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sexta-feira, outubro 10, 2014

“DANIEL, NOSSO “CONTEMPORÂNEO”





ADMEP – ASSEMBLEIA DE DEUS MINISTÉRIO ESTUDANDO A PALAVRA

EBD - Escola Bíblica Dominical
DEC -  Departamento de Educação Cristã


Tema:

“DANIEL, NOSSO “CONTEMPORÂNEO”


TEXTO ÁUREO

“Quando, pois, virdes que a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel, está no lugar santo (quem lê, que entenda)”

 (Mateus 24. 15)


VERDADE PRÁTICA

“Daniel é um exemplo de perseverança na fidelidade a Deus e de integridade moral, estimulando-nos a confiar no projeto divino”.


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE:

Daniel 1.1, 2; 7. 1; 12. 4


Objetivos


§        Conhecer panoramicamente o livro de Daniel.


§        Explicar -  a autoria e a história por trás do livro de Daniel


§        Compreenderos fatos que propiciaram o exílio na Babilônia.



Introdução: - Neste trimestre estudaremos um tema extremamente relevante para os nossos dias: Os Integridade Moral e Espiritual – O Legado do Livro de Daniel Para a Igreja Hoje.

O Livro do profeta Daniel é um dos livros preferidos das pessoas que gostam de estudar a escatologia bíblica. Aprendemos com Daniel não somente acerca de assuntos escatológicos, pois o seu testemunho é um exemplo de fidelidade a Deus e de integridade moral. Daniel viveu grande parte dos seus anos como exilado em uma sociedade idólatra, servindo a reis ímpios, todavia não se contaminou.


I.          A HISTÓRIA POR TRÊS DO LIVRO DE DANIEL


1.       A formação histórica de Israel: - Começa com Abraão e Sara, da pequena semente, deles vem Isaque; de Isaque vem Jacó, e de Jacó vem um clã de 12 filhos, e esse clã cresceu e multiplicou-se e, posteriormente surge daí as 12 tribos de Israel.  Enquanto estavam no Egito eram apenas tribos e depois se tornam uma grande nação, a Nação Hebreia.      
       

2.       O Governo Teocrático: - Período teocrático que durou quase 400 anos, através da Liderança dos Juízes, que foram 16 ao todo. Teocracia era o governo de Deus através dos Juízes, mas de Teocracia não tinha nada, porque “cada um fazia o que parecia reto aos seus olhos” (Jz 21. 25).


3.    O Governo Monárquico: - O Período da Monarquia ou Reino Unido esteve sob a liderança de três reis: Saul, Davi e Salomão num período de 120 anos. Depois da morte do rei Salomão, o reino de Israel é dividido em: Reino do Norte: Israel e Reino do Sul: Judá. Daí pra frente a Nação Israelita é marcada pela decadência política, moral e religiosa e por causa disto Deus vai levar para o Cativeiro. Primeiro as 10 tribos do Norte: Israel: Cativeiro Assírio; e quase 100 anos depois a Tribo do Sul: Judá: Cativeiro Babilônico. No total quase 174 anos de cativeiro. Este foi um fim muito triste, onde em 2 Cr 36. 16 diz: “... que mais nenhum remédio houve”.

II.       OS FATOS QUE PROPICIARAM O EXÍLIO NA BABILÔNIA

1. O Contexto Político do Reino de Judá. – Em 606 a. C. Nabucodonosor levou cativo a tribo do Sul – Judá e, além da nobreza, tomou da cidade todos os utensílios do Templo: ouro, prata e pedras preciosas.  O exército de Nabucodonosor destruiu o Templo, saqueou Jerusalém e arrasou política, moral e espiritualmente o reino de Judá. Babilônia se impôs com o império por mais de quatro décadas. E Israel foi humilhado.

2. Israel no Exílio Babilônico: - Quando uma liderança perde a intimidade com Deus é, por consequência, a credibilidade entre os homens, como aconteceu com os últimos reis de Israel e de Judá, a tragédia espiritual e moral é inevitável. O cativeiro de 70 anos na Babilônia, profetizado por Jeremias, foi cabalmente cumprido (2 Cr 36. 21).  A partir desse panorama histórico compreenderemos o livro do profeta Daniel.


III.          DANIEL, O AUTOR E O LIVRO

1.            O Homem Daniel, o Profeta Estadista:

§    Nada se sabe acerca de sua família, mas acredita-se que era de linhagem nobre, Dn 1. 3. Nasceu em Jerusalém, em 623 a. C. aproximadamente, durante a reforma de Josias e no princípio do ministério de Jeremias.

§    Foi levado cativo a Babilônia durante o reinado de Joaquim, 605 a. C. (1. 2).  Ele e três companheiros foram selecionados para o serviço real depois de um período de três anos de estudos especiais, tendo recebido o nome de “Beltessazar”, uma das divindades da Babilônia. (1. 3 – 4).

§    Em 603 a. C. aos 20 anos aproximadamente, Daniel foi declarado governador da província da Babilônia e chefe supremo de todos os “sábios”. Era, portanto, o conselheiro-mor de Nabucodonosor durante o período da destruição de Jerusalém e do exílio para a Babilônia, tendo certamente exercido influência sobre os judeus cativos. 

§    Durante um período de quase 70 anos, Daniel ficou cativo de Nabucodonosor e foi deportado para a Babilônia em 605 a. C. Serviu à corte aproximadamente 70 anos, durante os reinados de Nabucodonosor, Belsazar, Dario e Ciro, governadores babilônicos e a persas.

§    Há semelhanças entre a vida de Daniel e a de José. Ambos foram levados cativos na juventude, foram jovens modelos, e serviram na corte real.

§    Ambos foram perseguidos injustamente, suas penalidades converteram-se em fundamentos sólidos que lhes proporcionaram honra. Através da interpretação de sonhos foram promovidos a governantes.

§    Ambos viveram vidas puras em meio a ambientes corruptos, e ambos morreram em terras estrangeiras.

§    Daniel, como Moisés, foi estadistas e profetas. Como vidente, possuía uma visão telescópica de alcance maior que a maioria dos profetas. Viu mais além da vinda do Messias


2.            A Importância do Livro: - O livro de Daniel possui dois conteúdos: o histórico e o profético. Daniel é um livro de reis e reinos, de tronos e domínios. Embora inclua alguns registros históricos, compõe-se de profecias sobre a sequência de reinos nos “tempos de gentios” (Lc 21. 24, veja Ap 16. 19) e descreve o fim deste período. Enuncia a única profecia do V.T (9. 24 – 27) que estabelece o tempo do primeiro advento de Cristo. Os acontecimentos históricos de Daniel, que ocorrem no começo dos tempos dos gentios, ilustram acontecimentos profeticamente apresentados no livro que vão acontecer no final deste período, culminando catastroficamente com o fim do governo mundial gentio na volta de Cristo, o Messias. Assim, a perseguição dos filhos de Deus nos caps. 3 e 6 uma sombra da perseguição mais severa e universal do povo de Deus que vai acontecer no fim desta dispensação (7.25; 8. 24; 12. 1); no mesmo modo, o repúdio blasfemo do Deus de Israel, conforme 5. 1 – 4; 6. 5 – 12, vai aparecer numa forma mais universal e até com uma intensidade maior no fim desta dispensação (7. 25; 9. 26; 11. 37, 38).

3.            A Autoria e as Características do Livro.Este livro mencionado ou citado muitas vezes pelo nosso Senhor em Mt 24. 15; Mc 13. 14 e é a chave do Apocalipse. Ele exerceu uma grande influência sobre a igreja primitiva; seu esquema de quatro impérios sucessivos dominou a historiografia europeia até os meados do século dezoito. Deus revelou a Daniel o futuro das nações através da linguagem alegórica. Portanto, pode-se classificar o livro de Daniel como gênero apocalíptico porque desvenda o futuro do mundo trazendo esperança para o povo de Deus, pois ali, Israel é o ponto convergente dos fatos futuros.


Conclusão -  O livro de Daniel nos mostra o compromisso de um homem que se dispõe a servir a Deus, mantendo a sua integridade moral e espiritual sem fazer concessões aos sistema idólatra e opressor da babilônia. Aprendemos igualmente que a história humana não é casual, mas dirigida pelo Deus soberano, que faz todas as coisas contribuírem para o bem daqueles que amam ao Senhor.

                                         Professora, MARIA VALDA                                                                                                  Pastora da ADMEP

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Deus nos abençoe!


 
Pastora, Maria Valda



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