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sábado, junho 06, 2015

JESUS E O DINHEIRO




Pastora, MARIA VALDA




Lição  10                                                                          7 de Junho de 2015


Assembleia de Deus – Ministério Estudando a Palavra

Departamento de Educação Cristã
Escola Bíblica Dominical


JESUS E O DINHEIRO



Texto Áureo:

E, vendo Jesus que ele ficara muito triste, disse: Quão dificilmente entrarão no reino de Deus os que têm riquezas! (Lucas 18.24)

Leitura Bíblica em Classe:

Lucas 18.18-24



Introdução:  - O Novo Testamento dedica 215 versículos para abordar o tema da fé, 218 para tratar de salvação, e 2.084 a respeito de dinheiro, comprovando que é um tema de grande importância na Bíblia. O dinheiro tem se tornado senhor de muitas pessoas. Há muita gente lutando para ter dinheiro e se desgastam tanto nesta busca que já não lhes resta tempo algum para gozar daquilo que conseguiram amealhar. O desejo de ter coisas e acumular riquezas domina a vida do homem moderno.

A leitura bíblica em classe apresenta a pergunta do príncipe que é a mais importante, e a resposta de Jesus que é a mais intrigante. Jesus diz que algo faltava a ele e era justamente o fato de ser possuidor, de ser muito rico e ser possuído e escravo dessa riqueza. Até hoje essa resposta do Senhor Jesus ecoa tanto no coração dos ricos como dos pobres. Veremos nessa lição sobre a relação do Senhor Jesus Cristo com o dinheiro e do pensamento cristão passado também pelos demais apóstolos.


Objetivos Geral

Como mordomos que somos, ensinar o uso correto do dinheiro e dos bens confiados por Deus a nós, à luz do ensino de Jesus.


Objetivos Específicos

1)       Pontuar o dinheiro, os bens e as posses na perspectiva secular e na cristã.

2)       Explicar o dinheiro, os bens e as posses na perspectiva do judaísmo do tempo de Jesus.

3)       Conhecer o que Jesus ensinou sobre o dinheiro, as posses e os bens.

4)       Conscientizar o aluno da importância de entesourar tesouros no céu


I.   O DINHEIRO, BENS E POSSES NA PERSPECTIVA SECULAR E CRISTÃ

 1.            Perspectiva Secular


Objetivamente na perspectiva secular o material é endeusado e o espiritual é ignorado (Mt 6.21). Ao falar do dinheiro na perspectiva secular é importante citarmos o seu significado para quem não tem uma perspectiva cristã:

Dinheiro significa liberdade – Uma vez que o dinheiro aumenta o campo de escolhas, não é surpresa que para muitos o próprio dinheiro venha a significar liberdade.

Dinheiro significa poder – A fantasia comum de imensa riqueza e, portanto, de poder ilimitado resulta do parâmetro de realização que diz que o dinheiro indica o grau em que atingimos poder e o respeito.

Dinheiro significa tempo – Gastamos o tempo e energia para ganhar dinheiro, e depois gastamos o dinheiro para obter os bens e serviços que são a expressão do tempo e da energia de outra pessoa. Uma velha frase diz: “Tempo é dinheiro!”.

Dinheiro significa independência – Independência é um dos desejos mais primitivos do ser humano, pois encontramos desde o Éden (Gn 3). Ter o “próprio dinheiro” ocultamente diz não depender de ninguém para ter e fazer o que quiser.

Dinheiro significa validação – Traz a falsa ilusão de que valemos o que temos.

Dinheiro significa controle – Utilizamos o dinheiro para exercer controle sobre aqueles que nos são caros.

Dinheiro significa álibi – Utilizamos como álibi em várias direções. Para justificar ausência e participação em nossos relacionamentos, para atenuar a culpa, etc.

Esses são alguns significados da perspectiva secular, cada um faz do dinheiro um “deus” para quem assim o vê. Vejamos agora a perspectiva cristã.

2. Perspectiva Cristã

Objetivamente na perspectiva cristã o material é suplantado e o espiritual é priorizado (Mt 6.33). Nos ensinos de Cristo, não há um dualismo entre matéria e espírito! Todavia, as coisas espirituais, por serem de natureza eterna, ganham primazia sobre as materiais, que são apenas temporais (Lc 10.41). Assim como servimos a Deus com o nosso espírito, nossa dimensão espiritual, devemos também servir com o nosso corpo (1 Co 6.19,20; 1 Ts 5.23). Com base no pensamento apostólico vejamos o que o apóstolo Paulo via com relação ao dinheiro.

   O fruto da piedade não é o enriquecimento a priori, sim o contentamento e gratidão para com Deus (1 Tm 6.6)

   As verdadeiras riquezas são eternas e não levaremos nada desse mundo (1 Tm 6.7);

   Devemos nos contentar com o que temos, satisfeitos e gratos a Deus pelas nossas necessidades serem atendidas (1Tm 6.8; Fp 4.12-13);

   Evitar a busca desenfreada pelas riquezas, o amor ao dinheiro, pois isso desvia da fé (1 Tm 6.10);

   Convém ao homem de Deus que fuja dessas coisas, seguindo as verdadeiras riquezas, que são aparentemente invisíveis (1 Tm 6.11; Mt 6.33):

Justiça: O que é correto diante de Deus;
Piedade: O genuíno temor a Deus que torna a santidade prática;
Fé: É a certeza em Deus, independente do que se vê e sente;
Amor: Destrói a barganha e nos livra do egoísmo;
Paciência: É a perseverança no Senhor em meio a dificuldades;
Mansidão: É o fruto da submissão.

   Se tivermos algo a empregar nossas energias, que seja na batalha da fé, tendo em vista e tomando posse da maior riqueza que é a Vida Eterna com o Nosso Senhor Jesus Cristo (1 Tm 6.12).


II.  O DINHEIRO, BENS E POSSES NA PERSPECTIVA NO     JUDAÍSMO DO TEMPO DE JESUS


1. Ricos e Pobres.

Sempre houve, na história da humanidade, esta divisão de classes. Naqueles dias, ainda mais. Predominava entre os judeus daqueles tempos a ideia de que as riquezas eram um sinal do favor especial de Deus, e que a pobreza era um sinal de falta de fé e do desagrado de Deus. Os fariseus, por exemplo, adotavam essa crença e escarneciam de Jesus por causa da sua pobreza (Lc 16.14). Essa ideia falsa é firmemente repelida por Cristo (Lc 6.20; 16.13; 18.24,25). A Bíblia identifica a busca insaciável e avarenta pelas riquezas como idolatria, a qual é demoníaca (1 Co 10.19,20; Cl 3.5).

2. Generosidade e Prosperidade.

No judaísmo dos tempos de Jesus a generosidade e prosperidade eram atos exteriores não interiores (Mt 6.1). Os judeus nos tempos de Jesus enfrentavam também necessidades materiais (Lc 6.20,21). Havia um padecimento econômico, pois o povo estava debaixo do jugo Romano. Os cobradores de impostos oprimiam o povo. Algo que poucos de nós observamos é a maneira de ser na Antiga Aliança e contraposição da Nova Aliança (Hb 7.12). Lucas ao escrever, compreende esse fato com os demais apóstolos. Não há contradição ou oposição mais radical entre as duas Alianças do que esta concernente as riquezas.

Percebemos que na Antiga Aliança, a riqueza era um paradigma da benção de Deus. Na narrativa bíblica, encontramos vários personagens dotados de grandes posses materiais. Vejamos alguns exemplos no Antigo Testamento:

    Abraão. No Oriente Antigo, somente aqueles que possuíssem bens eram respeitados. Dessa forma, Deus fez dele um homem rico (Gn 13.2)

  Salomão. Foi um dos homens mais ricos que já existiu (1Rs 3.7-13). No entanto, no fim da vida, depois de ter juntado e adquirido tantas coisas, chega à conclusão de que tudo é vaidade (Ec 12.8).

   Jó. Era próspero (Jó 1.1-22), no entanto aprendemos infinitamente mais com suas perdas do que com suas posses (Jó 19.25-27).

Esse pensamento permanece no judaísmo dos tempos de Jesus sendo que se tornara opressor e vazio do significado genuíno da Lei de Deus. O Evangelho do Reino, quebrou o paradigma de que a benção de Deus estava apenas sobre os ricos. Jesus declarou que onde estiver o nosso tesouro aí estará o nosso coração (Mt 6.21), e que Deus cuida de nossas necessidades, mesmo que muitas vezes não tenhamos em abundância. Se todos repartirmos de nada teremos falta e a benção de Deus estará conosco.


III.          DINHEIRO BENS E POSSES NOS ENSINOS DE JESUS

O ensino de Jesus sobre o uso das riquezas foi muito mais radical do que ensinava o judaísmo e tradição rabínica de seus dias, levando em conta Ele traz a Nova Aliança que suplanta a Antiga.

   Jesus ensinou que o dinheiro é a “coisa” que mais facilmente pode se tornar uma potestade que arroga para si veneração (Mt 6.24).

   Jesus ensinou de maneira implícita que o dinheiro é neutro, pois ele se torna uma personalidade assim como a morte, pois tem o poder de gerar questões no coração humano e subvertê-lo (Mt 6.24).

   Jesus ensinou A riqueza endeusada pode se tornar um obstáculo no caminho de quem serve a Deus (Lc 18.24).

   Jesus ensinou riqueza endeusada gera sensação de segurança e de independência de Deus (Lc 12.19).

   Jesus ensinou que a Palavra do Reino pode ser facilmente sufocada por um coração avarento e ansioso (Mt 13.22).

   Jesus ensinou que o dinheiro era um símbolo de poder e valor entre os homens e que a nossa questão principal deve ser em devolver a Deus o que lhe pertence (Mt 22.19-21).

   Jesus ensinou que a obra de Deus feita do jeito de Deus nunca faltará os recursos de Deus (Lc 9.3).

   Jesus ensinou que o sentido da vida e o nosso valor não consiste em quanto dinheiro, bens e posses nós temos (Lc 12.15).

   Jesus ensinou que não há riquezas neste mundo que sejam justas e que a nossa maneira de lidar com isso que nos torna e nos tornará administradores das riquezas eternas (Lc 16.11).

   Jesus desencorajou a aquisição de riquezas e estimulou a confiança em Deus (Lc 12.13; 18.22).

   Jesus ensinou que o segredo da oferta dos bens não está na oferta da abundância e sim a da pobreza (Lc 21.3,4).

Somente pelo poder do Espírito Santo conseguiremos compreender esses ensinos e pôr em prática!


 IV.            DINHEIRO BENS E POSSES NA MORDOMIA CRISTÃ

1.    Avaliando a Intenção do Coração

a)           Primeiramente devemos orar como o sábio Agur: “Duas coisas te pedi; não me negues, antes que eu morra: Afasta de mim a vaidade e a palavra mentirosa; não me dês nem a pobreza nem a riqueza; mantém-me do pão da minha porção de costume; Para que, porventura, estando farto não te negue, e venha a dizer: Quem é o Senhor? ou que, empobrecendo, não venha a furtar, e tome o nome de Deus em vão”.  (Pv 30.7-9). Esse ensino é profundo, duas coisas podem acontecer, a abundância pode tirar a dependência de Deus, e quase sempre isso acontece, e não muito diferente, a pobreza pode levar a outra corrupção que é o roubo, pois o pobre não justifica o seu roubo por causa da sua pobreza. Tendo o suficiente, estejamos assim em contentamento, dessa forma o dinheiro não corrompe.

b)   Devemos encarar a incerteza cotidiana com a fé do apóstolo Paulo: “Não digo isto como por necessidade, porque já aprendi a contentar-me com o que tenho. Sei estar abatido, e sei também ter abundância; em toda a maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade. Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece.” (Fp 4.11-13). Que vivamos dessa forma glorificando ao Senhor em quaisquer circunstâncias Assim nosso coração não será preso por Mamom!


2. Entesourando no Céu.

É a atitude de entesourar no céu que Deus abençoa, pois nada aqui é nosso (Mt 6.20).

1)          Honrando não só com palavras mas também financeiramente aqueles que de fato nos educam acerca daquilo que é espiritual, nossos pastores e mestres levando em conta os dízimos e ofertas (1 Tm 5.18; 1 Co 9.14; Gl 6.6; 1 Co 9.11).

2)    Investindo em educação, principalmente com relação a Palavra de Deus. Uma coisa interessante em se utilizar o dinheiro é no aperfeiçoamento pessoal ou de outrem. Exemplos: comprar livros sobre vida cristã, doar livros, etc. (Pv 4.7-9).

3)   Sendo justo em todos os negócios, não se deixando dominar pelo dinheiro que por natureza é corrupto e corrompe.

4)   Promover o bem-estar social. Quando aprendemos com Deus a beneficência, subvertemos a “Mamom”, pois doar é introduzir as pessoas na graça de Deus. A comunidade dos remidos são pessoas bondosas que compreendem que se o dinheiro não for usado também para promover o bem-estar social ele rapidamente corromperá.

5)    Buscando o que é virtuoso.  Devemos trabalhar e confiar no Senhor para o sustento diário. Não convém ao cristão jogos de azar. Enfim, que possamos buscar as virtudes divinas que são riquezas invisíveis e aparentemente sem valor, mas para Deus são imensuráveis.

É a atitude do nosso coração que Deus avalia na questão de doar ou ofertar (Lc 21.1-4).


Conclusão: -  As Riquezas na Antiga Aliança eram tratadas como sacramento, mas quando Jesus surge esse sacramento não encontra mais lugar tendo em vista que a verdadeira riqueza é revelada na Pessoa do Cristo. É Ele mesmo a abundância da Graça, a gratuidade da eleição, a presença do Reino. Será que diante de Cristo tem algo que ainda possa ser chamado de riqueza?




NA ADMEP

Preletor, Professor: José Fábio
Igreja Batista de Figueira –

Duque de Caxias – RJ.

ADMEP

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