ADMEP – ASSEMBLEIA DE DEUS MINISTÉRIO ESTUDANDO A PALAVRA
Departamento
de Educação Cristã
Escola
Bíblica Dominical
“O LÍDER DIANTE DA CHEGADA DA MORTE”
Texto
Áureo:
“Combati
o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé.”.
(2 Timóteo 4. 7)
Verdade
Prática:
A morte do crente não é o fim, mas a passagem para a glória eterna, na
presença de Deus.
Leitura
Bíblica em Classe
2 Timóteo 4. 6 – 17
Objetivo Geral: - Desenvolver
uma consciência bíblica a respeito da chegada da morte.
Objetivos Específicos: -
1. Mostrar que, para o crente, a chegada da morte não traz desespero.
2. Explicar o
sentimento de abandono do apóstolo Paulo.
3. Conscientizar o aluno da certeza da presença de
Cristo nas aflições.
Introdução: - Numa sociedade materialista, evita-se falar sobre
assuntos negativos. No entanto, a morte é um fenômeno real que se abate sobre
os seres humanos de todas as idades, classes sociais e religiões. Afinal de
contas, quem pensa em morrer? Há alguma virtude na morte? Nos dias atuais, o
desespero vem tomando conta das pessoas, até mesmo das que professam a fé
cristã. É uma pena que alguns púlpitos não estejam preocupados em preparar as
suas ovelhas, através das Sagradas Escrituras, para enfrentar essa realidade que
pode chegar a qualquer família, sem avisá-la ou pedir-lhe licença.
Por isso, nessa lição, demonstraremos que Deus se
preocupa com a fragilidade e vicissitude humanas, principalmente quando se
trata de um tema tão laborioso e delicado.
CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES
¨ O QUE É A MORTE
1) Conceito. - Não é tarefa fácil definir a morte. Como
fenômeno natural, ela é discutida na ciência, na religião e faz parte de
debates cotidianos, pois atinge a todos (Sl 89.48; Ec 8.8). Anteriormente
definida como parada cardíaca e respiratória, o consenso médico atual a define
como cessamento clínico, cerebral ou cardíaco irreversível do corpo humano. No
entanto, a definição mais popular do fenômeno é a “interrupção da atividade elétrica
no cérebro como um todo”. A constatação de que a pessoa entrou em óbito
é o ponto de partida para a permissão, ou não, pela família, de doar órgãos.
2) O que as Escrituras
dizem? - “O salário do pecado é a morte” (Rm
6.23). Deus não criou o homem e a mulher para morrer. O Senhor não planejou tal
realidade para o ser humano. Mas, conforme descrito em Romanos 6.23, a morte é
consequência da queda (Gn 3.1-24). O pecado roubou, em parte, a vida eterna da
humanidade. Assim, a Bíblia demonstra que a morte é a consequência inevitável
do pecado, e realça esse fato como a separação entre “alma” e “corpo”
(Gn 35.18).
3) É a separação da alma
do corpo. - A base
bíblica para esse entendimento está em Gênesis 35.18, quando da morte de
Raquel: “E aconteceu que, saindo-se lhe a
alma (porque morreu)”. Tiago, o irmão do Senhor, corrobora esse pensamento
quando ensina: “Porque, assim como o
corpo sem o espírito [alma] está morto, assim também a fé sem obras é morta”
(2.26). Teologicamente e, segundo as Escrituras, podemos afirmar que a
separação da “alma” do “corpo” estabelece o fenômeno natural e
também espiritual que denominamos morte. Mas, o que acontece com a alma após a
separação do corpo? Há vida após a morte? São indagações que podemos fazer.
¨ A VIDA APÓS A MORTE
1) O que diz o Antigo
Testamento. - “Morrendo
o homem, porventura, tornará a viver?” (Jó 14. 14a). Essa é uma pergunta de
interesse perene para todos os seres humanos. Indagações como: “Há vida após a morte?”, “Existe consciência noutra vida?” são
questões existenciais não muito resolvidas até mesmo para alguns teólogos.
Entretanto, as Escrituras têm as respostas a essas perguntas.
a)
Sheol. - Em Salmos 16.10 e 49.14,15, o termo hebraico é
“sheol”. Essa palavra aparece ao longo de todo o Antigo Testamento. É traduzido
por “inferno”
e “sepultura”.
Tais expressões denotam a ideia de imortalidade da alma e a esperança de se
estar diante de Deus após a experiência da morte. Tal expectativa
representa o âmago das expressões do salmista.
b) A esperança da
ressurreição. - O patriarca Jó, após muito padecer,
expressou-se confiantemente: “E depois
que o meu corpo estiver destruído e sem carne, verei a Deus” (19.26 cf.
vv.23-25,27).
O salmista
expressou-se a esse respeito da seguinte forma: “Quanto a mim, feita a justiça, verei a tua face; quando despertar,
ficarei satisfeito ao ver a tua semelhança” (17.15 cf. 16.9-11).
Os profetas Isaías e
Daniel expõem a esperança da ressurreição como um encontro irreversível com
Deus (Is 26.19; Dn 12.2). Esses textos realçam a doutrina da esperança na
ressurreição do corpo em glória e denotam, inclusive, a alegria do crente em se
encontrar com o seu Deus após a morte.
Logo, podemos afirmar
categoricamente que o Antigo Testamento, respalda, inclusive com riqueza de
detalhes, que há vida e consciência após a morte.
2) O que diz o Novo
Testamento. - A base bíblica
neotestamentária da existência de vida consciente após a morte e a imortalidade
da alma está fundamentada exatamente na pessoa de Jesus de Nazaré. Ele foi quem
trouxe luz, vida e imortalidade ao homem que crê. As evidências são abundantes
(Mt 10.28, Lc 23.43, Jo 11.25, 26; 14. 3; 2 Co 5.1). Essas porções bíblicas
ensinam claramente a sobrevivência da alma humana fora do corpo, seja a do
crente ou a do não crente, após a morte. Não obstante, a redenção do corpo e a
alegre comunhão eterna com Deus são resultados da plena e bem-aventurada
ressurreição e transformação do corpo corruptível em incorruptível (1 Co 15. 1-58;
1 Ts 4.16; Fp 3.21).
Definitivamente, e segundo as Escrituras, o dom da vida para os cristãos não é uma existência finita, mas uma linda história de comunhão com o Deus eterno. Foi Ele quem implantou em nós, através de Cristo Jesus, nosso Senhor, a sua graça salvadora enquanto estivermos em nossa peregrinação terrena.
¨ MORTE, O INÍCIO DA
VIDA ETERNA
1) Esperança, apesar do
luto. - É natural que a
experiência da separação de um ente querido traga dor, angústia, tristeza e
saudade. O luto chega de forma inesperada na vida de qualquer pessoa. Mas a promessa
do Mestre de Nazaré ainda sobrepõe-se a qualquer vicissitude existencial:
“[...] quem crê em mim, ainda que esteja
morto, viverá” (Jo 11.25).
2) A morte de Cristo e a
certeza da vida eterna. - O Pai entregou seu Filho em favor da humanidade,
e assim o fez simplesmente por amor (Jo 3.16). Esse ato amoroso proporcionou a
possibilidade de escaparmos do juízo divino pelo sangue precioso derramado por
Cristo Jesus. Isso leva-nos a refletir que sem a morte de Jesus não haveria
ressurreição. Logo, não haveria pregação do Evangelho nem salvação. O apóstolo
Paulo tinha a convicção de que a Cruz de Cristo é o âmago do Evangelho (1 Co
1.17), do novo nascimento e da vida eterna. Hoje só amamos o Senhor porque Ele
nos amou primeiro (1 Jo 4.19). Por isso, pela sua morte, e morte de cruz temos,
nEle, a vida eterna.
3) A morte: - O desfrutar da vida eterna. O fenômeno da morte
é para o crente a prova da fé vigorosa revelada em sua vida terrena. Essa fé
manifesta-se numa consciência de vitória apesar de a morte mostrar-se como uma
aparente derrota. O apóstolo Pedro lembra dessa fé quando exorta-nos: “[...] alegrai-vos no fato de serdes participantes
das aflições de Cristo, para que também na revelação da sua glória vos
regozijeis e alegreis” (1 Pe 4.13).
Para o crente a morte não é o fim, mas o início de uma extraordinária e plena vida com Cristo. É a certeza de que o seu “aguilhão” foi retirado de uma vez por todas, selando o passaporte oficial para a vida eterna em Jesus (1 Co 15. 55; Os 13.14). Um dia nosso corpo será plenamente arrebatado do poder da morte (Rm 8.11; 1 Ts 4.16,17).
SINOPSE DO TÓPICO (I)
Tecnicamente a morte é
o cessamento clínico, cerebral e cardíaco irreversível do organismo.
Biblicamente, porém, é a separação entre o corpo e a alma.
I. A CONSCIÊNCIA DA MORTE NÃO TRAZ
DESESPERO AO CRENTE FIEL.
1) Seriedade diante da morte. - Não se pode
negar que a morte é um duro golpe quando ocorre por medidas violentas e isso
era comum nos tempos apostólicos como nos dias de hoje.
Claro que há
uma diferença enorme, morrer por confessar a Cristo e morrer vítima da
violência urbana.
De qualquer
maneira, todos nós temos consciência que um dia iremos e o mais importante é
ter a certeza que tivemos uma vida honrada. A ninguém causamos qualquer dano.
Lendo todas
as declarações do apóstolo, sabemos o quanto esse momento representava para
ele, pelo que declarou: “O viver é Cristo
e o morrer é ganho”, (Fl. 1:21) - Sejamos fieis!
2) A certeza da missão cumprida. - “Combati o bom combate, acabei a carreira e guardei
a fé”. (2 Tm 4. 7).
Que missão
cumprimos hoje? Somos mais inteligentes que eles, que padeceram pela causa do
Mestre?
Vivemos na
era do “refri” e da pizza, comemos, nos empanturramos e adoramos ir ao culto de
domingo para pregar para crentes, ouvir o coro da igreja ou dele participar.
Morremos por obesidade e suas consequências.
Particularmente,
há muitos nobres, que dedicam suas vidas a construir outras, evangelizar,
ganhar vidas para o reino de Deus, mas, não
é a regra geral.
Se quisermos
de fato combater o bom combate não poderá ser de tristeza por que o time da
nossa preferência foi rebaixado.
Cada uma
deve saber que combate quer ter sabendo que Deus dará o galardão aos que forem
fieis.
II.
O SENTIMENTO DE ABANDONO
1) O clamor de Paulo na solidão. - A solidão é
um sentimento que apavora. Não sei como se pode viver sem amigos e não sei por
que muitos não conseguem fazer amigos.
Os escritos
de Paulo mostravam o quando ele valorizava uma amizade sincera vista em
Timóteo, Filemom e outros.
Filemom – “Escrevi-te confiado na tua obediência...”,
“prepara-me também pousada”.
Timóteo – “Desejando muito ver-te lembrando-me das tuas
lágrimas para me encher de gozo”. (2 Tm 1. 4). Na velhice somos ainda mais carentes de ter
bons amigos. Que o Senhor nos dê muitos amigos.
2) A serenidade dos últimos dias.
- Os momentos finais da vida de Paulo, trouxe para nós o conhecimento da sua
inquietação e das necessidades comuns a todo ser.
Traz a minha
televisão, o meu notebook... O meu Celular. Os elementos de convivência eram
outros e Paulo queria duas coisas:
§
A capa para encarar o inverno;
§
Os livros para ter a sua mente ocupada na prisão. (v.
13).
Paulo nunca
escondeu as suas limitações como homem. “Miserável
homem que sou...” Rm 7:24.
A minha
pergunta é; com tantas evidências de que o Evangelho não faz de nós um super
homem, qual é o motivo de muitos se colocarem diante do povo de Deus como
perfeitos, duros, capazes e acima de todas as fraquezas?
Reconhecer
fraquezas e limitações diante do povo mostra-lhes como somos iguais na área da
vida e isto dá mais credibilidade aos ouvintes.
3) Preocupações finais com o discípulo. - Se
eu tivesse tido um Alexandre latoeiro
na minha vida, contaria isto ao meu sucessor, mas, jamais daria uma relação de
todos os que me importunaram de alguma forma. O ser humano mesmo sendo
problemático não deve necessariamente ser um ímpio.
O ímpio é
sempre inteligente, sabe onde morder e Deus não aceita sua presença na
adoração. Salmo 50:16 “Mas ao ímpio
diz Deus: Que fazes tu em recitar os meus estatutos e em tomar a minha aliança
na tua boca.”.
As vezes o
ímpio não é importunado por que via de regra é pessoa bem posicionada no meio
da igreja e quando é daqueles que tem posses e gosta de fazer presença, fica
mais difícil ainda.
SINOPSE DO TÓPICO (II)
No final do seu ministério,
estando preso, o apóstolo Paulo sentiu-se sozinho, abandonado pelos seus pares.
III. A CERTEZA DA PRESENÇA DE CRISTO
1) Sozinho perante o tribunal dos
homens. - Nada mais
duro para o obreiro que sentir-se sozinho e às vezes isto acontece com qualquer
um.
No caso de
Paulo, o momento foi muito sério, pois, estava sendo entregue a Corte Romana, sendo julgado e qualquer
presença de amigos seria um conforto para ele.
A postura do
apóstolo não foi de reclamar e até nisso nos deixou um grande legado, pois, há
pessoas que quando se sentem só, resolve falar mau do ministério e dos seus
pastores.
Há pastores
que são desleixados e interesseiros, só reconhece amigos quando estes estão em
evidência; se por saúde ou por idade se afastam, os tais simplesmente os
abandonam no ostracismo.
2)
Sentindo a presença de Cristo. - Tudo e todos podem falhar, mas, uma vida sincera
aproxima Deus cada vez mais e nessa hora, a sua consolação basta para qualquer
um de nós. Paulo se sentiu consolado. Pode haver maior consolação que esta? - Façamos
para os outros aquilo que queremos que eles nos façam.
3) Palavras e saudações finais. - “Fiquei
livre da boca do leão”. (v. 17). Certamente Paulo se referia a parte da
história que o levaria a Roma. Quando apela para o direito de cidadania romana, além
de evitar ser entregue aos judeus, o possibilita pregar aos gentios em Roma. (Atos
22:27), sem perder a consciência de que a sua vida estava chegando ao fim.
“O Senhor me livrará de toda má obra” (II
Tm 4:18) completa o pensamento anterior com relação ao que tinha para fazer em
Roma.
Que preciosa
lição, com este capítulo usado pelo comentarista Elinaldo Renovato, fomos
abençoados. Lição para muito tempo ainda.
Tudo o que
lemos na lição bíblica deste trimestre, até aqui e teremos ainda até o final,
nos leva a pensar em Paulo com o mais profundo respeito pelo que ele
representou para todos nós com seus escritos que certamente foram validados
pelo Senhor.
Tudo quanto
foi escrito para o nosso ensino foi escrito. Rm. 15:4.
SINOPSE DO TÓPICO (III)
Sozinho, Paulo se
dirigiu ao tribunal para ser julgado, mas com a plena convicção de que a
presença de Cristo estava com Ele.
Conclusão: - Precisamos ter consciência de que a nossa vida é
semelhante à flor da erva. Ela se esvai rapidamente. Todavia, tenhamos em mente
que o “viver é Cristo e o morrer é lucro”. Portanto, não se prenda às
questões passageiras e efêmeras. Na peregrinação existencial, preencha sua
mente com o Evangelho.
Assim, ao final de sua
vida poderá jubiloso, entoar o que o apóstolo Paulo declarou no final da sua
carreira: “Combati
o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça
me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele Dia; e não
somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda” (2 Tm 4.7,8). Em Cristo, tenha paz e esperança,
porque Ele é a ressurreição e a vida. – Amém.
Bibliografia:
Fonte:
http://www.ubeblogs.net/2015/08/ebd-lc-10-o-lider-diante-da-chegada-da.html
Revista Bíblicas – A
Igreja e o seu Testemunho
Bíblia de Estudo
Pentecostal – CPAD.
Lição
Elaborada pela Professora,
Pastora, Maria Valda
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Pastora da ADMEP |