domingo, fevereiro 10, 2013

APANHANDO GRAVETOS- A VIÚVA DE SAREPTA






Sarepta era uma pequena cidade costeira fora das fronteiras de Israel, pertencia ao domínio de Sidon e era governada por pagãos. Por toda região, no reinado de Acabe, houve uma grande seca. Por três anos e seis meses nem uma gota sequer de água caiu do céu. Esta seca fora predita pelo profeta Elias, que perseguido por corruptos governantes, se refugia junto ao ribeiro de Querite. Elias ficou em Querite, sendo sustentado pelos corvos até o riacho secar. Deus cuidou de Elias para que não morresse de fome, já que não podia andar livremente pela região, o lugar e as circunstâncias que vivia o profeta, eram incomuns. Ninguém sabia seu paradeiro, a não ser Deus.

Certo dia Elias acorda e não vê corvos, nem comida, nem água. O riacho havia secado. Ele precisava partir algo novo lhe esperava. Quem ordena que o riacho seque é o próprio Deus que lhe aponta um novo caminho, nova direção: “Levanta-te, vai para Sarepta, que é de Sidom, e habita ali; eis que eu ordenei ali a uma viúva que te sustente” I Rs 17:9.

Quando “o riacho” seca, é hora de recomeço. Chegando a Sarepta, a porta da cidade, está uma viúva, apanhando gravetos. Não era lenha, eram gravetos. Lenha é para fogo alto. Gravetos, para pequeninas chamas, que rapidamente se tornam em brasa, sinal de pouca comida. Elias, cansado da viagem, cumprimenta a mulher e lhe pede um pouco de água e também pão: “Não tenho comida em casa, só um punhado de farinha e um pouco de azeite, vês, só peguei dois gravetos, vou prepará-lo para mim e meu filho para que comamos e morramos” I Rs 17:12


A reação de Elias, diante da confissão da viúva, é inusitada. Ele pede que o alimento seja dado primeiramente para ele, assim Deus multiplicaria o azeite e a farinha até a chegada da chuva. Sem questionar, a mulher obedece e a Palavra do Senhor se cumpre, dando-lhe fartura de víveres.


Os Gravetos:


A viúva de Sarepta não entregou apenas as primícias da refeição para Deus, mas tudo que tinha. Os gravetos se multiplicaram em sua casa. A noticia se espalhou e logo vieram pedintes. Muitas outras pessoas foram alimentadas. Ali estava, uma viúva solitária, em território pagão, falando do Deus de Israel e de suas maravilhas. E ela nem era do povo escolhido! Jesus, disse que muitas viúvas havia em Israel na época da grande fome, mas apenas a uma das viúvas, foi enviada providência. Lc 4:25.


A fé de uma gentia moveu o coração de Deus. Israel era tão populoso, uma vida, representa uma porta tão estreita... Onde estariam os judeus? Adorando a Baal? Se curvando a Jezabel, Acabe? Esperando que estes lhes trouxessem chuva? Estariam murmurando? Ao contemplar essa passagem Bíblica, temo pela Igreja. Teríamos a mesma fé da mulher que atraiu Elias até Sarepta? Estaria a igreja hoje como os judeus da época de Elias?

No apanhar dos gravetos, a viúva de Sarepta, teve um encontro com o Deus de Israel, a quem ela buscava e temia. Sua vida estava por um fio, se Elias não tivesse chegado, a morte a alcançaria. Como está sua vida? Chegou ao limite dos gravetos? Entregue os poucos que lhe restam para Deus, confie e Ele lhe dará vida, em abundância. Não entregue sob medida, mas por inteiro. Saiba que para Deus, não existe distância, barreira ou circunstância, tudo que Ele quer é um coração que lhe adore, com todas as forças. Ele mesmo removera "a fome", multiplicará “o azeite e a farinha”.


Wilma Rejane
Bíblia de Estudo Plenitude.

ZAQUEU DESCE DA FIGUEIRA!






 Wilma Rejane


Não sei se você já esteve em meio a multidão tentando ver alguém famoso. É comum, pessoas empurrarem e competirem  por  melhores lugares a fim não apenas de ver, mas também de ser visto. O encontro de Jesus com Zaqueu se deu nessas condições. Jesus estava em Jericó e uma multidão O seguia para receber, ver milagres e disputar Sua atenção.  Era praticamente impossível para alguém de baixa estatura e pouca popularidade, se manter em destaque entre tantas pessoas. Zaqueu era esse protótipo de homem que se perderia facilmente, passaria despercebido ou quem sabe, seria pisoteado ao se misturar na multidão.


“E, tendo Jesus entrado em Jericó, ia passando. E eis que havia ali um homem chamado Zaqueu; e era este um chefe dos publicanos, e era rico. E procurava ver quem era Jesus, e não podia, por causa da multidão, pois era de pequena estatura. E, correndo adiante, subiu a um sicômoro bravo para o ver; porque havia de passar por ali. E quando Jesus chegou àquele lugar, olhando para cima, viu-o e disse-lhe: Zaqueu desce depressa, porque hoje me convém pousar em tua casa. E, apressando-se, desceu, e recebeu-o alegremente. E, vendo todos isto, murmuravam, dizendo que entrara para ser hóspede de um homem pecador”. Lucas 19: 1-7


Zaqueu era um homem muito rico, sua fortuna era resultado de trabalho e também de fraudes. Era chefe dos publicanos e superfaturava a cobrança de impostos que fazia para o governo romano. Era judeu, e apesar do prestigio social alcançado e da incontestável capacidade de liderar, sua presença não era das mais desejáveis: Um baixinho avarento e ganancioso que em nada se parecia com seu nome “Zaqueu” no hebraico,  uma variação do nome Zacarias, significando “puro”. Diante do histórico do moço, é provável, que fosse “detonado” pelos olhares e gestos ao ser notado entre os seguidores de Jesus.


E como todo líder comercial é dado a estratégias de marketing, Zaqueu não hesita em planejar uma maneira de ver a Jesus. A passagem Dele em Jericó era um acontecimento ímpar. Quem era o tão comentado carpinteiro que transformava a vida das pessoas? Zaqueu queria saber, conhecer de perto. Seria a atitude dele de fé ou de curiosidade? Eu diria que ambas as coisas. Algo já incomodava o pequeno publicano, no íntimo. Caso contrário, por que se arriscar tanto? Zaqueu estava curioso, mas ao mesmo tempo, fora despertado na fé,  acreditava ser Jesus alguém especial capaz de realizar milagres.



E lá vinha Jesus, cercado de seguidores. Zaqueu corria pelas laterais, fazia ziguezagues, esticava o pescoço e nada de chegar perto do Mestre. Ele então corre rapidamente para se adiantar aos demais e sobe em uma figueira brava. Esse tipo de árvore tem copa farta, muitas folhas e não é tão alta. É interessante que a figueira escondia a Zaqueu, ele podia ver sem ser visto.  Ao parar embaixo da árvore para falar com Zaqueu, Jesus demonstra sensibilidade e onisciência. Seu olhar foi muito além dos acontecimentos. As pessoas devem ter sorrido, zombado do baixinho pendurado no galho, mas a reação de Jesus é diferente e espanta a todos: “Zaqueu, desce depressa, vou para sua casa”!

Os murmurinhos da multidão eram de reprovação: “Como assim, repousar na casa desse ladrão? Ele não merece essa honra,  tem afligido a muitos de nós!”.  Jesus não estava preocupado em ser popular,  em agradar a maioria, Ele queria salvar a Zaqueu, regar a semente de fé que já brotava em seu interior. O cobrador de impostos deixaria de ser figueira brava, para ser figueira de vide excelente!

Jeremias 2: 21 Eu mesmo te plantei como vide excelente, da semente mais pura;
Como, pois, te tornou para mim uma planta degenerada, como de vide brava?






Zaqueu, o puro, precisava retornar a sua essência e aquele encontro era a chance. Não sabemos como foi o diálogo de Jesus com Zaqueu no percurso até sua casa, o certo é que o baixinho fora profundamente marcado. Todos os que buscam Jesus são de fato, transformados através do diálogo, do encontro. A ordem de Jesus:

“Zaqueu, desce da figueira” também pode ser traduzida como: “Zaqueu, abandona essa vida, larga esses métodos corruptos, falhos, esses frutos imprestáveis”.

Posição social elevada não é requisito de santidade. Status não compra salvação. Ainda que seja o mais influente dos homens, é preciso se humilhar diante de Deus para ser exaltado. 

“Porquanto qualquer que a si mesmo se exaltar será humilhado, e aquele que a si mesmo se humilhar será exaltado.” Lucas 14. 11. Desce Zaqueu, deixa à figueira brava!


Jantar na casa de alguém em Israel era um costume que indicava amizade, cordialidade. Jesus, ao se oferecer para ir à casa de Zaqueu demonstra todo seu carisma e pacifismo. Jesus é irresistível como amigo, porque é verdadeiro e sem preconceitos! Que grande alegria tem em saber que não existe fronteira, muro, obstáculo de qualquer espécie que impeça Jesus de chegar até nós a não sermos nós mesmos!  Jesus escolhe Zaqueu sem se importar com as criticas. E por que o escolhe?  Porque existia um desejo no coração de Zaqueu em ser transformado. Ninguém conseguiu ver isso. Para todos, ele era irrecuperável e merecia mesmo era castigo e desonra. Jesus viu. Nada há que esteja oculto aos Seus olhos, nem mesmo um pequenino homem acomodado entre a copa de uma figueira!


E, levantando-se Zaqueu, disse ao Senhor: Senhor, eis que eu dou aos pobres metades dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, o restituo quadruplicado. E disse-lhe Jesus: Hoje veio a salvação a esta casa, pois também este é filho de Abraão. Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido. Lucas 19:8-10.


A declaração de Zaqueu é de arrependimento, agora ele conhecia Jesus de fato, não apenas de vista. Agora  Zaqueu era o puro e não o caloteiro. Era  figueira excelente e não a brava (na qual se apoiou a vida inteira). Ele estava se voluntariando para restituir além do que exigia a lei. Levítico 6:5 “... ou qualquer coisa sobre que jurou falso; por inteiro o restituirá, e ainda a isso acrescentará a quinta parte; a quem pertence lhe dará no dia em que trouxer a sua oferta pela culpa.” Ao invés de restituir um quinto, ele restituiria quatro vezes mais! È certo que a prática da defraudação não lhe seria mais própria e  aqueles que já haviam sido prejudicados seriam recompensados. Um novo homem, uma nova vida!

A vida de Zaqueu e seu encontro com Jesus nos ensinam muitas coisas, entre as quais:


É preciso buscar um encontro real com Jesus, não basta ouvir falar ou acompanhar de longe.

A transformação verdadeira do ser advém desse encontro em que o arrependimento se faz necessário e é consequência do relacionamento espiritual profundo com Deus.

Ao olhar para Jesus, nossas limitações são vencidas, obstáculos são superados.

O pecado não é capaz de conduzir a uma vida de paz.

Obedecer ao chamado de Deus  implica renunciar a práticas antigas.
Jesus capacita os escolhidos para além do que olhos possam ver e ouvidos ouvir.

Jesus não faz acepção de pessoas.

É verdade, muitos de nós, mesmo andando com Jesus, desacreditamos na conversão de Zaqueu, figueira brava.

“Descer da figueira”: se humilhar perante Deus, confessar a culpa, abandonar o mundo.

Zaqueu, cujo nome significa puro, retorna a essência ao deixar Jesus entrar em seu coração.

O pecado corrompe, Jesus limpa para sermos quem Ele quer que sejamos.

Escolher obedecer a Deus pode implicar em frustrar a popularidade.


Deus nos abençoe.


sábado, fevereiro 02, 2013

O QUE E ONDE É O INFERNO?









Um alunou entrou em sua escola atirando, e vários dos seus colegas de classe foram mortos. Um homem ressentido por ter sido despedido de seu trabalho entrou atirando no local em que trabalhava e matou seu chefe. Uma mãe empurrou seu carro para dentro de um lago com seus dois filhos pequenos dentro, e os afogou.

Em pelo menos dois continentes, milhares de pessoas têm sido mortas em virtude de guerras motivadas pela limpeza étnica. Séculos de dominação da parte de dois ou mais grupos étnicos são as razões para tais atrocidades. Homens, mulheres, crianças e até mesmo bebês têm sido mortos, mutilados, espancados e violentados.

Punir esses bárbaros crimes com a pena de morte, mesmo para os assassinos a sangue frio, é um ato condenado por muitos. Os grupos contrários à pena de morte protestam em voz alta, chamando isso de um “ritual pagão” e desumano. Eles perguntam: Será que esses assassinos estão além da redenção?
Qual é a maneira mais humana de executar os criminosos condenados? A cadeira elétrica? Alguns pensam que talvez seja uma droga letal que cause o mínimo de dor. Outros defendem que a vida se encerraria mais rapidamente pelo enforcamento.

Mas, em todos esses acalorados debates sobre a sentença de morte, há uma opção que não é considerada por ninguém. Ninguém sugere que os assassinos a sangue frio, que cruelmente acabaram com a vida de outra pessoa, paguem com a agonia física de ser torturado até a morte. Ninguém, por exemplo, sugeriu até hoje que esses assassinos queimem até morrer.

Por incrível que pareça, muitos cristãos sinceros assumem que nosso Pai celestial fará algo muito pior que isso. Eles alegam que os ímpios devem ser torturados a fim de pagar por seus pecados. E que melhor maneira de Deus fazer isso do que colocá-los num lugar de tormento eterno?

Mas, o que realmente acontecerá com os ímpios? Como o destino deles pode ser compatível com o amor e a justiça de Deus? Vamos procurar as respostas bíblicas para essas perguntas.

1. O ÚLTIMO SOFRIMENTO DE JESUS

Por 6.000 anos Deus tem amavelmente chamado homens e mulheres.
“Juro pela minha vida, palavra do Soberano, o Senhor, que não tenho prazer na morte dos ímpios, antes tenho prazer em que eles se desviem dos seus caminhos e vivam!” Ezequiel 11:33 (A não ser quando indicado, todos os textos bíblicos da série DESCOBERTAS BÍBLICAS são da Nova Versão Internacional da Bíblia [NVI].).

A cruz revelou o quanto Deus deseja resgatar a humanidade caída. Quando Jesus clamou na cruz: “Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que estão fazendo”, Ele expôs a dor do Seu coração (Lucas 23:34). Pouco depois Jesus entregou Sua vida e, alguns creem, morreu de um coração quebrantado (João 19:30, 34).

Mas, mesmo com essa poderosa demonstração de amor divino, muitos indivíduos ainda não se voltam para Jesus. Enquanto o pecado dominar este mundo, ele continuará a multiplicar a miséria humana. Por isso o pecado deve ser destruído. Qual é o plano de Deus para acabar com o pecado?

“O dia do Senhor, porém, virá… Os céus desaparecerão com um grande estrondo, os elementos serão desfeitos pelo calor, e A TERRA, E TUDO O QUE NELA HÁ, SERÁ QUEIMADA”. II Pedro 3:10, nota da margem.

Deus deve finalmente limpar o universo do mal e colocar um ponto final no pecado. Aqueles que persistirem em se apegar ao pecado será finalmente destruído pelo fogo que está preparado para o Diabo, seus anjos e o pecado de nosso mundo. Que sofrimento para o coração de Jesus ao ver o fogo consumindo aqueles pelos quais Ele morreu para salvar.

2. ONDE E QUANDO VAI QUEIMAR O INFERNO?

Ao contrário de algumas concepções populares, Deus não tem um local onde há um grande fogo queimando, chamado de “inferno”, aonde os pecadores vão quando morrem. O inferno acontece quando essa terra for transformada num lago de fogo. Deus espera para efetuar a sentença sobre os ímpios até o julgamento final ao final dos mil anos (Apocalipse 20:9-15).

“Os céus e a terra que agora existem estão reservados para o fogo, guardados para o dia do juízo e para a destruição dos ímpios”. II Pedro 3:7

Deus nunca planejou que qualquer ser humano acabasse sua vida no fogo do inferno. Contudo, quando as pessoas se recusam a abandonar Satanás e se apegam aos seus pecados, eles finalmente precisam receber as consequências de suas escolhas.

“Então Ele dirá aos que estiverem à sua esquerda: ‘Malditos, apartem-se de mim para o fogo eterno, PREPARADO PARA O DIABO E SEUS ANJOS’”. Mateus 25:41

De acordo com Jesus, quando será o inferno?

“Assim como o joio é colhido e queimado no fogo, assim também acontecerá NO FIM DESTA ERA [FIM DOS TEMPOS, Nova Tradução na Linguagem de Hoje]. O Filho do Homem enviará os Seus ANJOS, e eles TIRARÃO do Seu Reino TODO O QUE FAZ TROPEÇAR E TODOS OS QUE PRATICAM O MAL. ELES OS LANÇARÃO NA FORNALHA ARDENTE, onde haverá choro e ranger de dentes”. Mateus 13:40-42

O joio, os que fazem o mal, não será queimado até o fim do mundo. Antes que essa sentença seja levada a cabo, todo o universo deve ter certeza de que Deus foi justo em todas as maneiras de lidar com o cada ser humano. Como foi detalhado na Lição 22, no grande conflito que há entre Cristo e Satanás, Satanás tem tentado provar para o universo que o seu modo de viver, o pecado, é melhor; Jesus tem demonstrado que a vida de obediência é a chave para ter uma vida mais satisfatória.

Ao final dos mil anos, essa demonstração culminará no julgamento de Satanás, de seus anjos, e dos ímpios. Depois que os livros de registro forem abertos, e for revelada cada parte que cada pessoa desempenhou nesse grande drama, Deus lançará Satanás, a morte, e o túmulo, juntamente com todos cujos nomes “não foram encontrados no livro da vida… no lago de fogo” (Apocalipse 20:14, 15). De acordo com o próximo verso, Apocalipse 21:1, depois que Deus purificar a terra do pecado, com fogo, Ele criará “novos céus e uma nova terra”.

3. POR QUANTO TEMPO QUEIMARÁ O INFERNO?

Muitos crentes aceitam a ideia de que o fogo do inferno durará para sempre, existindo assim um tormento eterno. Vejamos cuidadosamente os textos nos quais Deus descreve o tratamento do pecado e dos pecadores.

“Ele punirá os que não conhecem a Deus e os que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus. Eles SOFRERÃO A PENA DE DESTRUIÇÃO ETERNA, a separação da presença do Senhor e da majestade de Seu poder”. II Tessalonicenses 1:8

Note que “destruição eterna” não é a mesma coisa que “tormento eterno”. Significa simplesmente que será uma destruição de consequências eternas. O efeito é a morte eterna. Pedro falou do dia do julgamento e da “destruição dos ímpios” (II Pedro 3:7).

De acordo com Jesus, tanto a “alma quanto o corpo” são destruídas no inferno (Mateus 10:28).

Em Seu Sermão da Montanha, Jesus falou da porta estreita “que leva à vida”, e a porta larga “que leva à destruição” (Mateus 7:13, 14). Em João 3:16, Jesus explica que Deus “deu Seu Filho Unigênito” para que todo o que crê não “pereça, mas tenha a vida eterna”. Jesus contrasta os dois resultados: a morte eterna ou a morte – não ficar queimando para sempre. Devemos concluir que o inferno definitivamente tem um término; ele resulta em morte e destruição dos ímpios.

Claras afirmações por toda a Bíblia nos dizem que os ímpios serão destruídos. “A descendência dos ímpios será eliminada” (Salmo 37:28); eles “serão destruídos” (II Pedro 2:12); “desvanecerão como a fumaça” (Salmo 37:20). O fogo reduzir-lhes-á a cinzas (Malaquias 4:1-3). “O salário do pecado é a morte”, não vida eterna no lago de fogo; “o dom gratuito de Deus é a vida eterna” (Romanos 6:23).

O propósito da punição final do fogo do inferno é para eliminar o pecado do universo, não para preservar o pecado para sempre. É extremamente difícil imaginar que o mesmo Cristo que chorou por causa do destino da teimosia de Jerusalém e que perdoou aqueles que O mataram, seria capaz de passar a eternidade inteira observando a agonia dos perdidos.

O inferno tem um final. Ao final dos mil anos, Deus fará chover fogo do céu para eliminar o Diabo, seus anjos, e os ímpios que persistirem em se apegar a seus pecados. “Fogo” desce “do céu” e os devora (Apocalipse 20:9).

De acordo com Jesus, esse fogo “nunca se apaga”. Ou seja, nenhum corpo de bombeiros será capaz de apagá-lo, até que tudo tenha sido destruído e purificado.

Deus promete que, depois desse fogo purificador, Ele irá criar “uma nova terra”, na qual “as aflições passadas serão esquecidas”; e “nunca mais se ouvirão nela voz de pranto e choro de tristeza”. (Isaías 65:16-19).
Que dia será aquele! Toda a causa de sofrimento será extirpada. Deus apagará as marcas do pecado de cada coração, e nossa felicidade será completa.


4. “PARA SEMPRE” NAS ESCRITURAS

Em Mateus 25:41, Jesus fala do “fogo eterno preparado para o diabo e seus anjos”. Será que “eterno” aqui quer dizer para sempre? Judas 7 apresenta Sodoma e Gomorra, que “estando sob o castigo do fogo eterno, elas servem de exemplo”. Obviamente, aquelas cidades não estão mais queimando. Mas o fogo FOI eterno no sentido que resultou na destruição permanente.

Em II Pedro 2:6, mais uma vez lemos sobre o fogo eterno. Mas essa passagem também aponta claramente que Deus “condenou as cidades de Sodoma e Gomorra, reduzindo-as a cinzas, tornando-as exemplo do que acontecerá aos ímpios”. Os ímpios de Sodoma e Gomorra não permanecem em agonia; eles foram reduzidos a cinzas desde muito tempo atrás. E ainda assim, o fogo caiu sobre eles é “eterno” em suas consequências: destruição permanente. Eterno aqui significa castigo eterno, não castigar eternamente.

Apocalipse usa uma linguagem tão vívida e simbólica que algumas de suas passagens têm sido mal entendidas. Por exemplo, Apocalipse 14:11 ao falar dos perdidos, diz que “a fumaça do tormento de tais pessoas sobe para todo o sempre”. Isso parece um sofrimento sem fim. Mas, novamente, deixemos que a própria Escritura interprete a Escritura.

Êxodo 21:6, na versão Almeida Revista e Atualizada, 2a edição, fala de um servo que teria sua orelha furada como sinal de que serviria seu mestre “para sempre”. Nesse caso, “para sempre” seria enquanto durasse a vida do servo. Jonas, que passou apenas três dias e três noites no estômago de um grande peixe (Mateus 12:40), relata que ele esteve ali “para sempre” (Jonas 2:6). Sem dúvida, três dias numa densa escuridão pode ter parecido uma eternidade.

Por isso, devemos ser cuidadosos em entender como e quando a Escritura usa linguagem poética e simbólica. O fogo que sobe para sempre do lago de fogo é uma maneira vívida de expressar destruição eterna. Apocalipse 21:8 nos fala mais claramente que o lago e o mar de fogo “é a segunda morte”. O inferno tem um ponto final. Os ímpios serão consumidos; serão destruídos.

5. POR QUE É NECESSÁRIO HAVER UM INFERNO?

No princípio, Deus criou um mundo perfeito. Mas o pecado apareceu e trouxe muitos desastres, decadência e morte. Se você ao voltar para casa certa tarde a encontrasse toda saqueada e destruída, você a deixaria assim para sempre? Claro que não. Você varreria a poeira e a sujeira, limparia o lugar de cima a baixo, e jogaria fora todos os móveis arruinados e que não dessem mais para ser consertados. Deus fará a mesma coisa. Ele dará fim aos destroços e poluição causados pelo pecado de uma vez por todas, criando uma nova terra no lugar da antiga. O propósito de Deus para fazer esse mundo purificado pelo fogo é preparar tudo para que haja um mundo perfeito no qual os salvos viverão.

Mas Deus enfrenta um sério problema, pois o pecado não apenas destroçou nosso mundo físico, ele também infetou as pessoas. O pecado danificou nosso relacionamento com Ele e uns com os outros. A humanidade continua a sofrer com os abusos de crianças, o terrorismo, a pornografia, e milhares de outras doenças da alma. Deus algum dia precisará destruir o pecado, pois o pecado está destruindo as pessoas. O dilema de Deus é: como eliminar o vírus mortal do pecado do mundo e ainda assim não destruir todas as pessoas infectadas por ele? Sua solução foi levar o vírus em Seu próprio corpo. Ele permitiu que o câncer do pecado O destruísse na cruz. Como resultado:

“Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e NOS PURIFICAR DE TODA INJUSTIÇA”. I João 1:9.

Deus oferece a solução para o problema do pecado de graça para todos. Mas o fato triste é que alguns insistem em se apegar à doença do pecado. Deus não forçará as pessoas a escolherem o caminho da vida que Ele oferece. Aqueles que rejeitam a solução que Ele oferece serão finalmente consumidos por esse mal. O motivo real do inferno é esse:

“Pois Eu os chamei, e vocês nem responderam; falei, e não me deram ouvidos”. Isaías 65:12
Afastados de Jesus por suas próprias escolhas, os ímpios descobrirão que a única alternativa que lhes resta é a morte eterna.

6. QUAL SERÁ O CUSTO DE PERDER-SE?

Apesar das Escrituras não nos ensinarem que o fogo do inferno resulta num sofrimento sem fim, ela nos dá um vislumbre da terrível experiência que será estar perdido para sempre. Os ímpios irão perder a vida eterna. Que desespero será perceber que a alegria da vida eterna com Deus escorreu por entre os seus dedos; que nunca experimentarão a alegria dos perfeitos relacionamentos de amor por toda a eternidade.

Quando Cristo foi crucificado na cruz e tinha os pecados do mundo separando Ele do Pai, Ele deve ter sentido a agonia da perdição eterna. Quando os ímpios olharem para a nulidade das trevas à sua frente, perceberá que só lhes restará a destruição eterna. Eles devem morrer sem esperanças de uma segunda ressurreição. Ao mesmo tempo, eles verão como expulsaram Cristo cada vez mais de sua vida, sempre que Ele tentava se aproximar com sussurros de amor. Ao final, eles cairão de joelhos e reconhecerão a justiça de Deus e o Seu amor (Filipenses 2:10, 11).

Não é de admirar que os escritores bíblicos nos alertassem com urgência para que ponderássemos sobre o peso das nossas escolhas e as reivindicações de Cristo.

“Insistimos com vocês para não receberem em vão a graça de Deus. Pois Ele diz: ‘Eu o ouvi no tempo favorável e o socorri no dia da salvação’”. II Coríntios 6:1, 2

Não posso imaginar outra tragédia pior do que alguém desperdiçar o sacrifício incalculável de Jesus para escolher perder-se. As alternativas que temos diante de nós são bastante claras: destruição eterna: ser excluído eternamente da presença de Deus, ou uma amizade eterna com Cristo que supre nossos anseios mais profundos. Qual será a sua escolha? Por que não descobrir o destino que Deus tem para você agora mesmo?

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TESTE:
Onde e quando vai queimar o inferno? 
A “destruição eterna” não é a mesma coisa que “tormento eterno”. Significa simplesmente que será uma destruição de consequências eternas. O efeito é a morte eterna. Pedro falou do dia do julgamento e da “destruição dos ímpios” (2 Pedro 3:7).

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A ARTE DE CALAR




 



Dizer alguma coisa, conquanto seja verdade, não elimina o ônus de quem a diz. Por isso ninguém pode pensar que o fato de falar a verdade o deixa imune às consequências. Isto porque podemos dizer algo com toda franqueza, sinceridade e ideologia, mas o custo de dizê-lo é inevitável.

Salomão, rei de Israel, deixou-nos frase sapiente: “Ouve, filho meu, e sê sábio”. A sabedoria de um homem não está no discurso impecável que possa fazer, mas no fato de ele conseguir dominar os seus impulsos e aprender a ouvir. Não esqueçamos que foi a imensurável sabedoria de Deus que nos fez com uma só boca, mas com dois ouvidos. “Prontos para ouvir; tardio no falar”, diz o apóstolo.

Não entendendo quem o estava a chamar, o jovem Samuel reportava-se ao sacerdote Eli. Tal coisa fazia porque ainda não conhecia a voz de quem lhe chamava: Deus. Uma, duas, três vezes foi o suficiente para sentir a diferença. Aprontou-se para sintonizar-se. Ao ouvir a Deus pela quarta vez, responde-lhe apressadamente: “Fala, Senhor, porque o teu servo ouve!”

Quanta ciência espiritual há nesta narrativa. Aprendemos que a mudança de hábito é extremamente funcional em situação de impasse. Em vez do antigo “ouve, Senhor, porque o teu servo fala”, o “fala, Senhor, porque o teu servo ouve” ajusta-se perfeitamente aos apelos da coerência e da discrição.

A essa altura, não seria lugar comum dizer que precisamos ouvir mais a voz de Deus do que as vozes dos homens. Todavia, eu penso que o ideal é conseguirmos ouvir a Deus nas vozes humanas, sobretudo nas dos pobres, para não criarmos ainda mais espiritualidade individualista. Melhor é conseguir ouvir os homens, sem preconceito, como Deus nos ouve. Ouvir, sempre ouvir, até que aprendamos a arte de ouvir.

Ouvir é primeiro de tudo saber calar e isto é mais que autocontrole, é maturidade; é aprender a viver; é sabedoria.

Acerca do tema não encontrei nada mais curioso e profundo do que o trabalho do abade francês Josep Antoine Toussaint Dinouart, datado de 1771, sob o título “A Arte de Calar” - Silêncio.

1. Só se deve deixar de calar quando se tem algo a dizer que valha mais do que o silêncio.

2. Não há menos fraqueza ou imprudência em calar, quando se é obrigado a falar, do que leviandade e indiscrição em falar, quando se deve calar.

3. É certo que, considerando as coisas em geral, há menos risco em calar do que em falar.

4. O homem nunca é tão dono de si mesmo quanto no silêncio: fora dele, parece derramar-se, por assim dizer, para fora de si e dissipar-se pelo discurso; de modo que ele pertence menos a si mesmo do que aos outros.

5. Quando se tem uma coisa importante para dizer, deve-se prestar a ela uma atenção muito especial: é necessário dizê-la primeiro a si mesmo e, depois de tal precaução, voltar a dizê-la, para evitar que haja arrependimento quando já não se tiver o poder de voltar atrás no que se declarou.

6. Quando se trata de guardar um segredo, calar nunca é demais; o silêncio é então uma das coisas em que, geralmente, não há excesso a temer.


7. A reserva necessária para guardar o silêncio na conduta geral da vida não é uma virtude menor do que a habilidade e a aplicação em bem falar; e não há mais mérito em explicar o que se sabe do que em calar o que se ignora. O silêncio do sábio às vezes vale mais que o arrazoado do filósofo; o silêncio do primeiro é uma lição para os impertinentes e uma correção para os culpados.

8. Somos naturalmente levados a acreditar que um homem que fala muito pouco não é um grande gênio e que um outro que fala demais é um transtornado ou um louco. Mais vale passar por não ser um gênio de primeira grandeza, permanecendo frequentemente em silêncio, do que por louco, abandonando-se à comichão de falar demais.

9. Mesmo que se tenha propensão ao silêncio, sempre se deve desconfiar de si mesmo; e, se houver muita paixão em dizer uma coisa, este será um motivo suficiente para decidir não a dizer.

10. O silêncio é necessário em muitas ocasiões, mas é preciso sempre ser sincero; podem-se reter alguns pensamentos, mas não se deve camuflar nenhum. Há maneiras de calar sem fechar o coração; de ser discreto sem ser sombrio e taciturno; de ocultar algumas verdades sem as cobrir de mentiras.


Concluo esta reflexão dizendo - como já o fiz acima - que a maturidade e a sabedoria de um homem acontecem quando ele aprende a ouvir - a arte de calar. 


Fonte: http://rev-paulocesarlima.blogspot.com.br/

sexta-feira, janeiro 25, 2013


ADMEP – ASSEMBLEIA DE DEUS – MINISTÉRIO ESTUDANDO A PALAVRA

EBD - ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL

DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO CRISTÃ





ELIAS E OS PROFETAS DE BAAL
27 de Janeiro de 2013


TEXTO ÁUREO

“Então, Elias se chegou a todo o povo e disse: Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o; se é Baal, segui-o. Porém o povo lhe não respondeu nada”.
[I Reis 18. 21]


VERDADE PRÁTICA

O confronto entre Elias e os profetas de Baal marcou definitivamente a separação entre a verdadeira e a falsa adoração em Israel.


Leitura Bíblica em Classe:
I Reis 18. 36 - 40


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

1 Reis 18.36-40.


36 - Sucedeu, pois, que, oferecendo-se a oferta de manjares, o profeta Elias se chegou e disse: Ó SENHOR, Deus de Abraão, de lsaque e de Israel, manifeste-se hoje que tu és Deus em Israel, e que eu sou teu servo, e que conforme a tua palavra fiz todas estas coisas.
37 - Responde-me, SENHOR, responde-me, para que este povo conheça que tu, SENHOR, és Deus e que tu fizeste tornar o seu coração para trás.
38 - Então, caiu fogo do SENHOR, e consumiu o holocausto, e a lenha, e as pedras, e o pó, e ainda lambeu a água que estava no rego.
39 - O que vendo todo o povo caiu sobre os seus rostos e disse: Só o SENHOR é Deus! Só o SENHOR é Deus!
40 - E Elias lhes disse: Lançai mão dos profetas de Baal, que nenhum deles escape. E lançaram mão deles; e Elias os fez descer ao ribeiro de Quisom e ali os matou.


 PROPOSTA

•          Baal: divindade Cananeia. “Proprietário, marido ou senhor”;
•          El, Aserá, Astarote, “tudo farinha do mesmo saco”.
•          “Aluga-se”, profetas. Falar com os “Acabes ou Jezabeis”;
•          Jezabel queria quantidade e não qualidade;
•          Culto a Baal semelhante ao culto hebreu? Perigo!
•          Eis a diferença: Revelação, participação e Palavra de Deus;
•          O sincretismo religioso sempre ameaçou o povo de Deus;
•          Resposta de Deus ao sincretismo: FOGO;
•          Desafio de Elias foi muito mais do que “bem x mal”.


Introdução:

O confronto de Elias com os profetas de Baal foi um dos fatos mais significativos e espetaculares da história bíblica, foi o encontro da mentira com a verdade, do falso com o verdadeiro. Mais significativo ainda foi a vitória que o profeta de Tisbe obteve sobre os falsos profetas: significou a continuidade da existência de Israel como povo a quem Deus havia escolhido para cumprir seu propósito salvífico com a humanidade.

Elias foi usado pelo Senhor para confrontar os, institucionalizados e protegidos, falsos profetas com seus falsos deuses, fazendo com que o povo de Deus abandonasse a falsa adoração e por fim ratificou a condição de inércia e inoperância de Baal.

Foram três anos e meio de seca, três primaveras que se passaram e nada de Baal ressuscitar para coabitar com sua mãe a fim de restaurar a natureza e trazer chuva e prosperidade para Israel. Neste período de ausência, desatenção e inoperância de Baal, Elias estava experimentando qual era a boa, agradável e perfeita vontade de Deus para a sua vida (Rm 12.2). O sustento para ele nunca faltou.

Este tempo de seca fez com que o povo desconfiasse da divindade de Baal, e não seria para menos, pois este havia sido um dos objetivos da disciplina de Deus. Alguns abandonaram Baal e voltaram-se para Deus, mas estavam agindo desta forma em virtude da decepção e não pela conscientização, por isto muitos ainda coxeavam entre dois pensamentos.

Todo Israel foi convocado, o maior publico já reunido na história, os quais decidiram pelo retorno ao verdadeiro culto ou pela permanência na mentira. Esta decisão deveria ser logo após a demonstração de poder de Deus, naquele combate, o qual teve características marcantes e únicas, dentre as quais destaco:

·                     Maior público já visto em uma “competição” e justamente no campo do adversário (Carmelo). O inimigo foi vencido em seu próprio campo;
·                     Elias fez questão de dois bezerros, pois o que tentaram sacrificar para Baal não poderia ser usado quando fosse a sua vez;
·                     Como Baal não respondia, eles começaram a saltar, pular sobre o altar e gritar para chamar a atenção do povo, já que de Baal não conseguiriam mesmo;
·                     Elias zombou dos profetas, pediu para que clamassem em alta voz, quem sabe ele estivesse falando, dormindo ou viajando. Ninguém defendeu a falsa divindade, nem mesmo os seus profetas presentes e aqueles que ainda acreditavam em seu suposto poder;
·                     A zombaria de Elias foi didática, pois quis mostrar ao povo que não poderiam confiar em um deus que, assim como eles, dormia, viajava e distraia, mas sim deveria confiar em Deus, o onisciente, onipresente e onipotente. Elias mostrou a diferença entre o verdadeiro Deus e aquilo que era somente fruto da imaginação humana;
·                     Isto provou que Baal era uma imagem do próprio homem, pois morria, sofria, adulterava, viajava, se distraia, mentia, era violento, vingativo, assim como são todos os deuses criados pela humanidade;
·                     O vazio espiritual de Israel produziu pulos, gritaria e espetáculo diante do altar no Monte Carmelo, pois as retaliações e o sangue humano derramado pelos profetas falsos (1 Rs 18.28) chocaram os presentes a ponto de fasciná-los;
·                     No momento do sacrifico da tarde, Elias se aproximou e orou diante do povo. Ele esperou o momento certo, não se adiantou, esperou que os profetas se cansassem e consequentemente o povo de se desiludisse.

I.     CONFRONTANDO OS FALSOS DEUSES

1.       Conhecendo o Falso Deus Baal.

Baal, proprietário, marido ou senhor, era uma divindade Cananeia (1 Rs 16.31), que fascinava os cananeus e Israel, exercendo controle e posse não somente sobre o lugar onde se encontrava, mas também sobre as pessoas. Sobre esta divindade o professor Luciano de Paula Lourenço escreveu:

“Era o deus supremo dos cananeus. Em hebraico, Baal significa senhor. Seus adoradores acreditavam que o ídolo fosse o responsável pela abundância da terra e pela fertilidade do ventre. Sendo o deus da fertilidade, seu culto era marcado pela crueldade e por uma devassidão que envergonharia até Sodoma e Gomorra. Em suas cerimônias havia sacrifícios de vítimas humanas, orgias e os mais inimagináveis desregramentos; e, logicamente, louvores a Baal”.

Os profetas estavam conscientes de que não se podia admitir tal fato entre o povo de Deus, e por isso levantaram suas vozes em protesto contra a divindade pagã (1 Rs 21.25,26). O grande problema deste relacionamento ilícito de Israel com Baal foi o desenvolvimento do sincretismo religioso, uma espécie “confluência de crenças”, pois alguns adoravam simultaneamente Yahweh e a Baal.

2.       Identificando a Falsa Divindade Aserá.

El seria o deus principal, isto é, o pai dos outros deuses, e Aserá era a deusa-mãe, sua esposa, mãe de Baal. Era adorada pelos cananeus que teimavam em permanecer entre os israelitas. A palavra poste-ídolo neste texto é a tradução do termo hebraico `ashera ou Aserá, e mantém o significado debosque para adoração de ídolos. Aserá, conhecida também como Astarote ou Astarte, era uma deusa ligada à fertilidade humana e animal e também da colheita. Exerceu uma influência grandemente negativa entre o povo de Deus (Jz 2.13, 3.7; 1 Rs 11.33). Assim entendemos o porquê da resistência profética a esse culto (Jr 7.18; 44.17-19). Sobre esta divindade o professor Francisco A. Barbosa escreveu:

“Os israelitas adotaram a adoração a Astarote juntamente com a adoração a Baal logo após chegarem à terra prometida (Jz 2.13). Era uma adoração comum no tempo de Samuel (1Sm 7.3,4; 12.10), tendo recebido sanção real por parte de Salomão (1Rs 11.5). Outra expressão correspondente a Asera é “poste-ídolo”. O Antigo Testamento se refere algumas vezes ao poste-ídolo como uma deusa (2Rs 23.4 – Almeida Revista e Atualizada), interessante que a NVI (Nova Versão Internacional) traduz essa mesma expressão por “Aserá”, o poste-ídolo também é usado acerca de uma imagem feita para essa deusa (1Rs 15.13 – Almeida Revista e Atualizada). Em hebraico, transliterado, temos Ashtoreth (em ugarítico ‘Attart eem acádico As-tar-tu). Era adorada sobretudo na região do atual Líbano (Tiro, Sidom e Biblos), pelos cananeus (1Rs 11.5), mas também em Malta, Sardenha, Sicília, Chipre e Egito. No mundo latino foi identificada com Vêneris; no Egito com Ísidis. Em época helenística foi identificada com Afrodite ou com a deusa Síria. Tinha como símbolos o leão, o cavalo, a esfinge e a pomba. Era a deusa da fertilidade, do amor e da guerra. Aparece diversas vezes no Antigo Testamento e o vocábulo hebraico usado reconduz ao termo hebraico “vergonha”, mostrando o juízo negativo do povo hebreu em relação ao culto dessa deusa”.

II.  CONFRONTANDO OS FALSOS PROFETAS

1.    Profetizavam Sob Encomenda.

Os fatos ocorridos no reinado de Acabe vêm mais uma vez confirmar uma verdade: nenhum sistema é profético, nenhum profeta pertence ao sistema (1 Rs 18.19).

Os profetas de Baal eram, “sustentados pelo Estado (1 Rs 18.19) e tinham como propósito agradar o rei”. De fato eram profetas de um falso deus e comiam da mesa de Jezabel, alugando desta forma seus ministérios para Acabe e sua esposa. Eles profetizavam o que o rei queria ouvir, pois faziam parte do sistema estatal de governo. Nenhum homem de Deus, nem tampouco a igreja podem ficar comprometidos com qualquer esquema religioso ou político. Se assim o fizerem, perdem suas vozes proféticas (1 Rs 22.13,14).

Elias corajoso, pois sabia que Deus o honraria, desafiou estes falsos profetas e soube como lidar com eles desde o principio. Sua preocupação era com o bem estar espiritual do povo, por isto não mediu esforços para desmascará-los. Sobre como vencer os falsos profetas e como lidar com eles na atualidade, o professor Francisco A. Barbosa escreveu:

“A forma mais eficaz de confrontar os falsos profetas é ensinando incansavelmente a sã doutrina. Fazer o que o apóstolo Paulo recomendou a Timóteo: “Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina; persevera nestas coisas; porque fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem” (I Tm 4.16; II Tm 1.13; 2.15). O apóstolo dos gentios tinha um zelo doutrinário incansável, a fim de preservar a saúde espiritual do rebanho do Senhor. Por isso, ele dizia a Timóteo: “que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina” (II Tm 4.2; cf. 4.3-5). Quando se ensina a sã doutrina, a boca dos falsos profetas fica tapada (Tt 1.10-14)”.

2.       Eram Mais Numerosos.

Acabe e sua esposa, Jezabel, havia institucionalizado a idolatria no reino do Norte. Baal e Aserá não eram apenas os deuses principais, mas também os oficiais. O culto idólatra estava presente em toda a nação, de norte a sul e de leste a oeste. Dessa forma, para manter a presença da religião pagã na mente do povo, a casa real necessitava de um grande número de falsos profetas (1 Rs 18.19). Já o Deus verdadeiro usaria apenas um, naquela ocasião. Não havia verdade, autenticidade e tampouco qualidade no falso culto, mas apenas quantidade, enquanto que do lado de Elias a qualidade se sobressaiu.

O número de profetas de Baal era alto (1 Rs 18.22) em virtude das facilidades e benefícios oferecidos pela casa real, tal como moradia, alimentação, recompensas materiais, etc. A função deles era confundir e dividir o coração de Israel, não precisava tomá-lo completamente, apenas dividir.

III.    CONFRONTANDO A FALSA ADORAÇÃO

1.    Em Que Ela Imita a Verdadeira.

A adoração a Baal possuía rituais que tinham certa semelhança com o ritual hebreu. Usavam altar, música, danças e também havia sacrifícios. Elias, porém, sabia que aquela religião falsa, apesar de suas crenças e rituais, jamais conseguiria produzir fogo (1 Rs 18.24). O teste seria, portanto, a produção de fogo! O objetivo de Elias era desmascarar os falsos profetas para não confundirem mais o povo.

Observamos que os profetas de Baal ficaram grande parte do dia tentando produzir fogo e não conseguiram (1 Rs 18.26-29). Uma das marcas do culto falso é exatamente a tentativa de copiar, ou reproduzir, o verdadeiro. Encontramos ainda hoje dezenas de religiões e seitas tentando produzir fogo santo e não logram qualquer êxito. Somente o verdadeiro culto a Deus faz descer fogo do céu (1 Rs 18.38)! Sobre isto o professor Luciano de Paula Lourenço escreveu:

“A luta contra a falsa adoração continua ainda hoje por parte dos que desejam ser fiéis a Deus. Não há como negar que ao nosso redor ecoam ainda os dons advindos de vários cultos falsos, alguns deles, transvestidos da piedade cristã. Assim como Elias, uma igreja triunfante deve levantar a sua voz a fim de que a verdadeira adoração prevaleça. É bom ressaltar que Deus não procura somente adoração, Ele procura verdadeiros adoradores (João 4:24)”.

2.       No Que Ela se Diferencia da Verdadeira.

A adoração verdadeira se diferencia da falsa em vários aspectos:
·                     Em primeiro lugar, a adoração verdadeira firma-se na revelação de Deus na história (1 Rs 18.36). Abraão, Isaque e Jacó, foram pessoas reais assim como foram reais as ações de Deus em suas vidas;
·                     Em segundo lugar, verdadeira adoração distingue-se também pela participação do adorador no culto. Elias disse: “E que eu sou teu servo” (1 Rs 18.36). A Bíblia diz que Deus procura adoradores (Jo 4.24). Israel havia sido uma nação escolhida pelo Senhor (Êx 19.5). Elias invocou, como servo pertencente a esse povo, os direitos da aliança e motivou ao povo a se portarem da mesma forma, ou seja, ele pensava no coletivo e não era individualista, por isto colheu os frutos instantaneamente (1 Rs 18.39);
·                     Em terceiro lugar, ela diferencia-se pela Palavra de Deus, que é o instrumento usado para concretizar os planos e propósitos de Deus (1 Rs 18.36).

IV.   CONFRONTANDO O SINCRETISMO RELIGIOSO ESTATAL

1.       O Perigo do Sincretismo Religioso.

O dicionário da língua portuguesa de Aurélio define o vocábulo sincretismo como “a fusão de elementos culturais diferentes, ou até antagônicos, em um só elemento, continuando perceptíveis alguns sinais originais”. Essa definição ajusta-se bem ao culto judeu no reino do Norte durante o governo de Acabe. A adoração verdadeira havia se misturado com a falsa e o resultado não podia ser mais desastroso.

Esta mistura do culto hebreu com outras crenças foi uma ameaça bem presente ao longo da história de Israel (Êx 12.38; Jz. 2.1-5; 2.11-13, 17,19; 3.5-7; 6.25; Ne 13.3), provocando a sensação de que estavam adorando o verdadeiro Deus, sem perceberem as consequências desastrosas. Sobre isto o professor Francisco A. Barbosa escreveu:

“[...] O segundo mandamento nos ensina que a idolatria não é somente uma questão de adorar falsos deuses, que é proibido no primeiro mandamento. É também uma questão de adorar o verdadeiro Deus falsamente. [...] O povo de Israel reivindicou que eles estavam adorando o Senhor como o verdadeiro Deus quando eles fabricaram o bezerro de ouro. Eles consideravam a imagem como Jeová (Êx 32.5-6). Mas tal falsa adoração ofendeu a Deus e trouxe julgamento sobre o povo. A história do bezerro de ouro nos lembra de que o próprio povo de Deus pode cair em idolatria em sua adoração dEle”. [...] O Novo Testamento também adverte contra agradar a nós mesmos com a falsa adoração. Paulo escreveu ao Colossenses condenando suas novidades e experiências como “adoração auto imposta” (Cl 2.23).

O sincretismo religioso, a afronta aos padrões morais estabelecidos por Deus, sempre foi uma ameaça, ainda o é e sempre o será, motivo pelo qual esta “fusão de doutrinas de diversas origens, seja na esfera das crenças religiosas, seja nas filosóficas” não pode se misturar a fé bíblica. Israel viveu por cerca de 430 anos no Egito sendo contaminado e influenciado pela religião pagã, politeísta, o que nos faz pensar que alguns devem ter se envolvidos com as varias divindades egípcias: “Rá (deus do sol), Toth (sabedoria, conhecimento, representante da Lua), Hórus (céu), Osiris (vida após a morte), Isis (amor, magia), Ged (terra), entre outros” (Js 24.23).

2.       A Resposta Divina ao Sincretismo.

O texto sagrado diz que logo após o Senhor ter respondido com fogo a oração de Elias (1 Rs 18.38), o profeta de Tisbe deu instrução ao povo: “Lançai mão dos profetas de Baal, que nenhum deles escape. E lançaram mão deles; e Elias os fez descer ao ribeiro de Quisom e ali os matou” (1 Rs 18.40). Parece uma decisão muito radical, mas não foi.

O remédio para extirpar o mal precisava ser tomado. A decisão de Elias não foi tomada por sua própria conta, mas seguia a orientação divina dada pelo Senhor a Moisés. A lei deuteronômica dizia que era necessário destruir todos aqueles que arrastassem o povo de Deus para a idolatria (Dt 13.12-18; 20.12-13). A eliminação dos agentes do mal era necessária (1 Rs 18.38-40).

CONCLUSÃO

O desafio do profeta Elias contra os profetas de Baal foi muito além de uma simples luta do bem contra o mal. Ele serviu para demonstrar quem de fato era o Deus verdadeiro e, portanto, merecedor de toda adoração. Foi decisivo para fazer retroceder o coração do povo até então dividido. Mostrou que o pecado deve ser tratado como pecado e que a decisão de extirpá-lo deve ser tomada com firmeza.

A luta contra a falsa adoração continua ainda hoje por parte dos que desejam ser fiéis a Deus. Não há como negar que ao nosso redor ecoam ainda os dons advindos de vários cultos falsos, alguns deles travestidos da piedade cristã. Assim como Elias, uma igreja triunfante deve levantar a sua voz a fim de que a verdadeira adoração prevaleça.

1) A importância de se confrontar os falsos deuses.
•          Os profetas de Deus não admitiam tal fato em Israel;
•          O relacionamento ilícito com outros deuses é perigoso.

2) Quais são os perigos de dar crédito aos falsos profetas.
•          Idolatria, pecado, sincretismo religioso, apostasia.

3) Conscientizar-se sobre o confronto à falsa adoração:
•          A adoração a Baal imitava, mas não produzia fogo!


REFERÊNCIAS

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SILVA, Eliezer de Lira. A busca do caráter cristão – aprendendo com homens e mulheres da Bíblia. Lições Bíblicas. Faixas Jovens e Adultos. 3º trimestre de 2007. Casa Publicadora das Assembléias de Deus, CPAD, 2007.

REDE BRASIL DE COMUNICAÇÃO. Elias e os profetas de Baal. Disponível em: http://www.rbc1.com.br/licoes-biblicas/index/. Acesso em 24 de janeiro de 2013.


Por: Ailton da Silva - Ano III