quinta-feira, fevereiro 24, 2011




Muitas pessoas devem a grandeza de suas vidas aos problemas e obstáculos que tiveram de vencer

(Spurgeon)



Digno de admiração é aquele que, tendo tropeçado ao dar o primeiro passo, levanta-se e segue em frente.

(Carlos Fox)

7 GRANDES PERGUNTAS – E MISTÉRIOS DA BÍBLIA



Quando Oramos, Falamos Com Deus. Quando Lemos a Sagrada Escritura, Deus é Que Fala Conosco.


“Quando oramos, falamos com Deus. Quando lemos a Sagrada Escritura, Deus é que fala conosco.” A frase é do bispo Isidoro de Sevilha (560 a 636 d.C.), considerado um dos mais importantes teólogos medievais, e retrata muito bem o status que adquiriu a Bíblia. Apesar de seu nome ser usado no singular, o significado original em grego é “livros”. Isso porque a obra reúne, na realidade, 66 escritos, produzidos durante 1.600 anos e por 40 diferentes autores, desde humildes agricultores e pescadores a renomados reis. Sem ela, o mundo não seria o mesmo. Foi a Bíblia que trouxe as bases das três grandes religiões monoteístas: o judaísmo, o cristianismo e o islamismo. Ao se transformar na publicação mais lida e distribuída no mundo, sendo traduzida para mais de 2.400 línguas e dialetos, também moldou a cultura e os valores da sociedade, universalizando direitos e promovendo a liberdade de consciência e de expressão.

Mesmo diante de tamanha importância, são muitas as dúvidas que ainda cercam os relatos bíblicos. Milhares de estudos e artigos já foram publicados sobre os mais diversos trechos e acontecimentos descritos no livro, mas eles continuam resistindo como fonte de não poucas polêmicas. Tudo bem, alguém pode culpar Martinho Lutero, João Calvino e os demais reformadores protestantes e seus ensinos de livre interpretação das Escrituras como a razão para tantas opiniões diferentes. Mas convenhamos: compreender por que um Deus tão bondoso permite o sofrimento e ainda manda matar ou entender o que significam todos aqueles estranhíssimos seres e eventos registrados no Apocalipse não é nada fácil.

A seguir, você conhecerá sete das mais discutidas questões sobre a Bíblia nos últimos tempos. O debate é bastante diversificado. Na discussão histórica, a dúvida é se eventos fantásticos como o dilúvio universal, a Arca de Noé, a abertura do Mar Vermelho aconteceram ou são apenas simbólicos. Por outro lado, é analisado um assunto bastante prático, apesar de tantas vezes metafísico: segundo os textos bíblicos, o que acontece com a pessoa quando ela morre? E aí, nem o inferno escapa. Se você o imaginava como um lugar embaixo da terra, onde enormes labaredas de fogo se misturam a um forte cheiro de enxofre e para onde vão as almas dos maus logo após seus falecimentos, pode ter uma enorme surpresa. Encontrar as respostas exige tempo, estudo, oração e, claro, auxílio divino. Mas a recompensa de conhecer um pouco mais da Palavra de Deus vale qualquer esforço. Como explicou certa vez o teólogo presbiteriano Francis Schaeffer (1912 a 1984): “Um simples cristão com a Bíblia na mão pode dizer que qualquer um, até a maioria, está errado”.




1) Os Grandes Eventos e Milagres Aconteceram Mesmo ou Não Passam de Mito?

Durante séculos, ninguém ousou dizer que algo narrado pela Bíblia poderia não ser verdade. Se a ciência discordasse de alguma coisa, era ela que necessariamente estava errada. Esse panorama começou a mudar no começo do século 18, com a Revolução Industrial e com o Iluminismo. Dentro e fora da Igreja, pessoas começaram a estudar o livro como qualquer outra obra histórico-literária, aplicando nele os métodos da análise crítica. O resultado é visto numa série de questionamentos: A história do dilúvio e da Arca de Noé não é apenas um mito? O êxodo dos judeus fugindo da escravidão no Egito e abrindo as águas do Mar Vermelho pode ser simbólico? E o que dizer dos fantásticos milagres de Jesus, que teria até ressuscitado? Para os mais críticos, eventos como esses nunca aconteceram. Canaã, a região que hoje corresponde a Líbano, Palestina, Israel e partes da Jordânia, do Egito e da Síria, estava sob o domínio egípcio e era necessário criar um relato que inspirasse as diversas tribos a lutar contra essa situação. Assim, surgiu grande parte do Gênesis e do Êxodo. Quando a Bíblia conta que as leis mosaicas foram encontradas no templo, durante o reinado de Josias, por volta de 622 a.C., também inventa um relato para explicar o surgimento das diversas regras. “Quem escreveu textos como Deuteronômio foram os próprios sacerdotes da época de Josias”, destaca a historiadora norte-americana Karen Armstrong em seu livro A Bíblia (Jorge Zahar Editor).






Ainda segundo Armstrong, depois da volta do exílio babilônico, por volta de 538 a.C., a fé dos hebreus foi radicalmente transformada. Antes politeístas e adorando vários deuses, agora eles optam por reverenciar apenas Yaweh. Sob o comando do sacerdote Esdras, os textos são editados e enriquecidos. Trechos como os Dez Mandamentos e a proibição de casamento dos judeus com outros povos teriam surgido ali. Entre aqueles que fazem coro com a historiadora estão vários teólogos liberais. Para eles, a Bíblia usa uma linguagem figurada e poética muito forte. Moisés não abriu o Mar Vermelho, mas faz sentido usar isso como metáfora, já que o mar é símbolo do caos e, para se libertar, o povo vence as forças do caos egípcio justamente com a ajuda de Deus.

Ultimamente, essas versões ganham força principalmente por causa de livros, documentários televisivos e reportagens em revistas seculares. Mas são pouco aceitas entre a maioria dos evangélicos. “Como sacerdotes do tempo de Josias teriam inventado essas histórias se mais de 200 culturas, por exemplo, preservaram a história de uma grande inundação que destruiu a Terra e da qual foram salvas algumas pessoas num grande barco? É bastante provável que esses eventos realmente aconteceram”, afirma o jornalista adventista Michelson Borges, autor do livro A História da Vida (Casa Publicadora Brasileira).

Borges explica que dificilmente os hebreus teriam copiado essas histórias, já que seus relatos mais simples sugerem tratar-se das narrativas originais. “Além desses argumentos, há várias evidências geológicas e achados arqueológicos que confirmam a veracidade dos textos bíblicos”, completa. No caso do dilúvio, as evidências seriam variadas: metades dos sedimentos continentais são de origem marinha; fósseis de animais marinhos são encontrados costumeiramente em grandes montanhas.

Já a existência de escravos hebreus no Egito é atestada por pinturas nas paredes das pirâmides e por papiros de sacerdotes egípcios, como Ipuwer, que menciona as mesmas pragas bíblicas que assolaram a nação. Estudando os originais hebraicos do Antigo Testamento, ainda é possível encontrar palavras e expressões que são claramente de origem egípcia, o que indica que seu autor era versado nos idiomas e tradições de ambas as culturas, perfil que combina bem com Moisés.

2)  As Profecias do Apocalipse São Literais?

Grandes bestas que emergem do mar, multidões vestidas de branco no céu, julgamentos e vinganças empreendidas por cavaleiros sobrenaturais e animais monstruosos, que mais parecem ter saído de um filme de terror. O Apocalipse é um dos mais assustadores e fantásticos relatos da literatura em todos os tempos. Considerado uma revelação sobre a volta de Cristo e o fim do mundo, cristãos em todas as épocas o consideraram profético, ou seja, com descrições do futuro. Mesmo que pouco entendesse daquilo que está escrito nele.

“Muito do medo que vem da leitura do Apocalipse existe porque as pessoas ignoram que essa mensagem foi escrita para um público específico num contexto específico: as sete igrejas da Ásia Menor do final do primeiro século”, defendem Wes Howard-Brook e Anthony Gwyther no livro Desmascarando o Imperialismo (Edições Loyola e Paulus). Durante muito tempo, acreditou-se que o Apocalipse fora escrito para ajudar os seguidores de Jesus a manter a fé em meio à desgraça provocada por uma terrível perseguição, com a promessa de que a iminência do fim encerraria sua grande tribulação.

Essa hipótese já não encontra apoio nem entre os estudiosos mais liberais. Em fins do primeiro século, não havia perseguições generalizadas ou sistemáticas naquela região. Mas a sombra do poderoso Império Romano e seus valores corrompidos pairava sobre as pequenas e insipientes comunidades cristãs. Para que elas não sofressem a tentação de fazer as pazes com Roma, João revelou o Império como a prostituta sedutora que oferecia a boa vida em troca de obediência e de uma besta esfomeada que devorava todos os que ousassem se opuser a ela.

Que o Apocalipse é um texto altamente simbólico parece haver consenso. Mas muita gente acredita que essa simbologia, sim, já desencadeia e ainda provocará outros eventos bem reais até o fim dos tempos. “Logo no início do livro, vemos que seu conteúdo abrange o passado, o presente e o futuro da Igreja. ‘Escreve as coisas que tens visto as que são e as que depois destas hão de acontecer’ é a ordem que João recebe”, explica o jornalista e pastor assembleiano Ciro Sanches Zibordi, autor do livro Evangelhos que Paulo Jamais Pregaria (CPAD). “Eventos como o juízo final, o trono branco e a Nova Jerusalém não aconteceram. Como pensar que se referiam àquela época?”, questiona.

Desse modo, as bestas de Apocalipse 13 são simbólicas. Mas a primeira besta representaria, na realidade, um líder ou poder político e o falso profeta, um personagem religioso. Outra passagem real seria a guerra no céu, descrita no capítulo anterior. Apesar de trazer também consequências e efeitos futuros, ela mostra a rebelião de Satanás e como ele foi expulso com um terço dos anjos rebeldes da presença divina. “Por tudo isso, creio que a advertência para não ignorar as profecias são muito válida. Eventos como a grande tribulação, a volta e vitória de Jesus, a prisão de Satanás e o estabelecimento do Milênio, o julgamento e o novo céu e nova Terra se cumprirão literalmente”, aposta Zibordi.







3) O Que Acontece Com a Pessoa Quando Ela Morre?

Um ditado popular garante que a única coisa certa para quem está vivo é de que um dia morrerá. Apesar dessa certeza, se existe algo que quase ninguém quer é morrer. Muito por conta da aura de mistério que cerca aquilo que está reservado ao ser humano no além-túmulo. Certo mesmo, segundo a Bíblia, é que essa história de reencarnação não existe. Todos passam por aqui uma única vez e depois disso serão julgados. E, se a vida terrena é o ponto de partida, o de chegada será a vida eterna, mas em corpos ressuscitados. Pelo menos, para aqueles que crerem em Jesus.

No demais, ou seja, o que acontece nesse meio tempo, enquanto os mortos não ressuscitam, é que as opiniões se dividem. “De acordo com as Escrituras, somos constituídos de uma parte material, o corpo, e outra imaterial e imortal, a alma ou espírito. Alguns defendem que esse espírito seria um terceiro elemento. Quando a pessoa morre, a alma continua consciente”, afirma Paulo Sérgio de Araújo, autor do livro Qual o Destino do Homem? (Editora Lio).

Para defender seu ponto de vista, ele cita dois exemplos: Moisés, que mesmo falecido, apareceu no Monte da Transfiguração (Mateus 17.1-9) e o apóstolo Paulo, que disse preferir partir ou morrer para estar com Cristo (Filipenses 1.23). “Se o apóstolo acreditasse que sua morte o lançaria num estado de total e literal inexistência, cortando sua comunhão com o Senhor, seria um absurdo total ele declarar que morrer era melhor do que continuar vivo.”

Apesar disso, esses mortos não ficam vagando por aí como almas penadas e têm contato com os vivos como algumas religiões acreditam. “Até Cristo, todos ficavam no lugar que em hebraico quer dizer sheol, em grego, hades, e em latim, infernus. Daí nossa palavra inferno. Mas longe de ser um lugar tenebroso, tinha duas divisões. Os ímpios eram atormentados, mas os justos ficavam no paraíso ou seio de Abraão. Após a ascensão de Cristo, os salvos vão para o céu e ficam na presença do Senhor”, explica Araújo.

Nem todos interpretam os acontecimentos depois da morte dessa maneira. “Para entender a morte, é preciso compreender a vida”, diz o jornalista e pastor adventista Wendel Lima. Ele cita a criação do ser humano em Gênesis 2:7 para desvendar o mistério. Nessa passagem, Deus sopra o fôlego de vida num boneco de barro e o torna uma alma vivente. “Diferente do que os gregos diziam, o homem é indivisível. Quando ele morre, a alma, que é toda a pessoa, com seus intelecto e emoções, acaba. O corpo volta para o pó e o espírito ou fôlego de vida para Deus, como ensina Eclesiastes 12:7.”

Ele também recorre às línguas originais para explicar sua visão. Enquanto espírito, em hebraico, tem o sentido de “sopro” ou “vento”, alma dá a ideia de “pessoa” ou “ser vivo”. “Nada de Gasparzinho”, aponta. O mesmo acontece com sheol ou hades. “Esse lugar nada mais é do que a sepultura, onde todos os mortos descansam até o tempo da ressurreição e do juízo”, defende Lima.

4)  Deus Mandou Matar?

Guerra santa é um assunto que ganhou destaque na imprensa depois dos atentados de 11 de setembro de 2001. E normalmente causa mal-estar e pesadas críticas de cristãos sinceros ao lembrar que, naquela ocasião, mais de 2 mil inocentes morreram nos choques dos aviões contra as Torres Gêmeas, em Nova York. Porém, o que poucos se dão conta é que algo muito parecido aconteceu milhares de anos atrás e está registrado nas páginas da própria Bíblia. Ali, mais precisamente no livro de Josué, Deus ordena sem qualquer cerimônia a seu povo que invada a cidade de Jericó e mate todos os cananeus que lá encontrar, seja eles homens, mulheres ou mesmo crianças.

Não é de hoje que a ordem divina provoca consternação geral. Afinal, por que um Deus tão bom, que quer a salvação de todos, ordenou tal massacre? Essa questão já gerou acaloradas discussões e realmente não há explicações fáceis. À primeira vista, a impressão que dá é que a divindade do Antigo Testamento é muito diferente daquela que enviou o próprio Filho para morrer numa cruz pela humanidade no Novo. “De fato, há uma descontinuidade de algumas práticas do Antigo para o Novo Concerto. Antigamente, os israelitas eram usados por Deus como instrumentos de seu juízo. Hoje, é uma traição ao Evangelho pegar em armas para promover os interesses de Cristo”, diz o teólogo Tremper Longman III, no livro Deus Mandou Matar? (Editora Vida).

Para tentar solucionar o imbróglio, Longman propõe analisar a situação sobre dois atributos pessoais de Deus: seu amor e sua justiça. Ao mesmo tempo em que ele é amor e quer salvar a todos, também é justo e cobrará a cada um segundo suas obras. O relato de Josué mostra que houve pessoas em Jericó, inclusive a prostituta Raabe, de quem descenderia Cristo, que foram poupadas. Se houvesse outras pessoas que mudassem sua posição, igualmente seriam poupadas. “Deus não é injusto. Porém, naquele contexto, a população de Jericó teve conhecimento da chegada dos israelitas e tomou partido de seus deuses contra Yahweh. Naquele tempo, a revelação ainda começava e demoraria tempo para que os valores cristãos pudessem ganhar força e moldar a consciência social. Mesmo assim, quem tem problemas com relação à conquista de Canaã, também terá em compreender o juízo de Cristo, pois nele, todos os desobedientes, independente de idade ou condição serão jogados no lago de fogo”, compara Longman.

Inevitavelmente, a questão puxa outra: como um Deus amoroso permite tanto sofrimento no mundo? Para debater “o problema da dor”, como C. S. Lewis certa vez chamou o assunto, é necessário deixar algumas coisas claras. De acordo com a Bíblia, nessa história não há inocentes, todos pecaram e estão sujeitos às mais diversas situações em um mundo de injustiça. Não que esta seja a vontade divina. Pelo contrário: ele criou tudo perfeito, mas quando o homem se afastou de seus caminhos, permitiu a entrada da dor, do sofrimento e da morte no mundo.

“A lição de que a rebelião – e todo pecado – leva à morte é muito clara no Jardim do Éden. Na ocasião, Adão e Eva deveriam ser mortos na hora, mas foram poupados e receberam uma nova chance. Essa graça é o motivo de qualquer um de nós ainda estar respirando. Deus minimiza o mal causado pelo homem. Assim operam sua justiça e seu amor, ainda que não aceitemos muito bem tudo isso”, finaliza Longman.

5)  A Lei Foi Abolida?

Desde que apóstolo Paulo começou suas viagens missionárias essa questão divide as opiniões dentro da Igreja. É fato que algo foi abolido por Cristo na cruz, como propõe o próprio apóstolo dos gentios. Das 613 ordenanças entregues a Moisés no Monte Sinai, algumas reafirmações de leis já existentes, várias não são mais seguidas pelos cristãos modernos. Com exceção das comunidades judaico-messiânicas, que têm seus próprios motivos, ninguém mais pratica a circuncisão ou durante o mês de setembro acampa no lado de fora de sua casa para celebrar a Festa das Cabanas. Entretanto, é impensável que alguma igreja aceite que seus membros adorem outros deuses ou matem. Afinal, o que vale ainda nos dias atuais?

Primeiro é preciso esclarecer o que é essa tal “lei”. O termo mais comum em hebraico para designá-la é torá e em grego nomos, mas tanto pode se referir ao conteúdo total do Antigo Testamento, literalmente “a Lei e os Profetas”, quanto aos cinco primeiros livros bíblicos, o Pentateuco, aos Dez Mandamentos, à vontade revelada de Deus, a preceitos civis de Israel ou cerimoniais, como os sacrifícios oferecidos pelos sacerdotes como ofertas ou pelo perdão dos pecados da nação.

Os preceitos abolidos consistiriam essencialmente em cerimônias, como os sacrifícios. “Esse cerimonialismo foi usado por Deus para apontar a figura de Cristo. Mas os preceitos morais, como os Dez Mandamentos, continuam válidos para o povo de Deus, como Jesus mesmo garantiu ao repreender aqueles que violavam os mandamentos, por menor que fossem. A salvação é pela graça, mas para uma vida de obediência”, explica o professor Rodrigo Pereira Silva, professor do Centro Universitário Adventista (Unasp), em Engenheiro Coelho (SP), que faz parte de uma corrente que defende a validade do decálogo, inclusive a guarda do sábado como dia de adoração a Deus, para os cristãos.

Na visão do professor Jorge Pinheiro, da Faculdade Teológica Batista de São Paulo, discutir a graça divina é essencial, pois muita gente confunde salvação com obediência à lei. “Ninguém é justificado pelas obras da lei. No Antigo Testamento, a lei fazia parte do arcabouço salvífico da religião de Israel, junto do sistema sacrificial. Jesus dá início ao processo de desmistificação do papel da lei na salvação e Paulo leva essa compreensão a seu ponto mais alto. Ora, a salvação surge dá fé que a pessoa manifesta em Cristo. Para alcançá-la deve-se crer e receber de graça e com arrependimento o dom de Deus”, explica.

Pinheiro esclarece que a graça não exime o cristão de suas responsabilidades, mas muda sua vida. “A obediência ética sem amor é imposição cruel. Firma-se um relacionamento com Deus a partir da conversão, no qual, essa obediência acontece na forma de novidade de vida, porque a graça da salvação alcançou o indivíduo.”

6)  O Que São os Dons Espirituais?

Corria o ano de 1906, quando uma série de eventos impressionantes teve lugar em um antigo estábulo localizado no número 312 da Rua Azusa, em Los Angeles, Estados Unidos. Todos os dias, mais de mil pessoas de todos os cantos do país e até do exterior chegavam ali para participar dos cultos evangélicos comandados por William Joseph Seymour. Todos buscavam a mesma coisa: o batismo no Espírito Santo com a evidência do falar em línguas, um revestimento de poder sobrenatural para cumprir a vontade divina.

O moderno movimento pentecostal pode não ter nascido em Azusa, mas depois dali, nenhuma igreja evangélica seria mais como antes. Os dons espirituais passaram a receber uma nova ênfase, tanto em denominações que aceitaram a renovação carismática quanto naquelas que, mesmo fechadas à novidade, descobriram as vantagens de buscar mais profundidade na vida espiritual mediante um renovado relacionamento com o Espírito Santo.

Írito encontram-se em passagens como Romanos 12, 1 Coríntios 12 e Efésios 4. Alguns estudiosos chegam a elencar mais de 30 deles. Cem anos após Azusa é difícil encontrar igrejas que não aceitem a validade desses dons para os dias atuais. Mas aquelas mais tradicionais excluem as manifestações carismáticas, especialmente falar línguas ininteligíveis, de seus cultos. Para elas, certos sinais e maravilhas eram restritos aos tempos apostólicos e quando Paulo fala sobre profecia refere-se à pregação inspirada no púlpito, ou sobre línguas, à capacidade de aprender outros idiomas humanos.

“É verdade que há dons de serviço e ministeriais, mas eles diferem daqueles nove mencionados em 1 Coríntios. Esses são capacitações sobrenaturais dadas por Deus para sua Igreja”, aponta o pastor Enéas Tognini, da Igreja Batista do Povo, em São Paulo, e presidente de honra da Sociedade Bíblica do Brasil. Em 1958, Tognini, um batista bastante conservador, teve sua primeira experiência em relação aos dons e falou em línguas. Nos anos seguintes, tornou-se uma das figuras centrais no processo de renovação de inúmeras igrejas batistas, presbiterianas e metodistas Brasil afora.

Ao analisar os dons espirituais e contar algumas de suas experiências, o veterano pastor de 95 anos, 68 deles dedicados ao ministério, garante: não se trata de emoção, mas de realidade. “Dons como profecia, conhecimento e sabedoria não dependem de estudo prévio. São revelações que Deus dá a respeito da realidade ou do que deve fazer uma pessoa em circunstâncias que para ela são impossíveis de resolver. O discernimento dá à pessoa a capacidade de saber se aquilo que está operando vem de Deus, da carne ou do diabo. Já as línguas não são chamadas de estranhas por acaso. São uma linguagem espiritual e precisam de uma interpretação sobrenatural para que sejam entendidas. Junto com dons de curar e de realizar milagres são ferramentas que não podemos desprezar se queremos fazer o melhor para o Senhor.”

7)  Qual é o Pecado Que Não Tem Perdão?

Certa vez, enquanto expulsava demônios, Jesus fez uma advertência que até hoje causa temor em muitos que lêem as Sagradas Escrituras. Ele alertou as pessoas para que se prevenissem contra o “pecado que não tem perdão”. Muitas teorias já foram elaboradas para tentar descobrir o que ele quis dizer com essa expressão. Há quem fale em suicídio, adultério ou na rejeição da mensagem do Evangelho. Mais recentemente, os pentecostais passaram a usar o termo para advertir aqueles que não aceitassem suas línguas e profecias. “Não há base bíblica para essas suposições. Primeiro, a pessoa deve ficar calma: se é crente em Cristo Jesus e está preocupado se, por ventura, já cometeu esse tipo de pecado, pode estar certo de que nunca o praticou”, explica Josivaldo de França Pereira, pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil e autor do livro Atos do Espírito Santo (Editora Descoberta).

Nas palavras do próprio Jesus, o pecado imperdoável é a blasfêmia contra o Espírito Santo. “Em verdade vos digo que tudo será perdoado aos filhos dos homens, mesmo as blasfêmias contra o Filho do Homem. Mas aquele que blasfemar contra o Espírito não tem perdão para sempre, visto que é réu de pecado eterno”, disse ele em Mateus 12.22 a 32. “Por que essa pessoa não tem perdão?”, questiona Pereira. “Por que não se arrependerá de seu pecado, visto que jamais sentirá o desejo de confessá-lo.”

Para entender melhor esse pecado é preciso lembrar aquelas que seriam as tarefas do Espírito Santo no mundo. Segundo Jesus, além de ensinar e lembrar os crentes, ele convenceria o homem a respeito do pecado, da justiça e do juízo divinos. Porém, como completou Paulo, se o indivíduo não dá ouvidos ao Espírito, pode chegar ao ponto de entristecê-lo e apagar sua influência (Efésios 4.30 e 1 Tessalonicenses 5. 19). E há pontos tão distantes de Deus que não permitem mais o retorno. Eles chegam quando surge uma contínua e deliberada rejeição contra o testemunho do Espírito em toda sua obra. Sem perceber, a pessoa rejeita e se opõe ao único recurso que pode levá-la ao arrependimento, ao perdão e a uma mudança. Com isso, seu coração torna-se endurecido e sua consciência, insensível. Sem arrependimento e confissão, ela ficará longe de Deus até o fim. Por isso, o perdão torna-se impossível.








Marcos Stefano
Jornalista da revista Eclésia

Fonte: Revista Eclésia edição n°140

quarta-feira, fevereiro 23, 2011

VÍRUS ESPIRITUAIS



 “Então disse Samuel: Que balido, pois, de ovelhas é este aos meus ouvidos, e o mugido de vacas que ouço?”.

1 Sm 15:14
                                                                                                                             Por Nando



AINDA NOS TEMPOS DE HOJE PODEMOS OUVIR ESTES MESMOS BALIDOS  


E mugidos que o profeta Samuel ouviu neste trecho da história, barulhos que soam aos nossos ouvidos, que são espirituais de uma forma triste e barulhos estes que entristecem o coração de Deus. Estamos vivendo tempos em que a pregação do evangelho tem se corrompido de tal forma que o que não é e muito menos vem de Deus tem entrado no corpo de Cristo e profanando algo que tem vida e verdade e podemos chamar isto de vírus espirituais, sabemos que vírus não podem ver ouvir ou sentir até que consiga por uma baixa imunidade do corpo entrar e ali fazer festa, tentando acabar com as células e por fim com a vida, isto é o que está acontecendo com a igreja, vírus espirituais estão se infiltrando no nosso meio e devemos combate-los com armas que não são carnais, mas espirituais, porém devemos conhecer que vírus são este que tentam acabar com as nossas promessas, vamos ver alguns vírus que estão distorcendo a palavra de Deus e assim tentando matar o corpo de Cristo:


O VÍRUS DA DESUNIÃO DENOMINACIONAL
: (Mt 7:1-5)

                  Hoje podemos ver denominações que pregam a palavra de Deus, agem às vezes como pessoas de Deus, mas existe dentro dos seus corações algo que não vem de DEUS... Olham de forma diferenciada para pessoas que não estão na mesma igreja, mas que usam da mesma pratica de fé que é a Bíblia, olham os defeitos dos outros, mas não olham para seus próprios defeitos, acham que são donos da verdade, que sabem tudo, mas mal sabem eles que estamos perdendo muito com essa desunião.
Querido, o teu irmão não é o teu inimigo, o teu inimigo é Satanás, que terá a cabeça esmagada em nome de Jesus após vencermos este vírus;


O VÍRUS DA RELIGIOSIDADE:  (Mt 23:13-36) 

                   A religiosidade tem destruído algo que Deus se agrada muito que é a intimidade e a simplicidade na presença dele, pessoas se acham o santo dos santos porque às vezes usam os usos e costumes da igreja mais importantes do que alegrar o coração do nosso Deus. Parece que o sacrifício de Cristo na cruz não foi o suficiente para essas pessoas, que afastam aqueles que tanto necessitam de uma palavra de conforto e consolo, Jesus certa vez disse: “que não veio para os sãos, mas sim para os doentes”... E hoje não estamos curando os doentes, estamos adoentando os sãos, com doutrinas que não são e nunca serão de Deus, porque Deus é amor e temos que combater este vírus e expulsa-lo das nossas igrejas;




O VÍRUS DO PODE TUDO
(fermento velho): (1 Co: 5:1) 

                 Sabemos que onde o espírito de Deus está ali há liberdade, mas estão usando esta frase para colocar o mundo dentro da igreja, esquecendo que segundo a palavra de Deus o velho homem morreu e que em nós quem vive é Cristo, todavia sabemos que o oito e nem o oitenta é o que Deus quer de nós, o Senhor disse que Ele é o centro, por isso não podemos ser tão religiosos a ponto de deixar de desfrutar as maravilhas que Deus fez para nós, mas também não podemos deixar a imoralidade, a sensualidade e a imitação do mundo se misturar com a santidade, Deus quer isso de nós, não pessoas fechadas, porque temos Deus dentro de nós através do Espírito Santo e se temos Deus temos que ser pessoas abertas, mas abertas para conhecer mais de Deus, vamos destruir este vírus em nome de JESUS;


O VÍRUS DO ESTRELISMO
:  (Lc  22: 27) 



             O Senhor nos dá dons e devemos fazer destes dons um canal de bênçãos para as pessoas que são carentes de uma prova do amor de Deus, mas infelizmente nos deparamos com o vírus do estrelismo, acham que por que cantam bem ou pregam com eloquência invejável acham que podem se sentir intocáveis, cantores sem intimidadepregadores sem Deus, tudo isso acaba com o corpo de Cristo, louvo a Deus por não nos desamparar e sei que esses mesmos passarão por um estreito até que mudem a sua personalidade e tenham não mais as suas, mas a de Cristo, porque até deles Deus não abre mão, vamos destruir este vírus;



O VÍRUS DO PROFETISMO ou (PROFETADA): (Jr: 5: 31)

                  Sabemos que muitas congregações estão cheias ou “inchadas” justamente pelo povo buscar profecias, o dom da profecia não pode ser condenado, pois é bíblica, uma igreja onde Deus não fala através da boca de uma pessoa se torna uma situação preocupante, porém existem também os falsos profetas que usam este dom para iludir até os eleitos de Deus, a profecia verdadeira tem que estar de acordo com a palavra de Deus, profecias sem base bíblica não é profecia, é profetismo ou profetada, e temos que acabar com esse espírito que esta afastando homens e mulheres de Deus do caminho correto que é o da salvação;


                  Vírus espirituais entram no corpo e tentam de toda forma acabar com as células e por fim na vida deste corpo que é o de Cristo, mas sabemos que o próprio corpo produz algo que chamamos de anticorpos, que existem para acabar com os vírus e no caso. O que são estes anticorpos? São as nossas orações, a nossa adoração, a nossa busca incessante por conhecer mais de Deus, a busca por dons, a busca em aprender e entender mais a palavra de Deus que tem vida e é a verdade e ter a certeza que somos mais que vencedores e nada poderá abalar a nossa fé que está em Cristo Jesus e por isso vamos destruir a desunião, a religiosidade, a libertinagem, o ego elevado e tudo o que não provém de Deus possa cair por terra em nome de JESUS CRISTO!!!


Fonte:

ESQUECERÃO DE VOCÊ



Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles; porque esta é a Lei e os Profetas. (Mateus 7. 12.)

Millie era uma deficiente mental adulta que morava com sua mãe em uma pequena cidade, onde era conhecida por ter “boa mão” para lidar com plantas. Gramados, cercas e canteiros floresciam em razão do carinho com que eram tratados por ela. Millie oferecia-se como “voluntária” para cortar grama e capinar, varrer as folhas mortas e plantar flores nos terrenos desocupados da cidade, era também conhecida por sua “lata de óleo”. Sempre carregava uma pequena lata de óleo lubrificante no bolso da saia para aplica uma pequena gota em dobradiças de portas ou portões que estivessem rangendo por onde ela passasse.

Aos domingos, Millie ia à Igreja com sua mãe. Quando  alguém caçoava dela, Millie sempre reagia com bom humor e cordialidade.
Quando ela morreu, todos os habitantes da cidade compareceram a seu funeral. Muitas pessoas viajaram de lugares  distantes para participar da cerimônia fúnebre, inclusive algumas que um dia caçoaram dela.

Millie exemplificou a prática da cidadania, mesmo sem ter consciência disso.  Trabalhou com afinco e otimismo, aliviou tensões e foi uma crente fiel em sua igreja.
As pequenas coisas que fazemos com amor e dedicação em favor de nossos semelhantes nunca passam despercebidas.

terça-feira, fevereiro 22, 2011

OITO DICAS PARA FALAR BEM NAS APRESENTAÇÕES




São Paulo - Mais dia, menos dia, todos profissionais precisam encarar a dura missão de fazer uma apresentação oral.
Neste momento, até os mais desinibidos sentem um gelo percorrer o estômago. Afinal, não é tarefa fácil garantir a atenção e o convencimento de um público cada vez mais multimídia.

Para ajudar você a encarar esta tarefa com maestria, veja as DICAS com Reinaldo Polito, professor de oratória da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP).

“O grande problema é a falta de concatenação lógica do raciocínio”, afirma o especialista que há 35 anos ensina empresário a como se expressar em público.
Segundo ele, para se livrar dos inimigos do bom discurso é preciso tomar alguns cuidados antes e durante a apresentação. Confira as dicas:

1. Conheça o Público e a Você Mesmo

Cativar um público não é tarefa fácil. Argumentar de maneira coerente para que ele acate sua proposta? Pior ainda.
Por isso, antes de tomar o controle de uma reunião na empresa, é preciso determinar com clareza quais das suas habilidades pessoais podem contribuir para o sucesso na apresentação. “Você precisa saber se tem bom humor, se o seu vocabulário é compatível com o público”, exemplifica Polito.
Feito este mergulho para dentro de si, investigue qual o perfil das pessoas que irão acompanhar seu discurso. É com base nessas informações que você poderá definir o grau de profundidade, os argumentos e até o tipo de piada que recheará sua fala.
“Se a plateia é composta por jovens, você fala de futuro, por exemplo. Se são idosos, do passado”, diz o especialista.

2. Planeje de Ponta Cabeça

O planejamento é essencial para quem quer arrebatar o público durante uma apresentação. Não dá para encarar uma plateia sem ter a estrutura do seu discurso completamente definida na cabeça.
Mas, de acordo com Polito, para fazer isso é preciso inverter a ordem da apresentação. Isso mesmo. Em vez de planejar a estrutura do discurso a partir da introdução, comece pensando na conclusão.
E, depois disso, desenrole a apresentação do fim até o início.

3. Dê Um Passo de Cada Vez

Para que nenhum fio de argumento escape do seu planejamento, defina claramente qual o ponto central do seu discurso. Que tipo de pensamentos você pretende motivar na plateia? A que conclusão você quer chegar?
Com base nisso, pense no contexto em que o objetivo do seu discurso está inserido. “Para facilitar o entendimento, dê exemplos da vida corporativa”, aconselha o especialista.
Assim que você desenhar o corpo do seu discurso, parta para a elaboração da introdução. Este é o ponto chave da sua apresentação. Neste momento, todos os olhares estarão, de fato, voltados para você.

4. Elabore Uma Introdução Sedutora

Você deve apostar todas as suas fichas para cativar o público na introdução. Mas tenha bom senso. Seja direto.
“Mostre quais os benefícios que as pessoas terão ao te ouvir”, explica Polito. “Se o ouvinte está incomodado com alguma coisa, tire o incômodo”.
Agora, se seus superiores são o público alvo da reunião, não faça rodeios. “Mate a ansiedade dessa turma logo no início”, diz.
Assim, se o objetivo do discurso era apresentar os valores de um projeto, vá direto a esses números. Depois, espere pelas dúvidas deles.
5. Tenha Um Roteiro

Não suba ao palco, nem assuma uma reunião, sem ter consciência de que “apresentações não são testes de memória”. Ou seja, não é necessário decorar todo discurso.
Monte um roteiro com palavras chaves, uma apresentação em slides ou qualquer outra ferramenta que ajude você a recordar tudo o que é indispensável para a sua fala.
Uma dica é não deixar escapar os pontos principais do discurso. Para isso, o professor Polito sugere uma fórmula básica.
Comece contado qual é o assunto. Depois explique de maneira resumida qual o problema em questão. Sugira, então, uma solução. Para torná-la mais clara, use um exemplo do cotidiano ou conte uma história. Por fim, conclua pedindo para a plateia agir.
6. Gerencie as Interrupções

Para não perder o fio da meada, defina um critério para a interação do público. As perguntas serão feitas durante a apresentação ou depois?
Se você tem pouco tempo para falar, restrinja as questões do público para o final. Caso contrário, defina isso com base na sua segurança com o assunto.
“Há sempre o risco de ficar encurralado por questões que você não sabe responder. E isso pode minar a sua autoridade”, lembra o professor Polito.
Por isso, ele aconselha: se seu conhecimento sobre assunto em questão não é lá essas coisas, deixe as perguntas para o final.
7. Não Se Esqueça da Sua Voz

De nada vale um planejamento bem feito ou uma apresentação de slides de tirar o fôlego, se você não souber usar a sua principal ferramenta durante um discurso: a voz.
Por isso, fique atento para a maneira como modula a voz. “Mantenha um ritmo agradável, pronuncie bem as palavras, repita informações importantes, alterne a velocidade da fala, faça pausas e, depois delas, volte a falar com mais energia”, enumera Polito.
Tenha cuidado com o vocabulário extremamente técnico ou com o uso excessivo de estrangeirismos. Novamente, avalie o perfil do seu público para adequar a melhor expressão.

8. O Corpo a Seu Favor

A linguagem corporal também deve ser alvo de sua atenção durante a apresentação. É preciso coerência entre o que se fala e como se expressa com o corpo.
“O semblante precisa corresponder ao sentimento falado”, explica. “Não faz sentido cruzar os braços enquanto fala sobre um desafio, por exemplo,”.
Neste sentido, o professor condena o ato de colocar as mãos nos bolsos ou gesticular excessivamente durante uma apresentação. “Isso demonstra ansiedade”, diz.
Agora, se faz parte de sua personalidade falar demasiadamente com as mãos, não se preocupe. Polito tem uma técnica para domar este hábito durante uma apresentação: “Faça um gesto para cada informação predominante. Depois, volte para a sua posição de apoio. Aguarde com calma. Diante de novo dado importante, faça outro gesto”.
Aos tímidos de plantão, ele dá um aviso: mantenha sempre o contato visual com a plateia. “Com isso, você analisa a reação do grupo e, além disso, prestigia as pessoas que estão ouvindo você”.

"Bem-aventurados são aqueles que possuem boas leituras. Deles será o Reino das Boas 
Redações" Prof. Otávio Avendano de Vasconcellos - P

NÃO DESISTA NUNCA!!!

"Mas o Nobre Projeta Coisas Nobres e na Sua Nobreza Perseverará." (Isaías 32:8)





Antes de você desanimar porque fracassou em alguma coisa, pense que somente alcança o sucesso quem insiste, apesar de tudo.









Fred Astaire, o famoso ator que encantou as telas do cinema dançando, ao fazer seu primeiro teste para o cinema, recebeu as informações de que não sabia atuar. Era careca, dizia o relatório, e ainda dançava um pouco.

O professor de Enrico Caruso dizia que ele não tinha voz e não era capaz de cantar. Acreditando nisso, os pais de Enrico queriam que ele fosse engenheiro. Ele não desistiu e se tornou famoso cantor de ópera, admirado até os dias atuais.

Winston Churchill foi reprovado na sexta série. Somente se tornou primeiro ministro da Inglaterra depois dos 60 anos. Sua vida foi cheia de derrotas e fracassos. Mas ele nunca desistiu. Chegou a dizer um dia: "eu deixaria a política para sempre, se não fosse à possibilidade de um dia vir a ser Primeiro-Ministro". Conseguiu. E talvez poucos saibam: Ele foi prêmio Nobel de literatura em 1953, por suas memórias da segunda guerra mundial.

Walt Disney foi despedido pelo editor de um jornal por falta de ideias. Você pode imaginar tal coisa? Antes de construir a Disneylândia, foi à falência diversas vezes. Nunca desanimou.

Richard Bach teve recusado a sua história de dez mil palavras por 18 editoras. Era a história de uma gaivota que planava. Uma gaivota chamada Fernão Capelo Gaivota. Porque ele não desistiu, em 1970 a Macmillan publicou a história e em 5 anos vendeu mais de 7 milhões de exemplares, só nos Estados Unidos.

Rodin era considerado por seu pai como um idiota. Seu tio dizia que ele era um caso perdido. Por três vezes ele foi reprovado na admissão à escola de artes. Descrito como o pior aluno da escola, Rodin não desistiu e deu ao mundo maravilhas da escultura como o pensador, o beijo e filho pródigo. Chegou a ficar afastado do mundo das artes por dez anos, quando teve uma de suas obras recusada para exposição. Contudo, em 1900, em Paris, foi lhe destinado um pavilhão inteiro para a mostra de 168 trabalhos seus. Ao morrer, o hotel em Paris, onde viveu seus últimos nove anos de  vida se transformou em museu Rodin, tendo ele legado suas obras ao estado.

Assim acontece com todos os que perseguem os seus sonhos, não se permitindo desanimar por fracassos, derrotas ou julgamentos precipitados, portanto, se você está a ponto de desanimar, pare um pouco, pense e logo haverá de descobrir que ainda há muitas tentativas a serem feitas, há muita gente a ser procurada, muitos dias a serem vividos e muitas conquistas a alcançar.

Não há limites para quem acredita que pode atingir os seus objetivos, que pode concretizar os seus projetos. Pense nisso e tente outra vez. E outra mais. Não se deixe abater por críticas, por experiências mal sucedidas. Vá em frente. Tente de novo e verá que os seus esforços alcançarão êxito!


Desconheço o Autor, mas é muito forte!