sábado, agosto 31, 2013

  



ADMEP – ASSEMBLEIA DE DEUS – MINISTÉRIO ESTUDANDO A PALAVRA

EBD - Escola Bíblica Dominical

Departamento de Educação Cristã


A RESPONSABILIDADE SOCIAL DO CRISTÃO


01 de Setembro de 2013


TEXTO ÁUREO

“Tu crês que há um só Deus? Fazes bem; também os demônios o creem e estremecem (...) Porque, assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta.
 (Tiago 2. 19, 26)


 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE:

Lv 19.9, 10; 25.35; Êx 22.22, 23; Mt 26.11; Lc 14.13, 14; Tg 2.15,16



Objetivos

Conhecer as orientações que Deus deu ao Seu povo quanto ao socorro aos necessitados;

Entender que, como crentes em Cristo, temos o dever de cuidar dos necessitados;

Reconhecer que a Igreja de Cristo tem responsabilidades sociais, mesmo que estas não sejam sua prioridade.



Palavra Introdutória: Neste mundo, onde há tanto ricos como pobres, frequentemente os que tem abastança material tiram proveito dos que nada tem, explorando-os para que os seus lucros aumentem continuamente (Sl 10.2,9,10; Is 3.14,15; Am 5.12-14). A Palavra de Deus tem muito a nos dizer sobre a responsabilidade social do cristão.  A atividade da Igreja se direciona em dois sentidos: vertical - adoração, autoridades espirituais; horizontal - servir ao próximo, atividades filantrópicas e sociais. Por isso Deus estabeleceu ministérios na Igreja. Que Deus traga a nossa vida um verdadeiro avivamento que nos faça amar o próximo em obras não somente em palavras e que haja verdadeira manifestação de seu Reino (Tg 2.19,26).


 


I.        AS RESPONSABILIDADES SOCIAIS ESPECÍFICAS DOS CRISTÃOS

• Responsabilidades Pelos Seus.

1. Prover Para Si Mesmo – o modo apropriado de amar a si mesmo é prover as necessidades básicas para sua própria existência. A Bíblia nos mostra a preocupação de Paulo em não ser pesado a ninguém, por isso trabalhava dia e noite ( 2 Ts 3:7,8). Destarte, uma das coisas mais importantes que cada homem capaz pode fazer em prol dos outros, é ganhar a sua própria vida.


2. Provendo Para Sua Família – Existindo em sua família aqueles que não são capazes de prover para si mesmos (órfãos, viúvas, crianças, dependentes) é sua responsabilidade social prover por elas. (1 Tm 5:8)


3. Provendo Para Seus Irmãos Crentes – A Bíblia é clara quanto a responsabilidade social pelos irmãos na fé, ressaltamos aqui a ênfase de Tiago sobre este aspecto: “Se um irmão ou irmã estiverem carecidos de roupa, e necessitados do alimento cotidiano, e qualquer dentre voz lhes disser: ‘ide em paz, aquecei-vos, e fartai-vos’, sem, contudo, lhe dardes o necessário para o corpo, qual é o proveito disso?” (Tg 2:15, 16)

 A Responsabilidade Social Para Com Todos os Homens

1. A Responsabilidade Social Pelos Pobres – A bíblia ensina que é moralmente errado explorar os pobres, e moralmente certo ajudar os pobres. Quer sua necessidade seja o alimento, roupas, ou abrigo, o crente é moralmente obrigado a ajudar a satisfazê-la.

2. A Responsabilidade Social às Viúvas e Órfãos – A obrigação que os cristãos tem para com as viúvas e os órfãos pode ser aplicada, por extensão, a outras pessoas necessitadas tais como as deficientes, as desabrigadas, e as indefesas. O princípio da responsabilidade social é que há uma obrigação para ajudar os outros que não podem ajudar a si mesmos.

3. A Responsabilidade Social aos Escravos e Oprimidos – numa palavra, a obrigação do cristão aos escravos é ajudar a liberta-los dos seus opressores, políticos, econômicos, ou de outros tipos.

4. A Responsabilidade Social aos Soberanos e Governantes – é um dever tríplice: deve obedecer-lhes, honrá-los e pagar impostos.

5. A Responsabilidade Para Promover a Paz e a Moralidade  os cristãos estão encarregados com uma responsabilidade especial diante de todos os homens “antes de tudo, pois,” escreveu o apostolo, “exorto que se use a pratica de suplicas, orações, intercessões, ações de graças, em favor de todos os homens… para que vivamos uma vida tranquila e mansa, com toda piedade e respeito. O cristão, pois, deve fazer tudo quanto puder para ser um embaixador da paz na sociedade. Seja qual for o papel mediador que desempenhar para unir os homens, seja por intercessão à Deus, seja por negociações com os homens, o cristão deve levar esta obra adiante.


Podemos aprender sobre as faces da responsabilidade social do cristão, agora nosso enfoque será no que tange a questão dos pobres necessitados.


II.     A CAUSA DOS POBRES NAS ESCRITURAS




Deus tem expressado de várias maneiras seu grande zelo pelos pobres, necessitados e oprimidos.

1.   No Antigo Testamento.

O Senhor instituiu leis específicas por meio de Moisés, para garantir a sobrevivência do pobre e do necessitado (Lv 23.6; Dt 15.1-4,11).  Seguem as leis referentes ao amparo aos pobres e necessitados:


   Alimento Para o Pobre A lei da respiga: durante a estação da colheita, os grãos que caíssem deviam ser deixados no chão para que os pobres o recolhessem (Lv 19.10; Dt 24.19-21);


  Amparo ao Pobre  cancelamento das dívidas depois de sete anos (Dt 15.1-6), referente ao empréstimo (Dt 5.7-11); o ano do jubileu (a cada cinquenta anos), ocorria a devolução das propriedades que foram penhoradas na dívida (Lv 25.8-55), o amparo ao que ficasse pobre (Lv 25.35,36);


   A Causa dos Órfãos e das Viúvas  Deus mostra o quanto se importa com os oprimidos (Dt 24.17,19; 26.12,13; Dt 27.19).

Num período em que Lei de Deus era abandonada, e os líderes do povo estavam desviados, Deus levantou os profetas, que foram usados poderosamente pelo Espírito de Deus, afim de denunciar o pecado e egocentrismo imperante que trazia grande sofrimento aos pobres. Em consequência de tais ações, o Senhor proferiu palavras severas de juízo contra os ricos:

        A omissão a causa do órfão e da viúva, Deus vingará (Is 1.21-25);
        Ajuntar riquezas ilícitas (Jr 17.11; Mq 2.1-5);
      Maltratar e tirar vantagens dos pobres, Deus trará juízo (Am 2.7, 4.1-3, 8.4-7);
        Oprimir os pobres e necessitados atrai a ira do Senhor (Zc 7.8-14).


Aprendemos com tudo isso, que a Lei de Deus dá amparo ao pobre e o necessitado, exigindo de seu povo a responsabilidade social.


2.   No Novo Testamento: - JESUS

Nos dias de Jesus, havia muita pobreza na Terra. Em muitos lares, havia fome (Lc 6.21). Vejamos, então, o posicionamento do Mestre diante deste cenário:


   Jesus Confronta os Ricos – Ele condenava duramente os que se apegavam às possessões terrenas, e desconsideravam os pobres (Mc 10.17-25; Lc 6.24,25; 12.16-20; 16.13-15,19-31). As riquezas são, na perspectiva de Jesus, um obstáculo, tanto a salvação como ao discipulado (Mt 19.24; 13.22).

     Jesus Identifica-se Com os Pobres Boa parte do ministério de Jesus foi dedicado aos pobres e desprivilegiados na sociedade judaica. Dos oprimidos, necessitados, samaritanos, leprosos, ninguém mais se importava a não ser Jesus (Lc 4.18,19; 21.1-4; Jo 4.1-42; Mt 8.2-4; 17.11-19). Jesus era alguém próximo ao povo, e se identificava com o pobre, era humilde e simples e não queria que os pobres fossem desprezados pelos seus discípulos. Era o Messias prometido, mas não convenceu os judeus, pois veio como servo sofredor (Is 53)

   Jesus Considera as Viúvas – As viúvas faziam parte dos necessitados da época de Jesus. As mulheres eram maltratadas, principalmente se fossem viúvas. Ele teve compaixão da viúva cujo o filho estava sendo levado para sepultura (Lc 7.11-16). Percebeu a verdadeira adoração na simples oferta de outra mulher viúva (Lc 21.1-4) e também denunciou os abusos dos escribas nas casas das viúvas (Mc 12.38-40).


   O Reino de Deus e a Sua Justiça O Senhor corrigiu algumas distorções vigentes, ensinando que a prática da caridade devia ser humilde, desinteressada e motivada pelo amor (Mt 5.7; 6.1-4; 7.12).  No conhecido “Sermão do Monte”, denunciou um ídolo que dividia facilmente o coração das pessoas, e até hoje é assim, que era a riqueza ou dinheiro, em hebraico “mamom” (Mt 6.19-24). Em seguida orienta a não andarmos ansiosos pois Deus cuida de cada um (Mt 6.25-32) e ensina qual deve ser a nossa prioridade: “Mas, buscai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.” (Mt 6.33). O Reino de Deus e a sua justiça significam também, não buscar apenas o nosso próprio interesse, mas sim entender que todo ser humano é digno do mínimo de subsistência necessária e que a verdadeira prosperidade envolve o bem estar coletivo e não apenas individual (Fp 2.4) (Ubuntu - “Como um pode ser feliz se os demais estiverem tristes?”).




3.   No Novo Testamento: Os Primeiros Cristãos.

Na mente das primeiras gerações de cristãos ficou a imagem de Jesus como alguém que passou pelo mundo fazendo o bem (At 10.38). O ensino apostólico colocou a beneficência no centro da vida cristã – a misericórdia ou benignidade é um dos dons espirituais e um fruto do Espírito (Rm 12.8; Gl 5.22); deve-se fazer o bem a todos, a começar dos irmãos (Gl 6.9-10); a solidariedade deve ir além das meras palavras, para manifestar-se em ações concretas (Tg 2.15-16; 1 Jo 3.17-18).

  A Hospitalidade: No texto de Hebreus 13.2, faz alusão as passagens de Gêneses 18.1-8; 19.1-22. Sem a hospitalidade dos lares cristãos, a divulgação da fé teria sido mais difícil.

  A Instauração do DiaconatoO diaconato testifica sobre a importância desse aspecto da vida cristã e do ministério da igreja. Nasce da necessidade de a igreja de Jerusalém cuidar da mesa das viúvas (At 6.1-6). É portanto, um ministério muito honroso diante de Deus e suas exigências espirituais, não são diferentes das dos bispos.

    Os Irmãos da Judeia: O apóstolo Paulo e a igreja primitiva demonstravam profunda solicitude pelos necessitados. Bem cedo, Paulo e barnabé, representando a igreja em Antioquia da Síria, levaram a Jerusalém uma oferta aos irmãos carentes da Judéia (At 11.28-30). O apóstolo Paulo via a necessidade de unir as igrejas gentias com a de Jerusalém. Os gentios ainda eram vistos com suspeitas por causa dos costumes judaicos. Essa oferta era um gesto espontâneo baseado no amor fraternal, e com isso levava os gentios a reconhecerem sua dívida espiritual com Jerusalém.

   O Apóstolo Paulo Tinha Grande Estima ao Ato de Contribuir: Ensinava as igrejas na Galácia e em Corinto a contribuir para esta causa (1 Co 16.1-4). Foi também exaustivo nesse tema com os Coríntios, por não agirem como esperado (2 Co caps. 8;9).


III.     DISPOSIÇÃO PARA O CUMPRIMENTO DO DEVER


É fácil tratar de tais temas apenas com palavras encorajadoras e bonitas, mas o que Deus tem procurado são pessoas dispostas a cumprir o dever. São atitudes que demandam gastos, altruísmo, abnegação e coragem. Agora vejamos o que é necessário para tais atitudes:

1.  A Empatia. É a capacidade de compreender o sentimento ou reação da outra pessoa imaginando-se nas mesmas circunstâncias. Jesus era transbordante nesse aspecto, algumas vezes encontramos nas Escrituras a palavra compaixão, e quando associada a Jesus é muito mais marcante:

    Teve compaixão da multidão, por serem como ovelhas sem pastor (Mt 9.36; Mc 6.34);
        Por causa das enfermidades (Mt 14.14);
        Por causa de não terem o que comer (Mt 15.32);
        Por causa dos cegos (Mt 20.34);
        Por causa do leproso (Mc 1.41);
        Por causa da viúva (Lc 7.12,13).

Deus é compassivo, bondoso e sofre com os necessitados (Sl 86.15)

2. A Ação Individual e Coletiva. Aquilo que podemos fazer individualmente que façamos, pois que tem o amor de Deus não fica apático e inerte diante das situações que demandam ação (1Jo 3.17,18). O que vai além das nossas forças, devemos pedir ajuda para atender a necessidade (At 11.29,30).

3.  A Ação Fora dos Muros. Os três pontos do sermão de John Wesley sobre O Uso do Dinheiro, baseado em Lucas 16.9, são: “Ganhe tudo o que puder, economize tudo o que puder para que, assim, você possa dar tudo o que puder.”

      Tiago, em sua teologia prática, diz que a verdadeira religião é atender aos necessitados (Tg 1.27) e também que Deus escolheu os que são pobres, para a salvação (2.5). Orienta que de nada aproveita despedir vazio um irmão necessitado (2.15-17).

        Paulo exorta os ricos a dar e repartir (1 Tm 6.18).

 Quando contribuímos, demonstramos despojamento dos bens terrenos,como Zaqueu (Mt 6.19,20; Lc 19.8).

         A Bíblia diz que não devemos negligenciar a ação social (Hb 13.16).

          Entre os dons do Espírito Santo está o de contribuir (com a obra de Deus e com os pobres) (Rm 12.8).


A visão da Igreja de Cristo deve ser a de ajudar a todos, dando especial atenção aos domésticos da fé (Gl 6.10).




IV.       ESTABELECENDO UM PONTO DE EQUILÍBRIO

Precisamos considerar que todo o empenho do salvo em relação aos necessitados reflete o amor de Cristo em sua vida (Mt 25.31,36-40), mas esta não é a razão primeira da fé cristã. Sua vocação primeira está em fazer Cristo conhecido (Mc 16.14-16).

1.  Precauções Necessárias. Na maioria das vezes, no ímpeto de ajudar, acabamos sendo ingênuos e agindo de maneira imprudente. A regulamentação da ação social é muito importante para que não ocorram abusos. Um exemplo bíblico é o caso das viúvas em Éfeso, conforme orientou o apóstolo Paulo a Timóteo (1 Tm 5.3-12). Deve haver uma supervisão para que os legitimamente necessitados sejam atendidos e não haja abusa da parte dos que apenas querem se aproveitar da bondade alheia.

2.   Como Julgar os Casos. Devemos reunir equilibradamente dois instintos no que concerne a maneira de agir para com as pessoas e suas necessidades (Mt 10.16). Principalmente devemos confiar na voz de Deus em nosso espírito. Segue um método simples para que possamos ajudar os necessitados:
       Ajudando os Outros a Ajudarem a Si Mesmos;
       Ajudando os Outros a Não danificar a Si Mesmos;
       Ajudando os Seus a Ajudar aos Outros.

3.  As Bênçãos Para Quem se Compadece e Ajuda os Pobres.

As ações de Cornélio foram registradas diante de Deus (At 10.4). Jesus disse que “mais bem-aventurado é dar do que receber” (At 20.35; Lc 6:38). Aquele que contribui com os necessitados:

      Será abençoado em sua pessoa (Sl 41.1).
      Será abençoado em seu nome (Sl 112.5-6).
      Será abençoado em sua prosperidade (Pv 11.25).
        Será abençoado em sua posteridade (Sl 37.26).
        Será abençoado com vida longa (Sl 41.1-2).
        Será abençoado no porvir (Ap 14.13).


CONCLUSÃOExistem muitos nomes não somente na Bíblia de pessoas que dedicaram suas vidas a ajudar aos pobres e necessitados. Não devemos ficar apenas admirando quem fez ou faz algo. Devemos assumir a nossa responsabilidade social e não inventarmos desculpas para não fazer. Muitos cristãos declaram que “boas obras não salvam”, mas será que estão de fato salvo aqueles que não fazem nada, que vivem apenas para o seu egocentrismo? Que Deus tenha misericórdia de nós!


 




                                                                    Professor; José Fábio
                                                                                         joseofabio@gmail.com



ADMEP

O DEVER DE EXAMINAR AS ESCRITURAS




A palavra grega traduzida por examinar significa urna investigação minuciosa, diligente e curiosa. Não podemos nos contentar com a leitura superficial de um ou dois capítulos da Bíblia.

Com a iluminação do Espírito, temos de descobrir deliberadamente os significados profundos da Palavra de Deus. As Escrituras Sagradas exigem esse tipo de investigação, pois, em sua maior parte, as Escrituras podem ser aprendidas somente mediante estudo cuidadoso.

Na Bíblia, existe leite para os bebês e carne para os adultos. O grande teólogo Tertuliano exclamou: "Eu adoro a plenitude das Escrituras". Nenhuma pessoa que apenas lê superficialmente o Livro de Deus pode se beneficiar dele. Temos de cavar, até que encontremos os tesouros escondidos. A porta da Palavra se abre tão-somente por meio da chave da diligência.

As Escrituras são dignas de ser examinadas. Elas são os escritos de Deus, os quais trazem sobre si o selo de aprovação divina. Quem ousa tratar as Escrituras com leviandade? Aquele que as despreza rejeita o próprio Deus que as escreveu.

A Palavra de Deus compensará nossa investigação. Deus não nos manda peneirar um monte de cascas que em seu meio têm alguns poucos grãos de trigo, achados com raridade. A Bíblia é trigo selecionado; temos apenas de abrir o celeiro e encontrá-lo.

Sob o ensino do Espírito Santo, as Escrituras brilham com o resplendor da revelação. Ela é como um templo imenso pavimentado com ouro, em cujo teto há rubis e esmeraldas.

As Escrituras revelam Jesus. "São elas mesmas que testificam de mim" (João 5.39). Nenhum motivo mais poderoso pode ser apresentado aos leitores da Bíblia, além deste: aquele que encontra a Jesus encontra a vida eterna, o céu e todas as demais coisas.
Existe grande alegria estocada para aquele que examina a Bíblia e encontra nela o seu Salvador. C. H. Spurgeon.


quinta-feira, agosto 29, 2013

35 CURIOSIDADES SOBRE A BÍBLIA







Bíblia é uma palavra de origem grega cujo significado é “rolo” ou “livros”. Ela vem de Biblos, provavelmente por cauda da cidade fenícia de Biblos, um importante centro produtor de rolos de papiros utilizados na produção de livros.


Foi São Jerônimo (Eusebius Hyeronimus) quem chamou pela primeira vez ao conjunto dos livros do Antigo Testamento e Novo Testamento de "Biblioteca Divina". Ele traduziu a Bíblia para o latim. Um detalhe interessante: São Jerônimo é o padroeiro dos bibliotecários e tradutores.


Acredita-se que a Bíblia tenha sido escrita ao longo de 1.600 anos por cerca de 40 homens das mais diversas profissões, origens culturais e classes sociais.
A Bíblia é dividida em duas partes: Antigo Testamento, com 39 livros, e Novo Testamento com 27 livros. Porém…


A Bíblia protestante possui sete livros a menos do que a Bíblia católica. São eles: Tobias, Judite, I Macabeus, II Macabeus, Baruque, Sabedoria e Eclesiástico.


O Pentateuco (os primeiros cinco livros bíblicos: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio) é quase do tamanho do Novo Testamento.

O Pentateuco cristão corresponde à Torá dos judeus.

O Antigo Testamento foi escrito em hebraico, com exceção de algumas passagens em Jeremias e Daniel que foram escritas em aramaico. O Novo Testamento, por sua vez, foi originalmente escrito em grego.

A verdade é que foram usados três idiomas diferentes na escrita da Bíblia: o hebraico, o grego e o aramaico. 

Acredita-se que o Pentateuco foi escrito por Moisés e os Salmos por Davi. A verdade, porém, é que foram escritos por mãos diferentes. Não tiveram apenas um, mas vários autores. 


A maioria dos especialistas em Bíblia acredita que os primeiros livros só começaram a ser escritos durante o reinado de Davi, por volta do ano 1.000 a.C.. Detalhe importante: foi Davi quem unificou de vez as tribos de Israel formando um único reino. 

Acredita-se que os trechos mais antigos são os que chamam Deus por Javé (ou Yahweh). Os autores desses trechos são chamados de javistas.


Os autores dos trechos onde Deus é chamado de Elohim são conhecidos como eloístas. Com o tempo, os relatos dos eloístas foram misturados por editores anônimos aos dos javistas. 


Alguns historiadores e estudiosos da Bíblia acreditam que os antigos hebreus toleravam outros cultos e deuses. O monoteísmo só se fortaleceu após o cativeiro da Babilônia, quando o povo de Moisés e Davi manteve contato com as crenças dos libertadores persas. Conhecida como masdeísmo, a religião persa cultuava um Deus único, poderoso e bondoso chamado Ahura-mazda.


A versão final do Pentateuco surgiu por volta de 389 a. C, em grande parte, por influência do religioso e escriba Esdras. Foi Esdras que, com a autorização do imperador persa, conduziu um grupo de hebreus de volta à Canaã.

Os estudiosos bíblicos creem que foi Esdras quem complementou o livro de Deuteronômio, escrevendo sobre a morte de Moisés.

A Bíblia possuiu um total de 3.566.480 letras e 773.756 palavras.
São 31.138 versículos e 1.189 capítulos.

A Bíblia foi traduzida para 1.134 línguas e dialetos. São vendidas 47 bíblias por minuto no mundo.

A mais volumosa Bíblia do mundo pesa 175 quilos e pertence ao Vaticano.
O maior capítulo da Bíblia é o Salmo 119, com 176 versículos. Já o menor é o Salmo 117, com somente dois versículos. 

Um pesquisador norte-americano estudou a Bíblia e “contou” o número exato de pessoas mortas por Deus e pelo diabo. Segundo ele, Deus teria matado 2.270.365 pessoas e do diabo causado 10 mortes. 

Existem muitos dados curiosos relativos às estatísticas bíblicas. Um dos números que mais aparecem na Bíblia é o 7. Entre os Hebreus este número era considerado sagrado e símbolo da perfeição.

Os manuscritos da Bíblia mais antigos que possuímos remontam, em sua maior parte, aos séculos III e IV d.C.

A primeira tradução de que se tem notícias da Bíblia foi feita a mando do rei Ptolomeu II em Alexandria, Egito. Segundo dizem, essa tradução (de hebraico para grego) foi realizada por 72 sábios judeus. Por isso, o texto é conhecido como Septuaginta.

Os primeiros registros da Bíblia traduzidos para o português são do século XIII. A Bíblia completa foi vertida para nossa língua no século XVIII. 

A Canaã descrita na Bíblia não era propriamente um país, mas um território que atualmente abrange partes de Israel, Líbano, Egito, Síria e Jordânia.

Um dos primeiros a organizar os textos do Evangelho foi um rico comerciante chamado Marcião. Nascido na atual Turquia e convertido ao cristianismo, Marcião simpatizava com uma corrente cristã chamada gnosticismo. Os gnósticos acreditavam que o Deus do Antigo Testamento era mal, enquanto o Deus do Novo Testamento – o “pai” de Jesus – era terno e bondoso. A Bíblia editada por Marcião continha apenas o Evangelho de João, 11 cartas de Paulo e nenhuma página do Velho Testamento. O marcianismo foi proibido pelas autoridades eclesiásticas no ano 170 a.C., mas sobreviveu por cerca de 700 anos.


Os Livros Apócrifos (apócrifo: palavra que vem do grego apocrypha, “o que foi ocultado”), também conhecidos como Livros Pseudo-canônicos, são os livros escritos por comunidades cristãs e pré-cristãs (ou seja, há livros apócrifos do Antigo Testamento) incluídos no cânone bíblico. Alguns livros apócrifos: Apocalipse de Baruc, Livro dos Jubileus, Prece de Manassés, Clemente I, Clemente II, Evangelho de Nicodemus, Evangelho de Maria Madalena, Evangelho de Mathias e Evangelho de Judas.


O cânone cristão – a lista de livros que, segundo a Igreja, realmente foram inspirados por Deus – foi estabelecido no ano 325 d.C. no Concílio de Nicéia. Para representar a biografia oficial de Jesus foram escolhidos os evangelhos de Marcos, Mateus, Lucas e João. 


Os primeiros cristãos aceitavam as mulheres no clero. Elas tinham um papel importante nas comunidades religiosas. Tanto que alguns estudiosos afirmam que uma passagem creditada ao apóstolo Paulo (“A mulher aprenda (...) com toda a sujeição. Não permito à mulher que ensine, nem que tenha domínio sobre o homem (...) porque Adão foi formado primeiro, e depois Eva”) jamais foi escrita por ele. Esse trecho foi adicionado por outra pessoa provavelmente no século dois.


FONTE: Meus Arquivos de Estudos

O ESPÍRITO ... QUE CLAMA: ABA, PAI.

Gálatas 4. 5: O ESPÍRITO ... QUE CLAMA: ABA, PAI.






Uma das tarefas do espírito Santo é criar no filho de Deus a convicção da filiação e de amor filiar que o leva a conhecer a Deus como Pai.


1. O termo “aba” é aramaico e significa “Pai”. Era a palavra que Jesus empregava quando se referia ao pai celestial. A combinação da palavra aramaica Abba com a palavra grega que significa “Pai” (gr. pater), expressa a grande intimidade, a profunda emoção, o anelo, o afeto e a confiança mediante os quais o Espírito Santo no nos leva a clamar a Deus (cf. Mc 14. 36; Rm 8. 15, 26,27).


Dois sinais determinantes da obra do Espirito dentro de nós são o nosso apelo espontâneo a Deus como “Pai” e a nossa obediência espontânea a Jesus como “Senhor” (ver I Co 12. 3. nota). Bíblia Pentecostal.


2. Nesta passagem, Paulo teria em mente, sobretudo, o batismo no Espírito Santo e sua plenitude continua (cf. At 1. 5; 2. 4; Ef 5. 18), pois define nossa filiação com Deus como a causa do envio do Espírito a nós por já sermos “filhos” pela fé em Cristo. E Deus derrama o Espírito em nossos corações! A “adoção de filhos” (v. 5) precede o envio do Espírito do Filho de Deus (ver 3. 5 notas).






ROMANOS 8. 16: - O MESMO ESPÍRITO TESTIFICA



O Espírito Santo nos transmite a confiança de que, por Cristo e em Cristo, agora somos filhos de Deus (v. 15). Ele torna real a verdade de que Cristo nos amou, ainda nos ama e vive por nós no céu, como nosso Mediador (cf. Hb 7. 25). O Espírito também nos revela que o Pai nos ama como seus filhos por adoção, não menos do que Ele ama seu Filho Unigênito. (Jo 14. 21, 23; 17;23).  Finalmente, o Espírito cria em nós o amor e a confiança que nos capacita a lhe clamar: “Aba, Pai” (v. 15).


Fonte: Bíblia Pentecostal 

terça-feira, agosto 27, 2013

MESA DIRETORA DA CGADB SUSPENDE PASTOR IVAN BASTOS DE SUAS FUNÇÕES DE 1º TESOUREIRO



Publicado por: Paulo Pontes em 24 maio, 2013 em Notícias 

pastor-ivan-bastos
Pr. Ivan Pereira Bastos – Presidente da Confateres


As decisões da Mesa Diretora da CGADB estão repercutindo fortemente em todo o país, dividindo opiniões e causando expectativas entre pastores e membros da denominação.


De acordo com informações publicadas no perfil “CGADB para Todos”, a Mesa Diretora da CGADB, reunida nesta quinta-feira (23), deliberou pela suspensão do pastor Ivan Bastos de suas funções de 1º Tesoureiro, cargo para o qual foi eleito com 7236 votos, na 41ª AGO em Brasília, no mês passado. O pastor Bastos é presidente da Confrateres – Convenção Fraternal dos Ministros das Assembleias de Deus no Espírito Santo e Outros.


Na reunião de quarta-feira (22), o pastor Samuel Câmara, presidente da Igreja-Mãe em Belém/PA, foi desligado do rol de membros da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil.

Quanto ao pastor Ivan Bastos, conforme informações já publicadas no perfil “CGADB para Todos”, houve uma proposta de acordo: caso retirasse a causa que patrocinou, juntamente com a sua convenção (Confrateres), a qual suspendeu os efeitos da AGE de Maceió, não sofreria qualquer sanção. Mas não houve acordo, uma vez que o pastor Ivan Bastos não teria acatado a proposta, sendo penalizado, suspenso de suas funções. Como o pastor Ivan Bastos foi eleito para a Mesa da CGADB, a medida necessita ser aprovada em uma AGE, prevista para 2 de setembro, na AD em Belenzinho/SP.


O jornalista e escritor Geremias do Couto, que é pastor vinculado ao My Hope Project da Associação Evangelística Billy Graham, e filiado a Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB), comentou em seu blog que esperava outro comportamento da Mesa Diretora da CGADB: “Quisera que houvesse outro comportamento da Mesa Diretora da CGADB após às eleições de abril, mas percebo, pelo andar da carruagem, que a intenção é esticar a corda até onde der, com o intuito de promover mais uma cisão nas Assembleias de Deus.  Mas acho que não vão conseguir pelo que pressinto das atitudes do pastor Samuel Câmara. Ele mostra-se disposto a lutar pelos seus direitos convencionais, como também os demais líderes vinculados ao projeto CGADB Para Todos”. Também destacou a posição do pastor Antônio Dionísio da Silva, líder da AD-Missões em Campo Grande-MS, eleito para 2º Secretário da Mesa Diretora com 8122 votos: “Louve-se por fim a atitude corajosa do pastor Antônio Dionísio, cujo voto foi divergente de seus pares eleitos pela chapa “Amigos do Presidente”. Segundo fontes próximas, ao expressar o voto contrário, ele teria chegado a dizer, em lágrimas, que não “mancharia as suas mãos com o sangue de José”.


Em conversa com o pastor Ivan Bastos, hoje, por telefone, ele nos informou que ainda não havia sido notificado oficialmente, e que deixou a reunião passando mal, precisando de cuidados médicos.

Leia a nota publicada no perfil “CGADB para Todos”:

O rolo compressor da Mesa Diretora da CGADB continua em ação. Ontem, em mais uma medida sem precedentes, deliberou suspender de suas funções o pastor Ivan Bastos, 1° Tesoureiro da instituição, e submeter a decisão a uma AGE, já decidida também ontem, prevista para ser realizada no dia 2 de setembro, na Assembleia de Deus do Belenzinho, SP.

O lamentável disso tudo é que a intenção não é promover a paz e corrigir os rumos da CGADB. Ela vem com o forte cheiro de clara perseguição política, com o propósito de calar as vozes que discordam frontalmente do que está acontecendo em nosso ambiente convencional.


Isso se caracteriza pelo acordo espúrio, imoral, proposto ao pastor Ivan Bastos. Ele seria poupado de qualquer medida, se retirasse o processo que resultou na suspensão dos efeitos da AGE em Maceió, AL, causa que patrocinou juntamente com a Convenção Estadual que preside. É um jogo político dos mais rasteiros.

Como o 1° Tesoureiro permaneceu firme em suas convicções, ao custo da própria saúde, sem aceitar qualquer acordo, a resposta não tardou. Para mostrar que não estão brincando em serviço, a AGE para chancelar a medida foi marcada justamente para o território do presidente da Mesa, no mesmo dia em que se realiza a tradicional Reunião de Obreiros do Belenzinho.

O caminho é o do massacre total. Mas como tenho afirmado, os pastores que lideram o “Movimento CGADB Para Todos” estamos em paz com a nossa consciência. Nunca dormimos tão bem pela certeza de que temos cumprido o nosso papel, mesmo que os nossos direitos não sejam minimamente respeitados.

Não fugiremos do front. Iremos até o fim em busca do restabelecimento da justiça em nossa CGADB.

Que Deus nos ajude!


Tá Feia a Coisa na CGADB!


CGADB NÃO ACATA DECISÃO DE REINTEGRAR PR. IVAN BASTOS





  

Embora o oficial de justiça tenha comparecido à sede da CGADB, no Rio de Janeiro, semana passada, para citá-la de acordo com a decisão judicial que reintegrou o pastor Ivan Bastos ao cargo de 1° tesoureiro, decidiu suspender os processos do Conselho de Ética e Disciplina contra os pastores Samuel Câmara, Sóstenes Apolos (in memoriam), Jônatas Câmara e o próprio Ivan Bastos, além de suspender a realização da próxima AGE, marcada para o dia 2 de setembro, o presidente da Comissão Jurídica, Abiezer Apolinário, deu ordens expressas aos funcionários para que não assinassem nenhuma citação, conforme consta em certidão lavrada em cartório com testemunhas.

O fato é que, mesmo sem esse procedimento, o oficial de justiça tem o poder de citar o réu, que, desde então, está obrigado a cumprir as decisões judiciais sob pena de desobediência e o pagamento de multa diária arbitrada em R$ 20.000,00 apenas neste processo. Mas a Mesa Diretora preferiu outra vez o caminho do embate com a própria Justiça e não deu acesso ao pastor Ivan Bastos à tesouraria, que, segundo testemunhas, teria permanecido fechada por quase uma semana, sem atender, inclusive, os pastores que lá chegavam para tratar de seus débitos. Será que estão com medo que tirem o jabuti da árvore? Pelo andar da carruagem, é provável que, mesmo em desobediência à Justiça, insistam em realizar a AGE.


Mas essa é uma sequência de outros atos em que a Mesa Diretora também não acatou decisões judiciais, como, por exemplo, deixando de apresentar a conciliação bancária para definir os que de fato estavam inscritos para participar da AGO em abril e a eleição do Conselho Administrativo da CPAD, que, segundo decisão judicial, deveria ser realizada após a eleição da Mesa Diretora. A multa diária com a justiça já ultrapassa um milhão de reais! 

Ou seja, parece que "os homens sábios" de nossa liderança resolveram esconder-se. A coisa está a se deteriorar! Ontem, por exemplo, recebi um e-mail que dá conta da presença de pastores, evangelistas, presbíteros e diáconos na folha de pagamentos de uma certa Assembleia Legislativa mediante desvio de dinheiro público. Estou apurando a notícia e vou publicá-la, caso se comprove.

Por fim, só há duas explicações: ou o pastor José Wellington perdeu todos os limites em sua sanha de perpetuar a família Costa no comando da CGADB, promovendo mais uma cisão nas Assembleias de Deus, ou está extremamente mal assessorado por causa de acordos obscuros para se sustentar como presidente da CGADB. O tempo dirá. Mas a continuar assim, outras multas virão e até mesmo decisões mais drásticas poderão acontecer.

Terça-feira, 27 de agosto de 2013 



TEM MISERICÓRDIA DE NÓS, SENHOR!!!!