domingo, novembro 16, 2014

INTEGRIDADE EM TEMPOS DE CRISE



Assembleia de Deus
Ministério Estudando a Palavra
Departamento de Escola Bíblica Dominical

16 de Novembro de 2014



Lição 7

Pra. Maria Valda



INTEGRIDADE EM TEMPOS DE CRISE

Leitura Bíblica em Classe:
Daniel 6.3-5,10,11,15,16,20

Texto Áureo: Daniel 6.4



INTRODUÇÃO: - Daniel viveu em uma sociedade pagã, porém ele manteve-se fiel e temente ao Senhor. Foi um importante profeta e estadista que fez a diferença diante dos reis a quem serviu. A vida deste servo de DEUS não foi nada fácil. Ele experimentou terríveis provas, como a cova com leões famintos, mas em todas elas agiu como um vencedor. Embora exercendo importantes funções no reino, Daniel não descuidava da sua vida de oração e não permitiu que um edito real o tirasse da presença de DEUS. Daniel com sua vida prova que com a ajuda do Senhor somos capazes de manter a integridade mesmo em tempos de crise.

 A sinceridade dos íntegros os guiará, mas a perversidade dos aleivosos os destruirá” (Pv 11.3).

OBJETIVOS 

Saber - que Daniel era um homem íntegro, mesmo vivendo em um meio corrompido.
Analisar - o caráter íntegro de Daniel.
Compreender - porque Daniel foi parar na cova dos leões.

Integridade:  A qualidade de ser inteiro, perfeito. Solidez, isto é completo.


I.     DANIEL, UM HOMEM ÍNTEGRO EM UM MEIO POLÍTICO CORRUPTO -  (Dn 6.1-6)

       Depois da conquista medo-persa, Dario, era um tipo de vice-rei de Ciro, da Pérsia.
Entretanto, foi Dario, um rei sobre o reino, especialmente, sobre os caldeus.

      O poder de mando era maior com Ciro, da Pérsia que era rei sobre todo o império, e vários textos bíblicos comprovam esse fato (Is 44.21—45.5; 2 Cr 36.22,23; Ed 1.1-4).

    Agora, com 80 anos, aproximadamente, Daniel já era um ancião experimentado que tinha ganhado a confiança dos reis que passaram por aquele reino.

1)           Dario Reorganiza o Governo e Delega Autoridade Administrativa  - (Dn 6.1-3).

Devido à grande demanda de seu governo, Dario colocou os negócios do império nas mãos de 120 “sátrapas”, ou seja, 120 homens especiais que cuidariam de vários assuntos do império. Esses sátrapas eram, de fato, presidentes nomeados e delegados para dirigir os negócios do reino, e Dario os submeteu à liderança de três príncipes, entre os quais, Daniel (6.2). Logo Daniel se destacou entre todos porque Dario percebeu que havia nele “um espírito excelente” (6.3), meditando sobre essa expressão, vejamos seu sentido e aplicação:

    O termo “espírito”, na língua hebraica é “rûah”, significando “sopro” ou “vento”. Para a mente hebraica, o termo em seu âmago condensava a experiência de algum poder misterioso, invisível, impressionante, vivo. É o ser interior ativo de uma pessoa onde residiam o controle da vontade, os sentimentos e o intelecto (Dn 5.12,20; 6.3; 7.15).

           O termo “excelente”, tem sentido de plenitude, perfeição.

Os dois juntos indicam humanidade plena, uma pessoa capacitada, que se destaca em tudo que faz, não por habilidade comum, mas sim por perceberem o sobrenatural nas ações, espiritualidade genuína. Aponta para o tipo de homem bem aventurado descrito no Salmo 1, que “tudo quanto fizer prosperará” (Sl 1.3b). Esse é o ponto de partida da integridade.

2)           Daniel se Torna Alvo de Uma Conspiração - (Dn 6.4,5).

Dario, distinguiu três presidentes para tratarem dos negócios do reino com autoridade sobre os demais. Daniel, um dos três presidentes, se destacou entre todos pela sabedoria, prudência, fidelidade e integridade. O rei chegou a pensar em estabelecer Daniel como líder sobre todo o reino (v.3). Essa possibilidade encheu de inveja e ciúme os demais presidentes, os quais não queriam a Daniel com tão importante posição uma vez que isso o faria superior a todos os demais e seria o representante mais próximo do Rei Dario.

Aqueles homens não tinham outros motivos para afastá-lo dessa posição de destaque. Eles não tinham do que acusar a Daniel por qualquer deslize político ou moral contra o imperador. A integridade e a lealdade de Daniel eram tão pungentes que eles não encontravam nada de que pudessem acusá-lo. Nada relacionado com dinheiro, ou com uso indevido de propriedades do reino, ou alguma desobediência às ordens do rei, nem mesmo qualquer tipo de vício (6.4).

O ciúme e a inveja que foram despertados no coração daqueles homens denota um problema comum nos nossos dias, a insegurança diante de uma pessoa íntegra. Aquele que não é íntegro, por vezes atacará e criticará o íntegro. Por vezes a crítica fala mais de quem critica do que de quem é criticado.


3)           O Perigo das Confabulações Políticas


No mundo político, há possibilidade de confabulações que denigrem a imagem moral daqueles que lutam por justiça e moralidade. Elaboraram uma trama contra Daniel e falsamente exploraram a vaidade do Rei apresentando uma proposta. A proposta seria um decreto real que expressava o apoio unânime dos proponentes. Naturalmente, Daniel não sabia de nada porque agiram de forma que todos os subordinados do reino, “presidentes, prefeitos, conselheiros e governadores” concordaram com a proposta levada a Dario, o rei (6.7). A falsidade desse grupo explorou a vaidade e o ego do rei para que, por 30 dias, ninguém fizesse oração a outro deus que não fosse a Dario. A ideia falsa e mentirosa era o fortalecimento do poder real do rei. Ora, a ideia agradou ao rei que desejava ser a corporificação da deidade, recebendo adoração dos seus súditos. A vaidade, é um dos pecados prediletos do inimigo, pois toca diretamente no ponto que afasta todo homem da presença de Deus: o egocentrismo.

                    
Entretanto, Daniel continuou do mesmo modo, cumprindo seus deveres políticos, bem como o seu tradicional costume de orar três vezes por dia ao seu DEUS (Dn 6.10).  Assim age um homem íntegro independente do ambiente corrupto, continua servindo a Deus com fidelidade e excelência.


II.  DANIEL, UM HOMEM ÍNTEGRO QUE NÃO TRANSIGIU COM SUA FÉ EM DEUS - (Dn 6.10-16)

1)   Nenhuma Trama Política Mudaria em Daniel o seu Hábito Devocional de  Oração (Dn 6.10).

    Por inveja e ciúme os inimigos humanos tinham a intenção de matar Daniel, de prejudicá-lo para que não tivesse mais a estima do Rei (v. 12).

       O inimigo espiritual tinha uma intenção mais profunda, era atingir a espiritualidade de Daniel, a vida devocional, de onde vinha o seu “espírito excelente” (v. 3). Satanás tentava atingir aquilo que ele compreende ser o que realmente faz um homem se deixar dominar pelo Reino de Deus, que é a vida de oração. Através de sua vida devocional de oração e meditação nas Escritos Sagradas, que Daniel teve revelações sobre o futuro de Israel, que envolvem toda humanidade, referindo-se a plenitude do Reino Messiânico. (Dn 9.1-3).

Muitas leis estão em trâmite no Congresso Nacional, visando atingir a nossa devoção a Deus e adoração ao seu Nome, que estejamos firmes como Daniel, assim como disseram Pedro e João diante das autoridades em Jerusalém: "Julgai vós se é justo, diante de Deus, ouvir-vos antes a vós do que a Deus” (Atos 4. 19).

 2)            Algumas Marcas da Oração de Daniel - (Dn 6.10).

         Em primeiro lugar, sua oração foi constante. Daniel tinha o hábito de orar. Ele não suspendeu sua prática de oração quando foi informado de que as circunstâncias eram desfavoráveis a ele. As circunstâncias mudaram, mas Daniel não.

      Em segundo lugar, sua oração foi regular. Daniel ora três vezes ao dia (SI 55.17). Ele não se escondeu nem diminuiu seu ritmo de oração. Se não agendarmos nossa vida de oração, não oraremos. Tudo aquilo que é importante para nós deve estar em nossa agenda.

        Em terceiro lugar, sua oração foi confiante. Ele orava com a janela aberta para as bandas de Jerusalém. Ele acreditava na promessa de 1 Reis 8.46-49, quando o templo foi consagrado. Ele orou com fé. Ele sabia que DEUS podia intervir. Ele já tivera experiências com DEUS.

        Em quarto lugar, sua oração foi corajosa. Ele abre a janela como costumava fazer. Ele não se preocupa em fechar a janela. Ele sabe que é DEUS quem nos livra. Dele vem nosso socorro.

       Em quinto lugar, sua oração foi cheia de gratidão. Daniel está sentenciado à morte, mas agradece a DEUS em sua oração.

         Em sexto lugar, sua oração foi cheia de intensidade. Daniel não apenas orou e deu graças, ele também fez súplicas. Ele pôs toda a intensidade de sua alma em seu clamor a DEUS. Súplica é oração com forte grau de intensidade.

3)           Preservando a Integridade - (Dn 6.18-22).

Daniel nos deixou o exemplo de que é possível permanecer íntegro mesmo vivendo em meio a corrupção. Então quebrasse a frase filosófica que diz “o homem é produto do meio”, isso só ocorre se não for integro. Uma pessoa íntegra não é dividida vejamos melhor algumas características de uma pessoa íntegra:

        Integridade não é o que você aparenta manter quando todos te observam. É quem você é, quando ninguém está olhando. É um nível de moralidade excelente, sem importar-se com o que está acontecendo ao seu redor. Fala da consciência profunda.

  É um alto padrão de honestidade, verdade, decência e honra que jamais é quebrado. É fazer aos outros aquilo que gostaria que lhe fizessem, “Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-o também vós, porque esta é a lei e os profetas”, (Mt 7.12).

   As palavras, de quem é integro, não muda. Ele não usa jogos de palavras, de maneira que você nunca sabe qual é sua posição, seu sim é sim, seu não é não e o que passar disso vem do maligno, “Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; Não, não; porque, o que passa disto é de procedência maligna”, (Mt 5.37).

       Seu objetivo é agradar a Deus e fazer o que é certo. Uma pessoa pode ser muito estimada pelos homens, mas abominável aos olhos de Deus, “E disse-lhes: Vós sois os que vos justificais a vós mesmos diante dos homens, mas Deus conhece os vossos corações, porque, o que entre os homens é elevado, perante Deus é abominação”, (Lc 16.15).


III.     DANIEL NA COVA DOS LEÕES - (Dn 6.16-24)

1)          Daniel Preferiu Morrer a se Dobrar Diante de um Edito Maligno (Dn 6.16,17).

  O confronto de Daniel ao edito maligno, não foi ideológico, ele simplesmente manteve-se firme e obediente a Deus. A sua atitude demonstrou uma compreensão profunda sobre o significado do Reino de Deus. Jesus respondeu a Pilatos acerca de seu Reino: “O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui” (Jo 18.36).

    Nós devemos combater o pecado, ideologicamente falando, mas principalmente com as nossas atitudes. O profeta se submeteu a Deus com isso se entregando a morte, assim como disse Jesus, há recompensa para quem assim age referindo-se a todos os profetas que entregaram suas vidas por amor a Deus e a esperança do Reino do Messias (Dn 6.16,17).

         Por vezes, os cristãos fazem declarações fortes de fidelidade a Deus até que o fogo da perseguição os atinge pondo em prova sua fé. Muitos, por serem superficiais, e acharem que sairão ilesos de tudo pelas mãos de Deus, desanimam de segui-lo quando vem a perseguição (Mt 13.20,21)

         Não nos esqueçamos que o poder do Espírito Santo foi derramado para nos tornar testemunhas, que no original grego refere-se a mártir (At 1.8).

2)           Daniel foi Protegido da Morte Pelo Anjo de DEUS - (Dn 6.22,23).


“O rei disse a Daniel: O teu DEUS, a quem tu continuamente serves, ele te livrará” (6.16-18). Certamente o rei já havia ouvido falar das proezas do DEUS de Daniel nos anos em que Daniel esteve naquele palácio. O testemunho da grandeza do DEUS de Daniel era uma realidade que aquele palácio não podia deixar de reconhecer. Aprendemos que uma pessoa íntegra não é dividida, não age com duplicidade, não finge, não faz de conta. As pessoas íntegras não escondem nada porque são transparentes em seus comportamentos. Daniel nunca escondeu que orava a DEUS e não faria isso escondido dos olhos dos outros. Sua fé em DEUS jamais seria negada ou transigida por qualquer pressão política. Os inimigos de Daniel orquestraram uma situação de injustiça em que, Daniel não poderia escapar, nem o rei retroceder.

E chegando-se à cova, chamou por Daniel” (6.20,21). O rei estava triste mas guardava a esperança de que o DEUS de Daniel era poderoso para livrá-lo. Daniel ouviu a voz do rei e gritou de dentro da cova: “O rei, vive para sempre”, indicando que estava vivo porque o anjo do Senhor o livrou.

O nosso Deus nos livra, é claro que a própria história dos servos do Senhor mostra que nem todos tiveram um livramento tão grande, muito encararam a morte. Mas todos foram íntegros e firmes na esperança da ressurreição.

 3)           DEUS mais uma vez foi Glorificado Através da Vida de Daniel - (Dn 6.22-28).

A maldição dos inimigos de Daniel caiu sobre a cabeça daqueles homens malignos. Todos aqueles homens foram lançados na cova dos leões e estraçalhados, e não escapou nem mesmo suas famílias (Dn 6.24). Mediante a fidelidade de Daniel, o rei Dario aprendeu uma importante lição e, por isso, decidiu honrar o Deus de Daniel com um edito. Este decretava que todos os habitantes do império temessem ao Deus de Daniel “porque ele é o Deus vivo e para sempre permanente, e o seu reino não se pode destruir; o seu domínio é até o fim. Ele livra, e salva, e opera sinais e maravilhas no céu e na terra; ele livrou Daniel do poder dos leões” (vv. 26, 27).


Conclusão: - Que sejamos íntegros mesmo em tempos de crise, guardando firmes a Palavra do nosso Senhor: "Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia; Somos reputados como ovelhas para o matadouro. Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou. Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Romanos 8.36 - 39)


Professor, José Fábio

sexta-feira, outubro 10, 2014

“DANIEL, NOSSO “CONTEMPORÂNEO”





ADMEP – ASSEMBLEIA DE DEUS MINISTÉRIO ESTUDANDO A PALAVRA

EBD - Escola Bíblica Dominical
DEC -  Departamento de Educação Cristã


Tema:

“DANIEL, NOSSO “CONTEMPORÂNEO”


TEXTO ÁUREO

“Quando, pois, virdes que a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel, está no lugar santo (quem lê, que entenda)”

 (Mateus 24. 15)


VERDADE PRÁTICA

“Daniel é um exemplo de perseverança na fidelidade a Deus e de integridade moral, estimulando-nos a confiar no projeto divino”.


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE:

Daniel 1.1, 2; 7. 1; 12. 4


Objetivos


§        Conhecer panoramicamente o livro de Daniel.


§        Explicar -  a autoria e a história por trás do livro de Daniel


§        Compreenderos fatos que propiciaram o exílio na Babilônia.



Introdução: - Neste trimestre estudaremos um tema extremamente relevante para os nossos dias: Os Integridade Moral e Espiritual – O Legado do Livro de Daniel Para a Igreja Hoje.

O Livro do profeta Daniel é um dos livros preferidos das pessoas que gostam de estudar a escatologia bíblica. Aprendemos com Daniel não somente acerca de assuntos escatológicos, pois o seu testemunho é um exemplo de fidelidade a Deus e de integridade moral. Daniel viveu grande parte dos seus anos como exilado em uma sociedade idólatra, servindo a reis ímpios, todavia não se contaminou.


I.          A HISTÓRIA POR TRÊS DO LIVRO DE DANIEL


1.       A formação histórica de Israel: - Começa com Abraão e Sara, da pequena semente, deles vem Isaque; de Isaque vem Jacó, e de Jacó vem um clã de 12 filhos, e esse clã cresceu e multiplicou-se e, posteriormente surge daí as 12 tribos de Israel.  Enquanto estavam no Egito eram apenas tribos e depois se tornam uma grande nação, a Nação Hebreia.      
       

2.       O Governo Teocrático: - Período teocrático que durou quase 400 anos, através da Liderança dos Juízes, que foram 16 ao todo. Teocracia era o governo de Deus através dos Juízes, mas de Teocracia não tinha nada, porque “cada um fazia o que parecia reto aos seus olhos” (Jz 21. 25).


3.    O Governo Monárquico: - O Período da Monarquia ou Reino Unido esteve sob a liderança de três reis: Saul, Davi e Salomão num período de 120 anos. Depois da morte do rei Salomão, o reino de Israel é dividido em: Reino do Norte: Israel e Reino do Sul: Judá. Daí pra frente a Nação Israelita é marcada pela decadência política, moral e religiosa e por causa disto Deus vai levar para o Cativeiro. Primeiro as 10 tribos do Norte: Israel: Cativeiro Assírio; e quase 100 anos depois a Tribo do Sul: Judá: Cativeiro Babilônico. No total quase 174 anos de cativeiro. Este foi um fim muito triste, onde em 2 Cr 36. 16 diz: “... que mais nenhum remédio houve”.

II.       OS FATOS QUE PROPICIARAM O EXÍLIO NA BABILÔNIA

1. O Contexto Político do Reino de Judá. – Em 606 a. C. Nabucodonosor levou cativo a tribo do Sul – Judá e, além da nobreza, tomou da cidade todos os utensílios do Templo: ouro, prata e pedras preciosas.  O exército de Nabucodonosor destruiu o Templo, saqueou Jerusalém e arrasou política, moral e espiritualmente o reino de Judá. Babilônia se impôs com o império por mais de quatro décadas. E Israel foi humilhado.

2. Israel no Exílio Babilônico: - Quando uma liderança perde a intimidade com Deus é, por consequência, a credibilidade entre os homens, como aconteceu com os últimos reis de Israel e de Judá, a tragédia espiritual e moral é inevitável. O cativeiro de 70 anos na Babilônia, profetizado por Jeremias, foi cabalmente cumprido (2 Cr 36. 21).  A partir desse panorama histórico compreenderemos o livro do profeta Daniel.


III.          DANIEL, O AUTOR E O LIVRO

1.            O Homem Daniel, o Profeta Estadista:

§    Nada se sabe acerca de sua família, mas acredita-se que era de linhagem nobre, Dn 1. 3. Nasceu em Jerusalém, em 623 a. C. aproximadamente, durante a reforma de Josias e no princípio do ministério de Jeremias.

§    Foi levado cativo a Babilônia durante o reinado de Joaquim, 605 a. C. (1. 2).  Ele e três companheiros foram selecionados para o serviço real depois de um período de três anos de estudos especiais, tendo recebido o nome de “Beltessazar”, uma das divindades da Babilônia. (1. 3 – 4).

§    Em 603 a. C. aos 20 anos aproximadamente, Daniel foi declarado governador da província da Babilônia e chefe supremo de todos os “sábios”. Era, portanto, o conselheiro-mor de Nabucodonosor durante o período da destruição de Jerusalém e do exílio para a Babilônia, tendo certamente exercido influência sobre os judeus cativos. 

§    Durante um período de quase 70 anos, Daniel ficou cativo de Nabucodonosor e foi deportado para a Babilônia em 605 a. C. Serviu à corte aproximadamente 70 anos, durante os reinados de Nabucodonosor, Belsazar, Dario e Ciro, governadores babilônicos e a persas.

§    Há semelhanças entre a vida de Daniel e a de José. Ambos foram levados cativos na juventude, foram jovens modelos, e serviram na corte real.

§    Ambos foram perseguidos injustamente, suas penalidades converteram-se em fundamentos sólidos que lhes proporcionaram honra. Através da interpretação de sonhos foram promovidos a governantes.

§    Ambos viveram vidas puras em meio a ambientes corruptos, e ambos morreram em terras estrangeiras.

§    Daniel, como Moisés, foi estadistas e profetas. Como vidente, possuía uma visão telescópica de alcance maior que a maioria dos profetas. Viu mais além da vinda do Messias


2.            A Importância do Livro: - O livro de Daniel possui dois conteúdos: o histórico e o profético. Daniel é um livro de reis e reinos, de tronos e domínios. Embora inclua alguns registros históricos, compõe-se de profecias sobre a sequência de reinos nos “tempos de gentios” (Lc 21. 24, veja Ap 16. 19) e descreve o fim deste período. Enuncia a única profecia do V.T (9. 24 – 27) que estabelece o tempo do primeiro advento de Cristo. Os acontecimentos históricos de Daniel, que ocorrem no começo dos tempos dos gentios, ilustram acontecimentos profeticamente apresentados no livro que vão acontecer no final deste período, culminando catastroficamente com o fim do governo mundial gentio na volta de Cristo, o Messias. Assim, a perseguição dos filhos de Deus nos caps. 3 e 6 uma sombra da perseguição mais severa e universal do povo de Deus que vai acontecer no fim desta dispensação (7.25; 8. 24; 12. 1); no mesmo modo, o repúdio blasfemo do Deus de Israel, conforme 5. 1 – 4; 6. 5 – 12, vai aparecer numa forma mais universal e até com uma intensidade maior no fim desta dispensação (7. 25; 9. 26; 11. 37, 38).

3.            A Autoria e as Características do Livro.Este livro mencionado ou citado muitas vezes pelo nosso Senhor em Mt 24. 15; Mc 13. 14 e é a chave do Apocalipse. Ele exerceu uma grande influência sobre a igreja primitiva; seu esquema de quatro impérios sucessivos dominou a historiografia europeia até os meados do século dezoito. Deus revelou a Daniel o futuro das nações através da linguagem alegórica. Portanto, pode-se classificar o livro de Daniel como gênero apocalíptico porque desvenda o futuro do mundo trazendo esperança para o povo de Deus, pois ali, Israel é o ponto convergente dos fatos futuros.


Conclusão -  O livro de Daniel nos mostra o compromisso de um homem que se dispõe a servir a Deus, mantendo a sua integridade moral e espiritual sem fazer concessões aos sistema idólatra e opressor da babilônia. Aprendemos igualmente que a história humana não é casual, mas dirigida pelo Deus soberano, que faz todas as coisas contribuírem para o bem daqueles que amam ao Senhor.

                                         Professora, MARIA VALDA                                                                                                  Pastora da ADMEP

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Deus nos abençoe!


 
Pastora, Maria Valda