
ADMEP –
ASSEMBLEIA DE DEUS MINISTÉRIO ESTUDANDO A PALAVRA
Pastora,
Maria Valda
Rua, Açoriana,
48 – Costa Barros – RJ
Tel. 21-
3556.5911
Departamento de Educação Cristã
Escola Bíblica Dominical
Texto
Áureo:
“Deixo-vos a paz, a minha vos dou; não vo-la
dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize. ”
Verdade
Prática:
A Paz, como fruto do Espírito, não
promove inimizades e dissensões.
Leitura
Bíblica em Classe
Efésios 2.
11 – 17
Objetivo
Geral: -
Compreender que a verdadeira paz só pode ser encontrada em Jesus
Objetivos
Específicos: -
1. Mostrar
que Depois de receber a paz de Cristo,
o crente deve transmiti-la as outras pessoas;
2. Explicar que existem três tipos de inimizades e o seu alvo
é destruir a unidade da Igreja de Cristo;
3. Saber que
temos a missão de anunciar o evangelho e para isso precisamos ter paz com
todos.
Introdução: - Paz é a ausência de conflitos no íntimo. A presença do Espírito
Santo nos traz paz. “E a paz de Deus, que excede todo o entendimento,
guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus” –
Filipenses 4.7.
As batalhas
travadas dentro de nós podem ser devastadoras. Se continuamente analisarmos
sobre as injustiças que sofremos, nosso coração ficará atribulado e nossa mente
confusa, prejudicando assim, nossas atitudes.
O Espírito
Santo é capaz de solucionar qualquer batalha em nosso interior.
Texto Áureo
“Deixo-vos a paz, a minha paz vos
dou: não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se
atemorize
(João
14.27)
Verdade prática
A paz,
como fruto do Espírito não promove inimizades nem dissensões.
Apresentação: A lição em estudo tem como Objetivo Integratório
compreender que a verdadeira paz só pode ser encontrada em Jesus.
Introdução: Estamos
diante de um duelo: paz ou inimizade? Paz (fruto do Espírito) em oposição à
inimizade (como obra da carne).
Mesmo
vivendo em uma sociedade violenta podemos ter paz, pois a serenidade que temos
em nossos corações é fruto do Espírito e não depende das circunstâncias ou dos
recursos financeiros (Gl 5.22).
Ponto central
A paz que Jesus oferece não depende
de situações nem de circunstâncias.
Desenvolvimento. - O
cristão que tem paz sente-se responsabilizado em promovê-la com todas as
pessoas. A Palavra de Deus nos admoesta: “Procurem
ter paz com todos e se esforcem para viver uma vida completamente dedicada ao
Senhor, pois sem isso ninguém o verá” (Hb 12.14-NTLH).
I. A PAZ QUE EXCEDE TODO
ENTENDIMENTO
Sabe-se
que paz é a ausência de guerra. Na esfera mundial tem-se observado
um cenário de muitas guerras (de cunho religioso) no Oriente Médio.
Em
Jesus temos paz. Não na equivalência daquela que o mundo oferece, mas uma paz
que excede todo entendimento; uma paz com Deus que, mesmo em um mundo cheio de
violência e inúmeras guerras e conflitos podemos afirmar que vivemos em paz.
A
paz que resulta da fé em Deus, pois somente com Ele, nEle, podemos encontrar as
verdadeiras características da paz.
1.2. Paz – Pode ser
definida como um estado de tranquilidade e quietude interior que não depende de
circunstâncias externas.
Esta é a
promessa que temos do nosso Senhor Jesus Cristo ao subir para a glória, após
haver realizado a obra redentora na terra, através de sua morte na cruenta cruz
do Calvário:
“Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou: não vo-la
dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize
(Fp 4.4).
1.3.
Definições para a palavra “Paz” no Sentido Espiritual
Encontramos nas páginas do N.T
algumas referências acerca da palavra “paz”. Exemplos: Acerca da paz de
Jesus (Jo 14.27), a paz de Deus (Fp 4.7) e a paz como um aspecto do fruto do
Espírito Santo (Gl 5.22). Portanto, algumas definições para o termo “paz” no
sentido bíblico:
a) Paz: Espiritualmente falando, é
uma cultivação (fruto) do Espirito (Gl 5.22) que produz harmonia e
tranquilidade a despeito das circunstâncias. A paz do Espírito cria uma
harmonia entre Deus e homem, (Rm 5.1) e reconciliação, (Cl 1.20). “A paz
de Deus... excede todo o entendimento... e guarda os vossos corações e os
vossos pensamentos em Cristo Jesus”. (Fp 4.7) [R.N. Champlin, Ph.D.].
b) Paz: (No grego é eirene),
isto é., a quietude de coração e mente, baseada na convicção de que tudo vai
bem entre o crente e seu Pai celestial (Rm 15.33; Fp 4.7; 1Ts 5.23; Hb 13.20) [Bíblia de Estudo Pentecostal].
c) Paz: A calma interior que resulta da confiança no relacionamento de proteção
entre uma pessoa e Cristo (Bíblia
Mec Artur).
d) Paz: (Gr. eirene) o estado de
quietude, descanso, repouso, harmonia, ordem e segurança no meio da contenda,
lutas e tentações (Is 45.7) [Bíblia
Dake].
“Na véspera de sair deste mundo,
Jesus entregou Seu espírito ao Pai. Legou seu corpo a José de Arimatéia, para
enterrar. Sua roupa deixou aos soldados. Entregou sua mãe aos cuidados de João.
Mas não tinha ouro nem prata para legar a Seus discípulos. Deixou-os, contudo,
o que era infinitamente de maior valor, a sua paz (João 14.27) [Orlando Boyer]”.
A verdadeira paz não se encontra no
pensamento positivo, na ausência de conflitos ou nos bons sentimentos. Ela
vem de saber que Deus está no controle de todas as coisas. Nossa
cidadania no Reino de Cristo está garantida (Fp 3.20,21), nosso destino já foi
determinado e podemos alcançar a vitória sobre o pecado.
1.4.
A paz
no sentido geral
Um estado de calma e tranquilidade, livre de agitação e conflito: um estado de harmonia, de uma ordem
mantida sem violência; um estado de amizade e de acordo.
O termo hebraico envolvido na
tradução paz é o bem conhecido shalom.
Além de “paz”, esta palavra pode significar bem, feliz, tranquilo, saúde e
prosperidade. O termo grego envolvido é eirene que tem as
ideias de paz, harmonia, unidade, acordo descanso e quietude.
1.2. Paz com Deus – Só existe
uma maneira para estarmos em paz com o nosso Criador: mediante
a nossa justificação, cuja ocorre quando nós pela fé, recebemos Jesus
como nosso único e suficiente Salvador. Então, somos declarados justos diante
de Deus.
1.3. Promotor da paz – Quem
já experimentou a justificação e a reconciliação com Deus torna-se um pacificador (Mt
5.9).
O crente
que já recebeu a paz de Deus em seu coração precisa partilhar dessa paz com
todos os que estão aflitos, tornando-se um embaixador da paz (2 Co 5.20).
Devemos buscar a verdadeira paz mediante a
justificação, em Cristo, pela fé.
ð Três maneiras pelas quais o Espírito Santo influencia nossa vida
1) O Espírito Santo nos dá discernimento com relação às nossas amizades. Algumas pessoas são contenciosas. Suas
críticas geram uma atmosfera de conflito e ira - 2
Timóteo 3.5b; 2 Timóteo 2.23.
2) O Espírito Santo aumenta nossa paciência, o que sempre traz paz para
nossas circunstâncias também - 2 Timóteo 2.24; Provérbios 26.20,21.
3) O Espírito Santo nos dá coragem e força para nos afastarmos da companhia
de pessoas tolas. Isso aumenta nossa paz - “Mantenha-se
longe do tolo, pois você não achará conhecimento no que ele falar”
(Provérbios 14.7).
A Palavra de Deus é um instrumento de paz. “Os que amam a tua
lei desfrutam paz, e nada há que os faça tropeçar” (Sl 119. 165).
Devemos acolher a Palavra de Deus como o instrumento mais eficiente de
mudança em nossa vida. Foi por isso que Paulo escreveu a Timóteo – 2 Timóteo
3.16,17.
Lembremos
sempre: o Espírito Santo é nossa única
fonte de paz genuína.
II.
INIMIZADES E CONTENDAS =
AUSÊNCIA DE PAZ
O objetivo
da inimizade, da discórdia e das dissensões é promover a destruição, da família
(o casamento), da sociedade, e principalmente a Unidade da Igreja do Senhor Jesus
Cristo.
Para viver
a missão de anunciar o Reino de Deus aos povos, o crente precisa viver em paz com
todos.
2.1.
– Três tipos de inimizades – Inimizade para com Deus (Rm
8.7), inimizade entre as pessoas (Lc
23.12) e hostilidade entre grupos
e pessoas (Ef 2.14-16).
Em
Gálatas, Paulo apresenta a inimizade, as contendas e as disputas como obras da
carne (Gl 5.20).
2.2.
– Inimizade e soberba – A
inimizade é geralmente o resultado da soberba. Por isso, o Senhor abomina o
coração altivo (Pv 6.16,17). A inimizade nasceu no momento em que o homem pecou
contra Deus, no Éden (Gn
3.15). A inimizade não é
apenas um sentimento de ódio contra
alguém, e sim contra tudo aquilo que é bom.
Na palavra
“inimigo”
ou “inimizade”
está expresso o ódio que alguém dominado pela obra da carne, pratica.
A Bíblia
está repleta de exemplos de inimigos (Sl 6.10; Is 1.24), e a Palavra declara
que todos que são dominados por essa obra da carne sempre causam grandes
males.
A inimizade é dominada pelo ódio e seu
objetivo é prejudicar (Gn 4.5-8). Por isso esse sentimento sempre foi
combatido por Deus.
Os que vivem na prática de inimizade, inclusive
contra Deus, serão punidos. Esse castigo seria baseado na lei da semeadura (Ex
21.24,25). Em Jesus Cristo todos são iguais: “Não há servo nem livre, não há macho nem fêmea; porque todos vós sois
um em Cristo Jesus” (Gl 3.28). O crente
que assim age é carnal e precisa arrepender-se dos seus pecados
(I Co 3.3).
As
inimizades e segregações são um “produto”
da carne, de uma natureza pecaminosa. Deus proíbe a acepção de pessoas e toda a
sorte de inimizades (At 10.34; Tg 2.8,9).
2.3.
– Inimizade e facção – Na
igreja de Corinto, os irmãos começaram a se dividir e formar
partidos em torno de Paulo, Apolo e Cefas (1 Co 1.12,13).
O crente
que tem “O Fruto do Espírito” busca
o bem de todos, com ele não há inimizades. Procura manter o vínculo da
perfeição, estende as mãos para ajudar e trata a todos com amor e respeito (Cl
3.12-14).
III.
VIVAMOS EM
PAZ
A paz como virtude do fruto do
Espírito age no crente concedendo-lhe tranquilidade em meio ao desespero,
tempestade, tumultos e agitação.
A
paz que reina em nosso coração é denominada de Paz de Deus, a qual
vem precedida pela Paz com Deus.
3.1.
O
favor divino – Em Cristo,
gentios e judeus são iguais pois fomos de igual modo alcançados por Cristo. Em
Rm 1.17, Paulo exorta aos gentios para que sejam sempre gratos a Deus, pois
eram zambujeiros e foram enxertados
na videira (Rm 11.17; Gn 12.3; Sl
133.1).
3.2. A cruz de Cristo
– Se Cristo não morresse na cruz pelos nossos pecados
estaríamos para sempre separados da presença de Deus; não deixaríamos de ser
inimigos dEle. Mas, mediante a fé
no sacrifício da cruz por nosso Senhor Jesus Cristo fomos reconciliados com
Deus.
Jesus não
merecia aquela morte cruel, mas por amor a nós ele não abriu a sua boca para
reclamar ou dizer palavras ofensivas aos seus algozes (Is 53.7; Jo 3.16). Ele
sabia o porquê de sua missão e que seu sacrifício era necessário para que pudéssemos nos reconciliar com Deus.
3.3.
A
nossa missão – Após sua
morte Jesus ressuscitou ao terceiro dia e antes de ser assunto aos céus também
nos deu uma missão: (Mt 28.19,20). Para darmos cumprimento a essa missão,
precisamos viver em paz com todos.
Conclusão:
- Para darmos cumprimento a essa missão precisamos viver em paz com todos e
anunciar ao mundo que somente em Jesus Cristo temos verdadeira paz, pois Ele é o Príncipe da Paz (Is 9.6).
A paz com
Deus e com a própria consciência, ou seja, uma harmonia pacífica de
temperamento e comportamento em relação aos outros é a paz como fruto do Espírito - Matthew
Henry em seu Comentário Bíblico do NT. (Jo
14.27; 16.33).
Somente pode ter a paz àquele que foi
reconciliado com Deus através do sangue de Jesus Cristo derramado na cruz, pois
somente a este foi concedido o Espírito que testifica em nosso coração que
somos amigos de Deus.
Esta paz verdadeira
abrange todas as esferas da nossa vida independente das situações em que
vivemos.
Bibliografia:
ü Pr. Gomes Osiel (Comentarista). Lições Bíblicas EBD CPAD 1º Trimestre 2017
ü Pr. Gomes Osiel. AS Obras da Carne e
o Fruto do Espírito. Editora CPAD. 2017, Rio de Janeiro.
ü Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD
ü Bíblia
Palavra Chave CPAD
ü Bíblia de
Estudo Despertar (NTLH).
ü NEE
Watchaman. O Homem Espiritual – (Vs I, II, III1). Editora Betânia. 1ª. Edição –
Belo Horizonte, 2001.
ü CAMPOSTRINI Hildomar. O Homem de Adão
a Cristo – Distribuição Ebar Editora. Rio de Janeiro 1995.
ü ANDRADE, Claudionor de. Dicionário de
Profecia Bíblica. Editora CPAD. Rio de Janeiro, 2006 – 8ª. Edição.
ü BARCLAY, William (V.II). As Obras da
Carne e o Fruto Espírito. Editora Vida Nova, São Paulo, 2000
ü SILVA,
Severino Pedro da. O Homem Corpo, Alma e Espírito. CPAD. Rio de janeiro, 1988
ü BOYER
Orlando. Pequena Enciclopédia Bíblica (Dicionário, Concordância, Chave Bíblica,
Atlas Bíblico. CPAD. Rio de Janeiro, 2008
ü KASCHEL
Werner e ZIMMER Rudi. Dicionário
da Bíblia de Almeida. 2ª. Edição SBB. Barueri, São Paulo, 2005
ü WOLFF, Hans Walter. Antropologia do
Antigo Testamento. Editora Hagnos. São Paulo, 2007
ü Fonte: pastorjoaobarbosa@gmail.com