segunda-feira, junho 10, 2013

FRANCESAS PÕEM IGREJAS À VENDA

DESCRISTIANIZAÇÃO: DIOCESES FRANCESAS PÕEM IGREJAS À VENDA


Luis Dufaur
Antigo mosteiro à venda em Gacé, Orne, França

No período “pós-conciliar” houve um espantoso abandono da prática religiosa na França. Os católicos, que no início dos anos 70 eram 88% da população, ficaram reduzidos a 60,4% em 2010 (último dado disponível), segundo o instituto americano Pew Research Center.

Conforme pesquisa do instituto galo Ifop, apenas 4,5% dos franceses vão à igreja todos os domingos e somente 15% a frequentam pelo menos uma vez por mês.
Imbuídas da ideia de “inserir a Igreja no mundo”, em vez de diante de tamanha queda promoverem o retorno à verdadeira prática religiosa, as dioceses francesas aceleram, pelo contrário, a venda de igrejas e de outros prédios religiosos católicos como conventos, seminários e escolas, noticiou a BBC Brasil.
Veja vídeo
Veja demolição
da igreja de Abbeville,
França, abril 2013
Acresce-se a isso o esvaziamento dos seminários modernizados. E como o afastamento dos fiéis não só prejudica gravemente o bem de suas almas, mas também os desanima a doar para a Igreja, o resultado são os milhares de igrejas fechadas por falta de recursos para mantê-las.
“As dioceses estão em uma situação financeira crítica, com cada vez menos fiéis”, explicou Maxime Cumunel, do Observatório do Patrimônio Religioso, entidade civil que tenta preservar essa herança histórica religiosa.
O corretor imobiliário Patrice Besse, especializado na venda de propriedades religiosas, explica que “antes as dioceses se sentiam incomodadas em vender suas igrejas. Afinal, elas foram construídas com o dinheiro de doações. Agora há uma necessidade econômica. É preciso vender algumas para salvar outras”.
“Há cada vez menos fiéis e menos doações. O fenômeno de venda de igrejas está aumentando”, disse Besse.
A corretora de Patrice Besse dispõe de seis igrejas à venda, com preços entre € 50 mil e € 500 mil euros (aproximadamente entre R$ 130 mil e R$ 1,3 milhão), muito pouco dinheiro se comparado ao dos imóveis residenciais.
Capela do século XII transformada em moradia. Fronsac, Gironda, França
Ele acaba de vender por € 125 mil uma igreja na cidade de Soissons, no norte da França. O comprador foi um pianista anglo-taiwanês de 21 anos.
“A manutenção custa caro, e muitas paróquias preferem vender seus bens para não ter de arcar com despesas de obras”, afirma o corretor.
É o caso de uma capela na região de Bordeaux, no sudoeste da França. A diocese local explica em seu site que a mesma está fechada por razões de segurança desde julho de 2011.
As obras necessárias são estimadas em € 400 mil, preço frequentemente gasto por milhares de franceses na restauração de propriedades históricas.
Uma igreja vendida no ano passado na pequena cidade de Vandoeuvre-les-Nancy, no leste da França, tornar-se-á um centro comercial. “Só uma centena frequentava a igreja, que tem capacidade para mais de 700 pessoas”, justificou a diocese de Nancy, que obteve € 1,3 milhão com a venda.
Este exemplo toca num ponto muito sensível. Desanimados com a desordem no clero, os católicos temem muito que vários desses templos abandonados possam ser comprados com dinheiro vindo de países islâmicos e se tornarem mesquitas muçulmanas.
Ex-Carmelo à venda, Macon, França
Teme-se também que, como já sucede, algumas virem residências pessoais – aliás, bastante esquisitas – ou locais para atividades que tocam na irreverência ou na blasfêmia.
O temor é acrescido pela frequente recusa das dioceses em ceder suas igrejas abandonadas para uso dos fiéis que nelas fariam celebrar a Missa no rito extraordinário aprovado pela Santa Sé.
Esses fiéis se dispõem a arcar com os custos da restauração e manutenção, mas suas propostas são recusadas pelos bispos diocesanos “progressistas”, obrigando os fiéis a apelar a Roma.
Segundo Benoît de Sagazan, do Observatório do Patrimônio Religioso e detentor de um blog sobre o tema, no mês de fevereiro de 2013 havia 43 igrejas e capelas à venda na França.
A descristianização da “filha primogênita da Igreja” avança como consequência da revolução interna dentro do clero e do laicato católico, por vezes mal disfarçada sob o slogan “Igreja dos pobres” ou “para os pobres”.

sábado, junho 01, 2013

A FAMÍLIA E A SEXUALIDADE

A FAMÍLIA E A SEXUALIDADE (PARTE 1) - SUBSÍDIO PARA LIÇÃO BÍBLICA

A FAMÍLIA E A SEXUALIDADE – A QUESTÃO INFANTIL E JUVENIL

A exposição de nossos filhos aos conteúdos pornográficos nunca foi tão alarmante. A educação sexual num lar cristão saudável, além de instruir biblicamente sobre a questão, protegerá os nossos filhos diante dos ataques num mundo “pornificado”.

O acesso às questões que envolvem a sexualidade e a pornografia ocorre cada vez mais cedo e em maior escala na vida das crianças e adolescentes. Alguns ambientes de acesso são:

O lar. Os primeiros contatos de uma criança com material pornográfico pode acontecer dentro de sua própria casa, num lar onde crentes e não crentes habitam, ou num lar totalmente cristão (há pais cristãos que infelizmente consomem conteúdo pornográfico). O material com conteúdo pornográfico pode ser revistas, livros, vídeos, videogame, TV a cabo, internet, etc. Observe o que afirma Pamela Paul sobre o assunto:

Quer os pais passem pornografia aos filhos deliberada ou inadvertidamente, quer tentem escondê-la deles ou consumi-la fora de casa, as crianças hoje entram muitas vezes em contato com esse mundo por sua própria conta e em geral nem sequer esperam pelo surgimento dos hormônios. Podem sintonizar um canal a cabo na televisão, descobrir um programa de acesso público ou pedir um filme pago. Podem ainda encontrar vídeo ou DVD na coleção do vizinho ou do irmão mais velho. Segundo um estudo de 1995 com adolescentes da Califórnia, conduzido por Gloria Cowan e Robin Campbell, 83% dos garotos e 48% das garotas de colégio declararam já ter assistido a vídeos ou filmes de sexo explícito [...]. Esses números são sem dúvida mais elevados atualmente, já que as crianças descobrem cada vez mais pornografia na Internet [...]. Aprender a curtir pornografia on-line está se tornando rapidamente a nova regra. Nos termos da pesquisa Pornified/Harris, 71% dos jovens de dezoito a vinte e quatro anos concordaram com o enunciado “Vi mais pornografia na Internet do que em outros veículos (revistas, cinemas, TV)” [...]. Um estudo realizado em 2004 pela London School of Economics revelou que 60% das crianças que usam regularmente a Internet entram em contato com a pornografia. A pronografia se integrou à cultura pop adolescente; a cultura do videogame, por exemplo, exalta a obscenidade. Uma fita de 2004, The Guy Game, mostra mulheres exibindo os seios quando dão respostas erradas num teste; o jogo, disponível em Xbox e PlayStation 2, sequer recebeu a classificação “Só para Adultos”.[1]


Muito embora a pesquisa seja no contexto dos Estados Unidos, a realidade está bem presente em nosso país. Dessa forma, além de trabalhar no sentido de não expor os filhos aos conteúdos pornográficos, tomando cuidado em não adquirir material pornográfico, bloquear canais de TV impróprios, instalar bloqueadores de sites e conteúdos pornográficos no PC, notebook, netbook, tablets, etc., os pais devem ser os melhores amigos de seus filhos, conversando sobre questões de sexualidade na medida em que isso se tornar necessário, e considerando a linguagem, o desenvolvimento cognitivo e moral da criança. Tratar de questões sobre sexualidade com crianças e adolescentes sem considerar esses fatores, pode causar transtornos, bloqueios, curiosidade exacerbada e outros prejuízos aos mesmos.


Se os nossos filhos não receberem educação sexual com respaldo bíblico em nossos lares, aprenderão em outros ambientes, com outras pessoas, e possivelmente com uma abordagem distorcida, liberal e relativista.


A Escola. No contexto brasileiro a educação sexual na escola se apresenta de maneira oficial e abusiva. Professores apresentam aos alunos conteúdos pornográficos em sala de aula, no laboratório de informática e em outros espaços sem constrangimento algum. Bom, num contexto onde a educação sexual é banalizada e distorcida, o que se pode esperar. 


A escola é um dos aparelhos ideológicos do Estado, e nela se reproduz através das aulas (discurso oficial), de cartilhas e panfletos (literatura oficial) a imoralidade e a banalidade que assola a sociedade pornificada, que zomba dos princípios cristãos e ridiculariza a Bíblia, e tudo isso aprovado e recomendado pelos órgão oficiais de educação. O vídeo abaixo fala por si só, e apresenta sérias denúncias sobre o tema aqui em questão:



Vale salientar, que nem todo contato com questões que envolvem sexualidade e pornografia parte de professores. Muitos alunos buscam por si mesmos nos laboratórios de informática da escola ou faculdade, em revistas, nos seus celulares com acesso a Internet, nas conversas em grupo, etc. o contato com o mundo da pornografia (sexualidade pervertida ou distorcida).


Os pais crentes precisam saber de uma vez por todas que é impossível monitorar e controlar seus filhos vinte e quatro horas por dia. Então o que fazer? Antes de tudo, fortalecer a confiança nas relações familiares e aumentar a quantidade e a qualidade do diálogo, da conversa franca, do papo aberto e amigável. Precisamos também cobrir nossos filhos com oração, pedindo a ajuda de Deus nesse processo tão difícil, contra essa astuciosa arma de Satanás para destruição de nossas crianças e jovens, contra esse poderoso atrativo da carne que é a pornografia e o ensino distorcido e pervertido sobre sexualidade.


Pais e filhos devem entender que a sexualidade foi criada por Deus, mas uma vez praticada sem considerar os fundamentos da Palavra, torna-se pecado.




[1] PAUL, Pamela. Pornificados: como a pornografia está transformando a nossa vida, os nossos relacionamentos e as nossas famílias. São Paulo: CULTRIX, 2006, p. 167 e 173.

terça-feira, maio 28, 2013

O USO E ABUSO DO PODER

Até onde é certo o dito popular: “Manda quem pode, obedece quem tem juízo”?






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A imposição da vontade pessoal sobre a de outra pessoa, com base no cargo exercido, sem considerar as leis ou estatutos vigentes, controlando, coagindo, ou impedindo que a outra expresse seu direito ou vontade própria configura abuso de poder. Esse abuso é atitude contrária à democracia, e pode ocorrer em diversos níveis de poder em todas as áreas da sociedade. Seja no ambiente doméstico, político, econômico ou até mesmo religioso caracteriza-se pelo uso ilegal ou coercivo do poder para alcançar o objetivo pretendido.

Considerando que o poder tem aspectos mais amplos e mais complexos do que o simples ato de exercer a autoridade sobre outras pessoas, para definir seu uso abusivo é preciso ir além da ação do forte sobre o fraco, principalmente onde o poder é transferido de mãos, recebendo novas nuances dificultando a sua identificação. Mas em áreas democráticas é facilmente identificado como no caso em que uma pessoa em situação de desvantagem usa indevidamente os artifícios do poder que tem para sair da tal situação desvantajosa.

O abuso do poder e da autoridade é um desvio de comportamento, é um desvio de conduta moral e ética.

Infelizmente na Igreja esse desvio de comportamento também acontece. Não é de se admirar, porque grupos partidários também surgiram na igreja em Corinto, nos dias de Paulo. Tinham perdido o foco da razão da existência da Igreja (1 Coríntios 1.10-17).  É diferente hoje? A impressão que se tem é que o que está valendo são os interesses de cada grupo, e principalmente daquele que detém o poder; e qualquer ameaça, real ou imaginária tem que ser fortemente confrontada, de modo que fique bem claro "quem é que manda".

Mas, a Igreja é do Senhor Jesus! Ele, querendo a edificação dela, concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, outros para pastores, e outros para doutores e mestres (Efésios 4.11,12). E estes deveriam atuar conforme a orientação apostólica: “Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus” (1 Pedro 4.10).

Os grupos que se formaram na igreja, sejam da “direita” ou da “esquerda” não conseguem mais definir, nem expressar, e muito menos viver a essência da Igreja verdadeira. Politicamente, direita representa a "situação", enquanto esquerda "oposição". E o povo, em que posição está? O que pensa? O que espera?

O povo precisa e espera ser guiado por um líder, cuja devoção a Deus seja uma característica notável da sua vida, mensagem, e espiritualidade. Um líder que conheça bem o seu trabalho, e o que irá ensinar. Não somente a doutrina bíblica, mas o esboço geral da fé cristã e as experiências reais que serão vividas no dia a dia da jornada. Um líder, talvez até de pouca experiência, mas com uma vida de consagração que envolva a própria alma, que ouça e obedeça a voz do Senhor.   

A orientação do Senhor para Josué, o novo líder israelita, é que ele deveria ser forte e corajoso, que tivesse o cuidado de obedecer à lei que Moisés ordenou, permanecendo na direção certa, sem se desviar para a direita nem para a esquerda, para ser bem sucedido (Josué 1.7,8). Muito me preocupa o desvio à direita, pois a meu ver o Senhor o destaca em primeiro, e em segundo à esquerda. Tanto um quanto o outro é perigoso. Mas, desvio para a direita apresenta mais risco, mais perigo. Quem está à direita e detém a autoridade deve saber que o impacto de suas decisões pode causar sérios prejuízos, até mesmo destruir vidas, tanto individualmente como coletivamente.

O texto de Romanos 13.1 traz a seguinte instrução: “Toda alma esteja sujeita às autoridades superiores; porque não há autoridade que não venha de Deus; e as autoridades que existem foram ordenadas por Deus”.

Não podemos ir além do conceito bíblico de submissão ensinado no Novo Testamento, como também não podemos negar o conceito de autoridade orientado pela Palavra de Deus.

Quando a Bíblia diz de autoridades superiores, está sugerindo que existem níveis legítimos de autoridade aos quais devemos nos submeter. Existem ocasiões em que a autoridade superior (divina) e a inferior (humana) entram em conflito, e nesse tempo, como liderados nossa escolha deve ser obedecer a autoridade superior, isto é, Deus, e não às autoridades religiosas (Atos 5.29).

As Escrituras Sagradas mencionam sete níveis de autoridade, porém, três não foram concedidos aos homens, são reservados exclusivamente e somente para Deus: Autoridade Soberana, Autoridade Verídica, e Autoridade da Consciência. E mesmo assim, muitos líderes religiosos e políticos, e muitos cientistas indevidamente se apropriam de títulos de autoridade e posições que pertencem unicamente ao Senhor nosso Deus.



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Ao que parece os homens não estão satisfeitos com os quatro níveis de autoridade que foram reservados à humanidade, conforme as Escrituras.

Os níveis de autoridade dados ao homem se forem usados de forma adequada resultarão em justiça, paz e alegria no Espírito Santo. Esses níveis de autoridade são: Autoridade Delegada, Autoridade Estipulada, Autoridade dos Costumes ou da Tradição, e Autoridade Fundamental.

O apóstolo Paulo enfatiza que a função principal da autoridade, intrinsecamente ligada aos dons ministeriais, em conjunto visa o aperfeiçoamento dos santos para que entrem em ação desempenhando cada um o seu papel para a edificação do corpo de Cristo. São as instruções do apóstolo em Efésios 4.11,12, quando cita os cinco dons ministeriais de liderança em relação à nossa submissão.

Em Hebreus 13.17, lemos: “Obedecei aos que têm o governo sobre vós e submetei-vos a eles, porque velam pelas vossas almas…”. Mas não significa que os líderes espirituais devem agir ou reinar como ditadores, impondo sua vontade aos liderados. Uma vez que o ministério pastoral não é a mesma coisa que ‘governo’, a partir de João 10.11 que diz que o pastor é aquele que cuida, se importa e ama, podemos interpretar Hb 13.17 da seguinte forma: “Sigam os que exercem a liderança pastoral, e submetam-se ao seu cuidado e alimentação espiritual, e repreensão em amor, pois hão de prestar contas de vossas almas ao Supremo Pastor”.

Também o apóstolo Pedro exorta à liderança da igreja: “Pastoreiem o rebanho de Deus que está aos seus cuidados. Olhem por ele, não por obrigação, mas de livre vontade, como Deus quer. Não façam isso por ganância, mas com o desejo de servir. Não ajam como dominadores dos que lhe foram confiados, mas como exemplos para o rebanho. Quando se manifestar o Supremo Pastor, então, receberão a imperecível coroa de glória” (1 Pedro 5.2-4).

O líder deve reconhecer os limites da autoridade que lhe foi outorgada, e nunca ir além da sua responsabilidade. O liderado, por sua vez, reconhece e se submete a essa liderança. E essa submissão baseada em amor fraternal resulta em respeito mútuo e recíproco, quando a autoridade é exercida e administrada de modo adequado, dentro dos limites das Sagradas Escrituras.


Que Deus nos abençoe!
Pr. Paulo Pontes

CGADB DESLIGA PASTOR SAMUEL CÂMARA, PRESIDENTE DA IGREJA MÃE.

A nova Mesa Diretora da CGADB eleita em Brasília-DF reuniu-se formalmente hoje (22), para apreciar o parecer do Conselho de Ética e Disciplina, contra os pastores Samuel Câmara, Jônatas Câmara, Sóstenes Apólos e Ivan Bastos por suposta quebra de decoro na AGE de Maceió-AL.

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Pastores: Samuel Câmara, Jônatas Câmara, Sóstenes Apólos, e Ivan Bastos (Foto: montagem Seara News)


E conforme noticiado pelo blog do pastor Geremias do Couto, o pastor Samuel Câmara, presidente da Igreja Mãe, em Belém-PA, foi desligado da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil – CGADB.
Leia a íntegra do comentário do pastor Geremias do Couto:


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Acabo de ser informado do que já previa. Por sete votos a três, a Mesa Diretora deliberou desligar o pastor Samuel Câmara de seu quadro de associados, acatando assim o parecer de seu Conselho de Ética e Disciplina sob a acusação de quebra de decoro durante a AGE de Maceió, AL. Essa medida arbitrária só não foi tomada em janeiro, antes, portanto, das eleições em abril, por força de medida judicial que suspendeu a reunião convocada para esse fim.

Segundo informações já publicadas no perfil "CGADB Para Todos" (veja aqui), os processos contra os pastores Sóstenes Apolos e Jônatas Câmara teriam sido suspensos pela ausência de ambos em virtude de ordem médica. Já o pastor Ivan Bastos, também arrolado na acusação, só poderá ser "julgado" em uma AGO por ser membro da Mesa.

Transcrevo, a seguir, a parte final da mensagem do pastor Samuel Câmara publicada no perfil "CGADB Para Todos":

"Infelizmente optaram, mais uma vez, por cometer uma arbitrariedade. Rito sumário como na pior das ditaduras. Fica caracterizada a perseguição política e a determinação de tirar do caminho e atropelar qualquer um que levante a sua voz contra os desmandos da administração que há 25 anos comanda a CGADB.

"Diante desta atitude arbitrária, repito o nosso lema: Porque Deus não nos deu um espírito de temor, mas de fortaleza, e de amor e de moderação", 1 Timóteo 1.7.

"Vamos recorrer da decisão, com tranquilidade. Eles buscam promover mais uma cisão. Nós buscamos a unidade assembleiana. Insistimos que nos cubram com as suas orações".

As arbitrariedades a que se refere o pastor Samuel Câmara são os gritantes vícios dos processos e a medida sumária do desligamento, flagrantemente contrária ao que ditam o Estatuto e o Regimento Interno da CGADB, que prevê outras modalidades de pena, nos casos de quebra de decoro, o que, de fato, não teria havido, senão a insistência em pedir à presidência, naquela AGE, que, ao invés de levar a voto por aclamação as alterações estatutárias sugeridas, que se fizesse por votação nominal para dar segurança jurídica às decisões tomadas em Assembleia.

Imagem do  perfil "CGADB Para Todos"

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CONVENÇÕES DO SUL DIVULGAM MANIFESTO PELA UNIDADE DAS ADS NO BRASIL



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( Foto: montagem de Seara News )


O texto pede para que os pastorem intercedam para que a igreja permaneça unida

As Convenções regionais das Assembleias de Deus do Sul do Brasil redigiram um manifesto em favor da unidade da igreja Assembleia de Deus que diante da expulsão do pastor Samuel Câmara pode ser dividida. No texto os pastores dos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, que integram a diretoria da UMADERSUL, União dos Ministros da Região Sul,  pedem para que os pastores permaneçam unidos como uma só família e alertam para as circunstâncias políticas e sociais que vão exigir uma postura mais firme da igreja.

“A unidade da Igreja deve ser defendida pelo fato de que ela é uma arma espiritual em favor do Reino de Deus, principalmente, no momento histórico que vive nossa nação de laciamento dos valores morais e de ataque sistemático à família e comprometimento da liberdade de expressão da igreja contra o pecado”, diz trecho do manifesto.

O texto pede para que os pastores de todas as ADs que fazem parte da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB) entrem em oração para que a Mesa Diretora não venha a convocar uma Assembleia Geral Ordinária para oficializar o desligamento de membros da comissão.

A manifestação das Convenções do Sul está ligada ao julgamento que aconteceu nesta quarta-feira (22) onde quatro pastores seriam julgados por quebra de decoro durante a AGE de Maceió. A Mesa Diretora se reuniu e definiu apenas a expulsão do pastor Samuel Câmara. Os pastores Sóstenes Apolos, Jônatas Câmara não foram julgados por motivos de saúde que os impediram de comparecer. Já o pastor Ivan Bastos, que hoje ocupa o cargo de 1º Tesoureiro, só poderá ser julgado em uma AGO.

Leia o Manifesto:

Manifesto Pela Unidade da Mesa Diretora da CGADB

1) Desejamos que a CGADB continue se mantendo no espírito com o qual os pioneiros da Assembleia de Deus no Brasil fundaram-na. Todavia, há o perigo eminente de não sabermos conviver com as diferentes formas de pensar a obra do Senhor, dadas pela liberdade do Espírito Santo e mantidas pela multiforme graça do Senhor, elementos que marcam o movimento pentecostal no Brasil.

2) Conclamamos que os membros da CGADB em todo o território nacional e no exterior para orarem em favor da Mesa Diretora para que os membros da mesma não se precipitem em tomar medida disciplinar ou propor à AGO da CGADB o desligamento de membros seus, principalmente, no período pós-eleição para os cargos de composição da Mesa e do Conselho Fiscal.

Há o perigo iminente de que sejam desligados compulsória e injustamente membros da CGADB, que são pastores com uma história relevante de trabalho na obra do Senhor, somente pelo fato de os mesmos terem interpretado a vontade de Deus com um pensamento diferente daqueles esposados pela Mesa Diretora.

Lembramos-vos que isto configuraria retaliação, que é uma atitude anti-cristã e extremamente prejudicial à unidade da Assembleia de Deus no Brasil.

3) Anelamos que cada membro da CGADB respeite a doutrina apostólica acerca da unidade da Igreja do Senhor Jesus e neste sentido, trabalhe, promova e cultive-a, “assim também em Cristo nós, que somos muitos, formamos um corpo, e cada membro está ligado a todos os outros” (Rm 12.5), pois “assim como o corpo é uma unidade, embora tenha muitos membros, e todos os membros, mesmo sendo muitos, formam um só corpo, assim também com respeito a Cristo. Pois em um só corpo todos nós fomos batizados em um único Espírito” (1Co 12.12-13).

4) Alertamos a todos os membros da CGADB e colegiadamente a todos as Convenções Estaduais e/ou Regionais que a unidade da Igreja deve ser defendida pelo fato de que ela é uma arma espiritual em favor do Reino de Deus, principalmente, no momento histórico que vive nossa nação de laciamento dos valores morais e de ataque sistemático à família e comprometimento da liberdade de expressão da igreja contra o pecado.

Nesse sentido, a unidade é um elemento de proclamação tácita do Evangelho, visto que o nosso Senhor orou pela nossa unidade: “para que todos sejam um, Pai, como tu estás em mim e eu em ti. Que eles também estejam em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste. Dei-lhes a glória que me deste, para que eles sejam um, assim como nós somos um, eu neles e tu em mim. Que eles sejam levados à plena unidade, para que o mundo saiba que tu me enviaste, e os amaste como igualmente me amaste”.

5) Rogamos, respeitosamente, a Mesa Diretora e o próprio presidente da CGADB, sua reverendíssima, pastor José Wellington Bezerra da Costa, como líder maior de nossa Assembleia de Deus no Brasil, que não se permita ser considerado incoerente com suas próprias palavras, pois o mesmo pediu a unidade de nossa denominação no país. Como a uma só família rogou aos ministros da Assembleia de Deus no Brasil, poucas horas depois de divulgados os números finais da votação que o reconduziu a Presidente da CGADB para o período de 2013/2017, quando questionado pelo site CPADNEWS: “Que mensagem o senhor deixa para os assembleianos de todo o país?” Respondeu enfaticamente: “Em primeiro lugar, dirijo-me aos obreiros da Assembleia de Deus: somos uma só família e recebemos uma só doutrina, um só Espírito Santo e cremos em um mesmo Deus, por isso mesmo devemos manter esta bênção que Deus tem derramado sobre o coração de todos os assembleianos…” (conforme acesso ao site cpadnews.com.br em 15 de maio de 2013, às 10h30min).

Assinam adiante os líderes da União dos Ministros das Assembleias de Deus da Região Sul (Umadersul) e os demais convencionais, membros da CGADB signatários deste manifesto, que participaram do 17º Encontro dos Lideres das Assembleias de Deus dos Estados do Sul (Elads), também o firmam em folhas apensas ao mesmo.

Presidente: Pr. Ival Teodoro da Silva (PR)
1º Vice-presidente: Pr. João Ceno Ohlweiler (SC)
2º Vice-presidente: Pr. Ubiratan Batista Job (RS)

Fonte: CIADESCP