OBRIGADA POR SEGUIREM O MEU BLOG

sexta-feira, outubro 02, 2015

“OS ATRIBUTOS DE DEUS”


Lição 03                                                                                       11/10/15


ADMEP – ASSEMBLEIA DE DEUS MINISTÉRIO ESTUDANDO A PALAVRA

Departamento de Educação Cristã
Escola Bíblica Dominical



OS ATRIBUTOS DE DEUS



Texto Áureo:

“Tua é, Senhor; a magnificência, e o poder; e a honra, e a vitória, e a majestade; porque teu é tudo quanto há nos céus e na terra; teu é, Senhor; o reino, e tu te exaltaste sobre todos como chefe”.

I Crônicas 29. 11


Leitura Bíblica em Classe
Lucas 23. 44 – 50


Objetivo:


1.           Entender que, se desejarmos compreender verdadeiramente os nosso deveres e responsabilidades para com o Senhor, precisamos estudar com afinco as Escrituras Sagradas para adquirir nelas o conhecimentos sobre Sua pessoa, realizações e caráter.

2.           Conhecer alguns ensinos contrários à existência de um Ser criador e sustentador do Universo.

3.           Saber que, de modo geral, os eruditos costumam dividir os atributos de Deus em duas categorias: naturais e morais.



§    Palavra Introdutória

O conhecimento de Deus é fundamental para que o homem compreenda a si mesmo, ao seu próximo e a sua missão no mundo.

Uma das formas mais objetivas de conhecer a Deus nas Escrituras Sagradas é por meio do exame cuidadoso dos Seus atributos e dos Seus nomes, os quais nos fazem compreender aspectos do Seu caráter, da Sua personalidade e do Seu modo de pensar e operar.


I.         EXISTÊNCIA NEGADA

Há, nos tempos atuais, ensinos contrários à existência de um Ser superior a que se pode atribuir, com segurança, a criação do homem e do cosmos. Vejamos algumas dessas teorias.

1.1.   Ateísmo

Nega a existência de Deus, a veracidade das Escrituras Sagradas e todos os temas da Teologia bíblica que incluam conceitos de uma Pessoa Divina, com poderes de auto existência, onipotência, onisciência, transcendência e imanência.

Jeová, o Eterno, não declarou que Ele existe, mas afirmou que ele é (Êx 3. 14). Antes de qualquer coisa existir, Ele é, de eternidade a eternidade (Sl 90. 2; Ap 22.  13). Os demais elementos da natureza existem, pois surgiram a partir dele, o grande EU SOU (Is 42. 8).

No sentido estrito, ateu é toda pessoa que não crê na existência de Deus (Sl 14. 1). No sentido geral, é todo testemunho sobre Deus que não se encaixa no contexto

1.2.        Gnosticismo

O termo é de origem grega (gnosis) e significa conhecimento. O gnosticismo é um conjunto vasto de ensinos filosófico-religiosos, de natureza sincrética, que encontra raízes no misticismo, na magia negra, no esoterismo e na busca de um conhecimento elevado, por meio do qual a pessoa supostamente alcança a salvação.  - Essa corrente herética infiltrou-se entre os crentes dos primeiros séculos.

1.3.        Agnosticismo

Vocábulo constituído por duas partículas gregas: pelo prefixo a (não) e pelo radical ginosko (conhecer), significando, portanto, não conhecimento.
Esta corrente filosófica, embora não negue a existência de Deus, tampouco afirmar; antes defende ser impossível ao homem chegar a tal apreensão, porque o Ser initio não pode ser abstraído pelo ser finito.



II.       O QUE SÃO OS ATRIBUTOS DE DEUS?


Os atributos de uma pessoa são as características essenciais que lhe são próprias. Pode-se afirmar que sem seus atributos uma pessoa deixará de ser o que é, pois, tais individualidades são intrínsecas ao ente, e pertencem-lhe de forma inseparável, qualificando-a como um ser humano. – O mesmo raciocínio pode ser aplicado em relação a Deus: Seus atributos constituem Sua essência; sem estes, YHWH (Jeová) não seria o que a Bíblia afirma a Seu respeito (Ê 3. 14; Dt 6. 4). Será um grande equívoco tentar provar ou definir os atributos divinos por meio de métodos científicos e/ou lógicos.

Genesis 1.1: A Bíblia começa com Deus, não com argumentos filosóficos de Sua existência.

Necessitamos de algo mais que um conhecimento teórico de Deus. Só conhecemos verdadeiramente a Deus em nossa alma, quando nos rendemos a Ele, quando nos submetemos à Sua autoridade e quando e Seus preceitos e mandamentos regulam todos os pormenores da nossa vida. “Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor...” (Os 6. 3). “...O povo que conhece ao seu Deus se esforçará e fará proezas”. (Dn 11. 32).

2.1.        Os Atributos de Deus

A Bíblia não procura comprovar que Deus existe. Em vez disso, ela declara a sua existência e apresenta atributos seus. Muitos desses atributos são exclusivos dEle, como Deus; outros existem em parte no ser humano, pelo fato de ter sido criado à imagem de Deus.

Muitas tentativas têm sido empreendidas no sentido de, pela Bíblia, apresentar uma classificação dos atributos do Criador. Embora não pretendamos exaurir o assunto nesta lição, vale destacar que os eruditos, de modo geral, costumam dividi-los em naturais e morais.


1)       O Primeiro Grupo diz respeito às características exclusivas de Deus: (Atributos Ativos de Deus): Exemplo: (Onipotência; Onisciência; Onipresença; Sabedoria; e Soberania; Transcendente, Eterno, Imutável, Perfeito; Trino e Uno), essas são intransferíveis aos homens.


2)       No Segundo Grupo: encontramos qualidade divinas que são compartilhadas com os mortais; são os atributos Morais: Exemplo: (Deus é Amor; Deus é justiça; Deus é Santo; Deus é misericordioso e clemente; Deus é compassivo; Deus é paciente e lento em irar-se; Deus é a Verdade; e Deus fiel; Deus é justo) logicamente, em um grau bastante inferior.


Os atributos naturais estão relacionados à Sua essência subsistente, enquanto os morais dizem respeito à Sua volição.


2.2.   Os Atributos Naturais

Os atributos naturais de Deus são características identificadas com a forma da Sua existência. Quando, por exemplo, afirmamos crer em um Ser Onipresente, imutável e eterno, estamos falando dos Seus atributos naturais.


2.2.1. Unicidade ou Unidade

Deus é o Único Deus. (Êx 20. 3; Dt 4. 35,39; 6.4; I Sm 2.2; 2 Sm 7. 22; I Rs 8. 60; 2 Rs 19. 15; Nee 9. 6; Is 44; 6 – 8; I Tm 1. 17). - Era esse um dos fundamentos da religião do Antigo Testamento, sendo também essa a mensagem especial a um mundo que adorava a muitos deuses falsos.


Haverá contradição entre este ensino da Unidade de Deus e o ensino da Trindade do Novo Testamento? É necessário distinguir entre duas qualidades de Unidade – Unidade Absoluta e Unidade Composta.


A qual classe de Unidade se refere Dt 6.4? – Pelo fato de a palavra “nosso Deus” estar no plural (ELOHIM no hebraico), concluímos que se refere à Unidade Composta. A doutrina da Trindade ensina a unidade de Deus como Unidade Composta, inclusive de três Pessoas Divinas unidas na essencial Unidade eterna.


Neste aspecto, afirma-se que Deus é UNO, isto é, UM só Deus, numericamente falando. Mas também ele é um Deus TRINO – Veja as referências dele como Deus UNO. (Dt 6. 4; Is 45. 21; I Co 8. 5,6; Ef 4. 6; I Tm 2. 5), manifesto em três pessoas: Como Deus TRINO: Pai, Filho e Espírito Santo, (Mt 28. 19; 2 Co 13; 14; I Pe 1. 2). Cada pessoa é plenamente divina, igual às duas outras; mas NÃO SÃO três deuses, e sim Um só Deus (ver Mt 3. 17 (nota na Bíblia de Estudo Pentecostal) e Mc 1.11 (Nota BEP).

2.2.2. Eternidade


A divisão humana do tempo (passado, presente e futuro) não se aplica ao tempo divino. De certa forma, a sistematização cronológica limita o nosso entendimento acerca do Criador, visto que Ele é de eternidade a eternidade (Sl 90. 1,2; 102. 12; Is 57. 12; Is 43. 13). Nunca houve ne haverá um tempo, nem no passado nem no futuro, em que Deus não existisse ou que não existirá; Ele não está limitado pelo tempo humano (Sl 90. 4; 2 Pe 3. 8) e é, portanto, melhor descrito como “EU SOU” Êx 3. 14; Jo 8. 58).

                                 
O termo eternidade aponta para a infinidade de Deus em relação ao tempo. O texto bíblico corrobora essa afirmação (2 Pe 3. 8) e assinala a subsistência infinita do Criador (Ap 1. 8). O Eterno é atemporal: Ele não teve começo e não terá fim. O grande EU SOU criou o tempo e o espaço (Jo 1.3); e estes não o podem limitar.


2.2.3. Imutabilidade

Mudanças podem ser positivas ou negativas. Deus, no entanto, não pode mudar em nenhum sentido, porque Ele é absolutamente perfeito, -  sem mudanças ou sombra de variação. Ele é inalterável nos seus atributos, nas suas perfeições e nos seus propósitos para a raça humana (Nm 23. 19; Sl 102. 26-28; Is 41. 4; Ml 3. 6; Hb 1. 11,12; Tg 1. 17). Isto não significa, porém, que Deus nunca altere seus propósitos temporários ante o proceder humano.


2.2.4. Onipotência


Ele é o Todo-Poderoso e detém a autoridade total sobre todas as coisas e sobre todas as criaturas. (Sl 147. 13-18; Jr 32. 17; Mt 19; 26; Lc 1; 37). Isso não quer dizer, jamais, que Deus empregue todo o seu poder e autoridade em todos os momentos. Não há nada que seja equivalente ou resistente ao Seu poder (Is 14. 27; 2 Cr 20. 6). Ele pode fazer o que desejar (Lc 1. 37), pois nada poderá limitá-lo em Seus intentos (Jó 42. 2). - Mas Ele não fará qualquer coisa que seja contrária à Sua essência (santidade, justiça, amor, bondade, perfeição, veracidade, misericórdia etc.).


2.2.5.  Onisciência


Deus possui inteligência infinita – o que inclui o conhecimento simultâneo, pleno, absoluto e total de toas as coisas: nada pode ficar oculto aos Seus olhos (Hb 4. 13; 139. 1 – 6; 147.5); ele conhece, não somente nosso procedimento, mas também nossos próprios pensamentos. (I Sm 16. 7; I Rs 8. 39; Sl 44. 21; Jr 17. 9, 10). Quando a Bíblia fala da presciência de Deus (Is 42. 9; At 2. 23; I Pe 1. 2), significa que Ele conhece com precisão a condição de todas as coisas e de todos os acontecimentos exequíveis, reais, possíveis, futuros, passados ou predestinados (I Sm 23. 10 -13; Jr 38. 17-20). A presciência de Deus não subentende determinismo filosófico. Deus é plenamente soberano para tomar decisões e alterar seus propósitos no tempo e na história, segundo sua própria vontade e sabedoria.  – Noutras palavras, Deus não é limitado à Sua própria presciência (Nm 14. 11-20; 2 Rs 20. 1 – 7).


2.2.6.   Onipresença


Ele está presente em todos os lugares a um só tempo. Não há lugar no universo para onde se possa fugir da presença de Deus, como também não há lugar que esteja fora do alcance dos Seus cuidados (Jr 23. 23, 24; Mt 18. 20). O salmista afirma que, não importa para onde formos, Deus está ali (Sl 139. 7 – 12; Mt 18. 20). Deus observa tudo quanto fazemos!


III.     OS ATRIBUTOS MORAIS DE DEUS


A Bíblia atribui qualidade morais a Deus, porque Ele não é uma força ou energia impessoal; ao contrário, Ele deseja ser conhecido e amado, e tais características evidenciam a natureza subjetiva do Criador.
Os atributos naturais do Eterno definem o modo como Ele opera em relação ao conjunto da Criação, porém, os Seus atributos morais definem a forma do Seu relacionamento estritamente direcionado ao homem.


3.1.   Amor

A Bíblia diz que Deus é Amor (I Jo 4. 8). Seu amor é altruísta, pois abraça o mundo inteiro, composto de humanidade pecadora. (Jo 3. 16; Rm 5. 8). A manifestação principal desse seu amor foi a de enviar seu Filho, Jesus, para morre em lugar dos pecadores (I Jo 4. 9, 10). Além disso, Deus tem amor paternal especial àqueles que estão reconciliados com Ele por meio de Jesus (Jo 16. 27).


3.2.   Justiça

O Livro dos Salmos diz que Justiça e Juízo são a base do trono de Deus (Sl 97. 2;  89. 14). A retidão do Altíssimo, portanto, está relacionada à essência do Seu caráter e ao Seu modo de agir.


Deus é justo (Dt 32. 4; I Jo 1. 9). Ser justo significa que Deus mantém a ordem moral do universo, é reto e sem pecado na sua maneira de tratar a humanidade (Ne 9. 33; Dn 9. 14).


Da forma de governar o mundo e a Criação, não há equívocos, erros, enganos ou injustiças por parte do Eterno. Tudo o que Ele fez, faz e fará seguem os padrões de justiça e retidão estabelecidos por Ele mesmo nas Escrituras (Is 45. 21; I Jo 1. 9; Ap 15. 3).

A decisão de Deus de castigar com a morte os pecadores (Rm 5. 12), procede da sua justiça (Rm 6. 23; cf. Gn 2. 16,17); sua ira contra o pecado decore do seu amor à justiça (Rm 3. 5,6). Ele revela a sua ira contra todas as formas da equidade (Rm 1. 18). Ele agrada-se da justiça (Jr 9. 24) e com ela, um dia, há de julgar o mundo (At 17.31).

3.3.   Santidade

    Deus é absolutamente santo porque é incondicionalmente perfeito. Assim, Ele não pode cometer pecados ou falhas de qualquer natureza. (Is 6. 3; I Jo 1. 5; Ap 15. 4). Além disso, o Senhor permanece santo, independente das iniquidades humanas. Esse atributo é o que distingue como totalmente separado de Suas criaturas e o exalta sobre elas. A santidade de Deus traz ao cristão o compromisso de buscá-la e vivenciá-la (Lv 11. 44;  19. 2; I Ts 4. 2; I Pe 1. 15.16).

3.4.   Bondade

Tudo quanto Deus criou originalmente era bom, era uma extensão da sua própria natureza (Gn 1. 4, 10, 12, 18, 21, 31). Ele continua sendo bom para sua criação, ao sustenta-la, para o bem de todas as suas criaturas. (Sl 104. 10 – 28;  145. 9). Ele cuida até dos ímpios (Mt 5 .45; At 14. 17), Deus é bom, principalmente para os seus, que o invocam em verdade (Sl 145. 18 – 20). - A bondade de Deus está intimamente ligada à Sua misericórdia.

§    Conclusão: -  O que estudamos nesta lição dá-nos uma boa base para transmitirmos a grandeza do Criador e, se assim fizermos, levaremos as pessoas a reconhecerem Sua majestade e suficiência, por Ele é tudo em todos; Nele vivemos, e nos movemos, e existimos (At 17. 28).
Nossa tarefa primordial, como indivíduos, é conhecê-lo mais a cada dia. Obedeçamos, pois, à conclamação do profeta: “Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor; como a alava, a Sua vinda é certa; e Ele descerá sobre nós como a chuva, como a chuva serôdia que rega a terra”. (Os 6 .3).


                                        Aula Elaborada, pela professora,
                                              Pra. Maria Valda – ADMEP

Pastora, Maria Valda



Material Pesquisado:
ü   Bíblia de Estudo Pentecostal
ü   Conhecendo as Doutrinas da Bíblia – Myer Perarlman

ü   Os Atributos de Deus – A.W. Pink

Nenhum comentário:

Postar um comentário