quarta-feira, dezembro 19, 2012

LIÇÃO 12 – ZACARIAS


LIÇÃO 12 – ZACARIAS – O REINADO MESSIÂNICO / TEXTO ÁUREO / VERDADE PRÁTICA / INTRODUÇÃO




Texto áureo. “Eis que vêm dias, diz o SENHOR, em que levantarei a Davi um Renovo justo; sendo rei, reinará, e prosperará, e praticará o juízo e a justiça na terra” (Jr 23.5)


Verdade prática. Jesus é tanto o Salvador do mundo, como Rei do Universo.


Introdução. Nessa lição, veremos que o livro de Zacarias apresenta os eventos do porvir como o epílogo da história. O oráculo do profeta não fala a respeito de acontecimentos enigmáticos, mas de fatos reais e compreensíveis. Qualquer observador atento à época atual verificará que as demandas do nosso tempo apontam para um desfecho divinamente escatológico.

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LIÇÃO 12 – ZACARIAS – O REINADO MESSIÂNICO / I – O LIVRO DE ZACARIAS




1 Contexto histórico (1.1). Zacarias e Ageu receberam os oráculos divinos no segundo ano do reinado de Dario, rei da Pérsia, em 520 a.C Conforme estudado anteriormente, a situação espiritual de Judá é a mesma descrita no livro de Ageu. A indiferença religiosa e o avanço do secularismo colocavam  Deus em último plano. Por isso, tal como a história dos antepassados dos judeus, o Senhor estava desgostoso daquela geração (1.2,3).


2 Vida pessoal. Zacarias era  de uma família sacerdotal, assim como Jeremias (Jr 1.1) e Ezequiel (Ez 1.3). Seu avô, Ido(1.1), era sacerdote e veio do exílio à Jerusalém no grupo liderado por Zorobabel, filho de Sealtiel, e Josué, filho de Jozadaque (Ne 12.1-4). Parece que “Baraquias”, seu pai, faleceu quando o profeta ainda era criança. Assim, Zacarias fora então criado por seu avô. Isso pode justificar a omissão do seu nome em Esdras, que o chama apenas de “filho de Ido” (Ed 5.1). O ministério profético de Zacarias foi mais extenso que o de Ageu, pois ele menciona os oráculos entregues dois anos após o seu chamado (7.10).


3 Estrutura e mensagem.  Os oráculos de Zacarias são apocalípticos. Eles foram entregues por visão (capítulos 1-6) e palavra (7-14). O assunto do livro é o Messias de Israel. Mas Jerusalém também ocupa espaço significativo na profecia. Há diversas referências diretas e indiretas a Zacarias em o Novo Testamento (Zc 9.9 cf. Mt 21.5; Zc 11.13 cf. Mt 27.9,10; Zc 12.10; Ap 1.7). A vinda do Messias e os demais eventos escatológicos predominam os capítulos 9-14.


4 Unidade literária. A respeito da unidade literária de Zacarias, as opiniões mais populares estão divididas em três grupos principais: os que defendem a unidade literária; os que consideram os capítulos 9-14 provenientes do período pós-exílio (os liberais). Esta última ideia é descartada pelos críticos conservadores.
A diferença de estilo literário é natural. Um autor pode mudar seu estilo com o tempo e com o assunto a ser tratado. Em relação à passagem de Zacarias 11.13 – onde o evangelista Mateus atribui autoria do seu conteúdo ao profeta Jeremias (cf. Mt 27.9) – há pelo menos duas explicações:
a ) Combinação profética. Jeremias comprou um campo (Jr 32.6-9) e visitou a casa do oleiro (Jr 18.2). O Antigo Testamento é rico em detalhes para narrar a obra redentora. Ele não se restringe apenas às profecias diretas. Os escritores do Novo  Testamento reconhecem a presença de Cristo e sua obra na história da redenção (Jr 31.15 cf. Mt 2.16,17; Os 11.1 cf. Mt 2.15). Nesse caso, a citação de Zacarias 11.13 seria dos dois profetas. Entretanto, somente Jeremias é mencionado, porque ele é o profeta mais antigo e importante. Desse modo, temos a unidade literária.
b ) Coletânea de profecias. A outra explicação é apenas hipotética. Seria uma coleção de oráculos entregues  a Jeremias após a conclusão de seu livro. Eles teriam sido preservados pelo povo e, mais tarde,  incluídos por Zacarias na segunda parte dos seus oráculos.


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LIÇÃO 12 – ZACARIAS – O REINADO MESSIÂNICO / II – PROMESSA DE RESTAURAÇÃO




1 Sião.  Zacarias introduz o oráculo com a usual fórmula profética (8.1). O discurso começa com a chancela de autoridade divina: “Assim diz o SENHOR dos Exércitos” (8.2-4,6,7). Sião era originalmente a fortaleza que Davi conquistara dos jebuseus, tornando-se, a partir daí, a sua cidade (2 Sm 5.6-9). Com o passar do tempo, veio a ser um nome alternativo de Jerusalém semelhante à descrição de Zacarias 8.3.


2 O zelo do Senhor (8.2). Jeová declara a si mesmo como Deus “zeloso” (Êx 20.5), e este é um dos seus nomes (Êx 34.14). Tal zelo diz respeito à sua santidade, cuja violação não pode ficar impune (Js 24.19). O zelo do Senhor ainda é manifestado como indignação quando o seu povo é trucidado por estrangeiros. Aos opressores, Deus há de açoitar (1.14,15).


3 Restauração de Jerusalém. A palavra profética anuncia: “Voltarei para Sião e habitarei no meio de Jerusalém” (8.3b). Após a lição dos 70 anos de cativeiro, o Senhor se volta com zelo ao seu povo. Mas a promessa é para o futuro, quando Jerusalém tornar-se uma “cidade de verdade [...] monte de santidade” (8.3b).  Temos aqui, uma reiteração do que disseram Zacarias (1.16; 2.10) e os demais profetas antes dos cativeiros assírios e babilônicos (Is 1.16; Ez 36.35-38; Sf 3.12-17).



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LIÇÃO 12 – ZACARIAS – O REINADO MESSIÂNICO / III – O REINO MESSIÂNICO / CONCLUSÃO




1 A pergunta pela paz.  Quando de um atentado terrorista no Iraque, que matou um diplomata brasileiro, o então secretário geral das Nações Unidas, Koff Annam, declarou: “Já não existe mais lugar seguro no mundo”. Diante disso, podemos perguntar: “É possível viver num mundo de justiça, paz e segurança?” A Bíblia assevera que sim! O profeta Zacarias, mostrando a trajetória da humanidade, descreve a história espiritual de Israel e o futuro glorioso de Jerusalém no Milênio (14.11,16,17).


2 A paz universal.  As Escrituras Sagradas falam de um período conhecido como Messiânico (ou milênio), em que o próprio Senhor Jesus Cristo reinará por mil anos. Tribos, cidades, povos e nações achegar-se-ão a Deus pelo anúncio do Evangelho. O contexto bíblico permite-nos dizer que essa profecia (8.20-22) é escatológica e aponta para a restauração de Jerusalém no Milênio (2.11: 3.10; Is 2.2-4; Mq 4.1-4). Nessa época, Israel estará plenamente restaurado tanto nacional quanto espiritualmente.


3 A orla da veste de um judeu (8.23). A expressão “naquele dia” é escatológica (2.11; Os 2.16; Jl 3.18). Aqui, ela refere-se ao Milênio. O número dez indica quantidade indefinida (Nm 14.22; 1 Sm 1.8; Ne 4.12). O termo “judeu” no Antigo Testamento aparece frequentemente nos livros de Esdras e Neemias. Fora deles, só aparece em Ester e também em Jeremias. A vestimenta do judeu era de fácil identificação (Nm 15.38; Dt 22.12). E “agarrar-se à orla de sua veste” indica o desejo e o anseio do mundo gentio em desfrutar as bênçãos e os privilégios de Israel. Portanto, se a queda de Israel representou a riqueza do mundo, qual não será a glória dos gentios na sua plenitude? (Rm 11.11-14).




Conclusão.  Diante do exposto, podemos concluir: se todas as profecias sobre os impérios passados e acerca da primeira vinda do Messias cumpriram-se fielmente, as profecias escatológicas igualmente se cumprirão. Os acontecimentos atuais por si só começam a confirmar essa realidade.




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Referência bibliográfica

Revista Lições Bíblicas. OS DOZES PROFETAS MENORES, Advertências e Consolações para a Santificação da Igreja de Cristo. Lição 12 – Zacarias – O Reinado Messiânico. III – O Reino Messiânico. 1. A pergunta pela paz. 2. A paz universal. 3. A orla da veste de um judeu (8.23). Conclusão. Editora CPAD. Rio de Janeiro – RJ. 4° Trimestre de 2012.

Fonte: http://www.escola-dominical.com/

sábado, dezembro 15, 2012

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA






A Lei que protege as mulheres contra a violência recebeu o nome de Maria da Penha em homenagem à farmacêutica cearense Maria da Penha Maia Fernandes. Com muita dedicação e senso de justiça, ela mostrou para a sociedade a importância de se proteger a mulher da violência sofrida no ambiente mais inesperado, seu próprio lar, e advinda do alvo menos previsto, seu companheiro, marido ou namorado.
Em 1983, Maria da Penha recebeu um tiro de seu marido, Marco Antônio Heredia Viveiros, professor universitário, enquanto dormia. Como sequela, perdeu os movimentos das pernas e se viu presa em uma cadeira de rodas. Seu marido tentou acobertar o crime, afirmando que o disparo havia sido cometido por um ladrão.
Após um longo período no hospital, a farmacêutica retornou para casa, onde mais sofrimento lhe aguardava. Seu marido a manteve presa dentro de casa, iniciando-se uma série de agressões. Por fim, uma nova tentativa de assassinato, desta vez por eletrocussão que a levou a buscar ajuda da família. Com uma autorização judicial, conseguiu deixar a casa em companhia das três filhas. Maria da Penha ficou paraplégica.

No ano seguinte, em 1984, Maria da Penha iniciou uma longa jornada em busca de justiça e segurança. Sete anos depois, seu marido foi a júri, sendo condenado a 15 anos de prisão. A defesa apelou da sentença e, no ano seguinte, a condenação foi anulada. Um novo julgamento foi realizado em 1996 e uma condenação de 10 anos foi-lhe aplicada. Porém, o marido de Maria da Penha apenas ficou preso por dois anos, em regime fechado.

Em razão deste fato, o Centro pela Justiça pelo Direito Internacional (CEJIL) e o Comitê Latino-Americano de Defesa dos Direitos da Mulher (CLADEM), juntamente com a vítima Maria da Penha, formalizaram uma denúncia à Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA), Órgão Internacional responsável pelo arquivamento de comunicações decorrentes de violação de acordos internacionais.

Paralelamente, iniciou-se um longo processo de discussão através de proposta elaborada por um Consórcio de ONGs (ADVOCACY AGENDE, CEPIA, CFEMEA, CLADEM/IPÊ e THEMIS).
Assim, a repercussão do caso foi elevada a nível internacional. Após reformulação efetuada por meio de um grupo de trabalho interministerial, coordenado pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, do Governo Federal, a proposta foi encaminhada para o Congresso Nacional.

Transformada a proposta em Projeto de Lei, realizaram-se durante o ano de 2005, inúmeras audiências públicas em Assembleias Legislativas das cinco Regiões do País, contando com a intensa participação de entidades da sociedade civil.

O resultando foi à confecção de um "substitutivo" acordado entre a relatoria do projeto, o Consórcio das ONGs e o Executivo Federal, que resultou na sua aprovação no Congresso Nacional, por unanimidade.
Assim, a Lei nº 11.340 foi sancionada pelo Presidente da República em 07 de agosto de 2006.

Em vigor desde 22 de setembro de 2006, a "Lei Maria da Penha" dá cumprimento, finalmente, as disposições contidas no §8º, do artigo 226, da Constituição Federal de 1988, que impunha a criação de mecanismos para coibir a violência no âmbito das relações familiares, bem como à Convenção para Previnir, Punir e Erradicar a Violência Contra a Mulher, da OEA (Convenção de Belém do Pará), ratificada pelo Estado Brasileiro há 11 anos e, ainda, à Convenção para Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra a Mulher (CEDAW) da ONU (Organização para as Nações Unidas).


“Isto tudo porque, segundo exterioriza a Ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, Nilcéa Freire, “toda mulher tem o direito a uma vida livre de violência”, que é nosso desejo e deve ser nosso compromisso”.

MINHA ALUNA DAMIANA SOFREU VIOLÊNCIA DOMÉSTICA
E MORREU - 12.12.12


NOTA: Porque esta Postagem estar aqui, geralmente posto este tipo no Blog "Simplesmente Mulher", mas para alertar aos líderes Evangélicos que vejam isto e trabalhem em cima deste assunto... É claro, que no meio Evangélico também tem Violência Doméstica. E isto é triste.

quinta-feira, dezembro 13, 2012

5 DICAS ÚTEIS PARA SAIR DO STRESS



Escritores e Empreendedores ou pessoas que trabalham com criatividade não podem perder tempo com o stress. No caso do Empreendedores, fica claro os contras de ser seu próprio patrão, pois tem a missão de cuidar de todos os aspectos da sua empresa. Os escritores precisam estar com sua mente leve e com a sensibilidade a flor da pele, pois fica difícil trabalhar sobre pressão, por exemplo.

1. Desordem -

Sabe aquela bagunça organizada? Aquela em que a outra pessoa toma um susto quando, mas você sabe tudo que está ali? Embora isso realmente faça sentido para você, para outra pessoa não faz. Se o seu sistema para arquivar documentos precisa de um manual para qualquer outra pessoa para compreender; e manter o seu espaço de trabalho organizado os problemas aparecem. Ajustar isso pode ser um economizar um tempo enorme de esforço. Saber exatamente onde estão as fatura importantes, memorando, ofícios poupa tempo de qualquer um. Leve 2, 3 dias para organizar isso e você poupará anos para não mais puxar  os cabelos.

2. Leve em conta as Novas Tecnologias

Invista tempo e dinheiro para agilizar os processos diários, pois isso lhe ajuda a manter as coisas organizadas e valem bem a pena. Mesmo se você é daqueles que se irritam facilmente irritado com a tecnologia, tenha um dia para pesquisar quais as soluções que estão aí para ajudá-lo e tornar seu dia mais simples. Um software com a capacidade de automatizar a fatura dos seus clientes pode ser poupar um tempo incrível. Automatizar tais serviço não só vai lhe poupar tempo, mas também irá fazer de você uma pessoa mais agradável, melhor e criativa!

3. Tenha o "SEU TEMPO"

A vida dos empreendedores é exigente de mais. Muitos empresários começam a se perder no mar aparentemente interminável de trabalho e isso pode ser perigoso. Reserve pelo menos um pouco do tempo da semana para você... saia com a família, filhos, colegas de trabalho ou amigos para tomar aquela cerveja. Descontraia, fale bobagens, de risada... isso é um equilíbrio e difícil encontrar atualmente pessoas que façam isso. Isso tudo é útil para sua longevidade e a do seu negócio. Jamais considere isso perda de tempo.


4. (O blá, blá, blá) Seja Proativo

O termo da moda, mas para ser sincero, isso é o ideal, mas nem sempre é tão fácil de se manter à frente.
O objetivo aqui é conscientemente tentar ser pró-ativo. Se você agendar tarefas diárias ou semanais com alguns dias de antecedência, quando você for pegar sua agenda para ver a lista de tarefas que você teria para resolver vai ser capaz de sorrir e dizer "feito" imediatamente, ao invés de gritar palavrões.

5. Permanecer Saudável

Faça o seu melhor para cuidar de si mesmo e permanecer saudável. Lembre-se de comer refeições saudáveis ​​e levar de reservar 30 minutos por dia ou 60 minutos 3x por semana para se exercitar. Isso revoluciona sua vida. Você não vai estar olhando só para fora da sua saúde, mas o exercício consistente e já foi comprovada, para impulsionar o seu humor e níveis de energia. Percebeu? Esse é outro investimento que faz em si mesmo e é um investimento que resulta na empresa! Se você tem um colega no trabalho que vai para acadêmia, natação... antes do trabalho, é possível reparar a diferença.

Não há maneira de controlar todos os problemas que vem através da sua secretária ou batem em sua porta. Você só pode controlar a forma como responde e lida com estas situações.

Fonte: http://www.nomundoenoslivros.com/

quarta-feira, dezembro 12, 2012

LIÇÃO 11


LIÇÃO 11 – AGEU – O COMPROMISSO DO POVO DA ALIANÇA / TEXTO ÁUREO / VERDADE PRÁTICA / INTRODUÇÃO




Texto áureo. “Mas buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6.33).

Verdade prática. A verdadeira profecia liberta o povo da indiferença e do comodismo espiritual. 

Introdução. De Joel até Ageu passaram-se mais de 300 anos. A hegemonia política e militar, nessa fase da história mundial, estava com os persas, pois os assírios e babilônios não existiam mais como impérios. Quanto ao pecado de Judá, este não era a idolatria, pois o cativeiro erradicara de vez essa prática. O problema agora, igualmente grave, era a indiferença, a mornidão e o comodismo espiritual dos judeus em relação à obra de Deus.

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Referência bibliográfica

Revista Lições Bíblicas. OS DOZES PROFETAS MENORES, Advertências e Consolações para a Santificação da Igreja de Cristo. Lição 11 – Ageu – O compromisso do povo da aliança. Texto áureo. Verdade prática. Introdução. Editora CPAD. Rio de Janeiro – RJ. 4° Trimestre de 2012.

LIÇÃO 11 – AGEU – O COMPROMISSO DO POVO DA ALIANÇA / I - O LIVRO DE AGEU



1. Contexto histórico. No livro de Esdras, encontra-se o relato das primeiras décadas do período pós-exílio. Por isso, é fundamental ler os seis primeiros capítulos do referido livro, para compreendermos o profeta Ageu. O rei Ciro, da Pérsia, baixou o decreto que pôs fim ao cativeiro de Judá em 539 a.C. Pouco tempo depois, a primeira leva dos hebreus partiu da Babilônia de volta para Judá.

a) Cambises. Ciro reinou até 530 a.C, ano em que faleceu. Cambises, identificado na Bíblia como Artaxerxes (Ed 4.7-23), reinou em seu lugar até 522 a.C. Este, por dar ouvidos a uma denúncia dos vizinhos invejosos e hostis a Judá, decidiu embargar a construção da Casa de Deus em Jerusalém (Ed 4.23).

b) Dario Histaspes. Após a morte de Cambises, Dario Histaspes assumiu o trono da Pérsia (reinando até 486 a.C), e autorizou a continuação da obra do Templo. Ele é citado nas Escrituras Sagradas simplesmente como “Dario” (Ed 6.1,12,13).

2. Vida pessoal. Não há, além do profeta, outro Ageu no Antigo Testamento. O seu nome aparece nove vezes na profecia e duas no livro de Esdras (Ed 5.1; 6.14). Ageu foi o primeiro profeta a atuar no pós-exílio. Seu chamado ocorreu cerca de dois meses antes de Zacarias receber o primeiro oráculo: “no ano segundo do rei Dario” em 520 a.C (1.1; Zc 1.1). O fato de Ageu apresentar-se como “profeta” (vv.1,3,12; 2.1,10) demonstra que os contemporâneos reconheciam-lhe o ofício sagrado. Além dele, apenas Habacuque e Zacarias mencionam o ofício profético em suas apresentações (Hc 1.1; Zc 1.1).

3. Zorobabel. A profecia de Ageu foi dirigida “a Zorobabel, filho de Sealtiel, príncipe de Judá, e a Josué, filho de Jozadaque, o sumo sacerdote” (v.1). Sob a sua liderança e a do sacerdote Josué, ou Jesua, filho de Jozadaque, os remanescentes judeus retornaram da Babilônia para Jerusalém (Ed 2.2; Ne 7.6,7; 12.1). A promessa divina dirigida a Zorobabel é messiânica (2.21-23), sendo que a própria linhagem messiânica passa por ele (Mt 1.12; Lc 3.27). Dessa forma, Jesus é o “Filho de Davi”, mas também de Zorobabel.

4. Estrutura e mensagem. O livro consiste de quatro curtos oráculos. O primeiro foi entregue “no sexto mês, no primeiro dia do mês” (v.1) [mês hebraico de elul, 29 de agosto]; o segundo, “no sétimo mês, ao vigésimo primeiro do mês” (2.1) [mês de tisrei, 17 de outubro]; o terceiro e o quarto oráculos vieram no mesmo dia, o “vigésimo quarto dia do mês nono” (2.10,20) [mês de quisleu, 18 de dezembro]. A revelação foi dada diretamente por Deus (vv.1,3). Apenas Ageu apresenta com tamanha precisão as datas do recebimento dos oráculos. O tema do livro é reconstrução do Templo. Dos a 38 versículos divididos em dois capítulos, dez falam da Casa de Deus, em Jerusalém (vv.2,4,8,9,14; 2.3,7,9,15,18). Em o Novo Testamento, Ageu é citado uma única vez (2.6; Hb 12.26,27).


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Referência bibliográfica

Revista Lições Bíblicas. OS DOZES PROFETAS MENORES, Advertências e Consolações para a Santificação da Igreja de Cristo. Lição 11 – Ageu – O compromisso do povo da aliança. I O livro de Ageu. 1. Contexto histórico, a) Cambises, b) Dario Histaspes. 2 Vida pessoal. 3. Zorobabel. 4. Estrutura e mensagem. Editora CPAD. Rio de Janeiro – RJ. 4° Trimestre de 2012.

LIÇÃO 11 – AGEU – O COMPROMISSO DO POVO DA ALIANÇA / II - RESPONSABILIDADE E OBRIGAÇÕES



1. A desculpa do povo. Ageu inicia a mensagem com a fórmula profética que aponta para a autoridade divina (v.2). O povo, em débito que estava com o Eterno (v.2b), em vez de reivindicar o decreto de Ciro para continuar a construção do Templo, usou a desculpa de que não era tempo de construir. Por isso, o Senhor evita chamar Judá de “meu povo”, referindo-se a eles como “este povo”. Em outras palavras, Deus não gostou da desculpa da nação (Jr 14.10,11).

2. Inversão de prioridades (vv.3,4). O oráculo volta a dizer que a Palavra de Deus veio a Ageu (v.3). Ênfase que demonstra ser o discurso do profeta uma mensagem advinda diretamente do Senhor que, inclusive, trouxera Judá de volta a Jerusalém para construir a sua Casa. Mas o povo preocupou-se mais em morar nas casas forradas, enquanto que o Templo, cujo embargo havia ocorrido há 15 anos, continuava em total abandono (v.4). Era uma opção insensata. Os judeus negligenciaram uma responsabilidade que, através do rei Ciro, o Altíssimo lhes atribuíra (Ed 1.8-11; 5.14-16). O desprezo pela Casa do Altíssimo representa o gesto de ingratidão do povo judeu (veja o reverso em Davi: 2 Sm 7.2).

3. Um convite à reflexão. No versículo cinco, vemos um apelo à consciência e ao bom senso, pois é o próprio Deus quem fala. Tal exemplo mostra que devemos parar e refletir, avaliando a situação à nossa volta, percebendo, inclusive, o agir do Senhor.


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Referência bibliográfica

Revista Lições Bíblicas. OS DOZES PROFETAS MENORES, Advertências e Consolações para a Santificação da Igreja de Cristo. Lição 11 – Ageu – O compromisso do povo da aliança. II Responsabilidade e obrigações. 1. A desculpa do povo. 2. Inversão de prioridades (vv 3,4). Um convite à reflexão. Editora CPAD. Rio de Janeiro – RJ. 4° Trimestre de 2012.

LIÇÃO 11 – AGEU – O COMPROMISSO DO POVO DA ALIANÇA / III - A EXORTAÇÃO DIVINA / CONCLUSÃO



1. Crise econômica. O profeta fala sobre o trabalhar, o comer, o beber e o vestir como necessidades básicas, pois garantem a dignidade do ser humano. Mas temos aqui um quadro deplorável da economia do país. A abundante semeadura produzia muito pouco. A quantidade de víveres não era suficiente para saciar a fome de todos. A bebida era escassa, a roupa de baixa qualidade e o salário não tinha a bênção de Deus (v.6). Tudo isso “por causa da minha casa, que está deserta, e cada um de vós corre à sua própria casa” (v.9). Era o castigo pela desobediência (Dt 28.38-40). Era o resultado da ingratidão do povo. Por isso, o profeta convida a todos a refletir (v.7).

2. A solução. Nem tudo estava perdido! Deus enviou Ageu para apresentar uma saída ao povo. O Profeta deveria levar adiante o compromisso assumido com Deus: subir ao monte, cortar madeira e construir a Casa de Deus. Fazendo isso, o Senhor se agradaria de Israel e o nome do Eterno seria glorificado (v.8). Não era comum o povo e as autoridades acatarem a mensagem dos profetas naqueles tempos. Oseias e Jeremias são exemplos clássicos disso, mas aqui foi diferente. O Espírito Santo atuou de maneira tão maravilhosa, que ocorreu um verdadeiro avivamento e a construção do Templo prosseguiu sob a liderança de Zorobabel e do sumo sacerdote Josué (v.14).

3. O Segundo Templo. Enquanto isso, na Pérsia, o novo rei Dario Histaspes pôs fim ao embargo. Ele colheu ofertas para a construção e deu ordens para não faltar nada durante o andamento da obra. Ele ainda pediu oração ao povo de Deus em seu favor (Ed 6.7-10). Finalmente, o Templo foi inaugurado em 516 a.C, “no sexto ano de Dario” (Ed 6.15). Esse é o segundo e o último Templo de Jerusalém na história dos judeus. E assim, a presença de Deus no Templo fez da glória da segunda Casa maior que a da primeira (2.9).


Conclusão. A lição de Ageu tem muito a ensinar-nos. Não devemos encarar a nossa responsabilidade e compromisso como fardos pesados, mas recebê-los como algo sublime. É honra e privilégio fazer parte do projeto e do plano divinos, mesmo em situação adversa (At 5.41). Assim, somos encorajados por Jesus a atuar na seara do Mestre a fim de que a nossa luz brilhe diante dos homens e Deus seja glorificado (Mt 5.16).


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Referência bibliográfica

Revista Lições Bíblicas. OS DOZES PROFETAS MENORES, Advertências e Consolações para a Santificação da Igreja de Cristo. Lição 11 – Ageu – O compromisso do povo da aliança. III A exortação divina. 1 Crise econômica. 2. A solução. 3. O segundo Templo. Conclusão. Editora CPAD. Rio de Janeiro – RJ. 4° Trimestre de 2012.

Fonte: http://www.escola-dominical.com/