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sábado, agosto 31, 2013

  



ADMEP – ASSEMBLEIA DE DEUS – MINISTÉRIO ESTUDANDO A PALAVRA

EBD - Escola Bíblica Dominical

Departamento de Educação Cristã


A RESPONSABILIDADE SOCIAL DO CRISTÃO


01 de Setembro de 2013


TEXTO ÁUREO

“Tu crês que há um só Deus? Fazes bem; também os demônios o creem e estremecem (...) Porque, assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta.
 (Tiago 2. 19, 26)


 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE:

Lv 19.9, 10; 25.35; Êx 22.22, 23; Mt 26.11; Lc 14.13, 14; Tg 2.15,16



Objetivos

Conhecer as orientações que Deus deu ao Seu povo quanto ao socorro aos necessitados;

Entender que, como crentes em Cristo, temos o dever de cuidar dos necessitados;

Reconhecer que a Igreja de Cristo tem responsabilidades sociais, mesmo que estas não sejam sua prioridade.



Palavra Introdutória: Neste mundo, onde há tanto ricos como pobres, frequentemente os que tem abastança material tiram proveito dos que nada tem, explorando-os para que os seus lucros aumentem continuamente (Sl 10.2,9,10; Is 3.14,15; Am 5.12-14). A Palavra de Deus tem muito a nos dizer sobre a responsabilidade social do cristão.  A atividade da Igreja se direciona em dois sentidos: vertical - adoração, autoridades espirituais; horizontal - servir ao próximo, atividades filantrópicas e sociais. Por isso Deus estabeleceu ministérios na Igreja. Que Deus traga a nossa vida um verdadeiro avivamento que nos faça amar o próximo em obras não somente em palavras e que haja verdadeira manifestação de seu Reino (Tg 2.19,26).


 


I.        AS RESPONSABILIDADES SOCIAIS ESPECÍFICAS DOS CRISTÃOS

• Responsabilidades Pelos Seus.

1. Prover Para Si Mesmo – o modo apropriado de amar a si mesmo é prover as necessidades básicas para sua própria existência. A Bíblia nos mostra a preocupação de Paulo em não ser pesado a ninguém, por isso trabalhava dia e noite ( 2 Ts 3:7,8). Destarte, uma das coisas mais importantes que cada homem capaz pode fazer em prol dos outros, é ganhar a sua própria vida.


2. Provendo Para Sua Família – Existindo em sua família aqueles que não são capazes de prover para si mesmos (órfãos, viúvas, crianças, dependentes) é sua responsabilidade social prover por elas. (1 Tm 5:8)


3. Provendo Para Seus Irmãos Crentes – A Bíblia é clara quanto a responsabilidade social pelos irmãos na fé, ressaltamos aqui a ênfase de Tiago sobre este aspecto: “Se um irmão ou irmã estiverem carecidos de roupa, e necessitados do alimento cotidiano, e qualquer dentre voz lhes disser: ‘ide em paz, aquecei-vos, e fartai-vos’, sem, contudo, lhe dardes o necessário para o corpo, qual é o proveito disso?” (Tg 2:15, 16)

 A Responsabilidade Social Para Com Todos os Homens

1. A Responsabilidade Social Pelos Pobres – A bíblia ensina que é moralmente errado explorar os pobres, e moralmente certo ajudar os pobres. Quer sua necessidade seja o alimento, roupas, ou abrigo, o crente é moralmente obrigado a ajudar a satisfazê-la.

2. A Responsabilidade Social às Viúvas e Órfãos – A obrigação que os cristãos tem para com as viúvas e os órfãos pode ser aplicada, por extensão, a outras pessoas necessitadas tais como as deficientes, as desabrigadas, e as indefesas. O princípio da responsabilidade social é que há uma obrigação para ajudar os outros que não podem ajudar a si mesmos.

3. A Responsabilidade Social aos Escravos e Oprimidos – numa palavra, a obrigação do cristão aos escravos é ajudar a liberta-los dos seus opressores, políticos, econômicos, ou de outros tipos.

4. A Responsabilidade Social aos Soberanos e Governantes – é um dever tríplice: deve obedecer-lhes, honrá-los e pagar impostos.

5. A Responsabilidade Para Promover a Paz e a Moralidade  os cristãos estão encarregados com uma responsabilidade especial diante de todos os homens “antes de tudo, pois,” escreveu o apostolo, “exorto que se use a pratica de suplicas, orações, intercessões, ações de graças, em favor de todos os homens… para que vivamos uma vida tranquila e mansa, com toda piedade e respeito. O cristão, pois, deve fazer tudo quanto puder para ser um embaixador da paz na sociedade. Seja qual for o papel mediador que desempenhar para unir os homens, seja por intercessão à Deus, seja por negociações com os homens, o cristão deve levar esta obra adiante.


Podemos aprender sobre as faces da responsabilidade social do cristão, agora nosso enfoque será no que tange a questão dos pobres necessitados.


II.     A CAUSA DOS POBRES NAS ESCRITURAS




Deus tem expressado de várias maneiras seu grande zelo pelos pobres, necessitados e oprimidos.

1.   No Antigo Testamento.

O Senhor instituiu leis específicas por meio de Moisés, para garantir a sobrevivência do pobre e do necessitado (Lv 23.6; Dt 15.1-4,11).  Seguem as leis referentes ao amparo aos pobres e necessitados:


   Alimento Para o Pobre A lei da respiga: durante a estação da colheita, os grãos que caíssem deviam ser deixados no chão para que os pobres o recolhessem (Lv 19.10; Dt 24.19-21);


  Amparo ao Pobre  cancelamento das dívidas depois de sete anos (Dt 15.1-6), referente ao empréstimo (Dt 5.7-11); o ano do jubileu (a cada cinquenta anos), ocorria a devolução das propriedades que foram penhoradas na dívida (Lv 25.8-55), o amparo ao que ficasse pobre (Lv 25.35,36);


   A Causa dos Órfãos e das Viúvas  Deus mostra o quanto se importa com os oprimidos (Dt 24.17,19; 26.12,13; Dt 27.19).

Num período em que Lei de Deus era abandonada, e os líderes do povo estavam desviados, Deus levantou os profetas, que foram usados poderosamente pelo Espírito de Deus, afim de denunciar o pecado e egocentrismo imperante que trazia grande sofrimento aos pobres. Em consequência de tais ações, o Senhor proferiu palavras severas de juízo contra os ricos:

        A omissão a causa do órfão e da viúva, Deus vingará (Is 1.21-25);
        Ajuntar riquezas ilícitas (Jr 17.11; Mq 2.1-5);
      Maltratar e tirar vantagens dos pobres, Deus trará juízo (Am 2.7, 4.1-3, 8.4-7);
        Oprimir os pobres e necessitados atrai a ira do Senhor (Zc 7.8-14).


Aprendemos com tudo isso, que a Lei de Deus dá amparo ao pobre e o necessitado, exigindo de seu povo a responsabilidade social.


2.   No Novo Testamento: - JESUS

Nos dias de Jesus, havia muita pobreza na Terra. Em muitos lares, havia fome (Lc 6.21). Vejamos, então, o posicionamento do Mestre diante deste cenário:


   Jesus Confronta os Ricos – Ele condenava duramente os que se apegavam às possessões terrenas, e desconsideravam os pobres (Mc 10.17-25; Lc 6.24,25; 12.16-20; 16.13-15,19-31). As riquezas são, na perspectiva de Jesus, um obstáculo, tanto a salvação como ao discipulado (Mt 19.24; 13.22).

     Jesus Identifica-se Com os Pobres Boa parte do ministério de Jesus foi dedicado aos pobres e desprivilegiados na sociedade judaica. Dos oprimidos, necessitados, samaritanos, leprosos, ninguém mais se importava a não ser Jesus (Lc 4.18,19; 21.1-4; Jo 4.1-42; Mt 8.2-4; 17.11-19). Jesus era alguém próximo ao povo, e se identificava com o pobre, era humilde e simples e não queria que os pobres fossem desprezados pelos seus discípulos. Era o Messias prometido, mas não convenceu os judeus, pois veio como servo sofredor (Is 53)

   Jesus Considera as Viúvas – As viúvas faziam parte dos necessitados da época de Jesus. As mulheres eram maltratadas, principalmente se fossem viúvas. Ele teve compaixão da viúva cujo o filho estava sendo levado para sepultura (Lc 7.11-16). Percebeu a verdadeira adoração na simples oferta de outra mulher viúva (Lc 21.1-4) e também denunciou os abusos dos escribas nas casas das viúvas (Mc 12.38-40).


   O Reino de Deus e a Sua Justiça O Senhor corrigiu algumas distorções vigentes, ensinando que a prática da caridade devia ser humilde, desinteressada e motivada pelo amor (Mt 5.7; 6.1-4; 7.12).  No conhecido “Sermão do Monte”, denunciou um ídolo que dividia facilmente o coração das pessoas, e até hoje é assim, que era a riqueza ou dinheiro, em hebraico “mamom” (Mt 6.19-24). Em seguida orienta a não andarmos ansiosos pois Deus cuida de cada um (Mt 6.25-32) e ensina qual deve ser a nossa prioridade: “Mas, buscai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.” (Mt 6.33). O Reino de Deus e a sua justiça significam também, não buscar apenas o nosso próprio interesse, mas sim entender que todo ser humano é digno do mínimo de subsistência necessária e que a verdadeira prosperidade envolve o bem estar coletivo e não apenas individual (Fp 2.4) (Ubuntu - “Como um pode ser feliz se os demais estiverem tristes?”).




3.   No Novo Testamento: Os Primeiros Cristãos.

Na mente das primeiras gerações de cristãos ficou a imagem de Jesus como alguém que passou pelo mundo fazendo o bem (At 10.38). O ensino apostólico colocou a beneficência no centro da vida cristã – a misericórdia ou benignidade é um dos dons espirituais e um fruto do Espírito (Rm 12.8; Gl 5.22); deve-se fazer o bem a todos, a começar dos irmãos (Gl 6.9-10); a solidariedade deve ir além das meras palavras, para manifestar-se em ações concretas (Tg 2.15-16; 1 Jo 3.17-18).

  A Hospitalidade: No texto de Hebreus 13.2, faz alusão as passagens de Gêneses 18.1-8; 19.1-22. Sem a hospitalidade dos lares cristãos, a divulgação da fé teria sido mais difícil.

  A Instauração do DiaconatoO diaconato testifica sobre a importância desse aspecto da vida cristã e do ministério da igreja. Nasce da necessidade de a igreja de Jerusalém cuidar da mesa das viúvas (At 6.1-6). É portanto, um ministério muito honroso diante de Deus e suas exigências espirituais, não são diferentes das dos bispos.

    Os Irmãos da Judeia: O apóstolo Paulo e a igreja primitiva demonstravam profunda solicitude pelos necessitados. Bem cedo, Paulo e barnabé, representando a igreja em Antioquia da Síria, levaram a Jerusalém uma oferta aos irmãos carentes da Judéia (At 11.28-30). O apóstolo Paulo via a necessidade de unir as igrejas gentias com a de Jerusalém. Os gentios ainda eram vistos com suspeitas por causa dos costumes judaicos. Essa oferta era um gesto espontâneo baseado no amor fraternal, e com isso levava os gentios a reconhecerem sua dívida espiritual com Jerusalém.

   O Apóstolo Paulo Tinha Grande Estima ao Ato de Contribuir: Ensinava as igrejas na Galácia e em Corinto a contribuir para esta causa (1 Co 16.1-4). Foi também exaustivo nesse tema com os Coríntios, por não agirem como esperado (2 Co caps. 8;9).


III.     DISPOSIÇÃO PARA O CUMPRIMENTO DO DEVER


É fácil tratar de tais temas apenas com palavras encorajadoras e bonitas, mas o que Deus tem procurado são pessoas dispostas a cumprir o dever. São atitudes que demandam gastos, altruísmo, abnegação e coragem. Agora vejamos o que é necessário para tais atitudes:

1.  A Empatia. É a capacidade de compreender o sentimento ou reação da outra pessoa imaginando-se nas mesmas circunstâncias. Jesus era transbordante nesse aspecto, algumas vezes encontramos nas Escrituras a palavra compaixão, e quando associada a Jesus é muito mais marcante:

    Teve compaixão da multidão, por serem como ovelhas sem pastor (Mt 9.36; Mc 6.34);
        Por causa das enfermidades (Mt 14.14);
        Por causa de não terem o que comer (Mt 15.32);
        Por causa dos cegos (Mt 20.34);
        Por causa do leproso (Mc 1.41);
        Por causa da viúva (Lc 7.12,13).

Deus é compassivo, bondoso e sofre com os necessitados (Sl 86.15)

2. A Ação Individual e Coletiva. Aquilo que podemos fazer individualmente que façamos, pois que tem o amor de Deus não fica apático e inerte diante das situações que demandam ação (1Jo 3.17,18). O que vai além das nossas forças, devemos pedir ajuda para atender a necessidade (At 11.29,30).

3.  A Ação Fora dos Muros. Os três pontos do sermão de John Wesley sobre O Uso do Dinheiro, baseado em Lucas 16.9, são: “Ganhe tudo o que puder, economize tudo o que puder para que, assim, você possa dar tudo o que puder.”

      Tiago, em sua teologia prática, diz que a verdadeira religião é atender aos necessitados (Tg 1.27) e também que Deus escolheu os que são pobres, para a salvação (2.5). Orienta que de nada aproveita despedir vazio um irmão necessitado (2.15-17).

        Paulo exorta os ricos a dar e repartir (1 Tm 6.18).

 Quando contribuímos, demonstramos despojamento dos bens terrenos,como Zaqueu (Mt 6.19,20; Lc 19.8).

         A Bíblia diz que não devemos negligenciar a ação social (Hb 13.16).

          Entre os dons do Espírito Santo está o de contribuir (com a obra de Deus e com os pobres) (Rm 12.8).


A visão da Igreja de Cristo deve ser a de ajudar a todos, dando especial atenção aos domésticos da fé (Gl 6.10).




IV.       ESTABELECENDO UM PONTO DE EQUILÍBRIO

Precisamos considerar que todo o empenho do salvo em relação aos necessitados reflete o amor de Cristo em sua vida (Mt 25.31,36-40), mas esta não é a razão primeira da fé cristã. Sua vocação primeira está em fazer Cristo conhecido (Mc 16.14-16).

1.  Precauções Necessárias. Na maioria das vezes, no ímpeto de ajudar, acabamos sendo ingênuos e agindo de maneira imprudente. A regulamentação da ação social é muito importante para que não ocorram abusos. Um exemplo bíblico é o caso das viúvas em Éfeso, conforme orientou o apóstolo Paulo a Timóteo (1 Tm 5.3-12). Deve haver uma supervisão para que os legitimamente necessitados sejam atendidos e não haja abusa da parte dos que apenas querem se aproveitar da bondade alheia.

2.   Como Julgar os Casos. Devemos reunir equilibradamente dois instintos no que concerne a maneira de agir para com as pessoas e suas necessidades (Mt 10.16). Principalmente devemos confiar na voz de Deus em nosso espírito. Segue um método simples para que possamos ajudar os necessitados:
       Ajudando os Outros a Ajudarem a Si Mesmos;
       Ajudando os Outros a Não danificar a Si Mesmos;
       Ajudando os Seus a Ajudar aos Outros.

3.  As Bênçãos Para Quem se Compadece e Ajuda os Pobres.

As ações de Cornélio foram registradas diante de Deus (At 10.4). Jesus disse que “mais bem-aventurado é dar do que receber” (At 20.35; Lc 6:38). Aquele que contribui com os necessitados:

      Será abençoado em sua pessoa (Sl 41.1).
      Será abençoado em seu nome (Sl 112.5-6).
      Será abençoado em sua prosperidade (Pv 11.25).
        Será abençoado em sua posteridade (Sl 37.26).
        Será abençoado com vida longa (Sl 41.1-2).
        Será abençoado no porvir (Ap 14.13).


CONCLUSÃOExistem muitos nomes não somente na Bíblia de pessoas que dedicaram suas vidas a ajudar aos pobres e necessitados. Não devemos ficar apenas admirando quem fez ou faz algo. Devemos assumir a nossa responsabilidade social e não inventarmos desculpas para não fazer. Muitos cristãos declaram que “boas obras não salvam”, mas será que estão de fato salvo aqueles que não fazem nada, que vivem apenas para o seu egocentrismo? Que Deus tenha misericórdia de nós!


 




                                                                    Professor; José Fábio
                                                                                         joseofabio@gmail.com



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