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sábado, julho 20, 2013

NAMORO, CASAMENTO E DIVÓRCIO!

ADMEP – ASSEMBLEIA DE DEUS – MINISTÉRIO ESTUDANDO A PALAVRA

EBD - Escola Bíblica Dominical

Departamento de Educação Cristã


Lição 3:

 Namoro, Casamento e Divórcio

Leitura Bíblica em Classe:

1 Coríntios 7.7-15.


Introdução: Quando tratamos de temas tão importantes como Ética Cristã, tratamos dos relacionamentos em todos os seus aspectos. Nessa lição falaremos sobre temas pertinentes à atualidade, devido a triste perda dos princípios e valores divinos: Namoro, casamento e divórcio. Estudaremos também os modelos de casamentos que são descritos na Bíblia e analisaremos como estes são constituídos na pós-modernidade.

Que possamos dar o devido valor a cada etapa e decisão da vida, crescendo em comunhão com Deus, para honrá-lo em nossos relacionamentos.


OBJETIVOS:

ü   Saber que, nos tempos bíblicos, não existia namoro da forma como conhecemos hoje;
ü   Compreender que a escolha do cônjuge deve ser feita sob a orientação de Deus;
ü   Entender que o propósito de Deus para o casamento é que ele dure até a morte de um dos cônjuges.
ü   Depreender que o divórcio traz consigo consequências desastrosas.


I.     A ESCOLHA DO CÔNJUGE

1)             Namoro e Noivado na Bíblia




Não há na Bíblia qualquer menção ao ato de namorar. A palavra namoro vem da expressão Espanhola estar en amor, que acabou formando o verbo “enamorar”, que originou o nosso termo namoro.  Já o noivado, tem suas referências na Bíblia, vejamos então como era o noivado bíblico conforme o costume hebraico.

A.          O Modelo Veterotestamentário

·               Isaque e Rebeca: Abraão decidiu que seu filho Isaque deveria casar-se, enviou seu servo, com uma comitiva, a Padã-Arã, terra dos seus parentes, para encontrar ali uma moça que atendesse aos seus interesses (Gn 24). Era a dispensação patriarcal, e compreendemos que o noivado era um trato familiar, no qual era pago um dote, apesar de aparecerem alguns princípios interessantes.

·               Jacó e Raquel: Esse caso também traz alguma informação do período anterior a dispensação da Lei que foram adotadas mais formalidades. Ainda permanece a dispensação patriarcal (Gn 29). Jacó ao chegar na mesma terra de sua mãe, se apaixona por Raquel filha mais nova de Labão, seu tio, e trabalha para pagar o dote de sua prometida.

B.          O Modelo Neotestamentário: José e Maria.

Nos dias de Jesus, de forma similar à observada no modelo do Antigo Testamento, os pais escolhiam o cônjuge para seus filhos. Feita a escolha, seguia-se rapidamente o noivado – esse é o caso de José e Maria (Mt 1.18-24). Esse modelo segue um rito diferente pois é o período da Lei de Moisés e tem um costume seguido. Vejamos alguns detalhes do noivado judaico:

1)      O desposado começou com uma cerimônia entre as duas famílias quando o valor do pagamento, chamado o "dote", foi combinado e pago pelo homem aos pais da moça. Também nesta ocasião os noivos trocaram presentes.
2)          Em certos casos um contrato de trabalho manual foi aceito pelos pais em lugar deste pagamento, como no caso de Jacó e Raquel (Gn 29.18-20).
3)          O tempo do desposado durava mais ou menos um ano e durante este tempo o rapaz era dispensado do serviço militar (Dt 20.7) e o casal podia arrumar sua morada futura e geralmente a noiva fazia a sua veste nupcial.

4)          Embora chamados de "marido" e "mulher" desde o começo do desposado, não viviam juntos e não tinham relações sexuais durante este tempo. Esta parte era rigorosamente guardada pelo casal e a moça tinha que provar que era virgem quando casou oficialmente no fim do desposado (Dt 22.13-21).

5)          No dia do casamento oficial, os convidados chegavam às BODAS na casa dos pais do noivo. O noivo, acompanhado pelos seus amigos, saía tarde para encontrar com a sua noiva. As amigas da noiva esperavam a sua chegada e quando chegasse avisavam a noiva e os dois grupos iam para as bodas onde havia o casamento oficial e a recepção com o banquete que era celebrado com festividades e brincadeiras e que durava às vezes até por sete dias (Jz 14.10-12; Mt 22.1-4; 25.1-6).  Na sociedade judaica não era bem visto o rapaz que atingisse certa idade sem contrair matrimônio. Concluímos então que o noivado traz um princípio de comprometimento e responsabilidade, que não libera o casal ainda para as bênçãos do casamento.

C.           O Modelo Pós-Moderno.

No ocidente, a escolha do cônjuge fica a cargo dos pretendentes. A intervenção da família restringe-se a discordância, caso perceba alguma inconveniência. Enfim, cada época tem o seu costume e maneira de realizar, mas os princípios divinos são eternos. Levando em conta os exemplos bíblicos, levaremos em conta alguns princípios importantes no que tange o namoro e noivado na escolha do cônjuge conforme os modelos bíblicos:

1)       Que seja da família da fé (Gn 24.1-4; 2Co 6.14-18). Abraão pediu que seu servo Eliezer jurasse, que não traria dentre os cananeus, pelo contrário, deveria ser de sua parentela. E a palavra de Deus é clara quanto ao jugo desigual.

2)       Compreender que um relacionamento que não seja voluntário, não será agradável a Deus (Gn 24.8; 57,58).

3)       Acima de tudo, buscar a orientação de Deus através da Oração e Palavra. Eliezer orou e pediu um sinal a Deus (Gn 24.12-14); Isaque também orava, quando enfim Rebeca chegou (Gn 24.63-67). Deus tem prazer em orientar e responder a oração de seus filhos (Gn 37.5; Pv 3.5,6).

1)             Conselhos Práticos aos que Namoram:

a)          Ouvir pai e mãe, ou alguém experiente, de confiança e comprovadamente servo de Deus;

b)          Observar como a pessoa se relaciona com a família;

c)           Procure saber se a pessoa tem princípios e valores absolutos (o caminho da vida);

d)          Procure saber se a pessoa respeita você;

e)          Procure uma pessoa que de fato tenha nascido de novo;

f)            Acima de tudo, em oração e comunhão com o Espírito Santo, buscar a orientação.

2)           Conselhos Práticos aos Noivos:

a)          Evite casar sob pressão (Romanos 12.1-2). Não case pensando que sua vida se endireitará depois do casamento. Não case com alguém pelo qual não tenha respeito, ou não que não admire.

b)          Não case cedo demais ou de repente (Tg 1.4-5). Procure ver sua relação com Deus, os hábitos da pessoa, os pais, o modo de vida.

c)           Não case tendo uma perspectiva errada do sexo (Gálatas 5.16-25). Alguns casam para desfrutar do sexo, mas casamento não é apenas sexo, muito mais está envolvido.

4)    Tem o teste da paciência, e da luta para que se concretize o objetivo do casamento, isso envolve um verdadeiro amor que espera e trabalha para que a união aconteça (Gn 29.18-20, 27; Pv 20.21). Jacó só pode ter relações sexuais depois do casamento com Raquel. As relações sexuais foram feitas para o casamento, pois fora dele é pecado. O sexo fora do casamento não é discernido conforme a vontade de Deus, e se torna rapidamente idolátrico e perverso (Gl 5.19,20).

II.      O CASAMENTO




Seja para o salvo ou para o ímpio, tenha sido realizada uma cerimônia religiosa ou não, com o casamento assume-se um compromisso sagrado (Gn 2.24).

1)             O Papel do Estado

O casamento é, antes de tudo, um ato moral. No entanto, devido à natureza pecaminosa do homem, a sociedade parte do pressuposto de que todos são suscetíveis ao erro, podendo mentir ou não fazer valer a palavra empenhada. O papel do Estado com relação ao casamento está em tratar das civilidades necessárias para que diante da sociedade as pessoas sejam consideradas casadas, e principalmente, visa com as leis que trazem os direitos e obrigações, proteger de certa forma ambos, pois o estado enxerga sempre a possibilidade do divórcio. Portanto o casamento civil é importante, pois até a Palavra de Deus visa essa possibilidade e tudo deve ser feito conforme as leis cívicas, a não ser que essas leis violem os princípios da Palavra de Deus.

2)           O Papel da Igreja.

O casamento religioso tem por objetivo outorgar a bênção ao pacto estabelecido entre os que estão para se casar, por intermédio de uma autoridade espiritual.

A grande finalidade do casamento religioso não está em fazer uma festa suntuosa, mesmo que isso seja muito bom, mas principalmente em agradecer ao Senhor, dando glória ao seu nome, o honrando e consagrando a união a Ele.

§    Razões Para o Casamento:

a)   Complemento afetivo. Dentre as coisas feitas pelo Senhor durante a semana da recriação, apenas uma ele achou que não era boa: não era bom que o homem estivesse só (Gn 2.18).

b)    Instrumento de Procriação. Havendo Deus formado a mulher, entregou-a ao homem, abençoou a ambos e lhes disse: “Sede fecundo, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a” (Gn 1.28).

c)     Regular a Atividade Sexual. Segundo a ética cristã, a atividade sexual do homem e da mulher restringe-se ao casamento.

§    Algumas Considerações Importantes:

a)    Ninguém é obrigado a se casar nem a se manter solteiro. Segundo o apóstolo Paulo a capacidade de se casar ou se manter solteiro, é um dom divino (1Co 7.17);

b)   O casamento envolve não apenas privilégios mas também deveres (Ef 5.22-29);

c)   O casamento entre cristãos está firmado na Palavra de Deus, portanto é dever de ambos lutar para sua unidade crescer. Há postulados morais e espirituais determinados por Deus.

Concluímos que o casamento é uma instituição divina que tem sua validação segundo as leis civis do Estado e segunda as leis e princípios divinos, e essa parte, a autoridade está com a Igreja do Senhor Jesus Cristo.  Devemos levar em conta também de que pode estar validado no civil ou no religioso, se não houver genuíno amor, não está validado diante de Deus!

III.   O DIVÓRCIO

Significado: O divórcio segundo a Bíblia, significa a “dissolução completa do matrimônio.

Quando Deus formou o homem e a mulher, evidentemente, não tinha o divórcio em mente (Gn 2.24), desejando, portanto, que a união matrimonial durasse até a morte de um dos cônjuges.

§  O Que A Bíblia Diz Sobre o Divórcio




1)          O Divórcio no Antigo Testamento. Caso o homem, após o casamento passasse a não se agradar de sua mulher, por alguma coisa indecente, tinha o direito de escrever uma carta, chamada em hebraico de “get”, que tem o significado de desquite, ou repúdio, que é mais conhecida como carta de divórcio (Dt 24.1,2). Esta carta liberava a mulher repudiada a casar-se novamente, só não poderia mais casar-se com o marido que a liberou com esse “certificado”, e semelhantemente, o marido poderia contrair novas núpcias (Dt 24.3,4).

2)          O Divórcio No Novo Testamento: Jesus.

a)   A “dureza do coração” dos homens (Mt 19.8). Jesus a princípio, toca na essência da questão do divórcio, fala da dureza, da insensibilidade do coração dos homens. Esse é o principal motivo para todas as separações.

b)   “Exceto em caso de prostituição” (Mt 19.9). Jesus usou uma expressão decisiva. Prostituição é uma palavra que vem do grego “pornéia”, e significa imoralidade sexual em todas as formas. Em outras versões bíblicas, diz: “exceto em caso de adultério”. Nas Escrituras os termos “fornicação” e “adultério” são sinônimos, e muitas vezes são empregados alternadamente.

c)   Permissão para novo casamento. A carta de divórcio que permitia o Novo casamento era o único tipo de divórcio que os judeus conheciam. E foi essa carta que Jesus se referiu em Mt 5.31,32.

3)          Como as Igrejas Lidam Com o Divórcio.

As igrejas de modo geral, amparam-se nos textos bíblicos e analisando caso a caso visando a melhor solução. O divórcio é para o cristão a última opção, pois antes do fim sempre existe o perdão!

Conclusão: Que Deus seja o centro de nossas decisões, seja no namoro, casamento e até em caso de divórcio. Que estejamos prontos para a luta pela o que promove a vida e os princípios divinos.

                                    Que Deus nos abençoe!


                                                 J. Fábio

                                                Professor


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