terça-feira, novembro 13, 2012

LIÇÃO 07 – MIQUEIAS – A IMPORTÂNCIA DA OBEDIÊNCIA



ADMEP – ASSEMBLEIA DE DEUS – MINISTÉRIO ESTUDANDO A PALAVRA

EBD - ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL

Departamento de Educação Cristã
04º TRIMESTRE /2012

LIÇÃO 07  – MIQUEIAS – A IMPORTÂNCIA DA OBEDIÊNCIA
18 de Novembro de 2012





Texto Áureo. “[...] Tem, porventura, o SENHOR tanto prazer em holocaustos e sacrifícios como em que se obedeça à palavra do SENHOR? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar, e o atender melhor é do que o gordura de carneiros” (1 Sm 15.22).





Verdade Prática. A mensagem de Miqueias leva-nos a pensar seriamente acerca do tipo de cristianismo que estamos vivendo. 





Introdução. - O problema do povo a quem Miqueias dirigiu a sua mensagem não era falta de liturgia, mas de uma correta motivação para se adorar ao Senhor. Embora cometesse toda a sorte de injustiças sociais, a geração contemporânea do profeta Miqueias oferecia sacrifícios a Deus, praticando todos os rituais levíticos, mas não sabia o verdadeiro significado do amor a Deus e ao próximo.

_________________________
I.        O LIVRO DE MIQUEIAS







1. Contexto Histórico. Miqueias era de Moresete-Cate (1.1,14; Jr 26.18), cidade localizada a 32 quilômetros a sudeste de Jerusalém. Miqueias, assim como os demais profetas de Judá, não cita reis do Reino do Norte na introdução de seus oráculos. Seu ministério, porém, aconteceu no período dos reinados “de Jotão, Acaz e Ezequias, reis de Judá” (1.1). Essas datas estão entre 750 e 686 a.C, mas a soma desses anos deve ser reduzida significativamente por causa das corregências.

O profeta Jeremias afirma que a mensagem de Miqueias foi entregue no reinado de Ezequias (26.18). Considerando os últimos anos de Acaz e os primeiros de Ezequias, Miqueias deve ter profetizado entre 735 a.C. e 710 a.C.





2. Estrutura e Mensagem. Trata-se de uma coleção de breves oráculos agrupados em sete capítulos divididos em três partes principais (1,2; 3-5; 6,7). Cada uma das partes marca o imperativo: “Ouvi” (1.2; 3.1; 6.1), que é fraseologia similar a de Isaías (4.1-5; Is 2.2-4).

O assunto do livro é a ira divina em relação aos pecados de Samaria e de Jerusalém. Miqueias dirigiu seu discurso contra a idolatria, censurou com veemência a opressão aos pobres e denunciou o colapso da justiça nacional (1.5; 2.1,2; 3.9-11). Além disso, anunciou, de antemão, o local do nascimento do Messias, em Belém (5.2 cp. Mt 2.1,4-6). O profeta chegou a ser citado pelo Senhor Jesus (7.6 cp. Mt 10.35,36).







1. O Conceito Bíblico de Obediência. O verbo hebraico shemá: “ouvir, escutar, prestar atenção, obedecer”, não significa apenas receber uma comunicação ou informação. O seu real sentido é mais forte e imperioso: obedecer é acatar ordens de autoridade religiosa, civil ou familiar. O referido verbo é empregado no Antigo Testamento para “obedecer” em 1 Samuel 15.22 e Jeremias 42.6. É usado, também, em seis das nove vezes em que shemá aparece em Miqueias (1.2; 3.1,9; 6.1, 2,9).

A mesma ideia é vista nos ensinos de Jesus (Mt 11.15; 13.43). Por conseguinte, a obediência deve ser precedida pela compreensão e pelo amoroso acatamento da mensagem divina (Mt 7.24,26). Nesse sentido, ela pode ser definida como a prova suprema da fé e do nosso amor a Deus.






2. A Desobediência das Nações. O Senhor não é uma divindade tribal, que habita em quatro paredes. Ele é o Deus de toda a terra e o Soberano de todo o Universo. Justamente por isso, Ele apresenta-se como juiz e testemunha não apenas contra seu povo, Israel e Judá (1.2,5), mas também contra todas as nações da terra (1.2).




3. A Ira De Deus Sobre o Pecado (1.3-5). O profeta descreve de forma pitoresca a reação divina contra o seu povo. Numa linguagem antropomórfica, o Senhor desce de seu santo templo, o céu, para julgar Samaria, capital de Israel e, da mesma forma, Jerusalém, capital de Judá, cujo pecado influencia todo o país. O quadro da sua majestosa e terrível presença lembra a ação dos terremotos e dos vulcões (Jz 5.4; Sl 18.7-10; Is 64.1-3; Hc 3.6,7.


III. O RITUAL RELIGIOSO OBEDIÊNCIA





1. O Rito Levítico. Basicamente, o rito é um conjunto de cerimônias e práticas litúrgicas que cumpre a função de simbolizar o fenômeno da fé. O termo vem do latim ritus, que significa “cerimônia religiosa, uso, costume, hábito, forma, processo, modo”. O Antigo Testamento usa a palavra para os sacrifícios (Lv 9.16; Ed 6.9) e para as festividades religiosas (Ne 8.18), tais como a Páscoa (Nm 9.14; 2 Cr 35.13) e a Festa dos Tabernáculos (Ed 3.4). A própria circuncisão é também um ritual (At 15.1). Contudo, em se tratando do Cristianismo, a liturgia é simples, contendo apenas dois rituais: o batismo e a ceia do Senhor (Mt 3.15; 26.26-30). Esses cerimonialismos, contudo, não substituem o relacionamento sincero com Deus, nem proporcionam salvação (1 Sm 15.22; Sl 40.6-8; 51.16,17; 1 Co 1.14-17; 11.28,29).



2. O Diálogo de Deus Com o Povo (6.6). O Senhor, através do profeta, convida o seu povo para uma controvérsia. O que Deus fez de mal para Israel rejeitá-lo? (6.1-3). Em seguida, o Eterno traz à memória da nação os seus benefícios desde o princípio, quando remiu a Israel do Egito e protegeu seu povo no deserto contra os inimigos (6.4,5). Em uma pergunta retórica, o próprio Deus antecipa a resposta da nação. A lei estabelecia sacrifícios de animais como provisão pelo pecado (Lv 9.3) e o azeite para certas ofertas de libação (Lv 1.3,4; 2.1,15; 7.12). O problema de Judá não era a falta de rituais e sacrifícios, mas de uma verdadeira conversão a Deus.





3. Sacrifício Humano (6.7). Oferecer o primogênito pela transgressão e o fruto do ventre pelo pecado era sinal de completo desatino do povo. A lei de Moisés condena tal prática sob pena de morte (Lv 18.21; 20.2-5) e em todo o Israel era repulsa nacional (2 Rs 3.27). Esse tipo de sacrifício só foi praticado por aqueles que, em todo Israel e Judá, apostataram-se da fé (2 Rs 16.3; 21.6; Jr 19.5; 32.35). Todos estavam dispostos a oferecer até mesmo o que Deus nunca exigiu deles, menos o essencial: sincero arrependimento e mudança de vida.


IV.    O GRANDE MANDAMENTO







1. A Vontade de Deus. O estilo de vida que agrada a Deus foi comunicado ao povo desde Moisés. Portanto, toda a nação tinha o dever de conhecê-lo (Dt 10.12,13). Daí o porquê da indagação do profeta (6.8). Mas ninguém estava interessado nisso. O povo preferia tirar proveito da prática das injustiças sociais, esperando que o mero ritual do sacrifício fosse suficiente para auto justiçar-se diante de Deus. Estavam enganados, pois Deus não se deleita em sacrifícios nem em rituais exteriores (Sl 51.17,18).





2. O Sumário de Toda a Lei - (6.8b). Os três preceitos — praticar a justiça, amar a beneficência e andar humildemente com Deus — são considerados pela tradição judaica, desde o século I, a.C, o resumo dos 613 preceitos depreendidos da lei de Moisés. Essa é vista por muitos como a maior declaração do Antigo Testamento. Os dois primeiros preceitos falam do compromisso horizontal com o nosso próximo; e o terceiro, de compromisso vertical com Deus. Isso vale para todos os seres humanos e é paralelo ao ensino de Jesus: amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos (Mt 22.37-40).









Conclusão. - A lição para todos nós é esta: O que importa para Deus não é o que fazemos na Igreja, mas a nossa vivência com a família, o que fazemos no trabalho e como relacionamo-nos com a sociedade. Sem o verdadeiro arrependimento e um profundo compromisso com Deus, todas as práticas religiosas não passam de rituais vazios e completamente desprovidos de valor espiritual.



_________________________


Referência Bibliográfica

Revista Lições Bíblicas. OS DOZES PROFETAS MENORES,  Advertências e Consolações para a Santificação da Igreja de Cristo. Lição 07 – Miqueias – A importância da obediência. III O ritual religioso. 1. O rito levítico. 2. O diálogo de Deus com o povo (6.6). 3. Sacrifício humano (6.7). IV O grande mandamento. 1. A vontade de Deus. 2. O sumário de toda a lie (6.8b). Conclusão. Editora CPAD. Rio de Janeiro – RJ. 4° Trimestre de 2012.







LEMA:

 “Dá instrução ao SÁBIO, e ele se fará mais SÁBIO; ensina ao JUSTO, e ele crescerá em ENTENDIMENTO”. (Provérbios 9. 9).

Não Falta a Próxima Aula!  - Sua falta entristece o nosso coração!

DEC - Departamento de Educação Cristã
Professora, Clara Maria.

Gestora: Pastora, Maria Valda.
ADMEP


NÃO FALTE A ESCOLA DOMINICAL
ELA É A MAIOR E A MELHOR
ESCOLA DO MUNDO.

domingo, novembro 11, 2012

“MINISTÉRIOS FRACASSADOS”


ENTREVISTA: DOCUMENTÁRIO EVANGÉLICO SURPREENDE AO MOSTRAR “MINISTÉRIOS FRACASSADOS” QUE AGRADAM A DEUS. ASSISTA NA ÍNTEGRA



Ministérios Fracassados



O sucesso na definição mais comum é receber reconhecimento humano através da fama por algo que se dedica a fazer. Sob essa perspectiva, o blogueiro e missionário Yago Martins iniciou a produção de um documentário a respeito de “Ministérios Fracassados”.

Entre os depoimentos coletados, estão o reverendo presbiteriano Augustus Nicodemus, o pastor Renato Vargens, o músico Eduardo Mano, o responsável pela editora Tempo de Colheira, Felipe Leitão, além do missionário Bruno Lima, diretor do Missões GAP, entre outros.

O propósito, segundo Yago Martins, é desmistificar o conceito de ministério bem sucedido, criado a partir dos parâmetros comuns, e conceituar um padrão de ministério bem sucedido segundo o resultado alcançado no sentido de transformação de vidas.

Em determinado trecho do documentário, o reverendo Augustus Nicodemus menciona a passagem bíblica de 1 Co 4:2 e afirma que o sucesso, no ministério, significa fidelidade: “O que se requer dos despenseiros é que cada um deles seja encontrado fiel”.
A produção do documentário foi baseada em oportunidades, embora existisse um planejamento. Yago revela que contou com a boa vontade e interesse dos entrevistados, além da ajuda de terceiros em relação a questões técnicas específicas.

A Redação do Gospel+ entrou em contato com o blogueiro e fez uma entrevista exclusiva para compreender o contexto da iniciativa. Confira abaixo a entrevista na íntegra com Yago Martins, e assista ao documentário no vídeo ao final:
Yago, como surgiu a ideia de gravar esse documentário?

A ideia de gravar o documentário começou em um momento de autoconhecimento. Observei como, no começo de minha fé, eu sonhava com ser um ministro famoso, um pastor de mega-igreja ou um escritor de best sellers. Através do evangelho, Deus quebrou estes sonhos bobos e foi me mostrando como não devemos buscar este tipo de sucesso, ainda que Deus possa dar isso a alguns de Seus filhos. Ao olhar ao meu redor, vi que muitos irmãos meus ainda estavam desejando as mesmas bobagens que eu no início de minha fé. Então, imaginei como poderia servi-los com meu testemunho e de outros irmãos mais vividos do que eu. Como eu possuo alguns materiais de filmagem, os quais uso para meus vlogs, imaginei que poderia fazer algo em vídeo. Olhando ao redor, escolhi quatro de meus amigos pessoais, pessoas que conheço o testemunho e que posso confiar, e os convidei para o projeto.

Como foi a produção toda do documentário?

A produção demorou um mês. A primeira filmagem começou dia 1 de outubro e a versão final do vídeo estava sendo “upada” para o Youtube dia 3 de novembro.
As filmagens começaram com os famosos, os de “sucesso”, em uma viagem para Águas de Lindóia, na Conferência Fiel para Pastores e Líderes. Devido ao pouco equipamento (um tripé, uma câmera DSRL e um gravador portátil), o trabalho acabou sendo um pouco complicado. Eu simplesmente saia andando pelo evento carregando um tripé montado, com uma câmera sobre ela, e com o gravador no bolso. Quando eu encontrava algum pastor famoso, eu os parava onde estavam, explicava o documentário e filmava, ali mesmo. Todos foram muito solícitos e atenciosos. As duas únicas filmagens que não ocorreram na Fiel foram as com  Stênio Marcius, que gravei em um evento aqui em Fortaleza, e com o Augustus Nicodemus, que gravou em casa mesmo, com a ajuda de sua filha.

Já a gravação com os “fracassados” foi diferente. Ainda em São Paulo, filmei com o Eduardo Mano em um evento que ele participou. Com o Bruno Lima, filmei aqui na minha cidade mesmo, na igreja onde ele frequenta. No caso do Filipe Leitão e do João Victor, contei com a ajude de um grande amigo, Alan Cristie, que conseguiu um pessoal que emprestasse um equipamento e fez as entrevistas para mim, em Niterói e no Rio.

Depois disso, entrou a fase de edição. Eu não sou editor profissional, então deu uma trabalheira. Passei um bom tempo de frente para o computador, mas creio que o trabalho ficou bom. Sei que as falhas técnicas são muitas, mas a mensagem sobressai a tudo isso.

Como esta a recepção do documentário junto ao público?

Muito boa! O número de acessos foi muito acima do que eu esperei, de verdade. Eu estava me preparando para que este fosse um documentário fracassado (risos), mas Deus desejou levar a mensagem para muita gente. E não são só números, a quantidade de testemunhos que tenho recebido tem me humilhado diante da graça de Deus. Pastores de congregações de 10 membros, missionários na Irlanda, capelães hospitalares e muitos outros anônimos que estavam desanimados e encontraram mais forças para continuar. Deus tem sido muito bom em popularizar o projeto.

Tem ideia para outros projetos relativos?

Sim. Já estou pensando no tema do próximo trabalho, mas não posso divulgar ainda.
O documentário foi focado em mostrar algo para os que o virem, mas como ele tocou em você? Quais partes mais te marcaram?
As quatro entrevistas principais tocaram minha alma de modo especial, uma por uma. Apesar de eu já conhecer a história de todos eles, ouvi-los falando me encorajou ainda mais para continuar no ministério. Cada detalhe foi muito especial para mim, mas se eu pudesse citar qual parte mais me marcou, eu citaria a entrevista com o Bruno Lima, uma vez que servimos no mesmo ministério de missões há alguns anos.

Tem mais alguma coisa que gostaria de acrescentar?

Acho que não. Creio que seria bom deixar claro que a ideia do documentário é mostrar que devemos ser féis ao ministério, quer famosos ou anônimos, quer amados ou odiados, quer com sucesso ou fracasso. A nós, cabe sermos fiéis. O alcance está totalmente na mão de Deus. Uma igreja que não cresce pode sim estar cometendo algum erro, mas não podemos achar que toda igreja fiel vai crescer. A Bíblia nunca prometeu isto.

Grande abraço!

Ministérios Fracassados
Entrevista: Documentário evangélico surpreende ao mostrar “Ministérios Fracassados” que agradam a Deus. Assista na íntegra

Por Tiago Chagas, para o Gospel+

Fonte: 
http://noticias.gospelmais.com.br/documentario-ministerios-fracassados-agradam-deus-44475.html

NOVO CÓDIGO PENAL: UM PRESENTE DE GREGO






Imagine uma menina que se apaixona pelo vizinho. Ela tem apenas 12 anos e o homem tem 40. Se o Novo Código Penal for aprovado, ninguém poderá impedir que a criança vá até a casa do vizinho após a aula para manter relações sexuais com ele. A criança terá o “direito” de fazê-lo. 

O Novo Código Penal prevê outros “direitos”. Seguindo o exemplo acima, se a menina de 12 anos engravidar do vizinho adulto ela poderá abortar seu feto, até o 3° mês de gestação, caso ateste, por meio de laudo assinado por médico ou psicólogo, que não tem condições de ser mãe. Não será difícil provar que uma criança não tem condições de encarar os desafios da maternidade. 

As propostas elaboradas pela Comissão Especial de Juristas com o objetivo de “modernizar” a legislação brasileira também incluem brechas jurídicas para o cultivo e transporte de drogas em todo território nacional, o que na prática viabiliza o comércio de entorpecentes. 

O documento elaborado por um grupo de 15 juristas para atualizar o septuagenário Código Penal é tão nefasto que até parece roteiro de filme de terror. O problema é que ele é de verdade e, neste exato momento, está em discussão para aprovação no Congresso Nacional. 

“A legislação de 1940 foi à fotografia de uma época. Hoje vivemos um novo momento histórico. Nós estamos atrasados e não podemos mais conviver com a legislação anterior à Constituição de 1988. É imprescindível um novo código penal”, declarou o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que pediu rapidez na aprovação do documento no Congresso.

Os deputados e senadores que integram a Frente Parlamentar Evangélica concordam com o ministro da Justiça sobre a necessidade de atualizar a legislação com um novo código. Mas eles se opõem ao excesso de “modernização” que está presente na maior parte do documento.

A Frente Evangélica avalia que o Novo Código Penal extrapola o campo jurídico para invadir os lares, roubando das famílias um papel que sempre lhes foi natural: o de protetoras e disciplinadoras das novas gerações. O documento retira dos pais o direito de proteger e disciplinar seus filhos, afinal, aos doze anos qualquer criança será sexualmente autônoma.

Para o senador Magno Malta, tão ruim quanto o conteúdo proposto é a postura dos autores do documento, que não consultaram a população ou seus representantes. “Os juristas dizem que o texto foi amplamente debatido. Foi debatido com quem? Os que debateram pensam o mesmo que eles! Isso não é debater; é simplesmente trocar figurinhas”, protestou o senador. 
A forma apressada com a qual o projeto foi levado para votação no Congresso causou estranhamento não apenas nos parlamentares evangélicos. O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, manifestou preocupação com o pouco tempo disponibilizado para a discussão e aprovação do Novo Código Penal.

“Não é possível votar ‘a toque de caixa’ as cerca de 500 mudanças propostas para o novo Código Penal. Preocupa-nos a votação apressada dessa legislação e sem a análise detida de suas prováveis repercussões na vida dos cidadãos. Nós precisamos de uma discussão mais aprofundada, o prazo que está sendo oferecido é muito curto”, disse o presidente da OAB.



  

                          O que muda com o Novo Código Penal


Aborto

O Novo Código Penal amplia as possibilidades para que uma mulher gestante possa realizar abortos sem que a prática seja considerada crime. Uma mulher poderá interromper a gravidez, até 12 semanas de gestação (terceiro mês), caso um médico ou psicólogo avalie que ela não tem condições "para arcar com a maternidade".

Eutanásia

Não será considerado crime quando o médico, enfermeiro ou agente público deixar de fazer uso de meios artificiais para manter a vida do paciente. Quando a doença for irreversível e houver consentimento da família, os médicos poderão desligar os aparelhos do paciente.

Pedofilia

A redução da idade de consentimento sexual de 14 para 12 anos permite que crianças mantenham relações sexuais com adultos sem que isso seja configurado como pedofilia já que, a partir dos doze anos, elas serão consideradas capazes de escolher parceiros sexuais.

Drogas

No caso das drogas, o texto aprovado diz que a substância para uso pessoal será assim classificada quando a quantidade apreendida for suficiente para o consumo médio individual por cinco dias. Na prática, as pessoas terão direito de carregar entorpecentes no bolso.

Absurdos jurídicos

É difícil acreditar nas contradições presentes no Novo Código Penal. Mas uma leitura apurada revela que o documento oferece proteção especial aos passarinhos e às espécies silvestres, enquanto nega o mesmo nível de amparo às crianças e adolescentes. É só comparar os artigos.

O artigo 338 (parágrafo segundo) determina que “quem danificar, modificar, prejudicar ou destruir criadouro de espécies silvestres” estará sujeito a pena de 2 a 4 anos de prisão. Já o artigo 488 determina que “quem privar criança ou adolescente de liberdade, mantendo-as em cárcere privado” estará sujeito a pena de seis meses a 2 anos de prisão.

“O Novo Código Penal entende que destruir ninho de passarinho é mais grave do que manter uma criança em cárcere privado”, notou o deputado federal Roberto de Lucena. Na condição de vice-presidente da Frente Parlamentar Evangélica, ele tem chamado a atenção dos colegas parlamentares e da população para as ameaças à dignidade humana presentes no projeto.

Da tribuna da Câmara Federal, o deputado Roberto de Lucena fez discursos contundentes contra o documento. O parlamentar considera necessária a atualização da legislação para dar respostas à sociedade sobre novos temas como, por exemplo, os crimes cibernéticos, mas se opõe ao texto atual em razão das contradições que colocam em risco a vida e a dignidade.

E elas são muitas. Se as crianças não escapam ilesas à insensibilidade sistemática dos autores do Novo Código Penal, ao menos no que se refere à proteção da espécie humana, tampouco escapam os idosos. O artigo 389 determina que quem “adquirir ou vender ovos, penas, peles e couros de espécies da fauna silvestre” estará sujeito a pena de 2 a 3 anos de prisão.

Porém, de acordo com o artigo 478, quem “abandonar idoso ou não prover suas necessidades” estará sujeito a pena de seis meses a três anos de prisão. Em outras palavras, vender um ovo de animal silvestre será um crime mais grave do que deixar um idoso morrer de fome.

É como se os juristas da Comissão Especial estivessem praticando um especismo (preconceito de espécie) às avessas: concederam direitos aos animais e, ao mesmo tempo, negligenciaram aos seres humanos. O mais evidente no texto, contudo, é a relativização da vida.  

“Não há nenhuma justificativa para que abramos a porta da legislação para o absurdo. Sob nenhum argumento podemos nos esquecer da essência do ser humano, o direito a vida. A defesa dela é essencial na reforma do Código Penal. A vida é o bem maior que temos e, por consequência, sua defesa deve ser nosso compromisso máximo”, disse Roberto de Lucena.



                                        Salve os ratos, aborte os bebês


Para não questionar a sanidade mental dos autores do texto, alguns especialistas em Direito Penal têm imaginado causas mais profundas para as contradições do documento. Uma das possibilidades é a de que os absurdos façam sentido dentro de determinada ideologia.

“Percebo que várias das propostas do Novo Código Penal vêm para atender aos anseios da intelectualidade. Não é raro, no ambiente acadêmico, encontrar pessoas que defendem o aborto como política de saúde pública e, ao mesmo tempo, entendem ser crime grave usar ratos como cobaias de laboratório. É uma inversão de valores intrigante”, destacou Janaina Conceição Paschoal, doutora em Direito Penal da Universidade de São Paulo (USP).

Em artigo na Folha de S. Paulo, Janaina Paschoal, livre-docente da Faculdade de Direito da USP, considerou o Novo Código Penal mais um manifesto ideológico do que um texto jurídico. “Não podemos transformar a lei penal, braço mais forte do Estado, em uma sucessão de bandeiras do politicamente correto”, escreveu a doutora em Direito Penal. 

O jurista René Ariel Dotti deixou a comissão responsável por elaborar o documento por discordar do andamento da reforma. Ele lamentou a pressa com a qual o texto foi elaborado e a influência de grupos políticos. René Dotti iniciou um movimento para derrubar o Novo Código Penal. O abaixo-assinado tem 3 mil assinaturas de juristas e advogados de todo País. 

Um dos contestadores é o prestigiado jurista Miguel Reale Júnior, ex-ministro da Justiça e considerado um dos expoentes do direito penal no Brasil. O especialista tem feito as críticas mais duras ao Novo Código Penal, que classificou como “uma obscenidade sem conserto”.

“Eu penso que seria vergonhoso para o Brasil ter um Código Penal com tantos erros e tão profundos. São erros de grande quantidade e gravidade. Há equívocos técnicos, imprecisão na utilização da terminologia jurídica, modificação de conceitos e tipos penais, enfim, é um código que envergonha a comunidade jurídica brasileira”, declarou o ex-ministro da Justiça. 

De todas as aberrações do documento, Miguel Reale Júnior destacou o artigo 394, que trata da omissão de socorro para animal. O doutor em Criminologia notou que um motorista que omitir socorro a um animal ferido na estrada pode sofrer pena de um a 4 anos de prisão. Mas quem omitir socorro a uma criança ferida ou abandonada pode amargar apenas um mês de cadeia.

“Isso significa que a pena por não prestar socorro a um animal é 12 vezes maior do que a pena de não prestar socorro a uma pessoa ferida”, observou. Para o ex-ministro da Justiça, a comissão especial não está defendo uma ideologia no documento. Os absurdos têm uma explicação mais singela: os juristas simplesmente são vítimas da própria ignorância.

“Há pessoas até muito amigas na comissão do Novo Código, mas que não têm experiência na área ou experiência legislativa. E faltou estudar. Eles estão trabalhando com teoria do Direito com absoluto desconhecimento técnico. São erros de tamanha grandeza que não é possível consertar, o remendo seria maior do que a obra” arrematou o ex-ministro da Justiça.


                                              A batalha no Congresso.
 



No final de agosto a Frente Parlamentar Evangélica se reuniu em caráter extraordinário com o senador Pedro Taques, que é o relator do projeto. Os congressistas evangélicos manifestaram suas preocupações quanto às mudanças e reclamaram do tempo curto para debatê-las.

O encontro reuniu lideranças cristãs de todo País, incluindo evangélicos e católicos, além de procuradores da República e juristas. Os especialistas em Direito Penal declararam que seria necessário, no mínimo, um período de dois anos para que o Novo Código Penal fosse votado com tranquilidade. Foi o suficiente para respaldar um ataque implacável ao documento.

“O que vemos no texto é um atentado à família, aos bons costumes e até mesmo à democracia do nosso País porque o documento beira a anarquia. Os notáveis juristas são progressistas. Não há como negar. Por serem progressistas, excluíram do documento todos os valores e tradições do nosso País”, esbravejou o deputado federal Marco Feliciano.

O deputado federal Roberto de Lucena também se manifestou contra a tentativa implícita no documento de legalização da pedofilia. “Eu quero chamar a atenção para a questão da redução da idade da vítima para fins de configuração de crime de estupro de vulnerável, de 14 para 12 anos. O que significa essa redução da idade penal? Não será mais considerada crime no Brasil a relação sexual com uma criança de 12 anos. O que significa isso? Ora, a legalização da pedofilia no Brasil. É um degradante movimento de auto desconstrução moral”, protestou.

O parlamentar, que também é idealizador do Movimento Nacional Contra Pedofilia, notou que a aprovação do Novo Código parece seguir um cronograma perverso.  “Nós estamos às vésperas da Copa do Mundo. Essa coincidência é outro fator de estranheza. O que motiva que se coloque à mesa uma proposta tão louca como essa justo agora?”, questionou.

Diante da reação incendiária, o relator Pedro Taques estendeu o período de apreciação do documento. Na prática, foi uma vitória da bancada evangélica. Mas enquanto os absurdos não forem eliminados do texto, a ameaça ao bom senso permanece. Por isso o deputado federal João Campos, presidente da Frente Evangélica, enfatizou que evangélicos e católicos estão trabalhando de forma orquestrada para impedir a aprovação do documento com o texto atual.
Mas há também forte pressão pela rápida aprovação do documento. Isso porque o projeto do Novo Código Penal tem como “padrinho” o senador José Sarney. Nos bastidores de Brasília, sabe-se que ele vai se aposentar e quer o documento aprovado logo para se imortalizar como autor da nova legislação brasileira.

“É um projeto do Sarney. E ele, como proponente, tem nisso uma agenda para se promover. Uma colega jurista que esteve em Brasília sugeriu que os senadores façam uma homenagem ao Sarney com uma bela estátua e não com o código penal”, ironizou Miguel Reale Júnior.

“José Sarney pouco se importa com o conteúdo do documento. Ele quer fazer do novo código penal o marco da sua passagem pela presidência do Senado. Mas a que preço? Nós vamos desconstruir a sociedade para atender a esse capricho? Não, o que vamos fazer é sepultar o novo código penal. Daremos então o recado aos notáveis progressistas de que a população brasileira é conservadora, ama os bons costumes e preza a família”, finalizou Marcos Feliciano.



ENTREVISTA ESPECIAL

“Cristãos estão sob ataque”
O doutor Zenóbio Fonseca, professor de Direito Penal na Universidade Federal Fluminense (UFF), no Rio de Janeiro, e ativista do Movimento Nacional Pró Vida, falou a Exibir Gospel sobre as implicações práticas da aprovação do Novo Código Penal com o texto atual.  

O que há de mais preocupante no documento?

De forma objetiva pode-se afirmar que o Novo Código Penal irá descriminalizar o aborto, assim como o infanticídio indígena. O documento também instituirá no Brasil a eutanásia e o suicídio assistido, assim como permitirá a criminalização da homofobia. O texto abre as portas para a legalização de prostíbulos, prostituição infantil e, enfim, a descriminalização do uso de drogas.

Qual é a maior afronta aos valores cristãos no documento?

O texto em si é um forte atentado não apenas aos valores morais dos evangélicos, mas para todo o segmento cristão e até aqueles não têm religião, pois o cerne da questão está na relativização do valor da vida humana, que é o maior de todos os princípios universais e naturais. Quando isto acontece todas as referências são destruídas. Os cristãos no Brasil estão diante do maior ataque sofrido nos últimos anos, que desta vez veio na forma de desafio jurídico, pois nesta reforma foram aglutinados tópicos que interferem diretamente na liberdade e exercício de crença, consciência, credo e culto.

O senhor poderia dar um exemplo de ameaça à liberdade religiosa?

O PLC 122/2006, que trata da criminalização da homofobia, está apensado a PL 236/2012 (projeto do Novo Código Penal), sendo incorporada no texto da reforma integralmente a criminalização da homofobia ou delito de opinião. É uma brecha para punir os que são contrários a visão do movimento homossexual, tornando a homofobia um crime inafiançável, que, no Novo Código Penal, é considerado um crime contra a humanidade.

Houve uma tentativa de descriminalizar o aborto?

Sim. O novo Código Penal traz no seu bojo algo gravíssimo que é a relativização do direito natural à vida e sua proteção desde a concepção. Esta é uma garantia constitucional inviolável presente no 5º artigo da Constituição, bem como prevista na Convenção Americana sobre Direitos Humanos, conhecida como Pacto de São José da Costa Rica, da qual o Brasil é signatário.  A convenção determina que o direito à vida deva ser protegido pela legislação em geral, desde a concepção.

O documento não reflete a sociedade brasileira?

Ficou claro que a comissão especial de juristas não considerou, na elaboração do documento, os diversos segmentos da sociedade brasileira. Além disso, os juristas indicados pelo Senado não cumpriram seu papel de discutir amplamente com a sociedade civil organizada a complexidade de todas as mudanças propostas e os impactos sociais causados, apesar de alardearem que em sete meses toda a sociedade teria sido ouvida.
  
 Fonte: http://www.exibirgospel.com.br

sábado, novembro 10, 2012

QUANDO OS ALICERCES BALANÇAM…



 O Brasil é o maior mercado consumidor mundial de crack e o segundo de cocaína e derivados. A ideia de alguns políticos de liberar as drogas é um delírio... ou uma traição


Não faltam motivos para preocupação no Brasil de hoje e, portanto, para que Nossa Senhora chore. A glória de ser a maior nação católica da Terra vai definhando a olhos vistos. E, pior, em grande parte pela ação de muitos daqueles que deveriam ser os paladinos da catolicidade.
Não nos referimos apenas aos numerosos bispos e padres que com pretexto de diálogo e de amor ao próximo põem de lado o caráter militante da Igreja e compactuam com o que há de pior. Mas também aos leigos católicos que se fecham sobre si mesmos e não enfrentam os desafios do mundo moderno, ou então se deixam levar de roldão pelos preceitos da moda.
Com isso tudo, a sociedade brasileira vai degringolando por vários lados, como um prédio em que os alicerces balançam. Apenas exemplificativamente, seguem alguns dados colhidos na imprensa diária.
*         *         *
Natalidade em declínio — Cada grupo de 10 brasileiras concebem, em média, 17 filhos durante a vida. A fertilidade no Brasil ficou menor do que no Reino Unido (19 filhos), na França (20) e nos Estados Unidos (20). Abaixo de dois filhos por mulher produz-se uma regressão populacional. O número de trabalhadores deve começar a cair na próxima década e, proporcionalmente, aumentar o número de velhos (“Folha de S. Paulo”, 10-9-12).

Drogas envenenam o País — O Brasil é o maior mercado consumidor mundial de crack e o segundo de cocaína e derivados. São assassinados, por ano, no Brasil, nada menos que 50 mil pessoas, uma média de 136 mortes por dia, índice de guerra civil. São vítimas na quase totalidade do crime organizado, que tem no tráfico de drogas seu epicentro. A ideia de alguns políticos de liberar as drogas é um delírio… ou uma traição (Idem, 8-9-12).

Dinheiro que a esquerda estudantil desvia — Entre 2006 e 2010 a União Nacional dos Estudantes (UNE), reduto do PC do B, e a União Municipal dos Estudantes Secundaristas (UMES), de São Paulo, receberam cerca de R$ 12 milhões dos cofres públicos destinados à capacitação dos estudantes. Investigação do Ministério Público aponta indícios de irregularidades graves nos convênios. Um procurador identificou o uso de notas fiscais frias para comprovar gastos e detectou que parte do dinheiro foi usada para farras: compra de cerveja, vinho, cachaça, uísque e vodca, bem como aquisição de búzios e velas para o culto, e até celulares (“O Globo”, 8-6-12; “O Estado de S. Paulo”, 10-6-12).

Estudantes analfabetos — No ensino superior brasileiro, 38% dos alunos não sabem ler e escrever plenamente. Você leu bem: não é no ensino básico nem no secundário, é no superior! São analfabetos funcionais (“O Estado de S. Paulo”, 17-7-12).

“Casamento” homossexual — A Câmara Municipal de Guarulhos aprovou o projeto de lei da vereadora do PT, Eneide de Lima, que instituiu o segundo domingo de junho como “Dia da União Homo afetiva”. O mesmo texto prevê que a Prefeitura realize na mesma data o “casamento” comunitário homossexual para “casais” que não tenham condições de arcar com as despesas (“Folha Metropolitana”, Guarulhos, 25-5-12).

Fonte: http://ipco.org.br/home/noticias/quando-os-alicerces-balancam?

O que será que a Igreja precisa fazer para acabar com isto???? Será que a Igreja pode fazer alguma coisa?