Lição -5
31/07/2016
A EVANGELIZAÇÃO
URBANA E SUAS ESTRATÉGIAS

Texto
Áureo
“E
aconteceu que, acabando Jesus de dar instruções aos seus doze discípulos,
partiu dali a ensinar e a pregar nas cidades deles”.
Verdade Prática
A
evangelização urbana é o primeiro desafio missionário da Igreja e o estágio
inicial para se alcançar os confins da terra.
Disse o Senhor: "(...) vai
chamar e traze-os, quero que a minha casa se encha".
Objetivos Geral:
Compreender que a
evangelização urbana é o primeiro desafio missionário da Igreja.
Objetivos Específicos:
1.
Apresentar estratégias urbanas de evangelismo.
2.
Mostrar os desafios da evangelização urbana.
3.
Saber como fazer evangelismos urbano.
Introdução: - A maioria de nós vive em centros urbanos, o que resulta no fato de que,
geralmente, iremos realizar a tarefa de evangelização sob essa perspectiva.
Desde o século 19, cidades do mundo inteiro apresentam grande expansão
demográfica. Só na América Latina, mais de 70% da população já vivem em centros
urbanos, e no Brasil essa proporção já passa de 80%.
Ao mesmo tempo em que essa concentração de pessoas
facilita a evangelização, ela também apresenta grandes desafios que precisam
ser estudados, compreendidos e superados. Neste texto abordaremos um pouco mais
sobre a evangelização urbana e suas estratégias.
I.
ESTRATÉGIAS URBANAS
DE EVANGELISMO
1.1.
A Estratégia de
Jonas. - O
autor usa a figura emblemática de Jonas para mostrar uma estratégia, assim, o
tópico pode ser lido para os seus alunos, considerando que Jonas era um
profeta, tinha uma chamada específica para a cidade de Nínive. A espada de Deus
estava desembainhada, um lado para o profeta caso insistisse em não cumprir o
mandado e sobre a cidade caso não desse ouvidos a pregação de Jonas.
1.2.
A estratégia do
Pentecostes. - Esta é uma lição de EBD e ao passar as informações
aos alunos, certamente poderão questionar alguns pontos e o professor precisar
estar preparado para responder-lhes.
O autor fala no primeiro parágrafo
que “Não foi sem motivo que Deus escolheu
o Pentecostes para fundar a sua igreja” (sic).
Para mim, a igreja foi formada com a
escolha dos primeiros discípulos e oficialmente constituída logo após a
ressurreição e dar-lhes o sopro de vida registrado em Jo.20:22.
O movimento ocorrido no Pentecostes
abriu uma enorme porta para alcançar os pecadores e a manifestação nos idiomas
contemporâneos foi mais uma demonstração do que o Espírito de Deus faz para
alcançar os corações e concedeu os dons como ferramenta para evangelização.
Sim, nós temos os dons, mas talvez
falte paixão. Precisamos pedir graça ao Senhor e perdão por nossas
negligências.
1.3. A estratégia dos pioneiros. - A estratégia divina
enviou para Belém, capital do estado do Pará os pioneiros Daniel Berg e Gunnar
Vingren e estes com certeza, entenderam a vontade de Deus; permaneceram nela.
O Sudeste estava em franco desenvolvimento
e o povo nordestino migrou em massa para o sudeste e por onde passaram,
polinizaram com a semente do Evangelho como resultado, a Assembleia de Deus
tornou-se a maior igreja pentecostal. Pena que as heresias têm atacado por
todos os lados.
1.4. Muitos outros exemplos de estratégias de evangelização urbana podem ser
encontrados na Bíblia, onde cidades importantes foram evangelizadas. Citando
alguns, podemos destacar:
Ø Antioquia da Síria, cuja
igreja ali estabelecida foi uma base missionária importantíssima, sendo ponto
de partida das viagens missionárias do Apóstolo Paulo.
Ø Corinto, cidade
portuária importante da Grécia, com sofisticados teatros, e grande concentração
de templos e santuários pagãos. Corinto também sediava importantes eventos
esportivos. O Apóstolo Paulo evangelizou essa cidade por um ano e meio (At
18:1-18), e uma igreja local foi plantada ali.
Ø Atenas, onde
Paulo também evangelizou em sua segunda viagem missionária, utilizando
estrategicamente um altar com a inscrição “AO DEUS DESCONHECIDO” para pregar
sobre o “Senhor do céu e da terra” (At 17:23,24).
Ø
Roma, capital
do Império Romano, possuía mais de um milhão de habitantes. Ali havia uma
importante comunidade cristã, a qual Paulo pretendia torná-la uma base
missionária para evangelização da Espanha, conforme notamos em sua Carta aos Romanos (Rm
15:24).
II. OS DESAFIOS DA
EVANGELIZAÇÃO URBANA
Se as áreas urbanas representam
boas oportunidades para a missão evangelística da
Igreja, elas também refletem desafios importantes que devem ser considerados
nas estratégias de evangelização. Tais desafios podem ser decorrentes da
própria vida na cidade, ou de fatores independentes a ela.
2.1. Incredulidade e perseguição. - Recomendo que o
professor leia este tópico aos seus alunos e com muita introspecção. Penso que
não ouvi nada tão sério quanto essa declaração do autor:
“Nossa
mensagem não pode ser confundida com a dos mercenários e falsos profetas. A
mensagem da cruz precisa ser pregada na virtude do Espírito Santo”.
Gostaria que essas palavras ecoassem
pelo Brasil inteiro e que os jovens que almejam alcançar o ministério a tenham
como um grito de alerta: Não sigam as ideologias plantadas pelo
neopentecostalismo. Preguem o evangelho da Bíblia.
2.2. Enfermos. - Penso que lidar com os problemas
urbanos como saúde, desemprego, drogas, conflitos familiares e tantos outros problemas, oferece
grande oportunidade para a igreja pôr em prática o mandado do Senhor, “Ide e
pregai...” lembrando que isto exige investimentos, unidade de fé e propósitos.
Acabem-se as festas nas igrejas que
tomam o tempo do povo e dinheiro e ensine esse povo que a igreja não é um fim
em si mesmo.
2.3. Endemoninhados. - Recomendo a leitura em classe deste
tópico, tão bem mostrado, como devemos ser e agir diante das opressões e levar
em conta o que disse o autor: “A igreja não pode fazer da libertação dos
oprimidos, um espetáculo...”.
É o que muitos têm feito.
Durante a minha vida encontrei
problemas dessa ordem, Deus sempre me deu vitória, mas já encontrei problemas
que gostaria de não estar ali, como se estivesse diante do inferno após
tornar-se uma habitação de demônios.
A vida moral precisa estar em ordem e
a comunhão com Deus deve passada à limpo todos os dias.
Esses encontros sempre foram a grande
porta para o avanço do Reino de Deus.
III.
COMO FAZER
EVANGELISMO URBANO
3.1. Treinamento e equipe. -Alguém pode achar
que para se pregar o Evangelho, não precisa de tanta técnica. É preciso saber
diferenciar o Evangelho pregado pelo amor depositado no coração de um servo com
mobilizar a igreja para esse serviço.
Em todo lugar, Deus tem servos fieis
carregados de paixão pela obra redentora de Cristo e dispostos a entregarem-se
na tarefa de evangelizar.
Toda igreja precisa ser envolvida
nessa tarefa e para isto é preciso treinar os irmãos em como abordar pessoas
nos mais diferentes locais e principalmente dentro de coletivos, trens,
hospitais cadeias e outros locais onde um deslize pode causar um enorme problema.
O segundo plano diz respeito as
equipes cuja liderança precisa ser capaz de influenciar os participantes.
3.2. Estabelecimento de postos-chave. - Recomendo a leitura
do tópico.
Nos grandes centros urbanos ou mesmo
longe dele, os lares sempre foram os principais pontos para início de uma obra,
até mesmo para missões transculturais.
3.3. Acompanhamento do trabalho. - Este ponto é de suma importância e é
o chamamos de “feedback”, palavra de origem inglesa que significa na prática,
obter respostas sobre determinadas ações e assim, avaliar os resultados.
O fracasso de muitos trabalhos que
começam bem e acabam mal é que muitas vezes os líderes responsáveis não
procuram tomar pé da situação, se o que foi planejado está dando
resultados ou se exige maior presença e investimentos no projeto.
O que sei é que a maioria das igrejas
não está se lançando na tarefa de evangelizar em tempos de tanta carência.
A maioria dos programas de TV e rádio
não tem prestado o serviço que deveriam, pois, seus idealizadores colocam as
pessoas em torno de si pelos resultados que desejam e este é um outro grande
desafio para as igrejas sérias.
Conclusão: - Vimos como na Bíblia, desde o Antigo Testamento, a evangelização urbana sempre esteve presente no
cotidiano daqueles que são chamados por Deus. Hoje, a evangelização urbana é
uma realidade que deve ser conduzida pela Igreja de Cristo.
Os grandes centros
urbanos não param de crescer, e, com eles, também cresce as oportunidades e os
desafios que devem ser considerados na evangelização urbana e suas estratégias.
Fonte
de Pesquisa: http://www.ubeblogs.net/2016/07/a-evangelizacao-urbana-e-suas.html
Elaborada pela Professora, Maria Valda
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Pastora, da ADMEP |