quarta-feira, fevereiro 27, 2013

A CHAVE PARA A VITÓRIA PRÓ-FAMÍLIA —


27 de fevereiro de 2013



A CHAVE PARA A VITÓRIA PRÓ-FAMÍLIA — SE REALMENTE A QUISERMOS

Exclusivo: Scott Lively explica o que é necessário para inverter a maré do homossexualismo



Scott Lively

Em 25 de janeiro deste ano, a Duma do Estado russo, a qual é seu órgão legislativo máximo, votou a proibição da propaganda homossexual para crianças, seguindo a aprovação de leis similares em várias cidades russas, includindo São Petersburgo e Novosibirsk (capital da Sibéria).  Avance, Rússia!


                                                                           Scott Lively

Pessoalmente fico muito feliz em ver esses acontecimentos, tendo eu pedido especificamente por leis desse tipo durante minha viagem de palestras na ex-União Soviética em 2006 e 2007. Durante a viagem, que começou na cidade de Blagoveschensk, a leste da Rússia, e terminou em São Petersburgo, realizei palestras em vários lugares, incluindo muitas universidades, igrejas e salas de conferência, e encontrei vários líderes do governo em muitos níveis de influência. A viagem completa cobriu aproximadamente 50 cidades em sete países: Rússia, Polônia, Letônia, Lituânia, Estônia, Ucrânia e Bielorrússia (também passei pelo Cazaquistão, mas lá não realizei palestras).


Próximo ao fim da viagem publiquei de São Petersburgo uma “Carta ao Povo Russo” (veja abaixo), que resume minha mensagem central que compartilhei em cerca de outras 300 palestras, pregações e entrevistas na mídia durante o ano anterior.

Minha mensagem pró-família foi calorosamente acolhida pelo povo de cada um desses países, e em níveis variados a agenda homossexual foi atrasada em muitos deles. Até onde sei, os únicos dois países do Leste Europeu que aprovaram leis específicas para restringir a propagação do homossexualismo foram Rússia e Lituânia, que, coincidentemente, são os únicos dois países para os quais escrevi uma carta aberta. Minha carta lituana pode ser vista online em www.defendthefamily.com.

Meu propósito ao escrever este editorial é contrastar os acontecimentos positivos na ex-União Soviética com recentes acontecimentos anti-família no Ocidente e promover um avanço maior. A vitória ainda é teoricamente possível para o movimento pró-família no Ocidente, se estivermos dispostos a pagar o preço.

Em 1º de fevereiro deste ano, estava na pequena Eynsham, Inglaterra, reunindo-me com um pequeno grupo de líderes pró-família, representado a herança do nosso movimento na Inglaterra, Escócia e Gales. O propósito original da minha visita àquele país era debater a “paternidade” de duplas homossexuais na Universidade de Oxford. O evento acabou para mim devido a algumas graves falhas nos detalhes do convite dirigido a mim (falhas que eu suspeito terem sido deliberadas), mas não antes de ter comprado uma passagem aérea não modificável. Deus salvou toda essa bagunça juntando esse incrível grupo em um prazo curtíssimo, e unindo muitos de nós em uma tarefa com potencial de grandes frutos. Falarei sobre isso mais para frente.

Durante nosso encontro, a principal notícia da semana em todas as manchetes era a votação pendente sobre o “casamento gay” na Câmara dos Comuns Britânica. O mesmo cenário também se desenrolava na França. E nos EUA, a última instituição não religiosa a publicamente rejeitar o homossexualismo, os Escoteiros da América, estava prestes a votar para permitir homossexuais nos Escoteiros e na liderança da organização. No fim da semana, tanto a Inglaterra quanto a França se entregaram aos gays por com margens consideráveis, e a organização dos escoteiros adiou a decisão (um resultado esperançoso, mas longe de uma verdadeira vitória pró-família).

No meu entender, os eventos da semana foram meramente uma confirmação da natureza espiritual da “guerra cultural” global, e mais uma prova das profecias bíblicas do fim dos tempos. Estou pessoalmente convencido (embora pudesse estar errado) de que chegamos à era de apostasia sobre a qual alertou a Escritura, e os eventos estão se precipitando para a grande conclusão detalhada na profecia. No entanto, essa perspectiva do fim dos tempos, cada vez mais popular nos Estados Unidos, não é amplamente compartilhada por cristãos no Reino Unido. Minha análise foi educadamente contestada por muitos dos presentes ao encontro, cuja premissa teológica e prática é a de que ainda é possível ganhar essa guerra cultural e derrotar a agenda “gay”, devolvendo a sociedade a alguma forma de consenso cultural centrado na família.

“Existe uma maneira de ganhar essa guerra”, admiti, mas é tão extraordinariamente difícil que não acredito que nosso povo esteja disposto a fazê-lo. Precisamos rejeitar completamente as pressuposições humanistas do debate sobre o homossexualismo na forma como existem agora e nos refundarmos nas pressuposições da Bíblia. Resumindo, não é possível criar, ou mesmo preservar, políticas públicas que implicitamente ou explicitamente reprovam o homossexualismo ao mesmo tempo em que cedemos à premissa antibíblica de que a discriminação contra homossexuais é moralmente e legalmente errada. Devemos ser capazes de (e estar dispostos a) construir todos os nossos argumentos sobre a premissa de que o homossexualismo em si é errado, e, portanto, o “casamento”, a “paternidade”, etc., também são errados.

A coisa mais importante que aprendi durante minha longa carreira lutando pelos valores bíblicos é que a visão de mundo dita às políticas.

No final de fevereiro de 2011, fui a uma pequena missão à Moldávia. O propósito da viagem era organizar um seminário para os líderes e principais ativistas do recém-criado movimento pró-vida do país. No entanto, providencialmente, no dia antes da minha chegada, o governo lançou uma campanha semisecreta para aprovar uma lei que proibia a discriminação com base na “orientação sexual” (a pedido da União Europeia). Em vez de organizar um seminário, meus anfitriões e eu organizamos uma campanha nacional de emergência para derrotar o projeto de lei, o que fizemos em questão de dias. O argumento que esbocei para essa campanha atinge em cheio o fator mais importante da guerra cultural: “Uma lei antidiscriminação baseada na orientação sexual é a semente que contém toda a árvore da agenda homossexual, com todos os seus frutos venenosos”. Essa é a explicação mais simples e direta de como o outro lado ganhou e nós perdemos todas as batalhas da guerra cultural na última metade de século. Se você permitir que a semente seja plantada e não focar seus esforços em desenraizá-la, com o tempo você irá perder todos os conflitos subsequentes. É uma necessidade lógica.

Em 2012, levei esse tema a Springfield, Missouri, onde o conselho da cidade havia anunciado planos de adotar leis antidiscriminação similares. Chamamos essa proposta de “Projeto Fascista Gay”, para destacar o seu objetivo último de refrear toda oposição pró-família ao homossexualismo e punir os dissidentes. Mais uma vez, ao educar as pessoas sobre a natureza fascista das leis antidiscriminação e utilizar o simples argumento de uma sentença destacada acima, reunimos um grande número de opositores e matamos o projeto (pelo menos por ora).

A chave para a vitória pró-vida é evitar que quaisquer outros “Projetos Fascistas Gays” sejam adotados, e desenraizar as sementes que já foram plantadas, tudo em direção ao objetivo abertamente declarado de desestimular toda relação sexual fora do casamento, para a saúde da nossa sociedade. Qualquer coisa menos que isso é fútil, exceto para desacelerar o processo de controle homossexual. Isso pode ser feito se tivermos vontade e disposição para pagar o preço. Coloco-me a disposição para auxiliar qualquer grupo defensor da família que esteja disposto a tentar.


Carta ao Povo Russo

Outubro de 2007

Meu nome é Dr. Scott Lively, presidente da Defend the Family International, uma organização de direitos humanos localizada em Los Angeles, Califórnia. Possuo um Juris Doctor em Direito pela Escola de Direito de Trinity, um Doutorado em Teologia pela Escola de Teologia Bíblica (School of Bible Theology) (ambas escolas da Califórnia), e um certificado de direitos humanos do Instituto Internacional de Direitos Humanos localizado em Strasbourg, França. Sou autor da Declaração de Riga pela Liberdade Religiosa, Valores Familiares e Direitos Humanos, e de vários livros, incluindo“The Pink Swastika: Homosexuality in the Nazi Party” (“A Suástica Rosa: Homossexualismo no Partido Nazista”), atualmente sendo traduzido para o russo para publicação em 2008.

Recentemente concluí uma viagem de palestras pelo seu belo país, e aprendi a amar sua cultura e seu povo. Tive o privilégio de visitar várias cidades russas, de Vladivistok a Blagoveschensk na ponta leste, a várias cidades na Sibéria, além de São Petersburgo, no oeste. Fiquei impressionado com a forma como os russos e americanos se parecem de várias formas: ambos são inteligentes, engenhosos, competitivos e empreendedores. Essas semelhanças são boas e ruins. Boas porque nossas nações têm uma fundação para a amizade, mas ruins porque elas tornam a Rússia vulnerável às mesmas forças destrutivas que causaram danos aos EUA.

O propósito da minha visita foi trazer um aviso sobre o movimento político homossexual, que causou muitos danos no meu país, e que agora criou raízes na Rússia. É um câncer que está crescendo rapidamente, e que irá destruir as bases da família na nossa sociedade se não tomarmos medidas efetivas e imediatas para impedi-lo.

O homossexualismo é um distúrbio de personalidade que envolve vários vícios sexuais, muitas vezes perigosos, e impulsos agressivos e antissociais. Essa combinação de fatores faz com que homossexuais tenham uma intensa lealdade uns com os outros e o objetivo em comum de transformar qualquer sociedade na qual vivem em comunidades “gays e lésbicas”. Eles não possuem aceitação em uma sociedade que restringe o sexo ao casamento heterossexual, então eles lutam para eliminar a moralidade sexual e remover todas as limitações à conduta sexual. É importante notar que sua estratégia inicial não é promover o homossexualismo, mas espalhar a imoralidade sexual entre os heterossexuais, principalmente os jovens. Somente mais tarde, quando a cultura já se tornou sexualmente corrupta, eles avançam abertamente para tomar o poder como líderes naturais de tal sociedade.

O processo de transformação sempre começa com as instituições que moldam o pensamento e o comportamento dos jovens. Primeiro vem à promoção da promiscuidade sexual por meio da mídia de massa, depois a introdução de “gays” notórios, como Elton John e George Michael, depois o desenvolvimento de células políticas “gays” nas universidades. Depois vem a defesa de “direitos dos gays” por políticos e líderes comunitários.

Não é por acaso que Hollywood promove a imoralidade sexual. A mídia de entretenimento americana é fortemente influenciada, e em muitos casos controlada, por ativistas homossexuais profissionais que utilizam a televisão, filmes e músicas como uma ferramenta de engenharia social. A juventude russa está sendo moldada dessa forma, assim como foram os jovens americanos desde o fim da década de 50. No entanto, o movimento homossexual global, agora rico e poderoso, aperfeiçoou suas táticas e pode transformar uma sociedade rapidamente.

Algumas universidades russas, principalmente nas grandes cidades, agora têm clubes de “gays e lésbicas”. Lembre-se de que o foco deles é sempre nos jovens. Os homossexuais sabem que não podem mudar os valores dos mais velhos, mas que os jovens, principalmente os sexualmente ativos e que vivem amigados, são facilmente persuadidos a aceitar o homossexualismo como simplesmente outro estilo de vida. Aliás, muitos jovens se tornaram defensores ativos do homossexualismo, pois o movimento gay retrata os homossexuais como vítimas indefesas de sociedades que “só querem ser deixadas em paz e amar quem eles quiserem”. As universidades servem de centros de recrutamento, tanto para homossexuais quanto para seus aliados e protetores heterossexuais.

O movimento homossexual tenta ganhar simpatia pública alegando que homossexuais “nascem assim” e não podem mudar. Isso não é verdade. Existe uma grande associação de médicos e terapeutas nos Estados Unidos que ajudam homossexuais a se recuperarem (acesse www.narth.com) e muitos milhares de ex-homossexuais que agora vivem vidas normais. Mas, infelizmente, há uma rede ainda maior de ativistas homossexuais e outros aliados (apoiados por todo o poder da União Europeia, algumas agências e instituições americanas e inúmeras ONGs internacionais), que insistem que o homossexualismo é imutável e deve ser protegido pelo governo. O objetivo é aprovar leis que proíbam a discriminação contra homossexuais, o que serve como fundamento legal para o restante da sua agenda: “paradas gays” protegidas e financiadas com dinheiro público em cada cidade, casamento homossexual ou o seu equivalente, promoção do homossexualismo para crianças, aceitação total do homossexualismo em todos os setores da sociedade, e punição para todos os que discordarem.

Infelizmente, muitos russos acreditam que isso nunca poderia acontecer em seu país. Isso foi o que nós acreditamos nos Estados Unidos. Mas essa mudança já começou na Rússia. Basta conversar com estudantes universitários nas grandes cidades, ou procurar na internet por atividades “gays” onde você mora. Houve uma parada do “orgulho gay” em agosto em Omsk, os jornais de Novosibirsk agora publicam anúncios de namoros gays, há pelo menos três sites “gays” para adolescentes em Krosnoyarsk, e São Petersburgo já possui uma população de homossexuais que se encontra para fazer sexo em parques públicos. Esses exemplos podem parecer uma ameaça pequena, considerando a forte oposição ao homossexualismo em grande parte da sociedade russa, mas imploro a vocês que não ignorem esses sinais de aviso. Eles são como a fumaça de um incêndio na floresta. Se você esperar até que possa ver as chamas da sua própria casa, será tarde demais.

O que pode ser feito para proteger a Rússia do movimento gay?

Primeiro, comece imediatamente uma campanha em todas as cidades para promover os valores do casamento e da família, e para desestimular a promiscuidade sexual e o concubinato. Crianças e jovens devem receber instruções apropriadas à idade sobre por que os valores de moralidade sexual e família são importantes para seu futuro, e estudantes mais velhos deveriam aprender como se preparar para serem bons maridos e esposas. Toda cidade deve oferecer seminários e orientações sobre o casamento para ajudar a fortalecer as famílias existentes. As cidades devem celebrar a vida familiar e oferecer muitos programas e atividades pró-família.

Segundo, comece a treinar médicos, psicólogos e terapeutas nas técnicas de ajudar os homossexuais a se recuperarem, e oferecer essa terapia como um serviço público. Promova a recuperação para homossexuais com publicidade e propaganda, e alcance os jovens que sofrem da atração pelo mesmo sexo. Alcance-os cedo e poupe esses jovens de uma vida inteira de dor e sofrimento. E algo de grande importância, se as autoridades russas promovessem publicamente a recuperação de homossexuais, os gays não teriam condições de enganar o público com sua propaganda de que “nasceram assim”.

Terceiro, criminalize a defesa pública do homossexualismo. Minha filosofia é deixar os homossexuais em paz se eles deixarem seu estilo de vida em privado, sem forçá-los à terapia se eles não quiserem. No entanto, o homossexualismo é destrutivo para indivíduos e para a sociedade e nunca deveria ser publicamente promovido. A maneira mais fácil de desestimular as “paradas gays” e outras manifestações de defesa do homossexualismo é tornar tais atividades ilegais com base no interesse da saúde e moralidade do público.

Quarto, desenvolver uma mídia amiga da família como alternativa aos produtos imorais que agora são importados dos EUA e do Japão. A sociedade russa é rica de pessoas talentosas. As empresas de mídia russas deveriam competir pelos corações e mentes dos jovens, e até mesmo dar exemplos de como produzir entretenimento de boa qualidade que eleva, e não degrada, o espírito humano.

Não é segredo que a Federação Russa compete com as nações do Ocidente, mas há uma área em que a Rússia poderia rapidamente tomar a liderança global: valores familiares. Enquanto os Estados Unidos e a Europa continuam a alienar seus cidadãos dedicados à família para seguirem o caminho destrutivo da “liberdade sexual”, a Rússia poderia se tornar uma sociedade pró-família modelo. Se isso acontecer, acredito que as pessoas do Ocidente começariam a emigrar para a Rússia, da mesma forma que os russos costumavam emigrar para os EUA e Europa. A Rússia poderia até ganhar de volta a simpatia dos seus antigos estados, como Polônia, Letônia e Lituânia, que agora estão sendo perturbados pelas demandas pró-homossexualismo da União Europeia.

Concluindo, todas as civilizações bem-sucedidas se sustentam nas bases da família natural: homens e mulheres unidos no casamento, dedicados a criar e sustentar crianças moralmente saudáveis que irão substituí-los na próxima geração. Essa fundação sempre será forte em nações que desestimulam a conduta sexual fora do casamento. Mas onde quer que a filosofia gay da liberdade sexual ilimitada for aceita, a estrutura familiar se desintegra. O povo russo tem uma importante escolha diante de si: promover o casamento e valores familiares, levando-os à saúde social, ou permitir a propagação da imoralidade sexual, que os levara à desordem social. Oro para que escolham a família.


Traduzido por Luis Gustavo Gentil do original do WND: KEY TO PRO-FAMILY VICTORY – IF WE REALLY WANT IT
Leitura recomendada:
Artigos de Scott Lively:
Artigos sobre Rússia e homossexualismo:

Fonte: http://juliosevero.blogspot.com.br/

terça-feira, fevereiro 26, 2013

“MAIS QUENTES”









Em seu site, o pastor Silas Malafaia anunciou que no próximo sábado (02/03), vai ao ar uma polêmica edição do seu programa de TV. De acordo com o pastor, esse seria o programa “mais quente” feito por ele em 30 anos no ar.

Entre os temas que serão abordados no programa, Malafaia afirmou que mostrará abertamente o seu imposto de renda, para desqualificar a reportagem da revista Forbes que o listou como um dos pastores mais ricos do país. Ele prometeu falar também sobre a retirada do abaixo-assinado em seu favor do site Avazz e sobre aborto.

- Vou colocar na tela o meu imposto de renda e dizer duas verdades que você precisa saber sobre isso, a fim de desqualificar a reportagem mentirosa da revista Forbes. Também vamos falar sobre a retirada do abaixo-assinado do site Avaaz e a cartilha do Ministério da Saúde que ensina a abortar. E por último, uma das coisas mais importantes. Um grupo de pastores quer arrumar problema para igreja evangélica no Brasil. – explicou o pastor.

- É importante você divulgar o máximo possível por todos os instrumentos que você tem para se comunicar. Tenha certeza, VAI SER QUENTÍSSIMO! – finalizou Malafaia.

O pastor divulgou o programa também através do Twitter, anunciando que, além de falar sobre seu imposto de renda, falaria também sobre “a intolerância dos gays que a imprensa não mostrou”.

- Atenção! Quentíssimo o programa do próximo sábado, meu imposto de renda na tela, e a intolerância dos gays que a imprensa não mostrou. Me ajude a divulgar o programa próximo sábado, a “chapa vai esquentar”, vários assuntos quentíssimos. Os críticos preconceituosos vão ranger. – publicou Malafaia.

As afirmações de Malafaia causaram um grande número de reações na rede social, que levaram a uma série de comentários do pastor sobre o assunto.

- Aí pessoal, já começaram a ranger antes da hora, não da para esperar até sábado? O preconceito contra evangélicos é gritante! Não vou me calar – respondeu Malafaia aos seus críticos.

- Atenção evangélicos! Querem nos tirar do processo democrático, não vamos cair nesta. Somos cidadãos e vão ter que nos aturar, goste ou não. – escreveu também o pastor.




Fonte: Dan Martins no Gospel+

 "Se o meu povo, que se chama pelo Meu nome, se humilhar,
orar e Me buscar, e se converter dos seus maus caminhos,
então Eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados
e sararei a sua terra." (II Crônicas 7.14).
"PORQUE desde a antiguidade não se ouviu,
nem com ouvidos se percebeu,
nem com os olhos se viu
um Deus além de Ti,
que trabalhe para
aquele que nele
espera."
(Isaías 64.4)

E_mail: enviando pela Pra. Sandra Alice.

segunda-feira, fevereiro 25, 2013

ELEIÇÕES NA CGADB:



ELEIÇÕES NA CGADB: UMA ASSEMBLEIA DE DEUS DA PROSPERIDADE E GEDOZISTA?





                               Pr. José Wellington e Pr. Samuel Câmara disputam a Presidência das Assembleias de Deus




As Assembleias de Deus acabam de completar seu primeiro centenário no Brasil. Contrariando todos os prognósticos de que depois de 50 anos as igrejas declinam, as Assembleias de Deus cresceram mais e chegam ao início do segundo centenário como uma potência inimaginável pelos seus precursores. Fez história, alastrou-se em nosso solo, cresceu em membresia e patrimônio, promoveu lideranças, e sofreu divisões, como toda igreja com tendência para ser grande.

Em abril próximo, se dará em Brasília, entre os dias 08 e 12, a 41a. AGO (Assembleia Geral Ordinária), onde os convencionais escolherão o próximo Presidente, a nova Mesa Diretora, e decidirão o futuro da maior denominação evangélica de nosso país. Como toda eleição que se preze democrática, temos duas vertentes: uma tradicional, conservadora, e outra com proposta de mudança. A situação, presidida pelo Pr. José Wellington Bezerra da Costa, está há cerca de 20 anos na direção, enquanto a oposição, liderada pelo Pr. Samuel Câmara, traz um discurso de renovação. A chapa do Pr. José Wellington recebeu o nome de "Amigos do Presidente", enquanto a chapa encabeçada pelo Pr. Samuel foi denominada de "CGADB Para Todos". Existe ainda uma terceira candidatura que não comentaremos por falta de dados e por conta do grau de importância, posto que é de conhecimento de todos que a disputa acirrada se dará mesmo em dois polos. 

Se a atual Mesa Diretora representa, no discurso dos oposicionistas, o continuísmo, que de fato o é, o quadro que se anuncia na possibilidade de uma reviravolta é sombrio. Samuel Câmara é aliado de Silas Malafaia, que deixou a Convenção Geral das Assembleias de Deus, temporariamente, para cuidar da Igreja Assembleia de Deus da Penha, que teve seu nome mudado para Assembleia de Deus Vitória em Cristo. Essa aliança anuncia uma aproximação com a famigerada teologia da prosperidade, hoje defendida abertamente pelo ex-convencional. Partidário da “teologia da semente”, que promete prosperidade para quem planta no solo fértil de sua denominação, o senhor Silas Malafaia trabalha nos bastidores para manter a campanha dos Câmaras à presidência da CGADB. Em outras palavras: a eleição da chapa opositora aponta para o retorno triunfal da família Malafaia ao poder da Assembleia de Deus, e pode retratar, dentro desse prisma, o fim de 100 anos de ortodoxia doutrinária. A associação com o pastor carioca faria a nova diretoria abrir as portas para a falaciosa teologia da prosperidade, pregada pelos neopentecostais, e mais: abriria as portas para personae non gratae como Morris Cerullo com suas heresias da Bíblia de Batalha Espiritual e Financeira e Mike Murdock com suas asneiras sobre negociar com Deus.

Outra aliança confirmada, que causaria danos à história e doutrina assembleianas, é a aproximação dos Câmaras com o G12 (Grupo dos Doze ou Movimento dos 12), rebatizado de GAL e CEC no estado do Amazonas, que prega, entre outras coisas, unção poderosa, mistificação do número 12, regressão espiritual, quebra de maldição e ruptura com o sistema em voga, principalmente com as EBD's (Escolas Bíblicas Dominicais). Jônatas Câmara, pastor da Assembleia de Deus em Manaus, e irmão do candidato da chapa “CGADB Para Todos”, tem, como é do conhecimento de todos, envolvimento com o G12 e foi o responsável direto pela entrada das heresias desse movimento na denominação centenária, através de sua igreja em Manaus. Essa associação abriria espaço para o avanço das falsas doutrinas e introdução do misticismo de Cesar Castellano, do apostolicismo de Rene Terra Nova e do sabatismo judaizante de Valnice Milhomens, entre outros heresiarcas.

Em suma, a candidatura do senhor Samuel Câmara, é uma ameaça à sã doutrina e representa uma perigosa e malfadada aliança com a teologia da prosperidade, através do retorno de Silas Malafaia, e um prejudicial sincretismo gedozista, através de Silas e Jônatas Câmara, irmãos do candidato que leva o mesmo sobrenome. Pode representar ainda o fim de um século de trabalho doutrinário sério. Sabe-se nos bastidores que é intenção da oposição anistiar todos os que se rebelaram contra a Convenção Geral e desafiaram a soberania das assembleias. Os hereges de plantão, com seus livros sobre maldição hereditária, maldição no nome, confissão positiva e barganha com Deus, que apoiam aberta e amplamente o candidato nortista, com o fim de serem recompensados, teriam acesso a Casa e mudariam conceitos seculares da doutrina trazida por Daniel Berg e Gunnar Vingren, os pioneiros do evangelho pentecostal no Brasil. 

Imaginem uma Assembleia de Deus onde Cerullo e Murdock tenham livre acesso à Convenção Geral e aos nossos púlpitos!  Imaginem livros de Emílio Conde, Orlando S. Boyer, Eurico Bergsten, Alcebíades Pereira Vasconcelos, rodando no mesmo prelo desses senhores e dividindo o mesmo espaço na CPAD (Casa Publicadora das Assembleias de Deus), com a logomarca da Casa, nas livrarias evangélicas, nas revistas das EBD's! Teria um efeito negativo muito maior, catastrófico mesmo: seria o fim da unidade doutrinária preservada há décadas. Seria pior que o caso da Bíblia Dake, que logo foi tirada de circulação por denúncia de homens sérios na igreja. 

Todo continuísmo é ruim? O que garante que os “revolucionários” não incorrerão nos mesmos erros administrativos que ora apontam e condenam? O que seria pior: continuísmo simples ou ameaça à unidade doutrinária e ainda os desmandos que se veem na forma desses senhores dirigirem os destinos de suas igrejas ou convenções? 

Deus nos guarde de tamanho mal contra a nossa gloriosa e centenária igreja.


SERÁ QUE ESTE ASSUNTOS PROCEDE?!?!?! - SÓ O TEMPO NOS DIRÁ!
Só tem um porém, ficar na Mão de um homem só a vida toda, é que também  não Dar! - Se não vira PAPADO!! - Creio que a CGADB tem homens realmente muito capazes...

Deus abençoe a todos.
Maranata. Ora Vem Senhor Jesus!

Fonte: http://pastorguedes.blogspot.com.br/2013/




ADMEP – ASSEMBLEIA DE DEUS – MINISTÉRIO ESTUDANDO A PALAVRA

EBD - ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL

DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO CRISTÃ



ELIAS NO MONTE DA TRANSFIGURAÇÃO

03 de Março de 2013


TEXTO ÁUREO

“E [Jesus] transfigurou-se diante deles; e o seu rosto resplandeceu como o sol, e as  suas vestes se tornaram brancas como a luz. E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele”
[Mateus 17. 2, 3]


VERDADE PRÁTICA

O aparecimento de Moisés e Elias no Monte da Transfiguração é  um testemunho de que a Lei e os Profetas cumprem-se em Cristo, o Messias prometido.


Leitura Bíblica em Classe:

Mateus 17. 1 - 8



INTRODUÇÃO - A transfiguração de Cristo, no Monte, é um dos textos que revela a glória do Senhor, antes mesmo da Sua morte e ressurreição. Na lição de hoje enfatizaremos esse importante episódios registrado nas páginas dos evangelhos. Inicialmente trataremos a respeito do evento propriamente dito, em seguida, a representação de Moisés e Elias em tal contexto, e ao final, refletiremos sobre a condição de cada crente após a transfiguração de Cristo.


I.  A TRANSFIGURAÇÃO DE JESUS


A transfiguração de Jesus foi um evento particular (com alguns discípulos) e histórico (em tempo determinado), pois “seis dias depois”, Jesus tomou consigo “Pedro, Tiago e a João”, e os conduziu a um monte alto (Mt. 17.1). Esses apóstolos eram os mais próximos de Jesus (Lc. 6.12). Eles foram chamados, naquela circunstância, com o propósito específico de serem testemunhas oculares (Mc. 14.33). O monte, ao que tudo indica, se tratava do Tabor, situado cerca de 16 quilômetros de Cafarnaum. Mateus diz que “foi transfigurado diante deles”, e que seu rosto “resplandeceu como o sol” (Mt. 17.2). Suas vestes também foram modificadas, se tornaram “brancas como a luz”. Jesus, enquanto participante da glória divina, fez raiar essa luz. Esse momento glorioso antecipou, no plano escatológico, a glória que n’Ele haverá de ser revelada (Jo. 12.16,23; 17.5,22-24; II Co. 3.18; Mt. 13.43). Há quatro aspectos revelados naquele episódio: 1) a glória de Jesus – a palavra traduzida por transfiguração em português é metamorfose, que significa uma mudança exterior, proveniente do interior. Do interior de Jesus irradiou uma luz, ressaltando, assim, Sua glória essencial (Hb. 1.3). Esse acontecimento serviria para fortalecer a fé dos discípulos, o próprio Pedro confessou que Jesus era o Cristo, após aquele momento (Jo. 11.40); 2) a glória do Reino de Jesus – a transfiguração demonstrou a glória do Reino que está por vir (Mt. 16.28), cujo cumprimento visível se dará por ocasião do Milênio (Ap. 19). Após o arrebatamento da igreja (I Ts. 4.13-17), haverá a Tribulação, que terá fim quando Cristo vier em glória, como Rei dos reis e Senhor dos senhores; 3) a glória da cruz de Jesus – sofrimento e glória não são incompatíveis, Pedro aprendeu essa lição, e a registrou em sua epístola (I Pe. 1.6-8,11; 4.12). A morte de Jesus não foi uma derrota, mas uma conquista, não no plano político, mas espiritual, libertando as pessoas do sistema mundano (Gl. 1.4), do desespero (I Pe. 1.18) e da iniquidade (Tt. 2.14); e 4) a glória de sua submissão – aquele foi um ato de entrega, no qual Jesus deu o exemplo aos discípulos de que estava disposto a desfazer-se da glória para acatar o sofrimento. Aquela realidade inquietou os discípulos, principalmente a Pedro, que se negou a aceitá-la (Mt. 16.22).


II.     MOISÉS E ELIAS NO MONTE DA TRANSFIGURAÇÃO


A presença de Moisés e Elias, durante a transfiguração de Cristo, tem um significado. Mateus diz que “apareceram Moisés e Elias, falando com ele (Mt. 17.3). A visão possibilitou que os discípulos reconhecessem aqueles dois personagens como Moisés e Elias. Moisés representava a autoridade da Lei, é um símbolo do judaísmo, associado à vinda do Messias. Elias representava os profetas, sendo um dos maiores entre eles, confirmando, assim, a atuação messiânica de Jesus na terra. Moisés e Elias revelaram a aprovação do Pai em relação à missão de Jesus. O aparecimento daquelas duas figuras aponta para a aprovação do Pai do ministério messiânico de Jesus (Mt. 17.5). Aquele foi um momento aprazível para os discípulos, que foram levados a perceberem a transitoriedade daquela circunstância. Isso serve de lição para muitos cristãos nos dias de hoje. Eles pensam que estão debaixo da transfiguração de Jesus, por isso, esquecem-se da cruz. Como os discípulos, acham que é muito bom está ali, sem atentar para a missão a ser desempenhada na terra (Mt. 17.4). Há igrejas que se acomodam demasiadamente, a glória do templo os impede de saírem para libertar os cativos. Como Pedro, gostariam de ficar diante do Cristo transfigurado, querem construir “três cabanas, uma para ti, outra para Moisés, e outra para Elias”.


III.    APÓS O CRISTO TRANSFIGURADO


Certamente aquele foi um dos maiores momentos testemunhados por aqueles discípulos, e que os marcariam permanentemente. Mas eles não conseguiram compreender o significado daquela revelação. Talvez pensassem que se tratava da glorificação plena de Cristo, que aconteceria depois da ressurreição. Esse continua sendo um problema para a igreja desses dias. A teologia da glória tem recebido ênfase demasiada em detrimento da teologia da cruz. Alguns crentes parecem que estão vivendo já no reino milenial de Cristo. Não querem mais adoecer e pensam que estão isentos do sofrimento, querem apenas a plena prosperidade. É preciso destacar que estamos na condição do “ainda não”, o “já” está na dimensão do espiritual. É bem verdade que curas existem, e que não é proibido desfrutar de benção materiais. Mas elas não podem retirar o foco da glória que em nós haverá de ser revelada. Enquanto esse dia não chegar, tenhamos a consciência de que não podemos ficar no “monte da transfiguração”. O mundo nos espera, as palavras de Moisés e Elias nos impressionam, mas estão subordinadas ás palavras de Cristo (Mt. 17.5; Gl. 1.8,9; Hb. 1.1,2). Ele mesmo levantou os discípulos, dizendo que não tivessem medo. Moisés e Elias desapareceram, diante deles estava apenas Cristo, não mais transfigurado (Mt. 17.8). O sofrimento da cruz o aguardava, e também a do discipulado, que caracteriza aqueles que seguem a Cristo (Mt. 16.24).


CONCLUSÃO - Após descerem do monte Jesus orientou aos discípulos para que nada dissessem até que Ele mesmo ressuscitasse (Mt. 17.9) e fez a exegese de um texto do Antigo Testamento, mostrando que o Elias que haveria de vir na verdade era João Batista, (Mt. 17.11). Não que João Batista fosse a reencarnação de Elias, mas um antítipo, isto é, o cumprimento de um tipo. Quando chegaram à multidão, aproximou-se de Jesus um homem, implorando para que libertasse seu filho oprimido (Mt. 17.15). Eis aqui a missão da igreja, não pode fugir da sua responsabilidade, pois ainda não chegou a hora da sua plena transfiguração (I Co. 15.54).



BIBLIOGRAFIA
GETZ. G. Elias: um modelo de coragem e fé. São Paulo: Mundo Cristão, 2003.
SWINDOLL, C. R. Elias: um homem de heroísmo e humildade. São Paulo: Mundo Cristão, 2001.

Fonte:
Prof. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD

ELIAS NO MONTE DA TRANSFIGURAÇÃO - LIÇÃO 09


LIÇÃO 9





ADMEP – ASSEMBLEIA DE DEUS – MINISTÉRIO ESTUDANDO A PALAVRA

EBD - ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL

DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO CRISTÃ


TEMA:

ELIAS NO MONTE DA TRANSFIGURAÇÃO

03 de Março de 2013


TEXTO ÁUREO

“E [Jesus] transfigurou-se diante deles; e o seu rosto resplandeceu como o sol, e as  suas vestes se tornaram brancas como a luz. E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele”
[Mateus 17. 2, 3]


VERDADE PRÁTICA

O aparecimento de Moisés e Elias no Monte da Transfiguração é  um testemunho de que a Lei e os Profetas cumprem-se em Cristo, o Messias prometido.

Leitura Bíblica em Classe:

Mateus 17. 1 - 8



Introdução - O relato sobre a transfiguração, conforme narrado nos evangelhos sinóticos é um dos mais emblemáticos do Novo Testamento (Mt 17.1-13; Mc 9.2-8; Lc 9.28-36). Além do nome de Moisés, o texto põe em evidência também o nome de Elias. Todavia diferentemente dos outros textos até aqui estudados, Elias não aparece como a figura central, mas como uma figura secundária! O centro é deslocado do profeta de Tisbe para o Profeta de Nazaré. Jesus, e não mais Elias, é o centro da revelação bíblica. Moisés, Elias, Pedro, Tiago e João, também nominados nesse texto aparecem como figurantes numa cena onde Cristo, o Messias prometido, é a figura principal.

Antes de uma análise puramente exegética e teológica da passagem de Marcos 9.2-29, quero compartilhar o seu lado devocional que muito tem me edificado. Resolvi estender a leitura do capítulo 9 do Evangelho de Marcos até o versículo 29, incluindo o episódio da libertação de um jovem possesso, porque uma leitura paralela do Evangelho de Lucas (Lc 9.28-43) revela que a libertação dele aconteceu “no dia seguinte, quando eles desceram do monte” (Lc 9.37). Em outras palavras, os eventos da transfiguração e da libertação do jovem lunático, ocorreram dentro da mesma sequência dos fatos ali narrados.

Pois bem, a pergunta chave que aparece logo após ter ocorrido à libertação do jovem lunático e, portanto, após o evento da Transfiguração é: “Porque nós não pudemos expulsá-lo?” (Mc 9.28).

Acredito que essa é uma das perguntas mais pertinentes para o atual momento em que vive a igreja evangélica brasileira. Essa pergunta poderia ser feita de uma outra forma e ainda assim o seu sentido seria o mesmo: “Qual a causa de nossa ineficiência?” Por que estamos crescendo numericamente, mas ainda assim padecemos de um cristianismo fraco e que pouco tem salgado a sociedade? Qual a razão de nosso caos teológico? São perguntas que demandam uma resposta.

Se olharmos com cuidado para o que revela o texto de Marcos 9.229, observaremos algumas características do cristianismo transfigurado, isto é, que brilha. Quais, pois, seriam essas características desse cristianismo que brilha? Aqui vão algumas delas:

1. Ele Escala Montes — “dias depois, tomou Jesus consigo a Pedro, Tiago e João e levou-os sós, à parte, a um alto monte” (Mc 9.2). E interessante observarmos que os outros discípulos, nove deles, haviam ficado embaixo, pois, o Senhor Jesus levou consigo somente a Pedro, Tiago e João (v.2). Os outros haviam ficado embaixo, não subiram o monte. Quem não sobe o Monte não terá vitória nas lutas espirituais. Escrevi sobre isso quando tratei sobre a vida do patriarca Abraão:

“Vai-te a terra de Moriá” (Gn 22.1). Deus mandou Abraão subir o monte Moriá! Ninguém será abençoado sem escalar o monte! É necessário subir o Moriá de Deus e encontrar a bênção no seu cimo. Hoje está na moda subir o “monte” como um lugar místico em busca da bênção! Mas a Escritura mostra que como princípio, subir o monte está associado à necessidade de se buscar ou subir até a presença de Deus e não a geografia de um lugar (Jo 4.20-24). O monte pode ser o nosso quarto ou o templo da igreja ou ainda qualquer outro lugar (Mt 6.6; At 16.13,16). Quem ora hoje no monte Sinai, monte Moriá ou mesmo em Jerusalém não leva nenhuma vantagem sobre quem, por exemplo, ora numa pequena cidade do sertão nordestino ou na grande São Paulo. A geografia não é mais importante e sim a esfera e a atitude na qual a oração acontece, isto é, no Espírito (Ef 6.18; 1 Tm 4.7)”.1

2. Ele é Metamorfoseado — “Foi transfigurado diante deles” (v.2). A palavra traduzida em português como “transfigurado” corresponde ao vocábulo grego metemorphôté, que é o aoristo passivo de metamorphóô? Esse mesmo vocábulo é usado pelo apóstolo Paulo em Romanos 12.1,2: “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”.

O expositor bíblico William Barclay em seu comentário da Epístola aos Romanos observa que: “Não devemos adotar as formas do mundo; sem transformar-nos, quer dizer, adquirir uma nova maneira de viver. Para expressar esta verdade Paulo usa duas palavras gregas quase intraduzíveis, que requerem uma frase para transmitir seu sentido. A palavra que usa para amoldar-nos ao mundo é syschematizesthai, da raiz schema—de onde vem a palavra portuguesa e quase internacional schema —, que quer dizer forma exterior que muda de ano em ano e quase de dia a dia. O schema de uma pessoa não é o mesmo quando tem 17 anos e quando tem 70; nem quando sai do trabalho e quando está numa festa. Está mudando constantemente. E como se Paulo dissesse: Não cuideis de estar sempre em dia com todos os modismos deste mundo; não sejais ‘camaleões’, tomando sempre a cor do ambiente”.3 Por outro lado, continua Barclay em sua análise:

“A palavra que (Paulo) usa para transformai-vos de uma maneira distinta da palavra do mundo é metamorphusthai, da raiz morfé, que quer dizer a natureza essencial e inalterável de algo. Uma pessoa não tem o mesmo schema aos 17 e aos 70 anos, todavia possui a mesma morphè (essência); o macacão não tem o mesmo schema do vestido de uma cerimônia, mas possui a mesma morphê; muda seu aspecto exterior; pelo que segue sendo a mesma pessoa. Assim, disse Paulo, para dar culto e servir a Deus tem que experimentar uma mudança, não de aspecto, senão de personalidade. Em que consiste essa mudança? Paulo diria que, por nós mesmos, vivíamos kata sarka (segundo a carne), dominados pela natureza humana em seu nível mais baixo; em Cristo vivemos kata Christon (segundo Cristo) ou kata Pneuma (segundo o Espírito), sob o controle de Cristo e do Espírito. O cristão é uma pessoa que mudou em sua essência: agora vive, não uma vida egocêntrica, senão cristocêntrica. Isto deve ocorrer, diz Paulo, pela renovação da mentalidade. A palavra que ele emprega para renovação é anakainosis. No grego há duas palavras para novo: neós e kainós. Neós se refere ao tempo, e kainós ao caráter e a natureza. Um lápis recém fabricado é neós\ mas uma pessoa que era antes pecadora e agora e está chegando a ser santa é kainós. Quando Cristo entra na vida de um homem, este é um novo homem; tem uma mentalidade diferente, porque tem a mente de Cristo.”4

3. Ele é Fundamentado na Palavra de Deus — “E apareceu-lhes Elias com Moisés” (v.4). Todos os intérpretes entendem que os nomes “Elias” e “Moisés” representam figuradamente a Palavra de Deus. Elias representa os profetas enquanto Moisés, a Lei. O cristianismo deixa de ser autêntico quando se distancia da palavra de Deus. Em outro livro de minha autoria, escrevi: Uma igreja modelo possui como fundamento a Palavra e o Espírito. Somente o Espírito sem a Palavra de Deus incorre-se em fanatismo; todavia a Palavra sem o Espírito não passa de ortodoxia morta. O correto é termos o equilíbrio entre a Palavra e o Espírito. O principal mal do pentecostalismo contemporâneo é essa falta de equilíbrio entre a Palavra e o Espírito. Como vimos um carismatismo sem fundamento bíblico transforma-se em desvios, modismos, inovações, desvios doutrinários evoluindo para doutrinas heréticas. 5

4. Ele Promove Espanto — “Pois não sabiam o que dizia, porque estavam assombrados” (v.6). Uma das tragédias do cristianismo hodierno é que ele não promove mais espanto! Um grande número de cristãos parece ter se acostumado com uma vida religiosa onde nada mais é novo. Não há espanto algum! Mas experimentar espanto diante do sagrado é um fenômeno presente nas religiões. Mircea Elliade (2008, pp.16,17) destaca que o homem “descobre o sentimento de pavor diante do sagrado, diante desse mysterium tremendum, dessa majestas que exala uma superioridade esmagadora de poder; encontra o temor religioso diante do mysterium fascinans, em que se expande a perfeita plenitude do ser.”6

Esse espanto diante do sagrado, do totalmente outro, nós encontramos no relato da Pesca Maravilhosa (Lc 5.1-11)

Quando Pedro viu o que ocorrera, prostrou-se aos pés do Senhor e exclamou: “Retira-te de mim, porque sou pecador” (v.8). E o texto ainda diz que a admiração apoderou-se de seus companheiros! (v.9). Esse é um cristianismo que promove espanto! Que causa admiração!

5. Ele Possui Imanência — ‘Saiu da nuvem uma voz que dizia: Este é o meu filho amado; a ele ouvi”(v.7). O cristianismo bíblico é transcendente, isto é, Deus é totalmente outro e não pode ser confundido com suas criaturas. Todavia ele possui também imanência. Não está solto em um universo metafísico onde a realidade espiritual é algo inatingível. Não, o nosso Deus se faz presente no nosso dia a dia (SI 46.1). Ele possui voz, portanto, possui a faculdade da fala. Não é mudo! É bom sabermos que quando oramos não estamos presos em um monólogo, mas estamos nos relacionando com um Deus que também fala.

6. Ele Não Faz Publicidade — “E, descendo eles do monte, ordenou-lhes que a ninguém contassem o que tinham visto” (v.9). Isso me chama a atenção, pois quem não gostaria de noticiar um feito desses? O cristianismo midiático de hoje faz isso o dia todo. Gosta de ser visto, admirado e paparicado. E exibicionista! Todavia o cristianismo bíblico não faz propaganda, mas é visto. E visto porque é uma obra do Espírito Santo e não do homem. O cristianismo da mídia gosta de números, de multidões e de muito dinheiro. Mas é um cristianismo pobre!

7. Ele Tem Ressurreição, Mas Também Tem Morte — “E eles retiveram o caso entre si, perguntando uns aos outros que seria aquilo, ressuscitar dos mortos (...). E, respondendo ele, disse-lhes: Em verdade Elias virá primeiro, e todas as coisas restaurará; e como está escrito do filho do homem, que ele deva padecer muito e ser aviltado” (v.10,12).

O cristianismo bíblico possui ressurreição, mas também possui morte! O texto de Lucas 9.31, que é paralelo a esse e diz: “os quais apareceram com glória, e falavam da sua morte, a qual havia de cumprir-se em Jerusalém.” Hoje se fala muito em “vitória”, mas nada de morte. O cristianismo contemporâneo tem pavor da morte! Não quer morrer, mas não tem vida! Só há ressurreição se houver morte! Precisamos morrer para que possamos viver.

8. Ele Tem Consciência Escatológica — ‘E interrogaram-no, dizendo: por que dizem os escribas que é necessário que Elias venha primeiro?” (v. 11). O cristianismo bíblico possui um forte apelo escatológico, pois não é imediatista e preso a esta era. Ele tem seu olhar no futuro! Crer na parousia do Senhor. Ele sabe que tudo aqui é efêmero, como a neblina que se dispersa! Em meu livro: Rastros de Fogo, escrevi:

“É falso qualquer suposto movimento espiritual que alega ser herdeiro do avivamento bíblico, mas que possui uma visão escatológica deformada ou mutilada. Os autênticos movimentos de avivamento ao longo da história da igreja foram logo reconhecidos como tal porque possuíam um entendimento correto da escatologia bíblica. No atual pentecostalismo observa-se um distanciamento cada vez mais crescente da escatologia bíblica. E a pregação do imediatismo, do ineditismo e mercantilismo que tem reinado nesses últimos anos no carismatismo contemporâneo”.7

9. Não Pode ser Resumido a um Simples Debate Teológico — “E, quando se aproximou dos discípulos, viu ao redor deles grande multidão, e alguns escribas disputavam com eles”.

Quando a fé cristã se resume a uma simples controvérsia teológica, então ela perdeu sua essência. O cristianismo bíblico não pode ser resumido a um mero debate de ideias. Há muita “teologia” sendo debatida por ai, mas são debates estéreis que não promovem a verdadeira edificação. Ela se resume na sua maioria a um confronto ideológico entre confissões religiosas. Cristianismo é vida, é Espírito, é a Palavra de Deus. O texto mostra que os discípulos que ficaram no vale se limitaram a debater com os escribas, e pelo visto estavam em desvantagem. Os escribas eram bons de debates teológicos, mas ineficientes em promover uma fé viva no povo. A teologia não deve servir apenas como alimento do intelecto, mas também da alma. O Senhor Jesus afirmou que “Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus” (Mt 4.4)

10. Ele Não se Resume a um Produto Cultural — ”Ó geração incrédula! Até quando estarei convosco? Até quando vos sofrerei ainda?” (v.19).

Entendo que o termo “geração” aqui pode ser traduzido como cultura. Por que as pessoas daquela cultura eram tão incrédulas? Não foi aquela geração a escolhida por Deus para ver a manifestação do Messias (G1 4.4)? Parece que os discípulos estavam também influenciados por aquela cultura incrédula e por isso apresentaram dificuldade em se render diante do sobrenatural de Deus. Precisavam viver à sombra do Senhor, quando o Senhor cobrou deles a responsabilidade por aquele momento. Eram eles que deveriam ter expelido aquele demônio e não ficarem ineficientes diante da ação do mal. Será que a cultura contemporânea também não tem moldado a fé e o comportamento de muitos cristãos?

11. Ele Não Pode Ser Resumido a Fórmulas — ‘Por que não pudemos nós expulsá-lo?” (v.28). Eles estavam atônitos diante do fracasso! Essa pergunta ganha o sentido: “Por que a nossa fórmula não funcionou?” Não é que eles não tivessem tentado, porque o texto deixa claro que os discípulos tentaram expelir esse espírito, mas não conseguiram. “Roguei aos teus discípulos que o expelissem, e eles não puderam” (v. 18). Não tenho dúvidas que eles se valeram dos métodos e fórmulas aprendidas, mas nada aconteceu! O próprio Senhor dissera que os demônios são expulsos não pelo uso de uma técnica ou fórmula, mas pelo poder do Espírito Santo (Mt 12.28). Um cristianismo preso a formulas ou métodos fracassará!

12. Ele é Relacional — “Esta casta não pode sair senão por meio de oração [e jejum]” (v.29). Já dissemos que o cristianismo bíblico não se prende a fórmulas, por quê? Porque ele é relacional, isto é, se fundamenta em relacionamentos. A fé cristã é construída pela comunhão com Deus! De nada adianta fórmulas, técnicas, recursos de marketing, se não houver relacionamentos! Deus quer que seus filhos se relacionem com ele e então a vida vitoriosa tão almejada chegará.

Vejamos agora uma análise mais exegética dessa passagem para descobrirmos a relação que Elias, o profeta de Tisbe, possui com Jesus de Nazaré, o Messias de Deus.

Elias, o Messias e a Transfiguração.

Metamorfose

O texto sagrado relata que tão logo subiram ao Monte, Jesus foi “transfigurado diante deles; o seu rosto resplandecia como o sol, e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz”. (Mt 17.2). Como já disse a palavra transfigurar, traduz o termo grego metamorfose. Mantém o sentido de mudança de aparência ou forma, mas não mudança de essência. A transfiguração não transformou Jesus em Deus, mas mostrou aos discípulos aquilo que ele fora o tempo todo: o verbo encarnado (Jo 1.1; 17.1-5). Os discípulos observaram que o seu rosto brilhou como o sol (Mt 17.2). O texto revela também que suas vestes resplandeceram (Mt 17.2). Esses fatos põem em evidência a identidade do Messias, o filho de Deus.

Shekiná

Mateus detalha que durante a transfiguração “uma nuvem luminosa os envolveu” (Mt 17.5). E relevante o fato de que Mateus, que escreveu o seu evangelho para judeus, quer por em evidência o fato de que Jesus é o Messias anunciado e isso pode ser visto na manifestação da nuvem luminosa. No Antigo Testamento essa nuvem recebe o nome de shekiná, e relacionada com a manifestação da presença de Deus (Ex 14.19,20; 24.15-17; 1 Rs 8.10, 11; Ez 1.4; 10.4). Tanto Moisés como Elias, quando estiveram no Sinai, presenciaram a manifestação dessa glória. Todavia não como agora os discípulos estavam vivenciando (Ex 19; 24; 1 Rs 19). Donald Carson, em seu comentário ao Evangelho de Mateus, destaca que: “A “nuvem” é associada, no Antigo Testamento e no judaísmo interbíblico, com a escatologia (SI 97.2; Is 4.5; Ez 30.3; Dn 7.13; Sf 1.15; cf. 2 Baruc 53.1-12; 4 Ed 1.3; 2 Mac 2.8; b Sanhedrin 98ª; cf Lc 21.27; 1 Ts 4.17) e com o Êxodo (Êx 13.21,22; 16.10; 19.16; 24.15-18; 40.34-38). Dos sinóticos, só Mateus diz que a nuvem era “resplandecente”, detalhe que lembra a glória shekiná.8

Elias, o Messias e a Restauração.

Tipologia

No evento da transfiguração observamos que o texto destaca os nomes de Moisés e Elias (Mt 17.3). Há um entendimento na igreja cristã que Moisés prefigura a Lei enquanto Elias, os profetas. E perceptível nessa passagem que Moisés aparece como uma figura tipológica. De fato, Mateus procura mostrar isso quando põe em evidência o próprio Deus falando aqui: “A Ele ouvi” (Mt 17.5). Moisés pronuinciou exatamente estas palavras citadas nesse texto quando se referia ao Profeta que viria depois dele: “O Senhor, teu Deus, te suscitará um profeta do meio de ti, de teus irmãos, semelhante a mim; a ele ouvirás” (Dt 18.15). A transfiguração revela que Moisés tem seu tipo revelado em Jesus de Nazaré e que toda a lei apontava para Ele.

Escatologia

Enquanto Moisés ocupa um papel tipológico no evento da transfiguração, Elias aparece em um contexto escatológico. O texto de Malaquias 4.5,6 apresenta Elias como o precursor do Messias vindouro. O Novo Testamento aplica a João, o Batista, o cumprimento dessa Escritura: “E irá adiante do Senhor no espírito e poder de Elias, para converter o coração dos pais aos filhos, converter os desobedientes à prudência dos justos e habilitar para o Senhor um povo preparado” (Lc 1.17; Mt 11.14). Assim como Elias, João foi um profeta de confronto (Mt 3.7); um profeta ousado (Lc 3. 1-14) e um profeta rejeitado (Mt 11.18). A presença do Batista, o Elias que havia de vir, era uma clara demonstração da messiandade de Jesus.

Elias, o Messias e a Rejeição.

O Messias Esperado

Tanto os rabinos como o povo comum sabiam que antes do advento do Messias, Elias apareceria (Ml 4.5,6; Mt 17.10; 16.14). O relato de Mateus sugere que os escribas não reconheceram a Jesus como o Messias porque faltava um sinal que para eles era determinante — o aparecimento de Elias antes da manifestação do Messias (Mt 17.10). Como Jesus poderia ser o Messias se Elias ainda não viera? Jesus revela então que nenhum evento no programa profético deixara de ter o seu cumprimento. Elias já viera e os fatos demonstravam isso. Elias havia sido um profeta do deserto, João também o foi; Elias pregou em um período de transição, João prega na transição entre as duas Alianças; Elias confrontou reis (1 Rs 17.1,2; 2 Rs 1.1-4), João da mesma forma (Mt 14.1-4). Mais uma vez ficara claro: João era o Elias que havia de vir e Jesus era o Messias.

O Messias Rejeitado

O texto de Mateus 17.1-8, narrando o episódio da transfiguração inicia-se com a sentença: “Seis dias depois” (Mt 17.1). O texto coloca a transfiguração num contexto onde uma sequência de fatos devem ser observados. Os eruditos observam que “seis dias” é uma outra forma de dizer: “uma semana depois”. De fato o texto paralelo de Lucas fala de “oito dias”, isto é, uma semana depois (Lc 9.28). O contexto, portanto, põe o evento no contexto da confissão de Pedro (Mt 16.13-20) e no discurso de Jesus sobre a necessidade de se tomar a cruz (Mt 16.24-28). O Messias revelado, portanto, em nada se assemelhava ao herói da crença popular. Pelo contrário, a sua mensagem, assim como a do Batista, não agradaria a muita gente e provocaria rejeição.

Elias, o Messias e a Exaltação.

Humilhação

Os intérpretes observam que havia uma preocupação dos discípulos sobre a relação do aparecimento de Elias e a manifestação do Messias. Esse fato é demonstrado na pergunta que eles fazem logo após descer o monte da transfiguração (Mt 17.10). Como D. A. Carson observa, o fato é que a profecia referente a Elias falava de “restaurar todas as coisas” (Mt 17.11) e os discípulos não entendiam como o Messias tanto esperado pudesse morrer em um contexto de restauração. Cristo corrige esse equívoco mostrando que a cruz faz parte do plano divino para restaurar todas as coisas (Mt 17.12; Lc 9.31; F1 2.1-11).9

Exaltação

Muito tempo depois desses acontecimentos da transfiguração, o apóstolo Pedro ainda lembra-se dos fatos ocorridos e os cita em relação à exaltação e glorificação de Jesus e também como prova da veracidade da mensagem da cruz: “Porque não vos demos a conhecer o poder e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo seguindo fábulas engenhosamente inventadas, mas nós mesmos fomos testemunhas oculares da sua majestade, pois ele recebeu, da parte de Deus Pai, honra e glória, quando pela Glória Excelsa lhe foi enviada a seguinte voz: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo (2 Pe 1.16,17).

Vimos, pois, que os eventos ocorridos durante a Transfiguração aconteceram para demonstrar que Jesus era de fato o Messias esperado e que tanto a Lei, tipificada aqui em Moisés, como os Profetas, representado no texto pela figura de Elias, apontavam para a revelação máxima de Deus — o Cristo, Jesus. Esses personagens tão importantes no contexto bíblico não possuem glória própria, mas irradiam a glória proveniente do Filho de Deus. Ele, sim é o centro das Escrituras, do Universo e de todas as coisas (Cl 1.18,19; Hb 1.3; F1 2.10,11).