domingo, janeiro 12, 2014

CARTA DE IGREJA PROTESTANTE MODERNA AO APÓSTOLO PAULO

CARTA DE IGREJA PROTESTANTE MODERNA AO APÓSTOLO PAULO





Tentativa de Paulo ocupar uma vaga de missionário numa grande agência missionária brasileira se depara com resistências teológicas e éticas



Conta-se que o Apóstolo Paulo enviou seu currículo para a Junta de Missões Mundiais de certa denominação protestante, oferecendo-se para trabalhar como missionário. Depois de algumas semanas, o secretário da Junta escreveu-lhe esta carta, justificando a razão por que não poderia aceitá-lo.





Apóstolo Paulo tenta vaga de missionário na Igreja Protestante do Brasil
Ao Reverendo Saulo Paulo
Missionário Independente
Roma, Itália




Prezado Sr. Paulo:

Recebemos recentemente seu currículo, exemplares de seus livros e o pedido para ser sustentado pela nossa Junta como missionário na Espanha.


Adotamos a política da franqueza com todos os candidatos. Fizemos uma pesquisa exaustiva no seu caso. Para ser bem claro, estamos surpresos que o senhor tenha conseguido “passar” até aqui como missionário independente.


Em Antioquia, o senhor provocou uma confusão com Simão Pedro, um pastor muito estimado na cidade, chegando a repreendê-lo em público. O senhor provocou tantos problemas que foi necessário convocar uma reunião especial da Junta de Apóstolos e Presbíteros em Jerusalém. Não podemos apoiar esse tipo de atitude.


Acha que é adequado para um missionário trabalhar meio-período em uma atividade secular? Soubemos que fabrica tendas para complementar seu sustento. Em sua carta à igreja de Filipos, o senhor admite que aquela é a única igreja que lhe dá algum suporte financeiro. Não entendemos o motivo, já que serviu a tantas igrejas. O senhor não se dá bem com as igrejas que funda? Então por que agora está atrás de nosso sustento?


É verdade que já esteve preso diversas vezes? Alguns irmãos nos disseram que passou dois anos na cadeia em Cesareia e que também esteve preso em Roma, e em outros lugares. Não achamos adequado que um missionário da nossa Junta tenha ficha suja na polícia, pelo fato de que esse tipo de mancha compromete gravemente seu testemunho e credibilidade, e também o testemunho e credibilidade de nossa Junta.


O senhor causou tantos problemas para os fabricantes de ídolos da deusa Diana em Éfeso que eles o chamavam de “o homem que virou o mundo de cabeça para baixo.” Sensacionalismo é totalmente desnecessário no trabalho missionário. Deploramos, também, o vergonhoso episódio em que o senhor fugiu de Damasco escondido em um grande cesto. Nossos missionários jamais fogem das autoridades.


Estamos admirados em ver sua falta de conduta conciliatória. Os homens educados e que sabem chegar a um acordo não são apedrejados nem arrastados para fora dos portões das cidades, muito menos atacados por multidões enfurecidas. Alguma vez parou para pensar que palavras mais agradáveis poderiam ganhar mais ouvintes? Envio-lhe um exemplar do excelente livro "Como Ganhar os Judeus e Influenciar os Gentios", do Dr. Presunçoso Sabe tudo, o maior teólogo da nossa denominação.


Em uma de suas cartas, o senhor se descreve como “Paulo, o velho.” As normas de nossa Missão não permitem a contratação de missionários além de certa idade.


Percebemos que é dado a fantasias e alucinações. Em Trôade, o senhor alegou que viu “um homem da Macedônia” e em outra ocasião diz que “foi levado até o Terceiro Céu e que ouviu palavras inexprimíveis.” Afirma ainda que viu o próprio Senhor Jesus e que ele o confortou. Achamos que a obra de evangelização mundial requer pessoas com os pés no chão e com mente saudável.


Num de seus livros, o senhor ensina: “Busquem com dedicação os dons espirituais, principalmente o dom de profecia.” (1 Coríntios 14:1 NVI)


Como se não lhe bastasse ter essas “profecias,” “sonhos,” “visões” e outras alucinações, o senhor ainda se esforça para estimular seus ouvintes a buscar as mesmas fantasias. Não podemos permitir tais ensinos que violam nossas normas doutrinárias e denominacionais, colocando a saúde mental dos ouvintes em risco.


Além disso, o senhor tem mostrado incoerência em seus próprios ensinos estranhos. E temos prova disso em seus próprios livros. O senhor disse, em 1 Coríntios 12, que Deus dá vários dons sobrenaturais, inclusive o dom de cura, mas não vive de acordo com o que prega. Por exemplo, em Gálatas 4:13, o senhor confessou ter uma grave enfermidade física. Não acha estranho pregar sobre dons sobrenaturais de cura quando o senhor é incapaz de curar suas próprias enfermidades?


O Dr. Lucas nos deu esta informação sobre você: “Deus fazia milagres maravilhosos por meio das mãos de Paulo, de tal maneira, que até lenços e aventais que Paulo usava eram levados e colocados sobre os doentes. Estes eram curados de todas as suas enfermidades, assim como espíritos malignos eram expelidos deles.” (Atos 19:11-12 KJA)


O testemunho do Dr. Lucas é importante, pois mostra que o senhor, usando um alegado dom de cura, apenas tocava em pessoas ou objetos que elas usariam para que houvesse experiência de curas e expulsão de demônios. Essa questão dos lenços e aventais é algo que está a uma galáxia de distância das práticas oficiais de nossa denominação. Mais parece heresia neopentecostal. Além disso, ao dizer ao Dr. Lucas e a outros que o senhor tem esse suposto poder de cura nas mãos, o senhor entrou em grave contradição consigo mesmo.


Em 2 Timóteo 4:20, com suas próprias palavras o senhor admitiu: “Deixei Trófimo enfermo em Mileto.” Já pensou o escândalo que o senhor traria para nossa denominação saindo por aí dizendo que Deus cura através de dons sobrenaturais pelas suas mãos, mas nos bastidores deixando seus ajudantes pastorais enfermos? O que o público diria de nós se esse escândalo, por causa de sua pregação e atitudes incoerentes, viesse a público?


Por isso, a postura oficial de nossa denominação é que esses dons sobrenaturais cessaram dois mil anos atrás. Com isso, evitamos muita confusão, coisa que o senhor parece gostar. Temos mais provas. Sua igreja em Corinto estava enfrentando uma crise muito grande, e entre suas soluções o senhor apontou como ter e utilizar dons sobrenaturais do Espírito Santo, inclusive profecias e curas. Aliás, foi justamente para essa igreja que o senhor disse: “Busquem com dedicação os dons espirituais, principalmente o dom de profecia.” (1 Coríntios 14:1 NVI)


Em que o uso de fantasias e alucinações poderia ajudar uma igreja problemática? Seguindo as normas práticas de nossa denominação, o senhor teria uma solução simples e fácil. A confortável doutrina do cessacionismo, que é uma de nossas principais tradições religiosas, resolve eficazmente o problema de alucinações e fantasias pessoais e coletivas. Mas em vez dessa solução prática, o senhor preferiu estimular todos em Corinto buscar mais alucinações do que eles já tinham. O senhor não percebe que esse tipo de conselho só aumenta a confusão?

Mas quem disse que o senhor gosta de evitar confusão?


Em toda a parte por onde andou, o senhor provocou muitos problemas, especialmente de relacionamentos. Em Jerusalém, entrou em conflito com os líderes do seu próprio povo. Se alguém não consegue se relacionar bem com seu próprio povo, como pode querer servir no exterior? O senhor parece desconhecer o que Deus diz em Sua Palavra: “Esforçai-vos para viver em paz com todas as pessoas.” (Hebreus 12:14 KJA)


O senhor parece ter rasgado essa passagem da sua Bíblia! É de admirar então as consequências? O senhor mesmo admite: “Todos me abandonaram.” (2 Timóteo 4:16 NVI) Temos na nossa denominação famosos teólogos que são referência constante nas revistas evangélicas nacionais e congressos de missões. São homens equilibrados, sem fantasias e alucinações. Por isso, ninguém se esquece deles nem os abandona. Entenda bem: Os homens bons nunca são esquecidos pelos seus amigos. Três excelentes irmãos, Diótrefes, Demas e Alexandre, o ferreiro, disseram-nos que acharam impossível trabalhar com o senhor e com seus planos cheios de fantasias e alucinações. Eles disseram que o senhor é um encrenqueiro que não consegue se dar bem com ninguém.


Esse problema, que é digno de tratamento em consultório, vem de longe em seu histórico. Soubemos que muito antes de suas discórdias com os três queridos irmãos, o senhor teve uma discussão amarga com um colega missionário chamado Barnabé e que acabaram encerrando uma longa parceria. Palavras duras não ajudam em nada a expansão da obra de Deus.


Analisando friamente seu ministério, vemos que não para em lugar algum e quando para, fica pouco tempo. Primeiro, a Síria, depois, Chipre, vastas regiões da Turquia, Macedônia, Grécia, Itália, e agora o senhor fala em ir à Espanha. E o pior é que no trabalho missionário, o senhor insiste em ser guiado por fantasias e alucinações. E agora quer nosso sustento? Se suas fantasias fossem divinas, o senhor não precisaria recorrer a nós.


Em um sermão recente, o senhor disse “Longe de mim gloriar-me, a não ser na Cruz de Cristo.” Achamos justo que possamos nos gloriar da história e doutrinas da nossa denominação. Como poderemos sustentá-lo se o senhor não se gloriar de nossas missão?


Seus sermões são muito longos. Em certa ocasião, um rapaz que estava sentado em um lugar alto, adormeceu após ouvi-lo por várias horas, caiu e quase quebrou o pescoço. Já está provado que as pessoas perdem a capacidade de concentração após trinta ou quarenta minutos, no máximo. Nossa recomendação aos nossos missionários é: Levante-se, fale por trinta minutos, e feche a boca em seguida.


O Dr. Lucas nos informou que o senhor é um homem de estatura baixa, calvo, de aparência desprezível, de saúde frágil e que está sempre agitado, preocupado com as igrejas e que nem consegue dormir direito à noite. Ele nos disse que o senhor costuma levantar durante a madrugada para orar. Achamos que o ideal para um missionário é ter uma mente saudável em um corpo forte. Uma boa noite de sono também é indispensável para garantir a disposição no trabalho no dia seguinte. Para que orar tanto? Cinco minutos de oração é o suficiente. Afinal, Deus não é surdo.

Algumas testemunhas relataram que o senhor ora numa “língua desconhecida.” Pensávamos que poderia ser apenas fofoca. Mas quando consultamos um de seus livros, vimos escrito: “Dou graças a Deus por falar em línguas mais do que todos vós.” (1 Coríntios 14:18 KJA) Aí o senhor mesmo reconhece que sua igreja, provavelmente sob sua influência, fala nessa “língua estranha,” e o senhor fala mais. Como se já não bastassem as perturbações da igreja, o senhor deu mau exemplo ao introduzir práticas pagãos a ela.

Evidentemente, além de alucinações, o senhor parece estar sofrendo de alguma perturbação mental. Línguas estranhas, de acordo com nossa documentação teológica, é prática comum em algumas religiões heréticas e até mesmo na bruxaria. Portanto, é totalmente incompatível com um cristão verdadeiro que se propõe ao trabalho missionário.


Finalizando, o senhor mostrou desconhecer totalmente a Teologia da Missão Integral. Quando tentamos lhe explicar que essa teologia é hoje padrão nas missões das igrejas protestantes, o senhor disse que nunca ouviu falar. Como o senhor pode ser missionário se desconhece o que é fundamental para as modernas agências missionárias?


Quando lhe mencionamos que o Rev. Ariovaldo Ramos, um dos líderes protestantes mais importantes nas missões do Brasil, declarou que a Teologia da Missão Integral é a versão protestante da marxista Teologia da Libertação, o senhor não demonstrou nenhum interesse. Não é possível trabalhar hoje em missões brasileiras sem apreciar a Teologia da Missão Integral e seus teólogos. Rejeitá-los é terminar sozinho. Isso explica sua situação. Quem é que não ficaria em igual estado de abandono se rejeitasse o que hoje todos aceitam?


Nosso irmão Ariovaldo Ramos é querido por todos. Sua teologia é querida por todos. Ele era até convidado especial deHugo Chávez, cuja morte foi uma grande tristeza para ele. Se o senhor tivesse se espelhado nele, teria também sido convidado especial dos grandes deste mundo, e seu nome seria famoso. O senhor tem sofrido perdas por sua teimosia e espírito de discórdia.


Grande é o seu despreparo teológico para trabalhar em nossa denominação e nas missões oficiais. E o pior é que o senhor não tem humildade para se adaptar aos novos tempos e às novas teologias.


Lamento muito dizer isto, irmão Paulo, mas nenhuma igreja protestante moderna poderia aceitar seu currículo. Em meus vinte e cinco anos de experiência, nunca encontrei um homem tão dado a fantasias e alucinações, envolvido com tantas confusões e encrencas e que agora, depois que todos o abandonaram, conforme o senhor mesmo nos confessou, deseja trabalhar para nós para ter nosso sustento. Se o aceitássemos, estaríamos violando as normas de nossa Junta e as doutrinas mais importantes de nossa denominação, colocando em perigo a reputação dos nossos grandes teólogos.


Sinceramente,
Reverendo Dr. Teo Lógico Cabeçadura


Secretário da Junta de Missões Mundiais da Igreja das Doutrinas Esplêndidas e Gloriosas



Adaptado por Julio Severo de um texto anônimo que tem andado pela internet há anos.

Leitura recomendada:

Fonte: Recebi por em-mail.

quarta-feira, janeiro 08, 2014

COMO LIDAR COM O CONTEÚDO DE ENSINO:






a) Leia com bastante atenção todo o conteúdo disponível na revista didática. Tente encontrar o “tópico frasal” de cada ponto da lição, isto é, a mensagem central, significativa do comentário bíblico.

b) Sublinhe palavras ou expressões-chaves.


c) Delimite seu campo de pesquisa. Não atire para todos os lados antes de determinar claramente seus objetivos. Que tipo de lição você pretende imprimir no coração e na mente de seus alunos? Quais comportamentos deverão ser mudados?


d) Selecione seu material de pesquisa: comentários, enciclopédias, dicionários, chave-bíblica, bíblias de diversas versões, artigos de revistas, material de internet etc.


e) Arrume e disponibilize todo material encontrado. O conteúdo deve ser desenvolvido de maneira que haja sequência, ordenação e integração.


f) Selecione o conteúdo desses materiais e faça resumos.

g) Junte todo esse material com o da revista e elabore um novo esboço, com novas divisões e subdivisões. Estude-o cuidadosamente.

Fonte: https://www.facebook.com/marcos.tuler?fref=ts

O QUE É UM PRESBÍTERO DE IGREJA?





1.    O Básico: Um presbítero é um homem que (i) atende às qualificações de 1 Timóteo 3.1-7 e Tito 1.6-9, (ii) é reconhecido por sua congregação como um presbítero, (iii) e lidera a congregação por meio do ensino da Palavra (1 Tm 3.2), da oração pelas ovelhas (Tg 5.14) e da supervisão no tocante aos assuntos da igreja (1 Pe 5.2).


2.    Supervisão: Um presbítero deve velar pelo rebanho. Ele deve instruir todas as ovelhas, fortalecer as fracas, proteger as vulneráveis, repreender as obstinadas, e lidar com as trabalhosas (2 Tm 2.24-25; At 20.28; 1 Ts 5.14). Um presbítero vela pelos membros de sua igreja como alguém que haverá de prestar contas a Deus (Hb 13.17).

3.    Pluralidade: No Novo Testamento, as igrejas locais apresentam um padrão consistente de pluralidade de presbíteros (At 14.23, 20.17, Fp 1.1; 1Tm 5.17; Tg 5.14). Cristo, o Supremo Pastor, pretende cuidar do seu rebanho por meio de um número de homens piedosos que conjuntamente ensinam, guardam, guiam, protegem e amam as ovelhas. Isso significa que toda igreja local, seguindo a liderança do seu pastor, deveria buscar homens que já estejam realizando a obra de um presbítero e apontá-los para o ofício.

É Importante Usar os Títulos “Presbítero” e “Diácono”?

Embora os títulos “presbítero” e “diácono” não sejam essenciais ao ministério da igreja, há algumas boas razões pelas quais as igrejas deveriam usar esses títulos bíblicos:

1.    Isso demonstra que a Escritura é nossa autoridade, não a sabedoria humana. Usar os títulos escriturísticos demonstra que estamos seguindo as direções de Deus, não tomando para nós mesmos o direito de decidir como deve ser a estrutura de liderança da igreja. Deus deu à igreja uma estrutura básica que deveríamos seguir à risca. Desgarrar-se dessa estrutura, ou decidir que não precisamos chamar nossos líderes como a Escritura os chama, é dizer que nós sabemos mais do que Deus.

2.    Isso ajuda a congregação a saber o que esperar da liderança. Quando uma igreja usa os termos “presbítero” e “diácono” como a Bíblia faz, um membro de igreja pode facilmente olhar para a Escritura para ver as “atribuições do cargo”. Eles podem olhar para a Escritura e saber exatamente o que esperar dos seus líderes.



3.    Isso vincula os líderes às qualificações bíblicas. Não há qualificações bíblicas para administradores, membros de conselho, “equipes de liderança” ou outros títulos da nossa imaginação. Existem, contudo, qualificações bíblicas para presbíteros e diáconos. Usar os termos bíblicos para esses ofícios é necessário a fim de assegurar que os padrões bíblicos para a liderança da igreja estão sendo mantidos. Isso é especialmente importante no caso de presbíteros, os quais devem ser aptos a ensinar a Palavra de Deus (1 Tm 3.2). Há um imenso benefício para a igreja quando aqueles que supervisionam a vida da igreja têm uma compreensão sólida da Escritura e são aptos a ensinar a Escritura. Nesse caminho, a igreja será moldada de modo consistente e prático segundo a Palavra de Deus, e não a sabedoria humana.

Fonte: Márcio Melânia <marcio.melania@gmail.com>

sexta-feira, janeiro 03, 2014

O LIVRO DE ÊXODO E O CATIVEIRO DE ISRAEL NO EGITO






ADMEP – ASSEMBLEIA DE DEUS MINISTÉRIO ESTUDANDO A PALAVRA


EBD - Escola Bíblica Dominical
DEC -  Departamento de Educação Cristã

Tema:

O LIVRO DE ÊXODO E O CATIVEIRO DE ISRAEL NO EGITO


05 de Janeiro de 2014



TEXTO ÁUREO


“E José fez jurar os filhos de Israel, dizendo:
Certamente, vos visitará Deus e fareis transportar os meus ossos daqui”
(Gênesis 50. 25)


VERDADE PRÁTICA


Os propósitos de Deus são imutáveis e se cumprirão no tempo determinado por Ele.


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE:

Êxodo 1. 1 – 14


Objetivos


§    Ressaltar: – os aspectos principais do livro de Êxodo.

§    Delinear:  os aspectos biográficos de Moisés.

§  Saber – que o zelo precipitado de Moisés e sua fuga não impediram os propósitos divinos em sua vida.



Introdução: - Neste trimestre estudaremos o segundo livro das Escrituras Sagradas, Êxodo. Nesta primeira lição, destacamos a aflição pela qual o povo hebreu passou no Egito por 430 anos. O povo escolhido do Senhor foi cruelmente oprimido por Faraó. Porém, Deus jamais se esqueceu das suas promessas. Ele vela por sua Palavra. Diante das atrocidades cometidas por Faraó, os israelitas clamaram a Deus. O Senhor ouviu a aflição do seu povo e enviou um libertador para redimi-los. Veremos ao longo das lições que o livro de Êxodo é o livro da Redenção efetuada pelo Senhor.


§ Êxodo é uma palavra grega que significa “partida”, “saída”.  O livro descreve a libertação dos israelitas do Egito, a sua jornada até o monte Sinai, e os eventos que ocorreram durante o tempo em que permaneceram ali.


§    O patriarca Jacó havia levado a sua família para o Egito, a fim de fugir da grande fome (Gn 46. 1 – 27). Quando os hicsos invadiram o Egito e ganharam poder político, os descendentes de Jacó foram forçados à escravidão (Êx 1. 8, 10). Apesar da amargura, os descendentes de Israel cresceram, passando de uma família de setenta pessoas (de Gn 46.  26, 27) a uma nação de aproximadamente dois milhões de pessoas (com base na estimativa de seiscentos mil varões com idade superior a 20 anos, Êx 12. 37). A ênfase principal do livro de Gênesis estava na FAMÍLIA de Abraão, mas Êxodo concentra-se no desenvolvimento da NAÇÃO de Israel.


    I.   O LIVRO DE ÊXODO

1.1. E Sua Estrutura:

2. Seu Autor: - Moisés. Neste livro ele é o protagonista de tudo, o personagem principal do relato.

3. Sua Data e Local: - 1450– 1410 a.C., aproximadamente a mesma data de Gênesis.

4.   Tema:Libertação Pelo Sangue.

5.  Seu Propósito: - Registrar os acontecimentos da libertação de Israel do Egito e seu desenvolvimento como Nação.

6.  Onde foi Escrito: -  No deserto, durante as peregrinações de Israel, em algum lugar da península do Sinai.

7. Seus Lugares-chaves: - Egito, Gósen, rio Nilo, Midiã, Mar Vermelho, Península do Sinai e Monte Sinai.

8. Suas Características: Êxodo relata mais milagres do que qualquer livro do Antigo Testamento e é notório por conter os Dez Mandamentos.

9.  Seu Versículo-chave: Êxodo 3. 10, “Vem agora e eu te enviarei a Faraó para que tires o meu povo, os filhos de Israel, do Egito”.

10. Suas Pessoas-chaves: - Moisés, Miriã, Faraó, a filha de Faraó, Jetro, Arão, Josué e Bezalel.

11. Estrutura ou Divisão do Livro de Êxodo: É dividido em três grandes blocos de assuntos, todos iniciados pela letra L:

A.      A Libertação  do povo de seu cativeiro Egípcio, caps. 1 ao 12.

B.      A Locomoção – através do deserto, caps.  13 ao 18.

C.      A Legislação – recebida ao pé do Monte Sinai, caps. 19 ao 40.





1.2.  A Escravidão  (Êxodo 1. 1 – 22). Este livro começa três séculos e meio depois da cena final do Gênesis. O livro do Gênesis é a história de uma família. O livro do Êxodo é a história de uma nação. Não temos o registro do que aconteceu durante esse longo período de silêncio. O Patriarca Abraão morreu quando Jacó, seu neto, tinha 15 anos. O filho predileto de Jacó, José, fora vendido para o Egito como escravo e alcançara grande poder e influência. Os filhos de Jacó haviam conquistado grande favor por causa do seu irmão José. Eram 70 pessoas quando desceram para o Egito, mas antes de saírem de lá haviam-se tornado numa nação de 3.000.000 de pessoas.

Depois que José morreu e uma nova dinastia ascendeu ao trono do Egito, a riqueza e o grande número dos filhos de Israel os fizeram objeto de desconfiança aos olhos dos egípcios. Os Faraós os reduziram a uma escravidão da pior espécie. Isso era difícil para o povo que antes vivera em liberdade e com todo o favor. Eles se lembraram das promessas que Deus fizera a Abraão e seus descendentes, e isso fazia com que a escravidão fosse ainda mais difícil de entenderem (Gênesis 12. 1 – 3, etc.).


É um livro de libertação, de redenção, e o caminho, o meio sempre apontado aqui é osangue. 

Neste Êxodo, libertação virá sempre através do Sangue. É seu tema e anúncio profético da obra de Jesus.


 II.  O NASCIMENTO DE MOISÉS







A.    A Vida de Moisés – Três Períodos de 40 anos.

1.   Moisés é Levado ao Palácio.
  (Êx 2. 10). - Os primeiros 40 anos de sua vida Moisés passou no lar dos seus pais e no palácio do Faraó. Nascido em Gósen mais ou menos em 1525 a. C., foi o segundo filho de Anrão e Joquebede, da tribo de Levi. No lar paterno Moisés recebeu a sua formação religiosa, e na corte do Faraó adquiriu conhecimento intelectual e político, além de treinamento militar. (Êx 2. 3 – 10; 3. 9, 10; 6. 20; ).

2.     A Fuga de Moisés.  (Êx 2. 11 – 11) - Os segundos 40 anos passou exilado em Midiã, fugindo do Faraó, meditando e trabalhando como pastor, casou-se com Zípora, filha de Jetro, o sacerdote, e nasceram-lhe dois filhos, Gérson e Eliezer (Êx 2. 11 – 11; 18. 34).

3.  Os últimos 40 anos de sua vida ele os viveu no Egito e no Deserto, na condição de primeiro líder de Israel. Serviu ao Senhor como profeta, sacerdote e rei, muito antes de esses cargos serem estabelecidos entre os judeus. Ensinou a todos como um profeta; como um sacerdote intercedeu por eles quando caíram na idolatria e, como líder, retirou-os da servidão e os organizou como o povo da Aliança de Deus.

§    Moody disse que Moisés gastou:

40 anos pensando que era alguém. – No Palácio estudando, (At 7. 22).

40 anos aprendendo que não era ninguém. – No Deserto de Midiã, (At 2. 11-22).

40 anos descobrindo o que Deus pode fazer com um ninguém. – Do Egito a Terra de Canaã. (Êxodo a Deuteronômio).  Veja Hebreus 11. 23 – 29.


III.   O ZELO PRECIPITADO DE MOISÉS E SUA FUGA - (Êxodo 2. 11 – 22)

   Apesar de sua posição e de seus privilégios, Moisés se deu conta de que não havia meios formais para que ele pudesse impedir as injúrias que os exatores praticavam contra os hebreus. Movido por um senso de justiça, Moisés matou temerariamente o capataz egípcio. Portanto, cometeu um crime capital, e teve de fugir e foi habitar em Midiã, região próxima à península do Sinai e dos desertos árabes. Ali Moisés constituiu família e tornou-se parte do clã de Reuel ou Jetro. (Êx 4. 18). Apesar da precipitação de Moisés, Deus viu a sua intenção. Às vezes, não é o que você faz que impressiona Deus, mas a sua intenção, os seus motivos.


CONCLUSÃO -  Diferente do livro de Gênesis, que começa com vida e termina com um caixão de defunto; Êxodo começa com aflição, agonia, escravidão e termina com a glória da presença de Deus sobre a tenda da congregação. (Êxodo 40. 34 – 38).

                                Lição Preparada pela   Professora, MARIA VALDA                                           
                     Pastora da ADMEP