domingo, junho 26, 2016

10 PRINCÍPIOS QUE PODEM DINAMIZAR O CULTO DE SUA IGREJA



1. SEJA PONTUAL. HONRE AQUELES QUE HONRAM SUA PALAVRA

 Estabeleça um horário para começar e terminar o culto. Comete erro grave o dirigente que anuncia o início e término do culto para um determinado horário e não cumpre com sua palavra. Isto não quer dizer, entretanto, que tenhamos que ser radicais ao ponto de não admitirmos uma tolerância, ressalvado o disposto no item 10.

O dirigente que com frequência começa o culto após o horário oficialmente anunciado, comete dois graves erros:

 a) honra os retardatários e desonra os membros pontuais;

b) o obreiro que promete e não cumpre sua palavra corre um sério risco de perder sua reputação perante a igreja. Em breve falará e não será ouvido;

 2. ADMINISTRE BEM O TEMPO DO CULTO

Temos notado que em determinados cultos, se estiverem presentes 10 pastores, o dirigente em detrimento da ordem do culto, se acha na obrigação de distribuir oportunidades para os dez pastores darem uma “saudação” o que constitui um erro e contribui para que cada vez mais os membros se sintam desmotivados para voltar ao culto.

O dirigente do culto precisa entender que os membros, visitantes e departamentos é que devem se ajustar ao seu programa de culto e não o contrário. O dirigente do culto deve distribuir as oportunidades DE ACORDO COM O TEMPO DETERMINADO PARA DURAÇÃO DO CULTO ainda que tenha que sacrificar algumas oportunidades, tudo em benefício da boa ordem;

Outra boa medida de administração do tempo do culto é adotar o hábito de se fazer os anúncios da semana durante o transcorrer do culto (melhor ainda se for via data show) e NUNCA APÓS A MENSAGEM. O culto deve terminar no clímax que é a mensagem e não como temos visto com frequência: o pregador acaba de entregar uma mensagem poderosa e em seguida desce sobre a igreja aquela “ducha de água fria” dos anúncios da semana que quase sempre não prendem a atenção da igreja;

 3. TORNE O CULTO DINÂMICO E DIVERSIFICADO
Torne o culto menos rotineiro e mais variado e atrativo. Lembre-se de que tudo que é novo cria uma expectativa e desperta o interesse enquanto por outro lado, tudo que é repetitivo e rotineiro se torna monótono e enfadonho e é assim que muitos cultos se têm transformado: monótono e enfadonho porque a pessoa já vem para culto sabendo exatamente o que vai acontecer: três hinos da harpa, senhoras, mocidade, coral etc.…

Procure surpreender e encantar os membros, variando a ordem de oportunidades, trazendo de vez em quando um pregador de fora, um cantor; mude o esquema das ofertas de vez em quando, solicitando aos membros que depositem suas ofertas a frente do altar (púlpito), enfim, não tenha medo de mudar;

 4. DÊ PRIORIDADE A MENSAGEM

Priorize a mensagem. O tempo ideal a ser reservado para a mensagem é de 40 (quarenta) minutos. O tempo médio é de trinta minutos. Menos que isso é inadmissível. Por outro lado, sermão com duração acima de 60 minutos, via de regra, é contraproducente porque normalmente peca pela prolixidade (fala muito e diz pouco).  A mensagem é o coroamento do culto. Nada pode roubar o tempo a ela reservado. Por sua vez, não deve o dirigente escolher qualquer pessoa para pregar ou mesmo escolher “a laço” na última hora. O bom dirigente é aquele que programa com antecedência uma escala mensal de pregadores dando oportunidade para, pelo menos, um pregador “de fora” uma vez por mês. Os pregadores selecionados devem ser aqueles que pregam uma mensagem centrada em Cristo (Cristocêntrica) e na Bíblia (Bibliocêntrica) e não aqueles que ficam contando historinhas, gritam o tempo todo ou os famosos triunfalistas (não pregam ajuda do alto e sim autoajuda). Estes devem ser descartados.

 5. CRENTE CONSCIENTE ASSISTE OU PARTICIPA DO CULTO?

É importante que o dirigente antes e/ou durante cada culto conscientize com base na Palavra de Deus, sobre o significado e importância do culto enfatizando aos membros presentes que nós não viemos a igreja para assistir ao culto, mas sim para participar do culto. Quem faz o culto somos nós.

 6. FAÇA DO MOMENTO DAS OFERTAS UM PONTO ALTO DO CULTO

Não faça do momento da oferta um momento qualquer. Prepare a mente, o coração e o bolso dos membros de sua congregação para o momento da CONSAGRAÇÃO DAS OFERTAS. Em poucas palavras e com fundamento Bíblico mostre a congregação sobre o significado das ofertas e de seu valor como parte da mordomia cristã e de que esta representa também uma expressão de adoração a Deus e reconhecimento de sua soberania. Nunca diga: vamos tirar às ofertas (quem tira (saqueia) as ofertas é o diabo). Nós consagramos nossas ofertas a Deus. Nunca diga: vamos cantar o hino de n. º tal para recolher as ofertas. Nós não cantamos hino para (com o fim de) recolher ofertas mas para adorar a Deus. O correto é: Enquanto vamos consagrar nossas ofertas a Deus vamos louvá-lo com o hino n. º tal.  Outra dica: não ore pelas ofertas antes de seu recolhimento; o certo é orar consagrando as ofertas depois de seu recolhimento;

 7. DÊ OPORTUNIDADE PARA QUEM SABE

Dê oportunidade ao maestro do coral ou ao regente da banda ou a um irmão que reconhecidamente tenha dotes musicais para dirigir os cânticos do hinário cristão de sua igreja na abertura do culto (se for o caso). É lamentável ver dirigentes totalmente desafinados que forçam a barra e insistem em fazer aquilo para o qual não tem vocação, roubando a vez de quem sabe ou causando desordem no culto.

 8. O LOUVOR CONGREGACIONAL PREPARA A IGREJA PARA A MENSAGEM

 Selecione e treine um grupo que ficará encarregado de ministrar um período de louvor congregacional com a igreja, de preferência antes da mensagem. Reserve pelo menos 20 minutos para o ministério de louvor. As pessoas que deverão compor este grupo devem ser pessoas espirituais e comprometidas com a Palavra.

 9. QUEM FOR BEM TRATADO VOLTA, QUEM NÃO FOR…

“O povo entra onde for convidado e fica onde for bem tratado.” Por isso é importante que o dirigente se preocupe e muito com as pessoas encarregadas de receber os membros e visitantes, escolhendo pessoas que sejam pontuais, simpáticas e bem relacionadas. No final do culto o dirigente, após a benção apostólica, deve se dirigir a saída do templo onde cumprimentará a cada irmão ministrando-lhes a benção individual e convidando-o para voltar no próximo culto; esta prática é altamente salutar. Ajuda a aproximar o dirigente dos membros o que é muito importante.

Outro detalhe importante. Respeite a privacidade dos visitantes. Evite incomodá-los anotando seus nomes e sua religião. Isso muitas vezes acaba constrangendo as pessoas. O momento de saudação aos visitantes deve ser o mais objetivo possível, sem necessidade de citar nominalmente cada um, o que além de demandar muito tempo, ainda sujeita o dirigente a cometer injustiça com quem deixou de ser citado nominalmente por esquecimento ou outro motivo qualquer. Já fui a um culto, onde a irmã disse do púlpito: “temos aqui o irmão fulano que é desviado”. Nada mais absurdo!

 10. BUSQUE INCANSAVELMENTE A SENSIBILIDADE DO ESPÍRITO

Todos os princípios acima aludidos deverão estar sob o comando do Espírito Santo. O dirigente deve ser sensível à voz do Espírito Santo para dirigir o culto debaixo de sua direção. O Espírito Santo é quem pode melhor revelar ao dirigente as necessidades da igreja naquele culto e orientá-lo em como deve conduzi-lo. Isto não quer dizer, entretanto, que o Espírito Santo nos exime de fazer a nossa parte na boa administração do culto. Muitos são os que terminam o culto às 22 hs., e se querem se escudar no Espírito Santo para justificarem seus erros. O Espírito de Deus é um espírito de ORDEM.

                                                                                      *********************

Espero sinceramente, que estes princípios possam auxiliá-lo na direção do culto para o bem da Obra de Deus. Não é minha pretensão esgotar o assunto ou impingir um sistema ou mesmo causar uma ingerência no trabalho que nossos colegas pastores já vêm desenvolvendo a frente de suas igrejas. Meu objetivo não é outro senão ajudar pois “O HOMEM SÓ DEIXA DE APRENDER QUANDO MORRE E QUEM ACHA QUE JÁ SABE TUDO É PORQUE ESTÁ MORTO E AINDA NÃO SABE”


Dr. José Wellington Fagundes Marins,  Pastor da Igreja Assembleia de Deus Betel,  Casado, pai de 2 filhos graduado  pela Faculdade Brasileira de Ciências Jurídicas,  com curso de pós graduação pela FEMPERJ –  Fundação Escola do Ministério Público – RJ.
Dr. José Wellington Fagundes Marins,
Casado, pai de 2 filhos graduado
pela Faculdade Brasileira de Ciências Jurídicas,
com curso de pós graduação pela FEMPERJ –
Fundação Escola do Ministério Público – RJ.


Fonte: 
http://www.destakenewsgospel.com.br/2013/10/20-dicas-para-ser-bem-sucedido-em-sua-carreira-profissional/

20 DICAS PARA SER BEM SUCEDIDO

20 DICAS PARA SER BEM SUCEDIDO EM SUA CARREIRA PROFISSIONAL



1.    SUPERE AS EXPECTATIVAS DE SEU CHEFE. SURPREENDA-O COM SUA CRIATIVIDADE, INICIATIVA E GENIALIDADE. A BÍBLIA NOS ENSINA QUE SE FIZERMOS APENAS AQUILO QUE NOS É ORDENADO SOMOS SERVOS INÚTEIS;

2. APRENDA A DIZER NÃO MAS DIGA COM CLASSE. NÃO EXISTE NADA PIOR DO QUE UM NÃO DITO FRIAMENTE. DÊ UM COLORIDO A SUAS PALAVRAS;

 3.  NÃO FIQUE RESTRITO À SUA ESFERA DE ATUAÇÃO NA EMPRESA ONDE VOCÊ TRABALHA. PROCURE AMPLIAR SEU CONHECIMENTO EM TODAS AS ÁREAS DA EMPRESA ESFORÇANDO-SE POR SABER DE TUDO UM POUCO. EM SUMA, SEJA UM FUNCIONÁRIO VERSÁTIL E POLIVALENTE. QUANDO SUA EMPRESA PRECISAR CONTER GASTOS E DISPENSAR FUNCIONÁRIOS, PENSARÁ DUAS VEZES ANTES DE DISPENSÁ-LO;

4. TENHA INICIATIVA PRÓPRIA. NÃO FIQUE ESPERANDO POR UMA DETERMINAÇÃO PARA FAZER AQUILO QUE É DA SUA COMPETÊNCIA E QUE VOCÊ SABE QUE DEVE SER FEITO;

5.  EVITE A TODO CUSTO INTIMIDADES COM COLEGAS DE TRABALHO. EVITE FALAR DE SUA VIDA PESSOAL NO TRABALHO. SEJA SIMPÁTICO E CORTÊS, MAS NUNCA PERCA A DISCRIÇÃO;

6. PROCURE EVITAR AO MÁXIMO LEVAR PROBLEMAS DE ORDEM PARTICULAR PARA DENTRO DA EMPRESA E VICE-VERSA. ISTO PODE ATRAPALHAR SEU RENDIMENTO PROFISSIONAL E FAMILIAR;

7. QUANDO SEU CHEFE DELEGAR A VOCÊ ALGUMA TAREFA NÃO DIGA LOGO QUE NÃO SAIBA OU NÃO POSSA FAZER. DEMONSTRE INTERESSE E BOA VONTADE E ACIMA DE TUDO FORÇA DE VONTADE. LEMBRE-SE NINGUÉM NASCE SABENDO.

 8. NUNCA LEVE UM PROBLEMA PARA SEU CHEFE SEM ANTES ESGOTAR TODOS OS MEIOS A SEU ALCANCE PARA ENCONTRAR UMA SOLUÇÃO E UMA VEZ ENCONTRADA, APRESENTE O PROBLEMA E A SOLUÇÃO DO MESMO;

9. FAÇA SUA ESTRELA BRILHAR. TODO TRABALHO OU PROJETO DESENVOLVIDO POR VOCÊ DEVE SER LEVADO AO CONHECIMENTO DE SEU SUPERIOR HIERÁRQUICO. DIVULGUE SEU TRABALHO, SUAS REALIZAÇÕES. SE VOCÊ NÃO DIVULGAR QUEM IRÁ FAZÊ-LO? FAÇA SUA ESTRELA BRILHAR.



 10.  NUNCA FIQUE DESOCUPADO. PROCURE SEMPRE ESTAR ENVOLVIDO EM ALGUMA TAREFA MESMO QUE NÃO SEJA ESTRITAMENTE DE SUA COMPETÊNCIA.

11.  NUNCA DEIXE NENHUMA CARTA OU PEDIDO SEM RESPOSTA MESMO QUE SEJA NEGATIVA. DÊ UM RETORNO DE TUDO QUE FOR RELEVANTE.


12.  SEJA HUMILDE. RECONHEÇA SEUS ERROS. NÃO TERCEIRIZE A CULPA. SE VOCÊ ERROU NÃO FIQUE SE MARTIRIZANDO COM O ERRO. APRENDA COM ELES, MAS NÃO SE ACOMODE. DESCUBRA A CAUSA DO SEU ERRO E ELIMINE-A;


13.  SEJA UM PERITO, UM ESPECIALISTA NAQUILO QUE VOCÊ FAZ. DOMINE SUA MATÉRIA. FALE COM CONVICÇÃO SOBRE O SEU TRABALHO;

14.  NÃO CONFIE NA MEMÓRIA. FAÇA ANOTAÇÕES;

15. APRENDA INFORMÁTICA. QUEM NÃO SE INTEGRAR COM O COMPUTADOR ESTARÁ FORA DO MERCADO DE TRABALHO;

16.  SEJA UMA PESSOA ORGANIZADA: COM SEU TEMPO, SUAS TAREFAS, SEUS PAPÉIS ETC.

17.  NÃO PROMETA O QUE VOCÊ NÃO PODE CUMPRIR. NÃO CRIE FALSAS EXPECTATIVAS PARA OS OUTROS;

18.  SEJA UMA PESSOA CORTÊS. OFEREÇA AJUDA.

19.  SORRIA SEMPRE. UM SORRISO SEMPRE FAZ BEM. PARA QUEM RECEBE E PARA QUEM OFERECE TAMBÉM. MAS, LEMBRE-SE: O SORRISO NÃO DEVE SER DO TIPO PLÁSTICO, ARTIFICIAL E FALSO, MAS SINCERO)

20.  COLOQUE DEUS NA FRENTE DE SEU TRABALHO. ORE ANTES, DURANTE E DEPOIS DE SEU TRABALHO. LEMBRE-SE DA ADVERTÊNCIA DO MESTRE JESUS: “SEM MIM NADA PODEIS FAZER…” CONVIDE-O PARA SER SEU PARCEIRO DE TRABALHO.



Dr. José Wellington Fagundes Marins,  Pastor da Igreja Assembleia de Deus Betel,  Casado, pai de 2 filhos graduado  pela Faculdade Brasileira de Ciências Jurídicas,  com curso de pós graduação pela FEMPERJ –  Fundação Escola do Ministério Público – RJ.
Dr. José Wellington Fagundes Marins,
Casado, pai de 2 filhos graduado
pela Faculdade Brasileira de Ciências Jurídicas,
com curso de pós graduação pela FEMPERJ –
Fundação Escola do Ministério Público – RJ.




sábado, junho 25, 2016

O FUTURO DA CRIAÇÃO


Departamento de Educação Cristã
Pastora, Maria Valda 
26 de junho de 2016


Lição 13

O FUTURO DA CRIAÇÃO
 Leitura Bíblica em Classe:
Isaías 65. 17 - 25


TEXTO ÁUREO

“E vi um novo céu e uma nova terra, porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe”.
 (Apocalipse 21, 1a)



Objetivos:

§    Compreender que, assim como o ser humano necessita ser redimido de seu pecado, os demais elementos da Natureza, que sofrem as consequências da Queda, necessitam de redenção também;

§    Entender que o desenvolvimento de regras e atividades conscientes, que visem a preservação do ecossistema, torna-se imperativo na pós-modernidade como ferramenta essencial à mordomia cristã;

§    Saber que, na consumação dos séculos, quando todas as coisas forem redimidas em Cristo, passaremos a viver em uma nova terra.



PALAVRA INTRODUTÓRIA: -

§    A Bíblia revela que o ser humano foi criado à imagem e semelhança de Deus para glorificá-Lo e para cuidar da Criação. O Senhor determinou que Adão e Eva se multiplicasse, enchessem a terra, dominassem sobre todos os animais (Gn 1. 28) e cultivassem o Éden (Gn 2. 15); mas além disso, também ordenou que não comessem da árvore do conhecimento do bem e do mal, pois, no dia em que dela comessem, certamente morreriam (Gn 2. 16, 17).


§    O primeiro casal, dando ouvidos à voz do inimigo, sob a forma de uma serpente, desobedeceu à ordem expressa de Deus (Gn 3. 1 -7); o pecado de Adão e a consequente queda da Primeira Aliança (Aliança Edênica) estabelecida no Éden trouxeram consequências devastadoras não apenas para a raça humana, mas para toda a Criação. (Gn 3. 1 7 – 19). A ordem benéfica, santa e perfeita que fazia com que os poderes dos céus e da terra permanecessem bons (Gn 1. 10, 12, 18, 21, 25, 31) foi estruturalmente abalada, de modo que, após a Queda, o mundo e tudo o que nele há tem enfrentado contínua degradação (Rm 8. 22).

§    Assim como Deus interfere na História, estabelecendo com os homens alianças com objetivo de salvá-los, Ele também deseja a redenção e a libertação de toda a Criação.

§    Nesta oportunidade, será possível compreender que os pactos de Deus não se restringem ao ser humano somente, mas estendem-se a todo o Universo.


I.         OS PACTOS DE DEUS E A CRIAÇÃO

Desde a gênese do Universo, o Eterno revela que já estreita relação entre Criação e Salvação: Observe que, nos pactos bíblicos, a Natureza é um importante personagem-agente que, de um modo ou de outro, inter-relaciona-se com o homem.

§    Aliança Edênica – O homem foi feito a partir do barro (Gn 2. 7), para cuidar de um jardim (Gn 2. 15) e para servir-se dos produtos da natureza e de outras criaturas (Gn 1. 29, 30; 2. 16).

§  Aliança Adâmica – A Natureza, cumprindo os desígnios divinos, passa a sofrer as consequências da Queda (Gn 3. 17, 18).

§    Aliança Noética -   Deus estabelece um pacto com Noé, seus descendentes e os animais: Ele não voltaria a destruir a Natureza por meio das águas de um dilúvio. Sua Criação não mais seria exterminada em consequência do pecado humano (Gn 9. 9 – 12).

§    Aliança Abraâmica – Infere-se que a benção de Deus sobre todas as famílias da terra estender-se-ia, também, a toda a Criação (Gn 12. 3; Rm 8. 19 – 21).

§   Aliança Mosaica – Na Torah, diversos trechos versam sobre os cuidados com a terra. Há também disposições relacionadas à preservação da fauna (Dt 22. 6, 7, 10) e da flora (Dt 20. 19, 20; 22. 9). A Lei Mosaica evidencia que nenhum elemento da Natureza pertence aos homens, mas, sim, a Deus (Dt 10. 14).

§    Aliança Davídica – O grande rei israelita entendia que a Criação é obra de Deus, que o louva e obedece (Sl 19. 1- 6), a despeito do pecado humano.

§  Nova Aliança – A Criação será finalmente redimida; homens e animais viverão em paz, conforme era no começo (Is 11. 6 -9; 65. 25).


1.1.     A Criação necessita ser Redimida


§    Adão levou a velha criação à ruína, da qual ele era senhor e cabeça. Cristo levará à unidade moral com Deus, e à vida eterna, toda a nova criação da qual Ele é o Senhor e Cabeça (Ef 1. 22 – 23). Até mesmo a criação animal e material, amaldiçoada por causa do homem (Gn 3. 17), será libertada por Cristo (Is 11. 6 – 9).

§    Paulo fala de três gemidos diferentes: o da Criação (v.22), o dos crentes (v. 23), e o do Espírito Santo (v. 26). A “Criação”, (isto é, a Natureza animada e inanimada) tornou-se sujeita ao sofrimento e às catástrofes físicas, por causa do pecado humano (v. 20). Deus, portanto, determinou que a própria Natureza será redimida e recriada.

§  Haverá Novo Céu e Nova Terra; uma restauração de todas as coisas, segundo a vontade de Deus (Ap 21. 1, 5), quando, então, os fiéis servos de Deus receberão sua plena herança (Rm 8. 14, 23). É a Sétima Metamorfose da Terra. (Ap 21. 2 - 8).


1.2.     O grande paradigma Moderno

As culturas de todo o mundo – incluindo as judaico-cristãs – respeitavam a Natureza e tinham-na em alta estima; porém, a partir da Revolução Industrial - (Séculos 18 e 19), esta visão foi transformada pelos interesses egoístas e mudou:  o homem passou a enxergar nela um meio de enriquecimento e de hegemonia bélica (para vencer os seus inimigos, muitos países passaram a produzir armas e tecnologia em larga escala).

§    Como cristãos, não podemos nos esquecer de que grande parte dos problemas climáticos e sociais observados na modernidade deve-se à obsessão e à ganancia humanas. O Brasil, especialmente, antes de crescer, precisa refletir sobre as consequências do desenvolvimentismo, pois, a mentalidade psicopatológica vigente, se não interrompida, levar-nos-á ao caos.

1.2.1.    Uma reflexão sobre o Capitalismo (capitalismo econ sistema econômico baseado na legitimidade dos bens privados e na irrestrita liberdade de comércio e indústria, com o principal objetivo de adquirir lucro).


Não se trata de demonizar o capitalismo hodierno, que visa ao consumo desenfreado como forma de autos sustentação. Contudo, precisamos, como filhos de Deus, refletir sobre o fato de que o crescimento econômico aqualquer custo exige, muitas vezes, a extração predatória dos recursos primários da Natureza; e esta realidade abre as portas para um caminho sem volta.

§   Precisamos conscientizar-nos de que o antropocentrismo, definitivamente, cerra as portas para a sustentabilidade.


II.      DOUTRINA DA MORDOMIA DA CRIAÇÃO


Deus colocou-nos mordomos de Sua Criação (Gn 2. 15); deste modo, todo o cristão tem o dever de cuidar e proteger a Natureza. Na Teologia, essa obrigação recebe o nome de Doutrina da Mordomia da Criação.

Não fomos postos neste planeta como proprietários dele, mas como seus serviçais: apesar de podermos usufruir de seus bens, temos a obrigação de guardá-lo e de fazê-lo prosperar.


2.1.     A relação que Deus estabelece com a Terra e a Natureza


O Espírito do Senhor dá a vida (Jó 33.4); é Ele quem sustenta o Universo pela palavra do Seu poder (Hb 1.3). Cada ser vivente, cada corpo celeste é amparado por Sua forte mão (Is 45. 5; Jó 37 – 40) e Seus olhos estão em todo lugar (Pv 15. 3); observando todo o mal que o homem faz às Suas obras. Foi Deus quem criou a Terra, não o homem (Gn 1.1). A Criação inanimada dá testemunho da soberania, do poder e do cuidado amoroso de Deus (Leão, 39. 39, 40; corvo, 38. 41; cabra montês, 39. 1 – 4; jumento selvagem, v. 5 – 8; boi selvagem, v. 9 – 12; avestruz, v. 13 – 18; cavalo, v. 19 – 25;falcão, v. 26, águia, v. 27 – 30). A Criação inanimada dá testemunho da soberania e do poder de Deus (terra, v. 4 – 7, 18;mar, v. 8 – 11, 16; sol, v. 12 – 15; mundo do além, v. 17; luz trevas, v. 19, 20; clima, v. 22 – 30, 34 – 38; constelações, v. 31 – 33).   


2.2.     A relação que o homem deve estabelecer com a Terra e a Natureza

A Terra e os seres que nela habitam foram chamados à existência antes do homem. Ainda que tenhamos recebido a incumbência de lavrá-la e cultivá-la (Gn 2. 15), nossa forma de subsistência provém dela (Gn 1. 29, 30).


III.       O FUTURO DA CRIAÇÃO

Mas, o que acontecerá à Natureza se a destruição observada nos dias atuais não for interrompida?

O quadro global desenhado pela comunidade científica é de total desespero; no entanto, assim como em todos os pactos estabelecidos no transcurso da história da salvação, Deus reserva algo especial para a Natureza no dia da redenção de todas as coisas. (Rm 8. 19 – 21).

3.1.     A recriação redentora de Deus

O pecado deu oportunidade ao homem de fazer o mal e de ser tomado por ele, e essa condição é observada também no restante da Criação (Gn 3. 17b, 18; Rm 8. 22). O profeta Isaías, no entanto, faz-nos saber que há uma promessa para a Natureza tão bela quanto a promessa de redenção humana: o Autor da vida criará novos céus e nova terra (Is 65. 17 - 25).

Na consumação dos séculos, quando todas as coisas forem redimidas em Cristo, passaremos a viver em uma nova terra, juntamente com Ele. Nessa nova Criação, toda Sua glória será estabelecida; essa é a promessa do Apocalipse (Caps. 21; 22)


3.2.     Quatro coisas serão feitas nos Novos Céus e a Nova Terra:


3.2.1.             Deus destruirá a terra atual, (Sl 102. 25, 26; Is 34. 4; 51. 6; Ag 2. 6; Hb 12. 26 – 28; 2 Pe 3. 7, 10, 12);

3.2.2.             Deus criará novos céus e nova terra, (Is 51. 6; 65. 17; 66.22; Rm 8. 19 – 21; 2 Pe 3. 10 – 13; AP 21. 1 – 22 – 22. 6).

3.2.3.             Deus removerá todos os efeitos do pecado, (2 Pe 3. 13; Ap 21. 4; 22. 3, 15; Ap 21. 1 – 3);

3.2.4.             A nova terra se tornará o quartel-geral de Deus, (Ap 21. 1 – 13).


3.3.         Esta expressão, Novos Céus e Uma Nova Terra, só é encontrada quatro vezes as Escrituras, sendo usada duas vezes por Isaías (66. 17; 66. 22 – 24), uma vez por Pedro (2 Pe 3. 10 – 13) e uma vez por João (Ap 21. 1 – 22. 5). Fazer novos os céus e a terra é algo que se dará no fim do Milênio depois que toda a rebelião cessar na terra, todos os inimigos forem destruídos e Deus tiver se tornado tudo em todos novamente, como era antes do início da rebelião (Rm 8. 18 – 25; I Co 15. 24 – 28; Ef 1. 10; 2 Pe 3. 10 - 13; Ap 21 -  22).


Conclusão: - Por fim, não nos esqueçamos de que, por sermos mordomos, um dia, prestaremos conta de tudo quanto fizemos e deixamos de fazer; e isto inclui nossos atos relativos à Criação. Vamos reassumir nosso papel de administradores daquilo que Ele chamou à existência por graça e compaixão.


                                   Lição Elaborada por,
                                                                            Pastora, Maria Valda

                                                                                     ADMEP

Pastora, Maria Valda
Professora