escrituras pelo mais benigno Marquês de Sade.


OK. Alguém pode argumentar que essa professora é uma exceção. Afinal, ela parece estar sustentando a inerrância da Bíblia, conceito que, no Brasil, é defendido por poucas religiões, notadamente adventista e testemunhas de Jeová. Para as demais, as Escrituras não precisam e nem podem ser tomadas ao pé da letra.
Admito que essa mudança de discurso nos livra de algumas das dificuldades mais vexatórias --já não precisamos conciliar o criacionismo da Terra jovem com as aulas de ciência--, mas nem de longe acaba com elas.
Como já expliquei numa coluna antiga, embora seja em teoria possível juntar uma teologia um bocadinho mais sofisticada com a seleção natural neodarwinista, essa conciliação acaba resultando num Deus menos atuante, que cria as leis do universo e se retira. Ocorre que esse é o Deus de Newton e de Leibniz, mas não o das pessoas que vão a cultos. Para elas, um Deus que não ouve preces e não interfere nos destinos dos humanos é inútil. E esse Deus que elas querem --e que os sacerdotes pretendem colocar nas aulas de religião-- é, pelo menos no plano psicológico, incompatível com a ciência contemporânea que deveria ser ensinada nas escolas.


Não estou evidentemente sugerindo que as pessoas devam rifar Deus para ficar com a ciência. Essa é a minha opção, mas não acho que deva impô-la a ninguém. O simples fato de uns 90% da humanidade manifestar preferências religiosas é um bom indício de que essa é uma característica da espécie, como a tendência a gostar de música ou aquela quedinha por substâncias psicoativas. A verdade é que o ser humano tem algo de esquizofrênico. Só conseguimos conchavar crenças religiosas, que de algum modo acabam apelando ao impossível ou improvável, com o rigor lógico exigido pelo método científico, porque nosso cérebro está dividido em módulos. "Grosso modo", quando a parte responsável pelo pensamento lógico está ativa, inibe a área da religião, e vice-versa. Com esse mecanismo, as contradições, quando não passam despercebidas, tornam-se digeríveis.


Até para facilitar esse processo, não convém que religião e ciência sejam ensinadas no mesmo espaço. Para que a criançada aprenda desde cedo a distinguir o discurso do "logos" (científico) do "mythos" (religioso), é melhor que a escola trate apenas da ciência e que a religião fique a cargo dos templos.
Cuidado, não estou afirmando que não seja possível estudar a religião com ferramentas científicas. Em princípio, a sociologia, a antropologia, a psicologia e a neurociência estão aí para isso. Mas convém lembrar que estamos falando aqui de crianças de 6 a 15 anos, muitas das quais mal conseguem aprender português e as operações aritméticas básicas. Não me parece que a abordagem científica da religião deva ocupar um lugar muito alto na lista de prioridades. De resto, duvido que o lobby que advoga pelo ensino religioso esteja ansioso para ver a fé submetida a exame crítico.
Para além da cabeça da garotada, o ensino religioso na rede oficial também gera uma série de problemas institucionais. Como eu escrevi em texto que acompanhou a reportagem principal, a existência dessa disciplina em escolas públicas fere a separação entre Estado e igreja.


Pelo menos em teoria, o Brasil é um Estado laico. Não há religião oficial e o artigo 19 da Constituição proíbe expressamente o poder público de estabelecer cultos religiosos, subvencioná-los ou manter com eles relações de dependência ou aliança. É claro que a teoria soçobra antes mesmo de chegarmos ao artigo 19. O próprio preâmbulo da Carta invoca a "proteção de Deus", e o artigo 210 prevê o ensino religioso nas escolas públicas de ensino fundamental.


Vale aqui observar que a única Constituição verdadeiramente laica que tivemos foi a de 1891, que rompeu com a Igreja Católica e eliminou quase todos os seus privilégios. As que a sucederam reintroduziram o ensino religioso.
Embora doutrinadores gostem de dizer que não há contradição entre os artigos 19 e 210, é forçoso reconhecer que colocá-los lado a lado gera pelo menos um mal-estar. Não é o único. A diferença é que, ao contrário de outros estrépitos constitucionais, que conseguem passar relativamente despercebidos, esse está produzindo consequências.
Por considerar que o Estado não pode regular matéria religiosa sem romper sua neutralidade diante delas (que caracteriza o laicismo), o CNE (Conselho Nacional de Educação) optou por não fixar parâmetros curriculares nacionais para a disciplina. A decisão é institucionalmente correta (e constitui uma prova indireta do erro que foi colocar o ensino religioso na escola pública), mas gerou um deus nos acuda, onde cada Estado definiu ao sabor da conjuntura política local como a matéria seria ministrada.
As pesquisadoras Debora Diniz, Tatiana Lionço e Vanessa Carrião, em "Laicidade e Ensino Religioso no Brasil", traçam um panorama desse pequeno caos.
Pelo que elas puderam levantar Acre, Bahia, Ceará e Rio de Janeiro optaram por um sistema confessional, que não se distingue da educação religiosa oferecida em escolas ligadas a igrejas. Não é preciso PhD em Direito para constatar que esse tipo de ensino afronta o dispositivo da Lei de Diretrizes e Bases da Educação que veda o proselitismo no ensino religioso.
Os demais Estados menos São Paulo escolheram o modo interconfessional, no qual as religiões hegemônicas se unem contra as mais fracas e contra ateus e agnósticos para definir um núcleo de valores a ser ensinado aos alunos. Tampouco é um exemplo de defesa dos direitos das minorias.
Apenas São Paulo fez uma leitura um pouco mais crítica dos mandamentos constitucionais e se definiu pelo ensino não confessional. Pelo menos no papel, aqui as crianças têm aulas de história das religiões, no que é provavelmente a única forma de juntar sem produzir muitas fagulhas o ensino religioso com o princípio da separação entre Estado e religião.
Resta apenas responder por que a laicidade é assim tão importante. O problema com as religiões reveladas é que elas trazem absolutos morais. Se a lei foi baixada pelo Altíssimo, apenas querer discuti-la já representaria uma segunda ofensa contra o Criador. E utilizar absolutos na política --religiosos ou ideológicos-- é ruim porque eles a descaracterizam como instância de mediação de conflitos. O remédio contra isso, como já intuíram no século 18 os "philosophes" do Iluminismo francês e os "founding fathers" dos EUA, é a separação Estado-igreja. Ela facilita o advento da política como arte da negociação e, mais importante, favorece a noção de que minorias têm direitos que devem ser protegidos mesmo contra a maioria. Aqui, paradoxalmente, o laicismo se torna a principal força a proteger as religiões umas das outras.


Analise você e ver se procede!

Hélio Schwartsman, 44 anos, é articulista da Folha. Bacharel em filosofia publicou "Aquilae Titicans - O Segredo de Avicena - Uma Aventura no Afeganistão" em 2001. Escreve para a Folha.com.