terça-feira, novembro 20, 2012

NAUM – O LIMITE DA TOLERÂNCIA DIVINA


ADMEP – ASSEMBLEIA DE DEUS – MINISTÉRIO ESTUDANDO A PALAVRA
EBD - ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL


DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO CRISTÃ


NAUM – O LIMITE DA TOLERÂNCIA DIVINA


25 de Novembro de 2012 – 4º TRIMESTRE



LIÇÃO 8 – NAUM – O LIMITE DA TOLERÂNCIA DIVINA / TEXTO ÁUREO / VERDADE PRÁTICA / INTRODUÇÃO







Texto áureo. “Disse mais: Ora, não se ire o Senhor que ainda só mais esta vez falo: se, porventura, se acharem ali dez? E disse: Não a destruirei, por amor dos dez” (Gn 18.32).

Verdade prática. No tempo estabelecido por Deus, cada nação, e cada indivíduo em particular, passará pelo crivo da justiça divina.

Introdução. Quando Naum anunciou o seu oráculo contra Nínive, já fazia um século e meio que Deus havia dispensado a sua misericórdia à grande, poderosa e perversa cidade. No tempo de Jonas, o Senhor compadecera-se dos ninivitas, poupando-os de iminente destruição. Infelizmente, o tempo passou e eles vieram a se esquecer do perdão divino, voltando a pecar contra Deus. Por isso, o profeta Naum proclama a ruína inevitável de Nínive. Agora, o juízo divino é irreversível!

_________________________


Referência bibliográfica

Revista Lições Bíblicas. OS DOZES PROFETAS MENORES, Advertências e Consolações para a Santificação da Igreja de Cristo. Lição 08 – Naum – O limite da tolerância divina. Texto áureo. Verdade prática. Introdução. Editora CPAD. Rio de Janeiro – RJ. 4° Trimestre de 2012.

LIÇÃO 8 – NAUM – O LIMITE DA TOLERÂNCIA DIVINA / I - O LIVRO DE NAUM





1. Contexto histórico. Naum, à semelhança de outros profetas menores, não possui biografia. Ele apresenta-se apenas como o “elcosita”. O reinado no qual profetizou não é mencionado (v.1b). As escassas informações de que dispomos ainda não são conclusivas. As opiniões dos eruditos são divergentes. Elas variam entre o assédio de Jerusalém, em 701 a.C, por Senaqueribe, rei da Assíria (2 Rs 18.13) até as reformas religiosas protagonizadas por Josias, rei de Judá, em 621 a.C. (cf. 2 Rs 22.1-23.37; 2 Cr 34.1-35.27).

a) Origem do profeta. Alguns estudiosos acreditam que “elcosita” (v.1c) refere-se a uma cidade da Assíria, situada a 38 quilômetros de Nínive, em Al-kush, ao norte do atual Mossul, Iraque. Tal informação é a menos provável, visto que, desde a antiguidade, a cidade de Cafarnaum — na Galileia, casa de Jesus (Mt 9.1; Mc 2.1), cujo nome significa “aldeia de Naum” — é apontada como local de nascimento do profeta.

b) Período aceitável. Em 612 a.C. a cidade de Nínive foi destruída. A profecia menciona também o desmoronamento de Nô-Amon como fato comprovado historicamente (3.8-10). O rei assírio, Assurbanípal, destruiu a cidade egípcia de Nô em 663 a.C. De acordo com essas informações, podemos considerar 663 a 612 a.C. como um período histórico significativo para situarmos o ministério profético de Naum.

c) Nínive (v.1). Nínive era a antiga capital do império assírio. Suas ruínas estão localizadas ao norte do Iraque. É uma das cidades pós-diluvianas fundada por Ninrode, descendente de Cuxe (Gn 10.8-11), por volta de 4500 a.C. — tornando-se proeminente antes de 2000 a.C. O rei assírio, Senaqueribe (705 - 681 a.C), fortificou a cidade, garantindo assim o apogeu da capital assíria.

O Senhor refere-se a ela como a “grande cidade” (Jn 1.2; 3.2). A crueldade do povo ninivita era indescritível e essa foi a fama que os acompanhou durante toda a história.


2. Estrutura. O “Livro da visão de Naum” (v.1b) consiste em três breves capítulos. O capítulo 1 divide-se em duas partes principais: a primeira é um salmo de louvor a Jeová (vv.2-8); a segunda, num estilo poético, anuncia o castigo dos seus inimigos (vv.9-14), sendo que o versículo 15 é parte do capítulo 2 na Bíblia Hebraica. O segundo capítulo anuncia o assédio e a destruição de Nínive. E o terceiro o “boletim de ocorrência” dos motivos de sua queda.

3. Mensagem. O tema do livro é a “queda de Nínive”. A expressão “peso de Nínive” (v.1a) proclama o início de sua ruína. O substantivo hebraico para “peso” é massa que significa “carga, fardo, sofrimento” (Êx 23.5; Nm 11.11,17) bem como “sentença pesada, oráculo, pronunciamento, profecia” (Hc 1.1; Zc 9.1; 12.1). Ela aponta para a proclamação de um desastre (Is 14.28; 23.1; 30.6).


_________________________


Referência bibliográfica

Revista Lições Bíblicas. OS DOZES PROFETAS MENORES, Advertências e Consolações para a Santificação da Igreja de Cristo. Lição 08 – Naum – O limite da tolerância divina. I O livro de Naum. 1. Contexto histórico. 2. Estrutura. 3. Mensagem. Editora CPAD. Rio de Janeiro – RJ. 4° Trimestre de 2012.

LIÇÃO 8 – NAUM – O LIMITE DA TOLERÂNCIA DIVINA / II - TOLERÂNCIA E VINDICAÇÃO / III - O CASTIGO DOS INIMIGOS / CONCLUSÃO






1. Vingança (v.2). A mensagem de Naum é o juízo divino sobre Nínive. Aqui, sobressaem os atributos divinos pertinentes ao tema. O verbo hebraico naqam, “vingar-se, tomar vingança”, aparece três vezes só neste versículo e precisa ser devidamente compreendido. Vingança é o castigo imposto por dano ou ofensa; diz respeito a infratores contumazes da lei divina. Visto que a vingança pertence a Deus (Sl 94.1), contra eles está o justo “Juiz de toda a terra” (Gn 18.25).

2. Longanimidade. Deus é compassivo e “tardio em irar-se” (v.3a), pois a longanimidade divina espera o arrependimento do pecador (Rm 2.4-6). Todavia, isso não é sinônimo de impunidade, pois a justiça do Eterno não permite tomar o culpado por inocente. Uma vez que Nínive persistiu em sua maldade e a Assíria construiu o seu império pela violência e desrespeito aos direitos humanos, massacrando muitos povos, dentre eles o de Judá e o de Israel, agora essas mesmas nações se alegrarão com a queda e a humilhação da cidade maléfica (3.5-7).

3. O poder de Deus. As descrições poéticas dos atributos divinos estão ligadas ao poder e a majestade de Deus (1.3-8). O profeta declara que o Senhor “tem o seu caminho na tormenta e na tempestade” (v.3). Em linguagem metafórica, o poder, a grandeza e a majestade do Senhor são descritos através da força da natureza. Essas descrições mostram que a espera do Eterno em punir os ninivitas não se deu por falta de poder, mas por causa de sua longanimidade.







1. Quem são os “inimigos”? Os assírios eram os “inimigos” e a expressão “peso de Nínive” (v.1) — referindo-se à capital da Assíria — o confirma. A ausência da indicação desse povo (vv. 9-14) também ensina as nações, ao longo da história, que sentenças similares às da Assíria são aplicáveis a qualquer povo que se levantar contra Deus. Por essa razão a queda dos assírios foi definitiva (v.9).

2. O estilo de Naum. O livro do profeta Naum é rico em metáforas. O exército assírio é comparado a um emaranhado de espinhos e aos bêbados embriagados com vinho (v.10), significando que Deus enfraqueceu o poder de Nínive e que os ninivitas são uma “presa fácil”. Por esse mesmo motivo, Nabopolassar, rei de Babilônia e pai do rei Nabucodonosor, entrou na cidade em 612 a.C. sem resistência alguma dos assírios.

3. Reminiscências históricas? Alguns expositores bíblicos pensam que o “conselheiro de Belial” (vv.11,12) é uma referência a Senaqueribe (2 Rs 18.13). É verossímil que o versículo 14 pareça aplicar-se a ele (2 Rs 18.36,37), pois a reminiscência histórica é comum em muitas mensagens proféticas. Entretanto, não é o que parece aqui, pois provavelmente a expressão “mais ninguém do teu nome seja semeado” (v.14), aluda à falta de herdeiro no trono, denotando o fim do império. Tal sentença indica o caráter definitivo do castigo divino.


4. A consolação de Judá. Assim como a profecia de Obadias era contra Edom, mas a mensagem era para Judá, semelhantemente ocorre aqui, conforme a declaração profética: “serão exterminados, e ele passará; eu te afligi, mas não te afligirei mais” (v.12). Essa abrupta mudança da terceira para a segunda pessoa indica a mensagem de esperança para Judá. O castigo de Judá é corretivo. O povo ainda achará o favor divino (v.13). Mas o juízo dos assírios é final, por haverem eles rejeitado a misericórdia que o Deus de Israel, gratuitamente, lhes havia oferecido através de Jonas.



Conclusão. Assim como o juízo divino puniu a capital da perversa Assíria, assim também acontecerá no dia da ira de Deus, quando Ele punirá a todos, indivíduos e nações, que, rejeitando a sua misericordiosa graça, perseveraram na prática do mal.

Nesse dia, todos prestarão contas de seus atos diante dEle. É o que adverte o próprio Senhor através de seus profetas. Contudo, a porta da graça está aberta, oferecendo gratuitamente, a toda as nações, ampla oportunidade de arrependimento e salvação através de Jesus Cristo (2 Pe 3.9).





_________________________


Referência bibliográfica

Revista Lições Bíblicas. OS DOZES PROFETAS MENORES, Advertências e Consolações para a Santificação da Igreja de Cristo. Lição 08 – Naum – O limite da tolerância divina. II Tolerância e vindicação. 1. Vingança (v.2). 2. Longanimidade. 3. O poder de Deus. III O castigo dos inimigos. 1. Quem são os inimigos? 2. O estilo de Naum3. Reminiscências históricas? 4. A consolação de Judá. Conclusão. Editora CPAD. Rio de Janeiro – RJ. 4° Trimestre de 2012.



LEMA:


 “Dá instrução ao SÁBIO, e ele se fará mais SÁBIO; ensina ao JUSTO, e ele crescerá em ENTENDIMENTO”. (Provérbios 9. 9).

Não Falta a Próxima Aula!  - Sua falta entristece o nosso coração!

DEC - Departamento de Educação Cristã

Professora, Danielle Ferraz.

Gestora: Pastora, Maria Valda.

ADMEP


segunda-feira, novembro 19, 2012

CONHEÇA O SIGNIFICADO DO LOGOTIPO DA PORTAS ABERTAS


1. O sinal Icthus


Icthus

Este sinal foi usado como uma forma secreta de comunicação entre os cristãos do início da Igreja dentro das catacumbas romanas. Eles entalhavam este sinal nas paredes para que se identificassem com outros cristãos.  


Do grego: 
I esous = Jesus
C hristos = Cristo
Th eous = de Deus
U ious = Filho
S oter = Salvador

A sigla pronunciada como palavra significa "peixe", daí o uso do desenho. 

2. O arame farpado
Arame farpado 


O arame farpado representa as pessoas que estão nas prisões ou em campos de trabalhos forçados, pessoas que perderam a sua liberdade.
A preocupação da Portas Abertas é com aqueles irmãos e irmãs que estão atrás dos arames farpados porque creem e servem ao Senhor Jesus Cristo.
A combinação do arame farpado e do peixe Icthus entrelaçados, faz com que o logo seja único: expressa a terrível situação atual dos cristãos em muitos países e possui uma conexão com a origem da história da Igreja. 
3. A rocha
Rocha vazia

A rocha é frequentemente usada na Bíblia como figura para referir-se a Deus e a Cristo.
Como Rocha, Deus é o Criador, a força, a proteção, o refúgio e a salvação do Seu povo. 
No Novo Testamento, Cristo é a Rocha de onde o Espírito da vida flui, a fundação da Igreja e sua pedra angular. 
4. Entalhando a rocha
Entalhando a rocha


Entalhar um símbolo numa rocha não é fácil. Leva tempo e perseverança.
Viver como cristão em países fechados à pregação do evangelho, com pouca ou nenhuma liberdade religiosa, é também muito difícil.
Ainda hoje, cerca de 100 milhões de cristãos sofrem perseguição e outros milhões sofrem discriminação apenas porque são seguidores de Jesus Cristo.
Lembre-se 

Quando você vir o logo do Ichtus esculpido na pedra e com um arame farpado em seu dorso lembre-se: 


  • Assim como acontecia no início da História do cristianismo, ainda hoje os cristãos são perseguidos por causa de sua religião.

  • Os cristãos perseguidos de hoje, como os de ontem, têm que se comunicar de forma secreta.

  • A Portas Abertas existe como uma organização que ajuda os cristãos perseguidos a enfrentar e lidar com as oposições e pressões que lhes são impostas.
Fonte: http://www.portasabertas.org.br/about/logotipo/

A MELHOR ESCOLA DO MUNDO







 “Muito mais importante do que a opinião sobre a Bíblia é a dedicação de tempo para ler, ouvir e estudá-la”.

A Bíblia diz que a fé vem do ouvir a palavra, a saber: “A palavra de Deus”. Esta palavra é o alimento espiritual completo para todo crente. Romanos 10:17. O crente precisa compreender que o seu crescimento espiritual depende também da sua alimentação. O homem espiritual precisa estar imune a todo tipo de falsos dogmas e heresias e comercio da fé. Lembra-se da exortação que o apóstolo Pedro disse em 2 Pedro 2:1-2, 2 e Pedro 3: 16-18.

Nem sempre “fast food espiritual” vai suprir o alimento sólido e necessário que o homem espiritual tanto precisa. Alimentando-se apenas uma vez por semana, ou deixando de se alimentar, vai comprometer a sua saúde e crescimento espiritual. Reflita neste assunto e passe a frequentar a melhor escola do mundo, a escola dominical. Quanto mais estudamos a Bíblia e buscamos aprender a sua palavra, mas crescemos, mas conhecemos a Deus. Então conheçamos, e prossigamos em conhecer ao SENHOR (Oséias 6:3ª).

 “É na Escola Bíblica Dominical que começamos a caminhar na Palavra de DEUS.”

Como seria bom se todos os crentes fossem à escola dominical, como seria bom vê-los crescendo em graça e em conhecimento. Infelizmente vemos cada vez mais igrejas (denominações) tirando até a “escola dominical” de sua liturgia. Muitos crentes usam a desculpa que eles não sentem falta da escola dominical, pois estudam a Bíblia em casa. Podemos e devemos estudar a Bíblia em casa, mas seja franco, em casa existem muitos motivos e muitas distrações para que você deixe sua Bíblia de lado. Ou não é verdade?

Crescemos na graça e no conhecimento quando estudamos e aprendemos a Bíblia, também crescemos quando aprendemos uns com os outros, pois a comunhão e as experiências passadas por outros irmãos nos fazem crescer espiritualmente e capacita-nos para enfrentar as adversidades que surgirão.

Todo este alimento que tanto você precisa para crescimento está disponível aos domingos é encontrado na Escola Bíblica Dominical.

Por Josiel Dias
IEC Alcântara

Fonte: http://iecaalcantara.blogspot.com.br

IMPEDIMENTOS QUE O INIMIGO QUER IMPOR A OBRA MISSIONÁRIA







Êxodo 8. 1

Introdução: O povo [igreja] no Egito [distraído com o mundo] não serve a Deus de forma completa. Deus quer usar os Moisés [líderes] para tirá-los do comodismo.

Argumentos do Inimigo

1.         Nesta Terra [aqui]: v. 25. O inimigo tem conseguido confundir crentes e até pastores a respeito da interpretação correta de At 1.8.

2.       Não vades longe v. 28. O inimigo é insistente [Lc 4. 13]; ele quer  adiar a sua derrota final [Mt 24. 14]. Ele diz: “Para que ir para Ásia, África, Europa, Oriente Médio? Fique no Brasil, ou vá só a América do Sul ou do Norte”. [Obs.: não quer dizer que não devamos enviar obreiros a estes lugares, mas não somente enviar para estes lugares].

Situação dos povos não alcançados: Adorando a ratos, baratas, ancestrais mortos, reencarnação, transmigração, fome, guerras tribais, miséria, frieza espiritual, etc.

Como podemos ficar e não ir longe: Ap 5.9, 10; 7.9, 10; Mc 16. 15; Mt 28. 19, 20.

3.       Só os homens.  - 10. 7 -11 [Exceto mulher e criança]. As mulheres são maioria no campo missionário. Não podemos discriminá-las. As mulheres estavam na adoração a Jesus, na crucificação, na sepultura, etc. Mulheres e crianças podem fazer muito pela obra missionária.

4.       Fique o vosso rebanho. 10. 24. Rebanho representa riquezas, recursos, se o povo saísse sem eles retornaria rapidamente.  Falta de recursos tem sido as causas de retorno de grande parte de missionários. Eles têm ido sem gado e ovelhas, ou seja, sem o apoio financeiro da igreja.

Conclusão: Cada líder deve estar disposto a aceitar o chamado de Deus e a sua visão missionária, e assim, obedecer ao que o Senhor disse a Moisés: “Levanta-te pela manhã cedo, põe-te diante de Faraó e dize-lhe: deixa ir o meu povo para que me sirva.” [Êxodo 8.20], e ainda 10. 9, 26. Quando há disposição, união, Deus opera milagres [12. 50,51].

Fonte: Jornal: Paixão pelas Almas – Texto de Júlio Cezar J. Machado.

PARA A IGREJA, O QUE SIGNIFICA A MUDANÇA DE LIDERANÇA DA CHINA?



China Novo presidente.jpg


Líderes da Igreja chinesa não esperam por grandes mudanças após o resultado das eleições. "Enquanto nós nos comunicamos bem com o governo, só queremos que eles nos deixem em paz", expressa o líder de uma igreja não registrada. Essa é a opinião de muitos de seus colegas. "Todos os contatos da Portas Abertas nos passam essa mesma mensagem", acrescenta Yun.

Xiao Yun continou: "Os líderes do Partido Comunista não são democratas. Eles querem permanecer no poder, mesmo depois de deixar sua posição oficial. Isso significa que eles se certificam de selecionar sucessores que tenham a mesma visão que eles. Por exemplo: havia um político que foi preso por acusações de corrupção. Quando Bo Xilai tornou-se prefeito de Chongqing, ele utilizou um modelo comunista em sua maneira de governar. Ele era um membro candidato para o Politburo, mas era corrupto e queria voltar aos velhos tempos do comunismo. Os líderes entenderam que ele precisava ser interrompido e, por isso, ele não foi eleito. Portanto, não há razão para supor que os novos líderes devam interromper o caminho pelo qual a China está percorrendo". 


Esse caminho conduz para novas políticas que visam fortalecer a economia, promover medidas contra a corrupção e, em pequena escala, estabelecer reformas no âmbito político. "Ao olhar para a China durante um período de dez anos, é possível perceber mudanças drásticas. Mas, de ano para ano, as transformações não são tão grandes", explica Yun. "Por enquanto, a Igreja chinesa espera poder continuar crescendo em tamanho e em profundidade. O governo deve se manter vigilante, isso é certo, mas a opressão severa é algo do passado. Eu gosto de dizer que o governo está melhorando, mas, por outro lado, ainda há alguns cristãos na prisão por causa de sua fé. Seguidores de Jesus estão entre os 400 grupos minoritários (oficialmente classificados em 56 categorias) que ainda são perseguidos pela sociedade e, por vezes, pelo governo."
A maioria dos cristãos, no entanto, experimenta essa liberdade crescente. De acordo com líderes de igrejas não registradas, o materialismo é, hoje, uma ameaça muito maior para o cristianismo do que a perseguição.

Efeito nas Igrejas em todo o mundo


O crescimento da Igreja e a possibilidade de diálogo com o governo não faz a mudança de liderança da China insignificante para os cristãos. Na verdade, talvez mais do que os seus antecessores, Xi e seu regime podem afetar a Igreja em todo o mundo. Desde a década de 1990, a China tem expandido gradualmente a sua influência no exterior e se tornou um jogador importante na arena política. Através da diplomacia e de investimentos, o país tem garantido recursos naturais e construído alianças com regimes, muitas vezes, questionáveis​​, como o presidente do Sudão, Omar al-Bashir e a junta de Mianmar.

A China pode ter passado por grandes mudanças nos últimos 30 anos, mas ainda não é uma democracia e nem quer se tornar uma. De fato, supostamente, o regime tem pesquisado as revoluções no mundo árabe com o objetivo de evitar algo semelhante no país. Estabilidade e crescimento econômico são os valores centrais da China. E isso pode ser um exemplo para outros países onde os direitos humanos são violados e os cristãos são perseguidos. A forma como a China lida com minorias, opositores políticos e grupos religiosos podem ser copiada - pelo menos até certo ponto - em países como Sudão, Mianmar e até mesmo Coreia do Norte. Autoridades chinesas vão para países e áreas onde os seus homólogos ocidentais não podem, por causa das relações diplomáticas e acordos comerciais que a China alcançou. 
"Isso significa que a questão não deveria ser: Como a mudança de liderança afeta a Igreja?", diz Xiao. "A pergunta certa a se fazer é: Como a Igreja chinesa pode influenciar a liderança do país? A Revolução Cultural demoliu valores importantes em nossa cultura. As pessoas estavam acostumadas a cuidar uns dos outros. Agora vivemos em uma sociedade de sobrevivência. O dinheiro tornou-se o novo presidente, ditando cada aspecto da vida. A Bíblia tem outros valores para oferecer, como amar um ao outro, abster-se de imoralidade e ajudar aqueles que se encontra em necessidade. É responsabilidade da Igreja transmitir esses valores para o povo chinês. Se a Igreja for capaz de influenciar a nossa sociedade, será capaz de influenciar a nossa liderança e, assim, todo o mundo. Um dos nossos programas atuais mais importantes na Portas Abertas concentra-se em ajudar a Igreja na incorporação de valores cristãos e aqueles que vivem fora. Isso pode mudar a sociedade chinesa e a nossa liderança. É o melhor que podemos fazer na China para ajudar nossos irmãos e irmãs que são perseguidos no exterior", concluiu.

*O nome foi alterado para a segurança do cristão


 Fonte: http://www.portasabertas.org.br/noticias/