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domingo, março 06, 2011

PRECISAMOS NOVAMENTE DE HOMENS DE DEUS


A igreja necessita neste momento de momento de homens, a espécie certa de homens, homens destemidos. Fala-se que precisamos de avivamento, que precisamos de um novo batismo do Espírito – e Deus sabe que precisamos ter a ambos. Mas Deus não avivará ratinhos. Ele não encherá do Espírito Santo a coelhos. 
Desfalecemos por homens que achem que podem consumir-se nos conflitos da alma, que não podem ser intimidados por ameaças de morte, porque já morreram para as seduções deste mundo. Tais homens estarão livres das compulsões que dominam homens mais fracos. Não serão forçados a fazer coisas pelas pressões das circunstâncias; sua única compulsão virá de dentro – ou de cima.
Esta espécie de liberdade é necessária, se temos de ter outra vez profetas em nossos púlpitos, em vez de mascotes. Estes homens livres servirão a Deus e à humanidade por motivos altos demais para serem compreendidos pelos aderentes religiosos medíocres que entram e saem do santuário. Não tomarão decisões movidas pelo medo, não seguirão nenhuma direção movida pelo desejo de agradar, não aceitarão serviço por considerações financeiras, não realizarão um só ato religioso por mero costume; tampouco se deixarão influenciar pelo amor da publicidade ou pelo desejo de boa reputação.
Muita coisa que a igreja – até a igreja evangélica, bíblica – está fazendo nestes dias, está fazendo porque teme deixar de fazê-lo. Associações ministeriais aprovam projetos por nenhuma razão mais elevada que a de que são intimidados a isso. O que quer que o seu ferrenho exame inspirado pelo temor os leve a crer que o mundo espera que façam, estarão fazendo na segunda-feira seguinte de manhã, com todo tipo de zelo trombeteado e de exibição de santidade. O que chama estes profetas é a pressão da opinião pública, não a voz de Jeová. 
A igreja verdadeira nunca sondou a opinião pública antes de lançar as suas cruzadas. Os seus líderes ouviram a Deus e iam para diante completamente independentes de apoio ou falta de apoio popular.  Conheciam a vontade do Senhor e a cumpriam, e o seu povo os seguia – às vezes para o triunfo; mais frequentemente para insultos e perseguição pública – e a sua recompensa suficiente era a satisfação de estarem certos num mundo errado. 
Outra característica do verdadeiro profeta é o amor. O homem livre, que aprendeu a ouvir a voz de Deus e ousou obedecê-la sente a carga moral que partiu o coração dos profetas do Velho Testamento, oprimiu a  alma de nosso Senhor Jesus Cristo e arrancou torrentes de lágrimas dos olhos dos apóstolos.
O homem livre nunca foi um tirano religioso, nem procurou jamais dominar a herança de Deus. É medo e a falta de segurança que levam os homens a esmagar os outros sob os seus pés. Estes têm algum interesse que proteger alguma posição que assegurar, de sorte que exigem a sujeição dos seus seguidores como garantia da sua própria segurança. Mas o homem livre - nunca. Este não tem nada que proteger, nenhuma ambição que buscar e nenhum inimigo que temer. Por essa razão, é completamente despreocupado quanto à sua posição entre os homens. Se estes o seguem, ótimo; se não, ele não perde nada que lhe seja caro; mas, aceito ou rejeitado, continuará amando os que estão aos seus cuidados com sincera devoção. E somente a morte pode silenciar a sua terna intercessão por eles. 
Sim, se o cristianismo evangélico, bíblico, há de permanecer vivo, terá de tornar a ter homens, a espécie certa de homens. Terá de repudiar os fracotes que não se atrevem a falar em voz alta, e terá de, com oração e muita humildade, buscar o retorno de homens do estofo dos profetas e mártires. Deus ouvirá os clamores do seu povo como ouviu os clamores de Israel no Egito. E dará libertação por meio dos seus libertadores. É o seu modo de agir entre os homens. 
E quando vierem os libertadores – reformadores, avivalistas, profetas – serão homens de Deus e homens de coragem. Terão a Deus do lado deles porque terão os cuidados de permanecer ao lado de Deus. Serão cooperadores com Cristo e instrumentos nas mãos do Espírito Santo. Tais homens serão realmente batizados com o Espírito, e por meio dos seus labores Ele batizará outros e enviará o tão protelado avivamento.

Tirado do Livro: “DE DEUS E O HOMEM” – A. W. TOZER

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