sábado, agosto 17, 2013

BRASIL E RÚSSIA


BRASIL E RÚSSIA: CONTRASTE NA PROPAGANDA HOMOSSEXUAL 

Júlio Severo






A boa notícia é que em 30 de junho, Vladimir Putin, presidente da Rússia, assinou uma lei que proíbe qualquer ato de propaganda homossexual em presença de menores, com uma multa para os infratores que pode chegar até 1 milhão de rublos (cerca de RS 70 mil).
  

De acordo com uma pesquisa de opinião realizada pelo instituto Tsiom, 88% dos russos apoiam a lei. Além disso, todas as paradas do orgulho gay, que o ex-prefeito de Moscou Iuri Luzhkov definiu como “obras de Satã” e “armas de destruição de massa,” foram proibidas por cem anos.

SUS: Nas Mãos da Gaystapo


Em contraste, o Brasil está repleto de propaganda, desinformação e doutrinação homossexual. Pesquisa de entidade ligada ao PT revelou poucos anos atrás que 99% dos brasileiros têm, em menor ou maior grau, posturas contrárias às práticas homossexuais. Mas em vez de respeitar os sentimentos de seu próprio povo e assinar uma lei que, pelo menos, proteja as crianças da nociva propaganda homossexual, Dilma Rousseff empenha-se hoje em terrorismo psicológico contra o povo brasileiro, assinando, por meio de seus ministros, inúmeras leis para facilitar a expansão do supremacismo homossexual em todos os cantos do Brasil.

A mais recente diabrura institucional a favor desse supremacismo é a medida em que o Ministério da Saúde vai tornar, a partir de agosto, obrigatório o registro dos casos de violência por homofobia atendidos na rede pública de saúde (SUS).

Essa medida, que foi lançada em 1 de julho e custará milhões de reais, é um soco na cara de cada brasileiro que paga impostos. Muitos brasileiros estão nas ruas protestando contra a péssima qualidade do SUS, e a resposta sem-vergonha do governo é jogar dinheiro no buraco negro dos ativistas gays.

Então, o funcionário ou médico do SUS, já sobrecarregado de trabalho, terá de encontrar tempo para registrar casos de “homofobia.” Ele deverá questionar pacientes machucados e feridos se são praticantes do homossexualismo. Se a resposta for “sim,” o machucado vira automaticamente prova de crime “homofóbico,” independente se a agressão foi cometida por um amante ou cliente de prostituição do homossexual.

Se o funcionário deixar de fazer os registros, perderá o emprego por “homofobia” e seu caso será computado também como preconceito “homofóbico,” justificando mais intrusões pró-homossexualismo na vida das profissionais de medicina.

Os dados que ele coletar serão usados para a formulação e implementação da agenda gay nas políticas públicas — com um aumento muito maior dos recursos públicos. Isto é, governo e supremacismo fazem a farra com o dinheiro público, e você paga a conta.

Brasil Escravo da Propaganda Gay


Tenho certeza de que, ao assinar a lei que proíbe a propaganda gay na Rússia, Putin está não só fazendo um favor enorme à sua população, mas especialmente respeitando os sentimentos dos russos.





Pena que a presidenta Dilma Rousseff, que no passado estava envolvida com ações terroristas e queria forçar o Brasil a imitar a Rússia comunista, hoje se distanciou completamente do excelente exemplo russo anti-supremacismo gay e se distanciou mais ainda dos sentimentos de 99% dos brasileiros.


Se dependesse dos brasileiros, Dilma faria exatamente o que Putin fez. Mas não. Por uma fatalidade do destino o povo brasileiro foi escolhido para sofrer terrorismo psicológico pró-homossexualismo do próprio governo e ainda por cima, para cúmulo da tragédia, pagar todas as contas de todos os experimentos e propagandas homossexuais que são impostos a todos os brasileiros, desde crianças até velhinhos.


No Brasil de dona Dilma, você tem a obrigação de ser homossexual e de favorecer os viciados nessa prática. Qualquer tentativa de ajudar os viciados que querem ajuda encontrará forte resistência do governo socialista do Brasil que não quer aceitar que até a Rússia já mudou com relação ao supremacismo gay.

Tratamento Psicológico Para o Vício Homossexual?


Ao contrário do governo russo, que mobilizou todos os seus aliados para proibir a propaganda homossexual, o jornal esquerdista Folha de S. Paulo, em sua edição de 1 de julho, disse que o governo de Dilma está mobilizando todos os seus aliados para derrotar o PDC 234/11, que impede o Conselho Federal de Psicologia de punir seus profissionais que atenderem um paciente que quer abandonar as práticas homossexuais.

Se eu fosse psicólogo, claro que eu iria querer a liberdade de ajudar meus pacientes, especialmente com o carinho de Cristo. E se eu fosse o paciente, veria como ridícula a tentativa de me impedir de buscar ajuda.

Com essa mobilização, a mensagem do governo de Dilmônia é clara: “Quando a propaganda homossexual, financiada pelo meu governo, enfiar você no vício homossexual, você está proibido de buscar ajuda!”

A Rede Sustentabilidade, de Marina Silva, está de acordo com Dilmônia, tendo emitido comunicado público dizendo que espera que o PDC 234/11, de autoria do Dep. João Campos, seja derrubado.


Marina Silva, que é amante da Teologia da Libertação, tem o apoio da Rede Fale, mais conhecida como Boca de Abobrinha, por seu apego à ideologia esquerdista.


Pobre Povo Brasileiro

Parabéns ao povo russo, que está livre do terrorismo psicológico dos supremacistas homossexuais.

Pobre povo brasileiro, que cedo ou tarde será obrigado por Dilmônia e seus aliados a receber tratamento psicológico para adotar o vício homossexual. Se por revolta reagir e der um soco no representante do governo impondo o tratamento, será preso por “homofobia” e sua “agressão homofóbica” será usada como prova de que o vício homossexual merece mais ainda proteção especial e mais propaganda de desinformação do Estado.

Pobre povo brasileiro, está saindo às ruas para protestar contra os maus serviços públicos e o governo promete gastar mais em propaganda e serviços homossexuais.

Eu li hoje, na Bíblia, como Deus destruiu Sodoma. Mesmo com a intercessão de Abraão, Deus teve de destruir a cidade homossexual.

Antes da destruição do Brasil, Dilmônia e seus aliados querem primeiro torturar psicologicamente o povo brasileiro, até se entregarem todos os vícios e estupros homossexuais.

Se está cada vez mais difícil viver na República Federativa de Sodoma, faça como Ló.


Leitura recomendada:



LEIS CONTRA PROPAGANDA HOMOSSEXUAL

LEIS CONTRA PROPAGANDA HOMOSSEXUAL AVANÇAM APESAR DE INDIGNAÇÃO DO OCIDENTE


Dr. Stefano Gennarini


NOVA IORQUE, EUA (C-FAM) Para proteger suas crianças, países da Europa Oriental estão seguindo o exemplo da Rússia restringindo a propaganda de atos sexuais “não tradicionais.” Os grupos homossexuais estão reagindo furiosamente.



 



No mês passado, a Moldávia aprovou uma lei que proíbe a distribuição de informações “que tem como alvo a propagação de prostituição, pedofilia, pornografia e quaisquer outras relações diferentes das relações ligadas ao casamento ou família.” A Lituânia recentemente adotou uma lei semelhante, e o poder legislativo da Ucrânia está, de acordo com reportagens, considerando o mesmo tipo de lei.


As leis estão sendo criadas com o objetivo de proteger os menores de informações explícitas que podem levá-los a escolhas prejudiciais à saúde numa idade delicada. A lei da Rússia, adotada em junho, multa indivíduos e organizações por promoverem conduta sexual “não tradicional” entre crianças.


Grupos homossexualistas como o Observatório de Direitos Humanos (Human Rights Watch) dizem que essas leis violam os padrões de direitos humanos europeus e internacionais. Os defensores dessas leis dizem que elas foram feitas de forma específica e sob medida para apenas limitar a liberdade de expressão na medida em que é necessário proteger as crianças.

A homossexualidade não é criminalizada na Rússia ou países da Europa Oriental, como era sob o comunismo. Mas os cidadãos estão preocupados com a glamorização de estilos de vida prejudiciais à saúde, considerando o efeito que podem ter em menores.


O estilo de vida homossexual, em particular, é associado com uma grande variedade de riscos de saúde. Indivíduos que se engajam em atividade homossexual têm probabilidade 18 vezes maior de contrair o HIV/AIDSdo que pessoas que não se engajam. Eles estão em risco mais elevado para outras doenças sexualmente transmissíveis, abuso de drogas, depressão e suicídio.


As leis estão em vigor em alguns estados russos por aproximadamente uma década. Os poderes legislativos nacionais começaram a promulgá-las neste ano, depois que o presidente Obama ordenou que todas as agências dos EUA que lidam com assuntos exteriores promovessem direitos lésbicos, gays, bissexuais e transgêneros, e estabelecessem um fundo para financiar grupos LGBT estrangeiros para promoverem agitações em seus países. Nesse mesmo tempo, o primeiro-ministro britânico David Cameron ameaçou cortar assistência para países que têm leis que penalizam a sodomia.

A Associated Press e outros meios de comunicação chamam as novas leis de “antigays.” Na semana passada, um artigo de opinião no jornal New York Times comparou o presidente russo Vladimir Putin a Adolf Hitler. Ativistas homossexuais estão exortando os indivíduos a boicotar os XXII Jogos Olímpicos de Inverno em Sochi, Rússia.

Ativistas que esperam tirar vantagem do sentimento antirreligioso no Ocidente estão culpando a Igreja Ortodoxa Russa por promover essas leis. Mas a crescente influência da Igreja Ortodoxa, por mais importante que seja, não é suficiente para explicar a aprovação rápida dessas leis onde elas gozam apoio popular. Na Rússia, uma recente pesquisa de opinião pública do Pew revelou que apenas 16% creem que a homossexualidade deveria ser socialmente aceitável.


A Rússia promulgou sua lei nacional apesar do fato de que especialistas de direitos humanos da ONU condenaram uma lei regional semelhante no começo deste ano. Em junho, o Conselho da Europa expressou sua preocupação com a nova lei da Rússia, principalmente seu efeito nos eventos de Orgulho Gay. Esses eventos são notórios por exibições de simulação de atos sexuais e sadomasoquistas.

Tentativas de aplicar pressão internacional não intimidaram os países vizinhos de considerar e adotar leis semelhantes às da Rússia.
Alguns ativistas homossexuais atrevidos estão enfrentando as consequências de viajar para a Rússia para fazer alarde da lei.


Tradução: www.juliosevero.com
Fonte: C-FAM
Leitura recomendada:



Fonte:  E-mail: Julio Severo juliosevero@gmail.com por  google.com 

sábado, agosto 10, 2013

ADMEP – ASSEMBLEIA DE DEUS – MINISTÉRIO ESTUDANDO A PALAVRA

EBD - Escola Bíblica Dominical

Departamento de Educação Cristã


COMO LIDAR COM A DISCRIMINAÇÃO

11 de Agosto de 2013


  
TEXTO ÁUREO

“Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus.

Gálatas 3. 28



LEITURA BÍBLICA EM CLASSE:

Tiago 2. 1 – 9, 12, 13



Objetivos

Reconhecer que Deus não faz acepção de pessoas;
Entender que toda forma de discriminação é contrária ao espírito cristão;
Compreender que a discordância de ideias não devem implicar atos preconceituosos.


INTRODUÇÃO: - É bastante comum confundir-se preconceito com discriminação.


Definição:

§   Discriminar significa "fazer uma distinção". Existem diversos significados para a palavra, incluindo a discriminação estatística ou a atividade de um circuito chamado discriminador. O significado mais comum, no entanto, tem a ver com a discriminação sociológica: a discriminação social, racial, política, religiosa, sexual, ou idade, que podem levar à exclusão social e são o assunto deste artigo.

§   Preconceito (prefixo pré- e conceito) é um "juízo" preconcebido, manifestado geralmente na forma de uma atitude "discriminatória" perante pessoas, lugares ou tradições considerados diferentes ou "estranhos". Costuma indicar desconhecimento pejorativo de alguém, ou de um grupo social, ao que lhe é diferente. As formas mais comuns de preconceito são: social, "racial" e "sexual".




O preconceito é uma ideia pré-concebida, que pode permanecer no individuo por tempo indeterminado, latente, sem qualquer manifestação prática. Essa emoção, geralmente, é motivada pela falta de informações relacionadas ao objeto do preconceito. Em geral, são repetições de modelos irrefletidos, que nos fazem criar estereótipos.

A discriminação constitui-se no ato de separar ou distinguir pessoas. Sinteticamente, é a materialização do preconceito.

I.              A DISCRIMINAÇÃO RELIGIOSO





1.          A Discriminação Religiosa

Também chamada de: Intolerância Religiosa é um termo que descreve a atitude mental caracterizada pela falta de habilidade ou vontade em reconhecer e respeitar diferenças ou crenças religiosas de outros. Pode-se constituir uma intolerância ideológica ou política. Pode-se também resultar em perseguição religiosa e ambas têm sido comuns através da história. A maioria dos grupos religiosos já passou por tal situação numa época ou noutra. Floresce devido à ausência de tolerância religiosa, liberdade de religião e pluralismo religioso.

Perseguição, neste contexto, pode referir-se a prisões ilegais, espancamentos, torturas, execução injustificada, negação de benefícios e de direitos e liberdades civis. Pode também implicar em confisco de bens e destruição de propriedades, ou incitamento ao ódio, entre outras coisas.

Provavelmente, uma das formas mais antigas de discriminação seja a religiosa. As diferenças instituídas pelas religiões têm gerado conflitos e guerras desde tempos remotos, estejam elas relacionadas à crenças, aos dogmas, às liturgias ou ao estilo de vida.

Quando porém, as discussões relacionadas à religiosidade chegam ao nível das ofensas, foge ao padrão divino – especialmente para nós, evangélicos (Gl 6. 1; I Pe 3. 15, 16).     Duas importantes premissas precisam ser consideradas:

a)           Praticamente todas as religiões parte do pressuposto de que os que divergem de seu discurso estão errados;

b)          A discordância de ideias pode ser entendida de duas formas: como preconceito ou como liberdade de expressão (estado democrático de direito).

1.1.  - A Intolerância Religiosa nas Escrituras


No AT, o povo hebreu era instruído a não se misturar com povos cuja fé divergisse da sua (Êx 23. 32; Nm 33; 50 – 52). Essa instrução vinha de Deus, que conhecia a facilidade que Seu povo tinha de comprometer-se com novas crenças, pondo em risco a aliança estabelecida com Ele (Êx 20. 3 – 5).

§   Antissemitismo é o preconceito ou hostilidade contra judeus baseada em ódio contra seu histórico étnico, cultural e/ou religioso.

1.2.  - A Intolerância Religiosa na Idade Média
A Inquisição

                A Inquisição foi criada na Idade Média (século XIII) e era dirigida pela Igreja Católica Romana. Ela era composta por tribunais que julgavam todos aqueles considerados uma ameaça às doutrinas (conjunto de leis) desta instituição. Todos os suspeitos eram perseguidos e julgados, e aqueles que eram condenados, cumpriam as penas que podiam variar desde prisão temporária ou perpétua até a morte na fogueira, onde os condenados eram queimados vivos em plena praça pública.

Durante a esta triste época da história, milhares de pessoas foram torturadas ou queimadas vivas por acusações que, muitas vezes, eram injustas e infundadas. Com um poder cada vez maior nas mãos, o Grande Inquisidor chegou a desafiar reis, nobres, burgueses e outras importantes personalidades da sociedade da época. Por fim, esta perseguição aos hereges e protestantes foi finalizada somente no início do século XIX. 

No Brasil, os tribunais chegaram a ser instalados no período colonial, porém não apresentaram muita força como na Europa. Foram julgados, principalmente no Nordeste, alguns casos de heresias relacionadas ao comportamento dos brasileiros, além de perseguir alguns judeus que aqui moravam.

1.3.  - A Intolerância Religiosa na Pós-Modernidade
No mundo atual existem três grandes religiões monoteístas: Cristianismo, Islamismo e Judaísmo.  O islamismo baseia-se nos ensinamentos de Maomé (570-632 d. C.), tem por livro sagrado o Corão e sua divindade é Alá. A palavra islã significa entrega, abandono de si. Ele é professado maciçamente no Oriente Médio, e acredita-se que seja a religião que mais cresce no mundo.
a)          Cristianismo: - No início do século XXI o cristianismo conta com entre 2,3 bilhões de fiéis, representando cerca de um quarto a um terço da população mundial, e é uma das maiores religiões do mundo. O cristianismo também é a religião de Estado de diversos países.

b)          O Islã - é a segunda religião com maior número de fiéis, atrás apenas do cristianismo. Nos últimos anos, o islã tem sido a religião que mais cresce no mundo, com cerca de 1,3 bilhão de pessoas, concentradas principalmente na Ásia e na África. Financiada pelos petrodólares. No Brasil, estima-se que haja um milhão de adeptos do islã e mais de cem mesquitas.

O Islamismo representa grande ameaça para o mundo atual, uma vez que discrimina outros credos sem qualquer pudor. Principalmente nos países onde são maioria – acontecem de forma aberta e irrestrita acontece atrocidades, prisões, torturas e morte.


c)           Judaísmo - O judaísmo é a mais antiga das quatro religiões monoteístas do mundo e a que tem o menor número de fiéis. Ao todo são cerca de 12 a 15 milhões de seguidores. Segundo analistas, se não houvesse o Holocausto - matança em massa de judeus, ocorrida entre as décadas de 30 e 40 no século 20 -, o número de judeus seria de 25 a 35 milhões em todo o mundo. E muitos deles viveriam na Europa.


II.              A DISCRIMINAÇÃO RACIAL

2.1.  - O racismo é a tendência do pensamento, ou o modo de pensar, em que se dá grande importância à noção da existência de raças humanas distintas e superiores umas às outras, normalmente relacionando características físicas hereditárias a determinados traços de caráter e inteligência ou manifestações culturais. O racismo não é uma teoria científica, mas um conjunto de opiniões pré concebidas que valorizam as diferenças biológicas entre os seres humanos, atribuindo superioridade a alguns de acordo com a matriz racial.

A crença da existência de raças superiores e inferiores foi utilizada muitas vezes para justificar a escravidão, o domínio de determinados povos por outros, e os genocídios que ocorreram durante toda a história da humanidade e ao complexo de inferioridade, se sentindo, muitos povos, como inferiores aos europeus.

O racismo é um preconceito contra um “grupo racial”, geralmente diferente daquele a que pertence o sujeito, e, como tal, é uma atitude subjetiva gerada por uma sequência de mecanismos sociais.

A Antropologia moderna, de forma clássica, apresenta a raça humana em cinco categorias básicas, a saber: asiáticos, brancos, índios, negros e mestiços.

A discriminação racial manifesta-se na exclusão (ou na preferência) do semelhante, utilizando como critérios de observação a cor da pele, a ascendência ou a origem étnica.

2.2.  – Diferença entre Xenofobia e Racismo

A xenofobia é também conhecida como aversão étnica. Diz respeito à rejeição aos estrangeiros, os quais trazem consigo costumes de sua terra, provocando, em algumas pessoas, incômodo. Ela pode manifestar-se como medo da perda de identidade, e é, geralmente, motivada pela falta de informação. Manifesta-se, também, em alguns casos, como um distúrbio psiquiátrico que provoca medo excessivo e descontrolado ao diferente.

O povo hebreu tinha regras específicas para lidar com os estrangeiros que vivam entre eles (Êx 22. 21; 23. 9; Lv 25. 35; Dt 10. 19; 27. 19; 31.12). Deus ordenou ao povo hebreu que acolhesse os estrangeiros, lembrando-lhes do que haviam passado nos 400 anos de escravidão egípcia. Diferenças raciais são relativas, mas quando se tornam absurdas, transformam-se em racismo. De todas as formas de discriminação, o racismo talvez ocupe o primeiro lugar no quesito segregação, uma vez que o racismo defende a teoria da superioridade étnica, conferindo-se o direito de exercer domínio sobre os que não lhe sejam semelhantes. No entanto, Deus não faz acepção de pessoas (Dt 10. 17; At 10. 34, 35; Rm 2. 11; Ef 6. 9).

Os tipos de racismo mais comumente observados, na atualidade, manifestam-se contra asiáticos, indígenas os e negros.

2.3.  – Movimentos Racistas Famosos

2.3.1.   - A História do Racismo

O racismo tem assumido formas muito diferentes ao longo da história. Na antiguidade, as relações entre povos eram sempre de vencedor e cativo. Estas existiam independentemente da raça, pois muitas vezes povos de mesma matriz racial guerreavam entre si, e o perdedor passava a ser cativo do vencedor, neste caso o racismo se aproximava da xenofobia. Na Idade Média, desenvolveu-se o sentimento de superioridade xenofóbico de origem religiosa.

Quando houve os primeiros contatos entre conquistadores portugueses e africanos, no século XV, não houve atritos de origem racial. Os negros e outros povos da África entraram em acordos comerciais com os europeus, que incluíam o comércio de escravos que, naquela época, era uma forma aceite de aumentar o número de trabalhadores numa sociedade e não uma questão racial.

No entanto, quando os europeus, no século XIX, começaram a colonizar o Continente Negro e as Américas, encontraram justificações para impor aos povos colonizados as suas leis e formas de viver. Uma dessas justificações foi a ideia errônea de que os negros e os índios eram "raças" inferiores e passaram a aplicar a discriminação com base racial nas suas colônias, para assegurar determinados "direitos" aos colonos europeus. Àqueles que não se submetiam era aplicado o genocídio, que exacerbava os sentimentos racistas, tanto por parte dos vencedores, como dos submetidos, como os índios norte-americanos que chamavam os brancos de "Cara pálidas".

Os casos mais extremos foram a confinação dos índios em reservas e a introdução de leis para instituir a discriminação, como foram os casos das leis de Jim Crow, nos Estados Unidos, e do apartheid na África do Sul e outros:

2.3.2.        O Nazismo:

O nazismo foi o sistema oficial do governo alemão, entre 1933 e 1945. Adolph Hitler desejou constituir uma raça pura. Para isso, matou testemunhas de Jeová, ciganos, homossexuais, polonês, deficientes físicos e, sobretudo, judeus – pessoas que não se enquadravam no biótipo almejado por ele. Morreram:


ü   Judeus: 6 a 7 milhões
ü   Eslavos (não-judeus): 3,5 a 6 milhões
ü   Ciganos (Porajmos): 220 mil a 1,5 milhão
ü   Dissidentes políticos e religiosos: 1 a 1,5 milhão
ü   Deficientes: 200 a 800 mil
ü   Testemunhas de Jeová: 1,5 a 5 mil
ü   Homossexuais: 5 a 25 mil.

2.3.3.        O Apartheid

O termo apartheid significa separação. O Movimento surgiu em 1948, na África do Sul. – Tratava-se de um regime de segregação racial no qual uma minoria branca (europeus) exercia domínio sobre a maioria negra. Os brancos tinham direito a voto, a cargos políticos e ao poder econômico.

O regime durou até 1994, quando Nelson Mandela, após cumprir um período de 28 anos de prisão (de 1962 a 1990), venceu as eleições para presidente daquele país.  Os crimes do apartheid e os horrores da escravidão que levou da África 8 milhões de negros e em cuja captura morreram outros 40 milhões.

2.3.4.             A Ku Klux Klan

Uma das formas mais bárbaras de racismo ocorreu nos Estados Unidos por intermédio da Ku Klux Klan (ou KKK, como também é conhecida). Era uma organização que apoiava a supremacia branca e o protestantismo. Eles torturavam e matavam principalmente os negros, destruindo suas casas com fogo. Na década de 1920, chegou a ter cerca de 4.000.000 de adeptos, dentre eles, políticos e pessoas que exerciam influência na nação.

O pastor protestante Martin Luther King (1929-1968) tornou-se um dos mais importantes líderes do movimento pelos direitos civis dos negros naquele país.

Os membros da Klan acreditavam na inferioridade inata dos negros e, portanto, não admitiam ver antigos escravos em condições de igualdade social ou ocupando cargos de importância política. Foi em nome desse sentimento de revolta que a organização, que logo caiu na ilegalidade, engajou-se na luta contra a política dos republicanos da Carolina ao Arkansas. Voltaram suas ações contra os funcionários públicos e os negros em geral para evitar que votassem, ocupassem cargos públicos ou exercessem os direitos civis que tinham acabado de adquirir.

A partir de 1870, o governo americano decidiu enfrentar a organização e, em 1882, a Suprema Corte do país declarou inconstitucional a existência da KKK. Ela ficou desaparecida nos últimos anos da década de 1880. Mas foi revivida nos provavelmente no século 20. A nova Ku Klux Klan foi criada em 1915, no estado da Geórgia, e não era mais movida apenas pelo ódio contra os negros, sua doutrina misturava agora nacionalismo e xenofobia a um sentimento romântico de nostalgia pelo velho Sul. Durante essa reencarnação, a KKK tinha como alvos de sua violência os imigrantes, além de católicos, judeus, e negros.

2.3.5.        O que a Bíblia Ensina Sobre o Racismo

Não encontramos na Bíblia qualquer referência ao racismo da forma como o conhecemos hoje. A única distinção racial que a Bíblia menciona é a que se faz entre judeus e gentios, a qual foi abolida com a vinda do Messias (Rm 3. 29).
A segunda mulher de Moisés foi uma cuxita. Cuxe é uma região da Etiópia, na África. Provavelmente essa mulher era negra. Houve contenda entre Moisés e seus irmãos, Arão e Miriã, por causa desse casamento (Nm 12. 1 – 15).

Outra mulher negra aparece em Cantares de Salomão (Ct 1. 5,6). A palavra shachor (no original hebraico) foi traduzida para o português como morena. No entanto, a tradução correta seria negra, como observada na versão inglesa (King James), que a traduz por black.


Um homem no NT que faz parte do grudo de profetas e mestres em Atos 13. 1, seu nome é Simeão e tem por sobrenome Níger, que significa negro africano, talvez por ser de cor negra.

É importante ressaltar que Deus não criou raças distintas. Na realidade, toda a humanidade descende de um mesmo pai: Adão (At 17. 26).


III.              A DISCRIMINAÇÃO SOCIAL

A Discriminação Social é tão desprezível quanto qualquer outro tipo de discriminação, uma vez que a pessoa discriminada recebe tratamento desigual em relação às outras que compõem o mesmo grupo. Teoricamente, o segregado é regido pelo mesmo estatuto legal que os demais, no entanto, na prática, ele é lesado e privado de seus direitos. Veja esta relação:

3.1.  – Classes Sociais

No Brasil, dados apontam que a discriminação social (por classes) supera a racial, e, infelizmente, as igrejas, de forma geral, em alguns casos, não fogem a essa regra.

A estratificação social por questões econômicas é cada vez mais evidente. A Igreja de Cristo sempre se constituiu, em sua grande maioria, de pessoas que pertencem às classes sociais menos favorecidas. Atualmente, ela já agrega um misto de classes C, B e A, ou seja, baixa, média e alta, respectivamente.

A convivência dos socialmente diferentes deve ocorrer de modo naturalmente, não discriminatório. (Tg 2. 1 – 9; Cl 3. 11).

3.2.  – Sexual – Quando a igreja manifesta sua posição acerca do homossexualismo, ela está discriminando? Depende de como ela o faz e de como encara o assunto. É necessário que se estabeleça uma clara distinção entre preconceito e conceito formado. Ter uma opinião que difira da maioria, mas que esteja fundamentada em princípios em cristãos, não é preconceito, é conceito formado.

Homossexuais e heterossexuais têm o direito constitucional de defender o que julgam ser o melhor para a sociedade e para si. A nós, cristãos, é garantido o direito e é exigido o dever de lutar por aquilo em cremos. Dessa forma, nossa discordância em relação ao homossexualismo expressa apenas o nosso direito legal de posicionar-nos, livremente, de acordo com os preceitos da Palavra de Deus.

Sintetizando, o homossexual deve ser amado e respeitado como pessoa, entretanto, a prática do homossexualismo deve ser rejeitada e combatida.

O homossexualismo é pecado: de acordo com a Bíblia, a prática homossexual é pecaminosa (Lv 20. 13; Rm 1. 27; I Co 6. 9 – 11).

3.3.  – Biótipo – A aparência física também pode ser alvo de zombaria. Portanto, podem ser objeto de discriminação: a estatura, a obesidade ou a magreza excessiva, a calvície ou o excesso de pelos, as deficiências diversas etc. Nem todas as pessoas preenchem o biótipo considerado ideal. Dessa forma, segundo os padrões exigidos na pós-modernidade, muitas pessoas são desfavorecidas no mercado de trabalho ou são menosprezadas nos grupos sociais de que fazem parte (Rm 9. 20; Is 29. 16).

3.4.  – Estado Civil – o estado civil de algumas pessoas tem sido alvo do preconceito de muitos crentes, de modo geral. Vejamos dois exemplos de discriminação que muitos irmãos em Cristo têm sofrido:

3.4.1.       - Os Solteiros – Via de regra, aqueles que chegam a determinada idade sem se casarem, são alvos de preconceito, especialmente nas igrejas. (Mt 19. 11, 12; I Co 7. 7)

3.4.2.       – Os Divorciados – Dentro do corpo de Cristo, deparamo-nos com vários casais que, infelizmente, veem seus casamentos acabarem pelos motivos mais diversos.

3.4.3.       -  Bullying – O termo deriva de bully, palavra inglesa que significa valentão.  Também se refere ao verbo bulir, que significa (em Português) mover, agitar, provocar, tocar.

O bullying é uma ação persecutória, que tem por instrumentos a intimidação, as ameaças e/ou a humilhação. Ele acontece em diversos ambientes (escola, trabalho, vizinhança etc.) e nos mais variados níveis hierárquicos.


CONCLUSÃO: -  A Igreja necessita combater tudo o que milita contra os interesses de Deus (Rm 12, 2. 1 Co 10. 23). O que não significa dizer que Ela precisa cristalizar ideias pré-concebidas e irrefletidas.

No Brasil, preconceito é Crime, de modo geral, o ponto de partida do preconceito é uma generalização superficial, chamada "estereótipo", e a Bíblia encerra este assunto assim: “Não devemos fazer acepção de pessoas” (Tiago 2. 1) é PECADO!


 

                                                               
Professora, MARIA VALDA
                                                                                          EDMEP

Pesquisa:
Fonte: http://www.suapesquisa.com/historia/inqu…