sábado, setembro 22, 2012

O NOVO CONCERTO DE JEREMIAS



 

O NOVO CONCERTO DE JEREMIAS 



Introdução: Nenhuma palavra explica melhor o tema central das Escrituras do que o vocábulo hebraico “berith”, ou concerto. Os concertos de Deus com o seu povo destacam-se no Antigo Testamento como cumes de montanhas, e a obra suprema de Cristo foi assegurada um novo e eterno concerto pelo seu sangue.
A relação instituída por concerto, no entanto, é vaga e estranha para o moderno estudioso da Bíblia. Existe uma lacuma cultural que deve ser transposta para penetrar no mundo dos antigos israelitas, para os quais a mais bela arte da vida era saber negociar acordos eficazes.

Para compreender o significado dos concertos divinos, não há melhor ponto de partida do que a vida de Jeremias. De todos os profetas, só ele assistiu o ruir do antigo concerto e o advento do novo. Embora tivesse predito a destruição de Jerusalém, o choque de caminhar sobre os destroços deixados pelas hordas babilônicas quase o aniquilou; haviam sido obstruídos todos os símbolos externos do concerto de Jeová, destinado justamente a fornecer e preservar a nação!

Foi nesta hora crucial que Jeremias recebeu por inspiração a esperança de um novo concerto. Após um rápido estudo da aplicação geral dos concertos no Antigo Testamento, podemos examinar com proveito os conceitos de Jeremias sobre o assunto. É necessário responder aqui a três perguntas importantes: Por que o Antigo concerto foi substituído? Quais são as características do Novo Concerto? Como se relaciona este com a mensagem do evangelho?

§   CONCERTOS DO ANTIGO TESTAMENTO


Berith”, vocábulo cognado do assírio “biritu”, que designa um elo ou cadeia, significa um compromisso solene em que participam dois homens ou duas partes.  Os orientais consideravam tais acordos inalteráveis, pois o seu código de honra exigia que a palavra de um homem fosse sagrada. O “berith” sempre instaurava um estado de “shalom”, que significa paz, inteireza, comunhão harmoniosa no seio de uma família ou entre amigos. Por vezes, estes dois termos, sinônimos de concerto e paz, são permutáveis, como, por exemplo, em Gênesis 26. 28, 31; I Reis 5. 12; Salmo 55. 20, 21. Entrar num concerto significa, portanto, fazer paz. (¹).

Os pactos de sangue (dos mais antigos) introduziam um estranho no seio de um clã familiar. Os pactos relativos à propriedade agrária estabeleciam delimitações de terrenos e direitos de água. Os acordos militares destinavam-se a evitar a guerra. O pacto feito por Josué os gibeonitas forçou-o a desobedecer a Deus e a poupar-lhes a vida, apesar desse pacto basear-se no engano. O casamento era sempre uma relação pactual, e não raro exigia negociações externas, promessas e troca de dádivas entre as duas famílias intervenientes.

Um concerto ou pacto formal era constituído por quatro partes:

1)           Os termos e compromissos do acordo;

2)         Os juramentos feitos pelas pessoas envolvidas no pacto;

3)    As maldições invocadas por cada uma das pessoas sobre si própria, se alguma vez violasse o concerto; e

4)         A ratificação do pacto mediante determinado sinal externo (²).

Quanto a este quarto ponto, importantíssimo, o Antigo Testamento assinala surpreendente variedade de ritos e símbolos. Um símples aperto de mão selou o pacto de Nabucodonozor com o rei Zedequias (Ez 17. 18), como também o acordo entre os sacerdotes do tempo de Esdras, ao comprometerem-se a repelir as suas mulheres estrangeiras. A intimidade um beijo confirmava outros pactos, como a unção de Saul para ser rei. Para Jacó e Labão, o sinal do seu pacto foi um monte de pedras. Trocavam-se solenemente dádivas, como em I Samuel, quando Jônatas e Davi juraram amizade para a vida inteira. Abimeleque, desejando concluir um pacto com Isaque, foi por este convidado a um banquete (Gn 26. 30).

Para os hebreus, o sinal mais significativo de um pacto era um sacrifício de sangue realizado perante Deus. Primeiro, dividia-se o animal sacrificado em dois pedaços, colocados de forma a permitir que as partes aliadas passassem por entre elas (Gn 15. 17; Jr 34. 18). Foi este rito antigo que deu origem à frase idiomática hebraica “talhar um concerto”, que ocorre freqüentemente no texto original onde se esperaria ler “fazer um concerto”.  Finalmente, o sacrifício era assado e comido como refeição comum, outro símbolo tradicional de intimidade e paz.

Quando nos deslocamos do nível humano para o divino nesta matéria, descobrimos ainda outras formas de ratificação. Para Noé um arco-íris foi o sinal de que Deus nunca mais destruiria a terra por meio de um dilúvio. Abraão anuiu ao sangrento rito simbólico da circuncisão, mas assistiu também ao símbolo misterioso do facho ardente passando entre as peças do sacrifício. No Sinai, o tremendo concerto da Lei foi selado quando Moisés aspergiu o povo com sangue, apresentando em seguida às duas tábuas de pedra do decálogo. Quando essas tábuas foram guardadas na arca, também esta se transformou num símbolo do concerto mosaico. A promessa de Deus a Davi e à sua posteridade foi confirmada pela construção do templo (II Sm 7. 25).

§   A FRAQUEZA DO ANTIGO PACTO

O que levaria um profeta tão fiel como Jeremias a chegar à conclusão que o aspecto mais precioso da sua religião, o concerto do Sinai, necessitava de ser substituído? Jamais negou a santidade da lei e, quando o livro de Moisés foi descoberto em 621 a. C., participou energicamente das reformas instauradas pelo rei Josias, que tinham por objetivo a realização do Velho Concerto.

Dois acontecimentos históricos lhe devem ter aberto os olhos. Por um lado, viu o miserável fracasso dessas reformas, pois a nação mal se deteve na busca agitada da maldade, em todas as suas formas, de idolatria e de intriga política. Contudo, ela havia ido longe demais (Jr 11. 10; 31. 32). Avizinhava-se o castigo de Deus! Jeremias viu, por outro lado, os trágicos resultados finais desse castigo: o templo em ruínas, as muralhas e edificações da cidade jazendo por terra, e os judeus mortos ou levados cativos.

Estes acontecimentos obrigaram o profeta a sujeitar a sua fé e consciência a novo exame, e recebeu novamente a mensagem de Deus em poder renovado, revelando-lhe os aspectos permanentes, santos, do antigo concerto, e também as suas fraquezas essenciais:

1)           Fora escrito em placas de pedras e não no coração do povo, tornando-se assim legalista, externo, cerimonial (Jr 31. 33);

2)         Fora alterado e deturpado pelos sacerdotes e escribas (Jr 8. 8), perdendo, assim, a sua forma moral num labirinto de tradições humanas;

3)          Fora descurado, esquecido até pelos sacerdotes, perdendo-se no templo, em vez de fielmente ensinado de geração em geração;

4)         Acima de tudo, não tinha poder para retirar o pecado dos transgressores.

Todas essas fraquezas do antigo concerto se sintetizam numa única e simples verdade: podia ser violado pelo povo! E, de fato, foi-o, repetidas vezes, através de toda a história de Israel.

Deus encontraria nova forma de preservar a santidade de sua lei moral, para evitar que o seu povo quebrasse o vínculo do concerto. “Naqueles dias, diz o Senhor, nunca mais se dirá: A arca do concerto do Senhor, nem lhes virá ao coração, nem dela se lembrarão, nem a visitarão; isto não se fará mais” (Jr 3. 16). O seu lugar seria ocupado por algo de novo e de superior.

§    CARACTERÍSTICAS DO NOVO CONCERTO

Jeremias reconheceu a existência de uma esfera substancial de acordo – e, até, de repetição – entre o antigo e o novo concerto: ambos afirmam o primado da lei; ambos procuram unir Deus com o homem, e ambos oferecem bênçãos divinas e futuras recompensas.

Ao mesmo tempo, teve uma visão espantosa da natureza do novo concerto, que seria um dia ratificado por Deus.

1)           Seria interior e espiritual, alterando a vida interior e a alma (Jr 31. 33);

2)         Seria um concerto individual dando a cada filho de Deus um conhecimento pessoal dele (Jr 31. 34);

3)          Seria um concerto universal para todos os homens, dos ínfimos aos mais destacados (Jr 31. 34).

Além dessas, haveria mais três características do novo concerto:

1)           Instauraria verdadeira união entre Deus e o seu povo: “Eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo”;

2)         Traria verdadeiro conhecimento de Deus: “Não ensinará alguém mais ao seu próximo... porque todos me conhecerão”;

3)          Asseguraria verdadeiro perdão de Deus: “Porque lhes perdoaria a sua maldade, e nunca mais me lembrarei dos seus pecados” (Jr 31. 33, 34).

Também no capítulo 32 o profeta sublinha o caráter íntimo e imediato do novo concerto. “E lhes darei um mesmo coração e um mesmo caminho, para que me temam todos os dias; e farei com eles um concerto eterno... e porei o meu temor no seu coração”. (Jr 32. 39, 40). Isto está de acordo com o brado anterior de Jeremias: “Circuncidai-vos para o Senhor, e tirai os prepúcios do vosso coração”, ecoando uma frase semelhante do próprio Moisés, registrada em Dt 30. 6. O apóstolo Paulo utilizou este mesmo argumento da religião do coração para mostrar como os crentes gentios comungavam na bênção: “Mas é judeu o que o é interior, e circuncisão a que é do coração, no espírito, não na letra, cujo louvor não provém dos homens, mas de Deus” (Rm 2. 29).

O hebraista alemão Keil afirma que a qualidade fundamental e característica do novo concerto é o fato de ele apagar os pecados. É esta a esperança repetida por Jeremias no seu capítulo 33, versículo 8: “E os purificarei de toda a sua maldade com que pecaram e contra mim, e perdoarei todas as suas iniqüidades”. Realiza-lo-á o “hesed” (Jr 33.11), benignidade do Senhor, pois só uma obra divina da graça poderia jamais anular as exigências da lei moral para com os homens. Assim, o novo aspecto aguardado por Jeremias seria a concessão de virtude para cumprir os requisitos da lei, exatamente o que Paulo anunciava como tendo sido realizado por Cristo (Rm 8. 3, 4).

O Velho Concerto contém mandamentos e exigências; o novo, graça, e generosidade.

Um aspecto vital do novo concerto permanecia oculto para Jeremias: o derramamento do Espírito Santo no Pentecostes. O Espírito seria o agente, o método predito por Cristo, mediante o qual o coração do crente receberia “rios de água viva” (Jo 7. 38, 39). No atual ministério do Espírito de Deus, encontramos facilmente a realização da predição de Jeremias de um concerto íntimo, individual e universal, bem como a realidade da verdadeira união, conhecimento e perdão.

§   O NOVO CONCERTO E O EVANGELHO


A boa nova que pregamos é esse corpo de fatos históricos que mostram o que Deus fez em Cristo para salvar a humanidade perdida. O novo concerto é o resultado vitorioso dessa obra redentora. A pregação não oferece ao pecador a mera possibilidade de regressar à comunhão com Deus, mas um tratado de paz, eterno, realizado, assinado e selado, que ele deve aceitar ou rejeitar. Esta relação estabelecida pelo concerto, retumba em Romanos 5, quando o apóstolo exclama: “Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus”.

O evangelho mostra Cristo de pé, batendo à porta do coração humano com a oferta: “Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta entrarei a ele, e comerei com ele, e ele comigo”. Para a mentalidade ocidental, esta expressão parece algo estranho, mas para o apóstolo João e seus leitores, tão habituados a relações firmadas por concertos, era este o símbolo precioso da refeição comum que poria termo a todas as hostilidades e inauguraria uma era de união e paz.

Uma mensagem sobre o “Pacto Eterno entre Deus e o Homem” poderia, primeiro, mostrar como se ratificavam concertos mediante penhores e símbolos solenes na Bíblia, e depois desenvolver estes dois tópicos relacionados:

1)      O sinal do sacrifício de Cristo, cujo “sangue do concerto foi derramado para perdão dos pecados”, e

2)      O sinal do selo do Espírito Santo implantado no coração do crente para evidenciar tanto a sua posse atual da salvação como a sua herança futura. O capítulo primeiro de Efésios descreve explicitamente esses dois símbolos irrevogáveis do novo e eterno concerto de Deus.

Ao abortar um tema profético, como “das trevas para a luz”, o pregador pode seguir, passo a passo, a realização da profecia de Jeremias desde:

1)           A noite de desespero, em que a arca, o templo e a cidade foram destruídos; passando pelo;

2)         Alvorecer, com o regresso de um remanescente que não conseguiu fazer mais do que reconstruir uma sombra da antiga glória da nação;

3)          A luz do dia, quando Cristo veio na carne e ratificou o novo e eterno concerto com o seu sangue, estabelecendo o reino de Deus no coração dos que o seguem; até, finalmente, o dia futuro da;
4)         Luz celestial, que promete que tudo se realize num sentido universal e perfeito.

Um sermão de apologética, defendendo o caráter direto da salvação, servir-se-á da grande passagem de Jeremias sobre o novo concerto para enfrentar as reinvidicações da Igreja de Roma, que afirma ser ela a única medianeira na transmissão da graça divina para salvação das almas. É verdade que, ao abrigo do antigo concerto, o conhecimento do Senhor requeria a intervenção de sacerdotes e a realização de cerimônias litúrgicas, mas é este precisamente o princípio transitório abolido no novo concerto com a concessão do Espírito Santo.

O teólogo americano B. B. Warfield diz, na sua obra sobre “O Plano da Salvação”: “O problema é, pois, saber se a operação salvadora de Deus é ou não imediata: Deus salva os homens por ação direta da sua graça sobre as suas almas, ou atua sobre eles tão somente por meio de agências estabelecidas para esse fim?”.

Para todos os evangélicos fiéis, a resposta é que, se bem que os homens e as igrejas possam colaborar com o Espírito de Deus, só Ele administra o novo nascimento e subsequentes obras da graça diretamente a todo aquele que crê.

O evangelista da atualidade deve demonstrar como o fez o profeta Jeremias, a futilidade de todos os meios externos e sacerdotais para efetuar o perdão divino, e depois proclamar a graça de Deus, que leva a salvação a todos os perdidos. Sim, “a palavra está junto de ti, na tua boca e no teu coração; esta é a palavra da fé que pregamos”.


§   NOTAS
(¹) John Petersen, Israel, Its Life and Culture (London: Oxford University Press), 1954, Part II, p. 285.
(²)  George R. Berry, “Covenant in the Old Testament”, International Standard Bible Encyclopaedia, Vol II. P. 727.

                                                                                 
                                                                                    MarriaValda
                                                                                     Professora

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sexta-feira, setembro 21, 2012









"Busquei o Senhor e ele me acolheu; livrou-me de todos os meus temores." (Salmo 34.4)
Com Ele temos tudo! Isto, porém não quer dizer que o Senhor responde a todos os seus pedidos pessoais, mas Ele responde a você de tal forma que de repente você passará a enxergar tudo de uma outra maneira. Preocupamo-nos com questões insolúveis, talvez tenhamos noites de insônia por causa de problemas que não conseguimos solucionar. De vez em quando soltamos um gemido, de vez em quando fazemos uma oração, mas não conseguimos resolver o problema, e, por fim, tudo gira exclusivamente em torno desse assunto que tanto nos aflige. Mas, talvez depois de muito tempo, começamos a buscar o Senhor, e isto de todo o coração, de toda a alma, de todo o entendimento. Invocamos sinceramente ao Senhor e não temos pressa em nos afastar da Sua presença – e, de repente, Ele responde. Ele responde em sua alma, você sente em seu coração que Ele está com você. E enquanto você recebe a certeza de que Ele está presente, você é liberto de todos os fardos que carregava. Que experiência maravilhosa! Aqueles que buscam ao Senhor são cercados por uma barreira de proteção invisível, e isso se nota imediatamente. A Bíblia o descreve como segue: "A boa mão do nosso Deus é sobre todos os que o buscam, para o bem deles."

segunda-feira, setembro 17, 2012

CONTAGEM REGRESSIVA PARA UMA CATÁSTROFE: PRESSÃO NO MONTE FUJI É 16 VEZES MAIOR, ALERTAM CIENTISTAS.






Posted: 16 Sep 2012 09:13 AM PDT


Cientistas japoneses estão preocupados com o aumento da pressão na câmara de magma que se encontra no fundo do Monte Fuji.

O terremoto de 2011 no Japão causou um aumento da pressão na mais alta montanha do país, que é agora 16 vezes maior do que a necessária para produzir uma erupção, disseram nesta semana, pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisa em Ciências da Terra e Prevenção de Desastre.

Uma erupção poderia potencialmente causar um desastre na região metropolitana de Tóquio que fica a 62 km do Monte Fuji.

Nos últimos meses foram registrados uma série de pequenos tremores na montanha símbolo do Japão, informou o Boletim de Vulcanologia.


Fonte: http://ianoticia.com/2012/09/07/pressao-no-monti-fuji-e-16-vezes-maior-alertam-cientistas/
 http://www.revelacaofinal.com/2012/09/contagem-regressiva-para-uma-catastrofe.html#ixzz26eM2lRH6

CURSO DE ADMINISTRAÇÃO E PLANEJAMENTO PARA LÍDERES


 

 Pr. Eduardo Cândido

Amados, graça e paz, 

Estamos trazendo para o Rio um grande curso ministrado pelo amigo e meu Pai na fé Bispo Edmundo Felix - Comunidade Sal da Terra em Belo Horizonte. Ele foi ministrado durante uma semana em regime fechado para ensinar técnicas de organização e planejamento para nossa vida pessoal, negócios e nossas igrejas. É imperdível!

Este curso vai acontecer nos dias 26 e 27 de outubro, no ministério Internacional Compromisso com a Palavra, sendo sexta feira das 19:30 as 21:30hs e sábado das 9 às 17hs.

O valor é R$50,00 e dará direito à apostila, cofee break e almoço. 

As inscrições deverão ser feitas com a nossa segunda secretária Pra Sandra Alice através do e-mail sandralice@superig.com.br.

Leiam abaixo conteúdo programático.

Abraços


Esse curso chama O.P.A. Oficina de Plano e Ação. E tem o objetivo de ensinar as pessoas através do TEVEP – (Tempo, Eventos, Pessoas e Projetos), como fazer organizar suas ações e vidas em projetos.

Você receberá uma metodologia que lhe ajudará a organizar melhor tudo na vida e na dos que participarem, por que a minha e a de centenas de pessoas no âmbito religioso, político, empresarial, e voluntários, foram e estão sendo mudadas radicalmente.

Segue abaixo a filha técnica do curso.

Nome do Curso:

OPA – OFICINA PLANO & AÇÃO

Tempo: 08 horas/aula

Módulos:
I - Aula TEvEP, 

II - Sistemas Pessoais,

III – Dinâmica de Projetos – Simultâneo à aula

Público: Mínimo 50 alunos.
Local: Sala de aula com:
ð  Carteira de apoio para escrever,
ð  Quadro negro com giz branco, verde e vermelho,
ð  Ou Flip Sharp com canetas verde, preto e vermelho,
ð  Lápis, borracha e apontador,
ð  Água e banheiro,

Conteúdo Programático:
ð  O conceito de eventos na gestão de projetos,
ð  Sistemas Pessoais,
ð  O TEvEP – Tempo, Evento, Espaço e Pessoa,
ð  Os Elementos do projeto,
ð  Os Fundamentos de um evento,
ð  Gestão do Tempo,
ð  Gestão de Recursos Disponíveis,
ð  Gestão de expectativas,
ð  Priorização de ações,
ð  Inovações em projetos,
ð  O combine-se: melhorando continuamente o fluxo de Informações,
ð  Nós Erramos, Nós Aprendemos.
ð  PPP – Pausa Para pensar.

 Endereço: Igreja do Pr . Paulo Perrotti _ Rua Quiririm 126 _ Vila Valqueire.

Deus lhe abençoe!

Abraço.
Recebi por E-mail do CRIM. - 

ADMEP – ASSEMBLEIA DE DEUS – MINISTÉRIO ESTUDANDO A PALAVRA


EBD - ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO CRISTÃ

A VERDADEIRA MOTIVAÇÃO DO CRENTE

23 de Setembro de 2012

TEXTO ÁUREO

“Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai, que vê o que está oculto; e teu Pai, que vê o que está oculto, te recompensará.”. - [Mateus 6.6]

VERDADE PRÁTICA

 A verdadeira motivação do crente não está na fama ou no poder, mas em viver para glorificar a Cristo.

Leitura Bíblica em Classe:
Marcos 1. 35 – 45


Objetivos da Lição:

ü  Compreender qual deve ser a verdadeira motivação do crente.
ü  Conscientizar-se de que não fomos chamados para a fama.  
ü  Saber que o anonimato não é sinônimo de derrota.  

INTRODUÇÃO - O que significa motivação? Quais as intenções que o salvo não deve ter em seu coração ao realizar o serviço para Deus e quais as que ele deve ter? Nesta lição, veremos estas questões que permeiam a vida cristã. Destacaremos ainda o grande evento do Tribunal de Cristo onde todos os salvos serão julgados pelo serviço que desempenharam em prol do Reino de Deus aqui na terra e da recompensa que receberão aqueles que procederam com amor e fidelidade.

I.   O QUE SIGNIFICA MOTIVAÇÃO
    O dicionário diz que significa: “ato ou efeito de motivar; exposição de motivos ou causas; conjunto de fatores psicológicos de ordem fisiológica, intelectual ou afetiva, os quais agem entre si e determinam a conduta de um indivíduo”. Já a palavra motivo do latim “motivu, 'que move' quer dizer: “fim”, “intuito”. Fica explícito que a palavra motivação alude à intenção, propósito ou objetivo com que fazemos as coisas. No contexto da nossa lição, diz respeito às intenções com que executamos a obra do Senhor.
     Podemos resumir tudo isso em: desejo, força, interesse, necessidade ou outra característica interna a cada pessoa que a leva a buscar a sua satisfação ou o seu objetivo.   E, onde tem estado a nossa satisfação, o nosso desejo? 

II.     COMO NÃO DEVEMOS FAZER A OBRA DE DEUS

1.  Com má vontade. - A expressão mal do grego “kakos” quer dizer: “tudo o que é mau em caráter, vil, desprezível”. Portanto, não podemos fazer a obra de Deus com má vontade. O apóstolo Paulo tinha esta consciência por isso disse: “Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho! E por isso, se o faço de boa mente, terei prêmio; mas, se de má vontade, apenas uma dispensação me é confiada” (II Co 9.16,17).

2.    Com orgulho. O Aurélio define a palavra “orgulho” como “conceito elevado ou exagerado de si próprio; amor próprio demasiado; soberba”. Do grego “alazonia” ou “alazoneia” que é traduzido em (I Jo 2.16)  por “soberba”. Este foi o sentimento que levou o querubim ungido a ruína (Is 14.13-19; Ez 28.13-19). Aqueles que desejam servir a Deus não podem fazê-lo com orgulho, pois a Bíblia nos exorta a termos cuidado com este sentimento (I Tm 3.6; Pv 16.18,19; Tg 4.6). Vejamos dois exemplos bíblicos de pessoas que agiram com orgulho e foram prejudicadas:
·   O Rei Nabucodonosor. Apesar de ter sido avisado divinamente por um sonho que foi interpretado pelo profeta  Daniel, que não deveria agir impiamente e se ensoberbecer (Dn 4.4-27). Depois de passado um ano, este rei agiu orgulhosamente e sofreu as consequências por isso (Dn 4.28-33).
 ·    O Rei UziasDeus o fez prosperar enquanto este o buscou (II Cr 26.4,5), porém seu coração se exaltou e ele intentou queimar incenso, função esta que cabia apenas ao sacerdote (II Cr 26.16), porém mesmo sob aviso, o rei agiu loucamente e recebeu a punição pelo seu pecado (II Cr 26.17-21).

3.   Com o propósito de ser visto. Nosso Senhor Jesus Cristo, preveniu seus seguidores de não procederem como os hipócritas religiosos que entregavam suas esmolas e seus sacrifícios com a finalidade de serem vistos pelos homens e não por Deus, isto porque desejavam receber louvor (Mt 6.2,5; 23.5). Este foi o terrível erro de Ananias e Safira, pois eles haviam observado como Barnabé ficou bem visto pela congregação após doar de coração o valor da sua fazenda para os apóstolos administrarem  (At 4.36,37), de igual modo venderam sua propriedade, no entanto, combinaram entre si mentir quanto ao valor da venda, retendo assim parte do dinheiro, alegando ser o dinheiro todo (At 5.2), o que resultou em sentença de morte (At 5.4,5; 5.9,10).

III.   COMO DEVEMOS FAZER A OBRA DE DEUS
      Vimos acima alguns motivos que não devem permear o coração de quem serve a Deus, todavia, veremos   agora quais virtudes devem nos mover ou impulsionar ao serviço cristão. Vejamos algumas:
1)  Com amor. O apóstolo Paulo diz que  amor é a principal das três virtudes cristãs (I Co 13.13), ele é também o fruto do Espírito no cristão (Gl 5.22). Portanto, tudo o que fazemos deve ter esta característica do fruto como motivação, senão, qualquer coisa que fazemos não terá valor: “... e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria (I Co 13.3b). Portanto, o apóstolo ainda diz: “Todas as vossas coisas sejam feitas com amor  (I Co 16.14).

2)  Com humildade. O Aurélio diz que humildade é a virtude que nos dá o sentimento da nossa fraqueza, limitação. Portanto, o servo de Deus que realiza a sua obra com êxito, não deve se gloriar jamais, pois reconhece as suas militações; e que os bons  resultados de tudo quanto faz ou executa para Deus deve glorificá-lo, pois o seu prazer consiste em reconhecer a suficiência do poder do Espírito em seu trabalho e que deve proceder humildemente como ensina as Escrituras (Pv 15.33; 18.12; 22.4; Fp 2.3; Cl 3.12; I Pe 5.5).    

3)   Como ao Senhor. A Bíblia nos ensina que devemos fazer as coisas prioritariamente para Deus (Ef 6.7; Cl 3.23), isto não significa dizer que fazendo para os homens, não estejamos fazendo para Deus (II Co 8.5). A Bíblia deixa claro que servindo aos homens de Deus com sinceridade de coração e não para sermos vistos, estamos fazendo para Ele (Fp 4.18). Eis alguns exemplos:
·      Samuel servia ao Senhor e a Eli: E o jovem Samuel servia ao SENHOR perante Eli; e a palavra do SENHOR era de muita valia naqueles dias; não havia visão manifesta”.

·     Eliseu servia a Elias: “Então respondeu um dos servos do rei de Israel, dizendo: Aqui está Eliseu, filho de Safate, que derramava água sobre as mãos de Elias  (II Re 3.11b).

·       Priscila e Áquila serviram ao apóstolo Paulo: “Saudai a Priscila e a Áquila, meus cooperadores em Cristo Jesus     (Rm 16.3).

IV.  TRIBUNAL DE CRISTO: O JULGAMENTO DAS NOSSAS OBRA
    Em (Rm 14.10), o apóstolo Paulo usa o termo grego “bema” que quer dizer “degrau”, que originalmente indica uma plataforma elevada, usada pelos juízes em seus julgamentos formais. Isto ilustra o tipo de julgamento a que serão submetidos os crentes salvos, que biblicamente é denominado de Tribunal de Cristo (II Co 5.10). Neste tribunal, os salvos serão avaliados cada um segundo as suas obras. A expressão “obra” do grego “ergon” significa: “trabalho, ação, ato”. Logo, é extremamente importante ressaltar que apesar do cristão não ser salvo pelas obras (Ef 2.8,9), ele é salvo para as obras (Ef 2.10). Ali os remidos receberão da parte do Senhor o louvor ou a censura que merecer. Vejamos algumas características desse julgamento:

1)  Esse julgamento será meticuloso. Neste julgamento cada um receberá “segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem ou mal” (II Co 5.10). A expressão “bem” do grego “agaton”, quer dizer algo “espiritual e moralmente bom ou útil aos olhos de Deus”, já o termo “mal” do grego “phaulos” significa: “sem valor, iníquo;  inclusive egoísmo, inveja e preguiça”. Nada ficará oculto (Rm 2.16). Tudo será julgado, especialmente os nossos motivos (I Co 4.5). O Aurélio diz que a expressão “meticuloso” significa: “que se preocupa com detalhes; minucioso, esmiuçador”. Portanto, o Senhor Jesus Cristo, julgará a obra de cada crente pela motivação com a qual foi feita, disto nos assegura o apóstolo Paulo: ”... mas veja cada um como edifica sobre ele” (I Co 3.10). Confira ainda: (I Co 13.3; Cl 3.23,24;  Hb 6.10). 

2)  Esse julgamento será reveladorA palavra “revelar” do grego “apokalypsis” significa “revelar, tirar o véu, descobrir”. Esta expressão implica o levantar de uma cortina para que todos possam ver o que está sendo mostrado. Segundo o apóstolo Paulo, será deste modo à avaliação da obra de cada salvo no Tribunal de Cristo: “A obra de cada um se manifestará; na verdade o dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um” (I Co 3.13). A expressão “o fogo provará” diz respeito ao crivo que as obras passarão sob o olhar de Cristo que é como chamas de fogo  (Ap 1.14), que fala da sua onisciência, pois Ele tudo vê, conhece, perscruta e que diante dele todas as coisas estão nuas e patentes (Hb 4.13).
2.1 Obras sem valor. O apóstolo diz que as obras feitas com intenções erradas podem ser comparadas a “... madeira, feno, palha (I Co 3.12). Assim como estes materiais ao serem colocados no fogo são destruídos, de igual modo, as más intenções por trás das obras tornarão elas inúteis, todavia, mesmo o crente sendo reprovado pelo seu trabalho, não deixará de ser salvo.  “Se a obra de alguém se queimar sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo” (I Co 3.15). 
2.2 Obras com valor. O trabalho desenvolvido pelo salvo com motivos nobres será assemelhado a  ... ouro, prata, pedras preciosas...” (I Co 3.12). Estes elementos quando postos ao fogo, não se destroem, porque são duradouros, por isso o apóstolo Paulo compara com as boas obras praticadas pelos salvos, que quanto analisadas aos olhos de Cristo não se destruirão, antes permanecerão: “Se a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse receberá galardão” (I Co 3.14). 
3)   Esse julgamento será recompensador. Essa recompensa refere-se ao galardão, expressão do grego “misthos” que significa: “salário, arrendamento”. Somente receberão aqueles que trabalharam com amor no serviço do Senhor em prol do Reino de Deus (Ap 22.12). Não se sabe ao certo em que eles consistem, no entanto, temos a certeza de que ultrapassará a compreensão humana (I Co 2.9).
CONCLUSÃO - Vimos nesta lição, como é importante antes de executarmos alguma obra para Deus, avaliarmos as reais intenções que nos impulsionam a fazê-la. Visto que, ainda que a atitude seja boa, se a motivação for ruim, não receberemos a recompensa. Todavia, se agirmos fielmente e impulsionados pelo amor, nas obras que Deus preparou de antemão para que andássemos nelas, ouviremos o louvor que vem de Deus (I Co 4.5). 

REFERÊNCIAS
·         STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal.  CPAD.
·         VINE, W.E et al. Dicionário Vine. CPAD.
·         HORTON, Stanley. Teologia Sistemática. CPAD.
·         COELHO, Alexandre; DANIEL, Silas. Vencendo as aflições da vida. CPAD.
·         ANDRADE,Claudionor de.Dicionário TeológicoCPAD.
·         CHAMPLIN, R.N. O Novo Testamento Interpretado versículo por Versículo. HAGNOS.


                                                                            Lição Preparada por, Maria Valda.


LEMA:

 “Dá instrução ao SÁBIO, e ele se fará mais SÁBIO; ensina ao JUSTO, e ele crescerá em ENTENDIMENTO”. (Provérbios 9. 9).

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DEC - Departamento de Educação Cristã
Prof.ª Maria Valda.

Gestora: Pastora, Maria Valda.
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TERCEIRO TRIMESTRE DE 2012
VENCENDO AS AFLIÇÕES DA VIDA - Muitas são as aflições do justo mas o Senhor o livra de todas
COMENTARISTA: ELIEZER DE LIRA E SILVA
COMENTÁRIOS - SUPERINTENDÊNCIA DAS EBD"S DA ASSEMBLEIA DE DEUS EM RECIFE/PE

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