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quarta-feira, abril 13, 2011

«Ouvir, Falar, Amar»: Três Conceitos em Queda Numa Sociedade Sem Diálogo.


O padre Alberto Brito e a jornalista Laurinda Alves uniram esforços num livro que convida as pessoas à «aventura de se tornarem mais humanas»








D.R.
Lisboa, 12 abr. 2011 (Eclésia) – O padre Alberto de Brito e a jornalista Laurinda Alves apresentam o livro “Ouvir, falar, amar”, um exercício de diálogo que desafia cada leitor a sair de si próprio e a estabelecer uma relação de “aprendizagem” com o próximo.
“É um livro que toca muitos universos, não tem nada de confessional, é para crentes, não crentes, duvidosos, céticos, para pessoas que gostam de ter uma perspectiva construtiva da vida” explicou a comunicadora, em declarações prestadas à ECCLESIA.
A obra, publicada pela editora “Oficina do Livro”, resultou de uma grande entrevista realizada por Laurinda Alves ao sacerdote jesuíta que, na qualidade de assistente mundial das Comunidades de Vida Cristã, visitou mais de 50 países nos últimos seis anos.

O contato com diferentes realidades e pessoas, aliado à sua experiência de formador em matéria de Comunicação Interpessoal, deu-lhe uma bagagem preciosa para identificar as “pedras” que, muitas vezes, “emperram” a engrenagem humana.
“Aquilo que separa as pessoas não são as ideias, nem as crenças, nem as opiniões políticas, são os sentimentos e gerir esses sentimentos é um ato de verdade que requer coragem” sublinha o padre Alberto de Brito.

De acordo com a introdução do livro, é preciso “‘Ouvir’ porque ouvir os outros é a maior escola de vida; ‘Falar’, porque é a comunicar e a dialogar que nos entendemos e que se constroem as relações; ‘Amar’ porque é a partir da aceitação de nós próprios e dos outros que tudo é possível”.
Estes três conceitos, para os autores, identificam aquelas que são hoje as maiores carências de uma sociedade tantas vezes voltada para si própria, e podem ser sintetizados apenas numa palavra: “compreensão”.
“Se as pessoas se sentem compreendidas, não apontadas, não julgadas, elas mudam. E ninguém muda ninguém, só a compreensão muda” reforça o jesuíta.
A realidade que nos rodeia, a forma como nos relacionamos com os outros, como partilhamos (ou não) os nossos sentimentos, a maneira como encaramos os obstáculos que vão surgindo no dia a dia, são apenas alguns dos pontos de reflexão espalhados ao longo desta publicação.

“É interessante ver como o livro é muito transformador de consciências, no sentido em que são patamares de consciência a que chegamos” aponta Laurinda Alves.
Já o padre Alberto de Brito espera que as pessoas não se fiquem apenas pela tomada de consciência dos problemas, mas sim cheguem à “ação”.
“Há que ser consequente, cortar onde se ache que vale a pena” defende o sacerdote, para quem é impossível fazer nascer o diálogo numa realidade onde se levantam “muros muito espessos”.
“A vida, eu não a mudo, porque não sou dono dela, agora a minha atitude perante a vida, essa sim, posso mudar”, conclui o jesuíta, esperando que as pessoas “se abram a esta aventura de se tornarem cada vez mais humanas”.

Alberto Teixeira de Brito nasceu em Arouca, distrito de Aveiro, a 25 de agosto de 1945, tendo entrado na Companhia de Jesus em 1961 e abraçado o sacerdócio em 1973.

Depois de uma vida dedicada à formação religiosa e humana, tanto em Portugal como no estrangeiro, ele vai assumir no próximo mês de julho o cargo de responsável da Companhia de Jesus para as provinciais de Portugal e Moçambique.

Fonte: www.agencia.ecclesia.p

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