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domingo, dezembro 02, 2012

O QUEBRADOR DE PARADIGMAS





Por Robson Aguiar
Em uma época onde os religiosos eram legalistas e conhecidos pelo estereótipo. Surge um Rabino nem tanto tradicional. A começar pela suas vestes que em nada lembrava um Sacerdote com toda a pompa relativa ao oficio, embora que de fato Ele pertencia a Ordem de Melquisedeque. O que mais chocou a sociedade religiosa da época, é que esse novo Pastor, ia de encontro a uma milenarcultura herdada dos antigos religiosos e já enculturada pelo povo, simplesmente para ensinar a respeito do Reino de Deus.
Já no início de seu ministério foi questionado por ser apenas o filho do carpinteiro José e da Dona Maria. Não freqüentou as melhores escolas e não era levita, nem catecúmeno saduceu ou pertencente a classe discente dos Fariseus. Também não possuía cavalo Árabe, não usava anel de D.D ou Phd em Teologia e também não possuía casa de verão na beira-mar de Tiberíades.
Começou seu ministério aos 30 anos de idade, não foi diácono ou presbítero. Seus obreiros não eram conhecidos pelos certificados da Escola de Engenharia da Grécia ou Faculdade de Direito de Roma. Eram homens simples, do povo. Faz-nos lembrar o profeta Amós (o boieiro).
Começou seu ministério na praia, e não no templo. Seus ouvintes sentavam no chão e não reclamavam do calor do sol. Dificilmente se comentava a respeito da roupa ou do sapato dos freqüentadores do culto.
Na arrecadação de ofertas aceitava peixe e pão, e em vez de gazofilácio, cestos para recebimento. Para pregar, não exigia carruagem real, cachê, e hotel 5 estrelas.
Mas, o que mais chamou a atenção Nele, foi sua didática e sua doutrina. Não costumava citar dezenas de palavras no original hebraico para impressionar seus ouvintes. Sua linguagem era tão coloquial que até os mais leigos do povo o entendia. Era bem humorado, gostava de usar ironia do tipo “não está escrito, vóis sois deuses” ou ditado do tipo “é mais fácil um camelo entrar no fundo de uma agulha do que o rico entrar no Reino dos Céus” Gostava de ir a festas. E era bom de garfo. Bebia um bom vinho e não desprezava um bom perfume.
Do Templo, tão venerado pelos Judeus Ele dizia “Não ficará pedra sobre pedra” Aliás, disse a uma samaritana vaidosa que arrogava ser o Templo dos Samaritanos, construído no Monte Gerizim o mais bonito e santo lugar de culto, que os verdadeiros adoradores não precisariam de Templos para adorarem ao Pai, mas, o adorariam em qualquer lugar, apenas em espírito e em verdade. E para ter esse bate papo com essa pseuda impura, Ele fez o inesperado, entrou em Samaria e não passou por fora da cidade dos pecadores como era costume dos judeus.
Esse pregador Galileu, não foi projetado em Congressos, não tinha cartão de visitas com extenso currículo. Antes de pregar, não citava os Estados onde já tinha sido convidado, só para respaldar sua pregação, não era filiado a (C.C) Convenção de Cafarnaum. Sua mensagem, não era projetada para agradar os Sacerdotes, nem sempre atraia o público, na verdade as vezes afastava. E aqueles que se aproximavam dele com elogios subservientes, eram indagados sobre o porquê de sua ação.
Esse Homem comum (100% Homem) nos ensinou que ser cristão é buscar a essência da vida. Que ser Santo, não é se isolar da sociedade e da família. Antes, é participar da vida em grupo. Que ser pastor, não é dormir de paletó e ter aspecto sempre rude. Não é passar para o povo a imagem de um super crente. Que até na Lei de Deus existe flexibilidade (e ai de nós, se não houvesse). Que para cumprir a tarefa da grande comissão, importa mais um coração quebrantado do que anéis no dedo. Que obreiro bom também se encontra na praia. Que status social não evidencia chamada ministerial.
Muitas outras lições poderiam ser tiradas do modus vivendi e modus operandi desse grande líder. Mas, vou ficando por aqui, deixando que você complete esse texto como desejar.
Fonte: http://searanews.com.br/

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