sábado, abril 06, 2013

DÍZIMO É UMA OBRIGAÇÃO, UM ATO DE AMOR OU AMBAS AS COISAS?






Antes de qualquer consideração sobre a contribuição financeira para a obra de Deus, é importante ter em mente que quaisquer ofertas, dízimos ou outro tipo de contribuição devem ter como motivação o amor, e não a barganha. Muitos, geralmente com más intenções, têm coagido o povo de Deus a dar o que têm e o que não têm, mediante chantagem emocional.


Ofertar livremente ou contribuir com o dízimo (10% dos rendimentos) são práticas cristãs históricas, ligadas a mandamentos e a princípios contidos nos dois Testamentos (Ml 3.8-10; Mt 23.23; 2 Co 9.6-15). Mas elas são também voluntárias, e não compulsórias. Deus, como Supremo Arquiteto, criou o Tabernáculo, mas a obra-prima para as suas formação e feitura estava com o povo. Moisés não precisou propor desafios de semeadura, pois “veio todo homem, a quem o seu coração moveu, e todo aquele cujo espírito voluntariamente o impeliu, e trouxeram a oferta alçada ao SENHOR” (Êx 35.21).


Tudo o que temos, nesta vida, pertence ao Senhor (1 Co 4.7; Tg 1.17; Sl 24.1; Êx 13.2), inclusive o dinheiro (Ag 2.8,9). A Ele pertence não apenas 10% do que possuímos, e sim tudo (100%). Nesse caso, o Senhor permite que nós administremos o que nos tem dado, como bons despenseiros ou mordomos (1 Co 4.1; 6.19,20). E devemos destinar uma parte de nossa renda à sua obra. Uns dão mais, outros menos, conforme cada um se move, voluntariamente, “segundo propôs no seu coração” (2 Co 9.7).


Conquanto não devamos contribuir por obrigação, e sim espontaneamente (Êx 25.2; Ml 3.8-10), isso não quer dizer que tenhamos o direito de não contribuir com dízimos e ofertas para a obra do Senhor. A motivação da evangelização, por exemplo, deve ser o amor (Rm 10.1; Jd v.23). Ao mesmo tempo, ela é uma obrigação dos cristãos (1 Co 9.16; Ez 33.8). Quanto ao dízimo — que não é uma prática restrita ao Antigo Testamento, como muitos pensam —, deve ser entregue, a priori, por amor, em retribuição a tudo que temos recebido do Senhor. Mas temos, também, a obrigação, o dever, de contribuir para a obra do Senhor.


Alguns oponentes do dízimo alegam que ele se refere exclusivamente a Israel, haja vista o sustento aos levitas, que serviam no Templo. Segundo os tais, com a inauguração da Nova Aliança, depois do brado na cruz (Jo 19.30), o dízimo teria sido anulado juntamente com a lei mosaica (Hb 9.16,17). Ora, assim como no Templo, na Antiga Aliança, os levitas precisavam do dízimo e das ofertas alçadas para manterem o lugar de culto ao Senhor, os templos de hoje (e a obra de Deus, de maneira geral), a exemplo daquele, precisam de recursos para a sua manutenção.


De acordo com as Lições Bíblicas (CPAD) do próximo domingo, “Os que supõem estar a prática do dízimo restrita ao Antigo Testamento precisam entender que a natureza e os fundamentos do culto não mudaram. [...] O dízimo levítico pertencia à ordem de Arão, que era transitória. Todavia, o dízimo cristão pertence à ordem de Melquisedeque [...] Paulo faz referência ao dízimo levítico para extrair dele o princípio de que o obreiro é digno do seu salário (1 Co 9.9-14. Lv 6.16,26; Dt 18.1). Se o apóstolo não reconhecesse a legitimidade da prática do dízimo, jamais teria usado esses textos do Antigo Testamento”.


O Senhor Jesus inaugurou o tempo da graça (Jo 1.17), mas isso não significa que Ele “jogou fora” ou aboliu tudo o que foi dado a Moisés, nos tempos veterotestamentários. A obra vicária do Senhor foi eficaz no que tange a não mais dependermos da lei mosaica quanto à salvação da nossa alma, a qual se dá mediante a graça de Deus, pela fé (Ef 2.8-10; Tt 2.11). Entretanto, boa parte dos mandamentos dados a Moisés são atemporais e aplicam-se à Igreja do Senhor (cf. Mt 5-7).


Muitos defendem a total anulação do dízimo no tempo da graça, alegando que estamos libertos da lei mosaica. Mas quais são as implicações de sua observância quanto à salvação pela graça de Deus? É pecaminoso contribuir com 10% dos rendimentos para a obra do Senhor? O ato de entregar o dízimo na igreja local implica crer que a salvação é pelas obras, e não pela graça? É óbvio que não!


Outros alegam que o Novo Testamente fala muito pouco — quase nada — acerca do dízimo. De fato, não há muita ênfase direta ao dízimo nas páginas neotestamentárias. Por outro lado, não existe uma passagem sequer desaprovando essa forma de contribuição. Mas observe que o Senhor Jesus referiu-se ao dízimo como sendo um dever, ao dizer aos fariseus: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer essas coisas e não omitir aquelas” (Mt 23.23).


O que está registrado em Mateus 23.23 já seria suficiente para nos fazer crer que a prática do dízimo é neotestamentária, apesar de os seus destinatários terem sido os fariseus. A passagem de Mateus 23.13-33 também apresenta princípios e mandamentos universais, aplicáveis à igreja hodierna. Por exemplo, no versículo 28 está escrito: “exteriormente pareceis justos aos homens, mas interiormente estais cheios de hipocrisia e iniquidade”. Não temos aqui o ensinamento de que não devemos ser hipócritas? Essa verdade aplica-se a todos.


Indubitavelmente, ao lermos Mateus 23.23, estamos diante de uma grande verdade para os dias atuais. Qual? A verdade de que devemos, ao contrário dos fariseus, ser justos, misericordiosos, bem como ter fé e contribuir para a obra de Deus, em retribuição a tudo que dEle temos recebido. Nesse caso, o dízimo, que é uma instituição para manutenção da obra de Deus, pode sim ser baseado na passagem em apreço e em outras correlatas (Hb 7.1-10 com Rm 4.11,12,16; Gl 3.9; Jo 8.39), inclusive as que não contenham, propriamente, a palavra “dízimo” (cf. At 4.32; 2 Co 8.1-9; 9.6ss; Fp 4.10-19).


Muitos argumentam que Jesus falou do dízimo antes da inauguração da Igreja e que os apóstolos nada falaram acerca dessa prática. Ora, há muitos mandamentos da parte de nosso Senhor que foram transmitidos antes de a Igreja ter sido inaugurada no dia de Pentecostes. Ou abriremos mão das grandes verdades contidas em passagens como Mateus 5 a 9 e João 14 a 17, em razão de o Senhor as ter apresentado antes de sua obra expiatória? Se não podemos receber como verdade neotestamentária o que o Senhor disse antes de a Igreja ter sido inaugurada (At 2), isto é, antes de sua morte e ressurreição, em quê a igreja de Atos dos Apóstolos baseava os seus ensinamentos?


O fato de um crente ser dizimista, em gratidão a Deus e pensando no bem da sua obra, não deve, de modo algum, ser confundido com a prática da barganha. Contribuir para a obra do Senhor não é buscar riquezas nem deixar de se acomodar às coisas humildes. Mas o Senhor, sem dúvida, abençoa a quem contribui generosamente para a sua obra (2 Co 9.6-15; Ml 3.8-10). E isso não deve ser confundido com a barganha da teologia da prosperidade, condenada pelas Escrituras (2 Pe 2.3; 2 Co 2.17).


No Novo Testamento, vemos que o princípio veterotestamentário de que o trabalhador é digno de seu alimento (ou salário) é aplicado aos servos do Senhor (Mt 10.10; Lc 10.7; 1 Co 9.7-14; 1 Tm 5.17,18). Por quê? Porque a graça não anula todos os princípios e mandamentos divinos contidos na lei mosaica. E o dízimo pode, perfeitamente, ser visto como uma prática atemporal, que visa à manutenção da obra de Deus pelos seus servos. Uma análise do assunto, sem preconceito, não deixa dúvidas quanto à atemporalidade do dízimo, que antecede o período da lei mosaica (Gn 14.20) e é mencionado no Novo Testamento, direta e indiretamente (Mt 23.23; Lc 11.42; Hb 7.4-10).


Graças a Deus, nem todos os crentes foram influenciados pela perigosa conduta de demonizar o dízimo, atrelando-o à tentativa de salvar-se pelas obras da lei. Caso contrário, algumas igrejas já teriam fechado as portas, haja vista ser tal prática necessária para a manutenção da obra do Senhor na terra, assim como o era nos tempos do Antigo Testamento (Ml 3.10).


Em Cristo,


Ciro Sanches Zibordi

sexta-feira, abril 05, 2013

SOU CATÓLICO ATÉ A MORTE - IMPERDÍVEL, AINDA HÁ VAGAS





Saudações no precioso e poderoso nome do Senhor Jesus,

CRIM – Conselho Regional Interdenominacional de Ministros Evangélicos do Rio de Janeiropromove no próximo sábado, dia 06 de abril o Seminário de Evangelização “Sou Católico até a Morte” ministrado pelo irmão Mauri Filho (veja cartazes anexo), com o objetivo de prepará-lo para o evangelismo junto aos católicos, porque a hora é essa! 

Não perca esta  grande e única oportunidade de saber como compartilhar as boas novas com os católicos. Há alguns "segredinhos" que todos precisamos aprender!  E nada melhor do que aprender com quem sabe e tem experiência!

Se você ainda não fez sua inscrição, HOJE É A VESPERA. É UM CURSO IMPORTANTÍSSIMO!

O valor é de R$ 40,00 (com o kit do material). 



Mensagem encaminhada por Wanderley Pinheiro de Almeida
Wanderley Pinheiro de Almeida
Missionário de Jesus Cristo
Coordenador do Projeto Boas Novas
Anunciando Jesus até que Ele venha
Tels: 21.7120-6843 (vivo) / 8014-0108 (tim) / 8797-4272 (oi) / 9352-5063 (claro)
ORKUT / FACEBOOK / SKYPE: wanderley boasnovas


QUEIMADOS EM PRAÇA PUBLICA POR SEREM PEGOS LENDO A BÍBLIA!






O cristianismo está perto da extinção no Oriente Médio devido às perseguições religiosas. A afirmação faz parte do relatório de um estudo divulgado em dezembro de 2012 pela Universidade de Oxford (Inglaterra) e publicado no jornal britânico The Thelegraph.

Segundo o estudo, conduzido pelo professor Rupert Shortt, “os cristãos são o grupo religioso mais perseguido do mundo”. Concluiu-se também que a maior ameaça aos cristãos em países do Oriente Médio vem justamente dos muçulmanos; e que muitas vezes a mídia mundial não faz a devida cobertura do assunto por medo de ser taxada de preconceituosa ao atacar grupos islâmicos.

Shortt explica que aproximadamente 200 milhões de cristãos em todo o mundo sofrem com
“perseguição, opressão ou prejuízo social devido à sua fé”. Menciona ainda que, nos países onde casos de perseguição aos cristãos são rotineiros, muitos políticos fazem vista grossa para a questão: “Expor e combater o problema, em minha opinião, deveria ser prioridade política em muitos lugares do mundo. Como este não é o caso, a situação nos diz muito sobre uma hierarquia questionável”, afirmou.

O estudo cita ainda que a “cristofobia” – termo que intitula o relatório – é resultado do medo que os governos orientais têm em relação à religião cristã. Shortt afirma que muitos governantes veem o cristianismo como uma ameaça a seus governos. A recente divulgação de um documento do governo chinês, que classifica o cristianismo como uma “doença”, reforça a tese.

Fonte: Facebook 

segunda-feira, abril 01, 2013

FIÉIS NÃO LÊ A BÍBLIA


A MAIORIA DOS FIÉIS NÃO LÊ A BÍBLIA DIARIAMENTE, AFIRMA ESTUDO


A maioria dos fiéis não lê a Bíblia diariamente, afirma estudo
A maioria dos fiéis não lê a Bíblia diariamente, afirma estudo.


Enquanto a maioria dos fiéis o desejo de honrar a Cristo com suas vidas, um estudo recente descobriu que poucos realmente se dedicam à leitura e estudo pessoal das Escrituras.


“Leitura da Bíblia” é um dos oito atributos do discipulado investigado no estudo “Discipulado Transformador” realizado pelo Instituto LifeWay Research. A avaliação proposta visa medir o crescimento espiritual de um indivíduo em cada uma dessas áreas de desenvolvimento. A pesquisa constatou que 90% dos fiéis afirma que desejam “agradar e honrar a Jesus em tudo o que faço”, e 59 % concordam com a declaração: “Durante o dia eu penso em algum momento sobre as verdades bíblicas.”

Embora a maioria concorde com ambas às declarações, existe uma diferença significativa na intensidade disso. Quase dois terços dos fiéis (64 %) concordam fortemente com a primeira afirmação, mas apenas 20 % concordam com a segunda. No entanto, quando perguntado quantas vezes lê a Bíblia pessoalmente (não durante um culto):

·         19 % responderam “todos os dias.”

·         26 % dizem que fazem isso “algumas vezes por semana”

·         14 % dizem que leem a Bíblia “uma vez por semana”

·         22 % dizem que “uma vez por mês” ou “algumas vezes um mês”

·         18 % dizem que “raramente/nunca”

O pastor Ed Stetzer, presidente da LifeWay Research afirmou: “A leitura da Bíblia causa impacto em praticamente todas as áreas de crescimento espiritual. Você pode seguir a Cristo e ver o cristianismo como fonte da verdade, mas se essa verdade não permeiam seus pensamentos, aspirações e ações, você não está totalmente envolvido com a verdade. A Palavra de Deus é a verdade, por isso ler e estudar a Bíblia ainda são as atividades que têm o maior impacto sobre a maturidade espiritual. Você simplesmente não vai crescer na fé se não conhecer a Deus e passar tempo com a Sua Palavra”.

A pesquisa também revela seis ações que impactam positivamente a fé dos cristãos:

1.    Confessar que tem falhado e pedir perdão a Deus.

2.    Acreditar em Jesus Cristo como o único caminho para o céu

3.    Tomar a decisão de obedecer ou seguir a Deus com a consciência de que essa escolha pode ser dolorosa. Sessenta e três por cento dos entrevistados dizem ter feito isso pelo menos uma vez nos últimos seis meses.

4.    Orar pela salvação das pessoas que eles conhecem e que ainda não são cristãos.

5.    Ler algum livro que contribua para seu crescimento espiritual. Sessenta e um por cento dos fiéis dizem ter feito isso no último ano.

6.    Ser discipulado individualmente por um cristão mais maduro espiritualmente. Menos da metade dos fiéis (47 %) dizem que foram discipulados assim.

O pastor Stetzer entende que quase todos os fiéis querem honrar a Deus, porém mais de um terço indicam que essa obediência não ocorre quando existe um preço a pagar. Essas descobertas sobre a leitura da Bíblia ou falta desse hábito são parte do maior estudo sobre discipulado dos últimos tempos. Os resultados dessa extensa pesquisa sobre a maturidade espiritual continuarão a ser publicados ao longo dos próximos meses.

O objetivo da LifeWay Research com essas entrevistas entre pastores, igrejas e indivíduos visando medir a maturidade espiritual através de um questionário online é preparar material de estudo que supra as carências detectadas nessas entrevistas. Foram preenchidas 2.930 avaliações por cristãos que frequentam regularmente uma igreja evangélica.


Traduzido e adaptado de Baptist Press
Fonte: http://www.ofuxicogospel.com

domingo, março 31, 2013

''FARSA'' PASTOR JOTINHA É DESMASCARADO



Por meio da verdadeira história dos hinos, cujo texto está publicado no Blog Movimento Pentecostal, e do resultado de uma investigação feita por várias pessoas, entre elas pastores, confirma-se que Jotinha e suas histórias podem se constituir numa farsa.


Na investigação verificou-se que os números do RG e CPF que constam na ficha cadastral do senhor José Rodrigues (Jotinha) na CGADB, sob o Nº 43.610, são os mesmos de José Rodrigues Ferreira cujos dados pessoais são os seguintes: nascido em 22 de junho de 1935, na cidade de São Gonçalo, no Estado do Rio de Janeiro, filho de Pedro Vicente Ferreira e Idalina Rodrigues Ferreira, divorciado em 1987 de Esmeralda da Silva Ferreira, cujo casamento aconteceu em 30/12/1961.






Conclui-se, então, que:


- José Rodrigues (Jotinha) é, na verdade, o senhor José Rodrigues Ferreira.

- José Rodrigues (Jotinha) não nasceu em Israel e nem é filho de judeus. Ele nasceu no Estado do Rio de Janeiro e seus pais são brasileiros.


- José Rodrigues (Jotinha) nasceu em 1935 e tem, portanto, 76 anos.


- José Rodrigues (Jotinha) não pode ter convivido com Gunnar Vingren, porque este morreu em 1933 na Suécia antes de Jotinha ter nascido. Com Daniel Berg, muitos irmãos antigos conviveram com ele porque este viveu no Brasil até 1962.

- José Rodrigues (Jotinha) não teve o tal encontro com a irmã Frida Vingren sobre o hino 126, embaixo de um pé de pitomba, porque Frida e Gunnar Vingren retornaram para a Suécia em 1932 (antes de Jotinha nascer) e nunca mais voltaram (Gunnar morreu em 1933 e Frida em 1940).

- José Rodrigues (Jotinha), diferentemente do que ele afirma, já foi casado e divorciou-se.

Obviamente, José Rodrigues (Jotinha) não poderia sequer ter menção nas comemorações do Centenário das Assembleias de Deus por apresentar uma história que já há algum tempo, pelos motivos expostos acima, tem-se evidenciado não ser verdadeira.



HISTÓRIA ORIGINAL DOS HINOS: 1, 5, 8, 84, 96, e 187.


Tendo em vista o crescente número de telefonemas, e-mails e contatos pessoais, nos últimos meses, solicitando-me confirmação da veracidade histórica das afirmações do Sr. José Rodrigues, conhecido como Pastor Jotinha (1), "nascido em 1910", vivendo atualmente no Estado do Espírito Santo, de que são de sua autoria os seguintes hinos da Harpa Cristã: “Chuvas de Graça” (Nº 1), “Ó Desce, Fogo Santo” (Nº 5), “Cristo, o Fiel Amigo” (Nº 8), “O Grande ‘Eu Sou’” (Nº 84), “Deixa Penetrar a Luz” (Nº 96) e “Mais Perto, Meu Deus, de Ti!” (Nº 187), apresento abaixo as seguintes informações históricas colhidas por mim até este momento como pesquisador da história das Assembleias de Deus há 28 anos e como autor do Dicionário do Movimento Pentecostal e 100 mulheres que fizeram a história das Assembleias de Deus no Brasil (CPAD). (OBS.: Um resumo deste documento foi publicado no jornal Mensageiro da Paz em fevereiro de 2009.)...


Informações Gerais

1. Nenhum dos seis hinos acima constou entre os 44 hinos do Cantor Pentecostal publicado em 1921 e usado pela Assembleia de Deus de Belém (PA), antes do lançamento da 1ª edição da Harpa Cristã. 

2. Nenhum dos seis hinos acima constou entre 220 hinos do pequeno hinário Saltério Pentecostal, publicado em junho de 1931 por Gunnar Vingren, no Rio de Janeiro, para suprir uma carência de exemplares da Harpa Cristã.

3. Na 2ª edição da Harpa Cristã, publicada em 1923 e também na 4ª edição de 1932, somente cinco desses seis hinos acima referidos podiam ser encontrados entre os seus 300 hinos. O “Chuvas de Graça” é o Nº 11; o “Cristo, o Fiel Amigo” é o Nº 20 com o título “Só Jesus”; o “Ó Desce, Fogo Santo” é o Nº 21 com o título “Consagração”; o “O Grande ‘Eu Sou’ ” é o Nº 22 com o título “Victoria do Crente”; e o “Deixa Penetrar a Luz” é o Nº 43 com o título “A Luz de Deus”. Em todos eles aparecem a sigla J.R. (José Rodrigues) como o autor das letras em português para a Harpa Cristã. O hino Nº 187, “Mais Perto, Meu Deus, de Ti!” não consta nas edições da Harpa Cristã acima referida.





 Nº 1, “Chuvas de Graça”


O hino Nº 1, “Chuvas de Graça”, foi escrito originalmente em inglês pelo norte-americano Daniel Webster Whittle (D.W.W.) em 1883, sob o título “There Shall be Showers of Blessing”, sua música é de James McGranahan (J.M.) e foi publicado no hinário Gospel Hymns sob o



Nº 4. Na América ficou conhecido apenas como “Showers of Blessing”. Foi traduzido para o português em 1890, por Salomão Luiz Ginsburg ao chegar ao Brasil como missionário. Em 1923, constava no hinário da Igreja Evangélica Congregacional, Salmos e Hinos, 4ª edição, sob o N° 331. 

Nº 5, “Ó Desce, Fogo Santo”

O hino Nº 5, “Ó Desce, Fogo Santo” foi originalmente escrito pelos norte-americanos Mrs. James, sob o título “My All Is On The Altar” e a música foi dada pela pianista metodista Phoebe Palmer Knapp (1839-1908). Consta no hinário Redemption Songs, sob o Nº 609. Foi incluído na 2ª edição (1889) do hinário da Igreja Evangélica Congregacional, Salmos e Hinos, sob o título “Consagração Pessoal” (Nº 332, antigo Nº 232) com tradução para o português de João Gomes da Rocha, em 1888. 

N° 8, “Cristo, o Fiel Amigo”

O hino N° 8, “Cristo, o Fiel Amigo”, foi escrito originalmente em inglês pelo norte-americano Johnson Oatman Junior (J.O.Jr.) em 1895, sob o título “There’s not a friend like the lowly Jesus”, que foi musicado por George C. Hugg (G.C.H.). Em 1923 este hino podia ser encontrado no hinário Sacred Songs e Solos sob o N° 904. A primeira versão em português foi feita pelo missionário batista Albert Lafayette Dunstan (1869-1937) e foi publicada no hinário batistaCantor Cristão sob o título “Amigo Incomparável” (Nº 81). O mesmo original americano foi traduzido para o sueco e incluído no Segertoner de 1929 sob o título Ingen lik Jesus (Ninguém como Jesus) (Nº 68). Foi feita uma versão para cantá-lo nas Assembleias de Deus com o título “Só Jesus”.


N° 84, “O Grande ‘Eu Sou”

O hino N° 84, “O Grande ‘Eu Sou’ ”, foi escrito pelo pastor norte-americano Edgar Page Stites (E.P.S.) em 1876 sob o título “Beulah Land”, inspirado em Isaías 36.17. Sua música é do professor de música presbiteriano John Robson Sweney (J.R.S.). Foi adaptado para o português em 1891 pelo missionário metodista Justus Henry Nelson e, em 1919, constava na 4ª edição do hinário da Igreja Evangélica Congregacional, Salmos e Hinos, sob o N° 401 com o título “Bela Terra”. Na edição atual do Salmos e Hinos é o 585.

N° 96, “Deixa Penetrar a Luz”

O hino N° 96, “Deixa Penetrar a Luz”, foi escrito pela norte-americana Ada Blenkhorn (A.B.) em 1885 sob o título “Let the Sunshine In” e recebeu música por Charles Hutchison Gabriel (C.H.G.). Em 1923 podia ser encontrado no hinário Sacred Songs e Solos sob o N° 795. Consta no hinário da Igreja Evangélica Congregacional, Salmos e Hinos, sob o N° 302, com o título “Deixa o Sol em Ti Nascer” e tradução para o português de Antônio Querino Lomba, em 1900.


Nº 187, “Mais Perto, Meu Deus, de Ti!”

O hino Nº 187, “Mais Perto, Meu Deus, de Ti!”, foi escrito pela norte-americana Sarah Flower Adams (S.F.A.) em 1841 sob o título “Near, My God, to Thee”. A música foi escrita por Lowell Mason em 1856.
Sarah era compositora e, um dia quando estudava a Bíblia, ficou tão impressionada com a história do Gênesis, da visão de Jacó, em Betel, a escada que alcançava o céu, e os anjos que desciam e subiam por ela (Gn 28.10-19).


Sarah legou-nos outros 12 hinos.

Lowell Mason, músico sacro, deixou registrado na história que, em uma noite de 1856, depois de despertar de um sono, com olhos aberto na escuridão, na solidão da sua casa, veio a ele, pela manhã, a melodia para a letra escrita por Sarah Adams. (6)

Sua versão em português foi feita em 1888 pelo Dr. João Gomes da Rocha e foi publicado no hinário da Igreja Evangélica Congregacional, Salmos e Hinos, sob o N° 219, com o título “Mais Perto Quero Estar” (atual Nº 360).
Jotinha afirma no vídeo “Mais Perto Quero Estar” 

Quem é o “José Rodrigues” registrado na Harpa Cristã

Quem é o “José Rodrigues” registrado na Harpa Cristã como o autor das letras dos seis hinos tratados aqui? Para tentar obter a resposta, consultei dois estudiosos da história da Harpa Cristã. Conversei demoradamente sobre este assunto com o maestro e juiz de Direito, Abner Apolinário, da Assembleia de Deus de Recife (PE), profundo conhecedor e amante da Harpa Cristã. Maestro Abner declarou-me que nada conhece a respeito do José Rodrigues da Harpa Cristã e nunca havia ouvido falar do “Pastor Jotinha”. Consultei também o maestro e pastor João Pereira, que trabalhou durante anos chefiando o extinto Setor de Música da CPAD e que também fez parte da Comissão que, de 1979 a1992, revisou e atualizou a Harpa Cristã. A resposta do maestro João Pereira foi a mesma do maestro Abner Apolinário. 

Um dos mais antigos obreiros das Assembleias de Deus, conhecido nacionalmente e ainda bastante lúcido, pastor José Pimentel de Carvalho, presidente da Assembleia de Deus de Curitiba (PR), segundo informou-me o irmão Tadeu Costa (secretário de educação cristã da AD Curitiba), quando consultado recentemente a respeito de José Rodrigues (Pastor Jotinha), disse que não o conhece e nunca ouviu falar sobre ele. (Pastor José Pimentel de Carvalho faleceu em 24 de fevereiro de 2011, aos 95 anos.)

Fiz também contato com Eliézer Cohen, pesquisador e historiador das Assembleias de Deus há mais de 30 anos. Ele, então, informou-me sobre um “José Rodrigues” mencionado em duas edições do extinto jornal Bom Semente, publicado pela Assembleia de Deus de Belém do Pará, de 1919 a 1930, e, em seguida, enviou-me cópias das referidas edições.


Por Israel de Araújo, pastor e escritor. 
Chefe do Centro de Estudos do Movimento Pentecostal (Cemp)

quinta-feira, março 28, 2013

DIACONIA I



Consagração da Pastora Aline [Diácona]

A Miss. Paulina e a Professora Maria Valda [Diáconas}

DIACONIA I

DESAFIOS ATUAIS À DIACONIA

DIACONIA PROFÉTICA: Os profetas do antigo testamento eram, em sua maioria, pessoas incômodas. A sua fala nem sempre, ou quase nunca, agradava as pessoas poderosas, que de certo modo, tinha em suas mãos o destino da humanidade. A função do profeta é, a partir de sua visão de mundo e de ser humano, levantar a sua voz de denúncia e de anúncio.

DIACONIA LIBERTADORA: liberdade e libertação, são termos muito pronunciados em nossa sociedade. Perguntamos: de que, de quem e para quem que precisamos libertar? Toda a diaconia na igreja cristã deve ter um cunho libertador. Libertação através da AÇÃO.

DIACONIA ECOLÓGICA: “... E VIU Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom ...”(Gn. 1:31).

DIACONIA TRANSFORMADORA: A fé cristã tem sua base na TRANSFORMAÇÃO. Transformar pressupõe mudanças.

LIMITAÇÕES DA DIACONIA

A Atuação da diaconia enfrentando o desanimo e a frustração, por encontrar limitações na ação diaconal. Encontramos três razões para persistir na ação diaconal.

A)É DEUS QUEM NOS CONVOCA PARA SERVIR. ELE NOS CAPACITA PARA O SERVIR COM ESPÍRITO DE PODER, DE AMOR E MODERAÇÃO(2Tm.1:7)

B)A DIACONIA NÃO ESTÁ SOZINHA, MAS EM PARCERIA COM MUITOS OUTROS AGENTES DE TRANSFORMAÇÃO. IMPORTANTE É ASSUMIR NOSSA PARCELA DE COMPROMISSO E AÇÃO.

C)A AÇÃO DIACONAL SEMPRE TEM UM VALOR COMO SINAL. SINALIZA A FÉ, O AMOR E A ESPERANÇA CRISTÃ. POR MEIO DE SINAIS, AINDA QUE SEJAM PEQUENOS APARENTEMENTE, O REINO DE DEUS É ANUNCIADO

RECURSOS LIMITADOS: Nessa perspectiva é possível falar honestamente sobre as limitações da diaconia e ainda permanecer animado.

Recursos Humanos:

Recursos Financeiros: 

CRIANDO PRIORIDADES: Para estabelecer prioridades é necessário ter-se um bom planejamento estratégico. A diaconia priorizará aquele que for mais necessitado. Como:

A) A PREOCUPAÇÃO COM O SER HUMANO:

B) PRIORIZANDO O BEM-ESTAR SOCIAL:

C) A DIACONIA DESTACA-SE DA AÇÃO MERAMENTE DE ASSISTENCIA SOCIAL, PELO AGENTE (FÉ-DEUS).

D)TRABALHO DE CONSCIENTIZAÇÃO E PREVENÇÃO: Esta estenderá as mãos cooperativamente a outras iniciativas já exstentes.

DIACONIA E RESPONSABILIDADE PÚBLICA: Vemos na história que o governo assumiu muitas vezes a assistência as pessoas pobres, necessitadas, providenciando recurso. Mas muitas vezes, o governo também passou aos conventos, à Igreja, essa responsabilidade.

Iniciando um bom trabalho Diaconal 

Com tantas necessidades houve e há pessoas que começaram por algum ponto e fizeram algo importante. Os trabalhos iniciados modestamente e que chegaram a milhares de pessoas e continuam atendendo ainda hoje em tantos países do mundo.

A diaconia não tem a responsabilidade de fazer tudo. A diaconia sempre fa´ra um atendimento parcial. Ela procurará trabalhar de mãos dadas com iniciativas existentes exemplo: 

1) trabalhos com anciãos 
2) Com Alcoólatras 
3) Com Aidéticos 
4) Com Crianças de Rua 
5) Com Drogados, etc.

ESPIRITUALIDADE DIACONAL: A palavra Espiritualidade, vem de Espírito. No Hebraico significa “SOPRO”. Espiritualidade é deixar o Espírito soprar, é receber este sopro DIVINO, experimentar uma comunhão muito íntima com DEUS.

DIMENSÃO CONTEMPLATIVA: Inclui a oração, reflexão, mediação, louvor, canto, celebração e culto.

DIMENSÃO DE AÇÃO: é conseqüência da contemplação, da percepção do sopro do Espírito.

LEITURA DIACONAL DA BÍLBIA: a inspiração da ação diaconal encontra-se na Bíblia Sagrada. A importância da Bíblia para a diaconia, porém não pode ser limitada a certos motivos ou temas. Qual seria sua leitura? Exemplos:

1.Método da leitura diaconal: caracteriza-se por duas raízes: A fé Cristã e A Realidade Humana.

2.Temas da leituras diaconal: 

3.Metodologia Diaconal:

4.Formação Diaconal:

5.Formação de Obreiras e Obreiros Diaconais:


Fontes de Consulta:

NETO,Rodolfo Gaede. A Diaconia de Jesus,Editora Paulus,São Paulo/SP.2001.
NORDSTOKKE,Kjell(org),Diaconia: Fé em ação
,Editora Sinodal, São Leopoldo/RS.1995.
Créditos: http://educacaoteologica.blogspot.com.br/

DIACONIA: A SERVIÇO DE DEUS!







Diaconia: A Serviço de Deus Diaconia é sem sombra de dúvida uma palavra que trás consigo um dúbia interpretação, por esta razão, há na igreja contemporânea uma disfunção quanto a sua aplicabilidade correta. Numa visão mais detida Diaconia, deveria ser um estilo de vida calcada na transformação do novo cristão, tomando como linha mestra o próprio Jesus Cristo.

Na visão bíblica diaconia, tem sua atuação através da vocação de todo àquele que se decide por Jesus em sua vida, porque a Igreja de Jesus é chamada e vocacionada por Cristo a ser uma Igreja diaconal.

Para tanto é necessário buscarmos entender o real significado do termo DIAKONIA, na Bíblia especificamente no Novo Testamento. Sua semântica é extremamente rica, no que diz respeito a sua aplicação nos diversos momentos do NT. Diaconia aparece em três formas:

1. Diakoneo: Servir (verbo)

2. Diakonia: serviço (substantivo)

3. Diakono: diácono (substantivo) DIAKONEO verbo Servir Diakoneo significa ser servo, ser assistente, servir, esperar em, ministrar, prestar qualquer tipo de serviço.

(servir) este verbo é utilizado no NT de diferentes maneiras.

A) Na antiga Grécia e Roma, Assinala um serviço público e ou escravo, realizado somente para sobrevivência e manutenção da vida, em Roma havia os restaurantes públicos abertos a toda população e o garçom (Diakono realizava sua ação de Diakonia).

Também retrata os serviços domésticos realizados para preparar refeições aos convidados, e servir às mesas. Em Lc 10: 40 vemos Marta servindo os convidados em sua casa.

B) DIAKONIA serviço (substantivo): refere ao cargo e trabalho de um diakonos. Esta palavra surge no NT 34 vezes. Diakonia, é em suma uma ação integralizadora da igreja onde sua atuação descreve na prática o que o próprio Jesus ensinou em Mc 10:45,

Mas o filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e dar sua vida em resgate de muitos”.

Jesus servo ao homem até sua morte, este exemplo deve ser vivido e praticado pela igreja como agencia permanente de ações pacificadoras, não excludente e sim inclusiva, formadora de caráter e medicadora da salvação em Jesus Cristo. São muitas as dificuldades encontradas pela ação diakonal na atualidade, pois sua atuação é extremante austero e sem corpo aparente, ou seja, não fornece status a que pratica esta ação, vemos em At. 6 na instituição dos primeiro diakonos, nasce do clamor das viúvas helenista em sentir-se desprezadas no cotidiano da igreja, e foram escolhidos sete homens para cuidar desta área que tornou-se a primeira menção de uma organização em assistência social da igreja primitiva, contrariando ao pensamento cristão continuado, este momento não foi a instituição do cargo eclesiástico de diácono que seria instituído pelo apóstolo Paulo anos mais tarde. Jesus cuidava do homem como um todo, ele conhecia a natureza do homem dotado de espírito, alma e corpo.

Corpo: soma massa corpórea constituída de necessidades biológicas fisiológicas entre outras o Senhor conhecia bem esta questões necessárias.

Alma: psique centro das emoções, pensamento, intelecto onde reside o ser inteligente sua articulação como o mundo exterior sua forma básica de adquirir conhecimento concatenando pensamento através do seu cognicismo.

Espírito: partícula de Deus concedida ao homem que lhe da comunicação com seu criador. Melhor entendendo o substantivo diakonia (serviço), no novo testamento inda permanece a ideia de comunhão á mesa como serviço peculiar. Pensamos no partir do pão, entre os irmãos em decorrência do amor ágape, este serviço não envolve apenas recursos financeiros e os bens, mas também, o corpo e ávida, na ação imediata dos irmãos impulsionados pelo amor de Cristo. Visão diaconal do ser humano. A nossa fé depreende que o ser humano foi criado a imagem e semelhança de deus. O criador manifesta seu desejo em garantir dignidade e valor a cada pessoa, não importando para ele sua situação social, cultural ou econômica.

A prática diaconal sempre defendeu a dignidade e os direitos dos menos favorecidos na sociedade. Desta forma a igreja diaconal não só defende a dignidade de toda pessoa, mas aposta também em sua capacidade de participar na formação do seu futuro.

Nesta missão, ajudar significa possibilitar ao outro desenvolver os seus dons para que possa ser um auxiliador do outro. A ação diaconal surge do amor polariza na caminhada da igreja em seu ministério. Pr. Prof.Paulo Roberto dos Santos Fonte: Diaconia um chamado para servir: Gisela beulke(org.) Visão Bíblica da diaconia: Pr. Fred Bornshein. Diaconia, fé em ação: Kjell Nordstokkr(org.) Bíblia de estudo pentecostal

Fonte: http://educacaoteologica.blogspot.com.br