ADMEP
– ASSEMBLEIA DE DEUS MINISTÉRIO ESTUDANDO A PALAVRA
Departamento de
Educação Cristã
Escola
Bíblica Dominical
“ALIANÇA NOÉTICA"

Sua duração: 427 anos
Texto Áureo:
“E disse o Senhor: Destruirei, de sobre a face da
terra, o homem que criei, desde o homem até ao animal, até ao réptil e até à
ave dos céus; porque me arrependo de os haver feito.
Gênesis 6. 7.
LEITURA
BÍBLICA EM CLASSE
Gênesis 6. 8, 13, 14; 9.
11 - 17
Objetivo:
1.
Entender o
objetivo e o propósito da Aliança Noética;
2.
Conhecer a
biografia resumida da tríade patriarcal que antedeu Noé;
3.
Compreender: de que forma a descendência
Noética está atrelada à Nova Aliança.
§ Palavra Introdutória – Noé, um dos personagens mais conhecidos da
história cristã e secular, aparece pela primeira vez no quinto capítulo do
Livro de Gênesis (Gn 5. 29). O filho de Lameque, da linhagem de Sete (filho de
Adão) parece ter vindo ao mundo com a missão de recomeçar a história humana, visto que a maldade em seu tempo crescera
em grande escala (Gn 6. 5), e as consequências do pecado pesavam sobre a
humanidade. (Na lição).
I.
DE ENOQUE A
NOÉ: REMINISCÊNCIAS DA DIVINA MISERICÓRDIA – A expressão “andar
com Deus” foi utilizada para fazer referência a Enoque (Gn 5. 24), o homem que não conheceu a morte e a Noé, o homem que não foi tragado pelas águas do Dilúvio (Gn 6. 9). A expressão
“andar com Deus”, significa “levar uma vida correta”, como se o homem fosse acompanhado pelo
seu Criador, que é a fonte da verdade e da justiça. Expressão igual usada a
respeito de Noé (Cp. 6. 9) e
de Abraão (Cap. 17).
1.1. Enoque, Matusalém e Lameque: a primitiva tríade
patriarcal. – (Veja na lição o significado de cada nome desses homens
e data de sua partida. (Ponto 1.1: pág. 15 Aluno).
1.2.
Noé, o consolador: - Noé foi a décima geração a partir e Adão. Este morreu no ano 930 da
Criação. Noé nasceu 126 depois da morte de Adão,
que chegou a conhecer seu “neto” Lameque.
- (Vejamos os
comentários de diversas escolas teológicas sobre seu nome: lição Ponto 1.2).
II. A ALIANÇA NOÉTICA
– Depois da Queda,
de (Adão e Eva), o primeiro casal todos os homens tornaram-se pecadores e
corruptos (Rm 3. 23; 1. 18 – 32; 6. 23). – “E corrompeu-se a terra”, Gn 6. 11. A Bíblia descreve o maravilhoso mundo criado por
Deus, mas os homens dessa geração eram ruins, e sua maldade foi a causa da
destruição dessa grandiosa obra Divina. De nada valeu a inteligência herdada de
Adão depois deste ter comido da árvore da sabedoria; de nada ajudaram as
descobertas no campo da técnica e indústria, agricultura, economia e música; ao
contrário, dia-a-dia aumentava a sua decadência moral. Como o progresso das
descobertas e civilizações, agravaram-se seu orgulho e sua voluptuosidade, e
mais eles se aperfeiçoaram na descoberta de instrumentos mortíferos e
destrutivos. Um único homem justo, correto e íntegro dessa geração conseguiu
salvar a humanidade inteira da ruina completa.
2.1.
Noé, o Justo: - Em contraposição à sociedade de sua época, Noé achou graça aos olhos do Senhor (Gn
6. 8). Noé demonstrou que o homem tem forças morais suficientes
para conservar sua integridade ética em todas as circunstancias da vida, e não
precisa sucumbir às influências malévolas e prejudiciais do ambiente em que
vive. – Em Gênesis 6. 8, encontramos a primeira ocorrência do termo graça (hb. Chen) nas Escrituras, estando frequentemente associado ao conceito
de redenção (Jr 31.2; Zc
12.10). A palavra graça (hb. Chen)
provém de um radical (chanan), que significa
desviar ou parar. A vocábulo sugere a ideia de
um ser superior desviando a ira,
mostrando favor ou sendo benevolente em
relação a um ente inferior. (Ver Revista do Professor, pag. 22).
2.2.
Arca: Símbolo de preservação da vida – A Palavra Tevá aparece
na Bíblia em apenas duas únicas situações, e ambas dizem respeito
à salvação ligada às águas:
por ocasião do Dilúvio, para salvar Noé e sua família – e por extensão,
a HUMANIDADE -, e com relação a Moisés, para salvá-lo do decreto
mortal do Faraó - (Gn 6. 14): Arca: - um tipo de Cristo como refúgio do Seu povo por ocasião do juízo (Hb11.
7). (Veja na lição as meditas da Arca, pág. 22 da Revista do prof., e do aluno
pág. 17).
2.3.
A dilúvio: símbolo do juízo divino. (Gênesis 6. 17) “... o Dilúvio, para destruir debaixo do céu
toda criatura. O Dilúvio foi feito em um período de juízo e destino esmagadores. – No N.T., o nosso
Senhor disse que, como aconteceu nos dias
de Noé, assim será no fim dos tempos. (Mt 24. 37 – 37), Lc 17. 26 – 27).
2.4.
Elementos presentes na A Aliança Noética - A Terceira Aliança - (Gn 9. 16), reafirma as condições de vida do homem
caído conforme anunciadas pela Aliança Adâmica, e institui o princípio
do Governo Humano para reprimir a expansão do pecado, uma vez que
a ameaça do juízo divino na forma de outro dilúvio foi removida. Os elementos da Aliança são:
2.4.1. O homem torna-se responsável
pela proteção da santidade da vida humana, através de um governo ordeiro sobre
o homem individual, até à pena capital (Gn 9. 5, 6; comp. Rm 13. 1 -7).
2.4.2. Nenhuma maldição
adicional é enunciada sobre a terra, nem o homem deve temer outro dilúvio
universal (Gn 8. 21; 9. 11 – 16);
2.4.3.
A ordem da natureza é
confirmada (Gn 8. 22; 9. 2);
2.4.4. A carne dos animais é
acrescentada à dieta do homem (Gn 9. 3 – 4). Presume-se que o homem fosse
vegetariano antes do dilúvio;
2.4.5. Uma declaração profética é
enunciada sobre os descendentes de Canaã, um dos filhos de Cão, de que seriam
servos dos seus irmãos (Gn 9. 25 – 26).
2.4.6. Faz-se uma declaração profética
de que Sem terá um relacionamento peculiar com o SENHOR (Gn 9. 26 – 27). Toda a
revelação divina é através dos homens semitas, e Cristo, segundo a carne,
descende de Sem.
2.4.7. Uma declaração profética é
enunciada de que de Jafé virão os grandes povos (Gn 9. 27). O governo, as ciências
e as artes, generalizando, vieram e têm sido jaféticos, de modo que a história é
o registro incontestável do cumprimento exato destas declarações.
2.5. Os Descendentes de Noé: - (Gn 10. 1) – Sem, Cão e
Jafé. O propósito do capítulo 10 é revelar como todas as nações e povos da
terra descendem de Noé e dos seus filhos, após o dilúvio (v. 32).
§ Os descendentes de Sem: povoaram as regiões asiáticas,
desde as praias do Mediterrâneo até o oceano Índico, ocupando a maior parte do território
entre Jafé e Cam. Foi dente eles que
Deus escolheu o seu povo, cuja história constituiu o tema central das Sagradas
Escrituras.
§ Os descendentes de Cam: foram notavelmente poderosos no princípio da história
do mundo antigo. Constituíam a base dos
povos que mais relações travaram com os hebreus, seja como amigos, seja como
inimigos. Eles estabeleceram-se na África, no litoral mediterrâneo da Arábia e
na Mesopotâmia.
§ Os descendentes de Jafé: formaram os povos indo-europeus, ou arianos. Embora não
tivessem sobressaído na história antiga, tornaram-se nas raças dominantes do
mundo moderno.
III.
A HISTÓRIA
DE NOÉ NO ANTIGO E NO NOVO TESTAMENTO
A história de Noé é uma das mais conhecidas, dentro e fora da teologia
cristã. Dentre outras possibilidades, ela representa segurança, salvação, destruição, provisão e recomeço. (Veja na lição as referências e detalhes do
comentarista).
Conclusão: - Apesar de sua promessa
de não mais destruir a terra por água, Deus deu a entender que a maldade e a
impiedade dos homens bem o podiam merecer (Gn 8.21). Na restrição de comer
sangue observa-se o seu caráter sagrado já que a redenção seria por meio de sangue. Em anunciar que a “benção” estaria nas tendas de
Sem (Gn 9. 27), Deus já indicava a linhagem da qual viria a “Semente da
Mulher”, que é Jesus, o MESSIAS.
Aula
Elaborada, pela professora,
Pra. Maria Valda – ADMEP
Material
Pesquisado:
ü O Plano Dino Através dos Séculos – Estudo das Dispensações – N. Lawrence
Olson
ü Apostila: As Dispensações e as Alianças aos Homens – Prof.ª Maria Valda.
ü Bíblia de Estudo Pentecostal – Editora CPAD.
ü Bíblia de Estudo de Anotações do Dr. C. I. Scofield
ü Bíblia de Estudo NVI – Tradução das Notas GORDON
CHOWN
ü A Torá – SCI de São Paulo “Chevra Kadiska”
ü Lição da editora Gospel
ü
Comentarista,
Pr. Samuel Malafaia