terça-feira, setembro 03, 2013

O OUTRO LADO DA HISTÓRIA DE MARTIN LUTHER KING:




O OUTRO LADO DA HISTÓRIA DE MARTIN LUTHER KING: PROVAS GRAVADAS DE SUAS INFIDELIDADES CONJUGAIS E A VIDA DUPLA DE UM SANTO DEMASIADO HUMANO


* O 50º Aniversário do Icônico Discurso I Have A Dream (Tenho Um Sonho) Foi Celebrado Semana Passada.

* As Afirmações de que o Ativista dos Direitos Humanos Vivia uma Vida Dupla e era um Mulherengo Inveterado.

* Ele se Casou com a Ativista Coretta Scott em 1953 e Teve Quatro Filhos

* Investigação do FBI Teria Descoberto Detalhes de que o Pregador Dormia com Mulheres que eram Membros de Sua Congregação.



Ele foi, sem dúvida, um dos maiores heróis dos Estados Unidos. Um homem valente, eloquente inspirador, cujos discursos emocionantes causam forte impacto até hoje.

Não é surpresa que no 50º aniversário da famosa Marcha sobre Washington, na qual ele realizou seu discurso I Have a Dream (Tenho um Sonho), o presidente americano e ex-presidentes — Barack Obama, Bill Clinton e Jimmy Carter — se reuniram na semana passada para homenagear Martin Luther King.

Mas Washington nem sempre teve a mesma opinião sobre o pregador da igreja batista e ativista de direitos humano de Atlanta, no estado da Georgia.


 

Casamento feliz? Martin Luther King se casou com Coretta Scott em 1953, mas teria traído a esposa ao longo do casamento


Motivados pela convicção equivocada do chefe do FBI, J. Edgar Hoover, de que King era um comunista perigoso, agentes federais instalaram microfones nos seus quartos de hotel. O que descobriram, e tentaram utilizar contra ele em uma viciosa chantagem, não era evidência de comunismo, mas de adultério.

Com uma das mais surpreendentes vidas duplas da história, King era não apenas um pastor e defensor dos direitos humanos, mas um homem que nunca largou do vício do adultério com várias mulheres.

A vida sexual secreta de King se tornou assunto na Casa Branca a tal ponto que entrevistas recentemente publicadas com Jackeline Kennedy revelaram que até ela sabia disso.
A ex-primeira-dama confirmou como seu cunhado Bobby Kennedy lhe contou que o FBI fez gravações de King tentando organizar uma orgia na noite da véspera da Marcha sobre Washington em março de 1963.

“Não consigo olhar para uma foto de Martin Luther King sem pensar que ele é um homem terrível”, disse Jackeline. Bobby lhe disse que King “estava ligando para várias mulheres e organizando uma festa de homens e mulheres, tipo uma orgia”.

O fato de que King era viciado em sexo (embora provavelmente não pior que o marido de Jackeline Kennedy, John F. Kennedy), há muito tempo ele é motivo de vergonha para os EUA que abertamente o declararam um santo.



O segredo mais bem guardado dos EUA: Herói americano e líder dos direitos humanos teria tido vida sexual similar à do notório mulherengo JFK (segundo da direita para a esquerda)


Embora seja fora de questão que ele era charmoso, incansável e corajoso, também é indiscutivelmente verdade que esse homem brilhante tinha um lado obscuro, como um dos seus aliados mais próximos confirmou.
O ativista de direitos humanos e reverendo Ralph Aberthany foi o homem que segurou King no dia em que ele foi assassinado com um tiro em Memphis, Tennessee, em 1968.

Mas em 1989, Aberthany — que havia sucedido King como líder do movimento — sofreu a fúria de aliados e foi acusado de traição depois de ter confirmado que os rumores de longa data sobre o apetite sexual desenfreado de seu velho amigo eram verdade.

Em sua autobiografia, Aberthany relata que King — cujo casamento com Coretta Scott em 1953 gerou quatro filhos — tinha uma “fraqueza por mulheres”.



Na estrada: King viajou pelo país para pregar. De acordo com o velho amigo Rev. Ralph Aberthany, ele teve relações com mulheres durante as viagens.


King, um pastor na época com 25 anos, “entendia e acreditava na proibição bíblica do sexo fora do casamento”, disse seu amigo. “O problema era que ele tinha uma dificuldade muito grande com essa tentação”.

E isso eufemisticamente falando. O pastor relata um caso extraordinário que indica que King passou as últimas noites de sua vida recebendo a atenção de não uma, mas duas amantes, seguido de um encontro com uma terceira que ele teria agredido em seu quarto de motel.

A noite fatídica havia começado com King proferindo seu discurso histórico I’ve Been To The Mountaintop (Estive no Pico da Monhanha [da glória de Deus]) em no Templo Maçônico em Memphis, no qual ele parecia prever a própria morte.

Depois disso, Aberthany, King e outro ativista, o Rev. Bernard Lee, foram à casa de uma das amigas de King para uma ceia.

Aberthany disse que ele e Lee tiraram um cochilo na sala depois da refeição. Ele acordou à 1h da manhã e viu King saindo com a mulher do quarto.



Vista grossa: Quando Coretta Scott King recebeu uma fita do FBI contendo detalhes contando as proezas sexuais do marido, ela a ignorou.

Eles então retornaram aos seus aposentos em um motel, onde uma política local negra estava esperando para vê-lo. Aberthany deixou o casal e foi ir dormir no quarto que dividia com King.

Entre 7h e 8h da manhã, King entrou no quarto parecendo assustado, relata o pastor. King precisava da ajuda do amigo para acalmar uma terceira mulher que estava, segundo ele, “nervosa comigo. Ela entrou no quarto hoje de manhã e encontrou a minha cama vazia”.

Conforme argumentou um comentarista do livro de Aberthany na época, a insinuação do autor era óbvia. “King, um homem casado, havia sido infiel mesmo na sua infidelidade”.

O drama não acabou por aí. Quando a terceira mulher apareceu no quarto, a briga com King ficou tão intensa que ele “perdeu a cabeça e a derrubou na cama com um tapa”.

Na onda de indignação do movimento dos direitos humanos que se seguiu às suas alegações, vários dos envolvidos nessa agitada noite apareceram para desmentir a versão de Aberthany.

Adjua Abi Naantaanbuu, dona de um salão de beleza em Memphis, disse que preparou a ceia naquela noite, mas que não houve sexo. Ela também não era amiga de King, somente uma ativista de direitos humanos a quem pediram para dar uma refeição aos visitantes.


Inesperado: Visto como uma inspiração e um salvador para muitos, é difícil acreditar que King foi gravado dizendo: “Estou f*****o por Deus! Hoje eu não sou um negro!”



Georgia Davis Powers, senadora do estado de Kentucky que fez a visita a King tarde da noite no motel, disse que ficou acordada com ele conversando até às 4h da manhã. Bernard Lee argumenta que o conto de Aberthany foi inventado e que ele “traiu uma grande confiança... por dinheiro”.

Mas Aberthany reafirmou a história até sua morte. “Com toda honestidade e justiça, foi o que aconteceu”, disse.
Estariam os críticos de Aberthany se unindo para proteger o legado de um gigante? O problema para eles era que Aberthany não foi o único a trazer tais acusações.

Embora o assunto nunca chegue às discussões bajuladoras da mídia televisiva ou do jornal New York Times, a traição habitual do pregador foi abordada em uma série de aclamadas biografias.

De acordo com o biógrafo David Garrow, vencedor de um prêmio Pulitzer, era um segredo aberto entre os ativistas, que chegavam a alertar King que controlasse seu “atletismo sexual compulsivo”.
Mas ele não mostrava nenhum arrependimento, dizendo a um amigo: “Eu fico fora de casa de 25 a 27 dias por mês. F***r mulheres é uma forma de reduzir a ansiedade”.

Embora ele não tenha dado nomes, Garrow disse que três mulheres em especial se tornaram mais que romances passageiros.

King ficou muito próximo de uma delas, que acredita-se ser uma colega de Atlanta. Em determinado ponto, ele a via quase todos os dias, embora, acrescenta Garrow, “isso não eliminasse os casos sexuais casuais que eram comuns nas viagens de King”.

Claramente não era apenas o ativista recebendo fundos. Um assistente de King lembra ter visto uma mulher atrás da outra se insinuando para King em uma festa para arrecadar fundos no subúrbio de Nova York.



Magnetismo: King teria atraído inúmeras mulheres com sua abordagem encantadora, cortês e polida.


“Não conseguia acreditar no que estava vendo nas mulheres brancas de Westchester”, relata. “Elas chegavam até ele e lambiam os lábios sinuosamente, passavam bilhetinhos... Depois do que vi naquela noite, não o culpo”.

Era evidente que King se dava ao luxo de ser seletivo nas suas traições. De acordo com um velho amigo da família: “As mulheres que ele ‘namorava’ pareciam modelos... altas... todas geralmente claras, nunca negras”. Ele acrescenta que King “era um Casanova”, mas mantinha uma “dignidade discreta” e era respeitador com suas muitas conquistas.

Era um segredo extraordinário para um homem que costumava usar a mensagem dos Evangelhos em seus discursos, e que dizia aos entrevistadores que “o sexo é basicamente sagrado... do qual nunca se pode abusar”.


Silêncio: Coretta Scott King disse que não discutia infidelidade com seu marido porque: “Eu não iria sobrecarregá-lo com algo tão trivial”.


Mas como até seus amigos mais próximos atestavam, King era um chauvinista que insistia que sua esposa (uma dedicada ativista de direitos humanos) ficasse em casa e criasse os filhos enquanto ele viajava pelos Estados Unidos com seus discursos incendiários.

Uma vez ele disse à Coretta que estava ocupado demais para discutir em que escola deveriam colocar sua filha. Nos poucos dias que King passava em casa, estava continuamente ao telefone.

Não ajudava o fato de que quando ele estava na estrada com seus colegas pregadores no início do movimento pelos direitos humanos, estava entre semelhantes. Comentaristas dizem que o charme sexual desses pastores era parte fundamental do seu apelo nas congregações.

Dormir com mulheres da própria igreja era regra, e não exceção, e o próprio King admitia não conhecer um único pregador negro que era casto.

Conforme comentou delicadamente o ativista veterano Michael Harrington, o movimento não era de todo um esforço “ranzinza e farisaico”.  “Todo mundo estava fazendo sexo”. Ou tentando.

Um dos mais célebres biógrafos de King, Taylor Branch, revelou como, durante a viagem de King à Noruega para receber seu prêmio Nobel em 1964, membros da sua comitiva foram vistos correndo atrás de prostitutas nuas ou seminuas no hotel em Oslo, onde estavam hospedados. Somente uma súplica desesperada à segurança do hotel os poupou de serem expulsos.

Branch revelou também como agentes do FBI instalaram microfones no quarto de hotel de King em Washington em janeiro de 1964 e o pegaram em plena atividade. “Estou f*****o por Deus! Hoje eu não sou um negro!” Podia-se escutá-lo gritando.

No mesmo ano, o FBI anonimamente enviou a King uma fita editada com vários “momentos” dos seus gemidos sexuais e piadas indecentes, junto com uma mensagem escrita: “Você acabou. Só há uma saída para você. É melhor você tomá-la antes que sua personalidade nojenta, anormal e fraudulenta seja exposta à nação”.

King interpretou isso como um chamado para que cometesse suicídio, embora fontes do FBI tenham dito mais tarde que eles buscavam simplesmente sua renúncia do movimento pelos direitos humanos.

O FBI também enviou provas incriminadoras aos seus colegas, políticos e grandes agências de mídia (que, por razões desconhecidas, se recusaram a publicá-las).

Parte do que essas cartas anônimas alegavam, como a queda de King por prostitutas brancas e o uso de ofertas e dízimos da igreja para custear orgias sexuais regadas a bebida alcoólica, tem sido fortemente debatido, até pelos que admitem as aventuras sexuais de King.

Abernathy insistia que seu amigo “nunca foi atraído por mulheres brancas e não tinha nada com elas”, mesmo que tivesse oportunidades.
Mas há outro mistério: por que, tendo juntado as provas, o governo dos EUA nunca tirou proveito maior das gravações incriminatórias? Muitos membros dos altos escalões do governo, principalmente o formidável J. Edgar Hoover, teriam exposto King sem pestanejar.

Mas, de acordo com Taylor Branch, embora o presidente Lyndon Johnson tenha se sentido traído por King por sua oposição pública à Guerra do Vietnã, ele hesitou em usar o dossiê do FBI contra ele.

Não ficou claro por que seu predecessor, John Kennedy, também conteve a mão, mas considerando seu próprio envolvimento com adultérios e casos sexuais, talvez tenha pensado que seria hipócrita.

Quando ele recebeu a fita, King ficou surpreso em saber que o FBI sabia tanto sobre sua vida privada, mas ele também disse aos amigos que isso não era da conta deles. A fita do FBI também foi enviada a Coretta: ela alegou não conseguir identificar o que estava acontecendo nas gravações e ignorou o fato.

Mais tarde ela admitiu nunca ter discutido sobre infidelidade com King, dizendo: “Eu não iria sobrecarregá-lo com algo tão trivial... todos os outros assuntos não tinham lugar no nosso bom relacionamento”.

Conforme Ralph Abernathy destacou: “As mulheres sempre foram atraídas por um herói”. E King certamente o era.

Charmoso, polido, amigável e perfeitamente bem educado, King “as atraía aos montes, mesmo quando não queria”, acrescenta.

Por todas as suas falhas tão humanas, ele era um homem de imensa bondade, que inverteu a maré contra o fanatismo racial na América. Somente quatro homens na história americana têm um monumento nacional e apenas um, King, tem um feriado em sua honra.

Mas é de se imaginar o que ele iria pensar da adulação quase devota que recebe hoje.

Sua mulher e seus amigos dizem que ele era atormentado pela culpa por suas falhas pessoais. Ele achava desconfortável ser colocado em um pedestal quando tudo o que ele queria era acabar com a injustiça da segregação.

Aos domingos, na sua Igreja Batista Ebenezer em Atlanta, King costumava dizer à sua congregação, sem ser muito específico, que ele era um “pecador”.
E acrescentava: “Há um monstro em cada um de nós... você não precisa sair por aí esta manhã dizendo que Martin Luther King é um santo”.


Leitura recomendada:



Fonte: Julio Severo juliosevero@gmail.com por  google.com 

sábado, agosto 31, 2013

  



ADMEP – ASSEMBLEIA DE DEUS – MINISTÉRIO ESTUDANDO A PALAVRA

EBD - Escola Bíblica Dominical

Departamento de Educação Cristã


A RESPONSABILIDADE SOCIAL DO CRISTÃO


01 de Setembro de 2013


TEXTO ÁUREO

“Tu crês que há um só Deus? Fazes bem; também os demônios o creem e estremecem (...) Porque, assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta.
 (Tiago 2. 19, 26)


 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE:

Lv 19.9, 10; 25.35; Êx 22.22, 23; Mt 26.11; Lc 14.13, 14; Tg 2.15,16



Objetivos

Conhecer as orientações que Deus deu ao Seu povo quanto ao socorro aos necessitados;

Entender que, como crentes em Cristo, temos o dever de cuidar dos necessitados;

Reconhecer que a Igreja de Cristo tem responsabilidades sociais, mesmo que estas não sejam sua prioridade.



Palavra Introdutória: Neste mundo, onde há tanto ricos como pobres, frequentemente os que tem abastança material tiram proveito dos que nada tem, explorando-os para que os seus lucros aumentem continuamente (Sl 10.2,9,10; Is 3.14,15; Am 5.12-14). A Palavra de Deus tem muito a nos dizer sobre a responsabilidade social do cristão.  A atividade da Igreja se direciona em dois sentidos: vertical - adoração, autoridades espirituais; horizontal - servir ao próximo, atividades filantrópicas e sociais. Por isso Deus estabeleceu ministérios na Igreja. Que Deus traga a nossa vida um verdadeiro avivamento que nos faça amar o próximo em obras não somente em palavras e que haja verdadeira manifestação de seu Reino (Tg 2.19,26).


 


I.        AS RESPONSABILIDADES SOCIAIS ESPECÍFICAS DOS CRISTÃOS

• Responsabilidades Pelos Seus.

1. Prover Para Si Mesmo – o modo apropriado de amar a si mesmo é prover as necessidades básicas para sua própria existência. A Bíblia nos mostra a preocupação de Paulo em não ser pesado a ninguém, por isso trabalhava dia e noite ( 2 Ts 3:7,8). Destarte, uma das coisas mais importantes que cada homem capaz pode fazer em prol dos outros, é ganhar a sua própria vida.


2. Provendo Para Sua Família – Existindo em sua família aqueles que não são capazes de prover para si mesmos (órfãos, viúvas, crianças, dependentes) é sua responsabilidade social prover por elas. (1 Tm 5:8)


3. Provendo Para Seus Irmãos Crentes – A Bíblia é clara quanto a responsabilidade social pelos irmãos na fé, ressaltamos aqui a ênfase de Tiago sobre este aspecto: “Se um irmão ou irmã estiverem carecidos de roupa, e necessitados do alimento cotidiano, e qualquer dentre voz lhes disser: ‘ide em paz, aquecei-vos, e fartai-vos’, sem, contudo, lhe dardes o necessário para o corpo, qual é o proveito disso?” (Tg 2:15, 16)

 A Responsabilidade Social Para Com Todos os Homens

1. A Responsabilidade Social Pelos Pobres – A bíblia ensina que é moralmente errado explorar os pobres, e moralmente certo ajudar os pobres. Quer sua necessidade seja o alimento, roupas, ou abrigo, o crente é moralmente obrigado a ajudar a satisfazê-la.

2. A Responsabilidade Social às Viúvas e Órfãos – A obrigação que os cristãos tem para com as viúvas e os órfãos pode ser aplicada, por extensão, a outras pessoas necessitadas tais como as deficientes, as desabrigadas, e as indefesas. O princípio da responsabilidade social é que há uma obrigação para ajudar os outros que não podem ajudar a si mesmos.

3. A Responsabilidade Social aos Escravos e Oprimidos – numa palavra, a obrigação do cristão aos escravos é ajudar a liberta-los dos seus opressores, políticos, econômicos, ou de outros tipos.

4. A Responsabilidade Social aos Soberanos e Governantes – é um dever tríplice: deve obedecer-lhes, honrá-los e pagar impostos.

5. A Responsabilidade Para Promover a Paz e a Moralidade  os cristãos estão encarregados com uma responsabilidade especial diante de todos os homens “antes de tudo, pois,” escreveu o apostolo, “exorto que se use a pratica de suplicas, orações, intercessões, ações de graças, em favor de todos os homens… para que vivamos uma vida tranquila e mansa, com toda piedade e respeito. O cristão, pois, deve fazer tudo quanto puder para ser um embaixador da paz na sociedade. Seja qual for o papel mediador que desempenhar para unir os homens, seja por intercessão à Deus, seja por negociações com os homens, o cristão deve levar esta obra adiante.


Podemos aprender sobre as faces da responsabilidade social do cristão, agora nosso enfoque será no que tange a questão dos pobres necessitados.


II.     A CAUSA DOS POBRES NAS ESCRITURAS




Deus tem expressado de várias maneiras seu grande zelo pelos pobres, necessitados e oprimidos.

1.   No Antigo Testamento.

O Senhor instituiu leis específicas por meio de Moisés, para garantir a sobrevivência do pobre e do necessitado (Lv 23.6; Dt 15.1-4,11).  Seguem as leis referentes ao amparo aos pobres e necessitados:


   Alimento Para o Pobre A lei da respiga: durante a estação da colheita, os grãos que caíssem deviam ser deixados no chão para que os pobres o recolhessem (Lv 19.10; Dt 24.19-21);


  Amparo ao Pobre  cancelamento das dívidas depois de sete anos (Dt 15.1-6), referente ao empréstimo (Dt 5.7-11); o ano do jubileu (a cada cinquenta anos), ocorria a devolução das propriedades que foram penhoradas na dívida (Lv 25.8-55), o amparo ao que ficasse pobre (Lv 25.35,36);


   A Causa dos Órfãos e das Viúvas  Deus mostra o quanto se importa com os oprimidos (Dt 24.17,19; 26.12,13; Dt 27.19).

Num período em que Lei de Deus era abandonada, e os líderes do povo estavam desviados, Deus levantou os profetas, que foram usados poderosamente pelo Espírito de Deus, afim de denunciar o pecado e egocentrismo imperante que trazia grande sofrimento aos pobres. Em consequência de tais ações, o Senhor proferiu palavras severas de juízo contra os ricos:

        A omissão a causa do órfão e da viúva, Deus vingará (Is 1.21-25);
        Ajuntar riquezas ilícitas (Jr 17.11; Mq 2.1-5);
      Maltratar e tirar vantagens dos pobres, Deus trará juízo (Am 2.7, 4.1-3, 8.4-7);
        Oprimir os pobres e necessitados atrai a ira do Senhor (Zc 7.8-14).


Aprendemos com tudo isso, que a Lei de Deus dá amparo ao pobre e o necessitado, exigindo de seu povo a responsabilidade social.


2.   No Novo Testamento: - JESUS

Nos dias de Jesus, havia muita pobreza na Terra. Em muitos lares, havia fome (Lc 6.21). Vejamos, então, o posicionamento do Mestre diante deste cenário:


   Jesus Confronta os Ricos – Ele condenava duramente os que se apegavam às possessões terrenas, e desconsideravam os pobres (Mc 10.17-25; Lc 6.24,25; 12.16-20; 16.13-15,19-31). As riquezas são, na perspectiva de Jesus, um obstáculo, tanto a salvação como ao discipulado (Mt 19.24; 13.22).

     Jesus Identifica-se Com os Pobres Boa parte do ministério de Jesus foi dedicado aos pobres e desprivilegiados na sociedade judaica. Dos oprimidos, necessitados, samaritanos, leprosos, ninguém mais se importava a não ser Jesus (Lc 4.18,19; 21.1-4; Jo 4.1-42; Mt 8.2-4; 17.11-19). Jesus era alguém próximo ao povo, e se identificava com o pobre, era humilde e simples e não queria que os pobres fossem desprezados pelos seus discípulos. Era o Messias prometido, mas não convenceu os judeus, pois veio como servo sofredor (Is 53)

   Jesus Considera as Viúvas – As viúvas faziam parte dos necessitados da época de Jesus. As mulheres eram maltratadas, principalmente se fossem viúvas. Ele teve compaixão da viúva cujo o filho estava sendo levado para sepultura (Lc 7.11-16). Percebeu a verdadeira adoração na simples oferta de outra mulher viúva (Lc 21.1-4) e também denunciou os abusos dos escribas nas casas das viúvas (Mc 12.38-40).


   O Reino de Deus e a Sua Justiça O Senhor corrigiu algumas distorções vigentes, ensinando que a prática da caridade devia ser humilde, desinteressada e motivada pelo amor (Mt 5.7; 6.1-4; 7.12).  No conhecido “Sermão do Monte”, denunciou um ídolo que dividia facilmente o coração das pessoas, e até hoje é assim, que era a riqueza ou dinheiro, em hebraico “mamom” (Mt 6.19-24). Em seguida orienta a não andarmos ansiosos pois Deus cuida de cada um (Mt 6.25-32) e ensina qual deve ser a nossa prioridade: “Mas, buscai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.” (Mt 6.33). O Reino de Deus e a sua justiça significam também, não buscar apenas o nosso próprio interesse, mas sim entender que todo ser humano é digno do mínimo de subsistência necessária e que a verdadeira prosperidade envolve o bem estar coletivo e não apenas individual (Fp 2.4) (Ubuntu - “Como um pode ser feliz se os demais estiverem tristes?”).




3.   No Novo Testamento: Os Primeiros Cristãos.

Na mente das primeiras gerações de cristãos ficou a imagem de Jesus como alguém que passou pelo mundo fazendo o bem (At 10.38). O ensino apostólico colocou a beneficência no centro da vida cristã – a misericórdia ou benignidade é um dos dons espirituais e um fruto do Espírito (Rm 12.8; Gl 5.22); deve-se fazer o bem a todos, a começar dos irmãos (Gl 6.9-10); a solidariedade deve ir além das meras palavras, para manifestar-se em ações concretas (Tg 2.15-16; 1 Jo 3.17-18).

  A Hospitalidade: No texto de Hebreus 13.2, faz alusão as passagens de Gêneses 18.1-8; 19.1-22. Sem a hospitalidade dos lares cristãos, a divulgação da fé teria sido mais difícil.

  A Instauração do DiaconatoO diaconato testifica sobre a importância desse aspecto da vida cristã e do ministério da igreja. Nasce da necessidade de a igreja de Jerusalém cuidar da mesa das viúvas (At 6.1-6). É portanto, um ministério muito honroso diante de Deus e suas exigências espirituais, não são diferentes das dos bispos.

    Os Irmãos da Judeia: O apóstolo Paulo e a igreja primitiva demonstravam profunda solicitude pelos necessitados. Bem cedo, Paulo e barnabé, representando a igreja em Antioquia da Síria, levaram a Jerusalém uma oferta aos irmãos carentes da Judéia (At 11.28-30). O apóstolo Paulo via a necessidade de unir as igrejas gentias com a de Jerusalém. Os gentios ainda eram vistos com suspeitas por causa dos costumes judaicos. Essa oferta era um gesto espontâneo baseado no amor fraternal, e com isso levava os gentios a reconhecerem sua dívida espiritual com Jerusalém.

   O Apóstolo Paulo Tinha Grande Estima ao Ato de Contribuir: Ensinava as igrejas na Galácia e em Corinto a contribuir para esta causa (1 Co 16.1-4). Foi também exaustivo nesse tema com os Coríntios, por não agirem como esperado (2 Co caps. 8;9).


III.     DISPOSIÇÃO PARA O CUMPRIMENTO DO DEVER


É fácil tratar de tais temas apenas com palavras encorajadoras e bonitas, mas o que Deus tem procurado são pessoas dispostas a cumprir o dever. São atitudes que demandam gastos, altruísmo, abnegação e coragem. Agora vejamos o que é necessário para tais atitudes:

1.  A Empatia. É a capacidade de compreender o sentimento ou reação da outra pessoa imaginando-se nas mesmas circunstâncias. Jesus era transbordante nesse aspecto, algumas vezes encontramos nas Escrituras a palavra compaixão, e quando associada a Jesus é muito mais marcante:

    Teve compaixão da multidão, por serem como ovelhas sem pastor (Mt 9.36; Mc 6.34);
        Por causa das enfermidades (Mt 14.14);
        Por causa de não terem o que comer (Mt 15.32);
        Por causa dos cegos (Mt 20.34);
        Por causa do leproso (Mc 1.41);
        Por causa da viúva (Lc 7.12,13).

Deus é compassivo, bondoso e sofre com os necessitados (Sl 86.15)

2. A Ação Individual e Coletiva. Aquilo que podemos fazer individualmente que façamos, pois que tem o amor de Deus não fica apático e inerte diante das situações que demandam ação (1Jo 3.17,18). O que vai além das nossas forças, devemos pedir ajuda para atender a necessidade (At 11.29,30).

3.  A Ação Fora dos Muros. Os três pontos do sermão de John Wesley sobre O Uso do Dinheiro, baseado em Lucas 16.9, são: “Ganhe tudo o que puder, economize tudo o que puder para que, assim, você possa dar tudo o que puder.”

      Tiago, em sua teologia prática, diz que a verdadeira religião é atender aos necessitados (Tg 1.27) e também que Deus escolheu os que são pobres, para a salvação (2.5). Orienta que de nada aproveita despedir vazio um irmão necessitado (2.15-17).

        Paulo exorta os ricos a dar e repartir (1 Tm 6.18).

 Quando contribuímos, demonstramos despojamento dos bens terrenos,como Zaqueu (Mt 6.19,20; Lc 19.8).

         A Bíblia diz que não devemos negligenciar a ação social (Hb 13.16).

          Entre os dons do Espírito Santo está o de contribuir (com a obra de Deus e com os pobres) (Rm 12.8).


A visão da Igreja de Cristo deve ser a de ajudar a todos, dando especial atenção aos domésticos da fé (Gl 6.10).




IV.       ESTABELECENDO UM PONTO DE EQUILÍBRIO

Precisamos considerar que todo o empenho do salvo em relação aos necessitados reflete o amor de Cristo em sua vida (Mt 25.31,36-40), mas esta não é a razão primeira da fé cristã. Sua vocação primeira está em fazer Cristo conhecido (Mc 16.14-16).

1.  Precauções Necessárias. Na maioria das vezes, no ímpeto de ajudar, acabamos sendo ingênuos e agindo de maneira imprudente. A regulamentação da ação social é muito importante para que não ocorram abusos. Um exemplo bíblico é o caso das viúvas em Éfeso, conforme orientou o apóstolo Paulo a Timóteo (1 Tm 5.3-12). Deve haver uma supervisão para que os legitimamente necessitados sejam atendidos e não haja abusa da parte dos que apenas querem se aproveitar da bondade alheia.

2.   Como Julgar os Casos. Devemos reunir equilibradamente dois instintos no que concerne a maneira de agir para com as pessoas e suas necessidades (Mt 10.16). Principalmente devemos confiar na voz de Deus em nosso espírito. Segue um método simples para que possamos ajudar os necessitados:
       Ajudando os Outros a Ajudarem a Si Mesmos;
       Ajudando os Outros a Não danificar a Si Mesmos;
       Ajudando os Seus a Ajudar aos Outros.

3.  As Bênçãos Para Quem se Compadece e Ajuda os Pobres.

As ações de Cornélio foram registradas diante de Deus (At 10.4). Jesus disse que “mais bem-aventurado é dar do que receber” (At 20.35; Lc 6:38). Aquele que contribui com os necessitados:

      Será abençoado em sua pessoa (Sl 41.1).
      Será abençoado em seu nome (Sl 112.5-6).
      Será abençoado em sua prosperidade (Pv 11.25).
        Será abençoado em sua posteridade (Sl 37.26).
        Será abençoado com vida longa (Sl 41.1-2).
        Será abençoado no porvir (Ap 14.13).


CONCLUSÃOExistem muitos nomes não somente na Bíblia de pessoas que dedicaram suas vidas a ajudar aos pobres e necessitados. Não devemos ficar apenas admirando quem fez ou faz algo. Devemos assumir a nossa responsabilidade social e não inventarmos desculpas para não fazer. Muitos cristãos declaram que “boas obras não salvam”, mas será que estão de fato salvo aqueles que não fazem nada, que vivem apenas para o seu egocentrismo? Que Deus tenha misericórdia de nós!


 




                                                                    Professor; José Fábio
                                                                                         joseofabio@gmail.com



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