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quinta-feira, agosto 17, 2017

ABIGAIL, UMA MULHER ATENTA À CONSCIÊNCIA DE UM SERVO DE DEUS


ABIGAIL, UMA MULHER ATENTA À CONSCIÊNCIA DE UM SERVO DE DEUS

"A beleza íntima duma mulher está quase sempre dependente da sua relação com Deus." Eugenia Price


I Samuel 25:23-42

 Resultado de imagem para imagem de Abigail, mulher de Nabal

As suas mãos moviam-se rapidamente.
Os seus pensamentos corriam ainda mais.

Embora reconhecesse que a situação era séria, Abigail não caiu em pânico, nem ficou nervosa. Fez os seus planos com calma. Não se esqueceu de que dispunha de pouco tempo, e de que não podia perder um segundo.

As palavras do criado, proferidas alguns momentos antes, ressoavam ainda nos seus ouvidos: 

"Veja bem, senhora, o que tem a fazer", dissera ele, "pois vai haver grandes problemas para o nosso patrão, para todos nós. Vim ter consigo, porque o patrão é rude e teimoso e não se pode mesmo falar com ele" (1 Sam. 25:17).

Como a situação era extremamente delicada e não se podia cometer o mínimo erro, Abigail estava a tratar de tudo sozinha. Não ousava entregar tais responsabilidades aos criados.

Tinha de pensar rapidamente e com acerto. De que é que precisariam 600 homens vorazes e que viviam no campo agreste, para acalmarem a fome? Assim, ela juntou bastantes provisões, havendo reunido alimento suficiente para satisfazer todos aqueles homens.
Abigail não pensou apenas nas coisas essenciais, como pão e carne. Cozeu também umas medidas de trigo tostado, 200 cachos de uvas, deliciosos bolos de figos e dois odres de vinho (v. 18). Queria cuidar bem dos homens e pretendia levá-los a ficarem bem-dispostos.

Num mínimo de tempo, tudo se arranjou com eficiência. "Ide à minha frente" – ordenou ela aos criados. "Eu seguirei atrás de vós" (v. 19). Sob o ponto de vista psicológico era uma viagem tática. Os servos de Abigail podiam começar o seu trabalho antes de ela chegar.

Abigail não disse nada ao marido, Nabal, a respeito dos seus planos, sabendo que as suas palavras não poderiam penetrar através da sua embriaguez.

Nabal tinha organizado uma grande festa para celebrar a tosquia anual do rebanho. Era um homem rico, que possuía 3000 ovelhas e 1000 cabras. A tosquia do rebanho era importante, pois a lã constituía um artigo vital na cultura de Canaã.

Depois de todo o trabalho haver terminado, Nabal ofereceu aos tosquiadores (peritos que eram especialmente contratados para esse fim) uma refeição. E o mais barulhento de todos à mesa era o próprio Nabal.

O marido de Abigail era descendente de um homem importante, de Calebe (1 Sam. 25:3). Mas não se parecia absolutamente nada com esse ilustre antepassado que tinha manifestado um maravilhoso temor de Deus, visão e coragem. Nabal, cujo nome significava "o tolo" era exatamente isso – um homem rude e grosseiro que não revelava senso algum nas suas palavras.

Foi isso o que Davi experimentou quando, por meio dos seus mensageiros, pediu comida a Nabal para si próprio e para os seus 600 homens. Tratava-se de um pedido normal, pois Davi e os seus guerreiros tinham formado um muro de proteção em torno dos tosquiadores do rebanho de Nabal, para impedir que ladrões e nômades vadios os perturbassem durante o trabalho. Qualquer xeque árabe – mesmo hoje podia ter pedido igual tratamento, sem lhe ser recusado.

Davi fez modestamente o seu pedido. Tinha-se aproximado de Nabal com uma atitude submissa e falou-lhe como um filho faria ao pai. Apesar dessa prudente abordagem, a reação de Nabal foi grosseira e insultuosa. "Quem é esse tal Davi?" – Perguntou desdenhosamente. "Quem é que esse filho de Jessé pensa ser? Há muitos servos hoje que fogem dos donos. Iria eu pegar no meu pão e na minha água e na carne dos animais que degolei para os tosquiadores e dá-la a um bando que de repente aparece vindo não sei donde?" (Vv. 10-11)

Esta resposta foi extremamente ofensiva para Davi, que gozava de grande popularidade em todo o país. As mulheres de todas as cidades de Israel tinham andado a cantar as suas vitórias (1 Sam. 18:6-7), e ele já havia sido ungido para ser o próximo rei. Mesmo os servos de Nabal o louvavam pela ajuda e pela maneira disciplinada dos seus homens 1 Sam. 25:15-16). Ele havia dado provas de uma liderança prudente e forte, mantendo os seus soldados – que dispunham de poucos meios de subsistência – organizados e obedientes às suas ordens.

Não obstante estes fatores, Nabal tratou Davi como uma pessoa sem importância, um rebelde, cujos pedidos não precisava de levar em séria consideração.

Davi reagiu a este tratamento indigno com uma explosão de ira. Pouco tempo antes, havia-se recusado a vingar-se de Saul que tentara matá-lo, e tinha deixado que fosse Deus a julgar a sua causa (1 Sam. 24:4-7). Durante aquela luta com o gigante Golias, que proferia insultos e maldições, ele havia pensado apenas no nome de Deus (1 Sam. 17:45-47). O homem que mais tarde seria conhecido na história como "o homem segundo o coração de Deus" (Atos 13:22) não pôde ignorar este insulto pessoal. Quis vingar-se imediatamente.

"Cingi, todos vós, as espadas", ordenou ele. "Nenhum homem da casa de Nabal escapará com vida. Amanhã de manhã teremos acabado com todos eles" (1 Sam. 25:13,22). Para se vingar da ofensa de Nabal, Davi seguiu para a casa dele com 400 homens.

Entretanto, Abigail montou num burro e dirigiu-se ao encontro de Davi. Sendo uma mulher suficientemente humilde para dar ouvidos ao conselho de um criado, ela revelou ao mesmo tempo bastante força moral e coragem para enfrentar a ira de Davi. Possuía um espírito brilhante e era atraente, inteligente e sábia. Embora o significado do seu nome fosse "o meu Pai (Deus) dá alegria", ele não refletia as circunstâncias que ela estava a atravessar, presa como se sentia por causa do casamento com Nabal. Só vagamente se pode imaginar o que poderia significar a vida com um tal insensato para uma mulher tão crente e sensível.
Certamente que não era esta a primeira vez em que Abigail tentara reunir as peças quebradas pelo marido. Quando ela se encontrou com Davi, as suas palavras provaram isso. "Foi tudo por minha culpa, senhor", disse ela, "eu não vi os mensageiros que enviou" (v. 25). Por outras palavras, tentava dizer: "Se eu os tivesse visto, tentaria usar a minha influência para evitar este problema".

A atitude de Abigail revelou-se ao mesmo tempo prudente e impressiva. Embora ela chamasse tolo temperamental ao marido, identificava-se com ele no reconhecimento da ofensa. Na sua atitude e nos atos que dela resultavam, seguiu o mesmo princípio que outros grandes homens de Deus iriam seguir. Por exemplo, Neemias (1:4-11) e Daniel (9:3-19) iriam mais tarde identificar-se com a culpa do povo judeu que desobedeceu a Deus. Abigail não pediu perdão para Nabal; pediu-o simplesmente para si própria.

A atitude desta mulher, bem como as suas palavras, impressionou Davi. Logo que os dois grupos se encontraram no caminho e Abigail viu Davi, desmontou-se imediatamente e inclinou-se profundamente diante dele, com respeito. O futuro rei de Israel e servo de Deus, que tinha sido maltratado pelo marido como se se tratasse de uma pessoa indigna, recebia agora honras dela. Os homens com quem Nabal não quisera gastar a sua água, tinham agora vinho que lhes era oferecido pela esposa.


Salomão disse mais tarde que um presente alarga o caminho a uma pessoa e leva-a à presença dos grandes (Prov. 18:16). Abigail experimentou essa lição. Os presentes que enviara à sua frente tinham suavizado o coração de Davi e esfriado a sua fúria. A sua chegada e palavras podiam então fazer o resto.

O que ela continuou a dizer mostrou tal sabedoria e discernimento, que se podem descrever melhor com o que Tiago chamou mais tarde, no Novo Testamento, "sabedoria do alto". Tal sabedoria é "primeiramente pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade e sem hipocrisia" (Tg. 3:17).

O que mais impressiona em Abigail é o fato de ela não exibir uma frente falsa. Manifestou-se como realmente era. As circunstâncias não lhe tinham dado tempo para refletir madura e antecipadamente sobre a situação. Não tinha havido tempo para reunir força e coragem, ou sabedoria. Não tinha havido tempo para bravata intelectual ou espiritual. Não podia pretender ser diferente do que realmente era, pois, as tempestades da vida arrastam qualquer capa que não faz parte integrante da própria pessoa. As suas reações imediatas tornam-se então o traje com que é vista.

Foi essa a atitude de Abigail para com o Deus santo. O seu coração tremia diante dEle. Amava-O acima de tudo, estava convencida de que acima de tudo o mais, o ser humano tinha de O honrar. Tinha a certeza de que ninguém poderia tentar iludi-lo. Ele não podia ser enganado, e as conseqüências de tal tentativa seriam deploráveis.

Deus tinha abençoado ricamente Davi. De repente, quando ela o enfrentou, Abigail viu que as bênçãos que Davi havia já experimentado seriam pequenas comparadas com o que o Senhor planeava ainda fazer pelo futuro rei.

Do seu profundo respeito por Deus, esta mulher colhera amor pelo Seu servo, por este seu semelhante. O seu amor era puro, sincero e espontâneo. Através da sua dependência de Deus, Abigail manteve também uma atitude correta em relação a si própria. Em vez de pensar unicamente em si, era modesta e evitava a autocomiseração.

Embora usasse todo o tato para salvar a vida de Nabal e dos seus homens, parecia ser levada por uma motivação mais profunda. Estava a pensar naqueles que nesta situação estavam ameaçados pelo desejo de vingança. Numa fúria cega, Davi e os seus homens estavam prestes a cometer um pecado que iriam lamentar para sempre. O crime que estava quase a ser perpetrado seria irreparável. Um pesado fardo sobrecarregaria a sua consciência pelo resto da vida. A mancha de sangue, tanto dos inocentes como dos culpados, ficaria nas suas mãos.

Abigail recordou a Davi o favor de Deus que ele desfrutava, a proteção toda especial de que estava sendo alvo. Chamou a sua atenção para o futuro privilegiado que o esperava sob a mão bendita de Deus como futuro rei de Israel. O nome de Davi estava ligado ao nome de Deus. Rejeitando Davi, Nabal tinha desonrado o nome do Senhor, mas o futuro rei estava também a ponto de lançar uma mancha indelével sobre esse nome. Num ímpeto de sede de sangue, estava disposto a tomar nas suas mãos os seus próprios direitos e a matar pessoas inocentes.

Abigail estava convencida de que Deus castigaria Nabal por causa da sua impertinência para com o Seu ungido. Mas estava igualmente certa de que Deus não precisava de Davi para executar essa punição. Não repreendeu Davi. Pintou simplesmente as conseqüências da sua precipitada decisão, começando o seu apelo com estas palavras: "Vive o Senhor" (1 Sam. 25:26). Apresentou-o corri uma eloquência tão natural, que o poeta Davi teve dificuldade em não se deixar fascinar pelo seu estilo.

Na sua carta aos Coríntios, Paulo escreveu que todo cristão devia buscar o bem do seu próximo (1 Cor. 10:14-24) e devia evitar o fender a qualquer pessoa (1 Cor. 10:32).

Abigail tinha a sua vida centralizada em Deus. Colocava-O em primeiro lugar nos seus pensamentos e tomava-O como exemplo em tudo o que dizia. Não pensava apenas na vida do marido e dos seus trabalhadores; estava preocupada com a reputação de Davi. Reputação de Davi. Via as coisas à luz dos planos de futuro que Deus tinha traçado para ele. Portanto, o seu apelo baseava-se no que era melhor para Davi e não nos interesses dela. A sua força motivadora era o amor por Davi como seu semelhante.

O que Abigail desejava aconteceu. A consciência de Davi acordou. O seu apelo, baseado no caráter de Deus e no Seu soberano poder, deixou-o desarmado. "Bendito o Senhor Deus de Israel que te enviou ao meu encontro, hoje!" – Exclamou Davi. "Graças a Deus pelo teu bom senso! Bendita sejas por me teres impedido de matar os homens e exercer vingança por minhas próprias mãos. Pois eu juro pelo Senhor, o Deus de Israel que me guardou de te ferir, que se tu não tivesses vindo ao meu encontro, nenhum homem da casa de Nabal estaria ainda vivo amanhã de manhã" (1 Sm. 25:32-34).

Com estas palavras, Davi agradeceu à mulher que tinha estado atenta à sua consciência e o guardou do pecado e do remorso. Por causa da sua abordagem direta e espiritual do problema, ele descobriu quão nublada era a sua própria visão, quão egocêntrico tinha sido por causa do seu envolvimento pessoal. Davi restabeleceu então uma visão adequada de Deus, que através desta mulher o havia impedido de cometer um erro terrível.
Abigail, que reconhecia plenamente a extensão e o alcance que teria tido o plano de Davi, agiu, portanto, com sabedoria e discernimento. Não só impediu um homem de se tornar um assassino, mas salvou a reputação de um futuro rei. Davi, um homem tão altamente respeitado, que as gerações futuras iriam referir-se a Jesus Cristo como o "Filho de Davi", não se desrespeitou a si mesmo. Conseguiu dominar a sua ira, e por esse autocontrole conseguiu uma vitória maior do que se tivesse conquistado uma cidade (Prov. 16:32).

Todavia, o mais importante de tudo foi o fato de Davi não ter pecado contra o Senhor. Ele não deu tristeza a Deus. Os inimigos do Senhor não tiveram oportunidade de escarnecer do Seu santo nome. "Vai em paz para tua casa. Vê que eu ouvi as tuas palavras e atendi o teu pedido" (1 Sm. 25:35). Foram essas as palavras com que ele a despediu.

Abigail tinha visto corretamente a situação. As coisas transformaram-se na vida de Nabal. Quando ele ouviu da esposa, na manhã seguinte, o que tinha acontecido na véspera, a sua reação de fúria e medo resultou num ataque. Dez como dias mais tarde, morreu, experimentando no seu corpo a verdade de que ninguém pode escarnecer de Deus e permanecer impune.

Quando Davi ouviu a notícia de que Nabal tinha morrido, louvou e agradeceu a Deus por lhe ter dado o que merecia. Deus tinha-o guardado de resolver os problemas pelas suas próprias mãos. Davi demonstrou então a impressão inesquecível que Abigail lhe tinha causado. Imediatamente, sem perda de um minuto, pediu-lhe para se tornar sua esposa, e Abigail concordou " «Quando o Senhor te fizer grandes coisas, lembra-te de mim!" (V. 31), recebeu um cumprimento surpreendente. Ela sabia por experiência quanta solidão podia existir num casamento onde os cônjuges tinham pouco em comum; mas agora tornava-se a esposa de um homem com quem partilhava muitas coisas: coragem, fidelidade, um intelecto vivo e discernimento criterioso.

Todavia, a maior unidade de Davi e Abigail estava nas suas atitudes para com Deus, que possuía o primeiro lugar no coração dos dois. Abigail, altruísta, verificou como Deus podia usar todas as coisas para bem daqueles que O amam (Rom. 8:28). Inesperadamente havia-se transformado numa esposa do rei de Israel. Infelizmente, era apenas uma das oito esposas de Davi (2 Sm. 3:1-5, 13; 11:26-27). Seguindo o exemplo de outras cortes reais do seu tempo, Davi não se tinha restringido ao pacto de um casamento monógamo dado por Deus.

A atitude de Abigail para com Deus e o seu semelhante, e o seu raciocínio modesto, impediu um dos maiores homens da história de lançar o seu nome na lama.

Por meio do apurado discernimento de Abigail e da maneira como abordou uma situação difícil, Davi teve a oportunidade de continuar diante de Deus como estava, o homem segundo o seu coração. Pôde assim cumprir o propósito para o qual ele e todo o ser humano foi criado: honrar o nome do Senhor (Ap. 4:9-11; 5:11-14). Como futuro rei, teria perdido absolutamente essa oportunidade, se uma mulher não tivesse entrado na sua vida no momento próprio e vigiado a sua consciência, guardando-o assim de ofender a Deus.

Abigail, uma mulher atenta à consciência de um servo de Deus
(I Samuel 25:23-42)


Perguntas:

1. Enumere algumas das características mais importantes de Abigail.
2. O que o impressiona quando examina a sua atitude em relação a Nabal?
3. O que é que prova que Abigail possuía a "sabedoria do alto"? (Tiago 3:17).
4. Salomão tem muito a dizer sobre a maneira de nos tornarmos sábios (Provérbios 1:7; 2:1-6; 9:10). Quais são os passos necessários para adquirir sabedoria?
5. Quais são as possibilidades que temos hoje em dia de adquirir sabedoria de Deus e que faltavam a Abigail?
6. Qual é o princípio mais importante que aprendeu desta mulher? Como é que ele irá influenciar a sua vida?



Fonte: Livro Seu Nome é Mulher 2

Fonte: http://sermaoesbocos.blogspot.com.br/2013/12/abigailmulher-de-nabal.html


QUEM FOI A PROFETISA HULDA NA BÍBLIA?


QUEM FOI A PROFETISA HULDA NA BÍBLIA?




Hulda foi uma profetisa, mulher de Salum, filho de Ticvá e neto de Harás. Apesar de não ser tão conhecida entre os cristãos como Débora, Miriã e algumas outras mulheres citadas na Bíblia, Hulda teve uma importante participação em determina ocasião durante o reinado do rei Josias. Neste texto, conheceremos mais sobre quem foi Hulda.
A história da profetisa Hulda
A profetisa Hulda é mencionada em dois livros do Antigo Testamento que relatam o reinado do rei Josias, 2Reis 22:14 e 2 Crônicas 34:22. Como já dissemos, Hulda era esposa de Salum, um homem ilustre e de família nobre, responsável pela guarda das roupas, ou do Templo (manutenção das vestes sacerdotais) ou da corte de Josias (alfaiate das vestes reais). Não é possível determinar com exatidão qual das duas opções é a correta.
Nada se sabe sobre a biografia de Hulda além do que é mencionado muito brevemente nessas passagens. Somos informados ainda que ela morava na cidade baixa de Jerusalém. A localização exata desse lugar é incerta, porém é bem provável que seja o segundo quadrante de Jerusalém (cf. Sf 1:10; Ne 11:9), isto é, a segunda fileira de edifícios a partir do palácio real.
Entre os judeus há uma tradição de que Hulda profetizava entre as mulheres, as senhoras da corte, porém a Bíblia não menciona nada acerca disso. O que está certo é que Hulda foi contemporânea dos profetas Jeremias e Sofonias.
Alguns intérpretes sugerem a possibilidade do marido de Hulda, Salum, ter sido o tio de Jeremias. A Bíblia cita cerca de 12 a 15 pessoas com este nome no Antigo Testamento, sendo o tio do profeta Jeremias uma delas, entretanto é impossível determinar ao certo se realmente se tratava do marido de Hulda (cf. 32:7; 35:4; 52:24).
A profecia de Hulda
Hulda aparece na narrativa sendo consultada pelo sacerdote Hilquias, pelo escriba Safã, Aicão, Acbor e Asaías, homens a favor de Josias, que se preocupou após a leitura do Livro da Lei descoberto na Casa do Senhor.
Josias havia introduzido reformas religiosas, e estava empenhado na restauração do Templo. Josias de certa forma sabia da situação lastimável de idolatria que havia tomado o povo. Entretanto, o rei teve a real noção de quão grave era a situação quando ouviu a leitura do Livro da Lei encontrado no Templo.

Ao ouvir as palavras do Livro, Josias temeu a ira do Senhor, pois teve consciência do estado de desobediência em que o povo havia andado desde os seus antepassados (2Rs 22:11-23:3). O rei rasgou suas vestes e prontamente ordenou que o Senhor fosse consultado.
A ordem de consultar o Senhor, naquele contexto significava pedir um parecer profético sobre aquela situação. Josias decidiu consultar um profeta, pois sabia que a nação merecia ser acometida por maldições divinas, porém ele não sabia exatamente como essas maldições se aplicavam naquela situação especifica. Para que pudesse entender perfeitamente a situação, ele precisava de um oráculo profético.
É nesse contexto que Hulda é consultada. Perceba que tal como Débora, Hulda foi procurada por aqueles homens, na ocasião, enviados por Josias. Isso significa que, diferente dos homens ordenados por Deus como profetas diante do povo no Antigo Testamento, não há registro bíblico dessas mulheres profetizando publicamente perante a nação, isto é, reunindo o povo para dizer: “Assim diz o Senhor”. Essas mulheres proclamaram a mensagem divina em particular, de modo que as pessoas foram até elas.
Outro ponto que certamente merece destaque é o fato de Hulda ter sido a pessoa procurada, mesmo tendo grandes profetas como Jeremias e Sofonias vivendo em seu tempo. Alguns estudiosos sugerem que isso aconteceu provavelmente devido ao espaço que seu marido, e talvez até ela própria, tinha no palácio.
Isso pode até fazer sentido, porém nada supera a verdade de que, sobretudo, foi ela a pessoa escolhida por Deus soberanamente para proclamar a sua vontade naquela ocasião. A resposta do Senhor pela boca de Hulda (2Cr 34:23-28), basicamente se divide duas partes.
Na primeira parte há duas sentenças. A primeira sentença consiste no aviso de que Deus traria o mal sobre aquele lugar, e sobre os seus habitantes. O próprio cronista explica que o mal se refere as “maldições que estão escritas no livro que se leu perante o rei de Judá” (2Cr 34:24).
O texto prossegue mostrando as acusações contra aquele povo: “porque me deixaram, e queimaram incenso perante outros deuses, para me provocarem à ira com todas as obras das suas mãos”. Então, temos o registro da segunda sentença: “portanto o meu furor se derramou sobre este lugar, e não se apagará” (2Cr 34:25).
Apesar dessa predição terrível contra Jerusalém e Judá, a segunda parte da profecia oferece certo alívio ao rei Josias (2Cr 34:26-28). Trata-se de um oráculo de livramento, onde basicamente foi garantido a Josias que, devido ao seu arrependimento sincero e preocupação com a situação da nação perante os mandamentos do Senhor, ele não testemunharia o juízo sobre Judá e a destruição de Jerusalém durante os seus dias, ou seja, o juízo contra aquele povo não seria revertido, mas adiado para uma geração futura.
Assim que aqueles homens trouxeram as palavras do Senhor ditas por intermédio de Hulda, Josias determinou renovar a aliança com o Senhor (2Cr 34:29-33).
Quando estudamos sobre quem foi Hulda, certamente percebemos que ela foi uma mulher usada por Deus para desempenhar um importante papel diante daquela situação. Ela transmitiu não sua opinião própria, nem qualquer tipo de especulação, mas a mensagem do Senhor.



Fonte: https://estiloadoracao.com/quem-foi-profetiza-hulda-na-biblia/


segunda-feira, agosto 14, 2017

EUA, UNIÃO EUROPEIA, BRASIL, ARGENTINA, CHILE E ISRAEL ...

14 de agosto de 2017


EUA, UNIÃO EUROPEIA, BRASIL, ARGENTINA, CHILE E ISRAEL PRESSIONAM ROMÊNIA A ADOTAR O ATIVISMO HOMOSSEXUAL

Julio Severo

Ativistas homossexuais se queixam de que a Romênia não quer permitir o “casamento” homossexual. Eles choramingam que enquanto a União Europeia vem dando passos rápidos para mudar a definição da família em suas leis, a Romênia está adotando passos para proteger a família tradicional contra a homossexualidade predatória.




Numa tentativa intrusiva de ajudar a homossexualidade predatória, várias embaixadas expressaram numa declaração conjunta solidariedade e apoio aos ativistas LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros e intersexuais) da Romênia, no contexto do Dia Internacional contra a Homofobia em 17 de maio.

A declaração foi assinada pelas seguintes embaixadas: Alemanha, Argentina, Austrália, Áustria, Bélgica, Brasil, Canadá, Chile, Chipre, Dinamarca, Eslovênia, Espanha, Estados Unidos, Estônia, Finlândia, França, Holanda, Irlanda, Israel, Itália, México, Noruega, Nova Zelândia, Portugal, Reino Unido, República Checa, Sérvia, Suécia, Suíça e Uruguai.

O ativismo homossexual tem apoio mínimo na Romênia. Então outras nações decidiram dar uma mão para os grupos homossexuais romenos. Por exemplo, a Parada do Orgulho Gay da Romênia no ano passado atraiu 2.500 pessoas, inclusive diplomatas estrangeiros.

O ativismo homossexual na Romênia é essencialmente um produto importado. O principal grupo homossexual, MozaiQ, foi fundado em 2012 por um romeno que, enquanto estava estudando na Universidade Estadual da Califórnia, se casou com um homossexual, e mais tarde voltou para a Romênia para exigir “casamento” homossexual legal.

Os romenos têm o índice mais baixo de aprovação para esse tipo de “casamento” na União Europeia inteira.

A Romênia está também entre os últimos países na União Europeia a não aceitar nenhum tipo de união civil entre indivíduos do mesmo sexo.

O que explica tal sólida postura pró-família é o Cristianismo. Com uma população de quase 20 milhões, de acordo com o último recenseamento, 87% dos romenos se declaram cristãos ortodoxos.

Considerando que os romenos, em sua maioria esmagadora, rejeitam o “casamento” homossexual e outros itens do ativismo homossexual predatório, por que os EUA, a União Europeia, o Brasil, a Argentina, o Chile e Israel estão ajudando os grupos homossexuais romenos a pressionar o governo romeno a adotar tal ativismo?

O Dr. Peter Costea, um cidadão americano nascido e criado na Romênia, está fazendo as perguntas certas sobre as pressões estrangeiras pró-homossexualismo na Romênia.

Ele sabe do que está falando: Ele é um jurista que tem trabalhado por 27 anos representando um número crescente de pessoas vitimadas por políticas abusivas de Estados e governos estrangeiros.

Dirigindo-se em carta oficial ao embaixador argentino, ele disse:

Você assinou, junto com embaixadores de vários países, uma declaração em apoio à parada do orgulho gay que ocorreu em Bucareste em 20 de maio de 2017. Ao fazer isso, você e a República Argentina ofenderam 25 milhões de romenos no mundo inteiro, principalmente na Romênia, na República da Moldávia, na Europa Ocidental e na América do Norte. Sou uma das pessoas a quem você ofendeu.
Ele acrescentou:

Essa espécie de conduta internacional abominável agora se tornou um ritual anual, em que um enxame de países do mundo todo assina declarações acusando, mais ou menos diretamente, o povo da Romênia de homofobia e transfobia.

Junto-me a Costea no protesto. Mas não é só a Argentina sob Maurício Macri que está ajudando grupos homossexuais na Romênia. O Brasil, meu país, também. Eu havia esperado que com a derrota do governo da socialista Dilma Rousseff no ano passado, o novo governo brasileiro pararia o ativismo homossexual em sua política externa. Minha esperança se frustrou.

Eu também havia esperado que com o novo governo de Trump, os EUA parariam sua conduta abusiva, sob o governo do socialista Obama, de usar suas embaixadas para se intrometer nos assuntos das outras nações para promover o ativismo homossexual.

Sempre denunciei o ativismo homossexual abusivo do meu próprio país. Embora sua política externa pró-sodomia seja nojenta, a influência do Brasil não é tão importante, graças a Deus, quanto à influência colossal do governo dos EUA.

Em meu livro “O Movimento Homossexual, ” publicado originalmente pela Editora Betânia em 1998, denunciei o movimento homossexual brasileiro, que dependia da influência do movimento homossexual americano. Expus a realidade homossexual americana e especulei que o Brasil copiaria em poucos anos as tendências homossexuais americanas nas leis, escolas, mídia, igrejas, etc. O Brasil realmente acabou copiando tudo.

Denunciei principalmente o governo de Bill Clinton e suas políticas pró-sodomia.

E desde 2009 trabalhei duro para denunciar como o governo Obama estava promovendo o ativismo homossexual. Eu tinha de denunciar, pois as políticas pró-homossexualismo de Obama afetavam diretamente o Brasil e outras nações.

Embora Trump seja diferente de Obama, estou ciente de que ele não tem nenhum histórico conservador. Mas ele é um empresário que se importa com pessoas que utilizam seus serviços. Nesse caso, eu esperava que ele se importasse com os evangélicos, que foram seus principais eleitores. Trump precisava dos evangélicos, e eles o ajudaram. Agora os evangélicos precisam de Trump para deter o ativismo homossexual na política externa americana.

Trump adora contratos. Pelo fato de que os evangélicos brancos votaram esmagadoramente nele, Trump tem um “contrato” moral com os evangélicos.

E se Trump tem um “contrato” moral com os evangélicos, a Embaixada dos EUA na Romênia jamais deveria se intrometer nos assuntos da Romênia contra os valores morais e cristãos de seu povo em apoio do pecado homossexual ou qualquer outro pecado.

Ainda que alguns conservadores pudessem achar que o embaixador americano na Romênia havia sido nomeado por Obama, esse não é o caso. Embaixadores anteriores, sob Obama, não tiveram permissão de continuar em seus empregos depois da posse de Trump, que demitiu todos eles e escolheu preencher cada vaga com suas próprias nomeações para evitar a continuação das políticas de Obama.

Não é só a Embaixada dos EUA na Romênia que está promovendo a homossexualidade. Várias embaixadas dos EUA no mundo inteiro a estão promovendo. Aliás, até mesmo o Departamento de Estado de Trump reconheceu junho como Mês do Orgulho LGBTI.

A política externa dos EUA está se intrometendo nos assuntos de outras nações em apoio da sodomia (sexo entre homens) e Trump está silencioso acerca dessas ações torpes de seu próprio governo, apesar do fato de que ele tem sido informado acerca dessas ações e apesar do fato de que ele tem toda autoridade de detê-las.

A Bíblia mostra que a sodomia destrói sociedades. Trump não iniciou a sodomização da sociedade americana. Mas ele pode trabalhar para detê-la. Ele não iniciou a sodomização de outras nações por meio da política externa dos EUA. Mas ele pode detê-la.

Afinal, uma nação com um contrato com Deus desde seu nascimento pode manter um contrato com a sodomia? Os evangélicos conservadores, que elegeram Trump, podem ajudá-lo a salvar os EUA das devastações da sodomia.

Continuando, Peter Costea disse para o embaixador argentino (repreensão que eu aplico aos embaixadores do Brasil e EUA também):

Em primeiro lugar, não é seu papel como embaixador julgar os sentimentos que os cidadãos de outros países têm com relação a várias questões… Ao usar sua influência e a influência de seu país na declaração, você implicitamente condenou os que ousam expressar uma opinião diferente acerca de uma questão muito moral e polêmica. Exatamente como você, também me formei em diplomacia, e um dos princípios fundamentais que aprendemos na faculdade de diplomacia era respeitar os sentimentos dos cidadãos dos países em que os diplomatas são designados e não ofendê-los.

O papel de um embaixador é conectar estados com estados, e comunicar assuntos de preocupação mútua entre eles. Não é repreender as pessoas de uma nação estrangeira em assuntos de moralidade e nos quais pessoas racionais diferem. Não é arrogantemente transmitir uma postura de superioridade, sugerindo que, nesse caso, você ou a Argentina está num nível moral mais elevado, possui um registro de direitos humanos tão espetacular e nunca falharam em seus compromissos com os direitos humanos, que você alcançou a posição moral de repreender o povo da Romênia. Senhor Embaixador, isso é muito impróprio e ofensivo.

Segundo, duvido que ao assinar a declaração você expressou os sentimentos verdadeiros de sua nação no assunto. Duvido que você teve a aprovação ou consentimento para assinar a declaração…

Terceiro, suspeito fortemente que você assinou a declaração para fazer média com a União Europeia em favor de seu governo. Se esse for o caso, sua ação foi insincera e motivada por conveniência política, não convicção. Nesse caso, foi hipócrita. Pode ser que ao assinar a declaração você fez média com a União Europeia, mas não fez média nem ganhou a boa vontade do povo da Romênia. Por favor entenda que os romenos também têm dignidade, constituem um Estado soberano, uma nação soberana e as normas da diplomacia não permitem que você mine a dignidade ou a soberania deles.

Quarto, a Argentina não está em posição de repreender a Romênia ou o resto do mundo em assuntos de direitos humanos e tolerância. Por favor, examine o passado e o presente do seu país e identifique suas próprias deficiências de direitos humanos. A Argentina quase exterminou todas as suas populações indígenas no final do século XIX, e hoje seu país comete discriminação contra os evangélicos.

Tomando emprestado a linguagem de Costea, digo: Suspeito fortemente que o Brasil, a Argentina, o Chile e Israel assinaram a declaração em apoio do ativismo homossexual na Romênia para fazer média com a União Europeia e os Estados Unidos em favor de seus governos.

A assinatura deles foi motivada por conveniência política e pela convicção politicamente correta de que a conduta homossexual está acima do bem-estar das famílias e seus filhos.

Os EUA, a União Europeia, o Brasil, a Argentina, o Chile e Israel deveriam se envergonhar de ajudar grupos homossexuais a impor o ativismo homossexual predatório na Romênia. Isso não é democracia.

Isso é diplomacia internacional a serviço da tirania homossexual.



Com informações de Agerpres, BalkanInsight, Raluca Ciocian Ardeleanu e carta de Peter Costea ao embaixador argentino.
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