quinta-feira, setembro 12, 2013

CONHEÇAM A "HIPERGRAÇA", A MAIS NOVA HERESIA NAS IGREJAS


Pastores alertam para crescimento de movimento herético nas igrejas 


Os Estados Unidos são responsáveis pela produção da maior parte da teologia consumida e ensinada no mundo todo. Desde os movimentos missionários dos séculos 19 e 20, que levaram o evangelho por todo o mundo, até as mais novas heresias e modismos do mundo gospel.

Segundo o site da revista pentecostal Charisma, um movimento novo tem preocupado pastores e líderes americanos, pois está se espalhando rapidamente por outros países. Chamado de “Hipergraça”, seus ensinamentos se baseiam em uma visão de que Deus não pune ninguém. Provavelmente influenciados pela exigência quase onipresente para que as pessoas sejam “politicamente corretas”, muitos de seus ensinamentos confrontam diretamente a Bíblia.

Para os críticos, o movimento é uma “evolução” de uma igreja que nas últimas décadas tem presenciado um declínio na doutrina e pregação bíblica. Paulatinamente, a teologia dá lugar à terapia motivacional nos púlpitos. De outro lado, a busca pela prosperidade minou alguns dos fundamentos onde o cristianismo se sustentou por séculos.

Com isso, muitas igrejas e pregadores se recusam a combater o pecado. Raramente se menciona a necessidade de arrependimento ou nem se fala sobre temas como inferno e julgamento. Muitas dessas igrejas permitem que seus líderes vivam sem se preocupar em prestar contas, mesmo que claramente estejam distantes do que se esperaria deles.

O movimento da Hipergraça seria uma versão atualizada da antiga heresia conhecida como antinomianismo (em grego, anti significa “contra” e nomos, “lei”). Trata-se da crença que a lei moral do Antigo Testamento foi totalmente abolida. Como vivemos depois da vinda de Cristo, podemos viver do jeito que queremos, pois já não estamos debaixo da Lei, mas debaixo da graça. Assim, resta ler o Antigo Testamento apenas metáforas, tipos e símbolos sobre a vinda de Cristo. O Novo Testamento acaba com a Lei do Antigo Testamento, por isso tudo é graça!

Ideias como palavras proféticas, busca pelo Espírito Santo, batalha espiritual, ou ouvir a voz de Deus são propositalmente ignoradas e muitas vezes ridicularizadas. Para os teólogos e pastores que estão alertando sobre esse movimento, ele pode colocar em risco o futuro do cristianismo e enganar milhares de pessoas.

Obviamente os líderes que integram esse movimento não admitirão que pertencem a ele. Afinal, não se trata de um movimento organizado, mas sua existência e influência tem crescido através de literatura cristã que enfatiza o sucesso pessoal e eclesiástico. Possivelmente não usam o termo e dirão que chegaram a essas conclusões sozinhos.

Com certeza a Bíblia fala sobre graça, mas aparentemente essas pessoas não leram ou convenientemente esqueceram de textos como Romanos 6: 1-2 “Que diremos então? Continuaremos pecando para que a graça aumente? De maneira nenhuma! Nós, os que morremos para o pecado, como podemos continuar vivendo nele?”

Contudo, o teólogo Joseph Mattera listou os 8 sinais mais claros de que uma igreja está seguindo a Hipergraça:

1. Os Pregadores Nunca Falam Contra o Pecado

Se você estiver em uma igreja como esta, irá notar que a palavra “pecado” normalmente só é mencionada no contexto do perdão dos pecados em Cristo. Por vezes, recrimina-se as pessoas que ousam insistir no assunto, classificando-as de “legalistas” e “fariseus”.

2. O Pastor Nunca Toma uma Posição Firme Sobre a Santidade

Na tentativa de atrair mais pessoas, tudo é feito para tornar os cultos mais agradáveis, em especial o sermão. Os ministros não tomam posição pública, nem ensinam os membros, sobre questões que estão na ordem do dia como aborto, homossexualidade, legalização das drogas, ou qualquer coisa que possa confrontar o público presente. Ignora-se qualquer tentativa de se estabelecer ou cobrar dos membros os parâmetros para uma vida de santidade.

3. O Antigo Testamento é Quase Totalmente Ignorado

Nessas igrejas, o Antigo Testamento é tratado como um registro que não tem valor real com nosso estilo de vida moderno. Convenientemente, não se menciona os Dez Mandamentos nem as porções bíblicas onde Deus é mostrado como juiz.

4. Os Líderes são Autorizados a Ensinar e Pregar Mesmo Vivendo Abertamente em Pecado

Se não há mais condenação, pecados como imoralidade sexual, ganância e embriaguez são tolerados. Seja para membros comuns ou pessoas em posição de liderança, isso não é “importante”, pois não refletiria o amor ao próximo e respeito pelas suas escolhas.

5. As Mensagens Muitas Vezes se Voltam Contra a “Igreja Institucional”

Os pastores que adotaram a hiper graça constantemente se voltam contra as igrejas mais “conservadoras”, pois acreditam que sua mensagem não é mais relevante para a cultura de hoje. Além disso, esses “fundamentalistas” apenas colaboram para que as pessoas em geral tenham uma má impressão dos evangélicos.

6. Os Pastores Pregam Contra o Dízimo

hiper graça não estimulas as pessoas a lerem a Bíblia e chegarem às suas próprias conclusões, mas se preocupa em dizer no que elas não podem acreditar. Embora falem sobre ofertas e anunciem as necessidades financeiras da igreja, os pastores defendem que o dízimo é mais uma lei que foi abolida em Cristo. Portanto, cada membro pode decidir se deseja ou não se envolver financeiramente.

7. Os Pastores Pregam Apenas Mensagens Motivacionais Positivas

Dos púlpitos dessas igrejas ecoam apenas mensagens positivas sobre saúde, riqueza, prosperidade, o amor de Deus, o perdão de Deus e como se obter sucesso na vida. Não há preocupação nem interesse de se anunciar “todo o conselho de Deus”, nem estimular trabalhos evangelísticos ou missionários que exijam arrependimento e mudança de vida. Não se menciona a existência do diabo ou de seus anjos. Deus ama a todos e cuida para que nenhum mal chegue perto deles.

8. Os Membros da Igreja Não Precisam Temer Nenhum Tipo de Reprimenda da Liderança

Os participantes de uma igreja da hiper graça serão convencidos que, por causa da forte ênfase na graça, tudo é permitido. Ou seja, nenhuma mudança real se espera deles, apenas que frequentem os cultos e sejam “pessoas melhores e mais felizes”.


Fonte: gospelprime.com.br
Vi no Blog do Pastor Guedes


terça-feira, setembro 10, 2013

Watchman Nee

Watchman Nee



Watchman Nee

Watchman Nee (倪柝聲 pinyin: Ní Tuòshēng, 1903 - 1972) foi um influente líder cristão chinês no período anterior ao regime comunista.
Vida

Nee converteu-se ao cristianismo aos 17 anos de idade quando era aluno da Faculdade Trinity em Fu Tchow, preferindo ser evangelista a ter carreira universitária. Após a sua conversão mudou seu nome de Nee Shu-tsu para Nee To-sheng, pois havia um costume local de que sempre que acontecia um evento que mudasse uma pessoa, esta pessoa mudava de nome, no caso de Nee, foi sua conversão ao Cristianismo. Depois adotou um novo nome em inglês "Watchman" (Sentinela) e um novo nome chinês "To-sheng", o qual significa "alarme de sentinela", porque ele se considerava como uma sentinela levantada para soar um alarme na noite escura.


Inicialmente trabalhou com a Igreja Metodista, porém, descontente com as igrejas denominacionais, Nee aderiu aos Irmãos de Plymouth. A congregação de Nee em Xangai logo cresceu, chegando a ter 3.000 membros, obrigando-o a realizar algumas mudanças – ele multiplicou a igreja em 15 grupos familiares, apelidando-os de "Pequeno Rebanho". Cada grupo familiar, centrado no evangelismo, consistia de até 200.


 Meu Autor Predileto!

segunda-feira, setembro 09, 2013

LIÇÕES BÍBLICAS EBD / CPAD – 4°TRIMESTRE DE 2013


TEMA DE CADA LIÇÃO

TEMA: SABEDORIA DE DEUS PARA UMA VIDA VITORIOSA


A ATUALIDADE DE PROVÉRBIOS E ECLESIASTES


Lição 1°         O Valor dos Bons Conselhos
Lição 2°         Advertências Contra o Adultério
Lição 3°         Trabalho e Prosperidade
Lição 4°         Lidando de Forma Correta com o Dinheiro
Lição 5°         O Cuidado com Aquilo que Falamos
Lição 6°         O Exemplo Pessoal na Educação dos Filhos
Lição 7°         Contrapondo a Arrogância Com a Humildade
Lição 8°         A Mulher Virtuosa
Lição 9°         O Tempo para Todas as Coisas
Lição 10°       Cumprindo as Obrigações Diante de Deus
Lição 11°       A Ilusória Prosperidade dos Ímpios
Lição 12°       Lança o teu Pão Sobre as Águas
Lição 13°       Tema a Deus em todo o Tempo

Comentarista: José Gonçalves

Pr José Gonçalves

Fonte:
 Point Rhema






LIÇÕES DA PALAVRA DE DEUS Nº36 -HERÓIS DO NOVO TESTAMENTO- UM LEGADO- PROFESSOR
Pr. Geziel Gomes


Com o tema: Heróis do Novo Testamento- Um legado, o Pr. Geziel Gomes fala de alguns dos personagens que tiveram maior destaque na Bíblia. Cada lição conta a história e as experiências maravilhosas deixadas por aqueles que tiveram as suas vidas marcadas por Deus. A revista do aluno ainda possui comentários e exercícios para fixação da lição.


Com esse importante trabalho na área educacional, a Editora Central Gospel espera que os cristãos aumentem sua determinação e o seu interesse pelo estudo da Palavra de Deus cada vez mais. 


Desafiamos você a ser mais assíduo na Escola Dominical e a interessar-se mais pelo estudo da Palavra de Deus, pois a recomendação sábia do apóstolo Pedro é que cresçamos na graça e no conhecimento do Senhor Jesus Cristo.



TÍTULOS DAS LIÇÕES

1. João Batista, o precursor do Nazareno
2. Mateus, o apóstolo improvável
3. Lucas, o médico amado
4. João, o discípulo amado
5. André, o primeiro discípulo de Cristo
6. Pedro, o pregador do dia de Pentecostes
7. Saulo, transformado em apóstolo no caminho
8. Filipe, um evangelista para os confins da terra
9. Barnabé, o filho da consolação
10. Marcos, o autor do primeiro evangelho
11. Timóteo, filho amado e fiel no Senhor
12. Tomé, o crítico da verdade
13. Tiago, o justo


Informações sobre o autor:





Pr. Geziel Gomes:
- Missionário transcultural
- Conferencista internacional
- Autor de várias obras
- Professor nas cadeiras de Teologia Sistemática, Evangelismo, Homilética e Hermenêutica




terça-feira, setembro 03, 2013

O OUTRO LADO DA HISTÓRIA DE MARTIN LUTHER KING:




O OUTRO LADO DA HISTÓRIA DE MARTIN LUTHER KING: PROVAS GRAVADAS DE SUAS INFIDELIDADES CONJUGAIS E A VIDA DUPLA DE UM SANTO DEMASIADO HUMANO


* O 50º Aniversário do Icônico Discurso I Have A Dream (Tenho Um Sonho) Foi Celebrado Semana Passada.

* As Afirmações de que o Ativista dos Direitos Humanos Vivia uma Vida Dupla e era um Mulherengo Inveterado.

* Ele se Casou com a Ativista Coretta Scott em 1953 e Teve Quatro Filhos

* Investigação do FBI Teria Descoberto Detalhes de que o Pregador Dormia com Mulheres que eram Membros de Sua Congregação.



Ele foi, sem dúvida, um dos maiores heróis dos Estados Unidos. Um homem valente, eloquente inspirador, cujos discursos emocionantes causam forte impacto até hoje.

Não é surpresa que no 50º aniversário da famosa Marcha sobre Washington, na qual ele realizou seu discurso I Have a Dream (Tenho um Sonho), o presidente americano e ex-presidentes — Barack Obama, Bill Clinton e Jimmy Carter — se reuniram na semana passada para homenagear Martin Luther King.

Mas Washington nem sempre teve a mesma opinião sobre o pregador da igreja batista e ativista de direitos humano de Atlanta, no estado da Georgia.


 

Casamento feliz? Martin Luther King se casou com Coretta Scott em 1953, mas teria traído a esposa ao longo do casamento


Motivados pela convicção equivocada do chefe do FBI, J. Edgar Hoover, de que King era um comunista perigoso, agentes federais instalaram microfones nos seus quartos de hotel. O que descobriram, e tentaram utilizar contra ele em uma viciosa chantagem, não era evidência de comunismo, mas de adultério.

Com uma das mais surpreendentes vidas duplas da história, King era não apenas um pastor e defensor dos direitos humanos, mas um homem que nunca largou do vício do adultério com várias mulheres.

A vida sexual secreta de King se tornou assunto na Casa Branca a tal ponto que entrevistas recentemente publicadas com Jackeline Kennedy revelaram que até ela sabia disso.
A ex-primeira-dama confirmou como seu cunhado Bobby Kennedy lhe contou que o FBI fez gravações de King tentando organizar uma orgia na noite da véspera da Marcha sobre Washington em março de 1963.

“Não consigo olhar para uma foto de Martin Luther King sem pensar que ele é um homem terrível”, disse Jackeline. Bobby lhe disse que King “estava ligando para várias mulheres e organizando uma festa de homens e mulheres, tipo uma orgia”.

O fato de que King era viciado em sexo (embora provavelmente não pior que o marido de Jackeline Kennedy, John F. Kennedy), há muito tempo ele é motivo de vergonha para os EUA que abertamente o declararam um santo.



O segredo mais bem guardado dos EUA: Herói americano e líder dos direitos humanos teria tido vida sexual similar à do notório mulherengo JFK (segundo da direita para a esquerda)


Embora seja fora de questão que ele era charmoso, incansável e corajoso, também é indiscutivelmente verdade que esse homem brilhante tinha um lado obscuro, como um dos seus aliados mais próximos confirmou.
O ativista de direitos humanos e reverendo Ralph Aberthany foi o homem que segurou King no dia em que ele foi assassinado com um tiro em Memphis, Tennessee, em 1968.

Mas em 1989, Aberthany — que havia sucedido King como líder do movimento — sofreu a fúria de aliados e foi acusado de traição depois de ter confirmado que os rumores de longa data sobre o apetite sexual desenfreado de seu velho amigo eram verdade.

Em sua autobiografia, Aberthany relata que King — cujo casamento com Coretta Scott em 1953 gerou quatro filhos — tinha uma “fraqueza por mulheres”.



Na estrada: King viajou pelo país para pregar. De acordo com o velho amigo Rev. Ralph Aberthany, ele teve relações com mulheres durante as viagens.


King, um pastor na época com 25 anos, “entendia e acreditava na proibição bíblica do sexo fora do casamento”, disse seu amigo. “O problema era que ele tinha uma dificuldade muito grande com essa tentação”.

E isso eufemisticamente falando. O pastor relata um caso extraordinário que indica que King passou as últimas noites de sua vida recebendo a atenção de não uma, mas duas amantes, seguido de um encontro com uma terceira que ele teria agredido em seu quarto de motel.

A noite fatídica havia começado com King proferindo seu discurso histórico I’ve Been To The Mountaintop (Estive no Pico da Monhanha [da glória de Deus]) em no Templo Maçônico em Memphis, no qual ele parecia prever a própria morte.

Depois disso, Aberthany, King e outro ativista, o Rev. Bernard Lee, foram à casa de uma das amigas de King para uma ceia.

Aberthany disse que ele e Lee tiraram um cochilo na sala depois da refeição. Ele acordou à 1h da manhã e viu King saindo com a mulher do quarto.



Vista grossa: Quando Coretta Scott King recebeu uma fita do FBI contendo detalhes contando as proezas sexuais do marido, ela a ignorou.

Eles então retornaram aos seus aposentos em um motel, onde uma política local negra estava esperando para vê-lo. Aberthany deixou o casal e foi ir dormir no quarto que dividia com King.

Entre 7h e 8h da manhã, King entrou no quarto parecendo assustado, relata o pastor. King precisava da ajuda do amigo para acalmar uma terceira mulher que estava, segundo ele, “nervosa comigo. Ela entrou no quarto hoje de manhã e encontrou a minha cama vazia”.

Conforme argumentou um comentarista do livro de Aberthany na época, a insinuação do autor era óbvia. “King, um homem casado, havia sido infiel mesmo na sua infidelidade”.

O drama não acabou por aí. Quando a terceira mulher apareceu no quarto, a briga com King ficou tão intensa que ele “perdeu a cabeça e a derrubou na cama com um tapa”.

Na onda de indignação do movimento dos direitos humanos que se seguiu às suas alegações, vários dos envolvidos nessa agitada noite apareceram para desmentir a versão de Aberthany.

Adjua Abi Naantaanbuu, dona de um salão de beleza em Memphis, disse que preparou a ceia naquela noite, mas que não houve sexo. Ela também não era amiga de King, somente uma ativista de direitos humanos a quem pediram para dar uma refeição aos visitantes.


Inesperado: Visto como uma inspiração e um salvador para muitos, é difícil acreditar que King foi gravado dizendo: “Estou f*****o por Deus! Hoje eu não sou um negro!”



Georgia Davis Powers, senadora do estado de Kentucky que fez a visita a King tarde da noite no motel, disse que ficou acordada com ele conversando até às 4h da manhã. Bernard Lee argumenta que o conto de Aberthany foi inventado e que ele “traiu uma grande confiança... por dinheiro”.

Mas Aberthany reafirmou a história até sua morte. “Com toda honestidade e justiça, foi o que aconteceu”, disse.
Estariam os críticos de Aberthany se unindo para proteger o legado de um gigante? O problema para eles era que Aberthany não foi o único a trazer tais acusações.

Embora o assunto nunca chegue às discussões bajuladoras da mídia televisiva ou do jornal New York Times, a traição habitual do pregador foi abordada em uma série de aclamadas biografias.

De acordo com o biógrafo David Garrow, vencedor de um prêmio Pulitzer, era um segredo aberto entre os ativistas, que chegavam a alertar King que controlasse seu “atletismo sexual compulsivo”.
Mas ele não mostrava nenhum arrependimento, dizendo a um amigo: “Eu fico fora de casa de 25 a 27 dias por mês. F***r mulheres é uma forma de reduzir a ansiedade”.

Embora ele não tenha dado nomes, Garrow disse que três mulheres em especial se tornaram mais que romances passageiros.

King ficou muito próximo de uma delas, que acredita-se ser uma colega de Atlanta. Em determinado ponto, ele a via quase todos os dias, embora, acrescenta Garrow, “isso não eliminasse os casos sexuais casuais que eram comuns nas viagens de King”.

Claramente não era apenas o ativista recebendo fundos. Um assistente de King lembra ter visto uma mulher atrás da outra se insinuando para King em uma festa para arrecadar fundos no subúrbio de Nova York.



Magnetismo: King teria atraído inúmeras mulheres com sua abordagem encantadora, cortês e polida.


“Não conseguia acreditar no que estava vendo nas mulheres brancas de Westchester”, relata. “Elas chegavam até ele e lambiam os lábios sinuosamente, passavam bilhetinhos... Depois do que vi naquela noite, não o culpo”.

Era evidente que King se dava ao luxo de ser seletivo nas suas traições. De acordo com um velho amigo da família: “As mulheres que ele ‘namorava’ pareciam modelos... altas... todas geralmente claras, nunca negras”. Ele acrescenta que King “era um Casanova”, mas mantinha uma “dignidade discreta” e era respeitador com suas muitas conquistas.

Era um segredo extraordinário para um homem que costumava usar a mensagem dos Evangelhos em seus discursos, e que dizia aos entrevistadores que “o sexo é basicamente sagrado... do qual nunca se pode abusar”.


Silêncio: Coretta Scott King disse que não discutia infidelidade com seu marido porque: “Eu não iria sobrecarregá-lo com algo tão trivial”.


Mas como até seus amigos mais próximos atestavam, King era um chauvinista que insistia que sua esposa (uma dedicada ativista de direitos humanos) ficasse em casa e criasse os filhos enquanto ele viajava pelos Estados Unidos com seus discursos incendiários.

Uma vez ele disse à Coretta que estava ocupado demais para discutir em que escola deveriam colocar sua filha. Nos poucos dias que King passava em casa, estava continuamente ao telefone.

Não ajudava o fato de que quando ele estava na estrada com seus colegas pregadores no início do movimento pelos direitos humanos, estava entre semelhantes. Comentaristas dizem que o charme sexual desses pastores era parte fundamental do seu apelo nas congregações.

Dormir com mulheres da própria igreja era regra, e não exceção, e o próprio King admitia não conhecer um único pregador negro que era casto.

Conforme comentou delicadamente o ativista veterano Michael Harrington, o movimento não era de todo um esforço “ranzinza e farisaico”.  “Todo mundo estava fazendo sexo”. Ou tentando.

Um dos mais célebres biógrafos de King, Taylor Branch, revelou como, durante a viagem de King à Noruega para receber seu prêmio Nobel em 1964, membros da sua comitiva foram vistos correndo atrás de prostitutas nuas ou seminuas no hotel em Oslo, onde estavam hospedados. Somente uma súplica desesperada à segurança do hotel os poupou de serem expulsos.

Branch revelou também como agentes do FBI instalaram microfones no quarto de hotel de King em Washington em janeiro de 1964 e o pegaram em plena atividade. “Estou f*****o por Deus! Hoje eu não sou um negro!” Podia-se escutá-lo gritando.

No mesmo ano, o FBI anonimamente enviou a King uma fita editada com vários “momentos” dos seus gemidos sexuais e piadas indecentes, junto com uma mensagem escrita: “Você acabou. Só há uma saída para você. É melhor você tomá-la antes que sua personalidade nojenta, anormal e fraudulenta seja exposta à nação”.

King interpretou isso como um chamado para que cometesse suicídio, embora fontes do FBI tenham dito mais tarde que eles buscavam simplesmente sua renúncia do movimento pelos direitos humanos.

O FBI também enviou provas incriminadoras aos seus colegas, políticos e grandes agências de mídia (que, por razões desconhecidas, se recusaram a publicá-las).

Parte do que essas cartas anônimas alegavam, como a queda de King por prostitutas brancas e o uso de ofertas e dízimos da igreja para custear orgias sexuais regadas a bebida alcoólica, tem sido fortemente debatido, até pelos que admitem as aventuras sexuais de King.

Abernathy insistia que seu amigo “nunca foi atraído por mulheres brancas e não tinha nada com elas”, mesmo que tivesse oportunidades.
Mas há outro mistério: por que, tendo juntado as provas, o governo dos EUA nunca tirou proveito maior das gravações incriminatórias? Muitos membros dos altos escalões do governo, principalmente o formidável J. Edgar Hoover, teriam exposto King sem pestanejar.

Mas, de acordo com Taylor Branch, embora o presidente Lyndon Johnson tenha se sentido traído por King por sua oposição pública à Guerra do Vietnã, ele hesitou em usar o dossiê do FBI contra ele.

Não ficou claro por que seu predecessor, John Kennedy, também conteve a mão, mas considerando seu próprio envolvimento com adultérios e casos sexuais, talvez tenha pensado que seria hipócrita.

Quando ele recebeu a fita, King ficou surpreso em saber que o FBI sabia tanto sobre sua vida privada, mas ele também disse aos amigos que isso não era da conta deles. A fita do FBI também foi enviada a Coretta: ela alegou não conseguir identificar o que estava acontecendo nas gravações e ignorou o fato.

Mais tarde ela admitiu nunca ter discutido sobre infidelidade com King, dizendo: “Eu não iria sobrecarregá-lo com algo tão trivial... todos os outros assuntos não tinham lugar no nosso bom relacionamento”.

Conforme Ralph Abernathy destacou: “As mulheres sempre foram atraídas por um herói”. E King certamente o era.

Charmoso, polido, amigável e perfeitamente bem educado, King “as atraía aos montes, mesmo quando não queria”, acrescenta.

Por todas as suas falhas tão humanas, ele era um homem de imensa bondade, que inverteu a maré contra o fanatismo racial na América. Somente quatro homens na história americana têm um monumento nacional e apenas um, King, tem um feriado em sua honra.

Mas é de se imaginar o que ele iria pensar da adulação quase devota que recebe hoje.

Sua mulher e seus amigos dizem que ele era atormentado pela culpa por suas falhas pessoais. Ele achava desconfortável ser colocado em um pedestal quando tudo o que ele queria era acabar com a injustiça da segregação.

Aos domingos, na sua Igreja Batista Ebenezer em Atlanta, King costumava dizer à sua congregação, sem ser muito específico, que ele era um “pecador”.
E acrescentava: “Há um monstro em cada um de nós... você não precisa sair por aí esta manhã dizendo que Martin Luther King é um santo”.


Leitura recomendada:



Fonte: Julio Severo juliosevero@gmail.com por  google.com