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sábado, dezembro 03, 2016

As 100 Melhores de Shirley Carvalhães 2016



ADORANDO A DEUS EM MEIO A CALAMIDADE





Assembleia de Deus Ministério Estudando a Palavra

Departamento de Educação Religiosa



 TEMA

ADORANDO A DEUS EM MEIO A CALAMIDADE

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Texto Áureo

 “Louvai ao SENHOR, porque ele é bom; porque a sua benignidade é para sempre”.
Salmos 136:1


VERDADE PRÁTICA
A nossa fé em Deus leva-nos a adorá-lo em meio às crises e dificuldades.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

2 Crônicas 20:1-12



Introdução - Na lição de hoje, estudaremos a respeito da pior crise que o rei Josafá teve que enfrentar. Com a história de Josafá, aprendemos que, em meio às crises, devemos orar e buscar o socorro de Deus. Veremos que o rei jejuou, orou e confessou sua incapacidade para resolver tal situação. Josafá teve fé. Por isso, recebeu a vitória. Em um gesto de gratidão, ele louva e adora ao Senhor.


Interagindo: - Um dia os filhos de Moabe e os filhos de Amom resolveram pelejar contra Judá e reuniram um grande exército. Josafá foi avisado da multidão que marchava contra seu reino e temeu.

Bom, ficar com medo é normal, faz parte da natureza humana, o que se faz com o medo que se sente é que faz toda diferença. Josafá poderia ter se escondido debaixo da cama, ou fugido de Jerusalém para salvar sua vida, ou chorar feito menino mimado, mas ele fez a coisa certa: buscou a Deus e apregoou jejum em todo Judá.

Veio gente de todas as cidades para ajudar no pedido de socorro ao Senhor, até crianças, mulheres e idosos e Judá se juntou para jejuar e clamar a Deus. Era uma situação extrema, Josafá estava com o problema do MAIS, os inimigos eram MAIS numerosos, MAIS bem armados, MAIS preparados para a guerra, MAIS incrédulos e MAIS petulantes, estavam desafiando o Deus de Israel, parece que nunca tinham ouvido falar do Deus Poderoso que reinava em Judá.

Josafá se pôs de pé na congregação de Judá e de Jerusalém na Casa do Senhor. O rei fez uma bela e eficiente oração, de todo o seu coração e de toda sua alma, que engrandecia ao Senhor, para em seguida lembrar ao Senhor Sua Palavra e disse Josafá: “Se algum mal nos sobrevier, espada, juízo, peste, ou fome, nós nos apresentaremos diante desta casa e diante de ti, pois teu nome está nesta casa, e clamaremos a ti na nossa angústia, e tu nos ouvirás e livrarás. ” (2 Crônicas 20:9).


No entanto, mesmo um rei como ele, que tomou medidas importantes quanto à justiça e à vida religiosa da nação de Judá (2 Cr 19.4-11), buscando colocar sua vida e a de todo o povo na presença de Deus, teve seus momentos dramáticos, de grandes dificuldades e aperto.

No texto lido, observamos que esteve diante de situação de medo, insegurança e desespero, quando se viu diante dos exércitos moabitas e Amonitas. Apesar disso, ele buscou em Deus a saída e saiu vitorioso.

Sabemos que nesses dias que precedem o fim dos tempos, os exércitos inimigos se levantam contra a Igreja de Jesus, procurando obter vitórias, levando muitos cristãos para situações semelhantes à de Josafá. É provável que estejam sofrendo esses ataques do inimigo (opressão, medo e insegurança), justamente no momento em que procuram acertar suas vidas com o Senhor.


É nessa hora que podemos observar as várias formas com que muitas pessoas se portam: uns murmuram, reclamam de Deus por permitir que tais coisas aconteçam, outros, abandonam a fé, a Igreja e seus projetos de permanecerem na presença do Senhor, mas outros, no entanto, buscam uma saída correta, agem como Josafá, que deu alguns passos estratégicos que o conduziram à vitória.


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I.           VEJAMOS AGORA “AS QUATRO ATITUDES DE JOSAFÁ PARA VENCER A CRISE


 1.  Josafá reconheceu a sua situação e foi buscar socorro no Senhor (v.1-6).


a.      A verdade é que há momentos em que até rei tem medo, até crente, cheio do poder, tem medo! É um erro grave não confessar isso diante do Senhor, pois pode sinalizar uma espiritualidade falsa. Confessar a Deus e buscar a solução é uma coisa, viver em função do medo é outra.  


b.    Como filhos do Deus vivo, não podemos ser paralisados e vencidos pelo medo. Nossos medos, ao contrário, devem nos levar a buscar mais ao Senhor, e jamais fugir dEle ou da batalha, como muitos fazem, abandonando o Senhor, a fé, a Igreja, os amigos.

c.            Toda crise deve nos levar à confissão, à busca do Senhor, à permanência com o povo de Deus. É preciso parar de murmurar, de reclamar da situação. A solução vem quando nos ajuntamos para buscar no Senhor a saída e a vitória. Na hora da crise é necessário o ajuntamento da família, da célula e do discipulado em jejum e oração diante do Deus de poder e das maravilhas.


 2. Josafá trouxe à memória as alianças e as promessas de Deus -     (v. 7-13). 

a)     A questão não era se Deus tinha se esquecido ou não das Suas palavras, porque isto é impossível (a única coisa de que Deus se esquece é dos nossos pecados confessados e arrependidos). Confessar as alianças e promessas de Deus é para que nos lembremos que Ele tem compromisso conosco e é absolutamente fiel, o que nos fortalece na fé e na esperança.


b)   A confissão sistemática das alianças e promessas de Deus tem pelo menos dois efeitos tremendos:


c)        Enchem os céus sobre as nossas cabeças com as sementes de vitória, tirando nossos olhos das circunstâncias e do inimigo, voltando-os para o Senhor, e 

d)       São decretos proféticos contra as crises, porque se tornam palavras de ordem contra a voz do inimigo, neutralizando o caos que toda crise quer instalar. 


 3. Josafá se colocou na posição certa, por isso ouviu o consolo e as estratégias do Senhor - (v.14-17). 


a)         Como é bom saber que o Senhor cuida de nós e toma para si as nossas batalhas. Estando com o Senhor, as “nossas” batalhas não são nossas, são dEle. Diz o texto bíblico que eles estavam em jejum, oração, quebrantamento e confissão, “então, veio o Espírito do Senhor… e disse”. Deus nunca deixa de nos responder; o problema é que às vezes não estamos na posição de ouvi-lo.


b)          Precisamos nos treinar na prática do quebrantamento diante do Senhor, com jejuns, orações e confissões sinceras. Tais coisas nos “limpam” espiritualmente e nos habilitam quanto a ouvirmos a direção de Deus para nossas vidas em muitas situações. É preciso tempos de jejum e orações específicos em família, nas células, nas equipes de discipulado, para que o Deus de maravilhas seja glorificado no meio das adversidades. 


 4.   Josafá adorou, obedeceu e provou a vitória - (v.18-22). 

a)       Não basta saber quem o Senhor é e nem o que Ele pode fazer. É preciso agir! Tomar uma atitude de fé, atitude de vencedor no Senhor!  Se o Senhor já falou, só nos resta obedecer, isto é, por em prática seus conselhos e assumir uma atitude de louvor e adoração. Obediência assim mostra que descansamos n‘Ele, em plena crise, porque sabemos que a nossa vitória é certa.  Até porque adoração, obediência e fé andam de mãos dadas e são garantia de vitória para os santos de Deus.


b)       É possível que você esteja passando por alguma crise. Talvez esteja lutando contra as hostes da maldade, enfrentando batalhas ferrenhas a favor do casamento, da família, da célula, do discipulado, das finanças, dos sonhos ministeriais. Primeiro, entenda que o inimigo não tem poder para decidir seu futuro; esta decisão é sua e você precisa tomar a decisão de ser vencedor (a). 


c)      Segundo, creia que nem toda crise é selo de fracasso, caminho errado ou perda de unção: Josafá estava fazendo tudo certo e a crise bateu na sua porta. Terceiro, é claro que o Senhor pode nos livrar das adversidades, mas, em geral, quando Ele as permite, é porque Ele quer glorificar o Seu nome no meio delas e nos dar as vitórias mais expressivas de nossas vidas.

d)     O rei Josafá vai nos mostrar como vencer multidões que se levantam contra nós. Você poderá ver isso no II livro de Crônicas cap. 20 do vers. 1 ao 26. Diz a Palavra de Deus que quando disseram isso para Josafá ele teve medo (sentimento natural do ser humano), convocou o povo para jejuar e buscou ao Senhor e todo o povo acompanhou ele.


A primeira lição que nós aprendemos aqui é que Josafá jejuou e orou ao Senhor. Duas armas espirituais importantíssimas que vêm sido esquecidas pelos Cristãos.

Muitos querem louvar, pregar, tocar, mas quem quer orar e jejuar?
Quantos estão dispostos a dedicar tempo com seus joelhos no chão e buscar à Deus em oração?

Josafá compreendeu que diante de uma grande multidão contra ele não tinha alternativa a não ser a de buscar à Deus em jejum e oração. Porque a força que está em nós não vem de mim e nem de você, mas vem do Senhor.

Feliz é homem que aprende a dobrar os seus joelhos e buscar à Deus. No vers. 5 nós vamos notar que Josafá se colocou em pé na congregação e aí fica outra lição para nossa vida.

Diante das dificuldades você tem que se colocar de pé.


O seu posicionamento diante das suas dificuldades tem que ser de pé. Tem um monte de gente que sofre uma luta, uma perda e se abate de tal forma que não consegue se reerguer.
Ficam prostradas, ficam desanimadas e quando isso acontece o diabo manda mais luta e mais opressão.

Josafá se pôs de pé, porque ele era o rei, o comandante daquele povo e ele sabia que se o povo o visse abatido, eles desanimariam e entregariam os pontos para o adversário.

Coloque-se de pé diante da luta meu irmão, levante a sua cabeça porque a sua posição é de pé, o Senhor te fez por cabeça e não por cauda. Você nasceu para vencer, porque em Cristo Jesus nós somos mais do que vencedores. 

Depois disto, Josafá então dos vers. 5 a 11 ele vai manter um diálogo com o Senhor e vai trazer de volta à memória os feitos gloriosos que o Senhor fez pelo seu povo (Israel) no passado.

Amados (as), a Palavra de Deus diz que aquele que está em Cristo nova criatura é, as coisas velhas já passaram eis que tudo se fez novo.

Quando Deus diz isso, Ele está se referindo ao seu velho homem, à sua velha mulher, aos seus pecados, mas quando se trata de um passado com Deus, nunca poderemos nos esquecer.

Teremos que nos lembrar sempre dos milagres e das bênçãos que Deus nos concedeu.

Primeiro, para glorificarmos e honrarmos o Seu nome; Segundo, para trazer a nossa memória aquilo que pode nos dar esperança. 

Josafá então, depois de lembrar ao seu povo dos grandes feitos de Deus no passado, vai no vers. 12 fazer algo que todo o Cristão deve fazer na sua caminhada de fé. Reconhecer suas limitações. 

Ele vai dizer o seguinte: “Deus, nós não temos forças para resistir a esta grande multidão que vem contra nós, somos poucos diante deles. ” “Deus, não sei mais o que pensar, nem o que dizer, e nem como agir, mas uma coisa eu quero te dizer, OS MEUS OLHOS ESTÃO POSTOS EM TI! ” – Oh gloria, aleluia, aleluia, aleluia, eu sinto a presença de Deus aqui comigo amados (as) escrevendo essa mensagem… glorias a Deus, glorias, glorias… 

Não está aguentando a luta irmão (ã)? Não tem mais forças? Faça como Josafá, coloque os seus olhos no Senhor… Salmos 121. 1 – Elevo os meus olhos para os montes de onde me virá o socorro? O meu socorro vem do Senhor … 

Quando Josafá faz isso, o Espírito Santo de Deus por meio do profeta diz: “Não temais, nem vos assusteis por causa dessa grande multidão que vem contra ti, porque a peleja não é vossa, mas de Deus. Amanhã descerão até a ladeira de Ziz e lá ao encontrá-los não precisarão fazer nada, porque o salvamento virá do Senhor. ” 

Saiba de uma coisa meu irmão e minha irmã, se você está passando por uma grande luta, ela não é sua, mas sim, de Deus, do Senhor Eterno sobre nossa vida. 

O Espírito Santo de Deus disse: Amanhã… Você pode estar passando por uma grande luta hoje, mas o Espírito Santo manda te dizer que o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã. 

Versículo 18 diz que Josafá se prostrou diante de Deus e com ele o seu povo e adoraram ao Senhor. No versículo 5 vamos ver Josafá de pé diante das dificuldades.

Fica uma lição prática para nossa vida. Diante das lutas a nossa posição tem que ser de pé, mas diante do nosso Deus a nossa posição tem que ser prostrada aos seus pés. 

Depois dessas atitudes, Josafá e o povo começaram a louvar à Deus, sabe porquê? Porque nós somos o único povo que podemos cantar a vitória antes do tempo, porque servimos a Jeová Sabaoh, o Senhor dos exércitos. 

O resultado das atitudes de Josafá foi que os Moabitas e os Amonitas mataram-se uns aos outros e mais uma vez Deus foi fiel a um povo que o buscou. 


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Conclusão: - Quais são as tuas dificuldades (vícios, prostituição, idolatria, sodomia, homossexualismo, porfias, brigas, dissensões, fofoca, impurezas). Decida vencer e busque a Deus. Amém!


Fonte: http://esbocosdesermoesppegadores.blogspot.com.br/2013/05/as-quatro-atitudes-de-josafa-para.html




Pastora, da ADMEP

AS CONSEQUÊNCIAS DAS ESCOLHAS PRECIPITADAS







Assembleia de Deus Ministério Estudando a Palavra
Departamento da Escola Bíblica Dominical


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Gênesis 13.7-18


Lição 05

AS CONSEQUÊNCIAS DAS ESCOLHAS PRECIPITADAS



TEXTO ÁUREO

O longânimo é grande em entendimento, mas o de ânimo precipitado exalta a loucura

(Pv.14.29)


VERDADE PRÁTICA

Não sejamos precipitados em nossas escolhas, pois a precipitação gera crises e erros irreparáveis.



§    OBJETIVO GERAL: -
Mostrar que as escolhas precipitadas podem gerar crises em nossa vida.


§    OBJETIVOS ESPECÍFICOS

I.     Especificar que é necessário ter cuidado com as escolhas;
II.    Compreender que Ló foi traído por aquilo que viu;
III.    Explicar porque Ló é um exemplo de prosperidade e perdas.


Introdução: - Deus chamou Abraão enquanto ele vivia em Ur dos Caldeus. O Senhor prometeu ao patriarca que sua descendência seria grande. Abraão pela fé partiu rumo à terra Prometida. Talvez ele devesse partir sozinho, mas levou seu pai e o seu sobrinho, Ló.  Durante um bom tempo, Abraão e Ló caminharam juntos e unidos. Porém, as confusões e as brigas começaram a surgir entre os servos de Abraão e Ló. Na lição de hoje, veremos a discussão que levou Abraão a se separar do seu sobrinho Ló. Veremos também que o sobrinho de Abraão, Ló, em um gesto precipitado, tomou uma decisão que acabou por gerar uma crise terrível.

ð              As escolhas precipitadas podem resultar em crises e até resultados irreversíveis.

ð              Não devemos focar somente no “aqui e agora”, mas basear nossas decisões a médio e longo prazo.

ð              As escolhas não podem ser baseadas pela aparência.

ð              As principais decisões de nossa vida devem ser tomadas com cautela e com a ajuda divina, pois somos responsáveis por elas.



I.                   O CUIDADO COM AS ESCOLHAS

1)           A prosperidade de Abraão - (Gn 12. 2,3)

    Abraão adquiriu mais riquezas estando em Canaã e não se pode negar que essa grandeza fora fruto da sua obediência, mas acima de tudo mostra a fidelidade de Deus.

ü   Deus fez de Abraão um homem próspero. Era necessário também que fosse rico pois o nomadismo exigia tal posição e Deus proveu seu servo de tudo que era necessário.

ü   Ele era o líder de um grande clã. Possuía muitos recursos e servos e servas.

ü   Todavia, que a verdadeira prosperidade não quer especificamente bens materiais.

ü   Outra característica marcante na vida de Abrão: conquanto fosse muito rico, não punha seu coração nas riquezas daqui. Ele não ligava muito para isso. No dia que retornou da guerra contra os quatro reis, o rei de Sodoma quis compensá-lo com riquezas materiais, ele as rejeitou terminantemente (Gn.14:21-24). Para Abraão, riquezas não dadas por Deus não tinha nenhum valor – “Levantei minha mão ao SENHOR, o Deus Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra, e juro que, desde um fio até à correia dum sapato, não tomarei coisa alguma de tudo o que é teu; para que não digas: Eu enriqueci a Abrão” (Gn. 14:22,23).

Cada tempo tem sua característica própria de construção de vida.

2.  Abraão fez a escolha certa - Abraão deixou sua terra e sua parentela porque decidiu obedecer ao chamado de Deus. Muitos estão enfrentando crises porque tomaram decisões sem consultar ao Senhor.

ð            Abraão deixou sua terra e sua parentela porque decidiu obedecer ao chamado de Deus e confiar em sua promessa.

ð            Muitos estão enfrentando crises porque tomaram decisões precipitadas.
ð            Outros estão enfrentando dificuldades financeiras e familiares por desobediência a Deus.

ð            Contudo, é importante ressaltar que nem sempre as crises que enfrentamos são resultados da desobediência ou de escolhas precipitadas (Jó 1.1).

ð            O que significa consultar ao Senhor?

A Oração ainda é o melhor meio de consulta e busca de orientação ao Senhor!

ü   Se falássemos sob a égide da Lei Mosaica, diríamos; consultar um profeta. Na atual dispensação, a nossa vida deve ser marcada pelo equilibrado ensino bíblico e o que foge daí como negócios realizáveis, devemos sim, orar a Deus, usar o bom senso e não custa, consultar pessoas experientes.

ü   Outra forma: “Não desprezeis as profecias” (I Ts 5.20) é a manifestação do dom decorrente do batismo com o Espírito Santo que não tem o mesmo caráter do profeta da Antiga Aliança, mas que funciona, todavia não é para considerar alguém como fonte de “oráculo divino”.

ü   Há ainda a mensagem pregada com inspiração profética pela qual Deus também fala com o seu povo. Refere-se ao ministério de profeta em (Ef. 4.11).


2.   Abraão passa pelo Egito. - Abraão, na direção de Deus, havia já percorrido uma grande parte da terra para a qual Deus o chamara. Até então não havia surgido qualquer problema, contudo as provações estavam para vir. Uma das maiores provas a que alguém pode ser submetido é a da falta de alimentos, a falta da subsistência. Todavia, para aquele que confia no Senhor, ela toma-se uma oportunidade do crente glorificar a Deus. Diz a Bíblia: “E havia fome naquela terra” (Gn 12.10). “E desceu Abraão ao Egito para peregrinar ali” (Gn 12.10). Pelo menos duas vezes lemos na Bíblia acerca de pessoas que foram orientadas por Deus para irem ao Egito:

ü   Jacó, já velho, foi convidado por seu filho José para ir ao Egito. (SC) Deus apareceu a Jacó em visões de noite e disse: “Não temas descer ao Egito, porque eu te farei ali uma grande nação. E descerei contigo ao Egito…” (Gn 46.1-5).

ü   No Novo Testamento encontramos a orientação dada por Deus a José de fugir para o Egito com Maria e o menino Jesus, a fim de escaparem da perseguição de Herodes (Mt 2.13).

No caso de Abraão, a decisão de descer ao Egito foi resultado de considerações humanas. Quem sabe a ideia partiu de Ló que era extremamente materialista. Abrão fez a coisa mais natural em sua época: “… desceu, pois, Abrão ao Egito, para aí ficar” (v. 10). É aqui que reside o problema. Não há nenhuma menção de que ele tenha procurado a vontade de Deus sobre a questão.


ü   Essa mudança trouxe problemas a Abrão. Ao chegar no Egito foi acometido de um medo obsessivo de que Faraó o matasse, capturando sua formosa esposa Sara, e a levasse para seu harém. Com isso em mente, Abrão convenceu Sara a mentir e dizer que era sua irmã. É verdade que Sara era meia-irmã de Abrão (Gn. 20:12), mas ainda assim era uma mentira com propósito de enganar.

ü  O artificio deu certo para Abrão (que foi recompensado generosamente), mas não funcionou para Sara (que, no fim, teve de se juntar ao harém de Faraó), nem mesmo para Faraó (ele e toda a sua casa sofreram grandes pragas).

ü     Quando Faraó descobriu a fraude, deu uma bronca no patriarca, o humilhou publicamente e o expulsou em desonra (Gn.12:19,20).


ü      Abraão voltou para Canaã. Mas, com o retorno de Abrão do Egito […] até Betel (Gn. 13:1-4), percebe-se a volta à comunhão com Deus, pois no Egito não ergueu nenhum altar ao Senhor.

ü   Abraão voltou mais rico do Egito, porém trouxe consigo Agar, a egípcia, como serva de Sara, que mais à frente por precipitação de sua esposa trouxe outro problema para a família (Gn 16.3-5).


Retornar a Betel” é o desejo latente de todos aqueles que se apartaram de Deus. Ele não negou a Deus; ele simplesmente se esqueceu do Altíssimo. Ele se esqueceu de como Deus é grande. O que Abraão precisava entender é que Deus está no controle das circunstâncias. Você está mais seguro em um período de crise no centro da vontade de Deus do que em um palácio longe de Sua vontade. Abraão falhou e afastou-se da vontade de Deus.

   
  II.         LÓ  É ATRAÍDO POR AQUILO QUE VÊ
“...A prosperidade auxilia Abrão e Ló enquanto pensam mais em obedecer a Deus do que em rebanhos e manadas...”

SITUAÇÕES QUE PROVOCAM ESCOLHAS PRECIPITADAS

1.Contendas mal resolvidas. Gênesis 13.7 - “E houve contenda entre os pastores do gado de Abrão e os pastores do gado de Ló; e os cananeus e os ferezeus habitavam, então, na terra. “As contendas entre aqueles que professam a mesma fé são totalmente reprováveis, principalmente se acontecem sob os olhares de pessoas não crentes.  Melhor é sempre preservar a paz, para que ela não seja rompida, mas se surgirem as diferenças é preciso rapidamente acomodá-las e apagar o fogo que irrompeu.


2. Desacordo entre as partes. Gênesis 13.8 - “E disse Abrão a Ló: Ora, não haja contenda entre mim e ti e entre os meus pastores e os teus pastores, porque irmãos somos. ” Quando dois não estão de acordo o melhor é não andarem juntos para evitar novas contendas que certamente surgirão. Nas contendas o espírito calmo é essencial para apaziguar uma situação conflitante, pois se houver o desequilíbrio de ambos o resultado pode ser desastroso.


3. Dar combustível a contenda. Gênesis 13.9 - “Não está toda a terra diante de ti? Eia, pois, aparta-te de mim; se escolheres a esquerda, irei para a direita; e, se a direita escolheres, eu irei para a esquerda. ” Quando tomamos posse das promessas de Deus não precisamos ficar brigando por espaços, pois sempre existem lugares suficientes para todos. A amizade não precisa ser desfeita quando decidimos sobre uma separação geográfica. 


4.
Andar por vista e não por fé. Gênesis 13.10 - “E levantou Ló os seus olhos e viu toda a campina do Jordão, que era toda bem regada, antes de o SENHOR ter destruído Sodoma e Gomorra, e era como o jardim do SENHOR, como a terra do Egito, quando se entra em Zoar. ” Nem tudo que reluz é ouro. Ló avistou a beleza do lugar escolhido achando que havia obtido uma grande vantagem e na sua ganância seria o lugar ideal para a sua prosperidade. Quem é guiado pelas concupiscências da carne, pelos desejos dos olhos ou pela soberba da vida, certamente cairão em grandes armadilhas preparadas pelo Diabo. Isso envolve escolhas nos relacionamentos, vocações, moradias, igrejas e muito mais.


5. Escolher sem examinar. Gênesis 13.11 - “Então, Ló escolheu para si toda a campina do Jordão e partiu Ló para o Oriente; e apartaram-se um do outro. ” Ló estava resolvido a prosperar materialmente não se importando com as consequências da sua escolha precipitada. Ló fez tudo sem se preocupar com o seu tio Abraão, se ia estar bem ou não no lugar onde ficou. Na sua ingratidão não imaginava que um dia precisaria do socorro de Abraão, na ocasião em que foi levado cativo pelos reis amorreus. As pessoas ingratas não se recordam dos favores recebidos por outrem, pois só pensam em si mesmo ignorando que um dia coisas súbitas podem ocorrer inesperadamente.


6. Ignorar perigos das atrações. Gênesis 13.12 - “Habitou Abrão na terra de Canaã, e Ló habitou nas cidades da campina e armou as suas tendas até Sodoma.”


Um abismo chama outro abismo, isso porque o pecado tem forte atração para aqueles que só possuem visão materialista e não espiritualista. Ló estava numa caminhada descendente, pois aos poucos foi armando as suas tendas até chegar às portas da cidade do pecado, porém não resistiu a forte atração daquela cidade e entrou pelas portas fixando residência ali. Quando ele entrou naquela cidade, a cidade entrou nele e posteriormente mesmo enfrentando situações adversas, ele não conseguia desvencilhar-se da cidade, não conseguindo sair dela. Sair do mundo é uma coisa, o difícil é tirar o mundo de dentro de si.


7. Ficar onde é prejudicial a moral. Gênesis 13.13 - “Ora, eram maus os varões de Sodoma e grandes pecadores contra o SENHOR.” Abraão tomou um caminho cheio de dificuldades, mas como portador das bênçãos divinas ele acreditava que todas as suas conquistas seriam consistentes e não provisórias. Ló conquistou muita riqueza preferindo o caminho mais fácil, porém era um caminho enganoso. O cristão nunca conquista algo com facilidade, pois as coisas para nós não funcionam dessa maneira. As nossas conquistas sempre sofrem algum tipo de resistência, porém elas sempre acontecerão, não importando o tempo de espera. A riqueza de Ló não supriria a sua alma tendo que habitar e conviver com pecadores profanos da pior espécie. Tudo que prospera muito rapidamente incluindo ministérios sem qualquer tipo de resistência deve ser visto com muita reserva.

Esse exemplo deve ser seguido por todos os crentes, mas principalmente pelos pastores e seus ministérios.

A “precipitação” é uma atitude toda diversa. Diz o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa que se trata de “ato ou efeito de precipitar(-se)”; “queda, caída, descida rápida”; “extrema velocidade; grande pressa; afobação”; “rapidez em tomar uma resolução; irreflexão”. Trata-se, portanto, de uma iniciativa que é tomada sem que se tenha qualquer diálogo com o Senhor, sem que se tenha qualquer orientação da parte de Deus. O resultado disto é que, ao nos afastarmos do Senhor, “caímos” espiritualmente, há uma “descida espiritual”, pois Deus está nas alturas, Deus está nos céus e se nos distanciamos d’Ele, ficamos mais longe de lá.

A “precipitação” foi a atitude tomada pelo diabo. Quando ainda habitantes das sublimes regiões da glória celeste, o adversário quis “subir acima do Altíssimo” (Is.14:14), tomar uma atitude contrária ao Senhor, sem a Sua orientação e, por isso mesmo, teve por juízo “ser levado ao inferno, ao mais profundo do abismo”, i.e., às regiões inferiores (Is.14:15), sendo este o seu caminho. Expulso da glória celeste, foi mandado para os lugares celestiais (Ef.6:12), de onde será expulso para a terra quando do arrebatamento da Igreja (Ap.12:7-9), depois será preso por mil anos no abismo (Ap.20:1,2), de onde será solto por um pouco de tempo e, após ter incitado a última rebelião, será, para sempre, lançado para o lago de fogo e enxofre (Ap.20:10), que foi preparado para ele e seus anjos (Mt.25:41).




III. LÓ, UM CASO DE PROSPERIDADE E PERDAS

“Ele fez isso sem se preocupar com Abraão, o que foi o pior erro de sua vida” (Allen P. Ross). Ló estava resolvido a prosperar materialmente, e não se importava com o que era apropriado fazer. De modo tolo, Ló escolheu a área perto de Sodoma e deixou a Terra Prometida para nunca mais voltar.



                  A escolha de Ló revelou seu caráter (Gn 13.10,11);
       A escolha de Ló o levou a Sodoma (Gn 13.12,13);
                 A escolha de Ló resultou em perda incalculável (Gn 14; 19.1-28);
                  Foi uma escolha motivada apenas pela ambição (1Tm 6.9);
        Foi uma escolha egoísta: não teve consideração por Abraão (Gn    13.11);
                  Foi uma escolha sem oração: não consultou a Deus (Sl 32.8,10);
                  Foi uma escolha que acabou na desgraça (Gn 19):



      Conclusão -Nesta lição nós aprendemos que:

  1.   Abraão obedeceu ao chamado de Deus e foi abençoado por isso.

  2.  Ló, diferente de Abraão, tomava decisões precipitadas e egoístas. Ele       sofreu as consequências dessas decisões.

  3.  Escolhas precipitadas, feitas somente pela aparência, podem causar    muitos males. Antes de tomar qualquer decisão, ore ao Senhor. Peça o seu  conselho, pois Ele conhece o coração do homem e sabe aquilo que é   realmente melhor para nós.


Que Deus nos abençoe!

Professor, J. Fábio





Pastora, da ADMEP