domingo, março 24, 2013

SAUDAÇÕES SIMPLES



SAUDAÇÕES SIMPLES, TELEFONEMAS INESPERADOS, O LUGAR COMUM NA CAPELA, A VESTE BRANCA, A DISPENSA DO OURO...



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O Papa Francisco em 13 gestos que revelam a sua simplicidade e dão a marca do seu estilo:

1) Eleito Papa, não Sentou no Trono

Assim que foi eleito Papa pelos cardeais reunidos em Conclave, em vez de se sentar no trono papal para receber os cumprimentos, Francisco ficou de pé para receber as saudações dos cardeais que o elegeram.

2) Não Usou Ornamento com Ouro Para se Apresentar ao Mundo

Na sua primeira aparição pública, no balcão da Basílica de São Pedro, logo após o anúncio “Habemus Papam”, Francisco saudou os fiéis com uma veste simples, toda branca. Ele não usou sobre os ombros a mozeta, um precioso manto vermelho com detalhes em ouro.

3) Saudação Simples

O Papa Francisco saudou o povo com uma “boa noite”. Ao se despedir, desejou novamente a todos uma boa noite e um bom descanso.

4) Falou Como Bispo de Roma e Quer Presidir na Caridade

Em suas palavras iniciais, o Papa Francisco falou como “bispo de Roma” e disse que quer "presidir na caridade”. Ou seja, reforçou o espírito de colegialidade com os bispos do mundo e afirmou que não pretende presidir como um monarca absoluto, mas sim no amor e na fraternidade.

5) Pediu Para o Povo Rezar Por Ele

O Papa Francisco reclinou-se e recebeu a oração silenciosa do povo que acompanhava o anúncio do novo papa.

6) Já Papa, Seguiu de Ônibus

Ao final de sua primeira aparição pública no Balcão da Basílica de São Pedro, o Papa Francisco retornou à Casa Santa Marta de ônibus com os demais cardeais. Ele seguiu para o mesmo quarto simples onde estava hospedado, dispensando carro oficial, comitiva e seguranças.

7) Foi Pagar a Conta do Hotel

Na sua primeira manhã como Papa após ir rezar na Basílica de Santa Maria Maior, deu uma passada no hotel onde estava hospedado antes de iniciar o Conclave, para pagar ele mesmo a conta de sua estadia. Ali cumprimentou a todos. Ele estava em carro simples, mais uma vez tendo dispensado seguranças e comitiva.

8) Telefonou Para o Jornaleiro e o Dentista

O Papa telefonou para o jornaleiro que lhe entregava o jornal em Buenos Aires, agradeceu pelo serviço e pediu que ele suspendesse as entregas agora que ele estava se mudando. Ele também telefonou para o seu dentista, retornando uma mensagem de felicitação que este tinha lhe enviado.

9) Dispensou os Sapatos Vermelhos

Francisco continuou a usar os mesmos sapatos pretos que trouxera de casa. Ele dispensou os tradicionais sapatos vermelhos dos papas.

10) Cruz Simples e Anel de Prata

Francisco continuou a usar a cruz simples de metal que usava ainda antes de ser bispo. Dispensou a cruz de ouro. Para o anel pontifício, o “anel do pescador”, também dispensou o ouro. Pediu que fosse feito em prata.

11) Dar o Dinheiro da Viagem Para os Pobres

 
Pediu aos argentinos que, ao invés de se deslocarem a Roma para participar da missa de inauguração do pontificado, guardassem o dinheiro da viagem e o dessem aos pobres. 

12) Desceu do Papamóvel Para Beijar uma Pessoa com Deficiência

Ao passar de carro aberto entre as fileiras de peregrinos reunidos na Praça de São Pedro para a missa inaugural de seu pontificado, o Papa Francisco viu um jovem que carregava no colo uma pessoa com deficiência. Então o Papa desceu do veículo e foi beijá-la e abençoá-la.

13) Missa Comum na Capela da Casa Santa Marta

Quem estivesse na Capela da Casa Santa Marta no início da manhã da sexta-feira 22 de março poderia se surpreender com alguém muito especial sentado no banco ao seu lado: o Papa Francisco. Ele tinha celebrado a missa para os jardineiros e garis do Vaticano. Depois foi se sentar em um dos bancos do fundo da capela, para um momento de oração pessoal.

Fonte: http://www.aleteia.org/

DECÁLOGO DO PAPA FRANCISCO


                                                                                      Por Rafael Navarro-Valls


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As câmeras de televisão do mundo inteiro, a imprensa que lotava o braço de Carlos Magno na colunata da Praça de São Pedro e os milhões de habitantes do "continente digital" se surpreendeu quando o Papa Francisco apareceu na sacada vaticana. Nada de um novo Rambo ou uma estrela de rock; tampouco um rude caubói pragmático, nem um sofisticado italiano da cúria. Era um latino-americano, um pouco tímido e com uma cruz prateada no peito, que olhava com espanto a multidão que o aguardava.

Nessa figura de branco que mendigava orações, havia se produzido a maior transferência de poder espiritual que a humanidade conhece. De simples arcebispo emérito e cardeal eleitor havia passado a ser de repente Vigário de Cristo na terra, Bispo de Roma, Sumo Pontífice, cabeça do colégio episcopal, chefe de Estado da Cidade do Vaticano, concentrando em sua pessoa a mais alta potestade de jurisdição da Igreja. Um furacão de responsabilidades se precipitava sobre suas costas e, de repente, como a Moisés no Sinai, um novo decálogo lhe era sugerido. São os desafios que o Papa Bergoglio já está enfrentando.

Do meu modesto lugar de observador, eu os resumiria assim:

 1. Aumentar a Temperatura Espiritual dos 195.671.000 (Dados De 2010) Católicos do Mundo Inteiro.

A Igreja, se me permitem a comparação, é uma empresa de caráter espiritual, com um ativo formado pela fé e pela santidade dos seus membros, e um passivo conformado pelas suas fraquezas. Daí que o primeiro desafio do novo Papa seja conseguir elevar a temperatura espiritual desses milhões de católicos espalhados pelo mundo. Ou seja, aumentar os ativos espirituais da Igreja Católica. O Papa Francisco já começou a trabalhar nisso desde a sua eleição. Na sacada vaticana, marcou o caminho da oração. Na Capela Sistina, ele o confirmou, e na Missa de inauguração do ministério petrino, reiterou: "Rezem por mim".

 2. Abrir o Mercado das Ideias Aos Valores do Espírito.

Em outras palavras, tirar o cristianismo da periferia da história e situá-lo do centro da atividade humana. Despertá-lo dessa posição voltada para si mesmo, que se chama "doença do absentismo", alheio e indiferente às ambições, incertezas e perplexidades dos seus contemporâneos, enquanto a grande sociedade segue seu curso. Existe certa banalização do mal, que costuma derivar em uma sutil ditadura do relativismo.

 3. Ser Mais Mundo Cêntrico que Eurocêntrico.

Misturando o bom humor com a profecia, em sua primeira saudação, ele mesmo se definiu como o Papa "do fim do mundo". Claro está, não se referindo à profecia de Malaquias, mas dando a entender que sua origem não era a Europa, e sim as vastas planícies do Pampa argentino. O primeiro milênio foi o da cristianização da Europa; o segundo implantou o cristianismo na América. O terceiro – e aqui o Papa Francisco terá um protagonismo especial – aponta como uma flecha para a Ásia e a África. Não é por acaso que os dois últimos pontífices viajaram um total de 15 vezes à África, e João Paulo II esteve 13 vezes na Ásia. Em 1910, 6 de cada 10 católicos viviam na Europa; hoje, apenas 2 de cada 10. Certamente, este Papa levará em consideração o potencial das raízes cristãs na Europa, mas sem esquecer que o futuro do cristianismo está em outros continentes.

4. Iniciar uma Nova "Reforma".


Tal reforma destacará a capacidade de organização do novo Pontífice. Não me refiro tanto à manuseada reforma da cúria, e sim à preparação intelectual, humana e espiritual de 721.935 religiosos e 412.236 sacerdotes espalhados pelo mundo. Uma tarefa diretamente conectada à eficácia dos maiores responsáveis da Igreja na difusão da mensagem cristã. Como efeito colateral, esta reforma ajudará a acabar com a cauda – o centro do furacão foi a influência da revolução sexual dos anos 60-70 – de algumas pessoas conectadas a desvios sexuais.


5. Injetar na Humanidade a Ideia de que a Luta Contra os Bolsões de Pobreza não é Somente um Problema de Filantropia, Mas um Verdadeiro Impulso Divino.

Para esta cirurgia, o Papa está especialmente preparado. Não tanto pelos seus sinais externos (viagens em transporte público, origem humilde etc.), mas pela sua visão teológica do mundo. Ele entende a atenção da Igreja ao mais necessitado não como problema de "ONG filantrópica" – usando suas palavras –, mas como uma questão de verdadeira justiça social. Na Missa de inauguração, ele explicou a necessidade de proteger a criação como " guardar as pessoas, cuidar carinhosamente de todas elas e cada uma, especialmente das crianças, dos idosos, daqueles que são mais frágeis e que muitas vezes estão na periferia do nosso coração. É cuidar uns dos outros na família: os esposos guardam-se reciprocamente, depois, como pais, cuidam dos filhos, e, com o passar do tempo, os próprios filhos tornam-se guardiões dos pais".


6. Iniciar uma Nova Evangelização, na Qual o Núcleo da Ação Resida Mais nas Bases que na Cúpula.

Este é o papel dos leigos na Igreja. A atuação em praça pública, na vida política, econômica e social dos povos é a grande tarefa dos cristãos. O novo Papa não está sozinho. Ele é a cabeça de um corpo espiritual muito amplo. O importante agora não é tanto a artilharia pesada ou as grandes frotas oceânicas. Pelo contrário, trata-se de incentivar e impulsionar essa infantaria leve (se me permitem a comparação), composta por 1.200 milhões de católicos espalhados pelo mundo.


7. Aumentar a Unidade na Igreja.

Mantendo a riqueza das diversas perspectivas, logicamente. Na história da Igreja, a unidade foi um tema prioritário na agenda dos 265 pontífices que precederam o Papa Francisco. Não é um tema novo nem algo simplesmente conectado a possíveis conflitos na cúria. É algo mais profundo, unido à inevitável fraqueza humana. As dissensões começaram ainda com a figura de Cristo fresca entre seus discípulos. As chamadas de atenção de Pedro e Paulo eram frequentes. Os cismas, heresias e choques de personalidade deixaram sombras fortes no quadro. É preciso superar esses perigos por elevação, ou seja, alinhando as diversas sensibilidades rumo ao objetivo comum da nova evangelização.

8. Promover o Diálogo Inter-Religioso.

Ele provavelmente terá de conseguir, como primeiro objetivo, a viagem a Moscou, tantas vezes frustrada por resistências externas da Igreja Ortodoxa. Depois, continuar o caminho do diálogo com os anglicanos, evangélicos e luteranos. Sem esquecer-se dos judeus e do imenso mundo do islã. De fato, o Papa Francisco parece ter os hebreus bem perto do seu coração. Assim que foi eleito, expressou seu desejo de contribuir para o progresso das relações entre judeus e católicos, em uma carta dirigida ao chefe da comunidade hebraica de Roma. O ecumenismo não é simplesmente uma questão de coexistência pacífica, mas, em palavras do então cardeal Bergoglio: "Não só a cidade moderna é um desafio, mas sempre foi, é e será toda cidade, toda cultura, toda mentalidade e todo coração humano" (25 de agosto de 2011).


9. Nomear Bons Colaboradores.


Naturalmente, o primeiro conselheiro do Pontífice é Deus – o que nos dá bastante tranquilidade. Mas os bons colaboradores humanos são importantes também. Francisco não poderá se esquecer da ampla descentralização do governo eclesiástico, apesar da sua coordenação com o governo central. Todo o mundo da comunicação e transparência vaticanas exigirá também uma especial atenção do Papa. Hoje, dominar a técnica midiática é necessário para recuperar, por exemplo, a imagem deteriorada de uma Igreja manchada por escândalos – reais ou aparentes – que se retransmitem na velocidade da luz por canais que formam uma opinião pública. Neste momento, os 4 milhões de seguidores do Papa no Twitter, por exemplo, supõem um interesse midiático inusitado.


10. Promover a Causa da Paz e da Justiça no Mundo Inteiro.

É preciso começar com a primeira das liberdades, que é a religiosa. Não se trata somente de deter essa espécie de cristofobia que está produzindo em diversos lugares do mundo uma hostil perseguição anticristã. É preciso despertar nas religiões a potencialidade que possuem para ajudar a paz no mundo. Nas diversas tradições religiosas, há recursos importantes, nem sempre aproveitados, para resolver os conflitos mundiais.

Naturalmente, existem outros muitos desafios, por exemplo, a família, a proteção da vida e a coordenação entre as funções dos dicastérios da Igreja. Mas estabelecer prioridades é básico em um trabalho de governo. O Papa Francisco deverá abordá-las, sabendo que a primeira regra é lembrar que: buscar não incomodar ninguém leva invariavelmente a incomodar todo mundo.

  
(Rafael Navarro-Valls é catedrático, acadêmico e autor de "Entre o Vaticano e a Casa Branca")
Fonte: http://www.aleteia.org

terça-feira, março 19, 2013

POR QUE AS ESQUERDAS ODEIAM MARCOS FELICIANO?






SEREIA TRAIÇOEIRA: POR QUE AS ESQUERDAS ODEIAM MARCOS FELICIANO?


Júlio Severo


Em nota pública, o setor gayzista do Partido Socialista Brasileiro (PSB) disse:

“Prezados Companheiros Socialistas, A Executiva Nacional LGBT do PSB vem, por meio desta nota, repudiar a indicação do nome do Deputado Pastor Marco Feliciano (PSC) para a Presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara Federal. Considerando que o PSB é um partido de esquerda e socialista… entendemos que os Parlamentares Socialistas devem votar contra a indicação do nome desse parlamentar para a Presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara.”
Mas o PSB não está sozinho. O PT e todos os outros partidos socialistas do Brasil estão expressando o mesmo azedume ideológico.





Afinal, qual é a bronca dos socialistas do Brasil? É por que Marcos Feliciano tem ficha suja? De fato, há alguns problemas na ficha dele, mas nada que se compare à ficha de notórios militantes socialistas do Brasil.
Se o PSB e todos os outros partidos esquerdistas quisessem a cassação de todos os políticos com ficha suja, todos os políticos acusadores de Feliciano estariam em maus lençóis. Todos eles iriam para o espaço.

O problema não é Feliciano, que já cometeu a tolice de apoiar Dilma Rousseff e as próprias esquerdas que o querem enfocar agora. O problema não é sua ficha.

Aborto e Homossexualismo

O problema é sua postura cristã contra o pecado homossexual e contra o pecado de matar crianças em gestação (aborto).






Por isso, os ataques das esquerdas não se restringem a Feliciano. Qualquer parlamentar que sustentar posturas contra o aborto e o homossexualismo sofrerá de todas as esquerdas o mesmo ódio que Feliciano está sofrendo.

Em nota pública, o setor gayzista do PSB oficialmente questionou também “a indicação do Deputado Pastor Eurico/PSB-PE para a composição da Comissão de Direitos Humanos, na cota do PSB, considerando o fato de que suas falas e posicionamentos poderão se tornar um óbice [obstáculo] quando da apreciação de temas polêmicos, temas estes defendidos pela militância e pelos segmentos sociais do PSB, quer sejam as bandeiras do LGBT.”

Por Que a União Deles Com os Socialistas?

Não me perguntem como o Deputado Pastor Eurico, sendo ministro do Evangelho, consegue ser parte de um partido e de um movimento ideológico cuja principal pretensão é substituir Deus na vida das pessoas. O socialismo impõe sua ideologia como o Grande Deus Pai de todos. É a religião obrigatória do Estado que controla a tudo e a todos.

Não me perguntem por que Feliciano fez campanha por Dilma Rousseff na eleição presidencial de 2010. Ela achou útil o apoio bobo dele. A postura dele contrária ao aborto e ao homossexualismo não incomodava, enquanto ele não tivesse um cargo importante para defendê-las.

Contudo, a partir do momento em que Feliciano foi escolhido como presidente da Comissão de Direitos Humanos (CDH), tudo mudou. Ele virou empecilho. E enquanto a eleição presidencial de 2014 não chega, Feliciano continuará apenas empecilho. Quando a eleição chegar, ele novamente ouvirá o canto da sereia Dilma e o coro da esquerda maléfica o chamando para fazer campanha por eles.

Neste momento, ele não ouvirá nenhum doce canto de sereia. Tudo o que ele ouvirá são gritarias de ódio, pois as esquerdas odeiam o Deus que rivaliza com a religião ideológica deles, com o Deus-Estado deles.
E como toda falsa religião, o socialismo tem seus falsos profetas e pastores.

Esquerdismo “Crente”

Entre os vários movimentos protestantes esquerdistas que se juntaram na campanha de ódio da esquerda secular contra Marcos Feliciano está o grupo Evangélicos Pela Justiça (EPJ).






O EPJ reconhece um tanto contente, que a Comissão de Direitos Humanos sempre esteve sob o domínio do PT. Durante o reinado do PT nessa comissão, o EPJ nunca protestou contra o PLC 122 ou contra o infame kit gay.

A postura oficial do EPJ, em concordância com sua mentalidade relativista esquerdista, é encarar a luta contra o PLC 122 como uma luta contra os próprios “direitos civis dos homossexuais”. Em documento recente, em posse de Júlio Severo, o EPJ declara: “Temos observado uma postura dos deputados evangélicos contrária à defesa de direitos civis de homossexuais, transmitindo uma imagem que os evangélicos odeiam os homossexuais, apesar de repetidas declarações de que os amam e de que não são homofóbicos. Lembremos de que mesmo entre grupos evangélicos as interpretações bíblico-teológicas sobre homossexualidade são muito variadas. Além disso, numa sociedade pluralista como a nossa, devemos partir do pressuposto de que Direitos Humanos são princípios fundamentais e inerentes, independentemente de orientação sexual e gênero”.

O EPJ também dá uma cotovelada nos parlamentares da bancada evangélica que se opõem ao PLC 122: “Parlamentares evangélicos, assim como de qualquer outra religião, devem lembrar que a liberdade religiosa assegura que regras ou costumes de uma determinada religião não podem ser impostos a qualquer pessoa. Muito menos podem tais regras ou costumes serem codificados em lei”.

Traduzindo: se a oposição ao homossexualismo e ao aborto tem raízes na cultura judaico-cristã do Brasil, deve ser totalmente rejeitada. Por outro lado, se o favorecimento ao homossexualismo e ao aborto tem suas raízes no socialismo, deve ser totalmente aceito, pois a religião marxista é “laica”.

Movimento Evangélico Progressista

Conheci o EPJ antes de sua metamorfose, quando ainda era o Movimento Evangélico Progressista (MEP), fundado pelo bispo marxista assassinado Robinson Cavalcanti.







A ética do MEP era sempre trabalhar com o PT, e sua linha de raciocínio era: O PT está autorizado, pelo deus-socialista, a impor suas próprias leis e imoralidades na sociedade.

Mas o mesmo MEP hostilizava toda tentativa evangélica de competição com o PT na modificação das leis.

O maior evento “ético” do MEP foi realizado, com o patrocínio do PT, no Congresso Nacional. O palestrante principal do evento foi Caio Fabio, outrora o maior astro da Igreja Presbiteriana do Brasil.

O decrépito MEP adorava o MST, um movimento comunista radical. E o EPJ? Na comemoração dos 25 anos do MST, o esquerdista Ariovaldo Ramos recebeu permissão de Geter Borges para representar o EPJ e aproveitou para louvar os desbravadores evangélicos socialistas do Brasil: Geter Borges, Robinson Cavalcanti, Caio Fábio, Ed Rene Kivitz, Marina Silva, Valdir Steuernagel e tantos outros.

Mas Ariovaldo sabe também louvar esquerdistas seculares. Recentemente, ele louvou Hugo Chávez como referência mundial. Esse é o mesmo Ariovaldo que fez parceria recente entre evangélicos e o governo do PT, mas ficou de boca fechada contra o representante do PT e sua ficha tenebrosa.





  
Reforçando essa aliança evangélica, o EPJ se aliou ao Conselho Latino-Americano de Igrejas para reunir, até o dia 21 deste mês, todas as organizações evangélicas esquerdistas da América Latina para pedir a renúncia de Marcos Feliciano e a volta na CDH do que eles chamam de líderes “democráticos”: o PT e sua corja.

Marcos Feliciano e Suas Reações Confusas

A resposta de Feliciano a esses ataques tem sido confusa. Em entrevista nas páginas amarelas da revista Veja esta semana, ele destacou muito bem a postura cristã clássica, com relação aos homossexuais, de amar o pecador e detestar seu pecado. Mas ele se embaraçou todo nas outras perguntas inquisitórias do entrevistador, parecendo usar qualquer argumento artificial e pobre para escapar da armadilha dos questionamentos da revista.



                                                                     Marcos Feliciano



Com relação ao ódio da esquerda evangélica, Feliciano manteve ontem um encontro secreto com Ariovaldo Ramos e outros pastores esquerdistas em São Paulo.
O que saiu desse encontro? Feliciano “moderará” seu discurso contra a agenda gay e abortista? Honestamente, não sei.
Mas gostaria que Feliciano entendesse que, exatamente como o PT vê, suas posturas antiaborto e antissodomia o tornam um empecilho para o avanço no Brasil de um socialismo que ele mal sabe o que é.

O ódio que ele sofre na pele agora, vindo igualmente da esquerda secular e da esquerda evangélica, tem a mesma fonte: a sereia vermelha que o seduziu nas últimas eleições.

No passado, muitos pastores protestantes, especialmente Caio Fábio, abraçaram essa sereia porque tinham a mesma ideologia. Eles fortaleceram o canto dela em todas as igrejas evangélicas do Brasil. Muitos pastores pentecostais e neopentecostais caíram no canto dela e no conto do vigário vermelho. Caíram por puro oportunismo.

Não é preciso ser um pastor pentecostal e ter poderosos dons de revelação para compreender que há algo de muito errado e podre no canto, conto e encantos do socialismo e dos socialistas.
Se Feliciano não entender isso, a sereia vermelha continuará cantando-o — até engoli-lo.


Leitura recomendada:


NOTA: - O problema não são os assuntos em pautas, e nem mesmo os Gayzista, e seja lá que diabo seja o problema; o problema  são pastores que se misturam e come as fezes e mala do diabo. Homens que se dizem pastores, se misturando e comendo na mesa dos escarnecedores, e achando que estão certo, e acham que isto é defender a sociedade de mal maior ou defender a Igreja. 

Mas a Bíblia diz: “Sabemos que somos de Deus e que o mundo inteiro jaz no Maligno. [I Jo 5. 1].  É só ler Romanos 1. 24 – 32], três vezes aparece dizendo “Deus entregou tais homens...”. 

A ordem é pregar dentro do nosso arraial contra esta prática, mas para o mundo não... O Mundo Jaz no Maligno, e Deus os entregou as suas práticas infames e reprováveis. É só ler e interpretar a Bíblia corretamente. 

Além do mais, Jesus NUNCA perdeu o seu tempo precioso com estes assuntos, e já existia naquela época.... Jesus falava a sua Palavra como Ela é... Mas, também tinha um porém...  JESUS TINHA AUTORIDADE PARA FALAR, e ao terminar os seus discursos, as pessoas na sua maioria, se convertia, fosse ela prostituta, ladrão, bandido.... diferente de hoje, fala, e fala novamente, e nada.... pelo contrário, só provoca a ira destas pessoas que vivem nesta prática..  Duvido que eles não saibam que isto é contrário a natureza.... duvido que eles não saiba que a Bíblia é a verdade e ninguém pode ir contrária a ela... até os piores bandidos e matadores, quando estão presos, sentenciados a morte ou a prisão, de que eles se vale, nem que seja de "mentirinha" - da BÍBLIA; até com o intuito de dizer: "eu agora sou crente leio até a Bíblia"

É só olhar aí os presídios, os piores matadores de pais, de namoradas, de filhos, "viram logo crentes, de araque, claro", e arranjo logo uma Bíblia para prova isto, quem viu o julgamento do assassino Bruno?! É isso!

Então as pessoas não sabem que isto é contrária a Lei de Deus, CLARO! Tanto é que buscam uma auto afirmação da sociedade, da própria Bíblia.
Tudo é muito claro. E não precisa de pastor entrar na política e começar a privar estas pessoas de suas prática, porque NUNCA vai conseguir.... também faz parte do cumprimento da Palavra de Deus... e além do mais, o Palco do Anticristo será formado de pessoas que aprovam e são Homossexual, o próprio Anticristo será um Homossexual, [Daniel 11. 37; II Ts 2. 4ss.

Agora se uma pessoa dessa aceitar Jesus, nós temos a obrigação de ensiná-lo o que é certo. Pastora, Maria Valda.

sábado, março 16, 2013

EUROPA: A CRISE É DE ORDEM ESPIRITUAL, DIZ PREMIÊ DA HUNGRIA. E NO BRASIL?


Paulo R. Campos
XIV Congresso de Católicos e Vida Pública
Nesta Babel de notícias que revelam a existência de um plano internacional para se acelerar a destruição da instituição da família (com a aberrante promoção do homossexualismo, do controle de natalidade, do aborto, da eutanásia, do divórcio etc.), deparei-me hoje com uma reportagem auspiciosa para as famílias.

Por ocasião do XIV Congresso de Católicos e Vida Pública, realizado nos dias 16, 17 e 18 de novembro na Universidade San Pablo-CEU, de Madrid, o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, discorreu sobre o tema “Esperança e resposta cristã à crise”, tendo sido calorosamente aplaudido.
Entre outras coisas, ele afirmou que a crise econômica europeia se deve principalmente a uma crise de ordem espiritual, e que somente por meio da restauração dos valores cristãos é que a Europa poderá ser regenerada.
A seguir, um resumo da conferência de Orban que preparei para os nossos leitores, pois sua tese vale para Brasil — tanto quanto à solução apresentada para a crise, quanto ao que ele fala de políticos europeus, que se pode aplicar aos quadrilheiros que operam (assaltam) neste Pindorama. 
A CRISE ECONÔMICA NÃO VEIO POR ACASO
Viktor Orban

O primeiro-ministro húngaro Viktor Orban respondeu à pergunta de como foi possível o desmoronamento do sonho de união europeia.

Segundo ele, a crise europeia não veio por acaso, mas pela falta de responsabilidade de seus líderes políticos, quando questionaram as raízes cristãs da Europa, que são a força motriz do Velho Continente.
Como exemplo do atual colapso econômico europeu, citou a questão do crédito, que antes era concedido a pessoas responsáveis, mas que depois passou a ser concedido a representantes de países não comprometidos com o cristianismo.
O que levou nações inteiras a se escravizarem ao crédito — o que não teria acontecido numa Europa verdadeiramente cristã.
Ele lembrou que no Antigo Testamento a usura era proibida, e que a Igreja sempre rejeitou cobrança de juros abusivos, mas que atualmente os créditos foram desvinculados de responsabilidades morais. O que aprofundou a crise.
Santo Estêvão
Segundo Orban os líderes europeus fizeram carreira, ganharam muito dinheiro e desprezaram os valores cristãos, especialmente a defesa da família e da vida.
O primeiro-ministro húngaro declarou sua crença de que por trás de uma economia bem-sucedida há “algum tipo de força motriz espiritual” e que “a Europa governada de acordo com os valores cristãos se regeneraria”.
Deu o exemplo do seu país, explicando que aHungria — uma nação pobre devido ao legado do regime comunista, que a subjugou por décadas e na qual a pensão média era de apenas 250 euros — teve início uma reconstrução moral.
Ele lembrou que seu primeiro rei, Santo Estêvão, ofereceu suas armas e o reino à Virgem Maria.
Assim, a nova Constituição húngara é baseada na dignidade, na liberdade, na família, na fidelidade, com obrigação expressa de ajudar os pobres.
Ou seja, ela é baseada nos valores cristãos. O que irritou profundamente a esquerda europeia, que chegou a condenar a Hungria no Parlamento de Estrasburgo. Este deseja converter a Europa num continente ateu, no qual o conceito de família seja substituído pelo individualismo.
Armas da Hungria: a coroa de Sto. Estevão, o cetro, a espada e o globo
Com base em sua própria experiência, Viktor Orban propôs uma renovação da cultura e da política baseada nos valores cristãos. Para ele, não há outro caminho.

Ao afirmar isso, o primeiro ministro foi entusiasticamente aclamado pelo público com aplausos que duraram alguns longos minutos.
***
Com essas excelentes ideias, o valoroso primeiro-ministro húngaro seria convidado a falar em Brasília?
Parlamento Húngaro, em Budapeste (Capital)
Fonte: http://ipco.org.br/

quinta-feira, março 14, 2013

OS MILAGRES DE ELISEU



Próximo Trimestre - 2013

OS MILAGRES DE ELISEU



Eliseu era um lavrador pertencente a uma família abastada de Israel quando foi chamado para uma missão profética (1 Rs 19.19-21). Sem dúvida, ele era um dos sete mil que não havia se dobrado diante da adoração idólatra a Baal e foi escolhido pelos critérios da soberania divina. As estatísticas mostrando as intervenções sobrenaturais, através de curas e outros milagres são impressionantes na vida desse profeta de Abel-Meolá (1 Rs 19.16).

O escritor Larry Richards (2006, pp.145,146) destaca o fato de que “Eliseu fora auxiliar e aprendiz de Elias durante os últimos anos do ministério deste. 

A transição que as Escrituras fazem do ministério de Elias para o ministério de Eliseu é relatada em 2 Reis 2. Enquanto os dois homens andavam juntos no vale do Jordão no último dia de Elias na terra, Elias disse a seu amigo Eliseu: ‘Pede-me o que queres que eu te faça, antes que seja tomado de ti.’ O pedido de Eliseu foi: ‘Peço-te que me toque por herança porção dobrada do teu espírito”. Em Israel, o filho mais velho da família recebia uma porção dobrada da riqueza da família como herança (Dt 21.17). Eliseu pediu para ser o sucessor dele e herdar seu ofício como profeta principal de Deus em Israel.

O pedido não seria atendido por Elias. O próprio Deus chama seus porta-vozes. Mas Elias prometeu que, se Eliseu testemunhasse a partida de Elias, Deus lhe daria o que desejava. Eliseu viu os anjos que levaram Elias para a glória (para comentários sobre essa aparição angelical, veja o outro volume da série, Todos os Anjos Bons e Malignos na Bíblia). Eliseu realmente sucedeu Elias. Na verdade, os milagres registrados de Eliseu realmente são, em número, o dobro dos milagres operados por Elias. Deus deu ainda mais a Eliseu do que ele pediu”.1

Neste capítulo, dividi as narrativas desses milagres em quatro grupos apenas por questões didáticas. Nem todos os milagres operados por Eliseu são estudados aqui, mas aqueles que foram analisados servem para ilustrar como os eles atenderam a um propósito divino.

Os Milagres de Provisão

1.           A Multiplicação dos Pães

Esse é um milagre de provisão. Eram cem homens do grupo dos discípulos dos profetas e apenas vinte pães foram ofertados por um homem de Baal-Salisa (2 Rs 4.42-44). A lei da procura era maior do que a da oferta! O que fazer diante dessa situação? O profeta Eliseu não olha as evidências naturais, mas seguindo a direção de Deus profetiza que todos comeriam e ainda sobrariam pães! Como? Não havia lógica nenhuma nessa predição do profeta. Todavia, milagres não se explicam, são aceitos pela fé! Muito tempo depois encontramos o Novo Testamento detalhando como Jesus Cristo operou um milagre com a mesma dinâmica, todavia com maior proporção (Jo 6.9). Nas duas histórias a graça de Deus em prover o imprescindível para os necessitados fica em evidência.

“Quando compartilhamos o que temos”, observa William MacDonald, “e deixamos as consequências nas mãos de Deus, ele provê as nossas necessidades, bem como às dos outros, e pode até haver sobra” (Pv 11.24,25).2

2.           Abundância de Víveres

Jorão, filho se Acabe, estava assentado no trono do Reino do Norte e a exemplo do pai envolvido em idolatria e apostasia (2 Rs 6.24 — 7.120). A consequência de suas ações pecaminosas foi o cerco à cidade de Samaria promovida por Ben-Adade II. Com a cidade sitiada, o resultado natural foi a escassez de alimentos. Vendia-se desde cabeça de jumento até mesmo esterco de pombo na tentativa de amenizar a fome. Pressionado pela crise, o rei procurou o profeta Eliseu e o responsabilizou pela tragédia. Sempre o Diabo querendo culpar Deus pelas mazelas que ele induziu os homens a praticarem! Mais uma vez Deus comprova a sua graça e orienta Eliseu a profetizar o fim da fome! Como nos outros milagres, esse tem seu cumprimento de forma inteiramente sobrenatural.

Os Milagres de Restituição

1.           A Ressurreição do Filho da Sunamita 

Mesmo tendo deixado o filho morto em casa, essa rica mulher de Suném demonstra uma fé inabalável (2 Rs 4.8-37). Quando a caminho e interrogada por Geazi, moço de Eliseu, sobre como iam as coisas, ela respondeu: “Tudo bem!” Nada está fora de controle quando Deus está no comando. Para o Comentário Bíblico Vida Nova, “a ação da mulher em colocar a criança morta na cama de Eliseu e ir rapidamente buscá-lo sugere que ela possuía fé suficiente de que ele seria capaz de ressuscitar a criança. A volta da criança à vida e o reencontro dela com a sua mãe são contados de modo simples e comovente. Por intermédio do homem de Deus, mais uma vez o Senhor tinha manifestado o seu poder sobre a vida e a morte”.3 A sequência da história mostra o profeta Eliseu orando ao Senhor sobre o corpo inerte do garoto (2 Rs 4.33). O relato é dramático e desafia a lógica humana. Os gestos do profeta parecem não ter sentido, mas sem dúvida são de orientação divina (2 Rs 4.34,35). Deus não deve explicações a ninguém sobre a forma como Ele quer operar milagres! O Senhor responde à oração do profeta e a vida volta novamente ao filho da sunamita (2 Rs 4.35-37).

2.           O Machado Que Flutuou

Um dos discípulos dos profetas perdera a ferramenta que havia tomado emprestado (2 Rs 6.1-7). Naqueles dias os instrumentos feitos de ferro eram escassos e valiosos. Daí seu desespero quando perdeu aquele objeto. Duas coisas observamos nesse texto: primeiramente a motivação do milagre que está expressa no lamento daquele que perdera o machado. O que nos faz lamentar? A nossa motivação está correta? Em segundo lugar, vemos o profeta procurando identificar o local onde a ferramenta havia caído ou se perdido. O Senhor está pronto a restituir ou restaurar quem perdeu alguma coisa desde que se tome consciência disso. E também o porquê dela ter sido perdida! Às vezes a falta de reconhecimento por parte de alguns que perderam alguma coisa, como por exemplo, a comunhão com Deus pesa mais do que o machado que Eliseu fez flutuar.

Os Milagres de Restauração

1.           A Cura de Naamã

Aqui algumas coisas nos chamam a atenção no relato desse milagre (2 Rs 5.1-19). Em primeiro lugar, observamos que o general sírio fica indignado quando o profeta não age da forma que ele imaginou (2 Rs 5.11). Deus não faz shows, nem tampouco opera para satisfazer nossa curiosidade. Em segundo lugar, observamos que Deus não estava interessado na análise lógica de Naamã (2 Rs 5.11,12), mas apenas em sua obediência. Em terceiro lugar, Naamã recebe a cura quando desce do cavalo (2 Rs 5.14). Não há quem goste de descer, todos gostam de subir. Todavia Abigail para salvar seu casamento, teve que descer do jumento (1 Sm 25.23)! Ninguém será restaurado se não descer! Naamã desceu e foi curado. Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes (Tg 4.6). Em quarto lugar, Naamã tentou recompensar o profeta pelo milagre recebido (2 Rs 5.15,16). Eliseu recusou! A graça não aceita pagamento por aquilo que faz.

2.           As Águas de Jericó

O texto de 2 Reis 2.19-22, narra a história das águas amargas de Jericó que se tornaram saudáveis através da ação do profeta Eliseu. Aqui Eliseu pede um prato novo, termos traduzidos do hebraico, jarra, tigela e chadash, significando; novo, recente, fresco; também pede que se ponha nesse recipiente sal. Feito isso ele profetiza que aquelas águas se tornariam saudáveis segundo a palavra do Senhor. Essas exigências do profeta possuíam um valor simbólico, visto que o sal representa um elemento purificador (Lv 2.13; Mt 5.13) enquanto o prato novo seria um instrumento de dedicação especial ou exclusiva para aquele momento. Em todo caso, foi o poder de Deus quem purificou as águas e não o poder em si desses objetos e ingredientes.

Os Milagres de Julgamento

1.           Maldição dos Rapazinhos

No relato desse milagre Eliseu invoca um julgamento sobre alguns jovens zombadores (2 Rs 2.23-25). O efeito desse julgamento foi o aparecimento de dois animais selvagens que atacaram aqueles jovens. A lição que fica é que não se pode brincar com as coisas sagradas e muito menos ficar impune quem escarnece de um fiel servo de Deus. 4

2.           A Doença De Geazi

Nesse relato de 2 Reis 5.19-27, observamos as razões pelas quais Geazi foi julgado. O moço Geazi viu apenas uma ação humana quando deveria ver uma ação divina (2 Rs 5.20). Ele achava que a recusa de Eliseu era apenas uma questão pessoal do profeta, quando na verdade não era. Geazi também trocou a verdade pela mentira (2 Rs 5.22). Usou o nome do profeta de Deus para validar sua cobiça. Ele procurou tomar aceitável o que Deus havia recusado (2 Rs 5.22). Deus não vende suas bênçãos, Ele as oferece gratuitamente. Geazi trocou o arrependimento pelo fingimento (2 Rs 5.25). Fez de conta que não havia acontecido nada. Ele trocou a bênção pela maldição (2 Rs 5.27). Como consequência, passou a conviver com a lepra pelo resto da sua vida!

O julgamento de Geazi nos mostra que Ministros ficam doentes, Ministérios também! Aprendemos com ele que:

a)               Não devemos edificar sobre aquilo que Deus já refugou
 “Voltou ao homem de Deus, ele e toda a sua comitiva; veio, pôs-se diante dele e disse: Eis que, agora, reconheço que em toda a terra não há Deus, senão em Israel; agora, pois, te peço aceites um presente do teu servo. Porém, ele disse: Tão certo como vive o Senhor, em cuja presença estou, não o aceitarei. Instou com ele para que o aceitasse, mas ele recusou” (2 Rs 5.15,16).
Geazi, moço de Eliseu, tenta obter ganho pessoal naquilo que o profeta já havia rejeitado. A recusa de Eliseu era a recusa de Deus! Ele queria obter ganho naquilo que o Senhor já havia considerado como perda. Onde Deus havia proibido que houvesse vantagem pessoal, Geazi tenta obtê-la.

Não tenho dúvidas de que muitos ministérios estão ficando doentes porque estão sendo edificados sobre refugos divinos. Na maioria são teologias recicladas. Não são fundamentadas na autêntica Palavra de Deus. Isso pode ser visto no próprio campo da teologia bíblica. Foi assim com a Teologia da Prosperidade; com a Teologia do Domínio; com a Teologia Ariana; com a Teologia Unicista; com a Teologia Relacional etc. Esses modelos teológicos em sua maioria são reciclagens de antigas heresias ou crenças heterodoxas. O certo é que não podemos edificar sobre aquilo que a própria Palavra de Deus e a história da igreja já mostraram que são refugos teológicos.

b)          Não podemos sacralizar aquilo que é profano — ‘Geazi, o moço de Eliseu, homem de Deus, disse consigo: Eis que meu senhor impediu a este siro Naamã que da sua mão se lhe desse alguma coisa do que trazia; porém, tão certo como vive o Senhor, hei de correr atrás dele e receberei dele alguma coisa” (2 Rs 5.20).5 Geazi invocou o nome santo do Senhor (tão certo como vive o Senhor) para validar uma ação errada! Ele procurou santificar o pecado, quando diz que essa sua ação desastrosa será feita em nome do Senhor!

Não podemos invocar o nome do Senhor sobre coisa alguma que não esteja de acordo com a sua Palavra. O pecado jamais pode ser santificado nem tampouco aquilo que é pagão pode ser cristianizado.

Na história da igreja vimos isso acontecer. Primeiramente quando Constantino, imperador convertido à fé cristã, cristianiza muitas práticas pagãs. O mesmo ocorre quando Tomás de Aquino cristianizou os ensinos do filósofo grego Aristóteles. Mais recentemente temos os teólogos da prosperidade tentando, a todo custo, cristianizar os ensinos da Ciência Cristã. Aquilo que é pecado não pode ser santificado, mesmo que se invoque sobre ele alguma doutrina bíblica.

c)           Não podemos relativizar absolutos — “Ele respondeu: Tudo vai bem; meu Senhor me mandou dizer: Eis que, agora mesmo, vieram a mim dois jovens, dentre os discípulos dos profetas da região montanhosa de Efraim; dá-lhes, pois, um talento de prata e duas vestes festivais” (2 Rs 5.22).

O profeta Eliseu jamais havia mandado dizer tal coisa. Geazi mentiu! Quando tentou aproveitar o que Deus havia refugado, Geazi agora deu um outro passo — tornou relativo aquilo que era absoluto. Criou uma mentira e passou a acreditar nela. Quando se faz concessão onde não pode haver nenhuma, passa-se a adotar comportamentos relativistas.

d)          Não podemos substituir organismo por organização — “Perguntou-lhe Eliseu: Donde vens, Geazi? Respondeu ele: Teu servo não foi a parte alguma. Porém ele lhe disse: Porventura, não fui contigo em espírito quando aquele homem voltou do seu carro, a encontrar-te?” (2 Rs 5.25,26).

O que se percebe é que Geazi se comportou diante desse incidente como quem vivia apenas para uma organização — a Escola dos Profetas, e não para o Deus vivo. Geazi esquecera do lado espiritual do seu ministério, isto é, a instituição profética como um organismo divino, para servir apenas a Escola de Profetas, enquanto instituição humana. Esquecer que não há organização sem organismo; forma sem função e muito menos preceitos sem princípios.

e)          Não devemos trocar o “ser" pelo “ter”, a vocação pela carreira“Era isto ocasião para tomares prata e para tomares vestes, olivais e vinhas, ovelhas e bois, servos e servas? Portanto, a lepra de Naamã se pegará a ti e à tua descendência para sempre. Então, saiu de diante dele leproso, branco como a neve” (2 Rs 5.26,27).

Geazi foi à procura de Naamã em busca de “alguma coisa” e terminou sem “coisa alguma”. Foi em busca de valores materiais, mas perdeu os espirituais. É um perigo quando alguém troca o “ser” pelo “ter”. Quando transforma a vocação em carreira. Quando o ministério deixa de ser um projeto divino para se transformar em algo meramente humano.

Os milagres operados pelo profeta Eliseu são uma clara demonstração do poder de Deus. Todos tiveram um propósito específico de demonstrar a graça de Deus e sua glória nas mais diferentes situações. Em nenhum momento essas intervenções sobrenaturais exaltam as virtudes pessoais de um homem nem tampouco deixam transparecer que se tratava de algo que o profeta conseguia manipular através do domínio de alguma técnica. Eram ações inteiramente imprevisíveis e não repetitivas, o que deixa claro que em todas elas estava a unção de Deus.

Extraído do livro:




Este livro servirá como auxílio suplementar da nova Lição CPAD

Em Porção Dobrada obra escrita com os rigores de uma exegese e uma hermenêutica bíblica sadia, o leitor poderá ter uma clara visão do paralelo entre os dias de Elias e Eliseu e os nossos os que incluem as crises religiosas, sociais, morais, políticas e econômicas vivenciadas pelos profetas. É nesse contexto de crise que o Senhor levanta homens e mulheres como porta-vozes, dando aos líderes e ao seu povo a oportunidade de se arrependerem de seus pecados e de se voltarem para Ele.

A sucessão ministerial, um dos grandes problemas da liderança, também é abordada nesta obra. Pastores, lideres em geral, e crentes que amam e temem ao Senhor, com certeza encontrarão e extrairão destas páginas grandes lições a serem aplicadas no ser e fazer cristão. 

1 RICHARDS, Larry. Todos os Milagres da Bíblia. Editora United Press, São Paulo, 2006.
2 MCDONALD, William. Comentário Bíblico Popular - versículo por versículo. Antigo Testamento. Editora Mundo Cristão.
3 CARSON, Donald. Comentário Bíblico Vida Nova. Editora Vida Nova, São Paulo.
4 “o contexto precisa ser levado em consideração, e aqui sugere um bando de moleques à espera numa emboscada , que sai após o profeta para zombar dele” (BRUCE, F.F. Comentário Bíblico NVI — Antigo e Novo Testamento. Editora Vida.
5 Para uma discussão mais aprofundada sobre esse assunto, veja os livros: O Sagrado e o Profano, de Mircea Eliade (Ed. Martins Fontes) e O Sagrado, de Rudolf Otto, Editora Sinodal/Vozes.