LIÇÃO 11
ADMEP
Assembleia de Deus Ministério Estudando a Palavra
EBD – Escola Bíblica Dominical
Departamento de Educação Cristã
TEMA:
"O HOMEM VESTIDO DE LINHO"
TEXTO ÁUREO
“E levantei os meus olhos, e olhei, e vi um homem de linho, e os seus
lombos, cingidos com ouro fino de Ufaz"
(Dn 10. 5)
Verdade Prática
Deus revela o futuro, para que o seu povo não fique amedrontado e confuso.
Leitura Bíblica em Classe
Daniel 10 1 - 6, 9, 10, 14
Objetivos:
Discorrer sobre a visão celestial de Daniel.
Explicar o significado do homem vestido de linho.
Saber que os anjos de Deus são seres espirituais ajudadores.
O HOMEM
VESTIDO DE LINHO
(Dn 10.1-6; 9,10,14)
Introdução: - Veremos que
os três últimos capítulos de Daniel constituem “uma unidade profética”,
pois, não anunciam novos oráculos. Estes últimos capítulos (Dn 10 a 12),
preenche os detalhes do futuro de Israel, concentrando-se no período do
Anticristo e na questão relacionada com "as últimas
coisas" a saber: a Grande Tribulação, a ressurreição dos mortos,
as recompensas e os castigos finais. Estudaremos também a visão do homem
vestido de linho, que é uma aparição de Cristo no Antigo Testamento.
I.
INFORMAÇÕES SOBRE A VISÃO DE DANIEL - (Cap. 10)
Os capítulos 10, 11 e 12 de Daniel faz parte
da “última visão” do profeta Daniel. Como vimos em
lições passadas, Daniel viveu tempo suficiente para ver a profecia de Jeremias
se cumprir e o primeiro grupo de judeus exilados voltar para a terra e começar
a reconstruir o templo. Se o profeta, como já estudamos em lições passadas,
estava entre 14 a 17 anos quando foi levado para a Babilônia. Então na época
desta visão, ele estava entre seus 80 e 87 anos, alguns sugerem 90. A
visão foi dada no ano terceiro de Ciro (Dn 10.1), “dois anos após o
retorno dos judeus à Palestina”. Ora, Ciro decretou o regresso dos judeus
do Exílio no “primeiro ano do seu reinado” (Ed 1.1-5). Então
o “terceiro ano de Ciro”, rei da Pérsia era (c. 536 a.C.). A
restauração e a reconstrução do templo já começara (Ed caps. 1 ao 3), mas foi
interrompido por pressão dos inimigos (Ed 4.4-5). Tais notícias devem ter
ferido o coração de Daniel estimulando-o a buscar a face de Deus uma vez mais.
“Naqueles dias eu, Daniel, estive triste por três semanas...” (Dn
10.2,3) (ADEYEMO et
al, 2012, p. 1034).
II. ANALISANDO
A REVELAÇÃO DE DANIEL
O fato de Daniel estar junto ao rio Hidéquel (rio
Tigre) oferece-nos a razão dele não ter voltado a Jerusalém com os demais
peregrinos. Aparentemente, esse retorno era impossível para Daniel, primeiro
devido à sua idade, segundo por causa de suas ocupações como um dos
administradores do império (Dn 6.1-3). É possível que sua presença no rio Tigre
se devesse a negócios do governo, e aí o profeta vê em visão o próprio Filho de
Deus na sua preencarnação (GILBERTO, 1984, p. 53), através de uma teofania, do
grego “theos” Deus e “phania” manifestação em
forma humana (cap. 10) (ANDRADE, 2006, p. 339). Daniel registrou o momento em
que recebeu esta visão: “No dia vinte e quatro do primeiro mês, estando
eu à borda do grande rio Tigre” (Dn 10.4). Analisemos esta
visão:
2.1. A Preocupação do Profeta Daniel (Dn 10.1-3).
Daniel havia jejuado, orado e não se ungiu com óleo durante três semanas
enquanto buscava o Senhor. Um dos motivos para isso era, provavelmente, sua
preocupação com os quase cinquenta mil judeus que haviam saído da Babilônia e
viajado para sua terra natal a fim reconstruir o templo. Uma vez que Daniel
tinha acesso a relatórios oficiais, sem dúvida ficou sabendo que o remanescente
havia chegado em segurança em Jerusalém e que todos os tesouros do templo
estavam intactos. Também deve ter ouvido que os homens haviam lançado os
alicerces do templo, mas que o trabalho havia sofrido oposição e, por fim, parado
(Ed 4). Sabia que seu povo estava sofrendo privações na cidade arruinada de
Jerusalém e perguntou-se se Deus iria deixar de cumprir as promessas que havia
feito a Jeremias (Jr 25.11, 12; 29.10-14)
(WIERSBE, 2010, p. 368).
2.2. O Duplo Sentido dos
70 Anos. É possível
que Daniel não tivesse compreendido que a profecia dos setenta anos tinha uma
aplicação dupla, primeiro para o povo e depois para o templo. Os primeiros
judeus foram deportados para a Babilônia em 605 a.C., e os primeiros cativos
voltaram em 535 a.C., exatamente setenta anos depois. O templo foi
destruído pelo exército babilônio em 586 a.C., e o segundo templo foi
completado e consagrado em 516 a.C., outro período de exatamente
setenta anos. Daniel estava aflito para que a Casa do Senhor fosse
reconstruída o quanto antes, mas não percebeu que Deus estava realizando seus
planos com perfeição. As obras foram interrompidas em 536 a.C., continuaram em
520 a.C. e foram completadas em 516 a.C. Esse adiamento de dezesseis anos
manteve tudo dentro do cronograma. (WIERSBE,
2010, p. 368).
III.
UMA VISÃO EXTRAORDINÁRIA
3.1. O Motivo do Jejum de Daniel. “Naqueles dias eu, Daniel, estive triste por três
semanas completas” (Dn
10.2). A razão do seu lamento e tristeza acompanhada de jejum é certamente
explicada pela data mencionada no versículo 1: "No terceiro ano de
Ciro". É que por volta do terceiro ano de Ciro, a obra iniciada
da reconstrução do templo, fora embargada (Ed 1-3; 4.4,5). Daniel, como
patriota e membro da nação eleita, preocupava-se com o futuro de sua nação;
como já vimos este exemplo na sua oração do capítulo 9. Contudo, havia ainda
outro motivo para Daniel jejuar e orar: desejava entender melhor as visões e
profecias que já havia recebido e ansiava por mais revelações do Senhor sobre o
futuro de israel.
3.2. A Duração do Jejum de Daniel. “Alimento desejável não comi, nem carne nem
vinho entraram na minha boca... até que se cumpriram as três semanas” (Dn 10.3). O presente versículo
apresenta um jejum intensivo feito por Daniel por 21 dias. A perseverança do
profeta na oração e no jejum por três semanas pela situação do povo em
Jerusalém ocasionou a resposta divina (Dn 10.12). O israelita jejua quando está
de luto (1Sm 31.13; 2Sm 1.12; 3.35), ou quando está em graves dificuldades e espera
de Deus o auxílio de que necessita (2Sm 12.16; 1Rs 21.27; Sl 35.13). Também se
jejua em preparação para receber a revelação de Deus, como bem pode ser
depreendido do texto de Êx 34.28 e do presente texto, ou antes de um
empreendimento difícil (Ed 8.21-23; Et 4.16)
(SILVA, 1986, p. 187).
3.3. O Tempo do
Jejum de Daniel. “E
no dia vinte e quatro do primeiro mês...” (Dn 10.4). Alguns pesquisadores defendem que três
dias depois do fim de seu jejum de três semanas, Daniel teve uma visão
assustadora quando estava à beira do rio. Já outros dizem que a expressão “no
dia vinte e quatro do primeiro mês” quer dizer que Daniel iniciou esta
abstinência no terceiro dia do mês e concluiu no 24º dia. O rio Hidéquel traz
este nome que em assírio e grego corresponde ao rio Tigre. Era um dos rios que
assinalavam a localização do jardim do Éden (Gn 4.2,14) (SILVA, 1986, p. 187).
3.4. A Resposta do Jejum."[…] o príncipe do reino da
Pérsia". (Dn 10.13). Esse “príncipe” não era de origem terrena,
tratava-se de um anjo diabólico tão forte, que a vitória só foi decidida quando
Miguel, o poderoso arcanjo, entrou em ação e assim a resposta da oração chegou
a Daniel (Dn 10.13). Assim como Deus tem anjos que protegem nações, Satanás
também tem os dele, que operam, mas a seu modo. Ao que parece, há anjos
perversos específicos incumbidos nas diversas nações; que alguns estudiosos de
angelologia chamam esses seres de "espíritos
territoriais". Esse anjo mau da Pérsia controlava os destinos
desse país, mas foi desbancado pelos anjos de Deus. “E eu obtive
vitória sobre os reis da Pérsia” (v. 13) (GILBERTO, 1984, p. 55).
3.5. Gabriel e Miguel: Dois Mensageiros do
Senhor."[…]
e eis que Miguel, um dos primeiros príncipes, veio para ajudar-me..."(v.13).
A expressão "primeiros" é literalmente "principais". Isto
mostra que os anjos dividem-se em categorias, já a palavra
"príncipe", no hebraico "sor", corresponde a
“chefe; aquele que domina”. O arcanjo Miguel é anjo guardião de Israel (Dn
10.21; 12.1). A palavra “arcanjo” do grego “archangelos” significa
“anjo principal”. O prefixo “arch” sugere tratar-se de um anjo
chefe, principal ou poderoso. Na Bíblia Sagrada, mais precisamente em Judas v.9
e I Tessalonicenses 4.16, aparece a menção de apenas um arcanjo: Miguel. Seu
nome em hebraico significa: “Quem é como Deus”. Nas Escrituras,
Miguel é descrito como: o arcanjo (Jd v.9); o líder das hostes angélicas no
conflito com Satanás e os seus anjos maus (Ap 12.7); um dos primeiros príncipes
(Dn 10.13); “vosso Príncipe” (Dn 10.21); e o grande príncipe, “defensor dos
filhos do teu povo” (Dn I2.I). Gabriel, cujo nome quer dizer “homem de
Deus” ou “herói de Deus”. Significa, também, “o poderoso”,
evidenciando o que o nome sugere (GILBERTO
et al, 2008, p. 454,455).
IV. A
DESCRIÇÃO DO HOMEM VESTIDO DE LINHO
Se considerarmos como dizem alguns teólogos que
esse “homem vestido de linho” dos versículos 5 ao 9 é o mesmo
ser que tocou e falou com Daniel nos versículos 10 a 15, então, teríamos de
optar por Gabriel ou algum outro anjo, pois é impossível que Jesus precisasse
da ajuda de Miguel para derrotar um anjo perverso como está escrito no
versículo 13. Contudo, o ser que tocou Daniel e que falou com ele nos versos 10
a 15, não foi o mesmo “homem vestido de linho” que lhe
apareceu na visão anterior. A descrição do “homem vestido de
linho” assemelha-se a descrição do Cristo glorificado que encontramos
em (Ap 1.12-16), e a reação de João frente a este homem “E, eu, quando
vi, caí a seus pés como morto...” (Ap. 1.17) foi a mesma de
Daniel “... e não ficou força em mim; e transmudou-se em mim a minha
formosura em desmaio, e não retive força alguma” (Dn 10.5).Esse homem
em ambas referências era o Cristo pré-encarmado, pois a linguagem é semelhante
nestes dois livros e as características também são as mesmas (Dn 10.5-9;
comparar com (Ap 1.12-20). O ponto de vista da maioria dos estudiosos da
escatologia bíblica, é que de fato, é a pessoa de Jesus no livro de Daniel. A
vestimenta de linho fino, a veste celeste, os lombos cingidos de ouro puro, o
seu corpo luzente como berilo, o rosto como um relâmpago, os olhos como tochas
de fogo, os braços e os pés luzentes e como se fossem de bronze polido, e a voz
como a voz de muitas águas, são características INERENTES
EXCLUSIVAMENTE ao Filho de Deus e não de algum anjo seu.
Conclusão: - Vimos que apesar de ter vivido durante oito décadas
numa terra pagã, Daniel manteve seu coração e sua vida puros diante de Deus.
Orava para que o remanescente que habitava em Jerusalém fosse um povo santo para
o Senhor, a fim de que fossem abençoados em seu trabalho.

REFERÊNCIAS
·
ADEYEMO, Tokunboh. Comentário Bíblico Africano. Mundo Cristão.
·
GILBERTO, Antônio. Daniel & Apocalipse. CPAD.
·
_______________. Et al. Teologia Sistemática. CPAD.
·
SILVA, Severino Pedro da. Daniel versículo por versículo. CPAD.
·
STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.
· WIERSBE,
Warren W. Comentário Bíblico Expositivo: Antigo Testamento. Vol. IV.
Geográfica.
COLABORAÇÃO PARA O PORTAL
ESCOLA DOMINICAL – PROF. PAULO AVELINO
http://www.portalebd.org.br/classes/jovens-e-adultos/item/3678-4%C2%BA-trim-2014-li%C3%A7%C3%A3o-11-o-homem-vestido-de-linho-v.html
Portal Escola Dominical
Quarto Trimestre de 2014
Integridade Moral E
Espiritual: O Legado Do Livro De Daniel Para A Igreja Hoje
Comentarista: Elienai
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